Hoje refletiremos acerca de um texto muito significativo das Sagradas Escrituras, que nos indica uma temática muito marcante acerca da vida cristã frutífera. Tomaremos o texto do Evangelho, Mateus 21,18-22, que narra acerca da figueira amaldiçoada.

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Árvore estéril 

Era muito comum no Antigo Testamento comparar o povo infiel a uma árvore estéril, onde ser cortado significava ser rejeitado por Deus. Em Lucas 13,6-9, diante de uma figueira que não produziu frutos, o agricultor faz uma extrema tentativa, esperar ainda um ano, mas com o propósito de cortá-la, se suas esperanças porém, de novo, frustradas.

Essa constitui uma denúncia contra a incredulidade, e consequentemente, uma forte ameaça de condenação. Na sequência, Jesus trata da fé capaz de qualquer milagre e da oração confiante. Com isso, o relato da maldição da figueira revela-nos o poder extraordinário da fé e da súplica. É preciso crer com firmeza e suplicar com abandono confiante. Miquéias vai identificar os frutos com homens leais e honrados (Mq. 7, 1-2). A falha aqui se encontra no fato da não produção do fruto esperado.

A figueira representa o povo de Israel incrédulo, que tem folhagem de aparências e não dá frutos. A fecundidade precisa ser autêntica e não aparente. Sem desculpas ou justificativas, mas com a verdade da vida.

Perante o gesto de Jesus com a figueira, pode-se pensar que Jesus exagerou, sobretudo quando nos voltamos para a narração do Evangelho de Marcos (Mc. 11, 12-14; 20-26), que afirma que não era tempo de figos. Surgem disso algumas possibilidades: poderia não ser tempo de figos; estando a figueira a beira do caminho, talvez, outros se tivessem adiantado, colhido ou comido os frutos; talvez, o dono tivesse colhido os frutos no dia anterior. Poderíamos enumerar uma série de desculpas para a figueira sem frutos.

Frutos permanentes na vida cristã 

A mensagem evangélica, se fundamenta no fato de que não existem desculpas para não ter frutos. O fruto não deve ser de temporada, mas permanente; não escasso, mas abundante; não para alguns, mas para todos e quando precisarem; não deve depender da estação, mas da necessidade dos outros. Outras árvores tem seu valor pelas flores, madeira, etc. A figueira, só tem valor dando frutos, caso contrário, para nada serve. Fomos criados para frutificar, as flores servem como sinal que aponta para os frutos.

Realizar uma avaliação da vida cristã a partir dessa verdade do evangelho, nos ajuda certamente a viver um cristianismo valoroso e frutífero. Onde refletimos um cristianismo: não de temporada, mas permanente no amor; não escasso, mas abundante; não de exclusividades, mas para todos os necessitados; não de aparências, mas de frutos verdadeiros.

No âmbito agrícola conhecemos a prática da poda, cujo significado, dentro de diversas perspectivas, sabemos muito bem: a poda tem por função o crescimento, o desenvolvimento da planta, sua fecundidade. A luz do nosso texto evangélico, também devemos identificar a poda dentro dessa perspectiva, onde o ramo frutífero é podado e o estéril queimado.

O que Jesus fez com a figueira foi colocar a sua maldição interior, sua secura, para fora. Nunca mais enganes a ninguém com tua aparência frondosa nas folhas, e ao mesmo tempo, vazia nos frutos. Na verdade, a figueira já estava maldita e seca no seu interior. Portanto, devemos entender e refletir que a mera aparência é maldição, uma secura oculta ou sustentação de inverdades.

A importância da poda na vida cristã 

Concluímos que todo aquele, que não quer ser podado, revela na verdade uma indisposição ao dinamismo e ao crescimento na vida cristã. Quanto mais a árvore é podada na coerência das suas necessidades, mais ela cresce. Infelizmente, contemplamos na atualidade um extremo interesse de muitos em apenas florescer, destacar-se, para subir os degraus da glória e poder. Em vez de serem verdadeiramente focados, na missão de crescer, amadurecer e desenvolver para frutificar. Ou seja, ser uma presença de serviço frutífera e edificante no seio da Igreja.

Sem dúvida, podemos afirmar que é entristecedor contemplar a grande preocupação vigente com os êxitos das flores que aparecem, do que com os frutos que não precisam de presunção, pois, eles se revelam por si mesmos. O fruto não é algo forçado, que necessite de propaganda barata, mas algo natural e espontâneo, numa árvore frutífera.

