Pe. Marcos envio este comentário que é uma demonstração de fraternidade presbiteral:

Pe. Joãozinho,scj, Graça e Paz.

Tenho acompanhado a sua vida o quanto posso através da mídia e percebo muita espiritualidade e sólida doutrina católica, tudo direcionado prioritariamente para o seu ministério sacerdotal, com senso pastoral e parresia.

Parabéns!

Que bom vê-lo pastor fiel à Tradição Apostólica e obediente à Igreja, atenado à realidade do terceiro milênio e ajudando a levar Jesus Salvador ao coração do homem de hoje.

Vejo que o senhor entende que não existe uma Igreja de antes e outra de agora. É sempre a mesma Igreja Católica anunciando o Evangelho de sempre e celebrando os sacramentos de sempre. E que esta única Igreja é normal que vá crescendo no decorrer da história, tanto no conhecimento do Evangelho de sempre como no modo de anunciá-lo.

Crescer no conhecimento e no modo de anunciar o Evangelho de sempre não quer dizer que a Igreja de antes era errada e a de hoje está certa, ou de que hoje a Igreja está errada e a de antes do Concílio Vaticano II estava certa.

Esta questão não tem sentido de ser colocada, pois Deus é fiel e garante providencialmente que sua Igreja, no seu conjunto, descambe pelo erro ao ponto de as portas do inferno prevalecerem contra ela.

Então, lamento mesmo a visão curta desse pessoal que critica o senhor e outras pessoas de bem. Se negam o próprio Concílio Vaticano II, isto demonstra o quanto nao entendem a verdadeira caminhada da Igreja na história, o sentido profundo do seu magistério e como se perdem na falta de misericórdia, orgulho e auto-suficiência.

Sabemos muito bem que a Igreja Católica foi fundada por Jesus, e isto por si só já diz tudo. Onde está Pedro, aí está a Igreja de Jesus. Mas isto nao quer dizer que devemos ser cegos e ver os valores éticos e evangélicos em pessoas nao-católicas, e até mesmo agnósticas e atéias.

Reconhecer os valores fora da Igreja Católica nao significa desconhecer ou esquecer o valor insubistituível e a identidade da mesma, identidade esta dada pelo próprio Jesus.

Dadas essas considerações, entendo e acolho todas as suas explicações, pois estão de acordo com a Tradição Apostólica e Magistério da Igreja e lamento a ignorância, prepotência e auto-suficiência desse pessoal cismático que quer se passar por fiéis católicos para destruir sa Igreja por dentro.

É algo muito confuso o que este pessoal faz. Mas o Inimigo é o mestre da confusão. Mas como estamos com Jesus e a Igreja Católica de sempre, entao a Verdade prevalecerá e o amor vencerá.

Pe. Marcos Oliveira

27 Comentários

  1. Bom dia!!!

    O empregado fiel e o empregado infiel

    Mt 24,42-51

    Fiquem vigiando, pois vocês não sabem em que dia vai chegar o seu Senhor. Lembrem disto: se o dono da casa soubesse quando ia chegar o ladrão, ficaria vigiando e não deixaria que a sua casa fosse arrombada. Por isso vocês também fiquem vigiando, pois o Filho do Homem chegará na hora em que vocês não estiverem esperando.
    Jesus disse ainda:
    – Sabemos que é o empregado fiel e inteligente que o patrão encarrega de tomar conta dos outros empregados, para dar a eles os mantimentos no tempo certo. Feliz aquele empregado que estiver fazendo isso quando o patrão chegar! Eu afirmo a vocês que isto é verdade: o patrão vai colocá-lo como encarregado de toda a sua propriedade. Mas, se o empregado for mau, pensará assim: “O meu patrão está demorando muito para voltar.” Então começará a bater nos seus companheiros, e a comer, e a beber com os bêbados. E o patrão voltará no dia em que o empregado menos espera e na hora que ele não sabe. Aí o patrão mandará cortar o empregado em pedaços e o condenará a ir para o lugar aonde os hipócritas vão. Ali ele vai chorar e ranger os dentes de desespero.

    Palavra da Salvação
    Glória a vós Senhor!

    um abraço fraterno
    ANA VALESKA

  2. Pingback: RCC Brasil

  3. Padre, que o Coração de Jesus seja o seu repouso em tempos de pseudos-ortodoxismos!

    Estamos com Bento XVI, perito no Vaticano II, na hermenêutica da continuidade, da caminhada da Igreja.
    Na encíclica Caritas in Veritatis ele condena a caridade sem verdade, que se reduz em um vago sentimentalismo e mera conformação com a realidade:

    “Pela sua estreita ligação com a verdade, a caridade pode ser reconhecida como expressão autêntica de humanidade e como elemento de importância fundamental nas relações humanas, nomeadamente de natureza pública. Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade. Esta luz é simultaneamente a luz da razão e a da fé, através das quais a inteligência chega à verdade natural e sobrenatural da caridade: identifica o seu significado de doação, acolhimento e comunhão. Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, que se pode encher arbitrariamente. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade; acaba prisioneiro das emoções e opiniões contingentes dos indivíduos, uma palavra abusada e adulterada chegando a significar o oposto do que é realmente. A verdade liberta a caridade dos estrangulamentos do emotivismo, que a despoja de conteúdos relacionais e sociais, e do fideísmo, que a priva de amplitude humana e universal. Na verdade, a caridade reflecte a dimensão simultaneamente pessoal e pública da fé no Deus bíblico, que é conjuntamente « Agápe » e « Lógos »: Caridade e Verdade, Amor e Palavra.” (Caritas in Veritate, Parágrafo 3 – Introdução)

    “Um cristianismo de caridade sem verdade pode ser facilmente confundido com uma reserva de bons sentimentos, úteis para a convivência social mas marginais. Deste modo, deixaria de haver verdadeira e propriamente lugar para Deus no mundo. Sem a verdade, a caridade acaba confinada num âmbito restrito e carecido de relações; fica excluída dos projectos e processos de construção dum desenvolvimento humano de alcance universal, no diálogo entre o saber e a realização prática.” (Caritas in Veritate, Parágrafo 4 – Introdução)

    Mas também exorta que a verdade deve ser proposta e testemunho, radicados na caridade:

    “Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Esta, de facto, « rejubila com a verdade » (1 Cor 13, 6). Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem. Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projecto de vida verdadeira que Deus preparou para nós. Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos os nossos irmãos na verdade do seu projecto. De facto, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).” (Caritas in Veritate, Parágrafo 1 – Introdução)

    “A verdade há-de ser procurada, encontrada e expressa na « economia » da caridade, mas esta por sua vez há-de ser compreendida, avaliada e praticada sob a luz da verdade. Deste modo teremos não apenas prestado um serviço à caridade, iluminada pela verdade, mas também contribuído para acreditar a verdade, mostrando o seu poder de autenticação e persuasão na vida social concreta. Facto este que se deve ter bem em conta hoje, num contexto social e cultural que relativiza a verdade, aparecendo muitas vezes negligente se não mesmo refractário à mesma.” (Caritas in Veritate, Parágrafo 2)

    Em Suma, Verdade na Caridade e Caridade na Verdade! Que não falte em nossos debates nem verdade e nem caridade, nem fé e nem razão!

