Este é um dos conceitos de origem grega, mas de tradução latina que todo católico deve conhecer para entender a doutrina da Igreja sobre a Eucaristia. Acreditamos na “transubstanciação”, ou seja, por detrás da aparência de pão e vinho, está a essência da pessoa de Cristo. Não é um pedaço da carne de Cristo. É sua pessoa. É sua vida, seu corpo e seu sangue; seu ser inteiro. Não podemos dizer com exatidão que existem duas substâncias, a do pão e a do vinho; ou a do corpo e a do sangue.  Alguém poderia afirmar isso utilizando o conceito do senso comum de substância como “algo”, “alguma coisa”, porém não seria exato. Cabe na poesia mas não na teologia. Santo Tomás tem uma afirmação interessante neste sentido, quando se trda de uma partícula da óstia consagrada. Alguém poderia perguntar se ali permanece a essência de Cristo. O doutor angélico afirma: “Tanto está no fragmento como no todo encerrado”.

8 Comentários

  1. Amém!!! padre boa noite vou dormir!!!
    Desejo mais uma semana cheia de saúde,missões e orações!!!
    Deus lhe proteja!
    Abraço fraterno
    Ana Valeska…

    PS: Amada Simone respondi seu comentário(post anterior) sobre como colocar a foto ok querida? um abraço!! Fique com Deus

  2. Padre Joãozinho,
    Salve Maria!

    Pode-se dizer que antes da consagração, existe a AUSÊNCIA do Corpo e do Sangue. Mas quando ocorre a consagração (embora permaneçam os acidentes), tem se a AUSÊNCIA do pão e do vinho.

    Na celebração luterana, o que se comemora de fato, é o nominalismo. Onde o Corpo, é apenas um nome que Cristo dá, ao pão, e o Sangue, é apenas um nome que Ele dá, ao sangue. Não ocorrendo efetivamente, a “transubstanciação.”

    Rapidamente, se a razão humana esta irremediávelmente corrompida pelo pecado (como ensinou Lutero), efetivamente:

    “Quem nos fará ver o bem?”

    O desenvolvimento da doutrina de Lutero, pode ser vista, na completa negação do papel da razão, por Karl Barth. Certa vez escrevi um comentário a um texto de um Bispo Anglicano onde isto ficou bastante evidente. Negando o papel da razão, chega-se a negar que Cristo tenha possuído em sua natureza humana. Isto dá uma série de desdobramentos funestos. Se a razão humana realmente esta totalmente corrompida, a analogia é impossível. Então, as parábolas, por exemplo, não tem nenhum valor pedagógico.

    Por fim, pergunto:

    O que é a mentira?

    De um certo modo, não é também apenas um nome que damos as coisas ?

    Bom, fique com Deus.

    Abraço

  3. Pingback: RCC Brasil

  4. samara araujo

    Padre…fico muito feliz por ouvir e ler coisas a respeito da transubstanciação,principalmente de alguém como o senhor…q com poucas palavras consegue clarear algumas de nossas muitas dúvidas acerca de nossa religião e de Nossa Igreja.
    esse é um tempo q sempre paro pra me perguntar q tento buscar respostas…e sinto q aos poucos você e o padre Fábio de Melo tem me ajudado muito!!!
    muito obrigada!

  5. Apelo ao bom senso.

    Vejamos. Segundo o catecismo: “Nesta altura, os pastores hão de explicar que, neste Sacramento, se contém não só o verdadeiro Corpo de Cristo e tudo o que constitui realmente o corpo humano, como os OSSOS e MÚSCULOS, mas também Cristo todo inteiro.” (Catecismo Romano. Parte II. Cap. IV, 31).

    Portanto:

    1. Não na Eucaristia não está parte da carne de Cristo, mas a carne (tudo que constitui realmente o corpo humano)!

    2. É errado falar de substancias de pão e vinho na Eucaristia! NÃO É INEXATO, MAS ERRADO E HERÉTICO! Aliás, pelo amor de Deus, não venha com essa de poeticamente! Pois se fosse o caso – que não é! – teríamos uma poesia herética feita pelo Pe. Fábio de Melo e ELOGIADA E APOIADA pelo Pe. Joãozinho.

    Isso é só o começo da argumentação. Reconheçam que erraram… É o melhor a fazer…

  6. olá padre,
    quem escreve é o filho do Gerson Abarca, que possui o blog Pensando bem…

    eu li seu artigo sobre ” A Cabana” e gostei muito, esclareceu muita coisa, e pelo que vejo agora, vou passar a frequentar este blog, com o fim de me “formar” melhor sobre minha religião
    obrigado
    abraços, samuel

  7. “Cabe na poesia mas não na teologia.”

    Sim, alguns grupos carismáticos precisam aprender isso para não sair por aí cantando “Jesus se faz pão”. Se “Jesus se faz pão” há presença real do que? Cristo se aniquilou no pão e o pão continua sendo pão e Cristo torna-se nada.

    Muitas vezes já foi demonstrado que poesia + teologia pode resultar em heresia. Pe Fábio de Melo sabe bem disso.

    Sua benção Pe.,
    Att!

  8. boa noite,
    Desculpe-me pe. Joãozinho, mas esses seguidores do tal Orlando dá pena…
    Ao invés de lerem os artigos funestos desse cidadão sem autorização da igreja, deveriam ler a bíblia.
    O que esse rapaz escreveu acima é risível…

  9. Reginaldo Vieira da Silveira

    Se os males da nossa Igreja fossem apenas os disparatos de Pe. Joâozinho e Pe. Fábio de Melo seria uma maravilha; em se tratando das aberraçôes que pratica a grande maioria dos sacerdotes.

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