NOTÍCIA QUENTE:

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 21 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- Expoentes cristãos das diferentes confissões publicaram um documento no qual superam a dialética que no passado opunha o anúncio do Evangelho (a missão) ao diálogo ecumênico.

Trata-se dos materiais redigidos pelo Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos e pela Comissão Fé e Constituição, do Conselho Mundial de Igrejas, por ocasião da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos e para todo o ano de 2010.

O documento, recém-publicado, está dedicado ao tema “missão e unidade”, inspirando-se na frase do Evangelho de São Lucas (24, 48): “Vós sois testemunhas disso”.

Como explica a Introdução, “nem todos associam a proposta missionária e a preocupação da unidade dos cristãos”.

De fato, em algumas regiões do planeta, um dos problemas mais sérios que o diálogo ecumênico sofreu nas últimas décadas deveu-se precisamente à chegada de missionários de diferentes confissões cristãs, vistos em ocasiões como uma “concorrência”.

O documento, no entanto, pergunta: “Não estão unidos o compromisso missionário da Igreja e seu compromisso ecumênico?”.

“Pelo nosso batismo, já formamos um único corpo e estamos chamados a viver em comunhão. Deus nos fez irmãos e irmãs em Jesus Cristo. Não é este o testemunho fundamental que devemos apresentar?”, continua interrogando o texto.

“Sem negar as rivalidades entre missionários enviados por diferentes igrejas”, o documento reconhece que “os que estiveram na avançada da missão foram talvez os primeiros a tomar consciência da tragédia que representava a divisão dos cristãos”.

Por este motivo, o documento reconhece que frequentemente os missionários no passado foram autênticos mestres de ecumenismo.

“Se na Europa eram habituais as separações eclesiais, o escândalo da desunião aparecia de maneira óbvia aos missionários encarregados de anunciar o Evangelho em populações que não conheciam nada de Cristo”, esclarece.

“Certas rupturas eclesiais que tinham indicado a história do cristianismo não estavam sem fundamento teológico – reconhece. Mas também se caracterizavam pelo contexto (histórico, político, intelectual) que as haviam feito nascer. Portanto, podia permitir-se exportar estas divisões aos povos que desconhecem Cristo?”

“No frescor dos começos, as novas igrejas locais não podiam ser tachadas pela defasagem entre a mensagem de amor que queriam viver e a separação efetiva dos discípulos de Cristo. Como fazer compreender a reconciliação oferecida em Jesus Cristo se os próprios batizados podiam ignorar-se ou combater-se?”, perguntam-se os redatores do documento.

“Como os grupos cristãos que vivem na hostilidade mútua podem – de forma confiável – pregar um só Senhor, uma só fé, um só batismo?”, insiste.

Portanto, a melhor maneira de promover a unidade dos cristãos, conclui o texto, consiste em anunciar Cristo.

“O Evangelho não é um luxo em nossa humanidade ferida pelas divisões; o Evangelho não pode ser anunciado por vozes discordantes”, afirma o documento.

Nesta ocasião, os promotores da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, da Comissão Fé e Constituição do Conselho Ecumênico das Igrejas e do Conselho Pontifício para a Promoção da Unidade dos Cristãos confiaram a preparação destes textos a expoentes das igrejas cristãs da Escócia.

A decisão pretende recordar o centenário da Conferência Missionária de Edimburgo, em 1910, que no verão deste ano reuniu os delegados oficiais das sociedades missionárias protestantes e do anglicanismo, às quais se uniu um convidado ortodoxo.

Em junho de 2010, celebrar-se-á em Edimburgo o centenário da Conferência Missionária (www.edinburgh2010.org), como ocasião para intercambiar práticas missionárias entre os membros de diversas tradições eclesiais.

O projeto inicial do documento foi preparado por um grupo ecumênico da Escócia constituído pela associação Action of Churches Together en Scotland (ACTS), a partir do convite da Conferência dos Bispos católicos.

27 Comentários

  1. Joel Xavier

    “‘Um dos comentaristas deste BLOG se deu ao cuidado de transcrever minhas palavras na TV e faz uma pergunta invertida:
    —PERA AÍ, EU FALEI, VOCÊ ESTÁ BEBENDO… ESTÁ BEBENDO VINHO MATERIALMENTE. SUBSTANCIALMENTE VOCÊ ESTÁ SE ALIMENTANDO DO SANGUE DE CRISTO. SANGUE NA BÍBLIA SIGNIFICA VIDA. (…) A PESSOA CONFUNDIU TRANSUBSTANCIAÇÃO COM TRANSMATERIALIZAÇÃO. Tanto que, lá naquele milagre eucarístico de Lanciano, na Itália, no norte da Itália, o corpo e o sangue de Cristo viraram carne e sangue. É um milagre eucarístico, está até hoje preservado lá. Só que a Igreja não preserva mais no sacrário, e ninguém poderia comungar aquilo. A Igreja tem consciência de que aquilo não é mais Eucaristia. Opa! Não é Eucaristia, por quê? Porque não é mais pão e vinho. Agora é carne e sangue. Nós não somos antropófagos. A EUCARISTIA NÃO É ANTROPOFAGIA. NÃO É COMER CARNE E BEBER SANGUE.”. (Pe. Joãozinho. Os destaques são da Montfort).

    Analisemos esse texto com seu contexto.
    Para Padre Joãozinho, ao se beber o que há no cálice após a consagração, se tomaria a matéria do vinho, pois ele diz, em seu texto:” —PERA AÍ, EU FALEI, VOCÊ ESTÁ BEBENDO… ESTÁ BEBENDO VINHO MATERIALMENTE”.

    Se após a consagração, no Cálice, materialmente se está bebendo vinho, Padre Joãozinho negou que, com a Consagração, tenha-se dado a transubstanciação.
    Pela transubstanciação, toda a substância do vinho se torna a substância do Sangue de Cristo. A substância de um ser corpóreo inclui sua matéria e sua forma substancial. Se a matéria do vinho continua a existir no cálice, após a transubstanciação, então não existiria no Cálice o Sangue de Cristo. Padre Joãozinho negou a transubstanciação. E isso é heresia clara.

    Se uma pessoa ignorante dissesse isso, a heresia seria apenas material, mas não formal.
    Mas acontece que Padre Joãozinho é Doutor em Teologia. Portanto, não pode alegar ignorância. (Embora ele se manifeste completamente ignorante em Teologia e em Filosofia).

    Ele poderia salvar-se ainda, se voltasse atrás, repelindo o erro que afirmara. Porém, advertido, ele insiste na defesa da sua heresia. E essa insistência o levará a ser, CASO NÃO VOLTE ATRÁS, herege contumaz.”

    Orlando Fedeli – “Serpenteando entre texto e contexto”
    MONTFORT Associação Cultural
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=texto_contexto&lang=bra
    Online, 21/08/2009 às 18:23h

  2. Pingback: RCC Brasil

  3. Padre Joãozinho, é preciso ser eucumênico, mas misturar Igreja Catolica com Candomblé, Orixás, Pai de Santo, mulheres incensando o altar antes da celebração como vimos no 12º intereclesial em Rondonia é um abuso , e no final da carta o bispo de Rondonia sauda o povo de Deus assim : Amém, Axé, Auere, aleluia! Tá como o diabo gosta… Os padres da Canção Nova dizem que Axé se usa nos terreiroa de Umbanda e que isso é coisa do encardido, e agora alguns padres dizem que tudo pode… Eu particularmente prefiro pegar um purgatório por ter algum preconceito e não misturar alhos e bugalhos, a ir ao inferno e lá encontrar muitos padres que misturaram Deus com diabo. Abraços

  4. Concordo com a Lucia, o ecumenismo não é bagunça, não é “vale tudo”.

  5. A questão do ecumenismo precisa ser muito bem revista.Pois não se pode servir à dois senhores. Por que? Porque amará um e odiará o outro. Então a questão ecumênica da forma como é vista hoje em dia que se mistura DEUS com diabo, catolicismo e candomblé e errônea. Como disse a Maite e a Lucia: o ecumenismo não é bagunça, não é “vale tudo”. Essa questão precisa ser muito bem revista e com cautela.

  6. Joel Xavier

    E AGORA? COMO FICA O ECUMENISMO? E COMO FICA O CONCÍLIO VATICANO II?

    Alguns sites modernistas, assim como alguns “teólogos” da Libertação, estão acusando Bento XVI de enterrar o Concílio Vaticano II. Outros julgam que isso é um exagero. Que se esta fazendo o enterro antes do óbito do enfermo, que está muito mal das pernas, mas que ainda não as esticou, após o suspiro final.

    Nessa agonia, e em meio à disputa se o Vaticano II vai ou não ser enterrado por Bento XVI, o Papa fez um novo discurso bem importante, no qual abalou – ou derrubou? – duas colunas fundamentais do ecumenismo deste Concílio.

