Formação

Ministro de Música: Comprometido e Desapegado

Ministério de música não é hobby, mas deve ser assumido como prioridade. O servo de Deus na música deve ser perseverante, não faltar aos seus compromissos sem um motivo justo e manter a palavra dada. Quem é comprometido e responsável não chega no meio da reunião, não sai antes de terminar o evento onde se encontra.

Da mesma forma, o músico comprometido com Deus escuta uma palestra e sabe transmiti-la adiante, não fica alheio aos ensinamentos enquanto não está ministrando a música, pois o seu compromisso é com Jesus e não com as pessoas.

O servo de Deus na música não usa desta para proveito próprio, pois sua causa é servir os irmãos com seu trabalho. Sabe que é uma missão muito importante que está executando para o bem dos irmãos, que está comprometido com a causa de levar Jesus ao irmão por meio da música e que não deve buscar em primeiro lugar os próprios interesses, mas os do irmão: “Ninguém busque o seu interesse, mas o do próximo” (I Cor 10,24).

Desapegado

O músico deve ser desapegado dos bens materiais; ele não é o dono das próprias coisas, mas um administrador dos bens que Deus lhe confiou a guarda: “Porque nada trouxemos ao mundo, como também nada podemos levar” .

Aquele que é desapegado sabe doar, pois segundo São Paulo, são palavras do próprio Jesus: “É maior felicidade dar que receber” (At 20,35).

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


Ministro de Música: Promotor da Reconciliação

O Documento de Puebla n. 205 nos diz:
“Quem, ao evangelizar, exclui de seu amor ainda que seja uma única pessoa, não possui o Espírito de Cristo”.

O músico é o evangelizador no canto, por isso, se ele excluir do seu coração uma pessoa que seja, ele não estará sendo guiado pelo Espírito Santo. O ministro da música deve ser não somente aquele que perdoa, mas o que promove a reconciliação: “Se estás, portanto, para fazer tua oferta diante do altar e te lembrares que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa lá a tua oferta diante do altar e vai primeiro reconciliar-te com teu irmão: só então vem fazer a tua oferta” (Mt 5,23-24).

O ministro de música é aquele que vai ao irmão para promover a reconciliação e a paz, independentemente de estar ou não com a razão, pois o próprio Jesus foi levado à cruz sem pecado algum. No alto da cruz Cristo possuía todos os argumentos humanos para não perdoar, porém, disse aos que O haviam crucificado: “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lc 23,24).

Quem está no campo da música para servir a Deus é inconcebível que esteja à frente com o coração sem perdão. É melhor parar, voltar atrás e pedir forças a Jesus para conseguir reconciliar-se com o irmão.

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


Obediência e Disposição

Samuel repreendeu o rei Saul por ele ter desobedecido a Deus, pois este preferiu seguir suas inspirações e não as do Senhor: “Acaso o Senhor se compraz tanto nos holocaustos e sacrifícios como à obediência à sua voz? A obediência é melhor que o sacrifício e a submissão vale mais que a gordura dos carneiros. A rebelião é tão culpável quanto a superstição; a desobediência é como o pecado da idolatria” (I Sm 15,22-23).

O ministro de música deve ser obediente ao corpo hierárquico da Igreja. Cristo é a cabeça e nós, Sua Igreja, somos os membros d’Ele. Nenhum membro pode existir separado do corpo, do contrário morre. Assim o músico deve estreitar os laços de amizade e respeito com o seu pároco e seu bispo.

Além da obediência ao corpo constituído da Igreja, deve o músico obedecer ao seu coordenador com amor e solicitude.

A Disposição qualidade que deve sempre existir no músico, pois ele deve estar sempre disposto a servir. Ministério é servirço, por isso, se o músico não possuir o desejo de servir onde quer que sua presença seja necessária, ele não cumpre o papel a que foi chamado.

“Tudo o que fizerdes, fazei-o de bom coração, como para o Senhor e não para os homens” (Col 3,23).

Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus


Série 'Virtudes dos Músicos' - Orante

Ministério de música que não ora logo se desfaz, e o músico que não tem tempo para a oração cai logo. Em diversas ocasiões Jesus mostrou que era homem de oração, tanto que os discípulos Lhe pediram: “Senhor, ensina-nos a rezar, como João ensinou a seus discípulos” (Lc 11,1).