    1. “Ainda quando eu falasse todas as línguas dos homens e a língua dos próprios anjos, se eu não tiver caridade, serei como o bronze que soa e um címbalo que retine.”
    2 “Ainda quando tivesse o dom de profecia, que penetrasse todos os mistérios, e tivesse perfeita ciência de todas as coisas; ainda quando tivesse toda a fé possível, até o ponto de transportar montanhas, se não tiver caridade, nada sou.”

    I Corintios 13

    Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!

  4. Padre Joãozinho,
    quero manifestar meu desapontamento com essa sua atitude (sempre o tive como referência de sacerdote, mas ultimamente vejo seu lado humano, muito em evidência).
    Padre, tenho percebido que várias pessoas que tinham o costume de comentar os seus posts, sumiram……….. Confesso que eu também me cansei desses comentários provocativos que só está gerando provocações e insultos e que não nos levam a nada.
    Chego mesmo a lhe dizer, que cansei até mesmo do seu silêncio. Parece-me que o senhor está dando muita corda e provocando cada dia mais, muito sensacionalismo ao Monfort. Isto não vai levar a nada, porque não esta passando nada de útil a todos nós.
    NÃO EDIFICA NOSSA IGREJA. Se o senhor, queria tornar conhecido esta dissidência da Igreja (porque para mim mim, isto é protestantismo), poderia ter recomendado o site do Monfort e cada um chegaria a suas cnclusões, mas o senhor incitou, sim, a todos (aos 2 lados) à uma provocação mútua.
    Acho que não é desde jeito que a Igreja, deve evangelizar.
    Fica aqui minha colocação e os meus sentimentos. Devemos sempre falar a verdade e confesso que neste momento, para mim o senhor jogou lenha na fogueira e está gostando e ver o circo pegar fogo.

  5. Ricardo Becker Maçaneiro

    SÁBIAS AS PALAVRAS DE PADRE MARCOS OLIVEIRA, NÃO É NECESSÁRIO FAZER QUALQUER ACRÉSCIMO.
    SÓ NOS BASTA REZAR PARA QUE ESSE POVO DIABÓLICO-DO SENTIDO ORIGIANL DA PALAVRA, O QUE DIVIDE, E PARECE FAZER QUESTÃO DE DIVIDIR-CAIA EM SI E VEJA QUE ERRA NA DOUTRINA DO ESTAR PARADO NO TEMPO E TER UMA VISÃO ESTREITIVA DAS COISAS.
    REZEMOS PELA IGREJA, PARA QUE AS PESSOAS CONHEÇAM A VERDADE.

  6. Padre Joãozinho,
    Salve Maria!

    As afirmações do Pe Marcos Oliveira, no que dizem respeito ao Concílio Vaticano II, são muito simplórias e abstratas. Não respondem aos questionamentos feitos ao mesmo Concílio em seu blog.

    Pio XII, na Humani Generis, ensina o seguinte:

    Pois é verdade que os romanos pontífices em geral concedem liberdade aos teólogos nas questões controvertidas entre os mais acreditados doutores; porém, a história ensina que muitas questões que antes eram objeto de livre discussão já não podem ser discutidas. Pio XII, Humani Generis

    Se o dogma evolui, nenhuma questão esta fechada e Roma quando fala, não fecha, mas abre questões. Como o caso do “Extra Ecclesia Nulla Sallus”, e o “subsist in.” Para o magistério de Pio XII, o “Extra Ecclesia Nulla Sallus”, já não seria mais objeto de discussão. Contudo, o Concílio Vaticano II, aplica-lhe, a evolução do dogma, fazendo a passagem do “Est” para o “Subisist in.” Considerando-se esta mudança, amanhã este dogma, poderá significar outra coisa, que não seja nem o “Est” e nem o “Subsist in.” Então, conluir-se-à que o magistério da evolução do dogma, não é infalível, pois tem o tempo e não Nosso Senhor Jesus Cristo por cabeça.

    Houve um tempo (Como o Sr. sabe), onde a maioria da Igreja, foi constituída de arianos. Por que então a Igreja do Século IV, ao invés de lutar contra o arianismo, não se aggiornou a ele?

    Na antigüidade, segundo a história, tivemos o encontro entre a religião do Deus que se fez homem, com as religiões dos homens que fizeram deuses. Neste encontro, houve luta, combate e anátema, porque o espírito do “bom samaritano” que invadiu o Concílio, não invadiu a Igreja da antigüidade?

    Particularmente, vejo uma analogia entre os debates que o Sr. vem travando, com o debate entre Rufino e São Jerônimo. Contudo, a diferença fundamental, é que a invectiva de São Jerônimo, chamando Rufino de asno bípede, vem eclipsando todas as questões debatidas. O que prova na prática, o culto do homem de que fala Paulo VI, no discurso de encerramento do Concílio Vaticano II.

    A Igreja sempre respondeu a seus adversários. Mas para o tradicionalismo católico, a resposta tem sido o silêncio. E veja que se de um lado dialogou-se com os luteranos sobre a questão dogmática da justificação, com direitos iguais e buscando decisões doutrinárias. Por outro lado, com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, exige-se a aceitação incondicional do Concílio Vaticano II. Trata-se de questões dogmáticas com históricos inimigos da Igreja, como se fossem questões pastorais, e com a Fraternidade que é Católica, trata-se de questões pastorais, como se fossem questões dogmáticas.

    Penso, se tudo isto não acontece para que se cumpra a palavra do Senhor:

    “Digo-vos que em breve lhes fará justiça. Mas, quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a terra?” Lc 18, 7

    Quando vier o Filho do homem, a Igreja terá passado pelo mesmo que ele passou, ou seja, terá sido crucificada, e veremos acontecer o mesmo que aconteceu com o seu Esposo. Será que as palavras sobre apostasia, são consideradas pelo Sr. e pelo Padre Marcos, como de fé, divina e católica? Se sim, talvez expliquem nos a diferença entre as mensagens pessimistas das aparições de nossa Senhora, para a mensagem otimista do Concílio Vaticano II, que chamou os videntes de Fátima, de profetas de desgraças.

    O terceiro segredo de Fátima, foi revelado integralmente? Nossa Senhora, disse aos videntes um, etc?

    Fique com Deus.

    Abraços

  7. Antonio Jose

    Escreveu-nos padre Marcos:

    “Então, lamento mesmo a visão curta desse pessoal que critica o senhor e outras pessoas de bem. Se negam o próprio Concílio Vaticano II, isto demonstra o quanto nao entendem a verdadeira caminhada da Igreja na história, o sentido profundo do seu magistério e como se perdem na falta de misericórdia, orgulho e auto-suficiência.”

    Esta crítica não se sustenta. Subistitua IV Concílio de Latrão em lugar de Concílio Vaticano II no trecho que reproduzi acima e vejam a quem esta crítica perfeitamente se aplica.

