As ameças mundanas à fé e à graça, destroem nossa vida na graça de Deus

O Espirito Santo de Deus vai além das realidades humanas, qualquer que sejam: estruturas, organizações humanas. Para estarem na verdade, estas, precisam submeterem-se Aquele que rege todas as coisas. A Palavra de Deus a este propósito, declara que tudo è renovado pelo Espirito Santo de Deus, Ele è presente e guia tudo o que è seu:

“Eis que faço novas todas as coisas” (Ap 21,5).

A Igreja, se submente ao Espirito Santo, e não pode ser diferente, pois o Senhor Jesus o prometeu no dia de Pentecostes, portanto, não existe outra regra a não ser aquela de deixar-se guiar.

Cada inspiração, ideia,, carisma e dom, estão além das realidades humanas que são falhas, se não provém de Deus.

O cristão que vive sua fé no Senhor Jesus e vive em uma diária tensão em vive-la por meio dos meios que a Igreja oferece para a união com Deus, pelo Batismo que è “ex opere operato”, ele vive deixando-se reger a cada dia por Ele, vive Assim em sua graça e em meio a seus dons.

Os estudos das coisas de Deus, (a Sagrada Teologia) recita assim no Catecismo da Igreja Católica:

“Os batizados estão revestidos de Cristo. Por meio da ação do Espirito Santo, o Batismo è um lavacro que purifica, santifica e giustifica. O Batismo è portanto um banho de agua no qual, a semente incorruptivel da Palavra de Deus produz o seu efeito vivificante”. (Catecismo da Igreja Católica 1227-28).

Tomemos posse desta graça que è a presença Do Espirito Santo em nós, e façamos conforme sua santa vontade para que nossas decisões tenham sua origem n’Ele.

Obedeçamos! Obedeçamos e sejamos fieis, meus amigos, evitando de ceder a racionalismos e as diversas formas de tentação de indiferentismo ou de capricho indiretos, onde se atribui a Deus, o que è puramente humano demais e nosso. Esta, que è o que se chama de “vaidade espiritual”. È

Isto è justamente que o tentador quer fazer em nossa alma: desviar nosso olhar da Verdade.

“Chamaram-nos e ordenaram-lhes que absolutamente não falassem nem ensinassem em nome de Jesus. Responderam-lhes Pedro e João: Julgai-o vós mesmos se é justo diante de Deus obedecermos a vós mais do que a Deus”. Atos dos Apóstolos 4,18-19).

Obedecer em consciencia a Verdade: esta è a palavra de ordem do cristão batizado, consagrado ou não, porque o mundo não è nosso. Quem è de Cristo vive no mundo mas não è do mundo, conforme nos ensina a Palavra.

Tudo passa aqui na terra. È como diz o Apostolo: “Vivemos mas não somos deste mundo” (Jo 17,14).

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

O que mais satisfaz a nossa alma.

E, para servir a Deus, não precisa saber multa coisa nem saber fazer muita coisa por que para Deus o que é importante é qui sejamos dele, que estejamos como filhos obedientes ao lado do Pai. Precisamos portanto nos perguntar diariamente se buscamos nos assemelhar a Ele.
Outra coisa: Deus é bom comigo e eu? Sou um bom filho?
Nossa maior realização, o maior anseio da nossa alma, está certamente neste servir a Deus e em corresponder ao seu amor.

E assim, nosso coração exulta!

Quando estamos a seu serviço como precisamos estar, isto é, com aquela disponibilidade onde a alma não busca seu interesse, nem interesses humanos, como o reconhecimento dos outros, que os outros nos vejam, ou nos vejam naquela ou naquela outra comunidade etc.
Isto tambem é “vaidade das vaidades”…

Deus nos quer livres de quaisquer tipo idolatria, como pode ser a idolatria da vaidade pessoal. Esta não vem de Deus.
Nossa alma tem sede, sede daquele que a criou, e o Senhor nos criou para vivermos
Scrivi per inserire testoe gozarmos da felicidade, que somente nele reside.

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima. 

A alma que canta louvores esprime em teoria a alegria de estar em Deus

 Somente de uma alma que ama brota o louvor.

Este è como o correr das águas dos rios que nunca cessam em seu fervor de fazer derramar agua no mar. A alegria è o distintivo de quem ama e o distintivo de quem ama é o louvor, o cantar a Deus com o mesmo fervor das águas dos rios e dos mares.

A oraçao e a adoração levam a essa disponibilidade e amor para com Deus.
Deixe que seu coraçao transborde em louvor, deixe que Deus aja de uma tal maneira na sua vida ao ponto de fazer brotar o louvor espontaneamente.

