Demorou, mas a inteligência e o espírito de estudo do Sr. Orlando Fedeli falou mais forte que sua pressa pseudo-apologética e que suas frequentes crises de preconceito. Agora nosso debate começa a focar os argumentos e não os apelidos e a desqualificação da pessoa. Fico feliz que tenhamos chegado a este nível. A Igreja agradece. Em respeito a este senhor (que é um sincero estudioso do Magistério e da Tradição) reproduzo INTEGRALMENTE sua postagem recente sobre o nosso debate. Lembro que ele ainda não respondeu às minhas perguntas senão parcialmente. Sei que ele prepara uma resposta mais completa que espero para que possamos continuar nosso diálogo. Melhor que este diálogo fosse público e pessoal. Que tal? Estou à sua disposição e convido-o para uma visita à FACULDADE DEHONIANA, onde há 10 anos exerço a função de DIRETOR GERAL.

O comentário:

Padre Joãozinho não é um ignorante invencível
Orlando Fedeli
 
Sem esperar por minha resposta ao açodado desafio que me fez, Padre Joãozinho saiu com nova e precipitada nota em seu blog, voltando a me desafiar. Quão desafiador está esse padre ecumênico!
 
Espere um pouco, Padre, agora seria minha vez de lhe responder!
 
Estou preparando uma longa resposta para o primeiro desafio que o senhor me lançou com perguntinhas pérfidas em seu final. Logo mais minha resposta deixa-lo-á bem derrotado, para satisfação dos que têm fé, e para raiva de todos os modernistas que o consolam por sua derrota. Pois ando constatando que sua derrota tem despertado a ira eclesiástica de padres modernistas, assim como zangazinha carismática de moçoilas ginasianas, que o louvam em seu blog, e que aplaudem fanaticamente o padre melosamente galã. Aquele que, por enquanto, sumiu…
 
Onde andará ele? Em que TV estará ele dando entrevistas a modelos insinuantes e entusiastas por padres cuja maquiage “non clericat”.
 
Esta minha resposta ainda não é a que lhe estou preparando para encerrar nossa polêmica.
 
Já de per si, essa polêmica a que me desafiou demonstra a falsidade do ecumenismo: os seguidores do Vaticano II são ecumênicos com todos os hereges com quem dialogam. Mas, para com os católicos da Montfort, dedicam somente sua ecumênica repulsa e ódio..
 
Com a Montfort não há diálogo.
 
Graças a Deus!
 
Ufa! Que bom!
 
Com a Montfort só há polêmica!
 
Obrigado, Padre, por não nos colocar no nível dos hereges com os quais o senhor troca sorridentes heresias.
 
*****
 
Antes de tudo, Padre, deixe-me manifestar minha alegria por sua confissão de fé e de derrota.
 
Graças a Deus o senhor confessou uma coisa que deve ter lhe doído sair pela guela: “Fora da Igreja não há salvação”.
 
VIVA!!!
 
O senhor confessou que concorda com esse dogma da fé em gênero, número e grau!!!
 
ViVA!!!
 
Eis o seu texto:
 
Estes dias recebi o desafio de subscrever (ou não) o IV Concílio de Latrão, que foi uma das oportunidades em que a Igreja Católica definiu dogmaticamente que Extra Ecclesiam nulla salus, ou seja, fora da Igeja não há salvação. Já escrevi longamente a respeito disso no livro TEOLOGIA DA SOLIDARIEDADE, publicado por Edições Loyola. Porém, alguns insistem em pedir uma afirmação categórica de minha parte. É CLARO QUE SUBSCREVE EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU ESTA AFIRMAÇÃO DO CONCÍLIO DE LATRÃO”(Padre Joãozinho em seu blog no dia 28 de Agosto de 2009) .
 
Que bom, Padre. O senhor começou a ficar católico.
 
Pois aceitar esse dogma é condenar tudo o que o senhor tem dito a favor das heresias e dos hereges. A favor do ecumenismo.
 
Subscrever esse dogma condena tudo o que o senhor tem dito e escrito.
 
Graças a Deus o senhor teve que declarar que “fora da Igreja não há salvação!. “Extra Ecclesiam nulla salus”!
 
E foi a Montfort que lhe arrancou — bem a contragosto ao que parece — essa proclamação de ortodoxia que condena todo o seu irenismo ecumênico.
VIVA!!!
 
Calculo bem, Padre, como essa confissão de fé e de derrota deve ter lhe custado.
 
Mas saiu.
 