Sempre que o Senhor ia fazer algo importante, sempre que ia se dirigir ao povo para curá-lo, primeiro Ele consultava o Pai:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”.
Mt 26,36: “Assentai-vos aqui enquanto vou orar”.
Mc 1,35: “De manhã, tendo levantado muito antes do amanhecer, ele foi para um lugar deserto, e ali se pôs em oração”.
Mc 6,46: “E despedindo o povo retirou-se ao monte para orar” .
Lc 3,21: “E estando ele a orar o céu abriu” .
Lc 5,16: “Mas ele costumava retirar-se a lugares solitários para orar”
Lc 6,12: “Passou a noite toda orando” .
Lc 9,18: “Jesus estava a orar a sós” .
Lc 11,1: “Jesus estava a orar e os discípulos lhe pediram: ‘Ensina-nos a orar’”.

Vejamos também as atitudes de Cristo ao orar:
Mt 14,23: “Subiu a montanha para orar na solidão”.
Mt 26,42: “Apresentaram-lhe crianças para que orasse por elas”.
Mt 26,39: “Prostrando com a face por terra, orava”.
Mc 1,35: “Levantou-se antes do raiar o dia para orar”.
Lc 9,18: “Estando ele a sós, orava”.
Lc 22,41: “Ajoelhando-se, rezava”.

O que é oração:
São Gregório de Nissa: “É uma conversa com Deus”.
Santa Teresa: “Orar é falar de amizade, estando muitas vezes falando com quem sabemos que nos ama”.

Todas as vezes em que o músico for ministrar, tem primeiro de consultar o Senhor, ir aos pés do Mestre para escutá-Lo e ter uma conversa íntima com Ele.

No Getsêmani Jesus mostrou por que a oração deve vir acompanhada de vigilância: “Vigiai e orai para que não entreis em tentação. O espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

O maior sentido da oração é saber a vontade de Deus, escutá-Lo, adorá-Lo, buscá-Lo como fonte para nossa alma sedenta. Se formos ministros sem oração, fatalmente não saberemos nem faremos a vontade do Senhor.

Na introdução da Parábola do Juiz iníquo, São Lucas nos revela claramente a necessidade de orar sempre: “Propôs-lhe Jesus uma parábola para mostrar a necessidade de orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo” (Lc 18,1).

Na parábola seguinte Jesus mostra que aquele juiz mau atendeu os pedidos daquela viúva, não para lhe fazer justiça, mas por causa da perseverança e insistência da mulher e para ficar livre de suas importunações. O Mestre nos faz lembrar que Deus não é um juiz corrupto, mas um Deus disposto a atender os filhos e recompensar aqueles que estiverem perseverando insistentemente na oração.

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


Como se preparar para a missão

Aquele que serve a Deus na música deve sempre ser uma pessoa em que todos podem confiar, pois tem segurança interior. A assembleia percebe essa segurança nas melodias, pois ele sabe as músicas e todos confiam no seu serviço. Quando vai ministrar uma música, esta já foi objeto de sua reflexão e escuta a Deus.

O ministro de Deus na música prepara-se, antes de se apresentar, com jejuns, penitências, ensaios. Ele trabalha se preparando, pois aquele que vai ministrar sem preparação está tentando a Deus: “Antes da oração, prepara a tua alma, e não seja como um homem que tenta a Deus” (Eclo 18,23).

O Senhor quer que nos preparemos com estudo, penitência e mortificações; Ele quer os nossos cem por cento, pois Ele se doou inteiramente por nós na cruz. Se nos doarmos cem por cento ao Senhor, Ele irá aproveitar tudo o que Lhe dermos e fará muito mais do que imaginamos. Foi como na passagem do menino dos cinco pães e dois peixes, capítulo sexto do Evangelho de São João: “Jesus fez o milagre a partir do que os discípulos lhe ofereceram”. Os cinco pães e dois peixinhos ficaram insignificantes diante das sobras do milagre da multiplicação. Assim também o Senhor quer receber a nossa insignificância, para multiplicar tudo em nós com o Seu poder maravilhoso.

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


Série Virtudes dos Músicos - Humildade

A verdadeira humildade é ser sempre obediente a Deus, pois dessa forma não nos sentimos donos do outro. Somente somos humildes quando dependemos de Deus, quando fazemos a vontade do Senhor em detrimento dos nossos planos.

Um dia, uma repórter norte-americana, ao ver o trabalho de Madre Teresa de Calcutá, observando seu humilde trabalho de socorrer os moribundos de Calcutá, e notar que muitos dos que eram socorridos morriam, perguntou à pequenina freira: “Madre, a senhora não fica frustrada de ver que não está tendo muito sucesso?” Então ela respondeu: “Minha filha, eu não estou aqui para fazer sucesso, mas para fazer a vontade de Deus”.