    Acreditamos na Igreja de Sempre. Precisamente por isto o CVII deve ser lido sob a perspectiva da continuidade com a Tradição.

    São os defensores do CVII que vem com essa idéia de que aquilo que valia antes não vale mais hoje, que a Igreja se aperfeiçoou, que o dogma evolui etc., na medida em que negam os dogmas definidos anteriormentes, valendo-se das palavras ambíguas do CVII.

    Reflita sobre isto padre, ao invés de vir com tamanha bondade. Nem haveria de mencionar a quantidade de injúrias nesta carta. O padre Marcos emprega: falta de misericórdia, orgulho e auto-suficiência (2 vezes), ignorância, prepotência.

    O que fazer quando nossos sacerdotes tratam desta maneiras seu rebanho e irmãos na Fé Verdadeira, Una, Católica?

    Padre, numa coisa o senhor tem razão:

    “As portas do inferno não PPREVALECERÃO contra a igreja”

    Nisto confiamos. Por isto oramos.

  8. Ana Vitória

    Peçamos por intercessão da Santíssima Virgem a graça de suportar com humildade e resignação as injúrias e ofensas, ainda que injustas, mantendo sempre – como Jesus – um alto senso de nossa dignidade.

    Não se abata pe. Joãozinho, estou solidária ao sr.
    Sua benção.

  9. Joel Xavier

    Ainda em outra passagem São Pio X condena o princípio modernista da evolução da religião e dos dogmas:
    “O princípio geral [do Modernismo] aqui é: numa religião que vive, nada existe que não seja variável e que, por conseguinte, não deva variar. Daqui passam [ os modernistas] ao que em suas doutrinas é quase o principal: a evolução. Conseqüentemente, o dogma, a Igreja, o culto, os livros que veneramos como santos, e até a própria fé tem que se submeter à lei da evolução se não queremos que tudo isso se conte como morto” (São Pio X, Pascendi , Denzinger, 2093. Os sublinhados são do original).
    Então, é a heresia do Modernismo que defende a tese que os dogmas tem que “se submeter à lei da evolução”.

    http://www.montfort.org.br/action.php?secao=cartas&subsecao=quadro&artigo=20081127211353&lang=bra&action=print

  10. http://fratresinunum.com/

    “lota unum non praeterebit”. Dom Mario Oliveri apresenta a obra de Romano Amerio.
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    Do excelente Messa in Latino, um excepcional escrito do, já conhecido de nossos leitores, senhor bispo de Albenga-Imperia, Dom Mario Oliveri:

    Apresentamos uma pequena amostra da brilhante “pena” de Dom Mario Oliveri ,Bispo de Albenga-Imperia, que gentilmente concordou em publicar este seu artigo aparecido no número de janeiro passado da abalizada revista Studi Cattolici. Ao apresentar a figura de Romano Amerio, Dom Oliveri desenvolve uma reflexão sobre os males atuais da Igreja; sobre a conturbada recepção do Concílio e sobre os problemas, não só interpretativos, deste último; enfim, sobre as soluções para a crise. Trata-se, sem dúvida alguma, de uma ótima página para ler, reler e refletir. Com valor acrescido por se tratar do documento de um bispo diocesano, chamado a confirmar os irmãos na Fé. Abaixo a primeira parte do escrito; a segunda pode ser vista aqui.

    Em 1985, a editora Ricciardi publicava um volumoso e acurado estudo de Romano Amerio, intitulado “Iota Unum – Estudo sobre as variações da Igreja Católica no século XX”. Agora, duas outras editoras anunciaram a reedição desse livro de 656 páginas (“Fede e Cultura” já o fez), e o fato é visto em muitos círculos como de notável significado e interesse. Até L’Osservatore Romano, que na primeira aparição deste estudo não o deu atenção, já mostrou interesse. Antes, o jornal da Santa Sé já havia relatado a significativa informação acerca de um seminário sobre a personalidade e a obra literária, filosófica e teológica pensador de Lugano.

    Na primeira aparição do estudo de Romano Amerio, certamente, não foi apenas L’Osservatore Romano quem fez silêncio sobre a obra que tinha sido concebida para fazer refletir, para fazer pensar, para chamar novamente ao rigor de pensamento do intelecto humano. A obra tinha sido ignorada por muitíssimos setores da cultura (sobretudo da cultura religiosa, da cultura teológica), condenada realmente ao silêncio. Ainda, em outros meios, infelizmente, havia sido preconceituosamente marcada como escrito anti-conciliar, típico exemplo de uma rejeição do novo pensamento, da nova era, do novo Pentecostes, da nova primavera do espírito; fruto de uma “mens” que se admira que por um incessante novo pensar nasça necessariamente uma nova ação, um novo modo de agir, e assim baseia toda a missão da Igreja (se a Igreja tem de si mesma uma nova concepção – e este era naquele tempo o modo de pensar dominante de muita literatura que se apresentava como católica – se do Concílio é nascida uma nova eclesiologia, por que não acolher uma nova pastoral, novos métodos de ação dentro de tal nova Igreja, por que não aceitar um pensamento que sempre se renova, que sempre se auto-cria, que gera uma contínua mudança na ação, um progresso indefinido, em direção a algo que permanece sempre necessariamente indefinido?).

    Não se surpreenda o leitor da descrição do ambiente que prevalecia no seio da Igreja, quando o trabalho de Amerio foi publicado. Não se podia definitivamente dar boa atenção ao pensamento de Amerio que estava então convencido de que Vaticano II representasse uma verdadeira descontinuidade com o que a Igreja tinha pelos séculos, no passado, ensinado, realizado, vivido. Era generalizada a mentalidade segundo a qual o Vaticano II foi indubitavelmente uma revolução, uma reviravolta/mudança de direção, uma mudança radical ou substancial (se bem que não se adotasse este último termo, pois “substância” era um conceito pertencente a uma filosofia superada pelo pensamento filosófico moderno…).

    Para muitos, muitíssimos, o silenciar, o recusar o pensamento de Amerio, era natural, senão um dever: ninguém podia se dar ao luxo de gerar dúvidas de qualquer natureza sobre o Vaticano II, se não – no máximo – para dizer que ele ainda tinha sido muito prudente, e que, portanto, era necessário ir além, já que sempre se deve andar adiante.

    Se alguém considerasse este discurso exagerado, teria certamente a possibilidade de tentar mostrar o porquê pensa de tal modo. Assim, aqueles que consideravam, então, exagerado o pensamento de Amerio (na verdade sempre linear, sempre bem articulado, de imediata compreensão) poderiam ter estabelecido um diálogo (que todavia sustentavam como a verdadeira fórmula de todo progresso no pensamento, na ação e no encontrar a concórdia), poderiam tentar demonstrar o porquê a filosofia que apresentava todas as páginas daquele livro não era mais aceitável, ainda que tenha sido a filosofia comum no seio da Igreja durante séculos, superando as mudanças históricas (sempre acidentais), tempos muito conturbados da vida da Igreja e na vida do mundo. Não o fizeram: o silenciaram ou rejeitaram em bloco, sem dizer as razões da recusa.