Na vida cristã é necessário sempre aceitar as podas para crescer num novo vigor, quem rejeita a poda, seca e definha, ou seja, morre. Quando um cacho de uva, por exemplo, está muito carregado, o vinhateiro experiente se aproxima e corta alguns galhos, gesto que produz a perda de alguns frutos, para que os frutos restantes tenham mais espaço para se desenvolver e crescer. Sacrifica-se a quantidade em favor da qualidade.

O cacho ideal não é o que tem muitas uvas, mas é aquele que não passa de setenta e dois. A poda revela-se como uma purificação, para que não se viva uma enganação, pois, não basta ter fruto, o essencial é ter bom fruto, fruto de qualidade. Quanto maior for a vocação da árvore, maior deve ser a raiz que a sustenta. Que essa reflexão possa ajudar muitos irmãos e irmãs a retomarem o foco do frutificar como essencial, como também, tornem-se dóceis as podas, tão necessárias para os que anseiam pela fecundidade de raízes profundas.

Padre Eliano Luiz Gonçalves.
Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Viver os dons em comunhão com a origem e fonte de todos os dons, nosso Deus e Senhor, constitui o grande desafio para os que exercem a missão da musicalidade no âmbito da vida cristã. Dons vivenciados não de forma paganizada ou mundana, mas santificada e santificante. Portanto, à luz do Concílio Vaticano II, podemos refletir hoje com profundidade acerca de alguns elementos principais dessa ação missionária que a música exerce no meio cristão. A Sacrosanctum Concilium, nos seus números 710 e 711, nos instrui da seguinte forma: “… a Música Sacra será tanto mais santa quanto mais intimamente estiver ligada à ação litúrgica, quer exprimindo mais suavemente a oração, quer favorecendo a unanimidade, quer, enfim, dando maior solenidade aos ritos sagrados. Finalidade da Música Sacra: a Glória de Deus e a Santificação dos Fiéis”.

Desse ponto partimos para nossa reflexão acerca do dom da música. Primeiramente constatamos que o dom é concedido por Deus, fruto de sua bondade, benevolência e gratuidade, tendo em vista o serviço. “Há mais alegria em dar do que em receber”. (cf. At. 20,35). Partimos da beleza do dom, onde a arte, ou seja, no nosso caso, a musicalidade precisa ser santa, porque ligada ao Sumo e Eterno Sacrifício Pascal de Cristo. Onde o ser servo da liturgia não constitui uma opção, mas a regra mestra que dá sustentabilidade à este servir perseverante de comunhão com Cristo, com a Igreja e os irmãos. Pois, a finalidade da música sacra é glorificar a Deus e santificar os fiéis, ou seja, estar voltada para Deus, glorificando-o, e conduzindo o povo de Deus ao Mistério da Palavra e da Eucaristia, manifestos no Santo Sacrifício da Missa. Sendo assim, fica evidente que aquele que recebeu do próprio Deus esse dom, não constitui o centro da ação, a centralidade de vida e missão do músico cristão é sempre Deus. Já que o dom com dinamicidade de serviço, não pode tornar-se um instrumento de satisfação das vaidades e do próprio ego! A primeira ordem na vida do músico cristão é a de viver como um necessitado do mistério. Um servidor sedento, que uma vez pondo-se à serviço, não deve ele mesmo ser um mero expectador desatento, mas alguém ativo, que participa, contempla, mergulha e vive o mistério celebrado.

Outro aspecto importantíssimo que esta reflexão acerca da musicalidade nos revela é o aspecto da Unidade Eclesial. Usamos como fundamento reflexivo, o fato de que esta unidade eclesial está ancorada na unidade do Deus Trinitário, e de sua obra salvadora. Pois, a Unidade é marca fundamental da Igreja, dom inegável de Deus. E São Paulo falando à Igreja de Corinto, trata da unidade e da diversidade, mostrando que não são contraditórias. A diversidade não pode ser ocasião de separação e divisão  (Rm. 12, 1-18; ICor. 3, 1-8; Fl. 2, 1-11; Ef. 4, 1-16; Jd. 19). Esses textos bíblicos falam contra toda espécie de rivalidade e tensão, que possam ameaçar a unidade. Buscar a unidade não significa uniformidade, ou seja, todos na mesma forma, pois, todos sabemos da existência da individualidade, ou seja, da constituição única de cada indivíduo. Mas também sabemos, que a construção da harmonia, somente torna-se possível, se no Espírito Santo, acontece a decisão pela vida de Pentecostes (busca da glória de Deus – At. 1,14), e não pela vida de Babel (busca da glória do próprio nome ou de si mesmo – Gn. 11, 4). Pois, somente neste dinamismo de Pentecostes, as individualidades não se anulam, como também, não se autodestroem, mas se potencializam com criatividade na evangelização. A unidade portanto não exige superação das diferenças, mas apenas transformação do seu caráter, de modo que as diferenças deixem de ser separação e divisão, convertendo-se em expressão de comunhão e evangelização.

