Acompanhe este vídeo, onde eu Padre Eliano, rezo a quaresma de São Miguel. Espero que você faça uma profunda experiência de devoção e entrega confiante a Deus: “Quem como Deus?”. Pela intercesão de São Miguel Arcanjo, vos abençõe o Deus todo poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

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Esta reflexão visa ajudar você a viver a verdadeira felicidade. A celebração profunda do dom de Deus que marca a história, um tempo, a eternidade, deve ser a graça que rege as nossas vidas. Celebrar o que permanece para sempre, que não passa, escolher a melhor parte.

Como é Deus que faz tudo subisistir, nada pode destruir o que é de Deus. A bondade vem de Deus, ele é a fonte, por isso, marca Senhor Jesus o nosso coração com a tua presença. Com isso, o essencial tem ocasião de nos governar, e isso nos favorece a não ter um coração insatizfeito, insensível e amargo por causa das circunstâncias da vida. A bondade marca, e dá um forte sentido de pertença e amor, só o amor persevera, tudo que não é amor, fica pelo caminho. O que é passageiro nos aniquila, o que permanece para sempre, nos eleva para Deus.

Felizes os olhos que vêem e ouvem. Assumir o mistério da bem aventurança, da eleição divina é uma necessidade para todo aquele que caminha na fé. Sou feliz por aquilo que sou e recebi de Deus? Num coração assim, o veneno da insatizfação não corroí. O discípulo deve ter essa consciência clara e permanente: a felicidade está na Adesão a Cristo Jesus. O que é mais forte dentro do seu coração? Responda essa questão no seu interior, e passe a celebrar e guardar no seu coração o que provém de Deus, ou seja, saboreie o mistério, para que ele te transforme na totalidade.

Com minha benção sacerdotal,

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Você sabe o que são votos íntimos? E como superá-los na sua vida? Através desse Podcast você terá condições de entender melhor o que é um voto íntimo e suas consequências, pois, quando saímos da falta de conhecimento, temos condições de crescer no Projeto de Vida e Salvação que Deus tem para cada filho seu. O sol da justiça divina, ou seja, a luz da verdade precisa brilhar na nossa vida para dissipar as trevas do erro e dos maus sentimentos. É preciso constatar com isso, que toda pessoa que vive presa no passado, não consegue dar os passos necessários para o novo de Deus.

Enquanto o passado não é resolvido no interior, o seu presente, e consequentemente o seu futuro, nunca serão expressão de uma liberdade em Deus. E por que motivo, a liberdade não é possível, nessa escravidão ao passado? Pelo simples fato de que o ser humano não foi criado para viver esse determinismo, quando algo não deixa de ser passado em nós, ou seja, passa a ser uma ferida permanente e presente, o saborear do presente da vida fica impossibilitado e muitas vezes, inexistente, não acontecendo na intensidade e na liberdade que lhe são próprias.

Quem ama, mesmo que inconcientemente, mais a dor do passado, do que o presente, que em si mesmo já é alegria, dependendo do olhar que se tem da vida, nunca terá em sua história sentido de eternidade. Que a reflexão breve desse podcast te ajude a superar os seus desafios interiores, pois, o tempo de viver o dinamismo da mudança, amadurecimento e crescimento, é o hoje, seja decidido.

Que Deus te abênçõe!

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

“O pecado arrasta ao pecado; gera o vício, pela repetição dos mesmos atos. Daí resultam as inclinações perversas, que obscurecem a consciência e corrompem a apreciação concreta do bem e do mal. Assim, o pecado tende a reproduzir-se e reforçar-se, embora não possa destruir radicalmente o sentido moral.

O pecado é um ato pessoal. Mas, além disso, nós temos responsabilidade nos pecados cometidos por outros, quando neles cooperamos:

– tomando parte neles, direta e voluntariamente;

– ordenando-os. aconselhando-os, aplaudindo-os ou aprovando-os;

– não os denunciando ou não os impedindo, quando a isso obrigados;

– protegendo os que praticam o mal.

