Depois de quase 50 anos os ituanos poderão participar novamente de uma missa solene, celebrada no rito tradicional romano anterior à reforma litúrgica de 1970.

 

A celebração será no dia 7 de setembro, na igreja de Nossa Senhora do Carmo, às 19h30 e estará a cargo do Padre Almir de Andrade, que é sacerdote da Fraternidade de São Pedro e, além de vigário de uma paróquia em Roma, trabalha na Cúria Romana. A missa terá como intenção agradecer pelos 20 anos de admissão de um grupo de membros da Congregação Mariana do Carmo, da qual Padre Almir também faz parte.

 

A missa solene é composta de um rito próprio, com várias cerimônias que a diferem das chamadas missas rezadas e cantadas. É celebrada em latim e tem a participação de outros ministros sacros (diácono e subdiácono) que auxiliam o celebrante no rito. Além disso, tem várias partes cantadas, ora pelo celebrante e seus ministros, ora pelo coro, que executa tanto as partes fixas (Kyrie, Glória, Credo, Sanctus e Agnus Dei) quanto às partes móveis (Intróito, Salmo, Gradual, Ofertório e Comunhão).

 

A celebração da missa no rito anterior à reforma litúrgica, embora jamais tenha sido abolida, tem sido mais frequente em muitos lugares graças ao motu próprio Summorum Pontificum, do Papa Bento XVI. Por esse documento, escrito “de próprio punho”, em 14 de setembro de 2007, o Papa restaurou oficialmente para toda a Igreja o uso do missal de 1962, chamando-o “Rito Romano Extraordinário”. “Não se trata de um outro rito, mas uma outra forma de um mesmo rito”, explicou o Papa aos bispos do mundo todo, quando apresentou o documento.

 

A medida, que libera totalmente o uso dessa liturgia a todo padre que desejar, visa atender ao pedido de um número cada vez maior de católicos que se identificam com o simbolismo, piedade e riqueza espiritual que o antigo rito inspira. “Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia”, disse o Papa.

 

A missa do dia 7 contará com a participação do Schola Cantorum da Catedral Diocesana de Nossa Senhora do Desterro, de Jundiaí, sob regência de Mário Luiz Borin. O coro, além de cantos tradicionais, executará a missa Te Deum laudamus, a duas vozes, de autoria de Lorenzo Perosi, que foi mestre-capela da Basílica de São Pedro, no Vaticano.

 

Publicado por Guilherme Martins

FONTE: http://www.itu.com.br/noticias/detalhe.asp?cod_conteudo=19576

Religiosidade Terça-feira, 1 de setembro de 2009

7 Comentários

  1. Elaine Mendes

    Tenho um amigo, um jovem de 30 anos, que tem gosto pela missa em latim tanto é assim que ele escolheu viver como monge num mosteiro em Nova Friburgo.

    Gostei da medida.

    Sua benção

  2. Clebio Cid

    Seria muito bom se a cançao nova trasmitisse algumas missas celebradas no rito tradiconal em algumas paróquias…

  3. RICARDO BECKER MAÇANEIRO

    AGORA SIM.
    NÃO TEMOS AQUI O DESEJO DE ABOLIR A REFORMA LITÚRGICA, MAS DE USAR OS DOIS RITOS-NOVO E ANTIGO-EM UNIDADE E AO MESMO TEMPO DIVERSIDADE.
    É ALGO MUITO INTERESSANTE, QUE PODERIA-SE APLICAR A TODOS.
    DESDE QUE NÃO SE QUEIRA RETROCEDER NO TEMPO, SEM PROBLEMAS.

  4. Mais e mais pessoas vão descobrindo o belo e o sagrado do rito anterior à reforma litúrgica.

    São Pio de Pietrelcina, rogai por nós!

  5. Sizenando

    Muito Bom

    Quem reza e espera, sempre alcança !

    Os Católicos de hoje teem mais opções de celebração liturgica, agora além do Rito Romano “orninário” também podemos contar com o Extraordinário no “Rito Tridentino”, são as riquezas de nossa Igreja, como disse o Papa Bento XVI,

    +++
    O Catecismo apresenta a “novidade do Concílio”, inserindo-a, ao mesmo tempo, na totalidade da Tradição; é um Catecismo tão cheio daqueles tesouros que, por milénios, encontramos na Sagrada Escritura, e depois nos Padres e Doutores da Igreja, que permite a cada um de nós tornar-se semelhante àquele homem da parábola evangélica “que tira do seu tesouro coisas novas e velhas” (Mt 13,52), as riquezas antigas e sempre novas do Depósito divino.

    “Jesus Cristo é o mesmo ontem, hoje e sempre”.

    JOÃO PAULO II AOS SACERDOTES
    Vaticano, dia 8 de Abril – Quinta-Feira Santa – do ano 1993, décimo quinto do Pontificado.

    +++

    Houve realmente inovações na vida da Igreja através dos séculos, mas todos de caráter acidental, sem afetar a integridade da fé. Era natural e necessário que ocorressem, pois a Igreja é um corpo vivo, animado pelo Espírito Santo, que do seu tesouro de vitalidade sabe tirar “coisas novas e velhas” (Mt 13,52); uma Igreja que hoje se apresentasse com a face exterior que tinha no século I, seria uma “múmia” e não uma sociedade viva; novos tempos exigem novas respostas da parte de Cristo, que vive na Igreja. O próprio Jesus no Evangelho assemelhou a sua Igreja à semente de mostarda que, de pequenina, se torna enorme árvore, desdobrando e expandindo as suas virtualidades no decorrer dos tempos.

    Fonte: Revista “Pergunte e Responderemos”

    Janeiro de 1996 – Ed. “Lumen Christi”.

  6. Pedro Pelogia

    Padre Joãozinho, salve Maria!

    Venho neste post fazer um intervalo às críticas que venho fazendo em vosso blogue, e dar-lhe aqui os meus sinceros PARABÉNS!

    Sinto-me imensamente gratificado por ver aqui NOTICIADA a celebração de uma Santa Missa Cantada no rito extraordinário. É a primeira vez que vejo um meio de comunicação ligado à RCC comunicar uma Missa tradicional. Deo gratias! Vosso blogue tem muita audiência, e acredite que dando notícia desta Santa Missa o sr. fará um grande bem às almas que desejarem estar presentes nela.

    A Santa Missa no rito extraordinário, jamais revogada, não encontra espaço nos meios de comunicação ditos católicos, mas o seu blogue hoje mostrou ser um DIFERENCIAL neste aspecto. Agradeço de coração, pois o triunfo da Santa Missa é o triunfo de cada católico!

    Pela primeira vez vejo um padre da TV RECONHECER a verdadeira intenção do Motu Proprio “Summorum Pontificum” – a de que o Rito Extraordinário é totalmente liberado a qualquer sacerdote do rito latino que desejar celebrá-lo, prescindindo de autorização de Ordinário. O sr. também não descamba para os preconceitos, como os que já ouvi de muitos padres e de bispos como dom Joviano de Lima Júnior, Presidente da Comissão Nacional de Liturgia da CNBB, que DEPRECIOU a Missa de Sempre na Redevida.

    Agora rezarei pelo sr., padre, para que também o sr. descubra a riqueza da Santa Missa de sempre, voltada para Deus, e passe a celebrá-la piedosamente, como o fez São Pio de Pietrelcina até o fim de sua vida (+ 1968). O sr. verá o quanto esta Santa Missa lhe acrescentará!

    Deus lhe pague por isto, padre! Como padre que é, imploro a benção!

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