O assunto de hoje é a evolução do dogma da divindade do Espírito Santo ao longo da História da Igreja. Tema difícil e intrincado, cheio de debates e busca de compreensão de como é possível crer em um só Deus em três pessoas.  A solução de Agostinho foi retomada por Tomás de Aquino e podem ser consideradas muito atuais para todos os que desejam aprofundar as razões da sua fé.

9 Comentários

  1. Bom dia!
    Sua benção.
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    Jesus Vida

    Lc 4,31-37

    Então Jesus foi para Cafarnaum, uma cidade da região da Galiléia. Ali ele ensinava o povo nos sábados. Eles estavam muito admirados com a sua maneira de ensinar, pois Jesus falava com autoridade. Havia um homem na sinagoga que estava dominado por um demônio. O homem gritou:
    – Ei, Jesus de Nazaré! O que você quer de nós? Você veio para nos destruir? Sei muito bem quem é você: é o Santo que Deus enviou!
    Então Jesus ordenou ao demônio:
    – Cale a boca e saia deste homem!
    Em frente de todos, o demônio atirou o homem no chão e saiu dele sem lhe causar nenhum ferimento. Todos ficaram espantados e diziam uns para os outros:
    – Que tipo de palavras são essas? Este homem, com autoridade e poder, expulsa os espíritos maus, e eles vão embora. E as notícias a respeito de Jesus se espalharam por toda aquela região.

    Palvra da Salvação!
    Glória a vós Senhor.

  2. Maria Inês

    RECEBI A REFLEXÃO COPIO PARA TODOS DO BLOG

    Bom dia !!

    Obedecer quando o que nos é pedido coincide com o que pensamos e desejamos é muito fácil. O difícil é obedecer quando aparentemente parece nos tolher a liberdade.

    Isso acontece algumas vezes com a vontade de Deus. Só que na verdade o que Deus quer de nós é que estejamos sempre no amor, em qualquer situação, em qualquer circunstância. É o próprio amor que vai nortear as nossas atitudes. Estando no amor sabemos ao que dizer sim e ao que dizer não. Essa é a verdadeira obediência e a verdadeira liberdade.

    Para hoje, dia 01 de Setembro:

    ” OBEDECER À VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE ”

    Abraços,

    Apolonio


    Postado por DADO DO AMOR no EDUCAR COM AMOR – ESCOLA FRATERNA

  3. Padre, paz!

    Um pouco de história…

    Um dos problemas que a Igreja teve que enfrentar foi a conciliação da concepção da Unidade de Deus com a Trindade, e isso gerou não poucas heresias, todavia, a razão da fé foi dilatada. Então, no Concílios de Niceia I em 325 e Constantinopla I em 381, a questão foi definida. Havia duas linhas heréticas: a dos modalistas (realçavam a Unidade de Deus em detrimento das Pessoas Divinas) e subordinalistas (realçavam a individualidade das Pessoas em detrimento da concepção de que Deus é Trindade (o caso mais famoso é o arianismo, que destacada que o Filho é criatura que foi criada pelo Pai e que houve determinado momento em que o Filho não existia, e o Espírito Santo, por sua vez, não era totalmente Deus.

  4. Trago uma importante contribuição…a tradução foi feita peloPe. Elílio Júnior

    Fonte: http://padreelilio.blogspot.com/2009/01/de-rationibus-fidei-santo-toms-de_08.html

    De rationibus fidei (Santo Tomás de Aquino)

    Capítulo IV

    Como se deve entender a processão do Espírito Santo a partir do Pai e do Filho:

    Deve-se considerar, ademais, que a todo conhecimento segue-se alguma operação apetitiva. De todas as operações apetitivas, o amor é o princípio. Se o amor for subtraído, não haverá gozo nem tristeza, e, consequentemente, serão também subtraídas todas as outras operações apetitivas, que, de certo modo, referem-se ao gozo e à tristeza. Existindo, pois, em Deus perfeitíssimo conhecimento, importa que nele haja também perfeito Amor, cuja processão se exprime por operação apetitiva, ao passo que a do Verbo, por operação do intelecto.

    Deve-se, contudo, considerar certas diferenças entre a operação intelectual e a apetitiva, pois a operação intelectual, e absolutamente toda operação cognitiva, completa-se pelo fato de o cognoscível existir de certo modo no cognoscente, a saber, o sensível nos sentidos e o inteligível no intelecto. Já a operação apetitiva completa-se segundo certa ordem ou movimento do apetente ao objeto do apetite. Aquilo cujo princípio do próprio movimento é oculto recebe o nome de espírito, assim como o vento é dito espírito, uma vez que o sopro não aparece. Também a respiração e o movimento das artérias, procedendo de um princípio intrínseco oculto, recebem o nome de espírito. Daí que, convenientemente, na medida em que as coisas divinas podem ser significadas por palavras humanas, o Amor divino procedente recebe o nome de Espírito.