Assim, o pecado torna os homens cúmplices uns dos outros, faz reinar entre eles a concupiscência, a violência e a injustiça. Os vícios podem classificar-se segundo as virtudes a que se opõem, ou relacionando-os com os pecados capitais (…)” (cf. Catecismo da Igreja Católica, parágrafos 1865 a 1869).

Com minha bênção sacerdotal,

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Deus quis dar um prazer sensível ao alimento, para que o homem, se alimentando daquilo que lhe parecia saboroso, mantivesse a vida. Da mesma maneira, o Senhor concedeu à humanidade a realização do prazer sexual, por meio do qual também a espécie humana se multiplica. É o prazer íntimo, permitido ao casal, unido pelo matrimônio, o qual se abre também à graça da procriação.

O pecado da luxúria vem desvirtuar aquilo que é belo, estabelecendo uma desordem, provocando a degradação de algo bom no que toca a dimensão sexual, fragilizando o indivíduo e levando-o ao vício.

A luxúria impossibilita o homem de viver a castidade no corpo, nos pensamentos e nas atitudes. É uma desordem que toma conta da pessoa na sua totalidade. Mas isso acontece de maneira lenta. A pessoa se mantém consumindo demoradamente produtos como vídeos, revistas, entre outros, os quais a levarão à realização de desejos perniciosos, provocados pelas fantasias.

Tal como a gestação, essas desordens acabam levando ao nascimento do pecado. A pessoa se concentra apenas no prazer impuro e se fecha inteiramente em função de realizar o prazer desmedido.

Esse mal também afeta muitos casados que, em consequência de um desvio provocado por esse prazer desmedido, faz do cônjuge um objeto. Dessa forma, conduzida pelo desejo, a pessoa presa aos prazeres grosseiros pouco se interessa por aquilo que a faz crescer.

Toda vez que se procura esse tipo de prazer maléfico se pratica o pecado mortal da luxúria, que levará a pessoa cada vez mais por caminhos mais e mais promíscuos, destruindo aquilo que lhe foi reservado de belo, saudável e bom.

Um jovem que tem como hábito ficar com várias meninas ao mesmo tempo, certamente terá dificuldade em manter a fidelidade a apenas uma mulher.

Os vícios impuros paralisam os gostos para tudo aquilo que é nobre. A amizade pura quase desaparece, pois quem vive o desequilíbrio se torna escravo das paixões.

Deus nos fez para o equilíbrio e para o bem, de modo que as desordens provocadas pelo pecado nos afastam do Senhor.

Jamais será possível conquistar a vitória sobre tais paixões se não nos empenharmos na fuga das ocasiões de pecado e buscarmos a convicção profunda para uma mudança de atitude. Se aspiramos alcançar o céu precisamos ter convicção para a superação de nossos pecados.

O prazer impuro nos leva aos níveis mais animalescos e irracionais. Se a justificativa de alguém para o pecado é dizer que “a carne é fraca”, então, não se pode colocar à prova a fraqueza da carne.

Nada é impossível para o coração orante, por isso, apoiados na graça, precisamos reconhecer que o prazer maléfico nos atrai; mas precisamos nos abrir também àquilo que Deus quer para nós.

Quem é consciente da própria fraqueza não se expõe ao perigo, pois quem ama o perigo nele perece.

Para vencer o pecado é preciso romper com as paixões provocadas pela ilusão, pela fantasia. A nossa fragilidade diante do pecado, muitas vezes, é resultado de uma decepção ou situações mal resolvidas.

