Salve Maria

Caro Pedro

Sinto muito que você já tenha se esquecido de nossos debates anteriores, repito aqui apenas que quando temos um Blog na net o nome “nick name” entra automáticamente com um Link que pode ser checado por qualquer pessoa.

Percebi acima sua resposta para Luciana, muito Boa mesmo, mostra que sabe a doutrina Católica 100%, mas finaliza sua resposta desmerecendo aqueles que são os responsáveis por todo o ensinamento que você aprendeu e ainda mais acusa a todos eles de comunistas sendo que não conhece nem 1% destes homens pessoalmente e muito menos sua vida Pastoral.

É muito fácil fazer acusações a Bispos usando o nome do Papa, dizendo que todos eles o desobedecem, lamentavelmente, apesar de uma trave enorme em meus olhos ainda consigo ver que tu és totalmente cego e continua achando que vês maravilhosamente bem.

Suas ofensas não me atingem, não me preocupo com provocações, também sei provocar, principalmente quando ouço fofocas sendo usadas como fundo de verdade.

Veja só, você que não conhece nossa cidade e nunca assistiu uma missa com nosso Bispo, afirmou categoricamente (baseando-se em fofocas de amotinados divulgados na Montfort)que ele proibiu a comunhão de joelhos, eu como, um morador desta cidade já vi e presenciei muitas vezes o próprio Bispo servindo comunhão a pessoas que se ajoelham em sua frente e ele nunca mundou que se levantassem, (isto eu até fotografei para lhe enviar caso queira ver com seus próprios olhos).

Em relação à restrição da Santa missa Tridentina em nossa cidade, creio que é totalmente inverdade sua afirmação, porque Padre João Batista celebra missa Tridentina todos os dias da semana nesta cidade sem dizer outras Missas em outros locais, além das missas celebradas dentro do convênto “Santa Cruz” e da “IFFPX”, creio que em nenhuma parte deste Brasil se celebre tantas missas Tridentinas quanto se celebra em Anápolis e mesmo assim o nosso Bispo continua sendo acusado de ter proibido missas tridentinas em Anápolis, vejo que seja por este motivo que muitos Bispos brasileiros não querem Tridentinos em suas paróquias, porque não fazem nada além de criar confusão litúrgica e confundirem aqueles que assistem a “Santa Missa Nova” no Rito ordinário.

[…] O Santo Padre obrigou a comunhão na boca de joelhos nas missas celebradas por ele[…]

OBRIGOU ? A quem ele obrigou ?
Onde está escrito esta ordem ?
Se ele é o celebrante, obrigou a si mesmo então ?
Isto não seria uma escolha pessoal ? Não seria apenas um exemplo? Como, faça o que eu faço e não o que eu digo ?

Nesta mesma missa que Bento XVI distribui comunhão na boca para 30 pessoas escolhidas a dedo e fotografadas uma a uma em tres ângulos diferentes, (que para mim não passou de um espetáculo), porque ao mesmo tempo se vê ao fundo 10.000 pessoas recebendo cumunhão de pé e no intervalo de menos de dois segundos cada uma. Que exemplo é este ? Exemplo de discriminação? Porque eu também gostaria de ser fotografado de joelhos recebendo comunhão na boca diretamente das mãos do Papa.

Fico imaginando o que Jesus esteja pensando a respeito desta atitude do Papa, permitir-se ser fotografado em espetáculo público servindo de exemplo para não sei qual objetivo!

Em uma mesma imagem se vê alguém de joelhos e outro de pé recebendo o mesmo Corpo de Cristo, isto serve apenas para mostrar que ambas as maneiras de Comungar estão corretas, são aceitas e incentivadas por Bento XVI.

Mas você faz questão de salientar apenas as trinta pessoas que receberam a comunhão das mão do Papa e se esquece das 10.000 que receberam dos outros Padres e Ministros presentes no meio do Povão discriminado, assim como eu.

Por acaso não era o mesmo Corpo de Cristo ?
Ou aquele que foi dado pelo Papa era mais Cristo do que aquele que os outros receberam ?
Não foram ambos consagrados pelo mesmo Sacerdote ?

Logo meu amigo, não ponha ordens aonde elas não existam !

O Bispo tem toda liberdade em definir como conduzir melhor o seu rebanho, afinal este rebanho é de sua responsabilidade e a vida de cada ovelha que se perder por descuido ou desleixo, Deus cobrará este sangue derramado deste Pastor e não de você, logo não fará a menor diferença esta sua preocupação exagerada.

Eu usaria a sua própria pergunta, mas gostaria de uma resposta cinsera:
[…] Que sintonia de opiniões existem entre o Santo Padre e a Montfort ?. […]

Acaso a Montfort e o ultra-tradicionalismo recebeu missão Papal para corrigir os erros do Clero Brasileiro ?

Acaso a Montfort tem formação teológica para isso ?
Porque o IBP rompeu com a Montfort ?
Acaso quem não aceita todos os documentos da Igreja, incluíndo é claro o Concílio Vaticano II pode ser considerado Católico ?
Acaso quem segue os ensinamentos de um bispo que foi excomungado da Igreja Católica por insubmissão pode exigir submissão dos demais a si mesmo e não ao Papa ?
Quer que eu lhe envie os e_mail’s que tradicionalistas me enviam insitando à desobediência frontal ao Magistério oficial da Igreja ?

