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Santa Hildegard di Bengen e a música

No PodCast desta semana, o maestro e servo de Deus Urbano Medeiros partilha conosco sobre a vida e a obra de santa Hildegard di Bengen e a sua íntima relação com a música cristã.

Músicos e cantores, pensem nisto: “Assim como o corpo de Jesus Cristo nasceu do Espírito Santo, na integridade da Virgem Maria, também o cântico de louvor/música foi inserido na Igreja Católica, segundo a harmonia celeste pelo Espírito Santo. O corpo, com efeito, é a vestimenta da alma, que tem uma voz viva; por isso é conveniente que ele cante com a alma e com a voz os louvores a Deus.

Urbano Medeiros também partilha a grande importância da devoção a São José na vida do músico.

“Um povo que canta e toca está a um passo da verdadeira felicidade que vem o Espírito Santo. Nenhuma arte no mundo exerce no povo uma influência tão poderosa quanto a música. Por isso quem é músico e cantor tem de orar e vigiar 24 horas por dia sem cessar.”

“A humildade é a rainha de todas as virtudes” (Santa Hildegard di Bengen).


Diferença entre a música litúrgica e música de show

No PodCast desta semana, Urbano Medeiros partilha sobre sua experiência na música secular e fala da importância e das principais diferenças entre tocar na Santa Missa e tocar em shows.

“Existe uma diferença tremenda entre as músicas tocadas em shows com relação às músicas litúrgicas. Infelizmente, nós músicos queremos, muitas vezes, misturar as coisas. A forma que se toca na celebração da Santa Missa é bem diferente da forma que se toca em um show. O show é um show, a própria palavra “show” quer dizer “expor”. Na liturgia temos que ter outra dinâmica, como, por exemplo, o músico deve cantar com doçura, afinação e humildade. As pessoas, quando olharem para nós músicos no altar, precisam perceber uma unção espiritual em nós. Nós não estamos ali para aparecer, o único que deve aparecer na Santa Missa é Jesus, que é ali oferecido ao Pai. Nós todos estamos ali a serviço da liturgia.

O músico precisa cantar de uma forma ‘lisa’, sem fazer firulas, sem fazer portamento, sem colocar muitos enfeites. Ele deve cantar como a assembleia canta. O músico precisa escolher as músicas na tonalidade que o povo consiga cantar.

O cantor litúrgico precisa ter uma vida de oração; ele precisa aprender a servir com a humildade de Nossa Senhora.

Atenção, músicos: quando vocês estiverem tocando na Santa Missa não usem acordes dissonantes em seu instrumento. Dissonância já diz: é uma dissonância, é uma harmonia na qual entram notas que não são harmônicas, muito usadas no jazz, na bossa nova e outros estilos de música. Mas na liturgia devemos usar acordes mais simples: tônicas, terceira, quinta, uma sétima menor, às vezes, uma quarta suspensa, que é uma nota de passagem. Porque, se você usar dissonância, as pessoas não vão mergulhar em Deus, pois essas notas dissonantes na liturgia podem despertar outros desejos no corpo, na mente e no espírito e também na sexualidade das pessoas. Porque os acordes dissonantes são gerados exatamente para mexer com a pessoa; na liturgia temos que tocar acordes doces para o bem do Reino de Deus”.

Além desse conteúdo, maestro Urbano Medeiros dá dicas especiais para você que toca saxofone, instrumentos de harmonia: teclado, guitarra, violão e baixo, bateria e instrumentos de cordas.

“Músico, quando você estiver tocando na liturgia, em uma celebração da Santa Missa, toque como se você estivesse tocando para o melhor músico do mundo. Aliás você está tocando para o melhor músico do mundo: Deus, a Santíssima Trindade, e manifeste em seu semblante um ar de bondade, de alegria, de glória, de júbilo e de paz”, aconselha o maestro.


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