Estudar é um jeito de viver a santidade e realizar o que o apóstolo Pedro nos ensinou: “Devemos dar as razões de nossa esperança”. Veja este post de agorinnha:

Bom dia,pe. João Carlos
Somente hoje li as repercussões sobre a sua postagem.
Alguns citam Santo Agostinho,mas gostaria de perguntar a esses, se o nosso santo foi herege ao dizer, em um dos seus escritos,no século quinto, que a frase dita por Jesus “Tu és Pedro e sobre ti edificarei a minha igreja” referia-se ao fato de o apóstolo ter reconhecido a divindade de Jesus quando disse “Tu és Cristo,filho de Deus vivo” e não à figura humana de Pedro? Logo,segundo Santo Agostinho a pedra da igreja era a divindade de Cristo e não a figura humana de Pedro.
Já comentei aqui o perigo de se estudar fragmentos de um pensador e não a sua obra na totalidade.Poderia falar o mesmo de Tomás de Aquino.
Inicialmente, relembremos a última ceia(que nós católicos chamamos Eucaristia), os doze apóstolos participaram, mas após receberem o “corpo e o sangue” de Cristo,um traiu,Pedro negou Cristo três vezes,os outros fugiram, só um permaneceu,João. Por quê?
Porque foi o único que se comprometeu com os ensinamentos, a Verdade Daquele que recebeu,tornou-se um outro “Cristo” em outra dimensão,por isso foi o apóstolo preferido, Jesus sabia disso o tempo todo,afinal é o único que vê o coração.
E os outros apóstolos só retomaram a coragem no apostolado,após observarem que já não eram mais os mesmos,não conseguiram voltar à antiga vida,isso é bíblico,e principalmente,as orações e o Cenáculo com Maria quando receberam o sopro do Espírito.Aqueles que criticam os carismáticos,cuidado…
Cometem alguns excessos? Certamente, mas há as autoridades competentes para corrigi-los.
Alguns postam frases em latim e sabem que o aramaico era a língua falada na região(curiosamente,nessa língua não existia o verbo ser na passagem “Isto é meu corpo…”, era “Isto,meu corpo, isto, meu sangue”);assim a primeira tradução realizada foi a grega e dessa foi feita a latina.Existem termos gregos que não possuem refente em latim e o que os tradutores fizeram? Uma adaptação.
Por exemplo,a palavra grega para fé é pitis,verbo pisteuein que significa estar em harmonia,consonância com a verdade divina.
No latim, o substantivo fides não tem verbo e os tradutores utilizaram um correspondente,credere, cujo significado é acreditar.
Assim, crer é um ato de boa vontade,ter fé é uma atitude de acreditar e de vivência.
Nós não podemos comungar o “corpo e o sangue” de Cristo e não nos comprometermos com o evangelho, fazer o que Ele fez, amar como Ele amou,pois estarei contrariando o mandamento da igreja que diz “Não receber o seu corpo em vão”.
Temos que tornamo-nos um outro “Cristo” em outra dimensão, não no da sua perfeição, mas no sentido missionário, pois como diz São Paulo “a fé sem obras é morta” e há ainda a passagem bíblica “Tive fome e não me deste de comer,estive preso e não foste me visitar…” Isso é tornar-se um outro Jesus, seguir e praticar seus ensinamentos.
Por que a maioria dos seminários abordam as duas traduções e a CNBB editou uma bíblia que se aproxima da tradução grega?
Porque são modernistas? Não, por responsabilidade.
O evangelho de João se inicia “No princípio era o Verbo e estava junto de Deus…era a verdadeira luz…e o Verbo habitou em nós…” Poderiam dizer, mas essa é a tradução grega,passemos então à passagem do oficial em Carfanaum que pediu a Jesus não que fosse à sua casa como muitos fizeram,mas que “falasse ao Verbo” e o seu criado seria curado;logo conhecia a doutrina do Logos,Deus presente no mundo e no homem.
E o que respondeu Jesus? “Nunca encontrei tão grande fé nem mesmo em Israel”.
Logo, nas escrituras Deus não é retratado somente como uma pessoa.Há outras passagens que abordam essa temática, é só ler a bíblia.
E sabiam que essa doutrina era defendida por alguns filósofos
gregos?
Gente, há pessoas que estão querendo saber mais do que os sacerdotes, bispos,papas que estudam 20 anos e estão sempre pesquisanso.
Questionar a fé, pensar a fé é um direito, mas com seriedade e embasamento.
Um abraço