Pode ser que existe uma trave em meus olhos, mas acho que não é somente nos meus, mas neste caso, se o problema era a falta de meu nome que você já conhecia das nossas conversas nos comentários daquele Blog que não é meu, vou colocá-lo logo abaixo.

Meu nome é Sizenando Oliveira.
Moro em Anápolis, participo da RCC e sou apenas um Leigo na Igreja, tenho um Blog (presentepravoce) que é o Nick name que aparece quando se entra blogado nos comentários, meu objetivo maior é mostrar que Deus nos deu um grande Presente, O SEU ESPÍRITO SANTO, E que somente através da presença deste Espírito em Nós podemos vencer o mal deste mundo nos aproximando cada vez mais do grande amor de Deus e sua Salvação.

Paz e bem a todos.

Nos debates teológicos aqui do BLOG, ultimamente avançamos e tornamos mais claras as posições. Os meus debatedores (opositores) aos poucos foram admitindo que tê dificuldades de aceitar o Concílio Vaticano II em sua integralidade. Não é spo questão de desqualifica-lo como dogmático. Um Concílio Pastoral é sempre um Concílio. Magistério é Magistério. Não se pode desqualificar. Podemos em outro momento debater o significado de infalibilidade. Não são apenas as definições ex cathedra que são obrigatórias ao cristão.

Bem… agora chegamos a uma das definições fundamentais do CVII: o conveito de Igreja como sacramento. Estamos na raiz dos conceitos conciliares. Agradeço ao Joel por sua clara posição a respeito, que com certeza nos ajudará a avançar:

A Definição de Igreja do Vaticano II

“[…] a Igreja é em Cristo como que o sacramento ou o sinal e instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo gênero humano […]” (Concílio Vaticano II, Constituição Dogmática Lumen Gentium, n. 1).

Nessa estranha “definição” de Igreja, bem diferente da definição tradicional, devemos notar três pontos essenciais:

a) A igreja seria como que “sacramento”.

b) da íntima união com Deus.

c) da unidade de todo gênero humano.

Afirmei, como Ratzinger afirmara, referindo-se a Romano Guardini, que esse é um novo conceito de igreja, desconhecido na doutrina católica, até o Vaticano II.

Com efeito, o Cardeal Ratzinger confessou que

“Quando no mês de Março do ano 1963 apareceu pela primeira vez o texto de um esquema oficial da correspondente comissão conciliar a palavra sacramentum para designar a Igreja, alguns padres conciliares se mostraram surpresos”(Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria de los Princípios Teológicos, Herder, Barcelona, 1985, p. 49).

Essa maneira de designar a Igreja era nova. Até então não se conhecia essa expressão. Daí, a “surpresa” dos Padres Conciliares.

Foi o modernista Padre Henri de Lubac que na década de trinta começou a designar a Igreja como sacramento (Cfr. Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria de los Princípios Teológicos, Herder, Barcelona, 1985, p. 55).

Ela fora admitida por teólogos alemães sem nenhuma restrição, e aprovada pela Conferência dos Bispos Alemães, em Munich, em 1962. No documento proposto para ser aprovado no Vaticano II, o redator do esquema, o belga Padre Philips, acrescentou um prudente “como que” para temperar o escândalo dos Padres Conciliares (Cfr. Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria de los Princípios Teológicos, Herder, Barcelona, 1985, p. 50. O sublinhado é meu).

Essas precauções reconheciam que a linguagem utilizada “não era a da terminologia habitual” (Cardeal Joseph Ratzinger, Teoria de los Princípios Teológicos, Herder, Barcelona, 1985, p. 50).

a) A Igreja “como que” sacramento

Com efeito, era, e é, muito de estranhar a afirmação de que a Igreja é “como que” “sacramento”.

Numa definição qualquer — e muito mais numa definição teológica, emitida por um Concílio, ainda que meramente pastoral — não se coloca um “como que”.

O “como que” é vagamente comparativo, e não cabe nunca numa definição, que deve ser terminologicamente exata.

Definição não é comparação.

Definir é dar um conceito preciso de algo, distinguindo-o claramente das demais coisas. Definir é estabelecer fins, limites, distinção. Isso é oposto do comparar, que busca as afinidades, as semelhanças, as analogias entre as coisas.

Definir e comparar seguem duas vias opostas.

Esse “como que” deixou os católicos metidos numa bruma quanto ao que é, de fato, a Igreja Católica. E, aproveitando-se dessa bruma, ou cortina de fumaça, foi possível introduzir entre os fiéis uma noção difusa de Igreja na qual cabiam, protestantes, cismáticos orientais, maometanos, judeus, budistas, etc. E nesse etc. é capaz de entrar até, introduzida por certos teólogos avançados, a “igreja” luciferina.

Essa definição brumosa de Igreja, adotada pelo Vaticano II, foi uma das brechas que permitiu penetrar na Igreja a famosa “fumaça de satanás” de que falou o próprio Paulo VI.

TEXTO COMPLETO: http://www.montfort.org.br/ind…..p;lang=bra

Pense sobre esta imagem…