Tendo em vista vencer as divisões internas e consequentemente as externas, torna-se fundamental, a vivência de três dimensões que colocam nossa vida na dinâmica do Reino de Deus:

1- Comunhão com Deus:
Busca contínua do Deus que se deixa encontrar. Ou seja, vida de oração (diálogo íntimo com Deus).
Vida Sacramental (Confissão, Reconciliação, Eucaristia).

2- Comunhão Eclesial:
Serviço de Amor e Doação.
O compromisso com o Dom de Deus e com o dom do irmão. “Todo reino dividido contra si mesmo será destruído (Mt. 12, 25).

3- Comunhão Fraterna: Unidade no Mesmo Espírito:
– O Testemunho da comunhão vivida nas comunidades eclesiais apostólicas primitivas é um modelo para nós. “Vede como se amam”. (cf. At. 2, 42-47)
– A Unidade comunitária é reveladora da presença Reinante do Cristo Ressuscitado. “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, ali estou eu no meio deles”. (Mt. 18,20)
– A Alma da Comunhão é a Caridade (cumprimento da Lei e dos Profetas, vínculo de Perfeição).

Chegamos a conclusão que a pessoa se realiza, como também, adquire harmonia e paz interior, na dinâmica dos dons em serviço, quando vive a relação íntima com Deus e a comunhão com os irmãos. Da comunhão com Deus surge e se sustenta, a relação e a comunhão com os irmãos (as). Somos seres de relacionamento, portanto, devemos fazer da originalidade e das diferenças, não motivos de fechamento e isolamento, mas de criatividade evangelizadora. O fechamento em si mesmo, gera asfixia, morte por falta de doação, serviço e comunhão. O dom existe tendo por objetivo uma constante e dinâmica orientação para a o serviço de comunhão. A tradição cristã afirma que a comunhão com Deus e os irmãos é a essência da salvação. Deixar o dom nos converter e santificar, para que seja, serviço para a glória de Deus e santificação dos irmãos (as), constitui uma graça a ser buscada constantemente por todos nós. Pergunte-se hoje e sempre, se seus dons te convertem e santificam, conduzindo as pessoas à santificação e a comunhão com Deus e os irmãos (as). Esse é o dom que glorifica a Deus!
“Nisto reconhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns pelos outros”. (Jo. 13, 35)

Pe. Eliano Luiz Gonçalves
Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Ao iniciarmos essa reflexão focando a Santíssima Trindade (Pai Criador, Filho Redentor e Espírito Santo Santificador), como mistério de comunhão, precisamos ter presente o conceito da relação perene de amor, que estabelece e sustenta essa comunhão. Tendo por referência esta relação, partimos do pressuposto de que a divina comunhão se apresenta como o modelo ideal da sociedade humana, da Igreja e de toda a comunidade humana e religiosa. A Trindade é o sentido e a missão da Igreja, que é o sacramento da unidade do gênero humano. Unidade da Trindade, pois, a Igreja é reunida pela unidade da Trindade! Essa relação de amor em vista da vivência da comunhão, revela-se para nós como fundamento e estímulo da prática da caridade fraterna e do apostolado.

“Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou…” (Gn. 1, 27-28a). Já que o ser o humano foi criado a imagem e semelhança divina, ou seja, criado a imagem e semelhança do amor, tendo por fundamento e exigência essa verdade da Sagrada Escritura, devemos corresponder a essa participação na comunhão da Trindade, com atitudes de transbordamento de amor.

Superar as divisões, competições e as demais concupiscências humanas, que a sociedade vigente constantemente apresenta como padrão de comportamento e meta de vida, constitui o grande desafio do homem na atualidade. Trilhar um dinâmico caminho de conversão e arrependimento que o coloque numa permanente atitude de abertura amorosa é uma necessidade vital. A comunhão exige uma saudável e madura relação entre as individualidades de cada pessoa. Pois, a comunhão na verdade, não significa aniquilamento da individualidade, mas sim enriquecimento da mesma, à luz do amor verdadeiro que harmoniza e equilibra as diferenças. Quando a pessoa busca se auto afirmar no egoísmo e individualismo, tendo o outro como mero instrumento dos seus interesses ou algo descartável, não existe comunhão, e sim exploração e instrumentalização da pessoa. A comunhão tem por base a liberdade e a complementariedade, onde brota o chamado à viver a doação de si mesmo e o acolhimento do outro, numa mútua relação.