O verdadeiro louvor è desinteressado e nao procura interlocutores a nao ser o proprio Senhor, a quem todo louvor è dado e todas as graças lhe são atribuídas pelo coraçao e pela alma, que generosamente reconhece que dele somente nasce o bem que brota de dentro de voce, como o mesmo louvor. Todo o resto, deve ser causa ou consequência desta atitude de adoração a Deus.

Até mesmo os mais belos e conhecidíssimos cantos de louvor, tem seus méritos somente em Deus. È por isso que nao pode-se atribuir a si o que è e vem de Deus, de seu coraçao, de sua magnanimidade. Todo louvor, toda açao e obra de louvor provém do coraçao de Deus e portanto nada è nosso. Tudo vem de Deus, e a ele tudo pertence.

Por que è o mesmo Espírito Santo que faz nascer todo o bem que manifestamos humanamente com a nossa linguagem, com nossas ações, com nossa vontade. Quando queremos tomar para nós o que é de Deus e faz propriedade nossa, recebemos ja o pagamento, a recompensa aqui na terra já, da nossa “obra de arte”. Saiba porém discernir, o que é e o que não vem do coração de Deus.

Quando se ouve dizer, este ou aquele louvor è meu… a vaidade ali, ja tomou posse. Musicos e verdadeiros louvadores, não os encontramos em qualquer lugar nem a toda hora pois sao ministros em ordem de batalha, nao sei deixam tomar pelo nosso “humano demais”.

Seja um servo como a palavra de Deus pede que voce seja, sejamos homens e mulheres que generosamente dão o que è de Deus e assim seremos autenticamente e em verdade ministros do Senhor.

A razão e o cálculo atrapalham a graça de Deus no louvor

Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro e de abrir-lhe os selos, porque foste imolado e resgataste para Deus, ao preço de teu sangue, homens de toda tribo, língua, povo e raça; e deles fizeste para nosso Deus um reino de sacerdotes, que reinam sobre a terra. (Ap 5,9)

Saber louvar é um dom de Deus, para quem vai em busca dele lá onde ele se encontra e lá, deixa o Espirito Santo agir, Ele age quando não nos prendemos, nem com a razão, com o raciocinicio, nem com moldes. Quando rezamos ou cantamos louvando a Deus, nos alinhamos, nos conectamos: o tempo da terra com o tempo dos céus, e assim manifestamos em forma de cânticos a alegria da presença do Senhor.

E assim cantamos ao Senhor um Cântico novo, visualizamos o céu e “percebemos” que o Senhor quer fazer algo novo em nossa vida.

Vi muita gente voltar-se a Deus de uma vida desregrada e indiferente para as coisas do alto, descobrindo por meio da liberdade interior na oração no louvor e na adoração, o sentido e a riqueza de ser amigos de Deus além de filhos.

O hábito, os moldes e o louvar mecȃnico e calculado não deixam que o Senhor trabalhe e faça a sua obra em nós e voltamos para casa como saimos, com os mesmos sentimentos pensamentos, preocupações e sem esperanças, Achando que servimos a Deus. Precisamos saber quando deixamos realmente que o Senhor faça algo novo em nossa vida, o nosso jeito de viver se transforma, como aqueles tantos servos e profetas que nos deixaram seus testemunhos por terem cantado por toda a vida, o cȃntico novo de Javé. Quando nos preocuparmos com o velho cântico, não estaremos prontos para ouvir o novo!

“Cantavam um cântico novo, dizendo: Tu és digno de receber o livro”…

Não podemos desprezar o velho, mas neste tempo precisamos tomar cuidado para não nos prendermos ao velho, que já não tem mais uma utilidade para o tempo presente.

Precisamos aprender a cantar um verdadeiro Cantico ao Senhor, não para nos mesmos, deve ser cantado para ele e neo tão pouco para nos sentirmos bem, e nos sentimos bem também porque cantamos e louvamos a Ele! certamente!

“Cantavam ao Senhor!”

E quando buscamos cantar para nós mesmos, e para estarmos bem, desviamos e desvirtuamos o que precisamos fazer para o Senhor, o que nos deixa estéris, sufocados, pois não o servimos bem e assim cobrimos a graça dele em nossa vida.

Despertemos para a vinda do Senhor, uma linda reflexão de Mons. Jonas abib

Hoje, infelizmente, a corrupção, a imoralidade e a depravação na terra são tremendas. A impiedade é justamente essa negação de fé, é uma rebeldia e um afastamento de Deus. Ela tem suas consequências na maldade, mas não é culpa nossa, é o clima que nos envolve, é como a poluição das grandes cidades que diminuem o oxigênio do ar. Estamos vivendo um clima de poluição espiritual.