Luciana

11 Comentários

  1. Fernando Firmino

    Rev. Pe. Joãozinho,

    Sabe-se que V. Rev. é intimo dos ambientes universitários, seja pela formação de bancas, seja pelos doutorados que já realizou.

    Desta feita, me surpreende ler seu post do dia 10 de agosto, e perceber que propositadamente V. Rev. copia e cola (Ctrl C + Ctrl V) parte de texto de encíclica do Papa Bento XVI, e nem ao menos se preocupa em fazer a citação – no texto ou no rodapé.

    Rev. Pe Joãozinho, recuso-me a acreditar que se tratou de mero esquecimento.

    Colher partes pinçadas de um texto, e dele lançar mão – diga-se em seu texto totalmente fora do contexto – e nem ao menos fazer a citação devida, me gera a restrição metológica, ética e acadêmica.

    Peço a gentileza de rever o texto, corrigí-lo, e acrescentar as devidas referências.

    Plágio, no Brasil ainda é crime.

    PAX!

    Fernando Firmino

  2. Evangelho do dia!!!

    MATEUS 18,15-20

    – Se o seu irmão pecar contra você, vá e mostre-lhe o seu erro. Mas faça isso em particular, só entre vocês dois. Se essa pessoa ouvir o seu conselho, então você ganhou de volta o seu irmão. Mas, se não ouvir, leve com você uma ou duas pessoas, para fazer o que mandam as Escrituras Sagradas. Elas dizem: “Qualquer acusação precisa ser confirmada pela palavra de pelo menos duas testemunhas.” Mas, se a pessoa que pecou não ouvir essas pessoas, então conte tudo à igreja. E, se ela não ouvir a igreja, trate-a como um pagão ou como um cobrador de impostos.
    – Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o que vocês proibirem na terra será proibido no céu, e o que permitirem na terra será permitido no céu.
    – E afirmo a vocês que isto também é verdade: todas as vezes que dois de vocês que estão na terra pedirem a mesma coisa em oração, isso será feito pelo meu Pai, que está no céu. Porque, onde dois ou três estão juntos em meu nome, eu estou ali com eles.
    Palavra da Salvação!
    Glória a vós Senhor!!

    Um abraço fraterno
    ANA VALESKA – FORTALEZA

  3. Fernando Firmino

    Errata:

    4o. Paragrafo

    (…) me gera = me cheira (…).

    PAX.

  4. Deivid Franklin de aquino

    Pe.Joãozinho sua benção!! Sou um mero seminarista do 3°ano de Filosofia, aqui no sertão do Nordeste, lendo seu blog e vendo toda essa repercursão de acusação de Heresia de sua parte e a do Pe.Fábio, vejo como há pessoas altamente preparadas e inteligentes em nossa querida Igreja católica, com argumentos e discursos convicentes e muitas vezes esclarecedores! que pena que muitas vezes são atitudes e pensamentos que não nos ajuda a crescer na Fé, nem muito menos na unidade, são assuntos altamente Teológicos, que eu na minha pobreza me perco, mas, diante dessa realidade de discursos que vão e voltam, fazem despertar o interesse em também me aprofundar em tais assuntos, buscar respostas, tentar compreender, agradeço de certa forma a todos com seus comentários e opniões, é bom nos aprofundar e entender de forma mais racional a nosso fé e como ela nos ajuda no dia-a-dia, mas, não vamos nos dilacerar uns aos outros (já bastam tantos mártires que deram suas vidas, em tantos coliseus espalhados pelo mundo)acima de tudo a humildade e caridade evangélica deve prevalecer, pois o amor tudo suporta, já nos lembrava São Paulo, rezo sempre por vocês e pela missão de cada um!!! que a virgem nossa Mãe sempre nos conforte em seu coração!! abraço a todos.

