{"id":7112,"date":"2018-10-16T10:01:08","date_gmt":"2018-10-16T13:01:08","guid":{"rendered":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/?p=7112"},"modified":"2021-07-30T10:19:29","modified_gmt":"2021-07-30T13:19:29","slug":"formacao-da-consciencia-moral-nas-novas-comunidades","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/formacao-da-consciencia-moral-nas-novas-comunidades\/","title":{"rendered":"A forma\u00e7\u00e3o da consci\u00eancia moral nas Novas Comunidades"},"content":{"rendered":"<h2>A consci\u00eancia moral ajuda a pessoa no desenvolvimento e amadurecimento da pr\u00f3pria personalidade<\/h2>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A identidade carism\u00e1tica e eclesial das <span style=\"color: #0000ff;\"><a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/voce-sabe-quem-sao-novas-comunidades\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Novas Comunidades<\/a> <\/span>pode ser compreendida a partir da carta <\/span><b><i>Iuvenescit ecclesia<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 2, da Congrega\u00e7\u00e3o para a doutrina da f\u00e9:<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tanto antes como depois do Conc\u00edlio Vaticano II, surgiram numerosas agrega\u00e7\u00f5es eclesiais que constituem uma grande <\/span><b><i>fonte de renova\u00e7\u00e3o para a Igreja<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e para a <\/span><b><i>urgente \u00abconvers\u00e3o pastoral e mission\u00e1ria\u00bb de toda a vida eclesial<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Ao valor e \u00e0 riqueza de todas as realidades associativas tradicionais, caracterizadas por prop\u00f3sitos particulares, bem como dos Institutos de vida consagrada e Sociedades de vida apost\u00f3lica, juntam-se aquelas realidades mais recentes que podem ser descritas como <\/span><b><i>agrega\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is, movimentos eclesiais e novas comunidades<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, sobre as quais se det\u00e9m o presente documento. Estas n\u00e3o podem ser entendidas simplesmente como um associar-se volunt\u00e1rio de pessoas que desejam alcan\u00e7ar um objetivo particular de car\u00e1ter religioso ou social.<\/span><\/p>\n<div id=\"attachment_7115\" style=\"width: 910px\" class=\"wp-caption aligncenter\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-7115\" class=\"size-full wp-image-7115\" src=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/10\/30429521534_b16aacfa88_o.jpg\" alt=\"\" width=\"900\" height=\"600\" srcset=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/10\/30429521534_b16aacfa88_o.jpg 900w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/10\/30429521534_b16aacfa88_o-300x200.jpg 300w, https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/files\/2018\/10\/30429521534_b16aacfa88_o-768x512.jpg 768w\" sizes=\"(max-width: 900px) 100vw, 900px\" \/><p id=\"caption-attachment-7115\" class=\"wp-caption-text\">Acampamento com as Novas Comunidades 2016 &#8211; Foto: Arquivo\/cancaonova.com<\/p><\/div>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O car\u00e1ter de <\/span><b><i>\u00abmovimento\u00bb<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> distingue-os dentro do panorama eclesial enquanto realidades fortemente din\u00e2micas, capazes de <\/span><b><i>suscitar particular atra\u00e7\u00e3o pelo Evangelho<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e de sugerir uma <\/span><b><i>proposta de vida crist\u00e3<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> tendencialmente global que <\/span><b><i>abarca todos os aspetos da exist\u00eancia humana<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. O agregar-se dos fi\u00e9is com uma forte <\/span><b><i>partilha de vida<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, com a inten\u00e7\u00e3o de <\/span><b><i>incrementar a vida de f\u00e9, esperan\u00e7a e caridade<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, exprime bem a din\u00e2mica eclesial como mist\u00e9rio de comunh\u00e3o para a miss\u00e3o e manifesta-se como um sinal de unidade da Igreja em Cristo. Neste sentido, estas agrega\u00e7\u00f5es eclesiais, com <\/span><b><i>origem num carisma