    Foi Quarta-Feira passada, na pregação semanal ministrada pelo Papa em sua Audiência Geral, que ele tratou de São Justino e das famosas “sementes do Verbo”.

    No Concílio Vaticano II, as “sementes do Verbo”, atribuídas a São Justino, serviram para fundamentar o ecumenismo, pois se disse que nas religiões pagãs havia sim as famosas “sementes do Verbo”. Dessas sementes nasceram tempestades… ecumênicas.

    Seriam elas sementes do Verbo ou do joio semeadas pelo inimigo furtivamente à noite, em meio ao trigal da verdade católica?

    Os teólogos e Bispos modernistas juravam e garantiam: “Foi São Justino que disse isso. É patrístico! De primeira fonte! É da Tradição! São Justino é Padre da Igreja!”

    Isso gerou polêmicas teológicas das quais participou, a seu tempo, o Cardeal Ratzinger.

    Com efeito, no Capítulo II do decreto Ad Gentes — documento do Concílio Vaticano II —, se lê:

    Art. 1

    O TESTEMUNHO CRISTÃO — Testemunho de vida e diálogo

    11. A Igreja tem de estar presente a estes agrupamentos humanos por meio dos seus filhos que entre eles vivem ou a. eles são enviados. Com efeito, todos os fiéis cristãos, onde quer que vivam, têm obrigação de manifestar, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, o homem novo de que se revestiram pelo Batismo, e a virtude do Espírito Santo por quem na Confirmação foram robustecidos, de tal modo que os demais homens, ao verem as suas boas obras, glorifiquem o Pai (1) e compreendam, mais plenamente o sentido genuíno da vida humana e o vínculo universal da comunidade humana.

    Para poderem dar frutuosamente este testemunho de Cristo, unam-se a esses homens com estima e caridade, considerem-se a si mesmos como membros dos agrupamentos humanos em que vivem, e participem na vida cultural e social através dos vários intercâmbios e problemas da vida humana; familiarizem-se com as suas tradições nacionais e religiosas; façam assomar à luz, com alegria e respeito, as sementes do Verbo nelas adormecidas; (Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes, 11. Os destaques são nossos).

    O Concílio Vaticano II diz com todas as letras – tidas por alguns como infalíveis – que nas tradições nacionais e religiosas dos pagãos há sementes do Verbo adormecidas.

    Está lá. Tudo bem escritinho:

    “familiarizem-se com as suas tradições nacionais e religiosas; façam assomar à luz, com alegria e respeito, as sementes do Verbo nelas adormecidas”; (Concílio Vaticano II, Decreto Ad Gentes, 11. Os destaques são nossos).

    Portanto, conforme o Vaticano II, haveria “sementes do Verbo” até nas religiões falsas. Foi nisso que os Cardeais Bea, Kasper, Arns e quejandos fundamentaram os seus atos ecumênicos.

    Agora, Bento XVI lhes prega uma surpresa. Pois, nesse discurso sobre São Justino, Bento XVI afirma, também com todas as letras, que nas religiões pagãs não havia sementes do Verbo. Bento XVI garante-nos que São Justino nunca disse isso.

    Pelo contrário, São Justino disse que sementes do Verbo existiam na filosofia grega, nunca nas religiões pagãs, que seriam diabólicas. Nas religiões pagãs, existiriam os frutos resultantes das sementes do diabo.

    Não me acreditam que Bento XVI disse isso? Disse isso, e disse muito mais.

    Eis a prova do isso. (O muito mais fica para depois):

    “Com efeito, com a religião pagã, os primeiros cristãos recusaram absolutamente qualquer compromisso. Eles consideravam que ela era uma idolatria, com o risco de serem acusados de «impiedade» e de «ateísmo». Justino, em particular, notadamente em sua primeira Apologia, conduziu uma crítica implacável com relação à religião pagã e a seus mitos, que ele considerava como «caminhos falsos» diabólicos no caminho da verdade” (Bento XVI, Discurso sobre São Justino na Audiência Geral, Roma, Quarta Feira, 21 de Março de 2007. Destaques nossos).

    Disse ainda Bento XVI:

    “Justino, e com ele os outros apologistas, marcaram a tomada de posição nítida da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser, contra o mito do costume”. (Bento XVI, Discurso sobre São Justino, na Audiência Geral, Roma, Quarta Feira, 21 de Março de 2007. Destaques nossos).

    Bento XVI contradiz o Concílio Vaticano II!

    Com que Magistério ficar? Com o Magistério “vivo” de Bento XVI, ou com o magistério “escrito” do Vaticano II?

    Afinal, as famosas “sementes do verbo” estavam nas religiões diabólicas pagãs, com as quais os cristãos nada queriam ter em comum, ou na Filosofia grega?

    Bento XVI nos garante que, segundo São Justino, as sementes do Verbo estavam na Filosofia grega, nunca na religião diabólica dos pagãos. Bento XVI garante-nos nesse discurso que os Padres da Igreja não eram ecumênicos.

    Eles eram apologistas que faziam duas coisas muito anti ecumênicas:

    10 – Defendiam a Fé contra as “pesadas acusações dos pagãos e dos judeus”

    “O termo « apologista » designa os antigos escritores cristãos que se propunham defender a nova religião contra as pesadas acusações dos pagãos e dos judeus” ((Bento XVI, Discurso sobre São Justino na Audiência Geral, Roma, Quarta Feira, 21 de Março de 2007.).

    20 – Difundiam a Fé. Eram missionários. Duas coisas que um ecumênico jamais faz e que detesta que se faça. Aliás, aplicando isso à Internet, o site Montfort procura fazer, na medida de suas poucas forças, exatamente isso: defender a Fé e difundir a Fé. É um site apologista. Por isso é um site anti ecumênico e contra o Concílio Vaticano II.

    Como fica então o Magistério “infalível” do Vaticano II?

    Vai ver que tinham razão os que diziam que um concílio meramente pastoral nada tinha de infalível. Aliás, como afirmou também o Cardeal Ratzinger: o Vaticano II nada proclamou dogmaticamente. Nada ensinou infalivelmente.

    Portanto, ensinou falivelmente. E o que é falível, alguma vez, pelo menos, pode errar. Bento XVI afirma que o Vaticano II errou ao dizer que havia sementes do Verbo nas diabólicas religiões pagãs.

    E agora, José?

    Lá ficou, balançando, — balançando só? — a primeira coluna do ecumenismo.

    Vamos agora ao “muito mais” que ensinou Bento XVI, nesse discurso sobre São Justino.

    Disse Bento XVI:

    “Justino, e com ele os outros apologistas, marcaram a tomada de posição nítida da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser, contra o mito do costume. Algumas décadas depois de Justino, Tertuliano definiu a mesma escolha dos cristãos com a sentença lapidar e sempre valida: «Dominus noster Christus veritatem se, non consuetudinem, cognominavit — Cristo afirmou ser a verdade, não o costume» (De virgin. vle. 1, 1). Notar-se-á a este propósito que o termo consuetudo, aqui empregado por Tertuliano com referência à religião pagã, pode ser traduzido nas línguas modernas pelas expressões «hábito cultural», « moda do tempo».

    “Numa época como a nossa, marcada pelo relativismo no debate sobre os valores e sobre a religião – tanto como no diálogo inter-religioso –, trata-se de uma lição, essa aí, para não esquecer” (Bento XVI, Discurso sobre São Justino, na Audiência Geral, Roma, Quarta Feira, 21 de Março de 2007. Destaques nossos).

    Qual a lição de São Justino que hoje não se deve esquecer? Que se deve seguir a verdade e não a moda.

    E qual a moda hoje? A moda é o relativismo.

    E onde reina, hoje, o relativismo? No debate sobre os valores e sobre a religião, e – vejam a surpresa: “no diálogo inter-religioso”.

    Ora, hoje, o diálogo inter-religioso reina por causa do Magistério falível do Concílio Vaticano II.

    Foi Bento XVI quem disse isso. Não fui eu. Eu estou apenas constatando o que ele disse. E constatando com alegria esse magistério bem vivo do Papa.

    E agora, José?

    Nesse pequeno discurso sobre São Justino, que reproduzimos na íntegra logo abaixo, para documentar que nada inventamos, Bento XVI abalou duas colunas do ecumenismo:

    1) É falso o que disse o Concílio Vaticano II no decreto Ad gentes que havia “sementes do Verbo “ nas religiões pagãs;

    2) O diálogo inter-religioso posto em moda pelo Vaticano II é relativismo.

    Com isso, o ecumenismo e o Vaticano II que estavam mal, pioraram ainda mais.

    Será que os sites modernistas — (Golias e Aprile on line) – têm razão? Será que Bento XVI quer enterrar o Vaticano II?

    Deus os ouça. Que Bento XVI o queira. E que o faça.

    São Paulo, 22 de Março de 2005.

