Por uma questão de justiça posto mais uma explicação do Bruno, porém ele ainda não aceita os termos de minha postagem de ontem.

Digo e Repito:
Em nenhum momento eu neguei que o Cristão seja chamado a “ser Cristo” ou a “ser um outro Cristo”, enquanto essas expressões signifiquem estar em profunda união com Cristo ou “ser presença de Cristo” no mundo, pela prática das virtudes cristãs, etc… Jamais neguei que Cristo esteja presente no Cristão (através da Graça que conforma-nos com a vontade e o amor divinos)ou ainda que, de forma especial durante a comunhão, o comungante torne-se “um” com Cristo (unidade por comunhão espiritual, por comunicação da Graça). Só neguei que esta “unidade” se dê substancialmente, por identificação, com o cristão literalmente tornando-se “o próprio Cristo”, como que “divinizando-se” – que é o que parece sugerir o trecho: “Se nós os recebemos bem, somos Aquele que recebemos. Assim, nos tornamos não apenas cristãos, mas o próprio Cristo!!!”
Uma coisa é dizer que o cristão torna-se “um” com Cristo mediante uma profunda e inefável união com seu Senhor, sem deixar, contudo, de ser o que é, cristão, criatura. Nada contra isso! Mas outra, bem diversa, é insinuar que, mediante essa comunhão, o cristão já não seja “apenas” cristão, mas o “próprio Cristo”, como que sofrendo uma “transubstanciação” semelhante à que ocorre com o pão e o vinho consagrados…
O motivo de meu comentário foi tão somente esclarecer tal afirmativa ( uma vez que tenha sido isso mesmo que o texto quis dizer), que eu – baseado no que aprendi de Doutrina Católica, e no que jugo ser bom-senso – considero francamente errônea por motivos já expostos neste e em outros comentários…

Panis Angelorum, Miserere Nobis!

Bruno

Está aumentando a lista dos que concordam com a advertência do Bruno sobre o meu Post de ontem, em que afirmei (e repito) que a Igreja é constitutivamente Eucarística. Veja o novo post:

PARABÉNS MARIA CRISTINA, PARABENS BRUNO. AS COISAS PERTINENTES A FÉ DEVEM SER DITAS E DISCUTIDAS COM MUITO CUIDADO E ESCRUPULO. TUDO TEM DE SER MUITO CLARO, MUITO ORTODOXO. ABOMINO ESTAS NOVAS INTERPRETAÇÕES DESTES PADRES “PLAYBOYS” QUE A MIDIA CATÓLICA INFELIZMENTE ANDA DIVULGANDO. EM TEMPO: SOU SÓCIO DA CN. HOJE, MUITOS PADRES COM MESTRADO/DOUTORADO/ LIVROS ESCRITOS ETC E TAL, VEM COM ESTAS CONVERSINHAS, ESTAS ELOCUBRAÇÕES, ESTES MALABARISMOS DIALÉTICOS, INVENTANDO DELÍRIOS SOBRE COISAS TÃO SIMPLES E TÃO CLARAS QUE A IGREJA SEMPRE ENSINOU. TALVEZ FAZEM ISTO ATÉ MESMO PARA SE AFIRMAREM OU POR PURA SOBERBA MESMO. ENQUANTO ISTO MILHÕES DE CATÓLICOS SEMI-ANALFABETOS EM SUA PRÓPRIA FÉ, NA FRENTE DA TV, SEM ENTENDER NADA, SENDO CONFUNDIDOS. “CATÓLICOS” ATOLADOS NO PECADO, LIGAM A TELEVISÃO COMO QUEM ABRE UMA TORNEIRA, E EM VEZ DE ÀGUA PURA, SÓ POEIRA. TALVEZ NÃO DIVULGUEM ESTE COMENTÁRIO. VAMOS VER.

Acabo de receber um comentário recheado de inteligência e moderação. O autor se move na dinâmica proposta por Aristóteles em sua conhecida ÉTICA A NICÔMACO: a temperança. É isso mesmo, vamos refletindo e nos ajudando a crescer na experiência de Deus que certamente passa pela inteligência.

A princípio parece que o pessoal da Montfort está super correto, de fato há de se fazer a distinção da presença de Cristo de forma análoga e unívoca e essa distinção foi muito bem explicada pelo pessoal da Montfort.
Mas talvez nem todos prestaram atenção na pressa como o post do Pe. Joãozinho foi julgado, que apesar das confusões, não especificou se estava falando da presença de Cristo de forma análoga ou unívoca, aliás nem o próprio Cristo especificou isso quando disse que se houvesse dois ou mais reunidos em seu nome, ele estaria presente, se formos ter a pressa que o pessoal da Montfort tem em julgar os outros e aplicarmos isso a Cristo, então Cristo seria um gnóstico ou panteísta, o que seria uma grande blasfêmia.
Não estou dizendo que o que eles da Montfort escreveram está errado, eu mesmo sou um frequentador do site da Montfort e tem muita coisa interessante lá apesar das patadas desnecessárias que o pessoal do site dá em várias cartas, o que não dá é para ficar fazendo juízo precipitado, não custava perguntar para o Pe. Joãozinho se ele estava falando da presença de Cristo de forma análoga ou univoca, não ia doer nada, e mesmo que o padre dissesse que é tudo a mesma coisa ou ele não sabe, também não custaria nada explicar a diferença para ele, talvez isso ajudaria a nos fortalecer na fé em vez de criar divisões que só ofendem a Deus. Será que o Pe. Joãozinho sendo uma pessoa sábia não aceitaria uma correção para o próprio bem e de todos os seus fiéis? Qualquer cristão aceitaria isso, a não ser que seja muito arrogante e orgulhoso, coisa que infelizmente demonstra o Pe. Fabio quando em vez de encarar de frente, que nem faz o Pe. Joãozinho, fica querendo buscar apoio de heresiarcas confessos (frei Betto!!! essa foi o cúmulo!!) para desmerecer a minoria tradicionalista.

Veja o comentário:

Querido irmão Bruno, o senhor disse tudo o que eu gostaria de dizer. Estou muito feliz por saber que temos cristãos convictos e corajosos em defender a verdade de Cristo.
Ontem fiquei seriamente preocupada, pois se todos pensarmos que tornamos Cristo ao “comungar”, não estaremos mais em comunhão com Ele, mas tomando o lugar Dele.
Estou com 50 anos e aprendi no meu catecismo que “aquele anjo” rebelde foi lançado do céu à terra extamente por querer ser igual a Deus.
Teologia pura é inspirada pelo Espírito Santo e traz calma, serenidade e confiança ao nosso coração.
Fora disso é especulação e traz divisões.
Que o Nosso Senhor Jesus esteja sempre com o senhor.
Cristina

Pensei que já havia escutado todas, mas alguém postou uma frase que reproduzo aqui por demonstrar sem-vergonha nem escrúpulos a que ponto chega a miopia de um fundamentalista:

“O Senhor não terá mais tempo de salvar almas e nem salvar a sua alma…”

Hoje dei normalemente minhas aulas de Ano Litúrgico e rumei para o aerporto de Guarulhos. Hoje farei parte da banca de doutorado do Pe. Adalberto Vanzella, que defende tese sobre a Campanha da Fraternidade, na PUC do Rio de Janeiro. Atrasei para sair e quando cheguei o voo estava fechado. Encontrei um “anjo” a atendente da GOL me tratou com eficiência e estrema cordialidade. Ainda se deu ao trabalho de me levar até o portão de embarque. Salvo por minutos. Estamos partindo…