partilhado<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tendem a ter como prop\u00f3sito <\/span><b><i>\u00abo fim apost\u00f3lico geral da Igreja\u00bb<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Nesta perspectiva, agrega\u00e7\u00f5es de fi\u00e9is, movimentos eclesiais e novas comunidades prop\u00f5em <\/span><b><i>formas renovadas de seguimento de Cristo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, de modo a <\/span><b><i>aprofundar a communio cum Deo e a communio fidelium<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, levando a novos contextos sociais o <\/span><b><i>fasc\u00ednio do encontro com o Senhor Jesus e a beleza da exist\u00eancia crist\u00e3 vivida na sua integralidade<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Nestas realidades, exprime-se tamb\u00e9m uma peculiar forma de miss\u00e3o e de testemunho, com o objetivo de <\/span><b><i>favorecer e desenvolver, quer uma consci\u00eancia viva da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quer itiner\u00e1rios est\u00e1veis de forma\u00e7\u00e3o crist\u00e3, quer ainda percursos de perfei\u00e7\u00e3o evang\u00e9lica<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Podem participar nestas realidades agregativas, de acordo com os diversos carismas, <\/span><b><i>fi\u00e9is de estados de vida distintos (leigos, ministros ordenados e pessoas consagradas)<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, manifestando desta forma a pluriforme riqueza da comunh\u00e3o eclesial. A forte <\/span><b><i>capacidade agregativa<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> destas realidades representa um testemunho significativo de como a Igreja n\u00e3o cresce \u00abpor proselitismo mas por \u201catra\u00e7\u00e3o\u201d\u00bb. Jo\u00e3o Paulo II, dirigindo-se aos representantes dos movimentos e das novas comunidades fez quest\u00e3o de reconhecer neles uma <\/span><b><i>\u00abresposta providencial\u00bb<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> suscitada pelo Esp\u00edrito Santo perante a necessidade de <\/span><b><i>comunicar de modo persuasivo o Evangelho por todo o mundo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, tendo em considera\u00e7\u00e3o os grandes processos de transforma\u00e7\u00e3o existentes a n\u00edvel planet\u00e1rio, marcados frequentemente por uma cultura fortemente secularizada. Tal fermento do Esp\u00edrito \u00abtrouxe \u00e0 vida da Igreja uma novidade inesperada, e por vezes at\u00e9 explosiva\u00bb. <\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">O mesmo Pont\u00edfice recordou que se abre a todas estas agrega\u00e7\u00f5es eclesiais o tempo da <\/span><b><i>\u00abmaturidade eclesial\u00bb<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, o qual implica a sua <\/span><b><i>plena valoriza\u00e7\u00e3o e inser\u00e7\u00e3o \u00abnas Igrejas locais e nas par\u00f3quias, sempre permanecendo em comunh\u00e3o com os Pastores e atentos \u00e0s suas indica\u00e7\u00f5es\u00bb<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. Estas novas realidades, por cuja exist\u00eancia o cora\u00e7\u00e3o da Igreja se enche de alegria e gratid\u00e3o, s\u00e3o chamadas a <\/span><b><i>relacionar-se de forma positiva com todos os outros dons presentes na vida eclesial<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<h3>Forma\u00e7\u00e3o personalizada e integral<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tal identidade j\u00e1 estabelece um indicativo ao itiner\u00e1rio formativo dos membros das novas comunidades. A forma\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de ser personalizada, dever\u00e1 ser a mais integral poss\u00edvel. Partindo do significado de salva\u00e7\u00e3o integral, ou seja, Cristo veio para salvar a pessoa humana integralmente, a proposta formativa de uma nova comunidade dever\u00e1 considerar o membro como algu\u00e9m chamado a ser disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Jesus Cristo, como nos apresenta o Documento de Aparecida.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Sobre o tema da forma\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Jesus Cristo, o Documento de Aparecida, elaborado pelo episcopado latino-americano e caribenho em 2007<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, apresenta \u201ccinco aspectos fundamentais que aparecem de maneira diversa em cada etapa do caminho (formativo), mas que se complementam intimamente e se alimentam entre si\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Quais s\u00e3o esses aspectos?