Custou.
 
Doeu.
 
Mas saiu.
 
Ela deve ter, –pelo menos um tanto–,  alegrado os anjos do céu. E deve ter muito amargado seus confrades no Modernismo, pois deixou patente sua contradição. 
 
Sei que alguns padres estão lamentando sua teimosia e afoiteza em se meter a discutir com a Montfort. Eles o criticam, por que discutindo comigo, o senhor me concedeu um auditório eletrônico que me permite demonstrar seus erros contra a Fé e a sua doutoral ignorância metafísica.
 
O senhor deve estar levando cada “bronca”…
       
Console-se, Padre, isso não passa. Já está registrado.
 
E vai ficar ainda pior, hoje. E ficará muito pior ainda, quando sair na internet minha resposta a seu desafio desastrado.
 
Aguarde, Padre.
 
O senhor não perde por esperar.
 
Mas tenho contra o senhor, como se diz no Apocalipse, que o  senhor abandonou muito cedo sua proclamada ortodoxia.
 
Sua ortodoxa parece com o anel do cravo, que “era vidro e se quebrou”.
 
Pois o pior foi que, logo depois dessa sua confissão de Fé, aceitando o dogma de que fora da Igreja não há salvação, no mesmo documento, poucas linhas depois, o senhor tenta desmentir esse mesmo dogma se socorrendo de uma sua bem ssupeita e misteriosa Teologia da Solidariedade, de um documento de João Paulo II, como também da definição de Igreja do Vaticano II:
 
O QUE É A IGREJA? Se a consideramos somente uma BARCA INSTITUCIONAL, então quem estiver inscrito na INSTITUIÇÃO se salva… os outros não. Algumas igrejas evangélicas também caem neste erro de alguns tradicionalistas católicos. Isto não é DOGMA da Igreja Católica. A Igreja vai além de sua dimensão visível, institucional. Ela é MISTÉRIO; é SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO (Lumen Gentium). Neste sentido é preciso entender as diversas figuras da Igreja: videira, luz, sacramento, corpo místico etc.”(Padre Joãozinho em seu blog no dia 28 de Agosto de 2009. As frases foram postas em destaque pela Montfort).
 
Afinal, “Fora da Igreja não há salvação” é dogma ou não é dogma da Igreja Católica?
 
Decida-se, Padre.
 
O senhor renega o que subscreveu em gênero, número e grau”?
 
Se não é dogma, como o senhor disse que o aceitava como dogma? Foi mentira que o senhor o subscreve em“EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU ESTA AFIRMAÇÃO DO CONCÍLIO DE LATRÃO” de que “Fora da Igreja não há salvação”?
 
O senhor faz ressalvas quanto ao gênero, quanto ao número, ou quanto ao grau da afirmação dogmática citada?
 
E o senhor tenta escapar dessa contradição, citando a Lumen Gentium, e traduzindo só um parágrafo de um documento de João Paulo II, omitindo – de fininho — de traduzir o restante do documento, porque o resto do documento o condena.
 
Nesse discurso, do qual o senhor traduziu só um pequeno trecho, João Paulo II trata de como os que estão em ignorância invencível pertencem à Igreja de modo particular, isto é, por pertencerem à alma da Igreja.
 
Que significa “ignorância invencível”?
 
Não pense, Padre que “ignorância invencível” é a incapacidade de compreender alguma coisa, por exemplo substância e acidente, ou entender o que é metáfora e distingui-la de gênero literário.
 
Não é isso, não, Padre.
 
Estão em ignorância invencível aqueles que não têm absolutamente meios de conhecer algo, no caso em discussão, na impossibilidade absoluta de conhecerem a Igreja e a sua fé.
 
Por exemplo, os índios que viviam no Brasil, antes da chegada dos portugueses, não tinham possibilidade de conhecer o cristianismo.
 
Como esses índios poderiam se salvar?
 
São Paulo dá resposta a isso, dizendo que eles seriam julgados por Deus pelo respeito que tivessem à lei natural inscrita nos corações de todos os homens. Os índios que vivessem de acordo com a lei natural, não cometendo nenhum pecado grave contra ela, poderiam se salvar. Esses índios pertenceriam à alma da Igreja. Mas não a seu corpo.
 
Esses índios se salvariam pelo Batismo de desejo (Mais adiante  trataremos disso). Pelo batismo de desejo eles pertenceriam à alma da igreja.
 