    Por que agora, cá e lá, parece haver sobre o pensador de Lugano alguma atenção, uma postura um pouco mudada? Talvez porque, ao menos em alguns círculos eclesiais (embora seguramente não em todos) se está percebendo, e quase se está constatando, que sem continuidade do pensamento, e, conseqüentemente na ação; que sem continuidade no conhecimento e na adesão à verdade conhecida, não é possível fazer um discurso sério sobre qualquer coisa, não é possível dizer uma palavra que valha o pensamento de escutá-la, de transmiti-la, de fazer dela a base para o comportamento humano, para o viver humano?

    Está-se porventura notando que lá onde o Concílio Vaticano II foi interpretado como descontinuidade com o passado, como ruptura, como revolução, como mudança substancial, como giro radical, e onde foi aplicado e vivido como tal, nasceu na realidade uma outra igreja, mas que não é a Igreja verdadeira de Jesus Cristo; nasceu uma outra fé, mas que não é a verdadeira fé na Divina Revelação; nasceu uma outra liturgia, mas que não é mais a Liturgia Divina, não é mais a Liturgia tecida de Transcendência, de Adoração, de Mistério, de Graça que desce do alto para tornar verdadeiramente o homem novo, para torná-lo capaz de adorar em Espírito e Verdade; vem-se difundindo uma moral da circunstância, uma moral que não está ancorada se não no próprio modo de pensar e de querer, uma moral relativista, à medida do pensamento não mais seguro de nada, porque não mais aderido ao ser, à verdade, ao bem.

    Se tímidos sinais de interesse e de consideração a respeito de um pensador que — movido por amor à verdade e, portanto, por amor à Igreja, a qual não tem primeiramente que realizar nada senão transmitir a Verdade da Divina Revelação (e tudo aquilo que ela implica) como foi recebida e vivida ao longo dos séculos pela Igreja de Jesus Cristo guiada pelo Espírito Santo — revelou com absoluta honestidade as variações da Igreja Católica no século XX, mostrou sua incongruência com a “Traditio Ecclesiae” (isto é, com o que nos séculos tinha sido professado, ensinado e transmitido pela Igreja com uma linguagem que não se pode dizer “nova” — de coisas novas, verdades novas — mas, no máximo [“nove”] de modo novo); se tais sinais de interesse e consideração são sinais reais e ainda devessem crescer amplamente, pode-se esperar que os dias de desorientação tanto em muita Filosofia como Teologia estão para ser superados para dar espaço a um pensamento correspondente à essência, à realidade das coisas, à substância das coisas, substância que não muda, que não pode mudar, nem mesmo quando mudam os acidentes, as formas externas, as expressões contingentes que não constituem o “quid est” de uma coisa.

    No entanto, é muito difícil de morrer a mentalidade segundo a qual o Concílio Vaticano II tenha sido quase uma re-fundação da Igreja nos tempos modernos, e que com isso a Igreja tenha feito as pazes com o mundo, se reconciliado com a modernidade, com a filosofia tornada quase que exclusiva no século passado, segundo a qual tudo está sempre “in fieri”, tudo evolui, tudo depende do pensamento criativo do homem, tudo está em seu total poder.

    Outra idéia muito difundida continua a sustentada: aquela segundo a qual não haveria nenhuma dúvida sobre a variação significativa, negativa, depois do Concílio Vaticano II, mas elas seriam exclusivamente devidas às interpretações errôneas do Vaticano II, o qual deveria ser considerado todo perfeito em si mesmo e que não contém em seus textos nada, absolutamente nada, que possa dar origem a interpretações erradas. Este modo de pensar não leva em conta que os maus intérpretes pós-conciliares do Concílio trabalharam – não poucos – dentro do Concílio, cujos textos mostram em diversos pontos a influência dos “novatores”: em diversos textos se encontra alguma raiz que favorece a má interpretação. Por outro lado, aqueles que apelam ao assim chamado “espírito do Concílio” para exceder a letra, para justificar a hermenêutica da descontinuidade radical, seriam tão pouco inteligentes e prudentes de criar o seu raciocínio partindo do nada, do inexistente? Ou partindo de documentos – os do Concílio – que com alguma das suas expressões poderia sugerir a novidade com relação ao Magistério da Igreja ao longo dos séculos, nos últimos séculos, no último pontificado antes do Vaticano II?

    Não estaria exatamente ali nos documentos conciliares um vestígio daquela mentalidade que existia no seio do Concílio e que o Cardeal Joseph Ratzinger descreve em seu livro-autobiografia (”La mia vita”) nestes termos?:

    “Crescia cada vez mais a impressão de que nada era agora estável na Igreja, que tudo estava aberto a revisão. Mais e mais o Concílio parecia ser como um grande parlamento da Igreja, que podia mudar tudo e reconstruir tudo de acordo com seus próprios desejo… As discussões conciliares eram apresentadas cada vez mais conforme o esquema partidário típico do parlamentarismo moderno” “No final, ‘acreditar’ significava algo como ‘achar’, ter uma opinião sujeita a continuas revisões”.

    † Mario Oliveri

  11. Domingos de Oliveira

    Caro Padre João,ao invés de ficar publicando cartas que mais parecem corporativismo clerical,melhor seria o senhor esclarecer totalmente tudo aquilo que o senhor pensa a respeito de todas essas questões teológicas.
    Não seria essa a forma mais sensata de por fim a tantas polêmicas?
    O que tenho lido aqui,é um verdadeiro “banho” de conhecimento teológico e doutrinário por parte dos chamados “tradicionalistas”,um silêncio constrangedor de sua parte e defesas por demais despreparadas dos seus admiradores.
    Fica a minha sugestão.

  12. “Crescer no conhecimento e no modo de anunciar o Evangelho de sempre não quer dizer que a Igreja de antes era errada e a de hoje está certa, ou de que hoje a Igreja está errada e a de antes do Concílio Vaticano II estava certa.”

    __________________________________

    Eis a nova pregação fruto do Concílio Vaticano II:

    Sobre o Matrimônio:

    Por sua própria índole, a instituição matrimonial e o amor conjugal estão ordenados para a procriação e educação da prole, QUE CONSTITUEM COMO QUE SUA COROA. O homem e a mulher, que, pela aliança conjugal «já não são dois, mas uma só carne» (Mt. 19, 6), prestam-se recíproca ajuda e serviço com a íntima união das suas pessoas e actividades, tomam consciência da própria unidade e cada vez mais a realizam. Esta união íntima, já que é o dom recíproco de duas pessoas, exige, do mesmo modo que o bem dos filhos, a inteira fidelidade dos cônjuges e a indissolubilidade da sua união (2).

