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A sensibilidade e a sexualidade do músico

Deus concedeu muita sensibilidade a você, e ela é expressada, principalmente, quando você toca, apresenta-se nos shows, canta a liturgia, assume encontros. Não é possível ser músico sem mostrar toda essa sensibilidade, que fica à flor da pele.

No momento em que termina o espetáculo, o encontro ou a celebração, a sua sensibilidade não cai como um pavio! Ela deve esfriar pouco a pouco. Muitas vezes o “espetáculo” é simplesmente ter um encontro em que você canta e toca; uma liturgia animada por você. Após o espetáculo, com a sensibilidade à tona, você cai no vazio. Como ela está à flor da pele, além de suas características positivas, traz também marcas, feridas, cicatrizes, carências.

Por isso, músicos de Deus, “Ou Santos ou nada”. É preciso se decidir por um compromisso de castidade e vivê-lo. Quando o grupo, a banda inteira, faz um compromisso de castidade e vivê-lo. Quando o grupo, a banda inteira, faz um compromisso de castidade, um cuida do outro, para nenhum cair.
Todos nós do Ministério de Música Canção Nova fizemos um compromisso de castidade, tanto os casados como os solteiros. Seguramos uns aos outros. Não empurramos ninguém. Seguramos e naõ deixamos ninguém cair. Do contrário, somos presas do inimigo. Ele vem e, numa rasteira, derruba a todos. Nessa hora, aquele que carregou o grupo inteiro grita: “Se tivéssemos feito antes um comrpomisso de santidade…!”

Monsenhor Jonas Abib
Trecho do livro Músicos em Ordem de Batalha


Eu posso ser melhor!


Preciso me conter na alimentação


Série Músicos em Ordem de Batalha / A Santidade do Músico

Eugênio Jorge, do Ministério Mensagem Brasil, após conduzir uma pregação, testemunhou:

“Depois da palestra, fugi para um canto a fim de acalmar o meu coração: tranquilizá-lo e ouvir Deus. Beber tudo aquilo que eu tinha dito, porque nem eu o conhecia. Tive de parar. Muita gente ficou me esperando, mas eu, literalmente, fugi com dois amigos, e ali ficamos para me refazer de tudo aquilo que tinha vivido naquele momento de pregação, que foi uma violência para minha carne.”

Com você, músico, acontece o mesmo. Ao se expor em um show de evangelização, cenáculo, grupo de oração ou missa, em que dedica no louvor, você expõe toda a sua sensibilidade. Ela fica afogueada e precisa de tempo para esfriar. Ao terminar a atividade, você está repleto do Espírito Santo, que o impulsiona para um recolhimento, um oásis, um momento de oração. Você ofertou tanto a Deus e aos outros que precisa se refazer em Deus. Sente necessidade de ficar a sós com Ele, e precisa se entregar e deixar que Ele o tome, apaziguando sua sensibilidade para trazer harmonia. Se não fizer isso, pecará.

Quanta gente já pecou, solitariamente ou com os outros! Depois de uma atividade como essa, a sensibilidade fica à flor da pele. Não se esqueça: é necessário se aquietar em Deus na intimidade da oração.


Música Litúrgica - Tra le sollecitudini

Dando continuidade à nossa formação Litúrgico-musical, vamos mergulhar em trechos de documentos que com certeza enriquecerão a formação do seu Ministério de Música.

1. A música sacra, como parte integrante da Liturgia solene, participa do seu fim geral, que é a glória de Deus e a santificação dos fiéis. A música concorre para aumentar o decoro e esplendor das sagradas cerimônias; e, assim como o seu ofício principal é revestir de adequadas melodias o texto litúrgico proposto à consideração dos fiéis, assim o seu fim próprio é acrescentar mais eficácia ao mesmo texto, a fim de que por tal meio se excitem mais facilmente os fiéis à piedade e se preparem melhor para receber os frutos da graça, próprios da celebração dos sagrados mistérios.

2. Por isso a música sacra deve possuir, em grau eminente, as qualidades próprias da liturgia, e nomeadamente a santidade e a delicadeza das formas, donde resulta espontaneamente outra característica, a universalidade. – Deve ser santa, e por isso excluir todo o profano não só em si mesma, mas também no modo como é desempenhada pelos executantes. Deve ser arte verdadeira, não sendo possível que, doutra forma, exerça no ânimo dos ouvintes aquela eficácia que a Igreja se propõe obter ao admitir na sua liturgia a arte dos sons. Mas seja, ao mesmo tempo, universal no sentido de que, embora seja permitido a cada nação admitir nas composições religiosas aquelas formas particulares, que em certo modo constituem o caráter específico da sua música própria, estas devem ser de tal maneira subordinadas aos caracteres gerais da música sacra que ninguém doutra nação, ao ouvi-las, sinta uma impressão desagradável.

Trecho extraído do Documento Tra le Sollecitudini/ Pio X


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