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

Nesta segunda carta de Timóteo nós encontramos esta exortação que se apresenta profundamente pessoal e vivaz. Paulo oferece o seu exemplo, recordando o seu ministério e preparando-se para o martírio. É um verdadeiro alerta perante a realidade dos falsos mestres que aumentaram e se fortaleceram nos últimos dias. Onde o responsável da comunidade, como também, aqueles que dela fazem parte, devem agir como um soldado, lavrador, operário, servo fiel, ou seja, como uma testemunha corajosa. Não devem temer o fortalecimento dos maus, pois, sua derrota será inevitável. Esta carta é para nós, atual e significativa, pois, também nós vivemos situações onde o cerco se fecha e as perseguições se acentuam. Vivemos num tempo de hostilidades e perseguições, onde a fé sofre ataques. Portanto, diante desse contexto surge a pergunta: nossa vida de fé nos prepara para a provação ou para a derrota? Creio que devamos nos rever com sinceridade e verdade, em vista do arrependimento e da conversão.

O soldado de Cristo mesmo no sofrimento, e na prisão, não deixa de ser um evangelizador e anunciador, pois, o evangelho de Cristo não se deixa acorrentar, se difunde, se espalha, pela força da graça divina. Este constitui o testemunho da própria vida do apóstolo Paulo. Vida que aqui encoraja Timóteo com o seu testemunho, deixando-lhe um verdadeiro testamento de fidelidade e perseverança perante as provações. E Paulo o motiva não com uma teoria vazia, mas com seu testemunho de vida. Testemunho de quem sofre com Cristo como prisioneiro, por isso, tal testamento possui para nós uma atualidade tremenda, é ponto de referência segura. É preciso, sem dúvida, permanecer fiel a sã doutrina apostólica resistindo às provações, como soldado de Cristo.

Este texto nos exorta a REAVIVAR O DOM DE DEUS, QUE É UM ESPÍRITO DE FORÇA, AMOR E SABEDORIA, para enfrentar com coragem o testemunho e os sofrimentos por causa de Cristo e do evangelho. Pois, é o Espírito Santo que forja esta têmpera em nós para que sejamos capazes de uma caminhada cristã fiel na doutrina e na prática, ou seja, fé e vida em íntima comunhão. A ordem é para não se acovardar. A fé precisa ser constantemente alimentada para que se torne certeza e esperança e não fraqueza e covardia. Pois, se nossa existência tornar-se covarde, sem dúvida, a ousadia dos maus vencerá a covardia dos bons”. Estamos em um tempo em que um cristianismo de aparência não suportará a dura luta. Portanto, que tipo de cristão você é?

O ESPÍRITO DE FORÇA revela-se como o oposto do medo e da preguiça, e aponta para a necessidade de um testemunho corajoso e perseverante. Eis a fonte inesgotável que sustenta e motiva a fé e o testemunho cristão: a graça eficaz, gratuita e salvífica de Deus, revelada em Jesus Cristo e contida na Boa Nova do Evangelho. Se a Palavra de Redenção não é assimilada no profundo da alma, ela não se torna anúncio de vivência, o ouvinte distraído e superficial não evangeliza, fala de algo que está fora da sua vida!

Somente pelos méritos de Cristo que salva a humanidade, torna-se possível a fidelidade e a perseverança nesse vale de lágrimas. Paulo quer mostrar a Timóteo que será o Espírito Santo que agirá dando tal testemunho. Também em nós este mesmo Espírito age para que o anúncio seja autêntico, e firmado no depósito da fé. Paulo foi constituído, portanto, como pregador, apóstolo e mestre, que sofre sim, contudo, com uma coragem inabalável, confiante na força de Deus que o sustenta. Por isso, Paulo não se apresenta como modelo somente para Timóteo, mas também para cada um de nós. Modelo de fidelidade e perseverança cristã, garantida pela força do Espírito Santo, que atua constantemente na humanidade. Deixemos que o Espírito Santo seja o mestre que forma em nós a têmpera necessária para enfrentarmos as provações da vida. Que o Senhor nos conceda a fé dos mártires, a Têmpera dos Mártires nesse tempo onde o testemunho é tão urgente e necessário!