    GAUDIUM ET SPES, 48

    Eis agora o que era ensinado:

    Entre os benefícios do matrimônio ocupa, portanto, o primeiro lugar a prole. Em verdade, o próprio Criador do gênero humano, o qual, em sua bondade, quis servir-se do ministério dos homens para a propagação da vida, nos deu este ensino quando, no paraíso terrestre, instituindo o matrimônio, disse aos nossos primeiros pais e, neles, a todos os futuros esposos: “crescei a multiplicai-vos e enchei a terra”. (Gen 1, 28). Esta mesma verdade a deduz brilhantemente Santo Agostinho das palavras do Apóstolo S. Paulo a Timóteo (1 Tim 5, 14), dizendo: “que a procriação dos filhos seja a razão do matrimônio o Apóstolo o testemunha nestes termos: eu quero que as jovens se casem. E, como se lhe dissessem: mas por quê?, logo acrescenta: para procriarem filhos, para serem mães de família”. (S. Agost. De bono conj. cap. XXIV, n. 32).

    Pio XI, Casti connubii

    ______________________________________

    Alguém da Canção Nova é capaz de perceber o ERRO do CVII?

    Um diz que a razão do matrimônio é a procriação, outro diz que os filhos são o coroamento do matrimônio, não mais a razão principal, sendo substituido por, segundo as próprias palavras do concílio:

    ” prestam-se recíproca ajuda e serviço com a íntima união das suas pessoas e actividades, tomam consciência da própria unidade e cada vez mais a realizam.”

    _______________________________

    Logo se vê o desastre que éna prática, a mudança do ensino tradicional da Igreja…

  13. Eis ainda o Concílio da discórdia:

    “Além disso, façam-se edições da Sagrada Escritura, munidas das convenientes anotações, para uso também dos não cristãos, e adaptadas às suas condições; e tanto os pastores de almas como os cristãos de qualquer estado procuram difundi-las com zelo e prudência.”
    DEI VERBUM

    ______________________

    É preciso comentar sobre essa parte?

    Não mais a conversão dos hereges e cismáticos, mas anotações que satisfaçam suas perniciosas doutrinas, nos mandando ainda difundir o Livro Sagrado que pertence somente a Nossa Igreja a esses tais inimigos da Igreja…

    Será ainda preciso dizer o ensinamento precedente da Igreja? basta ler o CVI e o catecismo romano…

  14. Salve Maria

    Aos senhores provocadores de intriga contra Padre Joãozinho, aliás, digo melhor, “Contra o Papa”, já que contestam todo documento da Igreja após o Vaticano II e tudo que a CNBB escreve.

    Sendo assim as críticas aqui apresentadas não são dirigidas à uma pessoa individual, mas a todo o clero em si, só que atacam um, para que indiretamente atinjam em cheio os outros com suas calúnias e difamações.

    Veja as citações de Joel Xaviel, para ele só existe os documentos anteriores ao Vaticano II e Pio X ainda é o Papa em exercício, apesar de ter já falecido a muitos anos, ocupando agora o posto de Santo e intercessor e não mais de Papa da Igreja Católica.

    É evidente que todo diálogo com a Montfort gerará muita discordia, afinal Orlando Fedeli contraria a Bíblia dizendo que o Espírito Santo não habita em nossos corações e que as palavras de São Paulo afirmando que somos templos do Espírito de Deus é apenas um mal entendido, diz Fedeli também que Jesus não está em nosso meio quando o próprio Jesus afirma que entará até mesmo onde dois ou mais se reunirem em seu nome, bem sabemos que Orlando Fedeli e seus seguidores, seguem sua própria Bíblia e seus próprios documentos segundo a interpretação fora do Magistério que Orlando Fedeli copiou de Dom Marcel Lefebvre, o Bispo que foi excomungado pela Igreja Católica e que morreu sem se reconciliar com Roma.

    Se alguém está errado aqui, são aqueles que seguem os ensinamento de um Bispo que morreu fora da comunhão com a Igreja e assim permanece até hoje e permanecerá para sempre.

    Porque foi o proprio Jesus quem declarou a São Pedro o Primeiro Papa e a todos os seus sucessores que Tudo que ligassem na terra seria ligado no céu e tudo que desligassem na terra seria desligado no céu.

    Se João Paulo II desligou, está desligado e pronto!
    Foi regeitado pela Igreja todos estes ensinamentos de discordia e cisma e o assunto foi encerrado já que ninguém manifestou interesse em retornar à comunhão com a Igreja.

    Agora os seus seguidores se declaram os defensores da Igreja que traíram no passado e se julgam conhecedores de toda a verdade, desde que essa verdade esteja localizada na história anterior ao ano de 1969.

    A partir de 1970, para eles a Igreja Verdadeira foi invadida pelo tal de modernismo e até mesmo declaram em baixa voz nos cantos secretos que nosso Papa Bento XVI é ilegítimo, se bem que não são capazes de assuimir que dizem isso públicamente.

    Portanto, fica o dito pelo não dito e soa apenas como vãs acusações, mas é o que declaram todos aqueles que sairam das garras Fedelianas.

    É uma triste verdade para aqueles que não estavam acostumados com este tipo de diálogo, mas é uma verdade que é como uma ferida da Igreja que a aflige desde o cisma de Dom Marcel Lefebvre logo após o Concílio Vaticano II e que já passou da hora de ter sido curada.

    In Corde Jesu, Semper.

  15. RICARDO BECKER MAÇANEIRO

    SÁBIAS PALAVRAS DE “presentepravoce”-AINDA QUE FOSSE MELHOR QUE TIVESSE SE IDENTIFICADO.
    AINDA ACERCA DESSA HISTÓRIA DE “TRADICIONALISMO”(SE É QUE PODE SER ASSIM CHAMADO) ESCREVO UM EXEMPLO QUE EU CONHEÇO BEM.
    NA ÉPOCA DO CONCÍLIO VATICANO II, O ARCEBISPO DE FLORIANÓPOLIS ERA O GRANDE DOM JOAQUI DOMINGUES DE OLIVEIRA. UM BISPO QUE NASCERA EM 1878, ORDENADO PADRE EM 1901 E BISPO EM 1914-DESDE ESSA ÉPOCA EM FLORIANÓPOLIS. DOM JOAQUIM ERA DE UMA SOLENIDADE E UM CONSERVADORISMO FERRENHOS, QUE DEIXARIA DOM MARCEL LEFEBVRE NO CHINELO, MAS SABIA AVANÇAR QUANDO NECESSÁRIO!
    FOI PARA ROMA EM 1962, ACOMPANHOU A PRIMERIA SESSAÕ DO CONCÍLIO E VOLTOU APAVORADO. E NÃO VOLTOU À ROMA PARA O CONCÍLIO. POR SER UM DOS BISPOS MAIS VELHOS EM TEMPO E MINISTÉRIO, SENTOU NA PRIMEIRA FILA DURANTE O CONCÍLIO, MAS AS DISCUSSÕES O ESCALNDALIZAVAM.
    COM MAIS DE 80 ANOS NA ÉPOCA, NÃO CONCORDAVA COM MUITAS DECISÕES CONCILIARES, MAS COMO ERA FIEL À CRISTO E À IGREJA, ACEITOU TUDO E FEZ VALER AS DECISÕES, POIS SABIA QUE ERAM AS DECISÕES CERTAS NA HORA CERTA.
    NÃO FOI COM POUCA DOR QUE VIU SEUS PADRES TIRAREM A BATINA.
    NÃO FOI COM POUCA DOR QUE VIROU DE FRENTE PARA O POVO E CELEBROU A MISSA EM PORTUGUÊS.
    MAS FEZ PORQUE SABIA QUE PARA O MUNDO ATUAL ERA O NECESSÁRIO.
    E MORREU FELIZ E COM FAMA DE SANTIDADE EM 18 DE MAIO DE 1967.
    88 ANOS DE VIDA, 53 DE EPISCOPADO ILUSTRE E MAIS DE 60 DE SACERDÓCIO FECUNDO.
    ERA AMISSÍSSIMO DO ARCEBISPO CARIOCA DOM JAIME DE BARROS CÂMARA, QUE ERA PADRE DE FLORIAN´POLIS E A QUEM, DOM JOAQUIM CONFIOIU SEU SEMINÁRIO DE AZAMBUJA.
    AMBOS SOFRERAM POR CAUSA DA RENOVAÇÃO CONCILIAR, MAS ERAM FIÉIS À CRISTO E À IGREJA E ACEITARAM PELO BEM DO POVO.

