Recebi interessante comentário do Rodrigo:

Por que precisamos de Teologia da Libertação para lembrar do nosso compromisso com os mais pobres? Já não basta o exemplo de Jesus Cristo e de vários santos?
Eu particularmente nunca vi uma TL sem influência do marxismo, o próprio Gustavo Gutierrez diz que é impossível compreender a história sem a luta de classes.
Para mim a TL de influência marxista é um câncer e como todo câncer tem que ser eliminado para não se espalhar, assim como toda heresia, mas essa é muito grave, é fruto de uma perturbação do espírito humano, como não ser tentado a sentir ódio do irmão mais rico se a história deve ser compreendida através da exploração dos pobres pelos opressores poderosos? Perdoe-me mas não foi isso que Cristo nos ensinou.

De fato, Rodrigo, esta era a posição de Gustavo Gutiérrez até o final da década de 1970. Porém na década de 1980 ele fez uma interessante releitura e reescreveu todo um capítulo do seu clássico TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO. Em 1971 aparecia um capítulo com o título FÉ CRISTÃ E LUTA DE CLASSES. Na edição de 1989 este capítulo, reescrito, aparece sob o título FÉ CRISTÃ E CONFLITO SOCIAL. A lógica dialética da analise marxista foi retirada, pois realmente não precisamos mais do que o Evangelho para fazer a opção preferencial pelos pobres. Concorda?

2 Comentários

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  2. Como o próprio Papa disse aqui em Aparecida em 2007:

    A opção preferencial pelos pobres é uma das peculiaridades que marcam a fisionomia da Igreja latino americana e caribenha.” (DA, n. 391).

    “A opção pelos pobres está implícita na fé cristológica naquele Deus que se fez pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” (DA n. 392)

  3. Simone Teixeira

    Pe. Joãozinho, mais uma vez tenho que lhe agradecer por sua intervenção. Não precisamos de nenhuma teoria marxista para fazermos o que Cristo já nos tinha dito. Maria no Magnificat também disse que “Deus derruba os poderosos de seus tronos e eleva os humildes”. Isso não é defender a luta de classes, mas viver a opção preferencial pelos pobres, certamente. Os soberbos não dão espaço para Deus porque se julgam auto-suficientes… Mesmo os pobres, quando cheios de si ou de ódio pelos mais ricos, podem perder sua capacidade de amar e a simplicidade de coração! Não é uma questão somente social, mas depende da postura em relação aos outros e à própria vida!
    Quem se apega ao que tem, mesmo que tenha pouco, se torna escravo e quem sabe colocar seus bens a serviço de todos, faz a vontade de Deus.
    Grande abraço,

    Simone.

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