Acabo de receber um comentário recheado de inteligência e moderação. O autor se move na dinâmica proposta por Aristóteles em sua conhecida ÉTICA A NICÔMACO: a temperança. É isso mesmo, vamos refletindo e nos ajudando a crescer na experiência de Deus que certamente passa pela inteligência.

A princípio parece que o pessoal da Montfort está super correto, de fato há de se fazer a distinção da presença de Cristo de forma análoga e unívoca e essa distinção foi muito bem explicada pelo pessoal da Montfort.
Mas talvez nem todos prestaram atenção na pressa como o post do Pe. Joãozinho foi julgado, que apesar das confusões, não especificou se estava falando da presença de Cristo de forma análoga ou unívoca, aliás nem o próprio Cristo especificou isso quando disse que se houvesse dois ou mais reunidos em seu nome, ele estaria presente, se formos ter a pressa que o pessoal da Montfort tem em julgar os outros e aplicarmos isso a Cristo, então Cristo seria um gnóstico ou panteísta, o que seria uma grande blasfêmia.
Não estou dizendo que o que eles da Montfort escreveram está errado, eu mesmo sou um frequentador do site da Montfort e tem muita coisa interessante lá apesar das patadas desnecessárias que o pessoal do site dá em várias cartas, o que não dá é para ficar fazendo juízo precipitado, não custava perguntar para o Pe. Joãozinho se ele estava falando da presença de Cristo de forma análoga ou univoca, não ia doer nada, e mesmo que o padre dissesse que é tudo a mesma coisa ou ele não sabe, também não custaria nada explicar a diferença para ele, talvez isso ajudaria a nos fortalecer na fé em vez de criar divisões que só ofendem a Deus. Será que o Pe. Joãozinho sendo uma pessoa sábia não aceitaria uma correção para o próprio bem e de todos os seus fiéis? Qualquer cristão aceitaria isso, a não ser que seja muito arrogante e orgulhoso, coisa que infelizmente demonstra o Pe. Fabio quando em vez de encarar de frente, que nem faz o Pe. Joãozinho, fica querendo buscar apoio de heresiarcas confessos (frei Betto!!! essa foi o cúmulo!!) para desmerecer a minoria tradicionalista.

7 Comentários

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  2. Diante de tantas palavras só me resta dizer: Maranathá!!! Vem Senhor Jesus!!!

  3. Mas o Pe. Joazinho não estava ajudando o Pe. Fábio a escapar das besteiras que ele andou falando?

  4. Boa tarde!!! Sua bênção Padre!

    “Não estou dizendo que o que eles da Montfort escreveram está errado, eu mesmo sou um frequentador do site da Montfort e tem muita coisa interessante lá apesar das patadas desnecessárias que o pessoal do site dá em várias cartas, o que não dá é para ficar fazendo juízo precipitado, não custava perguntar para o Pe. Joãozinho se ele estava falando da presença de Cristo de forma análoga ou univoca, não ia doer nada, e mesmo que o padre dissesse que é tudo a mesma coisa ou ele não sabe, também não custaria nada explicar a diferença para ele, talvez isso ajudaria a nos fortalecer na fé em vez de criar divisões que só ofendem a Deus.”

    Pronto meu irmão você falou em poucas.pacíficas e sábias linhas o que se tenta dizer aqui!!

    Um abraço fraterno

  5. Boa tarde Pe. Joãozinho,
    Sua benção!

    Essa defesa que o Rodrigo fez do senhor não corresponde aos fatos. O senhor falou clara e especificamente “o irmão é presença EUCARÍSTICA”, e não apenas “presença”.

    A palavra “presença eucarística” não pode ser empregada de maneira análoga nem equívoca, mas apenas unívoca, pois quer dizer ‘presença substancial do Corpo e Sangue, Alma e Divindade de NSJC sob as aparências/acidentes de pão e de vinho’. Portanto não houve precipitação da Associação Cultural Montfort.

    Eis aqui a citação, do vídeo:
    “Pe. Joãozinho diz: Agora, o irmão é presença eucarística, muitas vezes não se quer reconhecer… né? O irmão é presença eucarística”.
    Logo em seguida o Pe. Fábio de Melo completa dizendo que “A palavra” também seria presença eucarística. Isso é um absurdo.

    Portanto o senhor especificou que se tratava de presença eucarística. Logo, ou fez de propósito, ou o fez por falta de conhecimento teológico (diria até, de conhecimento básico do catecismo).

    Não seria mais fácil vocês reconhecerem o erro que cometeram, ao invés de tentarem justificar desesperadamente o que disseram tentando encaixar nas palavras falsas antes proferidas a verdade que ali não estava?

    Além disso:

    No seu post “Será heresia afirmar que a constituição da Igreja é essencialmente Eucarística?”, o senhor faz uma colcha de retalhos da Exortação Apostólica Sacramentum Caritatis do Papa Bento XVI sem citá-la (como se ninguém tivesse percebido). Imagina isso num doutorado…

    O senhor primeiro diz “a constituição da Igreja é essencialmente Eucarística”.

    Depois, com grifo, a citação do Papa Bento XVI diz “A Eucaristia é constitutiva do ser e do agir da Igreja”. Como se isso confirmasse sua primeira frase.

    O Papa Bento XVI não disse que a “constituição da Igreja é essencialmente Eucarística”.