O mistério trinitário não é uma teoria de termos complexos, um enigma ou uma mera formalidade teológica, mas plenitude de vida. Não se entende a Trindade porque é difícil imaginar como é possível amar tanto e se doar na totalidade. O Deus-Amor é único e, ao mesmo tempo, trino, na medida em que isso é necessário para a perfeita comunhão de vida. A comunhão plena de vida é o objetivo e a meta para onde tudo se encaminha.

Para viver a dinâmica santificante da comunhão, não basta fazer parte de um grupo de pessoas que vivem conjuntamente, nem mesmo ter os mesmos objetivos, pois, mesmo assim, os interesses ainda podem ser individualistas. A vivência da comunhão cujo o modelo é a Trindade Santa exige amar como Jesus ama, um amor de gratuidade e doação.

O mandato de Cristo é nítido para todos os que anseiam pela comunhão verdadeira: “… Amai-vos uns aos outros. Como eu vos tenho amado, assim também vós deveis amar-vos uns aos outros. Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros” (Jo. 13, 34-35). Nesta dimensão encontramos também a missão evangelizadora da Igreja em um dos seus fundamentos mais importantes que é o amor. A comunhão é concreta, deixando de ser verbalização, quando o compromisso prático do amor é concreto e transformador.

A comunhão entre as Pessoas da Santíssima Trindade é comunicada ao homem através do dom do Espírito Santo, que estabelece a Nova e Eterna Aliança. Anteriormente tínhamos a afirmação: “Sereis o meu povo, e Eu, o vosso Deus” (Jr. 30,22); agora temos a plenitude da graça: “… conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim e eu em vós. Se alguém me ama, guardará a minha Palavra e meu Pai o amará, e nós viremos a ele e nele faremos nossa morada” (Jo. 14, 20.23). Temos claramente aqui o princípio base de que a relação entre nós e Jesus manifesta e continua as relações trinitárias.

Peçamos ao Deus uno e trino o dom da comunhão, que sempre exigirá espírito de sacrifício em vista dessa graça que revela e manifesta Deus ao mundo. O dom é graça de Deus, força do alto que atua rompendo as barreiras e divisões, tendo em vista transformar os muros em pontes. Deixemos que o Espírito Santo nos convença e impulsione nas decisões e atitudes que fecundam, fazem florescer e frutificar a comunhão na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo. Onde a força do alto penetra, a comunhão acontece testemunhando o Amor!

Conscientes que o amor vivido e continuamente experimentado em nosso meio, testemunha ao mundo a salvação e a paz, estabelecendo e construindo o Reino de Deus entre nós, sejamos instrumentos de comunhão.

Que o Deus da esperança vos cumule de todo bem, e abençoando-vos faça acontecer em vós e através de vós, a comunhão que revela a face redentora e salvífica de Cristo Jesus! Amém!

Padre Eliano Luiz Gonçalves
Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes

A prática da fé morta (Ap. 3, 1-6). Nesse trecho do apocalipse nos deparamos com o julgamento mais severo das sete cartas. Onde Aquele que tem os sete espíritos, Cristo Jesus, o detentor do Espírito Santo em Plenitude, exorta à conversão. O texto revela-nos um profundo e concreto conhecimento da realidade de vida daquela comunidade cristã. “Conheço tua conduta, tuas obras, tens fama de estares vivo, mas estás morto” (cf. Ap. 3,1): que aqui manifesta a total oposição à aparência ou à mera reputação ou fama. Pois, é o engajamento concreto, ou seja, a atitude transparente, que revela a verdade da fé. Nesse caso específico temos uma comunidade que parece viva, contudo, esta aparência revela uma morte efetiva. Encontram-se numa vida adormecida, aparentemente vivos, mas na verdade estão mortos. A exortação revela sua força demostrando que aqueles que dormem devem despertar e vigiar, e os que estão mortos devem reviver enquanto há tempo. Um povo que deve despertar e colocar-se de pé, vestir-se dignamente das vestes da justiça do Senhor. “Nem todo aquele que me diz Senhor, Senhor, entrará no Reino dos céus” (Mt. 7,21). Surge dessa exortação a necessidade de libertar-se das aparências, para herdar as promessas de Deus, e isto se faz na sinceridade, verdade, retidão e transparência.

