Nesse Podcast eu trato do Pecado da Ira e suas consequências na vida humana, como também, apresento a virtude para enfrentá-lo. Se você deseja saber um pouco mais acerca desse pecado que expressa uma necessidade violenta de reação perante os sofrimentos, contrariedades e até injustiças da vida, acompanhe mais esta reflexão, que muito lhe ajudará nesse processo de enfrentamento das dificuldades interiores, que geram tais reações impulsivas. Quando tocamos nos conflitos interiores observando-os além das razões e conceitos que temos, na humildade, temos condições de viver a superação de tais conflitos, que mesmo não nomeados e identificados, existem e interferem poderosamente na nossa caminhada cotidiana. Mesmo que uma pessoa não chegue aos extremos de sua ira, devido a sua passividade, sofre com toda certeza em sua vida as consequências do seu rancor!

Que Deus na sua bondade te abençõe, concedendo-te a graça que pacifica o coração!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

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Ao longo do nosso caminhar nessa vida, sempre iremos contemplar situações que querem ferir a nossa identidade de filhos de Deus. Sustentar a esperança, ter paciência sabendo esperar, garante sem dúvida a nossa salvação. Inseridos estamos num mundo que é um vale de lágrimas, as contradições existem, e estão ao nosso derredor. O Profeta não pode deixar de ser profeta, por causa do pecado e da infidelidade que está a sua volta.

A convivência com a impiedade, o pecado, a contrariedade e o sofrimento, não podem obscurecer a verdade do que somos. Mesmo imerso numa desolação total, o profeta revela a firmeza da sua vocação, e do seu profetismo de origem divina. O joio e o trigo crescem juntos, por isso, é necessário aceitar a convivência com o joio, que revela-se inevitável. Conviver com o joio, sem se deixar influenciar, ou seja, permanecer trigo de Deus, sempre será o nosso desafio. Minha identidade, não pode ser maculada por essa convivência difícil. Nossa certeza é de que somente o trigo tem lugar no celeiro de Deus (os justos brilharão como o sol no Reino de Deus). E tal certeza deve então nortear e sustentar a nossa vivência cristã.

O evangelista quer uma comunidade que vive essa contínua tensão de conversão, o trigo bom é definido pela perseverança e paciência. Ele deseja sacudir a sua comunidade, tendo em vista tirá-la da acomodação, e de uma falsa segurança, exortando-a a vigilância permanente. Que Deus nos dê a graça, de que nesse entendimento maduro, tenhamos a nossa identidade firmada e fortalecida para a provação. Semeamos a melhor semente, mas o inimigo também trabalha, semeando o joio. Nunca devemos parar de semear o melhor, mesmo que o ruim seja semeado. Pois, quem perseverar até o fim será salvo, seja perseverante, na sua caminhada rumo a eternidade em Deus.

Com a minha benção sacerdotal, abençõe-vos o Deus todo poderoso!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Se você deseja saber um pouco mais sobre o Pecado da Soberba, acompanhe mais esse podcast que irá favorecer você na luta contra esse pecado que se revela como uma espécie de idolatria , ou seja, um amor desordenado por si mesmo. Aquilo que é identificado na sua raiz mais profunda, torna-se um inimigo mais conhecido, e portanto, mais possível de ser combatido através da virtude. O verdadeiro cristão sempre deve ter a consciência, de que sem luta, não existe vitória. E que o homem forte é aquele que tem uma visão sadia, ou seja, realista, de si mesmo, de Deus e do mundo. Quem vive o esvaziamento, a exemplo de Nosso Senhor Jesus Cristo, reconhece sua verdade, o seu mistério, e torna-se assim, alguém capaz de anunciar o mistério de Deus.

Deus resiste aos soberbos e acolhe os humildades. Com Maria digamos nesse dia: “o Senhor viu a pequenez de sua serva, e fez em mim maravilhas, Santo é o seu Nome”. Quando eu celebro o que sou de verdade, minha identidade entoa o canto novo que Deus na sua predileção canta em mim. Assim foi com Maria Santíssima, e pode também ser com você. Deixe que na humildade, Deus entoe um canto novo através de você, em você.

