«

»

maio
27

Jesus: Modelo perfeito de Oração

“Vigiai e orai, para que não entreis em tentação, pois o espírito está pronto, mas a carne é fraca” (Mt 26,41).

A frequência com que oramos pode variar bastante segundo as circunstâncias que nos envolvem. Contudo, pressupõe-se que seja um costume regular.  O Senhor Jesus – como homem perfeito que foi – em tudo nos é modelo. Os seus dias de trabalho eram repletos de afazeres como os de nenhum outro. Mesmo assim, sempre o vemos em oração perante o seu Pai Celestial: cedo de manhã, ao fim do dia e não raro durante a noite. Isto vem á tona especialmente no evangelho de Lucas, onde ele é apresentado como o Filho do Homem. Vamos conferir algumas cenas:

Logo no início de seu ministério: o batismo por João Batista assinala o início do ministério de Jesus (At 1,22). Lucas é o único que relata que o Senhor, tendo saído da água, orou. Logo a seguir o céu se abriu para o duplo testemunho divino, que também é relatado por Mateus e Marcos: o Espírito Santo desceu sobre ele em forma visível, e o Pai testificou o seu agrado no seu “Filho amado” (Lc 3,21-22).

Em meio a muitos trabalhos: Nosso Senhor cumpria uma extensa lista de atividades. Ele ensinava nas sinagogas, pregava por toda parte, curava os enfermos e expelia demônios. Não havia como evitar que suas obras repercutissem, embora ele admoestasse repetidas vezes que não fizesse divulgação. “Ainda assim, ele não se deixava absorver pelas requisições, porém, se retirava para os lugares solitários e orava” (Lc 5,16). Tal relato faz supor que, por vezes, ele também se ausentava por períodos prolongados para estar a sós com Deus.

Antes de decisões relevantes: certa ocasião ele perseverou a noite inteira em constante “oração a Deus” (Lc 6,12). Foi quando ele estava para escolher os seus doze apóstolos. Entre eles, homens que posteriormente, seriam grandes testemunhas da fé, como Pedro, João e Tiago, mas também “Judas Iscariotes, que se tornou traidor”. Ele era o filho de Deus, e nada lhe estava oculto; contudo, como homem que era, sentia profundamente a necessidade de comungar com Deus acerca dessas coisas.

Antes de anúncios importantes: certa vez ele orou na presença dos discípulos, para  a seguir testá-los com uma pergunta: “E vos, quem dizeis que eu sou? (Lc 9:18-20). Em sua resposta, Pedro rendeu o magnífico testemunho: “O Cristo de Deus” (compare com Mt 16,16-17) . O Senhor Jesus no entanto, tomou a oportunidade para anunciar os seus sofrimentos da cruz.

Sobre o “monte santo”: a maravilhosa prévia do que seria sua glória no vindouro Reino de Paz, que pode ser assistida por três de seus discípulos, começou com uma oração dele. “Estando ele orando”, ocorreu a misteriosa transfiguração (Lc 9,28-36; 2 Pe 1,16-18).

Senhor, ensina-nos a orar: o Senhor havia terminado de orar, quando um discípulos lhe fez este pedido (Lc 11,1), Correspondendo a posição de outrora, ele apresentou o modelo do “Pai Nosso”. Hoje, todavia, oramos “no Espírito Santo” (Jd 20), contudo, na mesma atitude.

Getsêmani: aqui vemos Nosso Senhor de joelhos, em profunda aflição de alma (Lc 22,43-44). Ele viera para cumprir a vontade de Deus, e nunca vacilou neste propósito. Sua missão tinha como base a oração ao bom Deus.

por Pe. Inácio José do Vale, Professor de História da Igreja – Faculdade de Teologia de Volta Redonda

Link permanente para este artigo: https://blog.cancaonova.com/padrebruno/2011/05/27/jesus-modelo-perfeito-de-oracao/

Deixe uma resposta

Seu e-mail não será publicado.

Você pode usar estas tags e atributos HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>