    Orlando Fedeli

    Audiência Geral : São Justino

    Texto integral da catequese do Papa Bento XVI

    ROMA, Quarta Feira, 21 de Março de 2007

    Queridos irmãos e irmãs,

    No curso destas catequeses, Nós refletimos a respeito das grandes figuras da Igreja nascente.. Hoje, falaremos de São Justino, filósofo e mártir, o mais importante dos Padres apologistas du século II. O termo « apologista » designa os antigos escritores cristãos que se propunham defender a nova religião contra as pesadas acusações dos pagãos e dos judeus, e de difundir a doutrina cristã em termo adaptados à cultura de sua época. Assim, entre os apologistas está presente uma dupla preocupação: aquela, mais propriamente apologética, de defender o Cristianismo nascente (apologhía em grego significa precisamente «defesa »), e aquela que propõe, uma solicitude « missionária» de expor os conteúdos da fé através de uma linguagem e categorias de pensamento compreensíveis por seus contemporâneos.

    Justino nascera por volta do ano 100 perto da antiga Sichem, na Samaria, na Terra Santa; ele procurou longamente a verdade, peregrinando por diversas escolas da tradição filosófica grega. Finalmente – como ele mesmo conta nos primeiros capítulos de seu Dialogo com Tryphon – um misterioso personagem, um velho que encontrou numa praia, à beira mar, provocou inicialmente nele uma crise, demonstrando-lhe a incapacidade do homem para satisfazer por meio de suas próprias forças a aspiração ao divino. Depois, ele lhe indicou nos antigos profetas as pessoas para as quais se voltar para encontrar o caminho de Deus e a « verdadeira filosofia».Deixando-o, o ancião o exortou à oração, afim de que lhe fossem abertas as portas da luz. O relato reflete o episódio crucial da vida de Justino : no termo de um longo itinerário filosófico de busca da verdade, ele chegou à Fé cristã. Ele fundou uma escola em Roma, onde ele ensinava gratuitamente os alunos a nova religião, considerada como a verdadeira filosofia. Nesta, com efeito, ele tinha encontrado a verdade e, portanto, a arte de viver de modo reto. Ele foi denunciado por essa razão e foi decapitado por volta de 165, sob o reino de Marco Aurélio, lo Imperador filósofo ao qual o próprio Justino tinha endereçado uma de suas Apologias.

    Estas duas obras – as duas Apologias e o Diálogo com o Judeu Tryphon – são as únicas que nos restam dele. Nessas obras, Justino pretende ilustrar antes de tudo o projeto divino da criação e da salvação que realizam em Jesus Cristo, o Logos, isto é, o Verbo eterno, a razão eterna, a razão criadora. Cada homem, enquanto criatura racional, participa do Logos, porta em si o «germe» do Logos e pode acolher as luzes da verdade. Assim, o mesmo Logos, que se revelou como numa figura profética aos judeus na Lei antiga, manifestou-se parcialmente, como em « germes de verdade », igualmente na filosofia grega. Presentemente, conclui Justino, sendo dado que o Cristianismo é a manifestação histórica e pessoal do Logos em sua totalidade, disso decorre que « tudo o que foi expresso de belo por quem quer que seja, pertence anos, cristãos» (2 Apol. 13, 4). Desse modo, Justino, ao mesmo tempo que contesta as contradições da filosofia grega, orienta de maneira decidida para o Logos toda a verdade filosófica, justificando de um ponto de vista racional a « pretensão » de verdade e de universalidade da religião cristã. Se o Antigo Testamento tende a Cristo como a figura orienta para a realidade significada, a filosofia grega visa ela também a Cristo e ao Evangelho, como a parte tende a se unir ao todo. E ele diz que essas duas realidades, o Antigo Testamento e a filosofia grega, são como as duas vias que conduzem a Cristo, ao Logos. Eis aí porque a filosofia grega não pode se opor à verdade evangélica, e os cristãos podem dela se apoderar dela com confiança, como de um bem próprio. É por isso que meu venerado predecessor, o Papa João-Paulo II, definiu Justino como «pioneiro de um encontro frutuoso com o pensamento filosófico, mesmo que marcado por um prudente discernimento », porque Justino, «mesmo conservando após a sua conversão, uma grande estima pela filosofia grega, […] afirmava com força e clareza que ele tinha encontrado no Cristianismo “a única filosofia segura e proveitosa” (Dialogue, 8, 1) » (Fides et ratio, n. 38).

    No conjunto, a figura e la obra de Justino marcam a escolha decidida da Igreja antiga pela filosofia, pela razão, mais do que pela religião dos pagãos. Com efeito, com a religião pagã, os primeiros cristãos recusaram absolutamente qualquer compromisso. Eles consideravam que ela era uma idolatria, com o risco de serem acusados de «impiedade» e de «ateísmo». Justino, em particular, notadamente em sua primeira Apologia, conduziu uma crítica implacável com relação à religião pagã e a seus mitos, que ele considerava como «caminhos falsos» diabólicos no caminho da verdade. A filosofia representa, pelo contrário, o domínio privilegiado do encontro entre paganismo, judaísmo e cristianismo precisamente no plano da crítica contra a religião pagã e seus falsos mitos. «Nossa filosofia… »: é assim, do modo mais explícito, que um outro apologista contemporâneo de Justino, o Bispo Melitão de Sardes acabou por definir a nova religião (ap. Hist. Eccl. 4, 26, 7).

    De fato, a religião pagã não percorria os caminhos do Logos mas se obstinava nas vias do mito, mesmo se este era reconhecido pela filosofia grega como privado de consistência na verdade. È por essa razão que o crepúsculo da religião pagã era inelutável: el decorria como uma conseqüência lógica da separação da religião – reduzida a um conjunto artificial de cerimônias, de convenções e de costumes – da verdade do ser. Justino, e com ele os outros apologistas, marcaram a tomada de posição nítida da fé cristã pelo Deus dos filósofos contra os falsos deuses da religião pagã. Era a escolha pela verdade do ser, contra o mito do costume. Algumas décadas depois de Justino, Tertuliano definiu a mesma escolha dos cristãos com a sentença lapidar e sempre valida: « Dominus noster Christus veritatem se, non consuetudinem, cognominavit — Cristo afirmou ser a verdade, não o costume » (De virgin. vle. 1, 1). Notar-se-á a este propósito que o termo consuetudo, aqui empregado por Tertuliano com referência à religião pagã, pode ser traduzido nas línguas modernas pelas expressões «hábito cultural», « moda do tempo».

    Numa época como a nossa, marcada pelo relativismo no debate sobre os valores e sobre a religião – tanto como no diálogo inter-religioso –, trata-se de uma lição, essa aí, para não esquecer. Com esse objetivo, eu vos proponho de novo—e eu concluo assim – as últimas palavras do misterioso ancião encontrado pelo filósofo Justino à beira mar: «Reze, antes de tudo, para que as portas da luz te estejam abertas, porque ninguém pode ver e compreender, se Deus e seu Cristo não lhe concedem compreender » (Dial. 7, 3).

    © Copyright do texto original em italiano: Livrarias Editoras Vaticanas

    Tradução de Orlando Fedeli

    Orlando Fedeli – “E agora? Como fica o Ecumenismo? E como fica o Concílio Vaticano II”
    MONTFORT Associação Cultural
    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=sementes_ecumenismo&lang=bra
    Online, 21/08/2009 às 21:11h

  7. Ecumenismo não é sincretismo! Vale a pena ler o documento antes de começar fazer ponderações.
    Ótimo final de semana a todos.

  8. junior brito

    Padre pensei que não postaria mais aqui ,mais diante de um absurdo que o senhor teve a ousadia de colocar no seu blog, que coragem Pe,o senhor começa a carimbar seu atestado de incompetencia doutrinal, diante disso o que posso falar, cuidado padre para não perder sua credibilidade já capenga, perante até seus fiéis defensores, olha pessoal! o padre mostrando suas garras protestanizadas e relativizadas pelo seu blog

    SÓ UMA COISA, COMO UMA PESSOA CATÓLICA PARTICIPA DE UM MAGISTÉRIO DA IGREJA, PREGA UM ABSURDO DE EQUIPARAR A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA A QUAL O CRISTO TODO PODEROSO FUNDOU DEU AS CHAVES DO REINO DO CÉUS E DISSE QUE ESSA IGREJA SERIA COLUNA E FIRMAMENTO DA VERDADE, QUE TEM O PODER DE LIGAR E DESLIGA
    E QUE AS PORTAS DO INFERNO NÃO PREVBALECERIAM SOBRE ELA A SEITAS FUNDADAS POR HOMENS.