E com Santo Agostinho, reconheçamos que só sabe cantar o canto novo, o homem novo. E que o Espírito Santo tem uma obra a realizar através daqueles que nasceram da água e do espírito, ou seja, dos homens novos. Seja uma pessoa nova, Deus chama, e dá a sua graça, aos que estão dispostos. A pessoa humilde é formada no dinamismo do perder em Deus: “se o grão de Trigo que cai na terra não morre, ele permanece apenas um grão de trigo, só e infértil, sem fecundidade, estéril. Agora, se o grão de trigo morre, ele vira espiga, multiplica, frutifica abundantemente”.

Que Deus te abençõe e te faça manso e humilde de coração, como Jesus!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

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Esta reflexão visa ajudar você a viver a verdadeira felicidade. A celebração profunda do dom de Deus que marca a história, um tempo, a eternidade, deve ser a graça que rege as nossas vidas. Celebrar o que permanece para sempre, que não passa, escolher a melhor parte.

Como é Deus que faz tudo subisistir, nada pode destruir o que é de Deus. A bondade vem de Deus, ele é a fonte, por isso, marca Senhor Jesus o nosso coração com a tua presença. Com isso, o essencial tem ocasião de nos governar, e isso nos favorece a não ter um coração insatizfeito, insensível e amargo por causa das circunstâncias da vida. A bondade marca, e dá um forte sentido de pertença e amor, só o amor persevera, tudo que não é amor, fica pelo caminho. O que é passageiro nos aniquila, o que permanece para sempre, nos eleva para Deus.

Felizes os olhos que vêem e ouvem. Assumir o mistério da bem aventurança, da eleição divina é uma necessidade para todo aquele que caminha na fé. Sou feliz por aquilo que sou e recebi de Deus? Num coração assim, o veneno da insatizfação não corroí. O discípulo deve ter essa consciência clara e permanente: a felicidade está na Adesão a Cristo Jesus. O que é mais forte dentro do seu coração? Responda essa questão no seu interior, e passe a celebrar e guardar no seu coração o que provém de Deus, ou seja, saboreie o mistério, para que ele te transforme na totalidade.

Com minha benção sacerdotal,

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Você sabe o que são votos íntimos? E como superá-los na sua vida? Através desse Podcast você terá condições de entender melhor o que é um voto íntimo e suas consequências, pois, quando saímos da falta de conhecimento, temos condições de crescer no Projeto de Vida e Salvação que Deus tem para cada filho seu. O sol da justiça divina, ou seja, a luz da verdade precisa brilhar na nossa vida para dissipar as trevas do erro e dos maus sentimentos. É preciso constatar com isso, que toda pessoa que vive presa no passado, não consegue dar os passos necessários para o novo de Deus.

Enquanto o passado não é resolvido no interior, o seu presente, e consequentemente o seu futuro, nunca serão expressão de uma liberdade em Deus. E por que motivo, a liberdade não é possível, nessa escravidão ao passado? Pelo simples fato de que o ser humano não foi criado para viver esse determinismo, quando algo não deixa de ser passado em nós, ou seja, passa a ser uma ferida permanente e presente, o saborear do presente da vida fica impossibilitado e muitas vezes, inexistente, não acontecendo na intensidade e na liberdade que lhe são próprias.

Quem ama, mesmo que inconcientemente, mais a dor do passado, do que o presente, que em si mesmo já é alegria, dependendo do olhar que se tem da vida, nunca terá em sua história sentido de eternidade. Que a reflexão breve desse podcast te ajude a superar os seus desafios interiores, pois, o tempo de viver o dinamismo da mudança, amadurecimento e crescimento, é o hoje, seja decidido.

Que Deus te abênçõe!