O mundo está na poluição da impiedade, mas o Senhor está nos alertando de que a noite já vai adiantada. No entanto, graças a Deus, o dia já vem chegando. Não caia nessa de ficar com medo da vinda do Senhor, pois Ele virá para nos arrancar dessa situação.

Jesus disse que a vinda do Filho do Homem se dará como nos dias Noé, ou seja, os homens viviam uma vida normal, casavam-se e davam-se em casamento até o dia em que Noé entrou na Arca e veio o dilúvio.

Você precisa proclamar que Deus constituiu a sua casa como a Arca da Salvação para todos os da sua família e Ele viu que somente Noé foi considerado justo. Não que ele era o “certinho”, mas Noé era justo, porque temia e obedecia ao Senhor. Por isso, ele foi salvo com toda a sua família. É Deus dizendo que você, homem ou mulher, adulto ou jovem, é o instrumento que Ele escolheu para ser a salvação da sua família.

Até você, que é jovem e diz que seus pais não querem saber de nada, nem mesmo os seus irmãos, Deus o escolheu como escolheu Noé. Se você for obediente como Noé foi, você vai ser instrumento de salvação para todos da sua família, porque o Senhor não quer salvar somente você, mas todos. Só não será salvo quem realmente não quiser. Você foi essa pessoa escolhida para ser, quem sabe, o único Noé da sua casa.

O que Noé tinha para esperar do mundo na época dele? Nós também não temos mais o que esperar deste mundo que só aplaude a imoralidade, a depravação e a maldade. Não temos mais nada a esperar até que o Senhor venha e lave a face da Terra. (Mons Jonas Abib)

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento…

Seguindo os passos e exemplos do Senhor Jesus, nosso ser instrumentos para evangelizar, necessita de um esforço cotidiano por uma vida autêntica e genuina na vivência em vista do testemunho cristão.

Por nossa condição de pecadores, ao menos, precisamos ter aquela “tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasce sagrado em nossa alma, como a intenção de querermos ser instrumentos do Reino como o foi Jesus.

Ele passava pelas cidades, aldeias e povoados incansavelmente pregando a Palavra que era ele mesmo, passou em nosso meio como o servo por excelência. O Servo de Javé.

Em Lc 8,1-3, vemos  que Jesus passava pelas cidades, pelas aldeias… pregando e ensinando o Reino do Pai. A sua palavra, reveladora falava de amor. Jesus porem, revelava de um modo especial, porque Ele é o Filho de Deus claro!. E como Ele a revelava? Em modo pleno pois sendo “o Filho”, nada mais, nada menos é que a Segunda pessoa da Santíssima Trindade.

Mas ele buscava verdadeiros adoradores. Verdadeiros instrumentos. E hoje creio que confunde-se muito justamente o gostar de cantar com o próprio cantar as coisas de Deus, com o Adorar; fala-se muito em adorar o Senhor e quando se tem, senão todos os dias, mas pelo menos dia sim dia não, uma hora pelo menos, inteira, diante do Senhor? Espero que a sua resposta seja positiva.

Necessitamos ser honestos com o Senhor. E questão até de honestidade espiritual e/ou declaração de amor por Ele, nosso ser autênticos. Como disse o Monsenhor Jonas ha alguns anos, “em ordem de batalha”.

Para sermos instrumentos de Deus precisamos estar cheios dele, isto é cheios de amor, humildade, desprendimento enfin…

Tomara que nao, mas sera que existe entre os cantores de Deus, inveja, competição, egoismo, manias de ser “artistas”, bons faladores e cantores mas menos testemunhas deste Deus de quem nos dizemos instrumento? O inimigo certamente escolherá sempre mais os que se declaram, para derruba-los e contradize-los. Aqui esta a profecia do: “em ordem de batalha”!

Em Atos dos apóstolos temos exemplos de como se adora o Senhor, “em espirito e em verdade”. Lembram desta palavra? “E perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, e no partir do pão, e nas orações.”(At 2,42). Precisamos nos aproximar de Deus, através de uma adoração e de um louvor o mais autentico possivel.

O caminhar de Jesus pelas aldeias tinha uma pressa: era porque o Reino do Pai que Ele tinha vindo revelar, precisava ser anunciado sem perda de tempo. Esta é a vocação da Igreja, e portanto também a nossa. Quando nos tornamos missionários? Pelo Batismo que sela em nós a força da presença de Jesus, a presença do Pai pelo Espírito Santo. Pela  água e pelo Espirito Santo entra em nós a vida divina. Precisamos ser missionários, fomos chamados por força desse sacramento, a esta missão.