    ENQUANTO O PAPA FALA QUE O PAPEL DO ECUMENISMO É A CONVERSÃO DOS HEREGES AFASTADOS, PADRE JOÃO PROCLAMA O IGUALITÁRISMO DA ÚNICA IGREJA DE DEUS COM ESSE MONTE DE SEITAS COMO SE ESTIVESSE NO MESMO PATAMAR.

    declaração Dominus Iesus, feita em 5 de setembro de 2000, na sala de imprensa da Santa Sé, pelo então Cardeal Ratzinger. Este pontuou as bases da “teologia do pluralismo religioso”:

    – A convicção da errância e falibilidade completa da verdade divina
    – A atitude relativista com relação à Verdade, em virtude de que aquilo que é Verdade para uns não seria Verdade para outros.
    – A contraposição radical entre a mentalidade lógica ocidental e a mentalidade simbólica oriental
    – O subjetivismo exasperado de quem considera a razão como única fonte de conhecimento
    – O esvaziamento metafísico do mistério da Encarnação
    – O ecleticismo de quem, na busca teológica, assume categorias variadas de outros sistemas filosóficos e religiosos, sem preocupar-se com a sua coerência interna nem com a sua incompatibilidade com a fé cristã
    – A tendência, enfim, a interpretar textos da Escritura fora da Tradição e do Magistério da Igreja.

    Além disso, a apresentação diz:

    “Sobre a bases de tais concepções, o julgar que exista uma verdade universal, vinculante e válida na mesma história, que se cumpre na figura de Jesus Cristo e é transmitida pela fé da Igreja, se considera uma espécia de fundamentalismo que atentaria contra o espírito moderno e constituiria uma ameça à tolerância e à liberdade. O mesmo conceito de diálogo assume um significado radicalmente diferente do que se concebeu no Concílio Vaticano II. O diálogo, ou melhor, a ideologia do diálogo, substitui a missão e a urgência do chamado à conversão: o diálogo já não é caminho para descobrir a Verdade, o processo mediante o qual o outro descobre a profundidade escondida do que havia experimentado em sua vivência religiosa, mas que aguarda cumprir-se e purificar-se no encontro com a Revelação definitiva e completa de Deus em Jesus Cristo; nas novas concepções ideológicas, que estão penetradas, desgraçadamente, também no mundo católico e em determinados ambientes teológicos e culturais, o diálogo é transformado na essência do “dogma” relativista e o contrário da “conversão” e da “missão”. Para o pensamento relativista, diálogo significa colocar no mesmo plano a própria posição ou a própria fé e as convicções dos demais, de forma que tudo se reduz a um intercambio de posições basicamente paritárias e por onde relativas entre si, com o superior objetivo de alcançar o máximo de colaboração e integração entre as diferentes concepções religiosas.

    (…)

    Na realidade, a crítica à pretensão de absolutez e definitividade da Relevação de Jesus Cristo que a fé cristã reivindica se acompanha com um falso conceito de tolerância. O princípio de tolerância, como expressão do respeito à liberdade de consciência, pensamento e religião, defendido e fomentado pelo Concílio Vaticano II e proposto uma vez mais pela mesma Declaração, constitui uma posição ética fundamental, presente na essência do Credo cristão, já que toma em sério a liberdade da decisão da fé. Mas este principio de tolerância e respeito da liberdade se encontra hoje em dia manipulado e superado de forma indevida quando se estende à valorização dos conteúdos, como se todos os conteúdos das diferentes religiões, e incluindo as concepções irreligiosas da vida, pudessem situar-se num mesmo plano e não existisse uma Verdade objetiva e universal, já que Deus, o Absoluto, se revelaria sob inúmeros homens, mas que todos seriam verdadeiros. Esta falsa idéia de tolerância esta vinculada a perda e renúncia da questão acerca da Verdade, que de fato muitos percebem hoje em dia como questão irrelevante ou secundária. Desta maneira, se destaca a debilidade intelectual da cultura atual: ao refulgir por sua essência a pergunta a respeito da Verdade, a essência da religião não se diferencia já da sua “não-essência”, a fé não se distingue da superstição nem da experiência da ilusão. Finalmente, sem uma séria pretensão de Verdade, incluindo o apreço das demais religiões se torna absurdo e contraditório, já que não se possui o critério para comprovar o que é positivo em uma religião, distinguindo-o do que é negativo ou fruto da superstição e do engano.”

    MAIS UMA VEZ PADRE QUEM ESTÁ CONTRA O PAPA?

  9. Michelli Brainer

    Irmãzinhas…. ecumenismo é CRISTÃO…..
    Bem diferente de sincretismo q é essa salada…

  10. Joel Xavier, em resposta ao seu primeiro comentário aqui: o escritor ou falante é soberano na escolha do sentido para as suas palavras. Se vocês querem realmente lê-lo, vocês tem que deixar ele usar a palavra “matéria” do jeito que ele quiser. Quem conduz essa “dança” é o escritor ou falante, não o leitor ou ouvinte. Se você é realmente leitor, você procura descobrir o sentido das palavras do autor, não fica pondo os sentidos que você dá (apoiado na autoridade de quem for) às palavras que o autor usa, e concluindo depois disso se ele é culpado ou inocente!

  11. Domingos de Oliveira

    Mas que documento ridículo!
    Uma verdadeira traição ao Magistério do Papa.
    Padre João,o senhor concorda com esse documento absurdo?
    Bento XVI é muito paciente,hein!?
    Se fosse Pio X,teria dissolvido essa Conselho Pontifíco e excomungado seus membros.

  12. Joel Xavier

    Jether,

    Parabéns!!

    Você acaba de defender o mais nojento e duro relativismo, acaba de enterrar as palavras de Nosso Senhor que afirmou: “Céus e terra passarão mas minhas palavras não passarão”.

    Meu caro, a verdade é objetiva! Os conceitos da Metafísica que foram empregados são muito bem definidos. Esses conceitos não estão à disposição de quem quer alterá-los ao bel prazer.

    Só por ter feito essa afirmação sou capaz de apostar que você é membro da sentimental Renovação Carismática…

  13. Michelli Brainer

    Ecumenismo é cristão?
    Podes citar algum documento da Igreja anterior ao CVII que trate sobre o tema ecumenismo, incentivando o clero e os fieis a praticá-lo?

    Podes citar UMA passagem do evangelho que mostre um Cristo ecumênico?
    que ouve seus adversários sem condená-los e sem pregar a Verdade da maneira mais incisiva possivel?

    Podes citar algum de nossos santos, nos seus escritos, fazendo alguma referencia a tal p´ratica desastrosa?

    Podes realmente fazer uma apologia do ecumenismo, apelando a argumentos que toquem a razão dos opositores de tal movimento, dando razão daquilo que os moderninhos e progressistas acreditam? Sim, pq acreditar em algo sem dar motivos para isso, seria acreditar em “fabulas e genealogias”

    O que leva a ultima questão:

    As consequencias sao a prova de fogo de sua causa…

    Podes mostrar, baseado nos ultimos 40 anos que o ecumenismo é algo benéfico para a Igreja?

  14. Joel, a Montfort deveria procurar descobrir o sentido das palavras de quem ela “critica”, não ficar pondo os sentidos que ela dá às palavras que o “criticado” usa, e concluindo depois disso se ele é culpado ou inocente!

  15. Fernando Firmino

    Pe Joãozinho,

    O Título do Post fala sozinho “Documento intercristão constata que missão e ecumenismo não se opõem”. Seria pedir muito que uma comissão ecumênica emitisse parecer diverso. Como dito é “intercristão”; não é católico.

    Pergunto-me, sozinho diante de meu computador: “Padre Joãozinho realmente concorda com este documento?”

    O evangelho é claríssimo, mas como convém ao fiél, prefiro buscar no magistério a sua interpretação. Diferentemente da realidade produzida pelas seitas protestantes de todo gênero, conforme afirma o próprio texto acima:

    “O Evangelho não é um luxo em nossa humanidade ferida pelas divisões; o Evangelho não pode ser anunciado por vozes discordantes”.

    Pois bem!

    As discordâncias cessariam com a unidade. E somente a Igreja Católica é Una.

    Neste sentido como dialogar com os demais cristãos e mesmo povos de outras religiões (as orientais) por exemplo e não anunciar Evangelho? Como cumprir a ordem de Nosso Senhor:

    ” Todo o poder Me foi no céu e na terra. Ide, pois, fazer discípulos de todas as nações, baptizai-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinai-lhes a cumprir tudo quanto vos mandei. E Eu estou sempre convosco, até ao fim dos tempos.” (Mt 28,18-20; cf. ainda Lc 24,46-48; Jo 17,18; 20,21; Actos 1,8).

    Não parece ter nesta ordem um prazo para prescrição ou decadência. Esta ordem ainda está em vigência e os Apóstolos (nossos Bispos) especialmente o de Roma têm o DEVER de cumprí-la.

    No mesmo sentido, a DECLARAÇÃO “DOMINUS IESUS” -SOBRE A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA DE JESUS CRISTO E DA IGREJA, trata deste assunto e fulmina sobre este assunto:

    “seria obviamente contrário à fé católica considerar a Igreja como um caminho de salvação ao lado dos constituídos pelas outras religiões, como se estes fossem complementares à Igreja, ou até substancialmente equivalentes à mesma, embora convergindo com ela para o Reino escatológico de Deus”.