<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Em primeiro lugar, o encontro com Jesus Cristo que deve ser renovado \u201cconstantemente pelo testemunho pessoal, pelo an\u00fancio do <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">querigma<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e pela a\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria da comunidade. O <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">querigma<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> n\u00e3o \u00e9 somente uma etapa, mas o fio condutor de um processo que culmina na maturidade do disc\u00edpulo de Jesus Cristo\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Outro aspecto a ser ressaltado pelo Documento de Aparecida \u00e9 a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">convers\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, enquanto \u201creposta inicial de quem escutou o Senhor com admira\u00e7\u00e3o\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Abertura \u00e0 gra\u00e7a de Deus que, particularmente, se atua nos sacramentos da Igreja, de modo que o disc\u00edpulo mission\u00e1rio assuma um modo de pensar e viver segundo os valores evang\u00e9licos.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O terceiro aspecto \u00e9 o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">discipulado<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Tal etapa \u00e9 marcada pelo amadurecimento no conhecimento, no amor e no seguimento de Jesus Mestre. \u201cPara esse passo s\u00e3o de fundamental import\u00e2ncia a catequese permanente e a vida sacramental, que fortalecem a convers\u00e3o inicial e permitem que os <a href=\"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/somos-chamados-a-ser-discipulos-missionarios\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">disc\u00edpulos mission\u00e1rios<\/a> possam perseverar na vida crist\u00e3 e na miss\u00e3o em meio ao mundo que os desafia\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O quarto aspecto \u00e9 a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">comunh\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, uma vez que n\u00e3o existe vida crist\u00e3 fora da comunidade. \u201cComo os primeiros crist\u00e3os, que se reuniam em comunidade, o disc\u00edpulo participa na vida da Igreja e no encontro com os irm\u00e3os, vivendo o amor de Cristo na vida fraterna solid\u00e1ria\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Nesse aspecto, valoriza-se a experi\u00eancia de comunh\u00e3o em fam\u00edlia, na vida paroquial, nas comunidades religiosas, na comunidade de base, nos movimentos eclesiais e nas novas comunidades.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Enfim, o \u00faltimo aspecto fundamental do processo formativo do disc\u00edpulo \u00e9 a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">miss\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. O disc\u00edpulo, em comunh\u00e3o com os irm\u00e3os de f\u00e9, \u201cexperimenta a necessidade de compartilhar com outros a sua alegria de ser enviado, de ir ao mundo para anunciar Jesus Cristo, morto e ressuscitado, e tornar realidade o amor e o servi\u00e7o na pessoa dos mais necessitados, em uma palavra, a construir o Reino de Deus\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Miss\u00e3o e discipulado s\u00e3o realidades insepar\u00e1veis, ou seja, anunciar o Reino de Cristo \u00e9 indispens\u00e1vel no processo formativo do disc\u00edpulo.