“Adorador e cantador do céu”. O que siginifica entao?  a palavra diz ainda:: “Este povo se aproxima de mim com a sua boca e me honra com os seus lábios, mas o seu coração está longe de mim. Em vão me adoram”. (Mt 15,8-9)

Você pode estar se perguntando o que quero dizer com tudo isso, A palavra de Deus nos ensina a não deixar vibrar dentro, mesmo que sutilmente,  o orgulho por cantarmos bem, por tocarmos bem, Que o Senhor nos ajude a nao perder o ardor dos primeiros passos, das primeiras pinceladas de louvor que nasciam do nosso coraçao quando faziamos… aquelas maravilhosas experiências da presença de Deus e delas nasciam lindas cancoes de louvor e adoração.

Como esta a nossa“tensão continua” para não dessacralizarmos o que é sagrado e o que nasceu sagrado um dia em nossa alma?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

O tempo da Quaresma é o tempo melhor para renovar a nossa conversão

Os gestos de abertura, diálogo, compreensão, atenção…, estão dentro das obras de misericórdia espirituais e corporais. Para nos dedicarmos a elas, acabamos por “perder…” muito tempo no nosso tão pouco já e precioso tempo para nós, para nossas intenções em fazer isto ou aquilo agora e depois…  e nossos afazeres…  E claro que pensando deste modo vivemos uma fé morta, de palavras e devocionismo puro. Não acham?

O sacrificio de viver em Cristo está no sacrificio de deixar o que e nosso interesse para fazer os interesses do Pai para a nossa própria salvação apos a vida nesta terra. Dificilmente pensamos que um dia morreremos  e falaremos la em cima do que fizermos para os irmãos próximos e não para nós mesmos. não é verdade tambem? Poisé Esta é a lógica de Jesus.

Então, tomando como modelo de vida em Deus a Maria, icone da Igreja que evangeliza porque já está evangelizada como diz Papa Francisco… Ela, como mae boa, generosa, fiel e compreensiva, ajude a viver as relações entre nós irmãos, com amor misericordioso.

As obras de misericórdia corporais são os gestos que tocam a carne do Senhor Jesus nos irmãos e irmãs necessitados de serem nutridos, vestidos, hospedados, visitados .  As espirituais, de aconselhar, ensinar aos de “coração aberto e acolhedor”, perdoar, corrigir, orar… tocam mais diretamente o sermos pecadores. As obras de misericórdia não devem ficar separadas. Elas expressam  o amor pelo Senhor Jesus de maneira “concreta” , ele, que se identificou com os irmãos: “Tudo aquilo que tiveres feito a um só destes meus irmãos pequenos, foi a mim que o fizeram” (Mt 25,40).

Cotidianamente, exercitemos com ardor e alegria estas obras boas, saindo de casa, nos ambientes onde passamos e nos encontramos, la onde vivemos. Amém?

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.

o_coracao_de_quem_serveO sal da sabor à comida que todos os dias comemos para alimentar o nosso corpo e quem cozinha sabe bem como por a justa medida de sal.

Segundo a própria sensibilidade no cozinhar. Os outros ingredientes que acompanham são complementos para dar um gosto segundo o tipo de comida que esta fazendo. Interessante como Jesus toma como exemplo o sal para falar da fé que precisamos ter. A fé para Jesus precisa que seja salgada como o sal no prato; assim como a comiga salgada, assim também a fé se não é salgada não tem gosto.

Não exixte realmente para Jesus, uma fé sem sal: o sal do compromisso com Jesus, o sal da obediência, o sal da vida serena, o sal da paz social e da paz interior, o sal da alegria, o sal do otimismo, o sal da boa intenção e da boa vontade.

“Salguemos” um pouco mais a nossa fé. Percebo que todos sem excessão de nenhum de nós…, precisamos dar mais sabor como se da à comida, e tomar mais a sério o nosso compromisso com o Senhor.

Precisamos para isso, creio, abandonar um pouco mais a nossa vontade própria, os nossos pensamentos e nossas humanas convicções… como nos ensinam os santos, para amar mais a vontade, o pensamento e a convicção de Deus sobre a nossa fé.

Deus quer que a nossa seja uma fé autentica e menos camuflada pelas regras, portanto, mais baseada na misericordia, na caridade, na compreensão… Este é o ideal do verdadeiro seguidor de Jesus, outros modos de segui-lo para sermos amigos seus, de consequência não são autenticamente seus. Esta ai Mt 5, 13 a nos encorajar a sermos “discipulos” segundo o coração de Jesus.

Coragem!

O Senhor te abençoe e te guarde,

Padre Antonio Lima.