    Ora, este documento do Magistério da Igreja apenas repete aquilo que a Igreja sempre disse, não se pode igualar a Igreja Católica Apostólica Romana às demais.

    O mesmo documento repete a doutrina de sempre! Ora, não se quer obviamente limitar a “vontade salvífica universal de Deus” (DOMINUS IESUS 20, parag. 3[cf. 1 Tim 2,4]). Mas “deve crer-se firmemente que a « Igreja, peregrina na terra, é necessária para a salvação.» (Conc. Vaticano II, Const. dogm. Lumen gentium, n. 14. Cf. Decr. Ad gentes, n. 7; Decr. Unitatis redintegratio, n. 3.)

    O que estes poucos textos citados resumem?

    Resumem a doutrina da Igreja.

    A Igreja Católica Apostólica Romana é necessária no mundo para a salvação dos homems, e a vontade de Deus é a de que todos os homens se salve.

    O mesmo documento fala da objetividade da verdade, e de como a relativização da verdade gera erros gravíssimos na compreensão da economia da salvação das almas.

    Não se nega que alguns aspectos religiosos de outras religiões procedam de Deus.(Op. Cit., n.21). E que alguns ritos chegam a preparam o homem para a ação de Deus. Mas NÃO se pode atribuir a estes ritos origem divina ou eficácia salvífica – ex opere operato – própria dos sacramento. Outros ritos e aspectos de algumas religiões vão contra os ensinamentos do evangelho e se tornam obstáculos à salvação.(Op. Cit. idem).

    Por fim vale destacar que a Igreja matem respeito pelas diferentes religiões, mas não aceita a idéia relativista e anti-católica de que “tanto vale uma religião como outra”.(op. cit. idem)

    Compreende-se, portanto, que, em obediência ao mandato do Senhor (cf. Mt 28,19-20) e como exigência do amor para com todos os homens, a Igreja « anuncia e tem o dever de anunciar constantemente a Cristo, que é “o caminho, a verdade e a vida” (Jo 14,6), no qual os homens encontram a plenitude da vida religiosa e no qual Deus reconciliou todas as coisas consigo ».(Conc. Vaticano II, Decl. Nostra aetate, n. 2. in DOMINUS IESUS, n.22)

    O diálogo, portanto, embora faça parte da missão evangelizadora, é apenas uma das acções da Igreja na sua missão ad gentes.97 A paridade, que é um pressuposto do diálogo, refere-se à igual dignidade pessoal das partes, não aos conteúdos doutrinais e muito menos a Jesus Cristo — que é o próprio Deus feito Homem — em relação com os fundadores das outras religiões. A Igreja, com efeito, movida pela caridade e pelo respeito da liberdade,98 deve empenhar-se, antes de mais, em anunciar a todos os homens a verdade, definitivamente revelada pelo Senhor, e em proclamar a necessidade da conversão a Jesus Cristo e da adesão à Igreja através do Baptismo e dos outros sacramentos, para participar de modo pleno na comunhão com Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Aliás, a certeza da vontade salvífica universal de Deus não diminui, antes aumenta, o dever e a urgência do anúncio da salvação e da conversão ao Senhor Jesus Cristo. (DOMINUS IESUS, N. 22)

    Também o documento Declaração Dignitatis humanae, n. 1. do Concílio Vaticano II afirma que a Igreja Católica Apostólica Romana é a única fundada por Cristo, e por isso todos os homens estão obrigados a buscar a verdade que se refere a Deus e sua Igreja.

    Na prática o diálogo religioso exige o respeito pessoal, mas não podemos igualar a Igreja de Cristo às demais seitas protestantes ou religiões de todo gênero.

    Cordialmente,
    Fernando Firmino

  16. Domingos de Oliveira

    Esse documento deveria se chamar “anticristão”.

    Só mesmo a “quinta coluna” ,infiltrada na Igreja que pode aplaudir e vibrar com um documento desses!

  17. Boa noite, pe. João Carlos
    Tenho uma opinião sobre salvação que se expusesse aqui seria
    “excomungada” por alguns e como o assunto é ecumenismo…
    Ano passado,o papa Bento XVI escreveu um livro teológico e antes de sua edição chamou um pastor luterano para analisá-lo.
    Por que tomou essa atitude se considera todas as religiões evangélicas seitas como afirmaram alguns?
    Por que não chamou um teólogo católico?
    Um abraço.

  18. Boa noite,padre
    Estou com tempo,vou fazer mais comentários.
    Alguém perguntou se EXISTE uma passagem do evangelho que mostre um Cristo ecumênico:a passagem da samaritana.
    Ele não a condenou no início,pediu-lhe água,no desenrolar do diálogo,ela quem confessa seus pecados.Jesus confirmou-os com mansidão,fez-lhe um convite por ela aceito;perdoando-lhe a seguir.Não fez isso de forma violenta.
    Outro exemplo:”Mestre,vimos alguém,que não nos segue,expulsar demônios em teu nome e lho proibi…Jesus disse-lhe: Não lho proibais, porque não há ninguém que faça um prodígio em meu nome e em seguida possa falar mal de mim.Pois quem não é contra nós é a nosso favor” Marcos,capítulo 9, 38-42. O concílio apostólico em Jerusalém, nos Atos dos Apóstolos,etc.
    Penso que Bento XVI prega o diálogo inter-religioso,afinal suas últimas viagens demonstram isso, os noticiários divulgaram amplamente.
    Confesso que não me preocupo em saber se os evangélicos estão certos ou errados; não pretendo tomar o lugar de Deus,o julgamento deixo para Ele.
    Sou católica, pecadora em busca de santidade,tento seguir a Palavra e as orientações da igreja.
    Um abraço.

  19. Luciana, até agora não mostrastes o Cristo ecumênico que pedi…

    Até pq, bem tipico da CN, ensinar de maneira incompleta, negando passagens do evangelho… nao me surpreende que vc realmente acredite no que postou…

    Mas a bem da verdade, é que para mostrar esse Cristo ecumenico que vc tanta acha que existe na Revelação, seria necessário arrancar páginas do Evangelho, principalmente a censura e as ofensas que Cristo profere contra os escribas, fariseus e doutares da lei…
    Perante Pilatos, Cristo se cala e se recusa a responder as questoes de Pilatos, negando-lhe inclusive a verdade… coisa pelo qual Pilatos se admira…

    Cristo veio trazer a divisao, minha cara… veio separar amigos, o filho e o pai, a filha e a mae…

    Cristo quer que haja divisao entre o povo por causa dele… Nós da Igreja Católica Apostólica Romana e os demais… Afinal Cristo roga pelos seus, para que estes nao se unam ao mundo, que se alegra, enquanto os seus choram…

    E mais, Cristo veio dar testemunho da Verdade… Jamais veio dialogar, respeitando e levando as falsas crenças dos outros… no caso da Samaritana, Cristo prega a verdade e a converte…

    Por isso que ele diz aos apostolos:

    “ide e pregai o evangelho”
    “ide e ensinai”

    Jamais ide e dialogai…

    A Igreja tem obrigação de dar testemunho da verdade…
    E em algumas vezes, se calar perante seus adversários mais pertinazes, apenas fazendo uma coação moral contra os hereges, dizendo que o Reino da Igreja nao é desse mundo, e que quem quiser participar desse reino, terá que se converter, senao irá para o Inferno, seja a opção mais coerente nesses nossos tempos..

    Jamais o diálogo com quem se recusa a se converter…
    ___________________________

    Poderias me responder tbm a outra questao proposta:

    Já que eu disse que as consequencias sao a causa de fogo de seu principio, prove, baseado nos ultimos 40 anos que o ECUMENISMO é algo benéfico para a Igreja…

  20. Revmo. Padre João,
    salve Maria!

    Dá-me a Benção!

    Colocar em dúvida que a Única Igreja de Cristo é a Igreja Católica Apostólica Romana é não crer em Deus ou no minimo não crer na Sagrada Escritura. Além da Escritura temos o ensinamento da Igreja e dos santos, claro, que são os unicos que podem interpretar a Sagrada Escritura.

    Sigam então, na pratica, a Sagrada Escritura e a orientação da Santa Igreja.

    Na Sagrada Escritura pode-se ver claramente a condenação do ecumenismo. Vão ver claramente e de modo mais organizado estas informações que coloco abaixo no artigo do sr. Marcelo Andrade no site Montfort, que foi de onde tirei.