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<h3>Estruturas de um projeto formativo<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Esses aspectos do processo da forma\u00e7\u00e3o do disc\u00edpulo de Cristo s\u00e3o a base para se estruturar um projeto formativo dos membros de qualquer comunidade eclesial. Entretanto, o Documento de Aparecida nos oferece outros elementos, que julgamos ser imprescind\u00edveis, para a estrutura\u00e7\u00e3o de um projeto de forma\u00e7\u00e3o integral, e particularmente da consci\u00eancia moral. A forma\u00e7\u00e3o \u00e9 permanente e deve, por isso mesmo, obedecer a um processo integral que saiba, por sua vez, considerar diversas dimens\u00f5es, todas harmonizadas entre si em unidade vital<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Tais dimens\u00f5es s\u00e3o: <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">humana e comunit\u00e1ria, espiritual, intelectual e pastoral-mission\u00e1ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/p>\n<ol>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Na <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dimens\u00e3o humana e comunit\u00e1ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, a pessoa dever\u00e1 ser conduzida \u201ca assumir a pr\u00f3pria hist\u00f3ria e a cur\u00e1-la, com o objetivo de se tornar capaz de viver como crist\u00e3o em um mundo plural, com equil\u00edbrio, fortaleza, serenidade e liberdade interior\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. A forma\u00e7\u00e3o dever\u00e1, portanto, ajudar a pessoa no desenvolvimento e amadurecimento da pr\u00f3pria personalidade na experi\u00eancia do amor rec\u00edproco, no contato com seus semelhantes e na abertura ao mist\u00e9rio de Deus.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dimens\u00e3o espiritual<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> deve ajudar o crist\u00e3o no cultivo cont\u00ednuo da \u201cexperi\u00eancia de Deus manifestado em Jesus e que o conduz pelo Esp\u00edrito atrav\u00e9s dos caminhos de profundo amadurecimento. [\u2026] Assim como a Virgem Maria, essa dimens\u00e3o permite ao crist\u00e3o aderir de cora\u00e7\u00e3o e pela f\u00e9 aos caminhos alegres, luminosos, dolorosos e gloriosos de seu Mestre e Senhor\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">A <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dimens\u00e3o intelectual<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> auxilia o crist\u00e3o em sua abertura \u00e0 intelig\u00eancia da verdade com a luz da f\u00e9. \u201cTamb\u00e9m capacita para o discernimento, o ju\u00edzo cr\u00edtico e o di\u00e1logo sobre a realidade e a cultura. Assegura de maneira especial o conhecimento b\u00edblico-teol\u00f3gico e das ci\u00eancias humanas para adquirir a necess\u00e1ria compet\u00eancia em vista dos servi\u00e7os eclesiais que se requeiram e para a adequada presen\u00e7a na vida secular\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">.<\/span><\/li>\n<li style=\"font-weight: 400;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Por fim, a forma\u00e7\u00e3o dever\u00e1 incluir a <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">dimens\u00e3o pastoral e mission\u00e1ria<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, na qual se objetiva motivar o crist\u00e3o ao an\u00fancio de Cristo na pr\u00f3pria vida e no ambiente<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Objetiva-se ainda habilitar o crist\u00e3o \u201ca propor projetos e estilos de vida crist\u00e3 atraentes, com interven\u00e7\u00f5es org\u00e2nicas e de colabora\u00e7\u00e3o fraterna com todos os membros da comunidade. Contribui para integrar evangeliza\u00e7\u00e3o e pedagogia, comunicando vida e oferecendo itiner\u00e1rios pastorais de acordo com a maturidade crist\u00e3, a idade e outras condi\u00e7\u00f5es pr\u00f3prias das pessoas ou dos grupos\u201d<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">. Nessa dimens\u00e3o, incentiva-se a responsabilidade dos leigos e leigas e a \u00edndole secular da pr\u00f3pria voca\u00e7\u00e3o.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">A forma\u00e7\u00e3o integral do disc\u00edpulo mission\u00e1rio de Jesus Cristo n\u00e3o poder\u00e1 desconsiderar o contexto no qual os vocacionados \u00e0s novas comunidades vivem, pois o contexto sociocultural influencia certos comportamentos ora inspirados e ora n\u00e3o t\u00e3o inspirados pelo evangelho de Jesus Cristo e a vida nova de seu Reino, contribuindo ou n\u00e3o com a realiza\u00e7\u00e3o da voca\u00e7\u00e3o crist\u00e3 em contexto comunit\u00e1rio. Sendo assim, os respons\u00e1veis pela forma\u00e7\u00e3o dos membros das novas comunidades dever\u00e3o tamb\u00e9m discernir os sinais dos tempos presentes no contexto sociocultural de onde surgem os vocacionados.