Foi exatamente isso que exlicaram Pio IX e João Paulo II no discurso do qual o senhor, Padre Joãozinho, traduziu só um pedacinho, para tentar manter seus leitores, que desconhecem o italiano, em ignorância quase invencível.
 
Isso não é intelectualmenete honesto, Padre.
 
Vou já, já tornar seus leitore e os meus bem conscientes de sua pequena esperteza.
 
O Papa Pio IX, depois de reafirmar o dogma de que “fora da Igreja não há salvação”, ressalvou na Alocução Singulari Quadam, de 1854, que deve ser entendido que não têm salvação os que estão fora da Igreja por alguma culpa própria.
 
Com efeito, pela fé há de sustentar-se que fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se; que esta é a única ARCA da salvação, que quem nela não tiver entrado, perecerá no dilúvio. Entretanto, também é preciso ter por certo que aqueles que sofrem de ignorância da verdadeira religião, se aquela [ignorância] é invencível, não são eles ante os olhos do Senhor réus por isso de culpa alguma. Ora, pois, quem será tão arrogante que seja capaz de assinalar os limites desta ignorância, conforme a razão e a variedade de povos, regiões, caracteres e de tantas outras e tão numerosas circunstâncias?” (Pio IX, Alocução Singulari Quadam, 1854, Denzinger, 1647. O destaque da palavra “ARCA” é nosso).
 
Veja, Padre Joãozinho, de novo, o que o senhor escreveu, enveredando por um contexto sofistico:
 
“Com este texto de João Paulo II, e outros do Magistério da Igreja, concluímos que está CORRETÍSSIMO afirmar que FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO. Mas o ponto seguinte do debate é o que interessa do ponto de vista hermenêutico: O QUE É A IGREJA? Se a consideramos somente uma BARCA INSTITUCIONAL, então quem estiver inscrito na INSTITUIÇÃO se salva… os outros não”.( O negrito e o sublinhado da palavra “BARCA” são da Montfort).
 
E Pio IX o condenou, Padre, pois escreveu:
 
pela fé há de sustentar-se que fora da Igreja Apostólica Romana ninguém pode salvar-se; que esta é a única “ARCA” da salvação, que quem nela não tiver entrado, perecerá no dilúvio”.(Destaque da Montfort).
 
E não vá acusar Pio IX de ser unilateral, por ter se limitado a usar para a Igreja apenas a imagem da Arca..
 
Portanto, em princípio, fora da Igreja não há salvação. Para alguém se salvar, precisa estar unido à Igreja Católica, pelo menos à alma da Igreja.
 
Isto é ainda mais claramente explicado por Pio IX na Encíclica Quanto conficiamur moerore, de 10 – VIII-  1863, na qual esse Papa condena o liberalismo, defensor da tese de que há salvação fora da Igreja (exatamente como Padre Joãozinho diz). Como condena também, o rigorismo jansenista, que não admitia que Deus concedesse qualquer graça capaz de salvar alguém que estivesse fora da Igreja, por ignorância invencível, recusando o batismo de desejo.
 
Vejamos como Pio IX explica isso, e como ele condena o que o senhor, Padre Joãozinho, ensina:
 
“E aqui, queridos filhos nossos e Veneráveis Irmãos, é preciso recordar, e repreender novamente o gravíssimo erro em que miseravelmente se encontram alguns católicos, ao opinar que os homens que vivem no erro, e alheios à verdadeira fé e à unidade da Igreja podem chegar à eterna salvação [v. 1717]O que certamente se opõe em sumo grau à doutrina católica”.
Isso calha em seu caso como uma luva na sua mão. Esse texto de Pio IX o acusa de cometer um “gravíssimo erro”, Padre Joãozinho.
 
Se o senhor conhecesse esgrima, eu lhe diria: “Touché”.
 
Prossegue o ensinamento de Pio IX, agora condenando o rigorismo dos jansenistas:
 
Coisa notória é para Nós e para Vós que aqueles que sofrem de ignorância invencível acerca de nossa santíssima religião, que cuidadosamente guardam a lei natural e seus preceitos, esculpidos por Deus nos corações de todos e que estão dispostos a obedecer a Deus e levam vida honesta e reta, podem conseguir a vida eterna, pela operação da virtude da luz divina e da graça. Pois Deus, que manifestamente vê, esquadrinha e sabe a mente, ânimo, pensamentos e costumes de todos, não consente, de modo algum, conforme sua suma bondade e clemência, que ninguém seja castigado com eternos suplícios, se não é réu de culpa voluntária”. “Porém, bem conhecido é também o dogma católico, a saber, que ninguém pode salvar-se fora da Igreja Católica, e que os contumazes contra a autoridade e definições da mesma Igreja, e os pertinazmente divididos da unidade da mesma Igreja e do Romano Pontífice, sucessor de Pedro, ‘a quem foi encomendada pelo Salvador a guarda da vinha’, não podem alcançar a eterna salvação” (Pio IX, Quanto Confficiamur Moerore, Denzinger, 1677. Os destaques são de OF.).
 