A verdadeira humildade é fazer a vontade de Deus e não a nossa. É fazer tudo para o Senhor aparecer no nosso lugar, a tal ponto de poderem dizer, como João Batista o fez, quando lhe contaram que Jesus estava fazendo mais milagres do que ele: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3,30).

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


Ministro de Música = Promotor do diálogo

“O sábio permanece calado até o momento oportuno, mas o leviano imprudente não espera a ocasião” (Pr 20,7).

O ministro da música é aquele que fala na hora certa, que sabe escutar, que não fala nos momentos impróprios, mas espera a ocasião para falar.

Muitas vezes, podemos falar tudo certo, mas no momento inoportuno, por isso, as palavras que lançamos tornaram-se pérolas atiradas aos porcos.

Da mesma forma, aquele que serve a Deus no canto deve saber ouvir o irmão e acolher sua sugestão. Todas as vezes em que falamos para ferir o irmão, nossas palavras não são instrumento de Deus, mas do mal. Nosso motivo para falar deve ser o amor, mesmo se o irmão necessitar de exortação. Se falarmos com amor ele acolherá nossas palavras.
O servo de Deus na música não deve ter o vocabulário carregado de palavrões nem contar piadas indecentes, pois: “O que mancha o homem não é o que entra nele, mas o que sai dele” (Mt 15,18). E ainda: “Nenhuma palavra má saia de vossa boca, mas só a que for útil para a edificação, sempre que for possível, e benfazeja aos que o ouvem” (Ef 4,29). Assim como: “Nada de obscenidades, de conversas tolas ou levianas, porque tais coisas não convêm; em vez disto, ações de graças” (Ef 5,4).

(Trecho extraído do livro: “Formação espiritual de evangelizadores na música” de Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus).


A Consagração do Músico / Série Músicos em Ordem de Batalha

Existem muitas formações “consagradas ao demônio”. Antigamente, pensava-se que essas bandas queriam apenas agredir e atingir a sociedade. Percebeu-se mais tarde que não. Ao contrário, eles se consagravam para ter sucesso e realizar o que queriam: gravar discos, atingir altas tiragens, fazer shows, ter pessoas a seus pés e serem aplaudidos e exaltados.

O Senhor tem feito de tudo para tirar você das garras e do engano de Satanás.

Se não se converter, será arrancado como o joio. Será um feixe sequinho, ótimo para fazer fogo.

Somente o músico que, pela graça de Deus, é trigo, será recolhido e levado ao celeiro do Senhor. Considerado justo, resplandecerá no Reino dos Céus.

Trecho retirado do livro Músicos em Ordem de Batalha

Monsenhor Jonas Abib


Formação para cantores / Dunga

É obrigatório para ministrar a música através do canto, o equilíbrio entre ser humilde e ser uma pessoa de expressão.

Em formação com os cantores do Ministério de Música Canção Nova, Dunga fala sobre os desafios dessa missão. Confira!

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"Você é capaz de amar"/ Série Músicos em Ordem de Batalha

“Deus quer que algo totalmente novo aconteça em nossas vidas: pela graça de Deus, podemos tirar amor de dentro de nós.
Como diz a letra da música: “Há amor em mim, há amor em ti, há amor em nós, eu digo que sim”.

Somos muito marcados, especialmente porque somos muito sensíveis – é como o fio da navalha -, terrivelmente machucados na sensibilidade, por isso machucados na sexualidade. Fomos machucados na nossa capacidade de amar. Não estou menosprezando ninguém, mas o músico, por ser artista, tem mais capacidade de amar, graças a Deus.

Deus dotou você com grande capacidade de amar, mas justamente porque você é mais sensível, foi mais machucado. Quanta tolice nos seus relacionamentos… Quanto você se machuca na sua sexualidade… Quantas consequências se desencadearam daí. Mas, graças a Deus, tudo isso tem cura. O remédio está ao nosso alcance. O seu caso tem solução.

O Senhor mesmo o faz cantar: “Mesmo se não te amaram, se com amor não te olharam…” Olharam com malícia, com cobiça, com sedução… “Mesmo se não te amaram, se com amor não te olharam, o Pai sempre te amou e ama, Deus, com amor, sempre te olhou.”

Isso é cura. O Senhor quer curar você. Deus já esta curando. Uma cura enorme está acontecendo em você. Acredite, acolha pela fé. Eu sei que existe muita coisa se mexendo dentro de você. Há uma luta no seu interior porque o inimigo não queria que isso chegasse a sua mão, nem que você o acolhesse. Forças contrárias estão lutando dentro de você. Mas o Senhor está vencendo. Ele cura especialmente a você, dotado de muita sensibilidade e capacidade de amar. Ele cura!