  16. Padre João, não se encante com os comentários desse tal presentepravocê!

    Este senhor é ligado a maçonaria!

    Veja o comentário de uma pessoa que conhece bem este senhor:

    ”Olá Márcio.

    Salve Maria!

    Sou de Anápolis/GO, a mesma cidade desse indivíduo chamado Sizenando. Ele é dono de uma assistência técnica de radio e TV, a “Eletronica Mundial”. Muito provavelmente é maçon. Aos poucos estou tentando verificar esta informação! Inúmeras discussões internáuticas já foram travados entre eu e ele, por ocasião de um convite que fiz ao Dr. Fedeli para professar palestras em minha cidade.

    Ele é um homem meio perturbado. Quando acoado, desce ao menor dos degraus da imoralidade. Não percamos tempo com esse infeliz! No caso dele, somente as orações serão eficazes!

    Parabéns pelo blog.”

    Essa carta pode ser lida neste endereço:

    http://intribulationepatientes.wordpress.com/2008/04/27/carismatico-defende-o-nudismo/

  17. RICARDO BECKER MAÇANEIRO

    AINDA QUE PRESENTEPRAVOCE SEJA MAÇOM-O QUE O LEVARIA AO ERRO-, PARECE ESTAR MAIS SENSATO QUE ALGUNS QUE SE DIZEM MUITO CATÓLICOS E MUITO TRADICIONALISTAS.

  18. RICARDO BECKER MAÇANEIRO

    VEM DO SITE ZENIT ALGO SOBRE BENTO XVI EM RELAÇÃO À RETROCESSOS;
    Cardeal Bertone: Bento XVI não retrocede no Vaticano II

    Responde a rumores que circulam na mídia

    CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 27 de agosto de 2009 (ZENIT.org).- O colaborador mais próximo de Bento XVI desmentiu os rumores promovidos pela mídia, que assegura uma suposta intenção do Papa de “retroceder” no caminho de aplicação do Concílio Vaticano II.

    O cardeal Tarcisio Bertone, secretário de Estado, em uma entrevista concedida à edição italiana de L’Osservatore Romano do dia 28 de agosto, esclarece debates surgidos por revelações de supostos documentos, desmentidos pela Santa Sé, interpretados como uma volta atrás por parte do Papa, sobretudo em matéria litúrgica.

    “Para compreender as intenções e a ação de governo de Bento XVI, é necessário remontar-se à sua história pessoal – uma experiência variada que lhe permitiu passar pela Igreja conciliar como autêntico protagonista – e, uma vez eleito Papa, lembrar também do discurso de inauguração do pontificado, do dirigiu à Cúria Romana no dia 22 de dezembro de 2005 e dos atos precisos que ele quis e confirmou (às vezes pacientemente explicados)”, começa dizendo o purpurado.

    “As demais elucubrações e rumores sobre supostos documentos de retrocesso são pura invenção, segundo um clichê apresentado continuamente com obstinação.”

    O cardeal cita “algumas instâncias do Concílio Vaticano II que o Papa promoveu constantemente com inteligência e profundidade de pensamento”.

    Em particular, “a relação mais compreensiva instaurada com as igrejas ortodoxas e orientais, o diálogo com o judaísmo e com o islã, com uma recíproca atração, que suscitaram respostas e aprofundamentos como nunca antes teriam sido registrados, purificando a memória e abrindo-se às riquezas do outro”.

    “Além disso, agrada-me sublinhar a relação direta e fraterna, assim como paternal, com todos os membros do colégio episcopal nas visitas ad limina e nas demais numerosas ocasiões de contato.”

    “É preciso recordar a prática que empreendeu de intervenções livres na assembleia dos sínodos, com respostas pontuais e reflexões do próprio pontífice.”

    “Não podemos esquecer tampouco do contato direto instaurado com os superiores dos dicastérios da Cúria Romana, com quem ele estabeleceu encontros periódicos de audiência.”

    A reforma, uma questão de coração

    No que se refere à “reforma da Igreja”, o cardeal considera “que é sobretudo uma questão de interioridade e santidade”.

    Por este motivo, assegura, o Papa se concentra em recordar “a fonte da Palavra de Deus, a lei evangélica e o coração da vida da Igreja: Jesus, o Senhor conhecido, amado, adorado e imitado”.

    É por isso que ele está preparando neste momento o segundo volume do seu livro “Jesus de Nazaré”.

    No concernente às intervenções do Papa sobre a Cúria Romana, o cardeal explica que, no tempo que tem de pontificado, Bento XVI “realizou 70 nomeações de superiores dos diferentes dicastérios” vaticanos, sem contar as de bispos e núncios no mundo.

    Neste sentido, anuncia para um futuro próximo “nomeações importantes” nas quais estarão representadas as “novas Igrejas: a África já ofereceu e oferecerá excelentes candidatos”, afirma.

    O cardeal adverte sobre o erro de atribuir ao Papa todos os problemas da Igreja no mundo e todas as declarações dos seus representantes.

    “Uma correta informação exige que se atribua a cada um (unicuique suum) a própria responsabilidade pelos fatos e palavras, sobretudo quando estes contradizem abertamente os ensinamentos e exemplos do Papa”, recorda aos jornalistas.

    http://www.zenit.org/article-22488?l=portuguese

    SÓ FALTA UM CERTO GRUPINHO DIZER ABERTAMENTE QUE O PAPA, OS CARDEAIS E TODO O CLERO JUNTO COM OS LEIGOS ESTÃO ERRADOS.
    SERIA SÓ O QUE FALATAVA.

  19. Presente para você,

    nem mesmo o Papa, pode desligar um dogma de fé. O Papa, é o Bispo de Roma, Vigário de Cristo, guardião do depositum fidei, ele não é Deus para mudar poder mudar este depósito. Mesmo que fosse, ele não poderia contradizer-se a si mesmo!