<\/span><\/p>\n<h3>Atentos aos sinais dos tempos<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Tendo em vista essa percep\u00e7\u00e3o dos sinais dos tempos, sirvo-me da contribui\u00e7\u00e3o oferecida pela carta <\/span><b><i>Placuit Deo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> aos bispos da Igreja Cat\u00f3lica sobre alguns aspectos da salva\u00e7\u00e3o crist\u00e3,<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> bem como daquela oferecida tamb\u00e9m pela exorta\u00e7\u00e3o apost\u00f3lica <\/span><b><i>Gaudete et exsultate<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre o chamado \u00e0 santidade no mundo atual, do Santo Padre, o papa Francisco.<\/span><\/p>\n<p><i><span style=\"font-weight: 400;\">Placuit Deo<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 2: \u201cO mundo contempor\u00e2neo questiona, n\u00e3o sem dificuldade, a confiss\u00e3o de f\u00e9 crist\u00e3, que proclama Jesus o \u00fanico Salvador de todo o homem e da humanidade inteira (cf. At 4,12; Rom 3,23-24; 1 Tm 2,4-5; Tit 2,11-15). Por um lado, o individualismo centrado no sujeito aut\u00f4nomo, tende a ver o homem como um ser cuja realiza\u00e7\u00e3o depende somente das suas for\u00e7as. Nesta vis\u00e3o, a figura de Cristo corresponde mais a um modelo que inspira a\u00e7\u00f5es generosas, mediante suas palavras e seus gestos, do que Aquele que transforma a condi\u00e7\u00e3o humana, incorporando-nos numa nova exist\u00eancia reconciliada com o Pai e entre n\u00f3s, mediante o Esp\u00edrito (cf. 2 Cor 5,19; Ef 2,18).<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, difunde-se a vis\u00e3o de uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior, que talvez suscita uma forte convic\u00e7\u00e3o pessoal ou um sentimento intenso de estar unido a Deus, mas sem assumir, curar e renovar as nossas rela\u00e7\u00f5es com os outros e com o mundo criado. Com esta perspectiva, torna-se dif\u00edcil compreender o significado da Encarna\u00e7\u00e3o do Verbo, atrav\u00e9s da qual Ele se fez membro da fam\u00edlia humana, assumindo a nossa carne e a nossa hist\u00f3ria, por n\u00f3s homens e para a nossa salva\u00e7\u00e3o.<\/span><\/p>\n<ol start=\"3\">\n<li><span style=\"font-weight: 400;\"> O Santo Padre Francisco, no seu magist\u00e9rio ordin\u00e1rio, referiu-se muitas vezes a duas tend\u00eancias que representam os dois desvios antes mencionados, e que se assemelham em alguns aspectos a duas antigas heresias, isto \u00e9, o pelagianismo e o gnosticismo. (Cf. <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Lumen fidei<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> e <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Evangelii gaudium<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">). Prolifera em nossos tempos um <\/span><b><i>neo-pelagianismo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> em que o homem, radicalmente aut\u00f4nomo, pretende salvar-se a si mesmo sem reconhecer que ele depende, no mais profundo do seu ser, de Deus e dos outros. A salva\u00e7\u00e3o \u00e9 ent\u00e3o confiada \u00e0s for\u00e7as do indiv\u00edduo ou a estruturas meramente humanas, incapazes de acolher a novidade do Esp\u00edrito de Deus.<\/span><\/li>\n<\/ol>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Um certo <\/span><b><i>neo-gnosticismo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">, por outro lado, apresenta uma salva\u00e7\u00e3o meramente interior, fechada no subjetivismo. Essa consiste no elevar-se \u00abcom o intelecto para al\u00e9m da carne de Jesus rumo aos mist\u00e9rios da divindade desconhecida\u00bb. Pretende-se, assim, libertar a pessoa do corpo e do mundo material, nos quais n\u00e3o se descobrem mais os vest\u00edgios da m\u00e3o providente do Criador, mas se v\u00ea apenas uma realidade privada de significado, estranha \u00e0 identidade \u00faltima da pessoa e manipul\u00e1vel segundo os interesses do homem.