A imagem da vida e morte espiritual é muito presente no cristianismo primitivo. A Didaché expressa muito bem tal concepção quando desenvolve a teologia dos dois caminhos. A comunidade de Sardes está morta devido a sua fé sem obras. “A fé sem obras é morta em sim mesma” (cf. Tg. 2,17). Uma fé autêntica, manifestará, consequentemente obras autênticas. “Não encontrei tuas obras perfeitas” (cf. Ap. 3,2): indicativo de que não existe ausência de obras, mas diante de Deus, elas não são aprovadas, pois, revelam-se deficientes. Não são perfeitas, plenas, cheias. Falta vida no espírito para realizar obras perfeitas na fé, agradáveis a Deus. As obras imperfeitas, são na verdade aquelas que produzem a morte, pelo simples fato de não serem condizentes com o íntimo da vida e do coração. A perspectiva que dinamiza e santifica a pessoa não se resume no realizar de obras, mas se define pela autenticidade da vida, por quem tais obras são realizadas. Não basta fazer, também é preciso fazer bem, portanto, realizar com amor e ser bom. Ou seja, o fazer precisa ser consequência do ser.

Por esse motivo temos nesse texto o tema da vigilância, como algo de suma importância, onde somos chamados a reavaliar a vida constantemente. Vigiai, pois não sabeis a hora em que o Senhor Jesus virá. Para o servo que espera, como o vigia esperando aurora, esta será a hora de maior alegria, júbilo e felicidade. Chegou o meu Senhor, que me chama dizendo: vinde benditos de meu Pai. Mas para o servo que vive na sustentabilidade das máscaras e caricaturas de cristianismo, esse momento será angustiante, por ser revelador da verdade de vida. O chamado a vigilância convoca a comunidade a voltar à vida, à despertar, à acordar, enfim, à permitir a intervenção do Espírito Santo que tudo restaura e converte.

Eis o caminho que deve ser trilhado pela Igreja de Sardes: consolidar o resto que ia morrer, ou seja, voltar a prática de uma vigilância feita de obediência e busca definitiva pela santidade, de modo que, firmados em Cristo, tornem-se capazes de viver a fidelidade. Devemos portanto caminhar nessa perspectiva, que sempre parte de Cristo e da graça santificante de Seu mistério Pascal.

O texto também nos lança na dimensão de que é preciso recordar “a forma como se recebeu e ouviu a doutrina” (cf. Ap. 3,3). Esse é um chamado para que a comunidade faça memória e atualize não tanto o conteúdo do evangelho, que já é em si algo de suma importância, mas do milagre que permitiu que essa boa nova fosse ouvida e recebida. Ou seja, devem viver a atualização da obra salvífica de Cristo, onde o homem, mesmo pecador, faz em Cristo experiência de conversão e abertura ao evangelho: recebeste em vossas vidas a salvação eterna. Por isso, guarda, observa, sê fiel e arrepende-te, empenha-te no exercício de uma mudança concreta de vida. “Se não vigiares, virei a ti” (cf. Ap. 3, 3): designando que será tirado o que já foi conquistado, a coroa da vida. “Virei no momento em que menos esperares, como um ladrão que surpreende” (cf. Ap. 3,3). Onde o ser surpreendido acontece pelo fato de não se estar preparado. A vida de aparências não prepara para a vida eterna, deforma e desfigura a pessoa, tornando-a incapaz de crescer tendo por imagem Jesus Cristo, o Senhor.

“Existem pessoas em Sardes que não se contaminaram” (cf. Ap. 3,4): não trazem em suas vidas a culpa, não se mancharam pela prática de uma fé morta. Contudo, ninguém está seguro, é necessário confirmar a fé cotidianamente, adequando a vida a Palavra de Deus. A vivência na graça de Deus torna-se portanto fundamental para uma caminhada onde se vive revestido das vestes brancas. Pois, foi pelos méritos de Cristo Jesus que recebemos tais vestes brancas, alvejadas no sangue do Cordeiro sem mancha. As vestes brancas indicam uma veste celestial, de glória, de luz, de vida, de honra.

A veste branca de forma toda particular designa a realidade última do eleito: que deve guardar fielmente o dom de Deus, permanecendo assim de pé diante do Filho do Homem!

É por esse motivo que o vigiar torna-se algo tão importante, pois, é necessário preservar nossa veste da mancha do pecado e de toda vivência aparente ou superficial. Devemos agir como pessoas que caminham na luz de Cristo, na integridade. Quem vive de aparências não consegue ser inteiro em nada do que vive, seus passos tornam-se divisão e dispersão. “Os vencedores serão revestidos de vestes brancas, pois, seus nomes jamais serão apagados do livro da vida” (cf. Ap. 3,5): trata-se do livro da vida do Cordeiro, que enumera os que vivem a vida nova, e vigiam constantemente na fidelidade. São estes os que receberão o testemunho favorável da parte de Cristo Jesus no dia do julgamento. É a fidelidade a Cristo, o justo por excelência, que garante a permanência do meu nome no Livro da Vida do Cordeiro. Por isso, perseveremos, e que pela intercessão de Nossa Senhora, caminhemos seguindo seu exemplo de sim transparente e verdadeiro. Amém!