Obrigado, Senhor, por me curar, e a tua cura é concreta. Ó, Senhor, cura-me e preenche essas áreas esvaziadas com o teu Espírito Santo. Imediatamente, Senhor, cura-me e batiza-me agora no Espírito Santo, que é amor. Ó, Senhor, cura as áreas ande o meu amor foi machucado. Cura-me com um batismo no amor!”


Que Santidade de vida! Série Músicos em Ordem de Batalha

“O que esperamos, de acordo com a sua promessa, são novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça” (2Pd 3,10-13).


Que maravilha! O final de tudo não será uma catástrofe, mas sim “novos céus e uma nova terra, nos quais habitará a justiça”. Reforcemos: “Se é deste modo que tudo vai desintegrar-se, qual não deve ser o vosso empenho numa vida santa e piedosa, enquanto esperais com anseio a vinda do Dia de Deus” (2Pd3,11-12a).

Cristão quer dizer consagrado, não se pode mais brincar de Ministério de música com violão, teclado, bateria, microfone, como se estivessem nas mãos de meninos e meninas. Se brincou até agora, deixe-se tocar pela contrição do Senhor. Deixe-se penetrar pelo arrependimento de ter brincado com algo santo, com armas de guerra, com almas. Você brincou com a confiaça que o Senhor depositou em você e no seu grupo, no seu Ministério de música e na música cristã. Mas agora você pode dizer ao Senhor:

Perdão, Senhor, estou arrependido. Sim, Senhor, ponho-me no chão como Davi: jogo poeira e pó sobre minha cabeça, porque errei, Senhor(…) já entendi o que é o Ministério de música, o que é tocar num grupo musical cristão. Já entendi, Senhor. Unge-me agora, muda-me, marca-me e sela-me, Senhor.

Trecho do livro “Músicos em Ordem de Batalha”. Monsenhor Jonas Abib



Música na Quaresma

Nós do Ministério de Música Canção Nova temos a alegria de partilhar com você a nossa formação, visando a construção passo-a-passo do Ministro de Música, capaz de estar a serviço do plano de Deus na vida de todo aquele a quem sua musicalidade chegar.
Essa semana tratamos sobre a Espiritualidade da Quaresma, com a presença de Pe. Donizete Heleno, que responde pela Liturgia na Canção Nova hoje.

“Este tempo litúrgico é caminho de fé-conversão para Cristo, que se faz servo obediente ao Pai até a morte de cruz”.

Ouça uma breve explicação sobre este tempo


Papa envia mensagem ao Brasil para Campanha da Fraternidade

”O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida”, afirma Papa

A CNBB divulgou nesta quarta-feira, 9, a mensagem do Papa Bento XVI sobre a Campanha da Fraternidade (CF) 2011, vivida pela Igreja no Brasil neste Tempo da Quaresma.

Reforçando o tema proposta pela CF deste ano: “Fraternidade e vida no Planeta”, o Santo Padre pede uma “mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação”.

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Mensagem do Papa para a CF 2011

Bento XVI destaca que o primeiro passo para uma “reta relação com o mundo” é o reconhecimento, por parte do homem, “da sua condição de criatura”. Sendo assim, ele deve buscar ser “mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus”.

“O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a ‘ecologia humana'”, destacou o Papa, ao citar o trecho de sua Encíclica Caritas in Veritate.

De fato, o Santo Padre afirma que, sem uma clara defesa da vida humana, “nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente”.

Por fim, Bento XVI destaca que o dever de cuidar do meio-ambiente é um “imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros”.


Série Músicos em Ordem de Batalha / A Santidade do Músico

Eugênio Jorge, do Ministério Mensagem Brasil, após conduzir uma pregação, testemunhou:

“Depois da palestra, fugi para um canto a fim de acalmar o meu coração: tranquilizá-lo e ouvir Deus. Beber tudo aquilo que eu tinha dito, porque nem eu o conhecia. Tive de parar. Muita gente ficou me esperando, mas eu, literalmente, fugi com dois amigos, e ali ficamos para me refazer de tudo aquilo que tinha vivido naquele momento de pregação, que foi uma violência para minha carne.”