Compreendeu, Padre?
 
Quem como o senhor, subscreve e nega teimosamente o dogma de que fora da Igreja não há salvação, não podem alcançar a eterna salvação. Especialmente os doutorados em sua ignorância vencível.
 
Ou o senhor vai dizer que Pio IX era “protestante”?
 
E Pio IX não era da Montfort.
 
A Montfort que é de Pio IX.
 
Os erros do Padre Feeney
 
Para não lhe dar ocasião de sofismar, conto-lhe o caso do padre Feeney, cujos erros foram condenados no tempo de Pio XII. Erros que a Montfort também condena. Padre Feeney não aceitava o Batismo de desejo. A Montfort aceita que existe o Batismo de desejo. Pois está dito na Sagrada Escritura:
 
“E são três os que dão testemunho na terra: o espírito, a água e o sangue, e esse três são uma mesma coisa”( I Jo., V, 8).
 
Pois há três modos de Batismo: o sacramental, pela água; o do martírio, Batismo de sangue; e o Batismo de desejo, pelo Espírito.
 
Durante o pontificado de Pio XII, o Santo Ofício, ao ter que condenar os erros do Padre Leonard Feeney – negador da existência do batismo de desejo – reafirmou em carta ao Arcebispo de
 
Boston, tanto o dogma de que “fora da Igreja não há salvação”, como a legitimidade do chamado “Batismo de desejo”.
 
Ensinou o Santo Ofício, em 1949, nessa carta contra o Padre Feeney:
 
Entre as coisas que a Igreja sempre pregou e nunca deixa de pregar, está contida aquela sentença infalível que nos ensina que “fora da Igreja não há salvação”. Este dogma, entretanto, deve ser entendido no sentido em que a própria Igreja o entende. Nosso Senhor, de fato, não confiou à explicação das coisas contidas no depósito da fé aos julgamentos privados, mas sim ao magistério eclesiástico.”
 
“E em primeiro lugar, a Igreja ensina que neste caso se trata de um rigorosíssimo preceito de Jesus Cristo. De fato, Ele mesmo disse explicitamente aos seus discípulos que ensinassem todos os povos a observar o que Ele havia ordenado. (cfr. MT XXVIII, 19-20). Entre os mandamentos de Cristo, não tem menos valor aquele que nos ordena que os incorporemos, com o batismo, ao Corpo místico de Cristo, que é a Igreja, e a aderirmos a Cristo e ao seu Vigário, por meio de quem Ele mesmo governa na terra de modo visível a Igreja. Por isso, não se salvará aquele que, sabendo que a Igreja foi divinamente instituída por Cristo, não aceitar, mesmo assim, submeter-se à Igreja ou recusar a obediência ao Pontífice Romano, Vigário de Cristo na terra.
 
“O Salvador, então, não só predispôs em um preceito que todos os povos deveriam aderir à Igreja, como chegou a estabelecer que a Igreja era o meio de salvação sem o qual ninguém poderia entrar no Reino da glória celeste.”
 
“Daqueles meios para a salvação que só por instituição divina, e não por necessidade intrínseca, estão dirigidos para o fim último, Deus, na sua infinita misericórdia, quis que, em certas circunstâncias, seus efeitos, necessários para a salvação, pudessem ser obtidos também quando estes meios sejam ativados apenas pelo anseio ou pelo desejo. Isso vemos claramente enunciado no sagrado Concílio de Trento, quer em relação ao sacramento da regeneração, quer a respeito do sacramento da penitência.”
 
“Nas devidas proporções, o mesmo deve ser dito com relação à Igreja, já que esta é um meio geral de salvação. Pois, para se obter a salvação, não se exige a incorporação real (reapse), como membro, à Igreja, mas é exigido, pelo menos, a adesão a esta pelo voto e o desejo (voto et desiderio). Não é necessário que este voto seja sempre explícito, como se exige dos catecúmenos. Se o homem sofre de ignorância invencível, Deus aceita um voto implícito, assim chamado porque contido naquela boa disposição da alma com a qual o homem quer a sua vontade conforme à vontade de Deus.”
 