“Quem tiver ouvidos, ouça o que o Espírito diz às Igrejas.” (Ap. 3,6)

Uma vez que a voz do Espírito Santo é escutada e ignorada, ou seja, não praticada, inevitavelmente ocorre o distanciamento do projeto divino de salvação e vida eterna! Sede atentos meus eleitos (as), não desprezem vossa eleição!

Padre Eliano Luiz Gonçalves
Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Nos evangelhos temos diversas indicações dadas pelo próprio Jesus acerca da fecundidade de vida no discipulado. Quero considerar uma delas citada no Evangelho de São Lucas, de modo a motivar reflexões acerca da vocação de seguimento de Jesus Cristo. No texto de Lc. 8, 18a, encontramos a seguinte indicação: “… prestai atenção à maneira como vós ouvis!” Esta chamada de atenção acerca do valor e da qualidade da escuta, ou seja, da atitude necessária ao discípulo na sua íntima relação com a Palavra eficaz do mestre, nos leva a questionar se somos ouvintes atentos e comprometidos de Jesus. Esse ensinamento de Jesus ministrado aos seus discípulos deve iluminar-nos, pois, sua atualidade deve também nos levar a originalidade da vivência radical do nosso batismo. Onde somos chamados à correspondência e ao comprometimento, através da reta escuta da Palavra do Senhor. “Se permanecerdes na minha palavra, sereis meus verdadeiros discípulos” (Jo. 8, 31).

Na parte seguinte, Lc. 8, 18b encontramos: “Pois a quem tem alguma coisa, será dado ainda mais; e àquele que não tem, será tirado até mesmo o que ele pensa ter”. Esse trecho do versículo nos faz refletir acerca de um dinamismo fundamental na vida cristã: “o dinamismo do receber e produzir”. Para todo aquele (a) que busca manter-se constantemente aberto à graça que Cristo lhe oferece, receberá ainda mais, e no final da jornada terrestre a plenitude do Reino dos Céus; mas aquele (a) que não tem, por não ter permitido que a graça o penetrasse, perderá até mesmo o que pensava ter, ou seja, colherá o fracasso total. Essa afirmativa de Jesus nos coloca diante de uma máxima: “tudo aquilo que recebemos e produzimos, se multiplica na fecundidade do Espírito Santo, na eficácia do Evangelho; mas tudo aquilo que retemos sem praticar, sem produzir frutos, fracassa na esterilidade, e nos é tirado, pois, apodrece e perde sua essencialidade”. O discípulo nessa condição de apodrecimento, perde sua autoridade de vida e missão, por não ser praticante, daquilo que ensina e anuncia. Perguntemo-nos: ouvimos para praticar e viver, ou para simplesmente fazer aplicações nas vidas alheias? Toda vocação existe para ser frutífera e não estéril! Devemos exalar o suave e profético odor de Cristo e não a podridão da esterilidade, fruto do egoísmo e da não abertura à graça de Deus.

Todo aquele que adentra na relação de intimidade com Deus, deve experimentar a luz que dissipa as trevas. Jesus é a luz do Pai, a verdade por excelência, e bem ensinou-nos que a verdade conhecida liberta. A luz a espalhar-se é Jesus e o seu evangelho, verdade e vida, graça que penetrando o interior, desperta ao mistério, impulsionando ao testemunho profético. O discípulo uma vez iluminado no plano da graça divina, também tem por missão iluminar. A palavra de Cristo vivida e anunciada pela comunidade torna-se fonte de luz para todos os que dela se aproximam. É a comunhão com a luz e a qualidade da escuta que garantem a fecundidade de vida ao discípulo. Com exatidão podemos afirmar que a Palavra de Deus acolhida com fé e praticada com perseverança, sustenta e aprofunda essa relação com Jesus nosso Senhor.

Concluímos que na vida cristã não pode faltar esse dinamismo do recebimento e cumprimento da Palavra de Deus. Isso significa que é preciso escutar a Palavra (abrir-se a graça), como também, é preciso cumprir a Palavra (traduzir na vida). Somente o discípulo aberto à graça e cumpridor do ensinamento, terá plenamente escutado. Devemos ser vigilantes para não nos tornamos uma tradução falsificada das palavras de Jesus. Nossa vocação cristã tem por missão ser evangelho vivo e vivido, sal da terra e luz do mundo. “Assim, brilhe vossa luz diante dos homens, para que vejam vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai que está nos céus” (Mt. 5, 16). A fecundidade da graça é garantida quando o discípulo vive na autenticidade realista dos frutos e não somente na sustentabilidade das folhas aparentes. A ostentação da aparência é a maldição que oculta, por pouco tempo, uma secura interior destinada a falência total quando revelada. Que a luz desse ensinamento possamos viver buscando as palavras de vida eterna de Jesus que permanecem para sempre.