    No Antigo Testamento podemos ver que só há um Deus verdadeiro. No Novo Testamento podemos ver que existe somente um Deus e também uma só Igreja verdadeira. Vejamos em Êxodo 20,3 / 22,18 / 22,20 / Salmo 45,5 / Isaías 44,6 / 45,21-22 / São João 6,68 / Atos 4,12 / I Cor 10, 19-22 / São Cipriano (séc. III): “Não há salvação fora da Igreja” / Credo de Santo Atanásio (séc. IV), oficial da Igreja Católica: ” Todo aquele queira se salvar, antes de tudo é preciso que mantenha a fé católica; e aquele que não a guardar íntegra e inviolada, sem dúvida perecerá para sempre (…) está é a fé católica e aquele que não crer fiel e firmemente, não poderá se salvar” / Papa Inocêncio III (1198-1216): “De coração cremos e com a boca confessamos uma só Igreja, que não de hereges, só a Santa, Romana, Católica e Apostólica, fora da qual cremos que ninguém se salva” / IV Concílio de Latrão(1215), infalível, Canon I: “…Há apenas uma Igreja universal dos fiéis, fora da qual absolutamente ninguém é salvo…”. Canon III: “Nós excomungamos e anatematizamos toda heresia erguida contra a santa, ortodoxa e Católica fé sobre a qual nós, acima, explanamos…” / Papa Bonifácio VIII (1294-1303): “Por apego da fé, estamos obrigados a crer e manter que há uma só e Santa Igreja Católica e a mesma apostólica e nós firmemente cremos e simplemente a confessamos e fora dela não há salvação nem perdão dos pecados (…) Romano Pontífice, o declaramos, o decidimos, definimos e pronunciamos como de toda necessidade de salvação para toda criatura humana” / Concílio de Florença (1438-1445): “Firmemente crê, professa e predica que ninguém que não esteja dentro da Igreja Católica, não somente os pagãos, mas também, judeus, os hereges e os cismáticos, não poderão participar da vida eterna e irão para o fogo eterno que está preparado para o diabo e seus anjos, a não ser que antes de sua morte se unirem a Ela(…)” / O Concílio infalível de Trento (1545-1563) além de condenar e excomungar os protestantes, reiterou tudo o que os Concílios anteriores declararam, e ainda proferiu : “… nossa fé católica, sem a qual é impossível agradar a Deus…” / Papa Pio IV (1559-1565), um dos papas do Concílio de Trento: “… Esta verdadeira fé católica, fora da qual ninguém pode se salvar…” (Profissão de fé da Bula “Iniunctum nobis” de 1564) / Papa Benedito IV (1740-1758): “Esta fé da Igreja Católica, fora da qual ninguém pode se salvar…” / Papa Gregório XVI (1831-1846), Mirari Vos: “Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só batismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo(Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha(Simb. Sancti Athanasii).(…) Desta fonte lodosa do indiferentismo promana aquela sentença absurda e errônea, digo melhor disparate, que afirma e que defende a liberdade de consciência. Esse erro corrupto que abre alas, escudado na imoderada liberdade de opiniões que, para confusão das coisas sagradas e civis, se estende por toda parte, chegando a imprudência de alguém asseverar que dela resulta grande proveito para a causa da religião. Que morte pior há para a alma do que a liberdade do erro?, dizia Santo Agostinho (Ep. 166)” / Teses condenadas, pelo Papa Pio IX (1846-1878), no Syllabus:

    15a “É livre a qualquer um abraçar o professar aquela religião que ele, guiado pela luz da razão, julgar verdadeira”.

    16a “No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação e alcançar a mesma eterna salvação”..

    17a “Pelo menos deve-se esperar bem da salvação eterna daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo”.

    18a “O protestantismo não é senão outra forma da verdadeira religião cristã na qual se pode agradar a Deus do mesmo modo que na Igreja Católica”.

    21a “A Igreja não tem poder para definir dogmaticamente que a religião da Igreja Católica é a única religião verdadeira” / Papa Pio XI (1922-1939), Mortalium Animus: ” Os esforços [do falso ecumenismo] não tem nenhum direito à aprovação dos católicos porque eles se apoiam sobre esta opinião errônea que todas as religiões são mais louváveis naquilo que elas revelam, e traduzem todas igualmente, se bem que de uma maneira diferente, o sentimento natural e inato que nos leva para Deus e nos inclina ao respeito diante de seu poder(…) Os infelizes infestados por esses erros sustentam que a verdade dogmática não é absoluta, mas relativa, e deve pois, se adaptar às várias exigências dos tempos e lugares às diversas necessidades das almas”.(…) “Os artesãos dessas empresas não cessam de citar ao infinito a Palavra de Cristo: ‘Que todos sejam um. Haverá um só rebanho e um só pastor’( Jo XVII,21; X,16), e eles repetem esses texto como um desejo e um voto de Cristo que ainda não teria sido realizado. Eles pensam que a unidade da fé e de governo, característica da verdadeira e única Igreja de Cristo, quase nunca existiu no passado e que não existe hoje… Eles afirmam que todas ( as igrejas) gozam dos mesmos direitos; que a Igreja só foi Una e Única, no máximo da época apostólica até os primeiros Concílios Ecumênicos(…). Tal é a situação. É claro, portanto, que a Sé Apostólica não pode por nenhum preço tomar parte em seus congressos, e que não é permitido, por nenhum preço, aos católicos aderir a semelhantes empreendimentos ou contribuir para eles; se eles o fizerem dariam autoridade a uma falsa religião cristã completamente estranha à única Igreja de Cristo”

    Eis o link para o artigo do sr. Marcelo Andrade, de onde tirei as informações acima:

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=foradaigreja&lang=bra

    E como muitos, de coração duro e cheios de vaidade, podem ficar esperneando devido serem informações tiradas do site Montfor permita ainda que eu mostre aos seus leitores, “SOBRE A UNICIDADE E A UNIVERSALIDADE SALVÍFICA DE JESUS CRISTO E DA IGREJA” que todos deveriam se preocupar sim, já que trata daquilo que é mais importante na vida de todos, a salvação da alma, um documento, no site do Vaticano, na parte da Congregação para a Doutrina da Fé, que se chama “Dominus Iesus” no seguinte link:

    http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20000806_dominus-iesus_po.html

    E finalmete, para premiar os que cansados já estão de ler, para a maior glória de Deus e para honra de Nossa Senhora, mostro o que para mim é o mais belo documento, e mostro propositalmente num site insuspeito, de um Professor também isuspeito, e só mostro neste site por ser ele e seu dono, o Prof. Felipe Rinaldo Queiroz de Aquino, insuspeitos:

    “Bula “UNAM SANCTAM”

    Do Papa Bonifácio VIII
    De 18 de novembro de 1302

    Una, santa, católica e apostólica: esta é a Igreja que devemos crer e professar já que é isso o que a ensina a fé. Nesta Igreja cremos com firmeza e com simplicidade testemunhamos. Fora dela não há salvação, nem remissão dos pecados, como declara o esposo no Cântico: “Uma só é minha pomba sem defeito. Uma só a preferida pela mãe que a gerou” (Ct 6,9). Ela representa o único corpo místico, cuja cabeça é Cristo e Deus é a cabeça de Cristo. Nela existe “um só Senhor, uma só fé e um só batismo” (Ef 4,5). De fato, apenas uma foi a arca de Noé na época do dilúvio; ela foi a figura antecipada da única Igreja; encerrada com “um côvado” (Gn 6,16), teve um único piloto e um único chefe: Noé. Como lemos, tudo o que existia fora dela, sobre a terra, foi destruído.

    A esta única Igreja, nós a veneramos, como diz o Senhor pelo profeta: “Salva minha vida da espada, meu único ser, da pata do cão” (Sl 21,21). Ao mesmo tempo que Ele pediu pela alma – ou seja, pela cabeça – também pediu pelo corpo, porque chamou o seu corpo como único, isto é, a Igreja, por causa da unidade da Igreja no seu esposo, na fé, nos sacramentos e na caridade. Ela é a veste sem costura (Jo 19,23) do Salvador, que não foi dividida, mas tirada à sorte. Por isso, esta Igreja, una e única, tem um só corpo e uma só cabeça, e não duas como um monstro: é Cristo e Pedro, vigário de Cristo, e o sucessor de Pedro, conforme o que disse o Senhor ao próprio Pedro: “Apascenta as minhas ovelhas” (Jo 21,17). Disse “minhas” em geral e não “esta” ou “aquela” em particular, de forma que se subentende que todas lhe foram confiadas. Assim, se os gregos ou outros dizem que não foram confiados a Pedro e aos seus sucessores, é necessário que reconheçam que não fazem parte das ovelhas de Cristo pois o Senhor disse no evangelho de São João: “Há um só rebanho e um só Pastor” (Jo 10,16).

    As palavras do Evangelho nos ensinam: esta potência comporta duas espadas, todas as duas estão em poder da Igreja: a espada espiritual e a espada temporal. Mas esta última deve ser usada para a Igreja enquanto que a primeira deve ser usada pela Igreja. O espiritual deve ser manuseado pela mão do padre; o temporal, pela mão dos reis e cavaleiros, com o consenso e segundo a vontade do padre. Uma espada deve estar subordinada à outra espada; a autoridade temporal deve ser submissa à autoridade espiritual.