    Ps: Pe.Joãozinho, sou diocesano, arranho um pouco um violão e gosto muito de suas musicas, aliás, elas muito me ajudam na Pastoral nos finais de semana, há uma dúvida em minha cabeça que me persegue, o que é que os DEHONIANOS tem que são tão inspirados para escrever e profetizar canções tão lindas… exemplo??? O Sr. Pe Joãozinho, Pe.Zezinho, Pe.André Luna, Pe.Fábio… entre outros!!! um dia espero compreender!!! continue sempre assim, tocando e profetizando!!! forte abraço em Cristo!!!

  5. Maria Inês

    “Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.” (Jo 13,1)

    Essas palavras revelam a firmeza do amor de um Deus e a ternura do afeto de um irmão.
    E também nós, cristãos, podemos amar assim, uma vez que Cristo está em nós.

    Agora, porém, não quero tanto propor que você imite Jesus no gesto de morrer pelos outros (quando chegou a hora dele); não quero lhe oferecer, como únicos modelos, o Frei Maximiliano Kolbe, que morreu no lugar de um companheiro de prisão; nem o Padre Damião de Molokai que, tornando-se leproso com os leprosos, morreu com eles e por eles.

    Pode ser que, no decorrer dos anos, nunca seja pedido a você que ofereça a sua vida física pelos irmãos. Todavia, o que Deus certamente lhe pede é que ame esses irmãos até as últimas consequências, até o fim, até o ponto de também poder dizer: “Tudo está consumado”.
    Chiara Lubich
    Para ler na integra esta Palavra de Vida /agôsto-09 … a cada dia procuramos meditar e colocá la na vida durante o mês.
    http://www.focolare.org

  6. Eu havia escrito que não comentaria mais aqui… no entanto, não me conformo como é possível que façam o que quiserem de santo Agostinho.

    “… segundo Santo Agostinho a pedra da igreja era a divindade de Cristo e não a figura humana de Pedro.”

    Provavelmente quem usou desta argumentação se fundamenta nas ‘Retratações’ de santo Agostinho, onde o santo escreve:

    “Mas eu sei que mui freqüentemente em um tempo atrás, eu expliquei que o Senhor disse: ‘Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei minha Igreja’, que é para ser entendido como construída sobre Ele, a quem Pedro confessou dizendo: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’, e assim Pedro, chamado depois esta pedra, representou a pessoa da Igreja que é construída sobre esta pedra, e recebeu ‘as chaves do reino do céu’. Porque, ‘Tu és Pedro’ e não ‘Tu és a pedra’ foi dito a ele. Mas ‘a pedra era Cristo’, em quem confessando, como também toda a Igreja confessa, Simão foi chamado Pedro. Mas que o leitor decida qual dessas duas opiniões é a mais provável.” (20, 1)

    Além disso, neste texto santo Agostinho não parece definir sua posição com tanta clareza quanto a Luciana disse. E é extremamente incoerente sua posição de que devemos estudar os textos de um autor em sua totalidade, e ignorar que os textos que temos de santo Agostinho comentando o primado de Pedro são muitos. Alguns deles são frequentemente utilizados fora de contexto para astuciosamente induzir em pensamento contrário. No Sermão 295, o santo escreve:

    “São Pedro, o primeiro dos apóstolos, que amava ardentemente a Cristo e que chegou a ouvir dele estas palavras: ‘Pois eu te digo: tu és Pedro’, havia dito antes: ‘Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’. E Cristo lhe replicou: ‘Pois eu te digo: tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja. Sobre esta pedra edificarei esta mesma fé que professas. Sobre esta afirmação que tu fizeste, ‘tu és o Messias, o Filho do Deus vivo’, edificarei a minha Igreja, porque tu és Pedro’. ‘Pedro’ é uma palavra que provém de ‘pedra’ e não o contrário. ‘Pedro’ deriva de ‘pedra’, do mesmo modo que ‘cristão’ deriva de ‘Cristo’. O Senhor Jesus, antes de sua Paixão – como sabeis – elegeu aos seus discípulos, a quem conferiu o nome de ‘apóstolos’. Entre eles, Pedro foi o único que representou a totalidade da Igreja em quase todas as partes. Por isso, enquanto ele apenas representava em sua pessoa a totalidade da Igreja, pôde escutar estas palavras: ‘Te darei as chaves do reino dos céus’. Porque estas chaves eram recebidas não por um único homem, mas pela única Igreja. Daí a excelência da pessoa de Pedro, enquanto que ele representava a universalidade e a unidade da Igreja quando lhe foi dito: ‘Eu te entrego’, tratando-se de algo que foi entregue a todos. Portanto, para que saibais que a Igreja recebeu as chaves do reino dos céus, escutai o que diz o Senhor, em outro lugar, a todos os seus apóstolos: ‘Recebei o Espírito Santo’. E continua: ‘Aqueles a quem perdoardes os pecados, estes lhes serão perdoados; aqueles a quem retiverdes [os pecados], estes lhes serão retidos’. Neste mesmo sentido, o Senhor, depois de sua ressurreição, confiou também a Pedro suas ovelhas, para que as apascentasse. Não é que ele fosse o único dos discípulos que tivesse o encargo de apascentar as ovelhas do Senhor; é que Cristo, pelo fato de se referir a apenas um, quer significar com isto a unidade da Igreja. E se se dirige a Pedro com preferência aos demais é porque Pedro é o primeiro entre os apóstolos. Não te entristeças, apóstolo! Responde uma vez, responde duas, reponde três. Vença por três vezes a tua profissão de amor, já que por três vezes o temor vencer a tua presunção. Três vezes deverá ser desatado o que por três vezes havias atado. Desata pelo amor o que havias atado pelo temor. Apesar de sua debilidade, por primeira, por segunda e por terceira vez confiou o Senhor as suas ovelhas a Pedro”

    Para os protestantes, quando santo Agostinho diz que a pedra sobre a qual a Igreja é edificada é a confissão de fé de Pedro, e não ele, logo concluem que qualquer um que confessasse Cristo como Filho do Deus vivo seria possivelmente uma pedra, e assim poderia ‘ligar e desligar’. Nesse sentido, todos os cristãos teriam a mesma autoridade.

    Vamos ao Catecismo: “no colégio dos Doze, Simão Pedro ocupa o primeiro lugar (cf. Mc. 3,16; 9,2; Lc. 24,34; 1Cor. 15,5). Jesus lhe confia uma missão única. Graças à uma revelação do Pai, Pedro confessou: ‘Tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo’. Então Nosso Senhor lhe declarou: ‘Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do Hades não prevalecerão contra ela’ (Mt. 16,18). Cristo, ‘Pedra viva’ (1Ped. 2,4), assegura à sua Igreja, edificada sobre Pedro, a vitória sobre os poderes da morte. Pedro, em razão da fé confessada por ele, será a rocha inquebrantável da Igreja. Terá a missão de custodiar esta fé perante todo desfalecimento e de confirmar nela os seus irmãos (cf. Lc. 22,32)” (CIC, 552); “Jesus confiou a Pedro uma autoridade específica: ‘A ti te darei as chaves do Reino dos céus; e o ligares na terra será ligado nos céus; e o que desligares na terra será desligado nos céus’ (Mt. 16,19). O poder das chaves designa a autoridade para governar a casa de Deus, que é a Igreja. Jesus, ‘o Bom Pastor’ (Jo. 10,11) confirmou este encargo após sua ressurreição: ‘Apascenta as minhas ovelhas’ (Jo. 21,15-17). O poder de ‘ligar e desligar’ significa a autoridade para absolver os pecados, pronunciar sentenças doutrinárias e tomar decisões disciplinares na Igreja. Jesus confiou esta autoridade à Igreja pelo ministério dos Apóstolos (cf. Mt. 18,18) e particularmente pelo de Pedro, o único a quem foi confiada explicitamente as chaves do Reino” (CIC, 553)