Com você, músico, acontece o mesmo. Ao se expor em um show de evangelização, cenáculo, grupo de oração ou missa, em que dedica no louvor, você expõe toda a sua sensibilidade. Ela fica afogueada e precisa de tempo para esfriar. Ao terminar a atividade, você está repleto do Espírito Santo, que o impulsiona para um recolhimento, um oásis, um momento de oração. Você ofertou tanto a Deus e aos outros que precisa se refazer em Deus. Sente necessidade de ficar a sós com Ele, e precisa se entregar e deixar que Ele o tome, apaziguando sua sensibilidade para trazer harmonia. Se não fizer isso, pecará.

Quanta gente já pecou, solitariamente ou com os outros! Depois de uma atividade como essa, a sensibilidade fica à flor da pele. Não se esqueça: é necessário se aquietar em Deus na intimidade da oração.


O homem e a mulher na liturgia


Qual é a minha identidade?


Série Músicos em Ordem de Batalha. O Senhor lhe instrui para a batalha

Recordo-me de que, tempos atrás, recebi um bilhete no qual estava escrito: “Jonas, vou te mostrar o caminho que deves seguir. Vou te instruir fitando em ti os meus olhos”. Tais palavras representaram para mim uma promessa de renovação. Tomei posse deles e imediatamente comecei a sentir seus efeitos.

Creio que elas são destinadas a todo aquele dotado

de talentos musicais.

Leia, dizendo seu próprio nome: “(seu nome), vou te ensinar, vou te mostrar o caminho que deves seguir. Vou te instruir fitando em ti os meus olhos”. É perceptível a forma carinhosa da frase: “Vou te instruir fitando em ti os meus olhos”. Esses termos expressam bem o que o Senhor quer de nós na prática.

Primeiro: “vou te ensinar”. É um trabalho de discipulado, não apenas um ensino intelectual, mas um ensino de mestre para discípulo: o que se deve fazer, o que se deve realizar. Segundo: “vou te mostrar o caminho que deves seguir”. É o Senhor quem dá os rumos e é seu desejo dar-lhe a direção. Terceiro: “Vou te instruir”. Este “instruir” equivale a adestrar.

Quando era menino, vivi numa casa na periferia de São Paulo na qual havia um pessegueiro. Não conhecia essa árvore, tampouco o sabor de sua fruta, o pêssego. Quando surgiram as primeiras flores, fiquei encantado, e para mim já eram suficientes.

Grande foi a minha decepção quando elas caíram do pessegueiro. Fiquei triste e chorei. Nem imaginava que viriam os pêssegos pequeninos. Ao vê-los surgir compreendi tudo. Acompanhei seu crescimento. Muitos nem chegaram a amadurecer, pois os abocanhei ainda verdes.

Menino pobre e ansioso para experimentar aquele pêssego, acabei subindo no pessegueiro. O tronco dessa árvore era cheio de nós e, sem que pudesse perceber, o galho em que estava pendurado quebrou. Despenquei agarrado no galho do pessegueiro. Fiquei muito machucado.

Entrei em casa escondido, com a perna sangrando, para minha mãe não perceber. Mas não adiantou, ela se assustou quando me viu ensanguentado, pois não sabia o que tinha acontecido. Não quis contar o que se passara. Não foi nada fácil e levei a maior surra.

Mamãe lavou a minha perna e passou salmoura, já que não tinha outro remédio e éramos pobres. Levei palmadas e mais palmadas, porque, no susto, não conseguia explicar nada. Entre um banho de água, sal e palmadas, por fim, contei o que tinha acontecido.

Pensava que o pessegueiro só produzia flores, não sabia dos frutos e muito menos que eu precisava sofrer para aprender.

Não há renovação sem sofrimento!

Trecho do livro Músicos em Ordem de Batalha.

Monsenhor Jonas Abib


Safira e Ananias - A tentação de servir a Deus pela metade

A história do casal Safira e Ananias é descrita nos Atos dos Apóstolos 5,1-11. Naquele tempo os primeiros cristãos vendiam suas propriedades e depositavam aos pés dos apóstolos a quantia da venda, conquistando assim a admiração de todos. Eles procediam desta maneira, pois haviam descoberto o Tesouro Escondido, que é Nosso Senhor Jesus Cristo, pérola preciosa.

O referido casal tramou vender seu campo e reter para si certa quantia do dinheiro. Deus não havia ordenado aos dois que vendessem a propriedade, mas eles estavam tocados pela admiração do povo por aqueles que se dedicavam totalmente ao Cristianismo. Os dois pretendiam ser “cristãos de aparência”, queriam parecer santos, quando, no fundo, estavam apegados ao materialismo. Não possuíam confiança absoluta no Senhor. Talvez tivessem guardado um pouco do dinheiro com medo de o Cristianismo não dar certo; então poderiam recomeçar a vida com o que lhes havia sobrado da venda do local.