Com minha bênção sacerdotal,

Padre Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

O cego Bartimeu questiona os que tendo olhos não vêem, pois, muitos são os que rejeitam a Jesus! Este cego apresenta-se para nós como modelo de fé firme e viva: “Filho de Davi tem piedade de mim, tende compaixão”! Modelo de verdadeiro discípulo, que curado, toma o caminho do seguimento, segue a Jesus. Pois, o milagre resume a experiência de quem muda radicalmente, manifestação de uma disposição autêntica de seguir verdadeiramente a Jesus.

Ao invocar a Jesus, o cego experimenta a repreensão dos presentes que o querem calado, mas Bartimeu sabe o que quer, como também, tem a percepção que o mestre e Senhor, o Filho de Davi, passa por ali. É preciso ter esta liberdade diante do Senhor, nenhuma voz, comodidade, repreensão, enfim, nada pode nos calar, ou impedir de viver este encontro pessoal com profundidade. Talvez hoje muitas vozes estejam te repreendendo, oprimindo e te forçando a calar diante de Jesus. Por isso, deixe de lado as vozes que te confundem, que produzem dúvidas, desânimo e derrotismo, e volte-se para a voz do Senhor. Que a voz do Senhor o Bom Pastor, possa fazer arder o seu coração, possa iluminar sua alma, sua vida, libertando-te de toda cegueira, que a luz de Cristo brilhe em ti. Eu devo estar convencido dessa necessidade que tenho de contemplar a vida, preciso de Jesus, e diante Dele devo expor minhas mais urgentes necessidades, sem medo Daquele que me ama incondicionalmente. Devo seguir o exemplo de Bartimeu, ou seja, pedir e rezar como Bartimeu, indo além de todas as barreiras que me são impostas pelas circunstâncias e até por pessoas.

A atitude de Bartimeu nos forma como discípulos. Pois, Jesus mandou chamá-lo, e diante desta graça do chamado, disseram ao cego: coragem, levanta-te, ele te chama. O v. 50 nos diz que aquele homem deitando fora a capa, levantou-se de um salto e foi ter com Jesus. Joga a capa, para ir livre encontrar-se com Jesus, pois, não precisaria mais estar no caminho a mendigar, não voltaria cego. Vai até Jesus para tornar-se um seguidor, um discípulo. O encontro com Jesus exige esta atitude de lançar fora tudo àquilo que produz escravidão, e que nos faz viver a margem da vida cristã. Deixar de lado tudo o que nos paralisa no caminho, e nos impede de estar a caminho, como seguidores de Jesus. É preciso assumir a dignidade de filho. Não posso viver como um mendigo cego e sem direção, parado no caminho, estático perante a vida. Estar de prontidão, é uma necessidade de vida, pois, sem prontidão e insistência diante do importante e fundamental, o Salvador passa por nós, e permanecemos na mesma condição. Pois, no comodismo não acontece transformação de vida e muito menos, dinamismo na graça do Espírito Santo, que tudo renova.

O discípulo verdadeiro de Cristo não deve estar na cegueira, precisa ver e contemplar o mistério, para que através do seguimento torne-se verdadeiro e profundo anunciador da Pessoa de Jesus. É preciso ser ativo, saber o que quer, pois, o sentido da busca define nossa salvação. Já que tudo aquilo que eu celebro na vida, define minha história, determina o que eu sou, sejamos daqueles que sempre escolhem a melhor parte: celebrar a vida e não a morte! Filhos da Ressurreição, servos do Eterno Amor, chamados a Eternidade! Tenha hoje em sua vida a atitude de Bartimeu que não se acostumou com a mendicância, já que parar nos restos, significa justamente deixar de viver, e parar no espírito de morte. O Autor da Vida sempre está proximo a nós para transmitir vida em abundância, não se cale, não desista da vida! Grite como Bartimeu: “Filho de Davi tende piedade, tende compaixão de mim”. Já que esse grito é de fé e de amor! Amém!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.

“Mas, quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc. 18, 8b)

De acordo com a instrução geral sobre a liturgia das horas, a oração comum do povo de Deus é considerada com razão entre as principais funções da Igreja. Já nos primórdios da vida da Igreja os fiéis, em particular, se entregavam à oração em determinadas horas. A liturgia das horas é antes de tudo oração de louvor e petição, oração da Igreja com Cristo e a Cristo. Cristo é o orante do Pai por excelência, que se dignou deixar-nos também exemplos de oração, já que sua atividade cotidiana foi totalmente marcada pela oração, alma de seu ministério messiânico, e do termo pascal de sua vida.

O preceito da oração constitui portanto um mandado de Cristo, uma necessidade da alma. Oração que deve ser humilde, vigilante, perseverante e confiante na bondade do Pai, de intenção pura e conforme a vontade de Deus. Devemos orar no Espírito Santo, por Cristo, de forma assídua e insistente, para que então essa oração seja fecunda, eficaz e santificadora. A Igreja como corpo místico de Cristo tem por missão dar continuidade a oração de Jesus. Por isso, torna-se extremamente necessário reconhecer e confessar-se dependente de Deus. Cristo é o Sumo e Eterno Sacerdote, Mediador da Nova e Eterna Aliança, só Nele oferecemos o verdadeiro culto a Deus, que não provém de nossas forças, mas dos méritos e do dom de Cristo Jesus.

A oração da liturgia das horas é um instrumento privilegiado que favorece a unidade da Igreja orante, sendo alimento à fé dos fiéis. É na ação do Espírito Santo, que a Igreja é unificada e conduzida a perfeição: “A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma” (At. 4, 32). Tal realidade expressa concretamente a dimensão comunitária dessa oração, já que o próprio Cristo afirmou: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt. 18, 20).

Como Igreja de Deus temos por missão elevar ao Pai, em Cristo, um “perene sacrifício de louvor” (cf. Hb. 13, 15), obedientes ao mandado de “orar sempre e nunca desistir” (cf. Lc. 18, 1). Através da liturgia das horas temos a graça de “consagrar todo o curso do nosso dia e da noite” (cf. SC, n. 83-84). Pois, “a santificação do dia e de toda a atividade humana é finalidade da Liturgia das horas” (cf. SC, n. 88). Desse modo, fica evidente que ao consagrarmos o tempo, a atividade humana, o diálogo entre Deus e os homens fica estabelecido como realidade central da vida. O homem é assim santificado, feito testemunha, sinal vivo e autêntico da presença de Deus no mundo.

A oração da Liturgia das Horas quando vivida com devoção e amor, unindo mente, coração e lábios, torna-se para todos os fiéis direção e fonte de santificação pessoal e comunitária. Para que vivamos, e aguardemos com esperança, a Vinda do Cristo Salvador como povo bem disposto para Deus. Já que a oração constituí o respiro da alma, supliquemos a Deus, que o seu Filho Jesus, ore por nós e em nós, de modo que Nele (Jesus), vivamos uma íntima e profunda comunhão com a Trindade Santa. Reconheçamos em Cristo a nossa voz, como também, a sua voz em nós, guiando-nos para o Reino dos Céus. “Contudo, não vos alegreis por que os espíritos vos estão sujeitos, mas alegrai-vos de que os vossos nomes estão escritos no Livro da Vida” (Lc. 10, 20). O júbilo e a plena realização da nossa vida, se encontra na íntima união com o Amado da nossa alma, e o oração proporciona tal graça aos que a buscam de coração sincero! Busquemos portanto a face do Senhor com sede e desejo do Eterno Amor!

Pe. Eliano Luiz Gonçalves.

Vice Reitor do Seminário Diocesano Nossa Senhora Mãe dos Sacerdotes.