<\/span><\/p>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por outro lado, \u00e9 claro que a compara\u00e7\u00e3o com as heresias pelagiana e gn\u00f3stica pretende somente evocar tra\u00e7os gerais comuns, sem entrar, nem fazer ju\u00edzos, sobre a natureza destes erros antigos. De fato, a diferen\u00e7a entre o contexto hist\u00f3rico secularizado de hoje e o contexto dos primeiros s\u00e9culos crist\u00e3os, nos quais estas heresias nasceram, \u00e9 grande. Todavia, enquanto o gnosticismo e o pelagianismo representam perigos perenes de equ\u00edvocos da f\u00e9 b\u00edblica, \u00e9 poss\u00edvel encontrar uma certa familiaridade com os movimentos de hoje apenas referidos acima.<\/span><\/p>\n<h3>Falsifica\u00e7\u00f5es da santidade<\/h3>\n<p><span style=\"font-weight: 400;\">Por sua vez, em todo o cap\u00edtulo II de <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Gaudete et exsultate<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, papa Francisco denuncia os dois inimigos sutis da santidade, duas falsifica\u00e7\u00f5es da santidade: o <\/span><b><i>gnosticismo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> e o <\/span><b><i>pelagianismo<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\">. \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">Ainda hoje os cora\u00e7\u00f5es de muitos crist\u00e3os, talvez inconscientemente, deixam-se seduzir por estas propostas enganadoras. Nelas aparece expresso um imanentismo antropoc\u00eantrico, disfar\u00e7ado de verdade cat\u00f3lica. Vejamos estas duas formas de seguran\u00e7a doutrin\u00e1ria ou disciplinar, que d\u00e3o origem \u00aba um elitismo narcisista e autorit\u00e1rio, onde, em vez de evangelizar, se analisam e classificam os demais e, em vez de facilitar o acesso \u00e0 gra\u00e7a, consomem-se as energias a controlar. Em ambos os casos, nem Jesus Cristo nem os outros interessam verdadeiramente\u00bb\u201d (n. 35).<\/span><\/p>\n<p><b>Gnosticismo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: f\u00e9 fechada no subjetivismo, onde a pessoa fica enclausurada na iman\u00eancia da sua pr\u00f3pria raz\u00e3o ou dos seus sentimentos (n. 36); uma mente sem Deus e sem carne, pois os gn\u00f3sticos julgam possuir compreens\u00e3o profunda e total da verdade sobre Deus e o Evangelho, verdade esta que todos devem se submeter e assim preferem \u201cum Deus sem Cristo, um Cristo sem Igreja, uma Igreja sem povo\u201d (n. 37); apregoa uma doutrina sem mist\u00e9rio, pois se disfar\u00e7a em formas de espiritualidade desencarnada, querendo domesticar o mist\u00e9rio sobre Deus e sua gra\u00e7a, como o mist\u00e9rio da vida dos outros; pretende ter resposta para todas as perguntas, busca-se seguran\u00e7a doutrin\u00e1ria, e com isso aos gn\u00f3sticos o amor de Deus n\u00e3o surpreende mais (n. 40-42); \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">as perguntas do nosso povo, as suas ang\u00fastias, batalhas, sonhos e preocupa\u00e7\u00f5es possuem um <\/span><b><i>valor hermen\u00eautico<\/i><\/b><span style=\"font-weight: 400;\"> que n\u00e3o podemos ignorar, se quisermos deveras levar a s\u00e9rio o princ\u00edpio da encarna\u00e7\u00e3o\u201d (n. 44); julgar-se superior aos demais por conta do pr\u00f3prio progresso no conhecimento da verdade.<\/span><\/p>\n<p><b>Pelagianismo<\/b><span style=\"font-weight: 400;\">: enquanto os gn\u00f3sticos padecem pelo orgulho intelectual, os pelagianos, pelo prepot\u00eancia da vontade, ou seja, o esfor\u00e7o pessoal como garantia de santidade (n. 48); s\u00f3 confia nas suas pr\u00f3prias for\u00e7as e sente-se superior aos outros por cumprir determinadas normas ou por ser irredutivelmente fiel a um certo estilo cat\u00f3lico (n. 49)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">; \u201c<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">a falta dum reconhecimento sincero, pesaroso e orante dos nossos limites \u00e9 que impede a gra\u00e7a de atuar melhor em n\u00f3s, pois n\u00e3o lhe deixa espa\u00e7o para provocar aquele bem poss\u00edvel que se integra num caminho sincero e real de crescimento\u201d (n. 51); a gra\u00e7a sup\u00f5e a natureza, por\u00e9m tamb\u00e9m a corrige, a cura, a eleva, a santifica; o Catecismo da Igreja Cat\u00f3lica: dom da gra\u00e7a \u00abultrapassa as capacidades da intelig\u00eancia e as for\u00e7as da vontade humana\u00bb<\/span><span style=\"font-weight: 400;\"> (n. 1998)<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">\u00a0e que, \u00abem rela\u00e7\u00e3o a Deus, n\u00e3o h\u00e1, da parte do homem, m\u00e9rito