    Interessante, que o próprio Papa João Paulo II, fala em APOSTASIA SILENCIOSA e diz em sua homília em Fátima (1982):

    “Poderá a Mãe, que deseja a salvação de todos os homens, com toda a força do seu amor que alimenta no Espírito Santo, poderá Ela ficar calada acerca daquilo que mina as próprias bases desta salvação? Não, não pode!” VIAGEM APOSTÓLICA EM FÁTIMA, MISSA NO SANTUÁRIO DO ROSÁRIO EM FÁTIMA http://www.arautos.org.br/view/show/183-homilia-do-papa-joao-paulo-ii—fatima-13-de-maio-de-1982

    De fato, a mãe não poderia ficar calada diante daquilo que mina as bases da fé. Contudo, alguém sabe integralmente, para além do Etc, na mensagem divulgada?

    Antes de João Paulo II, o seu predecessor, Papa Paulo VI, fala em fumaça de Satanás que penetrou o templo de Deus, por alguma brecha (Alocução livrai nos do mal).

    Pergunto me se nosso Estado fosse Católico, Edir Macedo e vários outros, teriam a mesma facilidade para enganar o povo. E se estaríamos discutindo no Congresso, questões como o homossexualismo e o aborto. Nos Estados Católicos, isto é impensável. Mas uma vez proclamada a liberdade religiosa, qual a necessidade dos Estados Católicos, qual a necessidade dos Bispos fazerem apologética? E os prejuízos não param por aqui…

    Hoje é mais fácil os Bispos da CNBB, defenderem a conservação da cultura indígena e quilombola, a defenderem a fé para qual são vocacionados. Porque a Igreja deve se atualizar e se aggiornar, e as culturas locais devem ser conservar e preservadas ?

    Desde a década o encerramento do Concílio, as vocações na Igreja, cairam assustadoramente. Ninguém ignora que a maior participação dos leigos, implica necessariamente, no fator determinante para esta queda assustadora. Para os Bispos e Padres da Teologia da Libertação (que não é uma teologia genuínamente latino-americana, como dizem), foi a oportunidade para fazer a revolução do proletariado em sua versão religiosa, através do laicato. Uma vez imprimida a mentalidade do proletariado na Igreja em nosso país, quem sairia ganhando, senão o protestantismo que representa a revolução proletáriada, do Século XVI…

    Como podes ver, os frutos do Concílio são; a América Latina politícamente variando entre as duas crias políticas do protestantismo (Liberalismo e comunismo) e religiosamente, protestante em potência; A Europa sem defesas diante do Islã e a América do Norte, sem equílibrio, com um Presidente da esquerda no poder.

    O que chama mais atenção no Concílio, é a absorção do pensento democrático moderno pela Igreja. Uma vez apagada na Igreja, a sua identidade monárquica, consuma-se a apostasia. Se as pessoas desejam um Presidente, elas não vão querer o Rei dos Reis e o Senhor dos Senhores? Como tratar Cristo Rei, como um Presidente?No Código Da Vinci, já se sugere que Cristo teve sua divindade elegida no Concílio de Nicéia.

    Os desdobramentos desta mentalidade, vemos ainda, no própio matrimônio. As pessoas que se separam e se casam, podem muito bem dizer que se trata de uma evolução do dogma e de um desdobramento da verdade. Nisto se vê claramente a afetação do tempo, pois quem poderá responder o que é o amor, se sua concepção esta em continua evolução? Bom, neste caso específico, as pessoas já não tem nenhuma concepção. Se perguntamos a elas o que é o amor, elas respondem que amor não se define, se senti. Mas como sentir o que não sou capaz de definir? Analogamente, a questão da Igreja, o amor é uma realidade maior do que o própio amor…

    O Império Romano de aggiornamento em aggiornamento, se tornou cristão. Provando que não é a Igreja que deve se atualizar ao mundo, mas o mundo que deve se atualizar a Igreja.

    Fique com Deus.

    Abraços

  20. Boa tarde,padre
    Esses seguidores do sr. Orlando afirmam “o que vejo aqui é um banho dos tradicionalistas…” Qual banho? São sempre as mesmas fontes, os mesmos argumentos. Já disse compilar artigos alheios é fácil,frases dos doutores também.
    Respondi a uma pergunta de vocês e um cidadão reclamou que basei-me na bíblia.Existe lugar melhor? Alguém está acima de Deus?
    Quem possui mais argumentos, aquele que busca embasamento nas palavras de Deus ou em palavras humanas?
    Sabe qual o problema? Quando temos embasamento bíblico não há como contestar e vocês ficam sem argumentos.
    A igreja que segue o Concílio não está praticando atos ilegais.
    Ah, mas o papa Pio nega esse documento e qual o problema?
    Todos fazem uma mesma interpretação para determinado assunto?
    A única VERDADE é DEUS,seus ensinamentos, respeitar-se-á os dogmas,verdade de fé da igreja,e seguir suas orientações.
    O recalque é de vocês, não aceitam o Concílio e se acham no direito de condenar quem respeita o documento.
    E para sustentar apenas “parte” da doutrina católica que lhe convém apresentam sempre as mesmas teses, fontes. Está cansativo.
    FATO INCONTESTÁVEL: O CONCÍLIO VATICANO II FOI APROVADO PELA IGREJA e ponto final.

  21. Luciana,
    Salve Maria!

    Santo Inácio de Loyola, diz que “nossa religião, é repetitiva”, porque é uma religião “pobre” para os pobres. Além disso, a Bíblia sem o Magistério e a Tradição da Igreja, não são propiamente palavras de Deus. Porque se fossem, Satanás não poderia ter tentado Nosso Senhor, pela sua própria palavra. Fique com Deus.

    Abraço

  22. Sexta-feira, 28 de Agosto de 2009

    Veículos distorcem cardeal Bertone
    Cardeal critica, com razão, as distorções da mídia. E é distorcido por isso.

    O cardeal Tarcisio Bertone concedeu uma entrevista ao L’Osservatore Romano sobre o governo de Bento XVI e o Vaticano II. Bertone sublinhou que não há um plano de retrocesso na reforma da Igreja e criticou abertamente a mídia, que instrumentaliza as posições do Papa dando a elas um contexto que não existe.

    Acontece que os veículos de língua portuguesa (Zenit e Agência Ecclesia) usaram a entrevista de Bertone para fazer exatamente aquilo que o secretário de Estado do Vaticano tanto criticou – distorcer tudo.
    Os dois sites escreveram:

    [O Cardeal] esclarece polémicas surgidas após a publicação de supostos documentos, desmentidos pela Santa Sé, interpretados como um passo atrás por parte do Papa, sobretudo em matéria litúrgica.