“Estas coisas são claramente ensinadas na [encíclica de Pio XII Mystici Corporis Christi] em relação ao Corpo Místico de Jesus Cristo […] Quase no final desta encíclica […] convidando à unidade, com o espírito cheio de amor, aqueles que não pertencem à estrutura da Igreja Católica [o Sumo Pontífice] recorda aqueles que, “por anseio ou desejo inconsciente, estão ordenados para o Corpo Místico do Redentor”; não os exclui absolutamente da salvação eterna, mas, por outro lado, afirma que eles se encontram em um estado no qual “nada pode assegurar-lhes a salvação […] pois que são privados de muitos e grandes socorros e favores celestes que só podem ser desfrutados na Igreja católica.”
 
“Com estas prudentes palavras, desaprova tanto aqueles que excluem da salvação eterna todos os que aderem à Igreja apenas com um voto implícito, como aqueles que defendem falsamente que os homens podem ser igualmente salvos em qualquer religião.”
 
“E não se deve nem mesmo pensar que seja suficiente um desejo qualquer de aderir à Igreja para que o homem seja salvo. Exige-se, realmente, que o desejo mediante o qual alguém é ordenado à Igreja seja moldado pela perfeita caridade; e o voto implícito não poderá ter efeito se o homem não tiver a fé sobrenatural” (Carta do Santo Ofício ao Arcebispo de Boston, 1949. Denzinger, 3866 -3872. Os destaques são da Montfort).
 
Nesses vários documentos do Magistério Extraordinário e Ordinário da Igreja, fica patente a extrema Sabedoria – infalivelmente divina — com que os Papas ensinam os fiéis da Santa Igreja, evitando todos os excessos e erros, quer por laxismo liberal, quer por um rigorismo sem misericórdia, típico do jansenismo.
 
Sempre absolutamente submissos à Cátedra de Pedro, fazemos questão de completar  a explicação deste ponto da doutrina Católica, com estas citações do Magistério Papal, para que nossos leitores possam conhecer plena e perfeitamente a doutrina da Igreja Católica. Como também para que não se fuja do problema em debate, apelando para a questão da ignorância invencível.
 
E com essa explicação tiramos a “chance” de padre Joãozinho nos atacar com outros sofismas.
 
Vejamos alguns casos de ignorância invencível.
 
Para bom entendedor, meia palavra basta. Mas, Padre Joãozinho é mau entendedor. O que me obriga a dizer mais do que uma palavra. A teimosia e a má vontade dele me obrigam a ser mais prolixo do que sermões de certos padres. (Nos seminários, parece que não se ensina por ponto final nos sermões).
 
Tomemos, então, outra questão muito abordada aqui no Brasil. É a respeito da eterna salvação possivel de índios, antes da chegada dos portugueses – como também da salvação eterna de membros de outras religiões.
 
Já vimos que Igreja tem como dogma que fora dela não há salvação (IV Concílio de Latrão). Isto não significa que um índio, que vivia no Brasil, antes da chegada dos portugueses, não pudesse se salvar.
 
Esse índio não poderia de modo algum conhecer a Igreja. Como então ele poderia salvar-se?
 
A resposta nos é dada por São Paulo, quando diz que aqueles que não conheceram a revelação de Cristo serão julgados pela lei natural, que Deus imprimiu no coração de cada homem.. 
 
Um índio, impossibilitado absolutamente de conhecer a Igreja, estava em estado de ignorância invencível. Mas, ele tinha conhecimento das leis naturais que governam a natureza, e a lei natural é a própria vontade de Deus governando a natureza. Então, esse índio, se ele obedecesse sempre as leis naturais, — que estão codificadas nos dez mandamentos e inscritas no coração humano- ele poderia se salvar. Caso ele praticasse a lei natural, ele pertenceria, não ao corpo da Igreja (que ele não conhecia), mas sim à alma da Igreja, por sua vontade de obedecer à lei que Deus colocou na natureza. Foi isto que expôs Pio IX.
 
Outro é o caso de quem pertence a uma religião falsa e pratica as suas superstições com atos contra a natureza.
 
Se sua ignorância for vencível, isto é, se for a ele possível conhecer a religião verdadeira, ele deve aderir a ela. Se não lhe for possível, na medida em que ele praticar algo que uma religião falsa manda contra a natureza, nessa medida ele vai se perder.
 
Poderia alguém perguntar sobre o budismo como religião.
 