    Entretanto, em nós o amor procede de dupla causa: ora da natureza corporal e material, o qual muitas vezes é amor imundo, já que por ele a pureza de nossa mente é contaminada; ora da propriedade natural do espírito, como quando amamos as boas coisas inteligíveis, que convêm à razão: tal amor é puro. Já em Deus não há lugar para o amor material. Convenientemente, portanto, denominamos o seu Amor não só Espírito, mas Espírito Santo, sendo que santo denota a sua pureza. É manifesto, contudo, que nada podemos amar com amor inteligível e santo a não ser aquilo que conhecemos em ato pelo intelecto. A concepção do intelecto é o verbo, donde ser necessário que o amor tenha origem do verbo. O Verbo de Deus dizemos ser o Filho, por onde fica claro que o Espírito Santo existe a partir do Filho.

    Como, no entanto, o divino inteligir é o seu próprio ser, assim também o amor de Deus é o seu ser; e como Deus sempre intelige em ato, e, inteligindo-se a si mesmo, todas as coisas intelige, assim também sempre ama em ato e ama todas as coisas amando a sua própria bondade. E como o Filho de Deus, que é o seu Verbo, é subsistente na divina natureza, coeterno ao Pai, perfeito e único, assim também é preciso que todas essas coisas sejam afirmadas do Espírito Santo.

    Dito isso, podemos considerar que, uma vez que tudo o que subsiste em natureza inteligente é dito pessoa (de acordo com os latinos) e hypóstase (de acordo com os gregos), é necessário dizer que o Verbo de Deus, que denominamos Filho de Deus, é hypóstase ou pessoa; e o mesmo é preciso dizer a respeito do Espírito Santo. A ninguém é duvidoso que Deus, de quem o Verbo e o Amor procedem, seja também subsistente, de modo que possa ser dito hypóstase ou pessoa. Assim, convenientemente, dizemos haver em Deus três pessoas, a saber, a pessoa do Pai, a pessoa do Filho e a pessoa do Espírito Santo. Não dizemos que essas três pessoas são diversas em essência, já que, como foi dito acima, assim como o inteligir e o amar de Deus são o seu próprio ser, assim também o seu Verbo e o seu Amor são a sua própria essência.

    Tudo o que se diz absolutamente de Deus outra coisa não é que sua própria essência. Deus não é ou grande ou poderoso ou bom acidentalmente, mas essencialmente; donde não dizemos que as três pessoas ou hypóstases são distintas em Deus por algo absoluto, mas tão somente pelas relações que provêm da processão do Verbo e do Amor. E porque chamamos a processão do Verbo de geração, da geração provêm as relações de paternidade e filiação; a pessoa do Filho distingue-se da pessoa do Pai somente pela paternidade e filiação: todas as outras coisas são predicadas comum e indiferentemente de ambos. Assim como afirmamos que o Pai é verdadeiro Deus, onipotente, eterno e outras coisas semelhantes, assim também é o Filho, e o mesmo deve-se afirmar a respeito do Espírito Santo. Já que o Pai e o Filho e o Espírito Santo não se distinguem na natureza da divindade a não ser tão somente pelas relações, convenientemente não afirmamos que as três pessoas são três deuses, mas professamos existir um só verdadeiro e perfeito Deus.

    Nos homens, porém, três pessoas são ditas três homens, não um só homem, porque a natureza da humanidade, que é comum aos três, diferentemente lhes convém segundo a divisão material, que em Deus absolutamente não existe. Segue-se daí que existindo em três homens três humanidades diferentes em número, só uma essência da humanidade se encontra neles. Entretanto, nas três pessoas divinas não existem três divindades diferentes em número, mas é necessário que haja uma única e simples divindade, já que a essência do Verbo e do Amor não é outra que a essência de Deus; e, assim, confessamos, não três deuses, mas um único Deus, por causa da única e simples divindade em três pessoas.

  5. Joel Xavier

    Fala Dom Williamson: a conversão da Rússia

    «Um impressionante, mas possível, plano do Céu para o mundo de hoje pode ser imaginado, se o Cristianismo Ortodoxo estiver a renascer na Rússia da forma que me foi Descrita por um russo em Londres há alguns dias. A sua descrição corresponde à impressão trazida da Rússia por um amigo americano que visitou São Petersburgo há alguns anos atrás. o Russo médio, diferentemente do espiritualmente desgastado ocidental médio, tem uma maior substância espiritual em si Mesmo.

    Como é que isso se liga a Nossa Senhora de Fátima…?