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

“O pecado arrasta ao pecado; gera o vício, pela repetição dos mesmos atos. Daí resultam as inclinações perversas, que obscurecem a consciência e corrompem a apreciação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e reforçar-se, embora não possa destruir radicalmente o sentido moral.

O pecado é um ato pessoal. Mas, além disso, nós temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos:

– tomando parte neles, direta e voluntariamente;

– ordenando-os. aconselhando-os, aplaudindo-os ou aprovando-os;

– não os denunciando ou não os impedindo, quando a isso obrigados;

– protegendo os que praticam o mal.

Assim, o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça. Os vícios podem classificar-se segundo as virtudes a que se opõem, ou relacionando-os com os pecados capitais (…)” (cf. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1865 a 1869).

Com minha bênção sacerdotal,

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Deus quis dar um prazer sensível ao alimento, para que o homem, se alimentando daquilo que lhe parecia saboroso, mantivesse a vida. Da mesma maneira, o Senhor concedeu à humanidade a realização do prazer sexual, por meio do qual também a espécie humana se multiplica. É o prazer íntimo, permitido ao casal, unido pelo matrimônio, o qual se abre também à graça da procriação.

O pecado da luxúria vem desvirtuar aquilo que é belo, estabelecendo uma desordem, provocando a degradação de algo bom no que toca a dimensão sexual, fragilizando o indivíduo e levando-o ao vício.

A luxúria impossibilita o homem de viver a castidade no corpo, nos pensamentos e nas atitudes. É uma desordem que toma conta da pessoa na sua totalidade. Mas isso acontece de maneira lenta. A pessoa se mantém consumindo demoradamente produtos como vídeos, revistas, entre outros, os quais a levarão à realização de desejos perniciosos, provocados pelas fantasias.

Tal como a gestação, essas desordens acabam levando ao nascimento do pecado. A pessoa se concentra apenas no prazer impuro e se fecha inteiramente em função de realizar o prazer desmedido.

Esse mal também afeta muitos casados que, em consequência de um desvio provocado por esse prazer desmedido, faz do cônjuge um objeto. Dessa forma, conduzida pelo desejo, a pessoa presa aos prazeres grosseiros pouco se interessa por aquilo que a faz crescer.

Toda vez que se procura esse tipo de prazer maléfico se pratica o pecado mortal da luxúria, que levará a pessoa cada vez mais por caminhos mais e mais promíscuos, destruindo aquilo que lhe foi reservado de belo, saudável e bom.

Um jovem que tem como hábito ficar com várias meninas ao mesmo tempo, certamente terá dificuldade em manter a fidelidade a apenas uma mulher.

Os vícios impuros paralisam os gostos para tudo aquilo que é nobre. A amizade pura quase desaparece, pois quem vive o desequilíbrio se torna escravo das paixões.

Deus nos fez para o equilíbrio e para o bem, de modo que as desordens provocadas pelo pecado nos afastam do Senhor.

Jamais será possível conquistar a vitória sobre tais paixões se não nos empenharmos na fuga das ocasiões de pecado e buscarmos a convicção profunda para uma mudança de atitude. Se aspiramos alcançar o céu precisamos ter convicção para a superação de nossos pecados.

O prazer impuro nos leva aos níveis mais animalescos e irracionais. Se a justificativa de alguém para o pecado é dizer que “a carne é fraca”, então, não se pode colocar à prova a fraqueza da carne.

Nada é impossível para o coração orante, por isso, apoiados na graça, precisamos reconhecer que o prazer maléfico nos atrai; mas precisamos nos abrir também àquilo que Deus quer para nós.

Quem é consciente da própria fraqueza não se expõe ao perigo, pois quem ama o perigo nele perece.

Para vencer o pecado é preciso romper com as paixões provocadas pela ilusão, pela fantasia. A nossa fragilidade diante do pecado, muitas vezes, é resultado de uma decepção ou situações mal resolvidas.

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.