    Em nenhum momento da entrevista o cardeal afirma que a questão é a “suposta” modificação da liturgia. O uso desse “sobretudo em matéria litúrgica” é totalmente sem sentido para quem leu a entrevista do cardeal Bertone. Inclusive, no corpo da entrevista, o cardeal faz boas citações, sobretudo uma referência clara ao discurso do Papa de 22/12/2005, onde se admite certas críticas ao Vaticano II, sobretudo à sua recepção incorreta.
    A entrevista do Cardeal Bertone não se refere ao parecer da Congregação para o Culto Divino, anunciado por Tornielli, mas, pelo contrário, dá mais força ao mesmo “suposto documento”. Zenit e Ecclesia não entenderam o que leram do Cardeal Bertone, que é nada mais que uma introdução ao que virá – a Reforma da Igreja.

    http://igrejauna.blogspot.com/2009/08/veiculos-distorcem-cardeal-bertone.html

  23. Perdoem-me mas, eu não gosto do termo “seguidores do Fedeli”, pois, nós procuramos sempre seguir à Cristo, assim como o professor Orlando. Cristo é nosso único Senhor e DEUS.

    Creio que equivocam-se quando dizem que nós que defendemos a tradição somos seguidores do professor Orlando. Isto é um grande equívoco. Nós assim como o professor Orlando apenas buscamos defender aquilo que foi mantido na Igreja por mais de 2000 anos e como já disse, procuramos sempre seguir à Cristo, pois, Jesus é nosso único Senhor e DEUS.

    Há muitos conservadores que tenho certeza nunca ouviram falar no professor Orlando. Sejam de outro país ou caso não tenham acesso à internet e etc. e buscam defender aquilo que defendemos. E não são seguidores do professor Orlando e nem poderiam, pois, talvez sequer o conhecem.

    Portanto defendo aqui o professor Orlando e todos os conservadores. Oremos pelos conservadores.

    Não deixo também de defender os não conservadores, pois, como filhos de DEUS, também devemos orar por eles mesmo que não partilhemos dos mesmos pontos de vista.

  24. “…lamento a ignorância, prepotência e auto-suficiência desse pessoal cismático que quer se passar por fiéis católicos para destruir a Igreja por dentro.”

    Primeiramente gostaria de mais uma vez expor minha opinião.

    Ao Pe. Marcos Oliveira.

    Li o comentário de vossa Reverendíssima e gostaria de dizer que agradeço. Isso fez-me olhar mais para mim e para o que preciso mudar em minhas atitudes sobretudo. Obrigada Padre Marcos.

    Eu como sendo parte desse “pessoal cismático” considero-me ignorante (tenho muito de aprender. Exponho meu ponto de vista e procuro ver o outro lado para poder expor mais uma vez minha opinião, aproveito também para aprender sobre o que os outros irmãos pensam. E como ignorante, necessito de instrução, instrução esta que o senhor poderia conceder à mim e à todos para nos ajudar), considero-me prepotente (necessito adquirir um coração mais manso e humilde, o senhor também poderia nos ajudar nesta questão, porém, não sou uma pessoa abusiva e nem opressora, esse não é o meu intuito e se alguma vez mostrei-me assim peço perdão e, como já disse, apenas exprimo minha opinião e procuro ver o que os outros pensam para que assim possa haver um DIÁLOGO) e auto-suficiente nem tanto, mas sei que ainda tenho um egoísmo que busco a cada dia superar. Como humana sou muito limitada Padre, por isso busco sempre lutar contra aquilo que não é bom em minha personalidade. Busco rezar muito para que DEUS dê-me forças para afastar-me das ocasiões de pecado, sobretudo algumas das mais difíceis a serem superadas como a prepotência e a auto-suficiência.

    Gostaria de dizer que sim, falho como Católica, pois, ainda tenho minhas limitações e se falho como Católica, falho com Cristo. Só gostaria de dizer que ninguém a não ser Jesus conhece o meu coração e o de muitos (nisso refiro-me não só aos que tem o mesmo pensamento que eu, mas falo também dos que se opõem ao pensamento conservador) para dizer que quero ME PASSAR (o mesmo que fingir) de fiel Católica. E nunca pensei em destruir a Igreja por dentro, DEUS sabe disso. A única coisa que pensei até o presente momento foi em manter a Tradição Apostólica para (também) manter a fidelidade à Cristo. Cristo, O Fiho de DEUS que é nosso Senhor e Salvador.

    “É algo muito confuso o que este pessoal faz. Mas o Inimigo é o mestre da confusão. Mas como estamos com Jesus e a Igreja Católica de sempre, entao a Verdade prevalecerá e o amor vencerá.”

    Pois é Padre, o senhor tem toda razão. É algo muito confuso, também me confunde muito, por isso rezo pedindo discernimento. Realmente, o Inimigo é o mestre da confusão, está causando uma grande confusão na Igreja não concorda Padre? Por isso devemos sempre estar com Jesus e a Igreja Católica DE SEMPRE, então a Verdade prevalecerá e o amor vencerá. O amor que a Igreja Católica prega, pois, é a Igreja de Cristo, portanto, prega o amor de Cristo.

    Louvado seja DEUS!

    Peço-te perdão Padre se em algum instante vos faltei com o respeito e caridade. Se o fiz, passou despercebido e peço perdão.

    Fique com DEUS!

  25. E gostaria de dizer mais uma coisa. Meu objetivo aqui não é causar brigas e nem zombar de ninguém, mas busco expor aquilo que penso afim de ver aquilo que os outros pensam também.

    Dominus Vobiscum!

  26. Pedro Meira

    A referência à liturgia está também no site da Rádio Vaticano. Será que também a Rádio Vaticano estaria distorcendo as afirmações do Cardeal Bertone? http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/Articolo.asp?c=312406

  27. Boa noite, padre
    Parece que terei muito a comentar. Os amigos seguidores do sr. Orlando “estão no meu pé”.
    Obrigada pela escolha, após o falecimento do meu pai, precisava de ânimo.Sabiam que a primeira minha risada genuína desde o dia 28 de junho “brotou” quando entrei no site do padre João e o sr. Ricado escreveu “Essa tal Luciana,Fábio de Melo,Marcelo Rossi,
    vivessem no período de Lutero aplaudiriam-no e seguiriam-no, a lista de hereges seria longa.”
    Meu Deus,foi hilário,ri muito.
    Mas,falando sério,sr. Gerderson “A bíblia sem o magistério da igreja não são palavras de Deus?”
    O que é isso? Não está falando sério,está?
    Caríssimo,que Jesus fundou a nossa igreja,os dogmas são verdade de fé da igreja,através desta poderemos adentrar a glória,pois nem todos terão esse privilégio,sendo católicos ou não,fato incontestável.
    Agora,afirmar isso baseando-se na tentação de Satanás a Jesus?Inicialmente,Jesus passou quarenta dias no deserto e lá foi “atormentado”. Sabes o que iria acontecer após,não? A paixão de Cristo.
    Acredita que Jesus foi tentado somente por Satanás no deserto?
    Pergunte a um padre o que realmente significa essa passagem.
    E quanto à passagem bíblica a que faz referência, eu não tenho dúvidas sobre esta, utilizei-a para afirmar biblicamente que Jesus fazia referência a outra religião.

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