O budismo nega que exista Deus. É uma religião atéia. Há budismos que transformaram Buda num ídolo, mas nessa religião a própria existência é vista como um mal. E isso é contra a lei natural. A vida é um bem, mas para eles a vida seria um castigo. Então como poderão agradar a Deus que é a Vida?
 
A Sagrada Escritura diz:
 
“São vaidade todos os homens nos quais não se encontra a ciência de Deus, e que pelos bens visíveis não chegaram a conhecer Aquele que é, nem considerando as suas obras reconheceram quem era o Artífice; mas tomaram por deuses governadores do mundo o fogo, o vento, o ar sutil, ou o giro das estrelas, ou a imensidade das águas, ou o sol e a lua. Se eles, encantados com a beleza de tais coisas, as julgaram deuses, reconheçam quanto é mais formoso do que elas o que é seu Senhor; porque foi o autor da formosura que criou todas estas coisas. Ou se eles se maravilharam do seu poder e das suas inflluências, entendam por elas, que Aquele que as fez é mais forte do que elas; porque pela grandeza e formosura da criatura, se pode visivelmente chegar ao conhecimento do Criador. Todavia esses homens são menos repreensíveis, porque, se caem no erro, é talvez buscando a Deus e desejando encontrá-lo. Porquanto eles buscam pelo exame das suas obras, e são seduzidos pela beleza das coisas que vêem. Mas, por outra parte, nem estes merecem perdão, porque se chegaram a ter luz bastante para poderem fazer uma idéia do universo, como não descobriram mais facilmente o Senhor dele? “ (Sab. XIII, 1-9).
 
O caso dos espíritas e dos maometanos é bem mais complexo.
 
Os espíritas vão diretamente contra o que mostra  a razão, e que foi revelado na Bíblia que diz: “Não haja entre vós… quem indague dos mortos a verdade” (Deut. XVIII, 11). E a Bíblia em muitas outras passagens condena a necromancia (a consulta aos mortos).
 
Quanto aos maometanos, bastaria que eles lessem o próprio Corão, para compreenderem que o livro pelo qual eles deveriam se guiar não é o Corão, pois no próprio Corão se diz:
 
“Demos o Livro a Moisés. (Não tenha dúvida de o encontrares), pois o colocamos como uma boa direção para os Filhos de Israel” (Surata XXXII, 30). “Demos o Livro a Moisés” (Sur. XXVIII, 43). “Certamente, nós demos boa direção a Moisés, e demos o Livro em herança aos Filhos de Israel” (Sur. XL. 56-53). “Demos o Livro a Moisés, colocamos junto a ele a seu irmão Aarão
como ministro” (Sur. XXV, 37).
 
E mais. O Corão mesmo diz que, quando Maomé tivesse dúvida sobre o Livro, que consultasse os mestres de Israel, os rabinos: “Se tens dúvida sobre aquilo que fizemos descer até ti, interroga aqueles que antes de ti liam o Livro” (Sur. X, 94).
 
O Corão manda Maomé, caso tenha alguma dúvida sobre o Livro que consultasse os rabinos judeus!
 
Que diria a AL Kaeda sobre isso?
 
Em todo caso, ninguém pode se salvar, praticando o que uma religião falsa ensina de errado, ou manda de contrário à lei natural.
 
Como também, deve-se lembrar que só Deus sabe quem, em concreto, se salva, e que Deus onipotente é infinitamente misericordioso, pode salvar uma pessoa de modos que não conhecemos.
 
Esperemos em sua misericórdia, mas seguindo a única Igreja verdadeira – a Igreja Católica – e aceitando o único Salvador que é Cristo Jesus, único nome pelo qual o homem pode ser salvo
 
Já vejo Padre Joãozinho vir correndo com uma pergunta-argumento: “E os protestantes? E os protestantes?”.
 
Por mais ignorantes que sejam os protestantes, por incrivel que pareça, a ignorância deles não é invencível. Por isso, mesmo, normalmente, eles não podem se salvar.
 
Um protestante não pode alegar ignorância invencível para conhecer a Igreja verdadeira, pois tem muitos meios de estudar as origens históricas do protestantismo, e a vida de Lutero, assim como os seus escritos. Ele verá que Lutero ensinou que se deve “Crer firmemente, e pecar muitas vezes”. Lutero ensinou a tese da santidade do pecado. E isso vai diretamente contra o que o protestante lê em sua Bíblia.
 
Todo protestente lê a Bíblia. Ora em São Paulo ele lê que “a Fé vem pelo ouvido”( São Paulo , Ep. Rom. X, 17). E a fé do protestante vem pelos olhos, pela leitura da Bíblia…
 
Na Bíblia, o protestante lê que Jesus não mandou imprimir bíblias, porque a fé não vem pelos olhos. E porque a Fé vem pelo ouvido, Jeus disse: “Ide e ensinai”(São Mateus, XXVIII, 19).
 
Cristo não disse: “Ide e imprimi”. Isso não existe na Bíblia.
 
Na Bíblia, o protestante lê que não adianta ler a bíblia, pois o escravo da raínha de Candace,quando o diácono Felipe lhe pergunta: “Compreendes o que lês?,respondeu:” Como poderei compreender, se não houver alguém que mo explique”(Atos dos Apostolos, VIII, 30-31). Logo, o protestante lê, na Bíblia, que não adianta ler a Bíblia, se não houver alguém que a explique, ensinando.
 
E o protestante lê que Maria foi dita a Mãe do Senhor e bem aventurada, que ela nos foi dada por Jesus como nossa mãe; que Pedro recebeu as chaves do reino dos céus, que sobre ele foi fundada a Igreja de Cristo, etc etc etc, E ETC.
 
Portanto, o protestante que tenha uso da razão, tem meios bem a seu alcance para vencer sua ignorância.
 
E o mesmo se pode dizer dos cismáticos orientais.
 
E se Padre Joãozinho quiser mais provas, que leia os textos do site Montfort que tratam disso. Eles lhe farão bem.
 
 
O TEXTO DE JOÃO PAULO II QUE PADRE JOÃOZINHO TRADUZIU… PARCIALMENTE.
 
Abaixo damos  a tradução completa do texto de João Paulo II citado por Padre Joãozinho.
 
Examinemos o que o Papa João Paulo II ensinou nessa audiência.
 
1- João Paulo II reafirma, várias vezes, que é dogma da Igreja afirmado pelo Concílio de Latrão que: “Fora da Igreja não há salvação”
 
No número 4 desse discurso, ele disse:
 
Fora de Cristo não “há salvação”. Como proclamava Pedro diante do Sinédrio, desde o início da pregação apostólica: “Sob o céu, não foi dado aos homens outro nome  no qual seja estabelecido que possamos ser salvos” (At 4, 12).
 
Ele afirma, no no 3 desse discurso, que foi proclamado por Pedro que o homem pode ser salvo só por meio de Cristo:
“em nenhum outro há salvação”, e chama Jesus “pedra de ângulo” (At 4,11-12), pondo em evidência o papel necessário de Cristo como fundamento da Igreja”.
 
“Esta afirmação da “unicidade” do Salvador extrai a sua origem das próprias palavras do Senhor, o qual afirma ter vindo “para dar a própria vida em resgate por muitos” (Mc 10, 45), isto é, pela humanidade, come explica São Paulo quando escreve: “Um só morreu por todos” (2 Cor 5, 14 cf. Rm 5, 18). Cristo obteve a salvação universal com o dom da própria vida: nenhum outro mediador foi estabelecido por Deus como Salvador. O valor único do sacrifício da Cruz deve ser sempre reconhecido no destino de todo homem”.
 
João Paulo II trata então, no primeiro item desse discurso dos que estão em ignorância invencível:
 
E admitindo que é concretamente impossível para tanta gente aceder à mensagem cristã acrescentei: “Muitos homens não têm a possibilidade de conhecer e de aceitar a revelação do Evangelho de entrar na Igreja.Esses vivem em condições socio-culturais que não permitem isso, e frequentemente foram educados em outras tradições religiosas (Redemptoris Missio, 10).
No número 3 desse discurso, diz ainda o Papa João paulo II, reiterando que os que stão em ignorância invencível podem se salvar:
 
Também para aqueles que sem culpa sua não conhecem Cristo e não se reconhecem cristãos, o plano divino predispos um caminho de salvação. Como lemos no Decreto conciliar sobre a atividade missionária Ad Gentes, nós cremos que “Deus, através de vias que só Ele conhece pode levar à fé necessária para a salvação  os homens que sem culpa ignoram o
Evangelho” (Ad Gentes, 7). Certo, a condição “sem culpa dele” não pode ser verificada nem apreciada por avaliação humana, mas deve ser deixada unicamente ao juízo divino”
 
Note-se bem: os que estão em ignorãncia invencivel são aqueles que ignoram a Fé e desconhecem a Igreja “sem culpa sua”. Esses podem se salvar.
 
