Print Friendly
Com disposição, interesse, força de vontade e bom planejamento se vai longe!
Um pouco de organização ajuda muito a evoluir.Pois bem, lemos e escutamos toda hora que precisamos estudar nos aprimorar, crescer, desenvolver musicalmente. Mas, no final de tudo isso, como fazer para estudarmos seguindo um caminho eficaz de desenvolvimento?
Você tem algumas opções:
A primeira é procurar uma escola de música de confiança e competência comprovada que possa te ajudar não só a te “enquadrar” em um método de estudo, mas verificar seu desenvolvimento, além da oportunidade do contato com outros alunos e assim também conseguir ter contato e aprender pela interação com eles, experiências que poderiam não ser aprendidas de forma didática. A segunda é procurando um profissional particular que possa ser seu “tutor”, aqui há a vantagem de ser seu caminho de aprendizagem ser construído visando de forma mais específica suas necessidades e deficiências.
(Confira o Artigo: “Por que estudar Música?!” no Portal Canção Nova ou Em nosso blog)
De longe essas são as duas melhores opções e os motivos já acabei de explicar. Mas a terceira opção é você estabelecer seu método de estudo e segui-lo objetivamente. E o que isso significa? Que você precisa, não só para este caso, mas para os outros anteriores também, traçar uma meta para sua evolução: onde quero chegar? Qual é o meu objetivo em chegar em determinado ponto musicalmente? Em que ponto eu estou hoje? Sou iniciante, intermediário ou avançado?
Pois bem, mas como elaborar um bom plano de estudo? O que preciso saber para ser um bom músico? Você precisa saber Analisar como coerência a linguagem musical (ou seja, desenvolver sua percepção musical para melhor compreender o que se processa na música, assim como os principais conceitos de música) não basta apenas fazer, é preciso saber o que se está fazendo. Executar, é preciso desenvolver sua técnica no instrumento, seja qual for: canto, violão, teclado, bateria, ou mesmo arranjo, etc. E criar, ou seja, ter elementos e desenvolver o processo de criação e improvisação em música. Ou seja, você precisa dominar o que já foi feito, a ponto de conseguir copiar, mas também desenvolver seu lado criativo e inovador.583213_metronome_on_scores
Para isso é importante:
– Ter um horário para seu estudo, procurar um espaço apropriado, que você possa se concentrar e se- dedicar integralmente para ele, que seja constante, com uma quantidade de tempo regular.
– Ter uma metodologia, ter um caminho pelo qual você possa caminhar. Não adiante um dia você estudar formas musicais, no outro arpejos sobre acordes de tons vizinhos e, no outro, improvisação em polirritmia, pois certamente você não vai conseguir muito aproveitamento.
– Traçar uma meta. Colocar um objetivo, por exemplo: daqui a três meses quero conseguir dominar as escalas diatônicas (maiores e menores), então vou procurar conteúdos e exercícios que possam me fazer entender o que são estas escalas e exercícios que me ajudem a executar bem essas escalas no instrumento, assim como saber identificar nas músicas que ouço estas escalas e conseguir elaborar ideias de como colocá-la em alguma música que esteja improvisando ou compondo.
O tempo que você usa é fundamental e preciso, por isso veja bem quanto tempo por dia você pode dedicar ao seu estudo. A quantidade de tempo que você dedica ao seu estudo vai contribuir e muito em quanto tempo você vai demorar para alcançar suas metas de crescimento musical. Para mim o ideal é dedicar pelo menos entre uma a duas horas por dia de estudo. Lembrando que não adianta dedicar 5 horas de estudo em um dia, meia hora em outro, duas em outro. Não está descartado que você possa em um dia da semana ter mais tempo de estudo, por que tem mais tempo tranquilo para isso, mas que os demais dias sejam pelo menos equivalentes em tempo.
E como traçar uma metodologia de estudo diário?
Quatro coisas são fundamentais para seu estudo diário:
25% Treinamento auditivo (solfejo, tirar músicas, frases de ouvido)
15% Teria Musical (leitura musical, escalas, harmonia, conceitos de arranjo, etc)
20% Técnica (exercícios para agilidade dos dedos, aquecimento vocal, desenvolvimentos de extensão, velocidade, etc)
40% Repertório (músicas para executar, tirar de ouvido)
Essas quatro coisas são o fundamental, mas dependendo do seu tempo você pode complementar com improvisação, gravação. Mesmo todos esses conceitos estando relacionados uns com os outros. Essa porcentagem de tempo é uma sugestão e a quantidade de tempo para cada um desses elementos vai variar segundo o tempo que você disponibilizará para o seu estudo.
Indico este vídeo abaixo onde o Vinícius Dias do Cifra Club fez um debate sobre o assunto.
Espero ter ajudado. Bom estudo
Deus abençoe

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *