Hoje proferi uma palestra nos arredores de Guarulhos, no bairro Jaçanã, para cerca de 60 pessoas, entre padres e leigos, envolvidos na paróquias da Congregação dos Josefinos de Murialdo. O tema foi “A Paróquia no Documento de Aparecida”. Fiz um estudo para verificar aonde e como aparecem as paróquias neste documento. Veja o resultado:

A PARÓQUIA NO DOCUMENTO DE APARECIDA

Pe. João Carlos Almeida, scj[1]

 

TEXTOS SELECIONADOS PARA ESTUDO

 

 

Objetivo: identificar os textos em que o Documento de Aparecida (DA) faz referência explícita às paróquias para poder refletir sobre o significado destas referências no contexto do documento.

 

Método: Optamos por fazer alguns recortes do texto para fazer um “mapa” das referências à paróquia no Documento de Aparecida. Procuramos ainda estabelecer algumas pontes de significado com as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil 2008-2010 (DGAE). Estas “pontes” são apenas um ensaio de leitura comparada; não são completas.

 

INTRODUÇÃO

[…]

VER

A VIDA DOS NOSSOS POVOS HOJE

 

CAPÍTULO 1

OS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

[…]

 

CAPÍTULO 2

OLHAR DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS SOBRE A REALIDADE

99e

Neste tempo de “mudança de época” e de “culturas híbridas”:

  • “Cresce o esforço de renovação pastoral nas paróquias que favoreça o encontro com o Cristo Vivo, mediante diversos métodos de Nova Evangelização que transformam a paróquia em comunidade de comunidades evangelizadas e missionárias.[2]
  • Crescimento das CEBs em alguns lugares, em comunhão com a Igreja.
  • Valorização da presença e crescimento dos movimentos eclesiais e novas comunidades “que difundem sua riqueza carismática, educativa e evangelizadora”.
  • Nova tomada de consciência da importância da Pastoral Familiar, da infância e da juventude.

100

Entre as “sombras” da realidade aparece:

  • e) […] Alguns movimentos eclesiais nem sempre se integram adequadamente na pastoral paroquial e diocesana; por sua vez, algumas estruturas eclesiais não são suficientemente abertas para acolhê-los.

JULGAR

A VIDA DE JESUS CRISTO NOS DISCÍPULOS-MISSIONÁRIOS

 

CAPÍTULO 3

A ALEGRIA DE SERMOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS PARA ANUNCIAR O EVANGELHO DE JESUS CRISTO

128

Boas notícias:

  • Cita as paróquias entre as boas notícias que anunciam o “dom da vitalidade da Igreja que peregrina na América Latina e Caribe”. Imediatamente antes das paróquias é citada a opção pelos pobres e após o documento cita “suas comunidades, suas associações, seus movimentos eclesiais, novas comunidades e seus múltiplos serviços sociais e educativos”.

 

CAPÍTULO 4

A VOCAÇÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS À SANTIDADE

[…]

 

CAPÍTULO 5

A COMUNHÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS NA IGREJA

169

Lugar de comunhão e missão:

  • A paróquia é citada como um dos “lugares eclesiais de comunhão”. A diocese é o “lugar privilegiado de comunhão” (164-169) e é chamada a ser uma “comunidade missionária”, formada por várias comunidades, entre as quais, as paróquias (169)

170-180

Comunidade de comunidades:

Neste contexto a paróquia aparece como “comunidade de comunidades”. Os números 170-180 merecem um estudo particular, pois é um dos lugares onde o documento se ocupa especificamente da paróquia. Vejamos algumas ênfases:

170[3]

  • É citada “entre as comunidades eclesiais, vivem e se formam os discípulos e missionários de Jesus Cristo”.
  • “São células vivas da Igreja”.
  • “Lugar privilegiado no qual a maioria dos fiéis têm uma experiência concreta de Jesus Cristo e a comunhão eclesial.”
  • “Casas e escolas de comunhão”
  • Deseja-se ardentemente uma “ação renovadora das paróquias”.

171

  • Todos na paróquia são responsáveis pela evangelização nos diversos ambientes.

172

  • A renovação da paróquia exige reformulação de suas estruturas dando centralidade para a pessoa de Jesus Cristo, sua Palavra, sua presença Eucarística e em seu Corpo Místico que é a Igreja. É espaço da “acolhida de Cristo”.

 

 

173

  • Estamos diante da oportunidade de tornar nossas paróquias missionárias. Isto exige imaginação e criatividade e novas estruturas pastorais, principalmente no mundo urbano, aonde ainda persistem estruturas pastorais de origem rural.

174

  • Nosso melhor esforço deve estar na formação de “leigos missionários”, que possam atuar no mundo do trabalho, da cultura, das ciências e das artes, da política, dos meios de comunicação e da economia, na esfera da família, da educação.

175

  • Insiste na importância dos sacramentos na vida paroquial.

176

  • Liga a Eucaristia com a “carestia” dos nossos povos. Mostra o vínculo indissolúvel entre espiritualidade e solidariedade, mística e militância.

177

  • Mostra que o Sacramento da Reconciliação é fundamental neste mundo marcado por forte relativismo. A paróquia oferece ordinariamente esta oportunidade aos fiéis.

178[4]

  • Texto polêmico e modificado: Valoriza as CEBs, relembra seu significado em Medellín e Puebla e adverte para o risco da perda da eclesialidade quando desviadas por alguma ideologia de ocasião.

179

  • Indica o modo concreto como as CEBs podem manter sua eclesialidade: “Mantendo-se em comunhão com seu bispo e inserindo-se no projeto de pastoral diocesana”. Em outros tempos este critério era utilizado com insistência para os movimentos eclesiais. Agora se diz que as CEBs devem se atuar juntamente com os outros modos de ser Igreja, entre eles os movimentos eclesiais.

180[5]

  • Insiste na autenticidade eclesial de outros grupos, movimentos, comunidades, grupos de reflexão, e pede que todos tenham seu centro na Eucaristia.

——

182

Paróquias irmãs

  • Lembra a necessidade de “relações de irmandade” entre as paróquias. Cita o projeto “Igrejas irmãs”.[6]

197[7]

Paróquia desafiadora:

  • As paróquias mais desafiantes para os presbíteros:

– muito grandes: difícil uma pastoral adequada;

– muito pobres: os pastores se dedicam a outras tarefas para subsistir;

– muita violência;

– muita insegurança

– poucos presbíteros

 

201

O pároco:

  • O pároco: animador de uma comunidade de discípulos-missionários. Novas paróquias exigem novas atitudes do pároco:

1.       Autêntico discípulo-missionário de Jesus Cristo

2.       Só um sacerdote apaixonado por Jesus Cristo pode renovar uma paróquia

3.       Ardoroso missionário

4.       Vive o constante desejo de buscar os afastados

5.       Não se contenta com a simples administração

202

6.       Busca a co-responsabilidade dos leigos na formação de discípulos e na missão

7.       Promotores e animadores da diversidade missionária

8.       Generosos em dedicar tempo ao Sacramento da Reconciliação

9.       Valoriza os ministérios e serviços

10.    Atento aos novos desafios e novas necessidades ministeriais

11.    Integrador da unidade em um único Projeto Evangelizador para assegurar a “comunhão missionária”.

203[8]

12.    Organiza participativamente os Conselhos Pastorais Paroquiais, inclusive o Conselho de Assuntos Econômicos.

204

Família, Igreja doméstica:

  • “Dentro do território paroquial, a família cristã é a primeira e mais básica comunidade eclesial.”
  • Responsável pelo cultivo de valores cristãos.
  • Pais: transmitem a fé.
  • Família evangeliza família.
  • “Não se propõe que a Paróquia chegue só a sujeitos afastados, mas à vida de todas as famílias, para fortalecer sua dimensão missionária.”

206

Diáconos permanentes:

  • “Quando estão a serviço de uma paróquia, é necessário que os diáconos e presbíteros procurem o diálogo e trabalhem em comunhão.”

 

CAPÍTULO 6

O CAMINHO DE FORMAÇÃO DOS DISCÍPULOS MISSIONÁRIOS

278d

Espaço de comunhão formativa:[9]

  • d) “A Comunhão: Não pode existir vida cristã fora da comunidade; seja nas famílias, nas paróquias, nas comunidades de vida consagrada, nas comunidades de base, outras pequenas comunidades e movimentos.”

293

Tarefas irrenunciáveis:[10]

  • “iniciar na vida cristã os adultos batizados e não suficientemente evangelizados”;
  • “educar na fé as crianças batizadas em um processo que os leve a completar sua iniciação cristã”;
  • “iniciar os não batizados que, havendo escutado o kerygma, querem abraçar a fé.
  • “Nesta tarefa, o estudo e a assimilação do Ritual de Iniciação Cristã de Adultos é uma referência necessária e um apoio seguro.”

294

Nova modalidade catequética:[11]

  • “Propomos que o processo catequético de formação adotado pela Igreja para a iniciação cristã seja assumido em todo o Continente como a maneira ordinária e indispensável de introdução na vida cristã e como a catequese básica e fundamental. Depois, virá a catequese permanente que continua o processo de amadurecimento da fé, na qual se deve incorporar um discernimento vocacional e a iluminação para projetos pessoais de vida.”

295-296

Progressos na catequese:

  • “Tem crescido o tempo que se dedica à preparação para os sacramentos.”
  • Tem-se tomado maior consciência de sua necessidade tanto nas famílias como entre os pastores.”
  • “Compreende-se que ela é imprescindível em toda formação cristã”.
  • “Tem-se constituído ordinariamente comissões diocesanas e paroquiais de catequese.”
  • “É admirável o grande número de pessoas que se sentem chamadas a se fazer catequistas, com grande entrega.”

Limites

  • “a formação teológica e pedagógica dos catequistas não costuma ser a desejável.”
  • “Os materiais são com freqüência muito variados e não se integram em uma pastoral de conjunto;”
  • “nem sempre [os materiais] são portadores de métodos pedagógicos atualizados.
  • “Os serviços de catequese das paróquias frequentemente carecem de uma colaboração próxima das famílias.”
  • “Os párocos e demais responsáveis não assumem com maior empenho a função que lhes corresponde como primeiros catequistas.”

302

Família e Paróquia:

  • “A família, pequena Igreja, deve ser, junto com a Paróquia, o primeiro lugar para a iniciação cristã das crianças.”
  • “Ela oferece aos filhos um sentido cristão de existência e os acompanha na elaboração de seu projeto de vida, como discípulos missionários.”

304-306

Espaço de formação:

Assim como os números 170-180, os números 304-306 tratam especificamente da Paróquia com lugar privilegiado para a formação dos discípulos-missionários.

304

  • “A Igreja é comunhão.”
  • “As Paróquias são células vivas da Igreja e os lugares privilegiados em que a maioria dos fiéis tem uma experiência concreta de Cristo e de sua Igreja.”
  • “Encerram uma imensa riqueza comunitária porque nelas se encontra uma imensa variedade de situações, de idades, de tarefas.”
  • “Sobretudo hoje, quando as crises da vida familiar afeta a tantas crianças e jovens, as Paróquias oferecem um espaço comunitário para se formar na fé e crescer comunitariamente.”

305

  • “Portanto, deve-se cultivar a formação comunitária especialmente na paróquia. Com diversas celebrações e iniciativas, principalmente com a Eucaristia dominical, que é ‘momento privilegiado do encontro das comunidades com o Senhor ressuscitado’, os fiéis devem experimentar a paróquia como uma família na fé e na caridade, onde mutuamente se acompanhem e se ajudem no seguimento de Cristo.”

306

  • “Se queremos que as paróquias sejam centros de irradiação missionária em seus próprios territórios, elas devem ser também lugares de formação permanente. Isto requer que se organizem nelas várias instâncias formativas que assegurem o acompanhamento e o amadurecimento de todos os agentes pastorais e dos leigos inseridos no mundo. As paróquias vizinhas também podem unir esforços neste sentido, sem desperdiçar as ofertas formativas da Diocese e da Conferência Episcopal.”

——

309

Pequenas comunidades e Paróquia:[12]

  • “Se desejamos pequenas comunidades vivas e dinâmicas, é necessário despertar nelas uma espiritualidade sólida, baseada na Palavra de Deus, que as mantenham em plena comunhão de vida e ideais com a Igreja local e, em particular, com a comunidade paroquial. Por outro lado, conforme há anos estamos propondo na América Latina, a Paróquia chegará a ser ‘comunidade de comunidades’.

311-313[13]

Movimentos eclesiais – Novas comunidades e Igreja Local:

311

  • “Os novos movimentos e comunidades são um dom do Espírito Santo para a Igreja.”

312

  • “Os movimentos e novas comunidades constituem uma valiosa contribuição na realização da Igreja local. Por sua própria natureza expressam a dimensão carismática da Igreja: ‘na Igreja não há contraste ou contraposição entre a dimensão institucional e a dimensão carismática’”.

313

  • “Para aproveitar melhor os carismas e serviços dos movimentos eclesiais no campo da formação dos leigos desejamos respeitar seus carismas e sua originalidade, procurando que se integrem mais plenamente na estrutura originária que acontece na diocese. Ao mesmo tempo, é necessário que a comunidade diocesana acolha a riqueza espiritual e apostólica dos movimentos. É verdade que os movimentos devem manter sua especificidade, mas dentro de uma profunda unidade com a Igreja local, não só de fé, mas de ação. Quanto mais se multiplicar a riqueza dos carismas, mais os bispos serão chamados a exercer o discernimento espiritual para favorecer a necessária integração dos movimentos na vida diocesana, apreciando a riqueza de sua experiência comunitária, formativa e missionária. Convêm dar especial acolhida e valorização àqueles movimentos eclesiais que já passaram pelo reconhecimento e discernimento da Santa Sé, considerados como dons e bens para a Igreja universal.”

314

Pastoral vocacional:

  • “A pastoral vocacional, que é responsabilidade de todo o povo de Deus, começa na família e continua na comunidade cristã, deve se dirigir às crianças e especialmente aos jovens para ajudá-los a descobrir o sentido da vida e o projeto que Deus tem para cada um, acompanhando-os em seu processo de discernimento. Plenamente integrada no âmbito da pastoral ordinária, a pastoral vocacional é fruto de uma sólida pastoral de conjunto, nas famílias, na paróquia, nas escolas católicas e nas demais instituições eclesiais.”

 

 

 

 

 

 

 

AGIR

A VIDA DE JESUS CRISTO PARA NOSSOS POVOS

 

CAPÍTULO 7

A MISSÃO DOS DISCÍPULOS A SERVIÇO DA VIDA PLENA

365

Decisão missionária:

  • “Esta firme decisão missionária deve impregnar todas as estruturas eclesiais e todos os planos pastorais de dioceses, paróquias, comunidades religiosas, movimentos e de qualquer instituição da Igreja.”

372

Setorização:[14]

  • “Levando em consideração as dimensões de nossas paróquias é aconselhável a setorização em unidades territoriais menores, com equipes próprias de animação e de coordenação que permitam uma maior proximidade com as pessoas e grupos que vivem na região.”
  • “É recomendável que os agentes missionários promovam a criação de comunidades de famílias que fomentem a colocação em comum de sua fé cristã e das respostas aos problemas.”
  • “Reconhecemos como um fenômeno importante de nosso tempo o aparecimento e difusão de diversas formas de voluntariado missionário que se ocupam de uma pluralidade de serviços.”

437f

Ações para tutelar e apoiar a família:

  • “Estimular centros paroquiais e diocesanos com uma pastoral de atenção integral à família, especialmente aquelas que estão em situações difíceis: mães adolescentes e solteiras, viúvas e viúvos, pessoas da terceira idade, crianças abandonadas etc.”

 

CAPÍTULO 8

O REINO DE DEUS E A PROMOÇÃO DA DIGNIDADE HUMANA

[…]

 

CAPÍTULO 9

FAMÍLIA, PESSOAS E VIDA

446a

Jovens e adolescentes, grande desafio:[15]

  • “Renovar, em estreita união com a família, de maneira eficaz e realista, a opção preferencial pelos jovens, em continuidade com as Conferências Gerais anteriores, dando novo impulso à Pastoral da Juventude nas comunidades eclesiais (dioceses, paróquias, movimentos etc).”

 

 

 

 

 

CAPÍTULO 10

NOSSOS POVOS E A CULTURA

483

Educação católica:

  • “Diante das dificuldades que encontramos em vários países a esse respeito [educação católica], queremos nos empenhar na formação religiosa dos fiéis que assistem às escolas públicas de gestão estatal, procurando acompanhá-los também através de outras instâncias formativas em nossas paróquias e dioceses.”

490

Exclusão digital:

  • “Visto que a exclusão digital é evidente, as paróquias, comunidades, centros culturais e instituições educacionais católicas poderiam ser estimuladoras da criação de pontos de rede e de salas digitais para promover a inclusão, desenvolvendo novas iniciativas e aproveitando, com um olhar positivo, aquelas que já existem.”

513

Evangelizar a cidade:

  • “A Igreja em seu início se formou nas grandes cidades de seu tempo e se serviu delas para se propagar. Por isso, podemos realizar com alegria e coragem a evangelização da cidade atual. Diante da nova realidade novas experiências se realizam na Igreja, tais como a renovação das paróquias, setorização, novos ministérios, novas associações, grupos, comunidades e movimentos. Mas se percebem atitudes de medo em relação à pastoral urbana; tendência a se fechar nos métodos antigos e de tomar uma atitude de defesa diante da nova cultura, com sentimentos de impotência diante das grandes dificuldades das cidades.”

517

Paróquia urbana:

  • “Transforme as paróquias cada vez mais em comunidades de comunidades.”
  • “Aposte mais intensamente na experiência de comunidades ambientais, integradas em nível supra-paroquial e diocesano.”
  • “Procure a presença da Igreja, por meio de novas paróquias e capelas, comunidades cristãs e centros de pastoral, nas novas concentrações humanas que crescem aceleradamente nas periferias urbanas das grandes cidades devido às migrações internas e situações de exclusão”.

518

Plano de pastoral:[16]

  • “Desenvolver “um plano de pastoral orgânico e articulado que se integre a um projeto comum às paróquias, comunidades de vida consagrada, pequenas comunidades, movimentos e instituições que incidem na cidade, e que seu objetivo seja chegar ao conjunto da cidade. Nos casos de grandes cidades nas quais existem várias Dioceses, faz-se necessário um plano inter-diocesano;”
  • “Uma setorização das paróquias em unidade menores que permitam a proximidade e um serviço mais eficaz.”


[1] Sacerdote da Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus (Dehonianos); diretor da Faculdade Dehoniana, em Taubaté e doutor em Teologia Sistemática (UniFAI-SP); Educação (USP) e Teologia Espiritual (Gregoriana). Atuou como vigário paroquial no Santuário São Judas, em SP, acompanhando CEBs, RCC, PJ e Pastoral do Dízimo.

[2] DGAE 43: citando DA 370, afirma que “nossas comunidades eclesiais são chamadas a uma verdadeira conversão pastoral”. Isto significa passar de uma “pastoral de mera conservação” para uma “pastoral decididamente missionária”. “Uma verdadeira conversão pastoral deve estimular-nos e inspirar-nos atitudes e iniciativas de auto-avaliação e coragem de mudar várias estruturas pastorais e todos os níveis, serviços, organismos, movimentos e associações. Temos necessidade urgente de viver na Igreja a paixão que norteia a vida de Jesus Cristo: o Reino de Deus, fonte de graça, justiça, paz e amor. Por esse Reino, o Senhor deu a vida.” Ibidem.

[3] Citado em DGAE 156: “células vivas da Igreja”. Hoje exigem uma mudança estrutural para se tornarem “rede de comunidades”. Cf. DA 1720173.  Mas DGAE faz uma ressalva neste mesmo número, afirmando que “rede de comunidades não significa desorganização nos aspectos administrativos. A boa organização da secretaria paroquial e demais serviços hábeis na articulação entre as diversas comunidades é suporte para uma eficiente evangelização”.

[4] Texto citado em DGAE 158, sem a observação negativa.

[5] Texto citado em DGAE 158, complementando com DA 312, que na verdade é uma citação do Discurso Inaugural de Bento 16, nº 5: “Em cada uma dessas formas de vida comunitária, “podemos ver a multiforme presença e ação santificadora do Espírito”.

[6] A mesma idéia aparece em DGAE 199, com ênfase na superação das desigualdades econômicas entre as paróquias e comunidades. Aparece ainda em DGAE 200g pedindo “reflexão e planejanento pastoral em comum entre paróquias da mesma cidade ou área”.

[7] Neste sentido DGAE 200L sugere a “criação de paróquias em ambientes especializados, em meio à complexidade da vida urbana”.

[8] A idéia aparece em DGAE 164b, citando DA 211. Reafirma-se a importância dos Conselhos.

[9] Texto Citado literalmente em DGAE 92.

[10] Texto citado literalmente em DGAE 63.

[11] Texto citado literalmente em DGAE 65. Insiste-se na “renovação da pastoral catequética nas paróquias”.

[12] Texto citado em DGAE 162.

[13] DGAE 159 recorre aos critérios de eclesialidade contidos em ChL 30, aplicados especificamente aos movimentos eclesiais e às pequenas comunidades. Entre estes critérios encontra-se a “estima recíproca” com o pároco e equipe de sacerdotes.

[14] DGAE 153s retoma com ênfase esta idéia da setorização. Parte-se da idéia de que os “serviços paroquiais” são de fato o único contato com a Igreja para a maioria dos católicos. Isto lhe dá grande importância na Evangelização, mas a “rotina paroquial” e o grande “número” de fiéis dificultam a vivência comunitária da fé. Isto redimensiona o significado das CEBs e outras formas associativas e indica a necessidade de “outras estruturas além da paróquia tradicional”.  Especificamente DGAE 157 retoma DA 372 literalmente, afirmando que o “caminho é a setorização”.  A mesma idéia é retomada e explicitada em DGAE 173, colocando a setorização como uma estratégia para a busca dos “católicos afastados”. Adverte-se, porém, que não basta setorizar a paróquia, é preciso a conversão para uma “atitude missionária”. Finalmente DGAE 200b insiste na “mais rápida setorização”.

[15] A mesma idéia aparece em DGAE 124.

[16] A mesma idéia aparece em DGAE 163.

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