no sentido dum direito estrito. Entre Ele e n\u00f3s, a desigualdade \u00e9 sem medida\u00bb (n. 2007); \u201cs\u00f3 a partir do dom de Deus, livremente acolhido e humildemente recebido, \u00e9 que podemos cooperar com os nossos esfor\u00e7os para nos deixarmos transformar cada vez mais\u201d (n. 56); a obsess\u00e3o pela lei, o fasc\u00ednio de exibir conquistas sociais e pol\u00edticas, a ostenta\u00e7\u00e3o no cuidado da liturgia, da doutrina e do prest\u00edgio da Igreja, a vangl\u00f3ria ligada \u00e0 gest\u00e3o de assuntos pr\u00e1ticos, a atra\u00e7\u00e3o pelas din\u00e2micas de autoajuda e realiza\u00e7\u00e3o autorreferencial (n. 57); S\u00e3o Tom\u00e1s de Aquino lembrava-nos que se deve exigir, com modera\u00e7\u00e3o, os preceitos acrescentados ao Evangelho pela Igreja, \u00abpara n\u00e3o tornar a vida pesada aos fi\u00e9is, [porque assim] se transformaria a nossa religi\u00e3o numa escravid\u00e3o\u00bb (Suma Teol\u00f3gica, I-II, q. 107, art. 4) (n. 59).<\/span><\/p>\n<p>* Padre Wagner Ferreira da Silva &#8211; Vice-Presidente da Comunidade Can\u00e7\u00e3o Nova<\/p>\n<p>_____________________<\/p>\n<p>Notas e refer\u00eancias<\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">\u00b9Cf. Congrega\u00e7\u00e3o para a doutrina da f\u00e9, Carta <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Iuvenescit ecclesia<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> sobre a rela\u00e7\u00e3o entre dons hier\u00e1rquicos e carism\u00e1ticos para a vida e miss\u00e3o da Igreja. S\u00e3o Paulo: Paulinas, 2016 (Documentos da Igreja, 42).\u00a0<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub>\u00b2\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">Cf. CELAM, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Documento de Aparecida. Texto conclusivo da V Confer\u00eancia Geral do Episcopado latino-americano e do Caribe (13-31 de maio de 2007)<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. S\u00e3o Paulo: Paulus, 2007.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub>\u00b3\u00a0<span style=\"font-weight: 400;\">CELAM<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Documento de Aparecida<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2026, n. 278.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub>4\u00a0<i><span style=\"font-weight: 400;\">Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 278, a; Cf. Raniero Cantalamessa; Saverio Gaeta, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">La forza dello Spirito<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. Casale Monferrato (AL): Piemme, 2008, p. 132-133: ao ressaltar a import\u00e2ncia da evangeliza\u00e7\u00e3o, Cantalamessa afirma: \u201cE isso podemos faz\u00ea-lo redescobrindo o an\u00fancio carism\u00e1tico, isto \u00e9, aquele an\u00fancio fundamental do qual desabrocha todo o restante, que pode ser sintetizado, com S\u00e3o Paulo, nas afirma\u00e7\u00f5es: Jesus \u00e9 o Senhor; Cristo morreu pelos nossos pecados e ressuscitou pela nossa salva\u00e7\u00e3o; n\u00e3o existe condena\u00e7\u00e3o alguma para aqueles que est\u00e3o em Cristo Jesus.\u00a0Essas express\u00f5es s\u00e3o definidas <i>querigm\u00e1ticas<\/i>: n\u00e3o intencionam oferecer demonstra\u00e7\u00f5es, n\u00e3o apelam \u00e0s dial\u00e9ticas filos\u00f3ficas, mas prop\u00f5em um an\u00fancio autorizado no Esp\u00edrito e pot\u00eancia, fazem apelo \u00e0 for\u00e7a intr\u00ednseca da palavra\u201d.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">5 CELAM<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Documento de Aparecida<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2026, n. 278, b.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><i><span style=\"font-weight: 400;\">6 Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 278, c.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><i><span style=\"font-weight: 400;\">7 Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 278, d.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><i><span style=\"font-weight: 400;\">8 Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 278, e.,<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">9 Cf. <\/span><span style=\"font-weight: 400;\">CELAM<\/span><span style=\"font-weight: 400;\">, <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Documento de Aparecida<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">\u2026, n. 279.