Pe. Eliano Luiz Gonçalves
Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Nesse Podcast eu trato do Pecado da Ira e suas consequências na vida humana, como também, apresento a virtude para enfrentá-lo. Se você deseja saber um pouco mais acerca desse pecado que expressa uma necessidade violenta de reação perante os sofrimentos, contrariedades e até injustiças da vida, acompanhe mais esta reflexão, que muito lhe ajudará nesse processo de enfrentamento das dificuldades interiores, que geram tais reações impulsivas. Quando tocamos nos conflitos interiores observando-os além das razões e conceitos que temos, na humildade, temos condições de viver a superação de tais conflitos, que mesmo não nomeados e identificados, existem e interferem poderosamente na nossa caminhada cotidiana. Mesmo que uma pessoa não chegue aos extremos de sua ira, devido a sua passividade, sofre com toda certeza em sua vida as consequências do seu rancor!

Que Deus na sua bondade te abençõe, concedendo-te a graça que pacifica o coração!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Refletindo o Evangelho desse dia 22 de agosto temos sem dúvida a oportunidade de crescer fortalecendo as nossas decisões, como também, a virtude da vigilância. Em Lucas 13, 23 nós encontramos alguém que faz uma pergunta a Jesus: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Diante da pergunta, Jesus responde com uma forte afirmação no versículo seguinte: “Fazei todo o esforço possível para entrar pela porta estreita. Por que eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão”.

A exigência do evangelho deve portanto nos questionar se a vida que levamos, verdadeiramente nos forma e prepara, para as diversas portas estreitas da vida, inclusive, para a porta estreita por excelência, que é o julgamento final. É muito significativo e profundo o fato de Jesus afirmar que muitos tentarão, e não conseguirão entrar. O que isso pode significar para nós? Será que esses levavam uma vida de completa ilusão acerca do seu preparo? Ou seja, viviam uma ilusão de seguimento de Jesus, de estar preparado, contudo, sem as condições necessárias para responder a exigência da porta estreita. Estar com Jesus, mas não ser inteiramente de Jesus, constitui a ilusão que mais frusta o homem.

A porta estreita nos revela o quanto importante é ter uma vida de intimidade com Jesus que compromete o ser, ou seja, a vida na sua totalidade. Em 1Jo. 2, 4 colhemos o critério que nos prova: “Aquele que diz: “Eu conheço”, mas não guarda os seus mandamentos, é mentiroso, e a verdade não está nele.” Tal dimensão nos encaminha para um exame de consciência intenso, onde percebemos, que sem a prática dos ensinamentos de Jesus, no concreto da vida, nosso preparo revela-se ilusório e fantasioso. Se a consciência, o conhecimento e a fé, não revelam-se capazes de governar a vida, a existência torna-se mentira e falsidade. E de fato tudo aquilo que não é cosntruído na verdade sempre irá cair por terra um dia, o tempo é o seu maior adversário, pois, o tempo sempre vence aquilo que não possuí raiz profunda e substância!

Agora, quem pode nos preparar para a exigência da porta estreita? Constatamos que somente um pode nos formar para tal realidade: Deus que nos criou! É por esse motivo que a carta aos hebreus afirma que não podemos desprezar a educação do Senhor que nos repreende e corrige em vista da salvação.” Contudo, sem o “fazei todo o esforço possível”, acaba-se por não viver o comprometimento e o dinamismo do ser melhor, da mudança, que nos faz vir para fora, inserindo-nos nessa realidade de purificação e preparação.

Nesse evangelho Jesus coloca ainda um outro questionamento no vensículo 25a e 26: “Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: “Senhor, abre-nos a porta!”. Ele responderá: “Não sei de onde sois”. É sem dúvida muito triste seguir um caminho e ver as esperanças frustradas, mas isso, é justamente o resultado de uma vida feita de meias medidas, de jeitinhos aqui e lá, enfim, de meras aparências. Precisamos ser responsáveis, reconhecendo que Deus nos conhece inteiramente, e que o improviso e a imprudência não são salvíficos. Portanto, não nos enganemos, sigamos um caminho permitindo que o dono da porta nos ajuste na medida da porta estreita, pois, a medida correta está em Deus não em nós mesmos.