    O poder espiritual deve superar em dignidade e nobreza toda espécie de poder terrestre. Devemos reconhecer isso quando mais nitidamente percebemos que as coisas espirituais sobrepujam as temporais. A verdade o atesta: o poder espiritual pode estabelecer o poder terrestre e julgá-lo se este não for bom. Ora, se o poder terrestre se desvia, será julgado pelo poder espiritual. Se o poder espiritual inferior se desvia, será julgado pelo poder superior. Mas, se o poder superior se desvia, somente Deus poderá julgá-lo e não o homem. Assim testemunha o apóstolo: “O homem espiritual julga a respeito de tudo e por ninguém é julgado” (1Cor 2,15).

    Esta autoridade, ainda que tenha sido dada a um homem e por ele seja exercida, não é humana, mas de Deus. Foi dada a Pedro pela boca de Deus e fundada para ele e seus sucessores Naquele que ele, a rocha, confessou, quando o Senhor disse a Pedro: “Tudo o que ligares…” (Mt 16,19). Assim, quem resiste a este poder determinado por Deus “resiste à ordem de Deus” (Rm 13,2), a menos que não esteja imaginando dois princípios, como fez Manes, opinião que julgamos falsa e herética, já que, conforme Moisés, não é “nos princípios”, mas “no princípio Deus criou o céu e a terra” (Gn 1,1).

    Por isso, declaramos, dizemos, definimos e pronunciamos que é absolutamente necessário à salvação de toda criatura humana estar sujeita ao romano pontífice.

    Dada no Vaticano, no oitavo ano de nosso pontificado [18 de novembro de 1302].”

    http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=PAPA&id=pap0010

  21. Somos seres humanos. No mundo essa espécie conta mais de 6 bilhões. Cada um é dotado de inteligência. Até mesmo irmãos gêmeos não são 100% iguais. Como diz o filósofo Mário Sérgio Cortella: “o ser humano nasce não pronto e vai se fazendo”. E se somos dotados de inteligência, precisamos entender o “amar o próximo como a si mesmo” mandamento de Jesus Cristo. Ele amou a todos. Leprosos, prostitutas, viúvas, crianças… E no alto da cruz ainda assim pediu ao Pai que perdoasse seus inquisitores: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que fazem”. Por isso podemos afirmar que Ele tem um coração misericordioso,ou seja, há muito espaço para os miseráveis (homens, toda humanidade). Estaria mais do que na hora de os cristãos começarem a repensar sobre o anúncio de Jesus Cristo. Pois Ele veio trazer a salvação a toda humanidade, não somente aos católicos, mas a todos. O que vemos é uma ‘concorrência’ entre as diversas ‘seitas’ nesse anúncio. Onde o verdadeiro Cristo está nelas. Como se o Jesus dos católicos não fosse o verdadeiro, na visão de muitos Ele ainda está suspenso no madeiro…[sic] E outras seitas não aceitam adaptar-se ao evagelho, mas preferem adaptar o evangelho’ a eles. Vejo, que os cristãos no mundo todo deveriam verdadeiramente abraar a fé nEle e por em prática os Seus ensinamentos. “Aprendei de mim sou manso e humilde”. Pergunto até quando? Uma hora Ele irá voltar. E somente aqueles que realmente colocarem prática a Boa Nova regozijarão com Ele, em novo céu e nova terra! (católicos seguidores da RCC, teologia da libertação, cursilistas, encontreiros, ministros, comunidades, focolares… (evangélicos, protestantes)) enfim os verdadeiros cristãos. Aqueles que não perdem tempo com as críticas alheias, mas que verdadeiramente põe o evangelho à frente. Abraço a todos, e que Deus, em nome do Seu filho muito amado Jesus Cristo abençoe a todos!

  22. Domingos de Oliveira

    Da Efe, no Vaticano

    O papa Bento 16 pediu neste domingo aos católicos do mundo que sejam obstinados e não se contentem em serem “superficialmente” apegados à fé católica, embora, algumas vezes, os ensinamentos de Jesus possam ser “duros”.

    “Jesus não se conforma com um apego superficial e formal, não lhe é suficiente uma primeira e entusiasta adesão. É necessário, ao contrário, participar durante toda a vida de seu pensar e de seu querer”, afirmou o pontífice na residência de verão de Castelgandolfo, próxima a Roma.

    “Seguir Jesus enche o coração de alegria e dá sentido pleno à nossa existência, mas comporta dificuldades e renúncias, porque muito frequentemente é preciso ir contra a corrente”, acrescentou Bento 16 durante a celebração do Angelus.

    O papa, que pela primeira vez apareceu sem o gesso que cobria seu punho direito desde 17 de julho e que brincou sobre o fato de sua mão ainda estar um pouco “mole”, pediu aos católicos que permaneçam fiéis à fé, que “é um dócil testemunho da palavra do Senhor, que é a lâmpada para os passos e uma luz no caminho”.

    “Também hoje, não poucos ficam escandalizados com o paradoxo da fé cristã. O ensino de Jesus parece duro, difícil demais para assumi-lo e colocá-lo em prática. Há, portanto, quem o rejeite e abandone Cristo. Há quem tente adaptar a palavra às modas dos tempos, alterando seu sentido e valor”, concluiu.

  23. Pedro.

    A Paz!

    Você disse:”
    Luciana, até agora não mostrastes o Cristo ecumênico que pedi…
    .
    Até pq, bem tipico da CN, ensinar de maneira incompleta, negando passagens do evangelho… nao me surpreende que vc realmente acredite no que postou…”
    .
    Ali em cima vc tinha dito que queria um documento com anterior ao Vaticano II, mas você não demonstrou ser um bom tradicionalista, pois até agora todos os tradicionalistas que eu conheço, conhecem a Encíclica Mortaliun Animus, escrita pelo servo de Deus Pio XI.
    .”Mas a bem da verdade, é que para mostrar esse Cristo ecumenico que vc tanta acha que existe na Revelação, seria necessário arrancar páginas do Evangelho, principalmente a censura e as ofensas que Cristo profere contra os escribas, fariseus e doutares da lei…
    Perante Pilatos, Cristo se cala e se recusa a responder as questoes de Pilatos, negando-lhe inclusive a verdade… coisa pelo qual Pilatos se admira…”
    .
    Vamos lá, diga francamente; o que o Ecumenismo tem a ver com a não pregação do Evangelho?
    .
    O problema não está no Ecumenismo, pois o ecumenismo verdadeiro é o esforço para a conversão de todos os Cristãos (Protestantes e ortodoxos) a Fé Católica. Só para esclarecer, Ecumenismo é só entre Cristãos, com não Cristãos é debate inter-religioso. ^^
    .
    Ora, se a evangelização se faz na verdade, pregar a doutrina para os demais Cristãos, e evangelizar. Isso sim é ser ecumênico. Concordo com você quando diz que o , o Ecumenismo pregado por ai, não vem de Deus. Mas o verdadeiro Ecumenismo é sim vindo de Deus, pois está na raiz do ardor missionário.
    .
    “Cristo veio trazer a divisao, minha cara… veio separar amigos, o filho e o pai, a filha e a mae…

    Cristo quer que haja divisao entre o povo por causa dele… Nós da Igreja Católica Apostólica Romana e os demais… Afinal Cristo roga pelos seus, para que estes nao se unam ao mundo, que se alegra, enquanto os seus choram…

    E mais, Cristo veio dar testemunho da Verdade… Jamais veio dialogar, respeitando e levando as falsas crenças dos outros… no caso da Samaritana, Cristo prega a verdade e a converte…”

    Por isso que ele diz aos apostolos:

    “ide e pregai o evangelho”
    “ide e ensinai”

    Jamais ide e dialogai…”
    .
    Bem, pelo que parece já te respondi completamente.
    .”
    A Igreja tem obrigação de dar testemunho da verdade…
    E em algumas vezes, se calar perante seus adversários mais pertinazes, apenas fazendo uma coação moral contra os hereges, dizendo que o Reino da Igreja nao é desse mundo, e que quem quiser participar desse reino, terá que se converter, senao irá para o Inferno, seja a opção mais coerente nesses nossos tempos..

    Jamais o diálogo com quem se recusa a se converter…
    ___________________________

    Poderias me responder tbm a outra questao proposta:

    Já que eu disse que as consequencias sao a causa de fogo de seu principio, prove, baseado nos ultimos 40 anos que o ECUMENISMO é algo benéfico para a Igreja…”
    .
    Aprenda o que é o Ecumenismo primeiro, depois venha cobrar.

    Até Mais.