    O Russo em Londres contou-me que a Igreja Ortodoxa na Rússia está mais a seguir, do que propriamente a liderar, um renascimento da Ortodoxia entre o povo. A frequência à liturgia ortodoxa aumentou cerca de 50% ao longo dos últimos dois anos; agora 80% dos russos denominam-se, ao menos, ortodoxos, ou seja, crentes. Novas paróquias brotam por toda a parte. Bíblias são arrebatadas tão logo estejam à venda. A literatura religiosa floresce, enquanto a propaganda ateísta morre.

    A “Rússia Sagrada” ergue-se da tumba onde o Comunismo de 1917 a 1989 se esforçou por enterrá-la.

    Assim, quando as estruturas Comunistas do “Império do Mal” Soviético (Presidente R. Reagan) se desmoronaram em 1989, os russos voltaram os seus olhos para trás, à procura de uma ideologia que substituísse o Comunismo, não no Liberalismo Ocidental, mas sim nas suas raízes nacionalistas e religiosas da Ortodoxia Russa. De facto, o que é que o decadente Ocidente teria a oferecer à Rússia, a fim de satisfazer as suas renovadas necessidades nos anos 90? Em economia, o saque das suas riquezas por abutres capitalistas; em política, o actual cerco das suas fronteiras para garantir a hegemonia global e permanente por parte dos Estados Unidos, através da construção de um círculo de bases militares que são uma, senão mesmo a verdadeira, razão das desastrosas ocupações do Iraque e do Afeganistão nunca mais chegarem a um fim; em religião, as tentativas de expandir para Este o ecumenismo conciliar, com o qual, aparentemente, o clero russo não quer relação alguma – pelo contrário, estão conscientes do movimento Católico Tradicional e apoiam-no.

    No entanto, não tenhamos ilusões: A Ortodoxia Russa une religião e patriotismo numa mistura não inteiramente boa; e a Igreja Ortodoxa continua a ser cismática por recusar a Supremacia Papal e herética por rejeitar vários dogmas; então os Russos têm de converter-se à Igreja verdadeiramente Universal (Católica).

    Mas se Nossa Senhora de Fátima especificou o país deles para ser consagrado ao Seu Imaculado Coração, não será porque os Russos continuam a ser malvados comunistas, mas porque os enormes sofrimentos que o povo Russo teve de suportar durante 70 babilónicos anos de cativeiro comunista estão a invocar das profundezas sempre religiosas da “Rússia Sagrada”, o renascer de uma vitalidade espiritual que poderia salvar a verdadeira Igreja, presentemente enfraquecida no Ocidente, onde a autoridade ainda tem muitos fiéis mas com pouca Fé, enquanto que os remanescentes que ainda permanecem na Tradição têm a verdadeira Fé, mas de longe muito menos fiéis e ainda muito menos Autoridade? Deus sabe como a Igreja Ocidental também precisa de conversão!

    Será que um futuro fim do cerco da Rússia numa Terceira Guerra Mundial permitiria a ocupação da Europa, o que, por fim, levaria o Papa Romano a consagrar A Rússia ao Coração Imaculado de Nossa Senhora, como Ela por tanto tempo tem vindo a pedir em vão? Virá nesse momento o renovado vigor religioso dos Russos salvar As nossas deterioradas Autoridade e Tradição Católicas, cuja Verdade irá, por sua vez, limpar os seus erros? Se for assim, então Deus terá, uma vez mais, “encerrado todos esses homens na desobediência para usar com todos de misericórdia (…) Quem pode compreender o pensamento e os caminhos do Senhor? A ele seja dada a Glória para sempre” (Rom. 11, 32-36).

    Católicos, da corrente dominante ou da Tradição, rezem com todas as forças dos vossos corações pela Consagração da Rússia ao Coração Doloroso e Imaculado da Mãe de Deus, ou “Theotokos” como Ela é conhecida na Igreja Oriental.

    Kyrie Eleison.

    Londres, Inglaterra»

    http://emdefesadelefebvre.blogspot.com/

  6. “rezem com todas as forças dos vossos corações pela Consagração da Rússia ao Coração Doloroso e Imaculado da Mãe de Deus”
    Joel, isso já não aconteceu, não?

  7. Joel Xavier

    Jether,

    O pedido de Nossa Senhora de que a Rússia fosse consagrada ao Seu Imaculado Coração pelos Papa em união como todos os bispos do mundo ainda não foi feito. Prova disse é que a Rússia não se converteu. Por favor, veja o texto abaixo. Essa e outras questões são ali muito bem tratadas:

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=fatima3&lang=bra

  8. “Católicos, da corrente dominante ou da Tradição, rezem…” oração subordinada restritiva (??????)

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