    Dessa forma santo Agostinho concorda com a posição católica, reconhecendo a Pedro, em razão da fé confesssada por ele, como o primeiro dos Apóstolos, como representante da Igreja inteira e portador das chaves do reino dos céus. Os bispos em comunhão com ele também podem ligar e desligar (observe-se que o Santo também relaciona, ao contrário dos protestantes, o poder de ligar e desligar com a autoridade de perdoar os pecados).

    Há ainda outros textos do santo: “se a sucessão dos bispos for levada em conta, quanto mais certa e benéfica a Igreja que nós reconhecemos chegar até o próprio Pedro, aquele que portou a figura da Igreja inteira, a quem o Senhor disse: ‘Sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela’. O sucessor de Pedro foi Lino, e seus sucessores em ordem de sucessão ininterrupta foram estes: Clemente, Anacleto, Evaristo, Alexandre, Sisto, Telésforo, Higino, Aniceto, Pio, Sótero, Eleutério, Victor, Zeferino, Calisto, Urbano, Ponciano, Antero, Fabiano, Cornélio, Lúcio, Estêvão, Sisto, Dionísio, Félix, Eutiquiano, Caio, Marcelino, Marcelo, Eusébio, Miltíades, Silvestre, Marcos, Júlio, Libério, Dâmaso e Sirício, cujo sucessor é o presente bispo Anastácio. Nesta ordem de sucessão, nenhum bispo donatista é encontrado” (Santo Agostinho, Ep. 53,2).

    Diferentemente da postura protestante, para santo Agostinho não havia motivo justo para se realizar a separação da Igreja e criar a própria (seita), separada dela (E. Cp Parm 2,11,25). Santo Agostinho vê na Igreja de Roma “aquela em que sempre esteve vigente o principado da cátedra apostólica” (Ep 43,7), afirmação que é um reconhecimento claro do primado da Igreja de Roma.

    Inclusive, há teólogos protestantes que têm aceitado a posição de Santo Agostinho em favor do Primado Romano. O dr. Cesar Vidal Manzanares, em seu “Dicionário de Patrística”, exlica:

    “Eclesiologicamente, Agostinho não é unívoco na utilização do termo ‘igreja’, fazendo referência tanto à comunidade dos fiéis, edificada sobre o fundamento apostólico, como ao conjunto dos predestinados que vivem na feliz imortalidade. Considera herege não ao que erra na fé (Ep. XLIII, I) mas ao que “resiste à doutrina católica que lhe é manifestada” (De Bapt. XVI, 23), a qual encontra-se expressa no símbolo batismal, nos concílios (Ep. XLIV, I) e na Sé de Pedro, que sempre desfrutou do primado (Ep. XLIII, 7)”.

    José Miguel Arráiz destrói toda a argumentação protestante deturpando santo Agostinho neste texto: http://www.veritatis.com.br/article/4166

    “Roma locuta, causa finita est.”

    Att!

    Ps: não existe o verbo SER no aramaico? Que eu saiba existem sim, e o verbo ser e o verbo estar em aramaico são designados pela mesma forma. Mas, não conheço suficiente do assunto pra fazer uma afirmação indubitável, por isso aceito ser corrigido caso esteja errado. E vale lembrar que negar o sentido principal do verbo SER, leva inevitavelmente à negação das verdades mais fundamentais da Bíblia: que Cristo É Deus, que Deus É o ser por excelência, entre outras.

  7. Boa noite,padre João Carlos
    Amigo,por isso, eu disse no comentário, século quinto,quem se baseia apenas na obra inicial,não conhece os desdobramentos que os pensadores fazem a respeito de um tema.
    Não deturpei Santo Agostinho, apenas mostrei o que ele afirmou inicialmente a fim de demonstrar que a fragmentação pode induzir-nos ao erro.
    Um abraço,padre.