Pensando assim, dirigiam-se um após o outro aos Apóstolos, primeiro Ananias, depois Safira. O primeiro que chegou teve seu pecado revelado: haviam mentido não para os Apóstolos, mas para o Espírito Santo. Safira chegou por último com a mesma mentira, encobrindo a verdade, tentando manter as aparências de pessoa muito santa; mas sua mentira, sua vida só de aparências, foi desmascarada por Pedro. Os dois tiveram a mesma sorte: pereceram devido à mentira.

O ministro de Deus na música não pode servir a Deus pela metade. É uma grande tentação querer manter as aparências para servir o Senhor. Não se pode querer viver uma vida carismática aliada a uma vida de pecado ao mesmo tempo; uma vida de materialismo e de mentiras convivendo ao mesmo tempo com o serviço de Deus. Não podemos ter máscaras, temos de ser autênticos, não podemos ter procedimentos fingidos. É o que nos diz São Paulo: “Não desanimamos deste ministério que nos foi conferido por misericórdia. Afastamos de nós todo procedimento fingindo e vergonhoso. Não andamos com astúcia, nem falsificamos a Palavra de Deus” (II Coríntios 4,1-2).

Trecho extraído do Livro: “Formação Espiritual de Evangelizadores na Música” de “Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus”


Música Litúrgica - Tra le sollecitudini

Dando continuidade à nossa formação Litúrgico-musical, vamos mergulhar em trechos de documentos que com certeza enriquecerão a formação do seu Ministério de Música.

1. A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. A música concorre para aumentar o decoro e esplendor das sagradas cerimônias; e, assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis, assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto, a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça, próprios da celebração dos sagrados mistérios.

2. Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade. – Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes. Deve ser arte verdadeira, não sendo possível que, doutra forma, exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. Mas seja, ao mesmo tempo, universal no sentido de que, embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares, que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria, estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação, ao ouvi-las, sinta uma impressão desagradável.

Trecho extraído do Documento Tra le Sollecitudini/ Pio X


Pilatos : a tentação da falta de compromisso

Série Formação: “Tentação do Músico”

A mulher já o havia advertido de que não fizesse nada contra Jesus, pois havia sido atormentada por um sonho que lhe dizia respeito (cf. Mateus 27,19b), porém, Pilatos estava pressionado por dois lados: de uma lado estavam os fariseus e príncipes dos sacerdotes, que queriam que Pilatos, detentor do poder de mandar Jesus à morte, o condenassem; de outro, estava a sua mulher, que não queria a morte de Jesus. Pilatos ainda se sentia constrangido com as palavras de Cristo, que lhe havia dito que realmente era Rei, mas que o Reino d’Ele não era deste mundo. E mais ainda: Jesus lhe havia dito que fora Seu Pai quem havia dado o cargo que ele [Pilatos] exercia.

O Senhor também revelou a Pilatos que Sua missão era dar testemunho da verdade. E este lhe pergunta: “O que é a verdade?” – tendo feito esta pergunta virou as costas a Jesus (cf. João 18,35-38). Ele não queria, na verdade, saber o que era a verdade nem se comprometer com verdade alguma; pois preferia prender-se à “sua verdade”, à sua conveniência. Pilatos queria soltar Jesus (cf. Lucas 23,20-21), mas se sentia pressionado, pois se assim o fizesse ele estaria se comprometendo com o Mestre de Nazaré e, por conseguinte, perderia sua posição no poder.
A posição de Pilatos era de “ficar em cima do muro”; não queria compromisso com Jesus, pois isso lhe traria muitos transtornos e sua vida mudaria da situação confortável em que se encontrava. Então, querendo satisfazer o povo e não a Deus (cf. Marcos 15,15), lavou as mãos e mandou que Jesus Nazareno fosse crucificado.

A falta de compromisso é uma tentação muito forte para o servo de Deus na música, pois é muito cômodo ter o ministério apenas como bico, como passatempo de fim de semana. É muito cômodo dizer: “Eu não tenho nada com isso, pois já fiz o meu trabalho!”

Ministério de música é, acima de tudo, compromisso com Deus, exige consagração e busca da verdade todos os dias da vida. O músico não pode ficar “em cima do muro”, mas deve se comprometer, dedicar sua vida a esse ministério. É uma tentação muito grande, a mesma em que caiu Pilatos, a de achar que a vida piorará se nos comprometemos com o Senhor. Jesus nos amou tanto que deu a vida por nós. Como Ele não irá nos dar a felicidade de que precisamos? Não adianta ser servo de Deus na música e nos deixarmos levar por uma vida sem oração e sem vínculos com a Igreja, sem compromissos com o Reino do Senhor.