    Junior; http://www.apostoladoshema.com

  24. Boa noite,padre João Carlos
    Irei responder ao amigo Pedro,pois parece que só leu o que lhe interessava em meu comentário.
    Inicialmente,caríssimo,as passagens bíblicas postadas não foram retiradas de outro lugar que não seja a Bíblia.Para o seu conhecimento já a li TODA.
    Fez referência à samaritana,embora discorde de você,diga-me e a passagem de Marcos.Você leu? Vai negar que se tratavam de religiões diferentes? Não há como negar!!!
    E o concílio apostólico em Jerusalém, no ato dos apóstolos? Vai negar também? As palavras de São Paulo são falsas?
    E só não coloquei as passagens inteiras para que o comentário não ficasse longo e chato e obviamente, os católicos a conhecem,afinal leem a bíblia,não?
    Por isso acredito no que postei.
    Se você tiver o hábito de ler a bíblia verá que tudo o que escrevi está lá.Ou agora também vai negar a palavra de Cristo? Depois,sou eu a herege?
    A que religião pertenciam os escribas,DOUTORES DA LEI?
    À religião judaica,caríssimo.Faziam parte do “povo escolhido”.
    E como Jesus se referiam a eles? Sepulcros caiados!!!Por quê?
    Sabiam a lei,iam às sinagogas e não colocavam os ensinamentos de Deus em prática…Não o aceitaram como Messias.
    Meu filho,a divisão não se refere apenas a separação de igrejas.
    Já leu a passagem do joio e do trigo? Sabes,portanto,que crescem JUNTOS.
    Outra coisa,a Igreja não diz se alguém vai para o inferno, faz o que Jesus ordenou,resgata as ovelhas perdidas.O julgamento,ela deixa para Deus como está especificado claramente na bíblia.
    Você disse apenas uma frase sensata “A IGREJA DÁ TESTEMUNHO DA VERDADE.” SÓ ELA ATRAVÉS DAS AUTORIDADES ECLISIAIS TÊM O DIREITO DE REFERIR-SE A ALGUÉM COMO HEREGE.
    E veja que sabiamente nos últimos tempos não a utilizou nem mesmo para com aqueles que cometeram erros considerados graves.
    E Cristo respondeu a Pilatos sim:
    “És tu rei dos judeus?” Ele lhe respondeu “Dizes isso por ti mesmo ou foram outros que to disseram?” Disse Pilatos:”Acaso sou judeu? A tua nação e os sumo-sacerdotes entregaram-te a mim.Que fizeste?”.
    Respondeu Jesus:”O meu Reino não é deste mundo.Se meu reino fosse deste mundo,os meus súditos teriam pelejado para que eu não fosse entregue aos judeus.” (João 19)
    Relembre que Pilatos,o vil, não via culpa em Jesus. Quem exigiu a sua morte foram os judeus.E ao final Jesus diz “Por isso quem me entrega a ti tem pecado maior.” (João 19,1-16)
    Na verdade,o senhor deveria ler a bíblia.Está demonstrando que desconhece as passagens bíblicas mais simples…
    Conforme eu já afirmei acima, não me preocupo em saber se os evangélicos estão certos ou errados,deixo o julgamento para Deus como está na Palavra,porém responderei ao seu questionamento.
    Se as pessoas seguissem à religião conforme Jesus nos ordena na BÍBLIA e deixassem para ELE o julgamento, respeitando-se quantas guerras teriam sido evitadas?
    A guerra entre Irlanda do norte e sul.Uma protestante,outra,
    católica.Quantos inocentes morreram devido à intolerância religiosa…Jovens, idosos,crianças…Matar em nome de Deus.Ele ficou feliz com isso?
    E o Oriente Médio? Israel e a briga pela Palestina? Fomentam uma suposta guerra-santa,meninos ainda,com fuzis na mão,mortes,tudo pelo dinheiro,mas convencem o povo através de um pseudo-discurso religioso.
    Coreia do sul e Coreia do norte…
    Poderia falar de casos recentes no Brasil, mas poderia considerá-los irrelavantes. Penso que os que citei acima foram suficientes,não?
    Agora,se ao invés de disputarmos “territórios” e evangelizássemos,penso que fatos como os que seguem abaixo seriam amenizados:
    As recentes perseguições que os cristãos têm sofrido no mundo…
    A campanha negando a existência de Deus na Europa em propagandas de ônibus…
    A violência crescente e inacabável no país…
    O abuso infantil…a família cada vez mais banalizada e ridicularizada…
    Os valores cristãos distorcidos e ridicularizados pela sociedade,etc.
    E torno a afirmar não me preocupo com a região alheia,pois tentar seguir os ensinamentos de Jesus e as orientações da igreja a fim de que as transformações em mim aconteçam consomem demais o meu tempo.
    Ao invés de reparar o “lixo” do quintal alheio,tenho que “limpar” o meu território,pois se assim não o fizer, o outro “sobe” e eu “fico”.

  25. Não sei o que é pior, o ecumenismo ou a defesa do ecumenismo através do evangelho…

    Vejam tamanha ignorancia e despreparo dos defensores do ecumenismo:

    “Podes citar algum documento da Igreja anterior ao CVII que trate sobre o tema ecumenismo, INCENTIVANDO o clero e os fieis a praticá-lo?”

    eis que meu chará responde:

    “Ali em cima vc tinha dito que queria um documento com anterior ao Vaticano II, mas você não demonstrou ser um bom tradicionalista, pois até agora todos os tradicionalistas que eu conheço, conhecem a Encíclica Mortaliun Animus, escrita pelo servo de Deus Pio XI.”

    Bem… fica comprovada o desconhecimento dos católicos da CN e da RCC…

    “Mas o verdadeiro Ecumenismo é sim vindo de Deus”

    Esse vai ser o slogan que eu utilizarei a partir de agora para caracterizar os modernistas da RCC…

    E no “alto” de sua sabedoria, meu chará pensa ter feito uma defesa “completa” do ecumenismo

  26. E para quem quiser ler uma boa enciclica, além da mortalium animus já citada, podem ler tbm, para conhecerem um pouco mais da apostasia geral, a seguinte enciclica:

    Humani Generis Redemtionem, de Bento xv

    sobre a pregação da palavra divina

    “3. La deficiente predicación, una de las causas del paganismo actual.

    Las causas de estos males son muchas y diversas; pero nadie negará que es de deplorar el que los ministros de la palabra divina no pongan a estos males suficiente remedio. ¿Por ventura ha dejado de ser la palabra de. Dios, tal como la llamaba el Apóstol, viva y eficaz y más penetrante que una espada de dos filos? ¿Por ventura el uso continuado de esta espada ha embotado su corte? Ciertamente que si esta espada no ejerce en todos los sitios su eficacia, debe atribuirse a culpa de los ministros que no la manejan como conviene. Pues no se puede decir que los tiempos de los Apóstoles fueron mejores que los nuestros, como si entonces hubiera habido más docilidad para oir el evangelio, o menos contumacia contra la ley de Dios.

    Así, pues, según Nos amonesta la conciencia de Nuestro apostólico deber, y Nos exhorta el ejemplo de Nuestros dos últimos predecesores, juzgamos que debemos aplicar Nuestras fuerzas, como lo pide la gravedad del asunto, a restablecer en todas partes la predicación de la divina palabra según la norma a la cual se debe ajustar por ordenación de Nuestro Señor Jesucristo y los estatutos de la Iglesia.

    lAMENTAVELMENTE EXISTE POUCO MATERIAL BOM EM PORTUGUES PARA A FORMAÇÃO DOS CATÓLICOS.

    Nossa catequese está falida, nao se ensina mais doutrina, nao se ensina mais moral, nao se ensina mais os deveres da religiao…

    E ecumenismo é diálogo, portanto subverte a obrigação de expor TODAS AS VERDADES REVELADAS, porque algumas podem ser ofensivas para o lado oposto.

    E sendo uma das obrigações do utópico ecumenismo, a santidade e o renovamento interior,

    QUEM SE COLOCA COMO JUIZ DA PRÓPRIA SANTIDADE, para exercer uma prática totalmente ineficaz, como os ultimos 40 anos mostra?

    Pq ou a pessoa nao se considera santa, a ponto de evitar contato com os hereges, para se preservar do veneno, ou a pessoa é verdadeiramente santa, e quer preservar a santidade, nao mantendo contato com os hereges…

    EXISTEM OUTROS MEIOS MAIS EFICAZES DE CONVERTEREM OS HEREGES E CISMATICOS.

  27. As pessoas não lêem o post todo (cujo texto não é do Padre Joaozinho, e sim extraído da Agência de Notícias Católica Zenit), não sabem a diferença entre sincretismo religioso, ecumenismo e diálogo interreligioso, apressam-se em criticar.
    Criticam um documento redigido por um Conselho Pontifício, como se, para fazer um documento dessa envergadura, não fosse necessário muito estudo, debate e reflexão.
    Em lugar de se ficar feliz por mais um passo dado em relação à união dos cristãos, criticam-no.
    Ler alguns dos comentários postados faz mal.

  28. Boa noite, pe. João Carlos
    O senhor Pedro não me respondeu: a passagem de Mateus refere-se a outra religião.Vai continuar negando?
    Não estou falando de encíclica, mas da PALAVRA de Deus.Alguém está acima da palavra de Jesus?
    Você fez um desafio e eu respondi. E você? Vai negar também a palavra de Jesus?

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