  8. http://fratresinunum.com/tag/dom-antonio-de-castro-mayer/page/2/

    A casa edificada sobre a areia – Dom Antonio de Castro Mayer
    sem comentários

    Nossa apreensão aumenta, amados filhos, pelo fato de que a minimalização do papel da inteligência, na conversão do indivíduo, vem acompanhada de muita ênfase ao fator emotivo. Digamos, desde logo, que esta não foi a pedagogia de Nosso Senhor Jesus Cristo, como no-la transmitiu a Tradição da Igreja e consta do Magistério Eclesiástico. Com efeito, a Igreja temeu sempre pelas conversões sem base sólida em princípios firmementes aceitos pela inteligência, que pudessem dar firmeza à vontade no combate às paixões desordenadas e na seqüela do Divino Mestre.

    Não quer isso dizer que a Igreja se contentou ou se contenta com a mera aceitação intelectual das verdades reveladas. Não. Ela quer a Fé, que opera pela caridade, como diz São Paulo (Gál., 5,6). Em outros termos: Ela quer que o fiel viva de acordo com a sua Fé, tenha, nesse sentido, uma Fé viva. O fundamento, porém, dessa Fé, na qual se firma a adesão viva a Jesus Cristo, é a aceitação, pela inteligência, da Revelação, e, em primeiro lugar, do fato de que Jesus Cristo é deveras o Filho de Deus feito homem, cujos ensinamentos devem ser acatados, como condição preliminar para agradar a Deus e salvar a alma, porquanto sem esta Fé “é impossível agradar a Deus” (Heb., 11,6; Vaticano I, s. 3, c. 3).

    Também não quer dizer que a Igreja despreze a parte sensível da natureza humana. Ela não despreza. Pelo contrário, ama-a com o amor que Jesus Cristo a amou ao assumir nossa natureza. Quer, porém, que ela conserve seu lugar na hierarquia dos elementos que compõem a natureza humana, isto é, a serviço das convicções firmadas nas verdades reveladas. Poderá ela assim auxiliar o apostolado; do contrário, tomando a frente, suas contruções comparam-se às casas edificadas sobre a areia, das quais diz a Escritura que não resistem aos vendavais. Imaginemos um fiel entusiasmado com sua Graça, que de repente é submetido a uma prova de aridez espiritual. Se toda a sua formação teve por base a alegria e o entusiasmo, resistirá ele à prova?
    Dom Antonio de Castro Mayer, Carta Pastoral sobre Cursilhos de Cristandade, Ed. Vera Cruz, 1973, pp. 47-51

  9. Em off…

    Rádio Convicción, programa Caminhos da Tradição:
    http://conviccionradio.cl/historico/caminhos-da-tradic-o.html

    Pode se ouvir o Iota Unum de Romano Amério, praticamente completo. Fique com Deus.

    Abraços

  10. tauana liveira souza

    padre fabio gostaria que não revelasse o meu nome sou da cidade de mineiros-go e quero pedir ao senhor que curasse a minha mãe nelice divina de oliveira souza e tambem que o meu namorado vagner felizardo tomasse juiso, gostaria que ele me pedisse em casamento e comprasse uma casa para nós dois eu e ele morar
    o mais rapido possivel e pedir que meu pai conciga vender a casa logo, para outras pessoas de preferencia que ele não conheça.
    ficarei mito grata se o senhor puder fazer isso para mim.
    obigada.
    E se o senhor um dia puder vir a minha cidade conhecer aqui e ir nas igrejas celebrar vou fica muito feliz.
    se o senhor puder avizar a sua chegada o enderesso do meu orkut é tauana_olveira-2009@hotmail.com.

  11. “… como diz São Paulo “a fé sem obras é morta”…”.

    Não foi Tiago em sua epístola (2,17) que disse: “Assim também é a fé: sem as obras, ela está completamente morta”?

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