Trecho extraído do Livro: “Formação Espiritual de Evangelizadores na Música” de “Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus”


Roupas. O que convém?


Quais são os desígnios de Deus para o seu Ministério?

Hoje o Ministério de Música Canção Nova inaugura um tempo forte de formação, e você também faz parte desta graça. Você terá acesso às formações que são ministradas para os membros do Ministério, com temas como Espiritualidade, Liturgia, Relacionamentos…disponibilizadas em áudio.
A primeira delas aconteceu hoje. Confira a partilha de Fábio Vieira, consagrado da Comunidade Canção Nova, Gerente do Departamento de Eventos da Canção Nova, e teve como tema, Os Desígnios de Deus para o seu Ministério.

Desígnios de Deus Ministério


Série formação: "Tentação do músico"

Caim – A tentação do ciúme

Encontramos a história de Caim no livro do Gênesis, capítulo 4, versículos de 1 a 16. Seu irmão, Abel, ofereceu a Deus o melhor dos seus rebanhos, porém, a Palavra de Deus nos diz que Caim ofereceu “frutos da terra” – não menciona que foram os melhores frutos da terra. Por esse motivo, Deus se agradou mais do ofertório de quem dava a Ele o melhor de si, enquanto que o Senhor não se agradou da oferta de Caim. Nesse trecho da Sagrada Escritura o termo usado para descrever a recepção das ofertas de Caim é que “não olhou para Caim, nem para seus dons” (vers.5) Com isso ele [Caim] ficou extremamente irritado e seu semblante tornou-se abatido.

No momento em que seu semblante mudou, o ciúme entrou em seu coração, e junto com o ciúme, o desejo de morte. A partir daquele momento era como se Abel já estivesse morto dentro do coração de Caim. A consumação do assassinato seria apenas a oportunidade de colocar em prática aquilo que já estava concretizado dentro do seu coração.

Assim acontece quando nos enciumamos em relação ao dom do irmão: assassinamos sutilmente a imagem do outro dentro do nosso coração. Quando alguém está sendo mais usado por Deus do que nós a mesma tentação de Caim bate ao nosso coração: “Por que Deus não olha para mim? Por que não me usa como ele?”. No entanto, nossa atitude teria de ser outra, a de dar graças a Deus, pois o irmão que está sendo instrumento para o Senhor está do nosso lado.

Principalmente o músico é tentado a se deixar levar pela irritação e pelo ciúme diante do dom do outro. Nesse momento o tentador quer nos induzir a um pensamento de desamor em relação ao outro e, ainda por cima, nos leva a pensar que faríamos melhor que o outro se estivéssemos no lugar dele! Vem logo, quando deixamos o ciúme entrar, o desejo de tomar o microfone do outro, a guitarra do irmão, de tomar o lugar daquele conjunto naquela apresentação, de ficar no lugar daquele animador, etc.

Se todos estivermos unidos para executar a música do Senhor, não vai nos importar quem estiver na frente. Se até este momento Deus não olhou para mim e para meus dons é porque não chegou o momento de eu ser usado por Ele, o que não significa que Ele nunca vá me usar. O requisito mais importante para o Senhor olhar para meus dons é que eu dê a Ele o melhor de mim, o melhor de meu trabalho. Então, no momento certo, Ele me colocará na linha de batalha.

O Senhor, vendo o semblante abatido de Caim, preveniu-o de não se deixar levar pelo pecado:
“Se praticares o bem, sem dúvida poderás reabilitar-te. Mas se procederes mal, o pecado estará à tua porta, espreitando-te: mas tu deverás dominá-lo” (Gên 4,7).

Devemos dominar o sentimento de ciúme pedindo ao Senhor que nos dê amor para amar o irmão e nos alegrarmos pelos seus dons.
Somente o amor nos levará a considerar os dons do outro com o profundo desejo de que Deus continue olhando para os nossos dons.

Na próxima semana iremos falar de Giezi, dando continuidade ao tema, abrangendo a tentação da impureza de intenção.

Trecho extraído do Livro: “Formação Espiritual de Evangelizadores na Música” de “Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus”


Herodes – A Tentação da Vaidade

Série Formação: “Tentação do Músico”

Em Atos dos Apóstolos 12,20-23, encontramos o rei Herodes vestido de trajes reais e pronto para fazer um discurso ao povo que governava. O povo aplaudia e elogiava o rei, que se sentia cada vez mais cheio de si. O auge da vaidade aconteceu quando o povo o elevou com este comentário: “É a voz de um Deus e não e um homem!”