    Poderia o senhor explicar o que entende por “a constituição da Igreja é essencialmente Eucarística”?

    Santo Cura D’Ars, Rogai por nós!

    Fernando

  6. Padre, o senhor nao vai publicar o comentário que deixei aqui às 14h54?

    Por que será??

    Parece até que o senhor só publica os comentários que não explicitam de maneira precisa e direta as suas contradições, só para dar aparência de que o senhor não errou, de que não falou nada contraditório contra a Fé católica.

    será que valhe a pena brincar a sim com a sua consciência? é óbvio que não.

    Desse jeito o senhor simula o debate todo segundo sua vontade, distorcendo-o para seus fins próprios (que egoísmo!), e não para a maior glória de Deus, não pela Verdade antes de tudo!

    Esperando que o senhor logo se retrate, me despeço.
    AMDG
    Fernando

  7. Fernando,
    Eu na verdade me restringi ao post, e o pessoal da Montfort analisou o vídeo, nesse aspecto eu é que fui apressado, mesmo assim, não custava perguntar o que ele quis dizer com isso, aliás é o que você está fazendo e haja paciência, eu mesmo fico chocado na hora, mas depois eu penso bem e tento analisar com mais calma.
    Acredito que se temos a Santa Inquisição como referência em relação aos procedimentos de se julgar uma heresia, temos que concordar que seria precipitado declarar o Pe. Joãozinho como herege pertinaz mesmo que ele tenha dito isso no vídeo.
    Dê um tempo para que as pessoas se retratem, atualmente a má formação dos sacerdotes é algo latente, visto que muitos deles desconhecem tópicos básicos do catecismo, que dirá então dos pontos mais avançados da filosofia escolástica? Às vezes esse tempo de se retratar pode demorar, não é de um dia para o outro que uma pessoa muda toda sua cosmovisão da existência, eu que o diga, pois fui ateu a maior parte da minha vida, só por graça de Deus me converti há um ano.
    Não estou dizendo que a má formação justifique tal ignorância, mas sendo uma realidade inegável, penso eu que precisamos ter mais paciência, esse é apenas um modo que eu acho mais adequado de fazer as coisas, não digo que a Montfort está errada nesse caso, no entanto, creio que eles tenham uma sede excessiva de apontar erros dos outros, criticam bastante e poucas vezes (sim existem vezes que eles fazem isso) eu os vejo tentarem ajudar as pessoas a se libertarem do erro DE FORMA CARIDOSA e PACIENTE, é só patada e mais patada.
    Essa sede de buscar heresias a todo momento pode fazer com que nos precipitemos ao julgar alguém, o que não quer dizer necessariamente que o Pe. João tenha dito a frase de maneira ortodoxa, é claro que a presença eucarística jamais pode ter um sentido análogo já que o próprio sentido do termo nos obriga a tomar Cristo no sentido substancial.
    Andei vendo os últimos tópicos e o Pe. João citou uma frase da encíclica do Papa Bento XVI dizendo que se comungamos bem, somos o próprio Cristo, e para mim é óbvio que o Papa (não sei se foi o Papa ou Santo Agostinho) disse isso em sentido análogo, senão Adão e Eva seriam deuses e a missa seria a renovação do pecado original, o que é certamente absurdo.
    Mas minha dúvida continua apesar de tudo, gostaria de saber se o Pe. João acredita que o Papa disse tal frase querendo dizer que seríamos Cristo substancialmente e também o que ele quis dizer naquele vídeo dizendo que o irmão é presença eucarística? Isso foi estranho mesmo, mas ainda custo a acreditar que o Pe. João seja panteísta ou defenda um gnosticismo que ache que todos temos uma partícula divina e basta que a Eucarístia desperte isso, ainda aposto que ele tenha falado isso para agradar o Pe. Fabio ou então uma força de expressão indevida, como não posso julgar a consciência alheia, fica difícil saber até aonde vai essa intencionalidade do Pe. João em declarar uma heresia, por isso, que temos que ter cuidado em dizer que X ou Y é herege, a não ser que haja algo muito explícito e recorrente como no caso do Pe. Fabio de Melo, eu mesmo talvez deveria ter mais paciência com esse último, mas confesso que minha paciência esgotou pela postura totalitarista de não querer ouvir os outros que ele tem apresentado e ao mesmo tempo exaltar essa qualidade nos seus programas, essa hipocrisia me assusta realmente, aliás, diga-se de passagem, é uma hipocrisia típica dos relativistas que se dizem tolerantes.
    Por último, eu duvido que as pessoas mais simples conseguem compreender o conceito de transubstanciação de forma filosófica e creio que elas entendem perfeitamente o “ser Cristo” no sentido análogo. Para nós, leigos ou sacerdotes, o importante é imitarmos Cristo, se os teólogos mais moderninhos pensam diferente, eles é que estão viajando na maionese e dependendo do caso até excomungados automaticamente.

  8. Rogério Amaral Silva

    Pessoal, vamos parar de seguir o “evangelho segundo eu mesmo” e seguir o Evangelho segundo a Igreja. Padre Fábio, Padre João parem de seguir as idéias que veem à cabeça e sejam fiéis ao Magistério da Igreja contindo não somente nas Sagradas Escrituras, mas tb no que diz os santos doutores da Igreja e o Sagrado Magistério.

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