imageszA vida dos dois santos da pobreza e da paz: Francisco e Clara

São Francisco costumava orar na velha e abandonada capela dedicada de São Damião, frente a um crucifixo, e repetia fervorosamente:

Concedei-me Senhor, que Vos conheça, para poder agir sempre segundo a vossa luz e de acordo à vossa Santíssima vontade”.
Um dia, pareceu-lhe ouvir claramente: “Francisco, não vês que a minha casa está em ruínas? Restaurá-la para mim! Pensando tratar-se do velho templo onde se achava, agiu de pronto, contando para a reforma com o dinheiro de seu pai, que tinha em suas mãos. Francisco de Assis comparece ante o Bispo Dom Guido III acusado pelo pai de furto, devolve ao genitor o que lhe pertence até as roupas, e se declara servo de Deus.
Pede ao Bispo sua benção e abandona a cidade em busca dos caminhos do Senhor. O Bispo vê nesse gesto o chamado do Altíssimo e se torna seu protetor pelo resto da vida. Renuncia à todos os bens que o prendiam neste mundo, veste-se como eremita, começa a restauração da Capela de São Damião, e cuida dos leprosos. Seis anos mais tarde, esta capela será o lar das Damas Pobres de Santa Clara. Tratava-se do começo da sua vida religiosa. Sofre e luta da forma mais intensa; ele, que teve de tudo, abraça a pobreza, e teve, primeiramente, que vencer a si mesmo, para depois pedir esmolas.
São Francisco dizia: “O trabalho, embora humilde e simples, confere honra e respeito e sempre será um mérito ante Nosso Senhor”.
A vida de São Francisco de Assis é repleta de inúmeras virtudes. O calor de seu iluminado espírito, desejando sempre repassar aos seus queridos filhos, bem como o ardor na busca devota à Paixão de Jesus Cristo, são gestos que impressionam, e que são admirados por toda a humanidade.

São Francisco de Assis tudo transformava, através do amor universal, humildade e era rico de compaixão. O homem santo não teme perder sua pureza, no meio dos impuros. Do mesmo modo que Cristo viveu entre os sofredores e entre os humildes, São Francisco de Assis se mistura aos doentes, aos desesperados e aos pobres. E é pelo esforço constante em direção à partilha do que lhe é dado com aqueles que não têm nada, que se fortificam suas aspirações e seus méritos, ao mesmo tempo que suas faculdades espirituais.
Amava intensamente a Deus e ao próximo, vivia à luz de uma fé profunda, que compartilhava com os pobres e abandonados. Sua vida era de orações e sacrifícios, para fundir-se com Aquele que tanto amava.

Doava-se com franca generosidade, como se estivesse doando-se ao próprio Jesus. São Francisco de Assis era um místico em toda a essência da palavra, pois tinha a total percepção das personalidades divinas, o contato com o plano espiritual era constante, e lançava-se sem medo em direção do Pai que lhe dava a vida, em direção ao Filho, que lhe dava o processo intelectual através do Verbo e através do Amor, e ia em direção do Espírito Santo que o iluminava constantemente.

“In manus Tuas…”

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