A afirmação do povo foi demais para ele; ele estava todo inchado de vaidade. Foi aí que a mão de Deus agiu pesadamente sobre ele: “No mesmo instante o anjo do Senhor o feriu por ele não haver dado glória a Deus. E roído de vermes expirou” (Atos 23). A causa de sua morte foi exatamente esta: a de não haver dado glória a Deus.

O rei Herodes estava se sentindo no lugar do Deus verdadeiro e era o povo mesmo quem afirmava isso, alimentando, assim, o ego do desafortunado rei. A mesma coisa acontece também com o músico quando, diante do povo para o qual ele executa sua música, quando não visa dar glória a Deus: acaba roído de vermes. A vaidade cheira mal dentro de nós. Quando se ministra a música sem buscar o louvor a Deus, começa-se a morrer por dentro e perde-se a unção do Espírito.

Quando começamos a receber elogios por nosso serviço prestado a Deus, os elogios até são bem intencionados, porém, esses elogios podem funcionar em nós causando um efeito devastador se nos deixamos levar pelo orgulho e pela vaidade. Se o elogio me faz “inchar”, então logo os vermes começarão a agir dentro de mim.

Devemos ser como aquele burrinho que conduziu Jesus na Sua entrada triunfal em Jerusalém (Lc 19,29-40). Ele estava amarrado. Aos discípulos havia sido dada a ordem de pegarem o burrinho sem falar nada com ninguém. A única recomendação do Senhor era de que, se o dono perguntasse, os discípulos deveriam apenas responder: “O Senhor precisa dele!” E quando já estão desamarrando o burrinho, a explicação simplória foi dada ao dono e o satisfez plenamente. Jesus, então, montou no animal depois de ter sido enfeitado com as vestes dos próprios discípulos. Na entrada de Jerusalém as palmas e os mantos eram estendidos no chão para o Senhor passar com o burrinho, que ia todo alegre…

Também um dia o Senhor usou alguém para nos desamarrar, tirar-nos do antigo dono e nos fazer levá-Lo ao povo que espera ansioso e sedento. Fomos enfeitados com os carismas e o Senhor nos dotou de muitas capacidades para ministrarmos a música divina. Tornamo-nos como o burrinho que vai levando Jesus na música, vão seguindo palmas, mantos, elogios… Mas as palmas e os mantos não são para o burrinho, são para Jesus. Burro do burrinho se acreditar que as palmas são para ele!

Por que o Senhor quis montar no burrinho para entrar em Jerusalém? Era para cumprir o oráculo do profeta que dizia que o Ungido de Deus viria humildemente montado num burrinho (cf. Zc 9,9). Porém, a explicação que o Senhor dá aos Seus discípulos para passarem ao dono do burrinho era só essa: “O Senhor precisa dele”.

O próprio Jesus não se mostrou como Rei orgulhoso na Sua entrada em Jerusalém, pois estava acima dos apupos da multidão. Deve ser esta a nossa atitude ao levarmos Jesus aos homens: humildade. Humildade de quem sabe que só está levando Cristo, que a honra pertence só a Ele e que as palmas são só para Ele. No momento em que estivermos ministrando a música devemos nos lembrar de que, sem Jesus Cristo, o nosso lugar seria na “estrebaria”, no esquecimento. Se você, ministro de música, perguntar por que o Senhor o escolheu para levá-lo por intermédio de sua melodia, a resposta será a mesma que os discípulos deram ao dono do burrinho: “O Senhor precisa dele!” E levar o Senhor por meio da música, sem vaidade, é sua missão!

O erro de Herodes foi sério: permitiu que o povo o adorasse. Por isso teve a pena de morte.
Se você tem um maravilhoso dom de pregar, de cantar, ou tocar, ou animar uma assembleia, lembre-se de que Deus lhe deu esse dom, foi Ele quem o colocou onde está. Cuidado para não se envaidecer!

Se você pretende andar com Deus, cantar e tocar para o Senhor, então há um princípio vitalmente importante e inviolável a manter em sua mente: TEM DE SE LEMBRAR DE DAR GLÓRIA A DEUS.

Na próxima semana iremos falar de Caim, abrangendo a tentação do ciúme.

Trecho extraído do Livro: “Formação Espiritual de Evangelizadores na Música” de “Roberto A. Tannus e Neusa A. de O.Tannus”


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