Mas, infelizmente vivemos em um mundo onde a busca de muitos é pela porta larga, pelo mais fácil e rápido. Que tipo de pessoas podem surgir de uma formação que busca a facilidade e a falsa proteção? Pessoas desanimadas e excessivamente sensíveis, que tendem à perca de sentido da vida, pelo simples fato, de não conseguirem enfrentar as exigências naturais da vida e da fé. Por isso, decida-se por um caminhar onde a referência é a Palavra de Deus que nos revela Jesus, como também, nos desvela a verdade de nós mesmos. O que precisamos fazer e deixar Deus fazer em nós? Que Deus te abençõe, prepare e ajuste, na medida da porta estreita, o tempo da graça, o Kairós de Deus para ser estreitado é hoje!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

“O pecado arrasta ao pecado; gera o vício, pela repetição dos mesmos atos. Daí resultam as inclinações perversas, que obscurecem a consciência e corrompem a apreciação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e reforçar-se, embora não possa destruir radicalmente o sentido moral.

O pecado é um ato pessoal. Mas, além disso, nós temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos:

– tomando parte neles, direta e voluntariamente;

– ordenando-os. aconselhando-os, aplaudindo-os ou aprovando-os;

– não os denunciando ou não os impedindo, quando a isso obrigados;

– protegendo os que praticam o mal.

Assim, o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça. Os vícios podem classificar-se segundo as virtudes a que se opõem, ou relacionando-os com os pecados capitais (…)” (cf. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1865 a 1869).

Com minha bênção sacerdotal,

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Deus quis dar um prazer sensível ao alimento, para que o homem, se alimentando daquilo que lhe parecia saboroso, mantivesse a vida. Da mesma maneira, o Senhor concedeu à humanidade a realização do prazer sexual, por meio do qual também a espécie humana se multiplica. É o prazer íntimo, permitido ao casal, unido pelo matrimônio, o qual se abre também à graça da procriação.

O pecado da luxúria vem desvirtuar aquilo que é belo, estabelecendo uma desordem, provocando a degradação de algo bom no que toca a dimensão sexual, fragilizando o indivíduo e levando-o ao vício.

A luxúria impossibilita o homem de viver a castidade no corpo, nos pensamentos e nas atitudes. É uma desordem que toma conta da pessoa na sua totalidade. Mas isso acontece de maneira lenta. A pessoa se mantém consumindo demoradamente produtos como vídeos, revistas, entre outros, os quais a levarão à realização de desejos perniciosos, provocados pelas fantasias.

Tal como a gestação, essas desordens acabam levando ao nascimento do pecado. A pessoa se concentra apenas no prazer impuro e se fecha inteiramente em função de realizar o prazer desmedido.

Esse mal também afeta muitos casados que, em consequência de um desvio provocado por esse prazer desmedido, faz do cônjuge um objeto. Dessa forma, conduzida pelo desejo, a pessoa presa aos prazeres grosseiros pouco se interessa por aquilo que a faz crescer.

Toda vez que se procura esse tipo de prazer maléfico se pratica o pecado mortal da luxúria, que levará a pessoa cada vez mais por caminhos mais e mais promíscuos, destruindo aquilo que lhe foi reservado de belo, saudável e bom.

Um jovem que tem como hábito ficar com várias meninas ao mesmo tempo, certamente terá dificuldade em manter a fidelidade a apenas uma mulher.

Os vícios impuros paralisam os gostos para tudo aquilo que é nobre. A amizade pura quase desaparece, pois quem vive o desequilíbrio se torna escravo das paixões.

Deus nos fez para o equilíbrio e para o bem, de modo que as desordens provocadas pelo pecado nos afastam do Senhor.

Jamais será possível conquistar a vitória sobre tais paixões se não nos empenharmos na fuga das ocasiões de pecado e buscarmos a convicção profunda para uma mudança de atitude. Se aspiramos alcançar o céu precisamos ter convicção para a superação de nossos pecados.

O prazer impuro nos leva aos níveis mais animalescos e irracionais. Se a justificativa de alguém para o pecado é dizer que “a carne é fraca”, então, não se pode colocar à prova a fraqueza da carne.

Nada é impossível para o coração orante, por isso, apoiados na graça, precisamos reconhecer que o prazer maléfico nos atrai; mas precisamos nos abrir também àquilo que Deus quer para nós.

Quem é consciente da própria fraqueza não se expõe ao perigo, pois quem ama o perigo nele perece.

Para vencer o pecado é preciso romper com as paixões provocadas pela ilusão, pela fantasia. A nossa fragilidade diante do pecado, muitas vezes, é resultado de uma decepção ou situações mal resolvidas.

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.