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">10\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 280, a.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">11\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 280, b.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">12\u00a0<\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Ibidem<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, n. 280, c.<\/span><\/sub><\/p>\n<p><sub><span style=\"font-weight: 400;\">13 Cf. Jo\u00e3o Paulo II, Carta enc\u00edclica <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">Redemptoris Missio<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">:<\/span> <span style=\"font-weight: 400;\">A validade permanente do mandato mission\u00e1rio. 4\u00aa ed., S\u00e3o Paulo: Paulinas, 1991, n. 33-34 (A Voz do Papa, 125). Neste texto, Jo\u00e3o Paulo II esclarece que a Igreja \u00e9 essencialmente mission\u00e1ria. Entretanto, \u00e9 importante distinguir tr\u00eas modos de compreender o significado de miss\u00e3o para a Igreja. Em primeiro lugar, o termo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">miss\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> significa ir ao encontro de \u201cpovos, grupos humanos, contextos socioculturais onde Cristo e o Seu Evangelho n\u00e3o \u00e9 conhecido\u201d. Neste caso, temos a miss\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ad gentes<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">. \u201cA atividade mission\u00e1ria espec\u00edfica, ou miss\u00e3o <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">ad gentes,<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> tem como destinat\u00e1rios \u2018os povos ou grupos que ainda n\u00e3o cr\u00eaem em Cristo\u2019, \u2018aqueles que est\u00e3o longe de Cristo\u2019, entre os quais a Igreja \u2018n\u00e3o est\u00e1 ainda radicada\u2019, e cuja cultura ainda n\u00e3o foi influenciada pelo Evangelho\u201d. Outro modo de se conceber a atividade mission\u00e1ria da Igreja diz respeito \u00e0 <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">atividade pastoral<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\">, ou seja, quando as comunidades crist\u00e3s, devidamente situadas em determinado espa\u00e7o geogr\u00e1fico, tornam-se \u201cfermento de f\u00e9 e de vida, irradiando o testemunho do Evangelho no seu ambiente, e sentindo o compromisso da miss\u00e3o universal\u201d. Por fim, o termo <\/span><i><span style=\"font-weight: 400;\">miss\u00e3o<\/span><\/i><span style=\"font-weight: 400;\"> pode ser aplicado tamb\u00e9m quando se verifica aquela situa\u00e7\u00e3o na qual \u201cgrupos inteiros de batizados perderam o sentido vivo da f\u00e9, n\u00e3o se reconhecendo j\u00e1 como membros<\/span><\/sub><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A consci\u00eancia moral ajuda a pessoa no desenvolvimento e amadurecimento da pr\u00f3pria personalidade A identidade carism\u00e1tica e eclesial das Novas Comunidades pode ser compreendida a partir da carta Iuvenescit ecclesia, n. 2, da Congrega\u00e7\u00e3o para a doutrina da f\u00e9: Tanto&#8230;<\/p>\n","protected":false},"author":4719,"featured_media":7125,"comment_status":"open","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_mi_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"footnotes":""},"categories":[23],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7112"}],"collection":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/users\/4719"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7112"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7112\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7774,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7112\/revisions\/7774"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media\/7125"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7112"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7112"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blog.cancaonova.com\/metanoia\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7112"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}