“Por isso, pode-e dizer também sine Ecclesia nulla salus – “sem a Igreja não há salvação” –: a adesão à Igreja-Corpo místico de Cristo, por quanto é implícita e exatamente por isso misteriosa, costitui uma condição essencial para a salvação” (No No 4 desse discurso).
 
Por isso, o Papa João Paulo II adverte certos modernistas – como o Padre Joãozinho –que querem enfiar todo mundo dentro da Igreja sob a veste da Ignorância invencível:
 
“2- Quanto disse acima não justifica porém a posição relativista de quem julga que em qualquer religião se possa encontrar um caminho de salvação, mesmo independentemente da fé em Cristo Redentor, e que sobre essa ambígua concepção deve se basear o diálogo inter religioso. Não está aí a solução conforme o Evangelho do problema da salvação de quem não professa o Credo cristão. Devemos em vez disso sustentar que a estrada da salvação passa sempre por Cristo, e que pois cabe à Igreja e aos seus missionários o dever  de fazê-lo conhecer e amar em todo, em todo lugar e em toda cultura. Fora de Cristo não “há salvação.
 
Compreendeu, Padre Joãozinho?
 
É exatamente para o senhor que calha essa condenação de João Paulo II.
 
Porque o senhor não traduziu esse… “contexto”, Padre?
 
Que feio e que vergonha!
 
E nem Padre Fábio de Melo—ele que acha tudo “liindo”– seria capaz de dizer desse seu ato de omissão: “Isso é liindo”.
 
Porque isso é horrível.
 
*****
 
De tudo isso se conclui… por hoje:
 
1 – Que o dogma “Fora da Igreja não há salvação” continua obrigatório para todos os católicos, inclusive para Padre Joãozinho
 
2 – Que os homens que, por “ignorância invencível”, não podem ter conhecimento da Fé, podem se salvar, se praticarem a lei natural que todos os homens conhecem. Eles não estão fora da Igreja, pois pertencem à alma da Igreja pelo Batismo de desejo.
 
3 – Herege é aquele que, conhecendo a Fé , nega seus dogmas de modo pertinaz. E se o herege conhece a doutrina e a nega, ele não estã no caso de ignorância invencível.
 
4- Portanto, como conclusão final, dizemos que Padre Joãozinho não é um ignorante invencível.
 
Ele, de fato, é um herege vencido, que recusa admitir que errou.
 
Que Deus tenha pena dele.
 
(A questão da definição de Igreja da Lumen Gentium, deixaremos para nossa próxima resposta ao desafio que Padre Joãozinho nos fez com suas perguntinhas insidiosas.
 
(Quero dizer-lhe, Padre, que devo agradecê-lo, pois estou me divertindo à beça).
 
São Paulo, 02 de setembro de 2009
             Orlando Fedeli
 
——
 
 1) TRADUÇÃO INTEGRAL DO TEXTO DE JOÃO PAULO II FEITA PELA MONTOFRT
 
João Paulo II
Audiência geral – Quarta Feira , 31 de Maio de 1995.          
 
     1. “As dificuldades que por vezes acompanham o desenvolvimento da evangelização põe em foco um problema delicado, cuja solução não deve ser buscada em termos puramente históricos ou sociológicos: o problema da salvação daqueles que não pertencem visivelmente à Igreja. Não nos é dada a possibilidade de perscrutar o mistério da ação divina nas mentes e nos corações, para avaliar a potência da graça de Cristo no tomar posse, na vida e na morte, de quantos “o Pai lhe deu”, e que Ele mesmo proclamou não querer “perder”. Nós ouvimos repetir isso em uma das leituras evangélicas propostas para a Missa dos defuntos( cf. Jo., VI, 39-40).
 
     Mas como eu escrevi na encíclica Redemptoris Missio, não se pode limitar o dom da salvação “àqueles que, de modo explícito, crêem em Deus e entram na Igreja. Se a salvação é a todos destinada, em concreto, deve ser posta à disposição de todos”. E admitindo que é concretamente impossível para tanta gente aceder à mensagem cristã acrescentei: “Muitos homens não têm a possibilidade de conhecer e de aceitar a revelação do Evangelho de entrar na Igreja.Esses vivem em condições socio-culturais que não permitem isso, e frequentemente foram educados em outras tradições religiosas (Redemptoris Missio, 10).
     
   Devemos reconhecer, que o quanto entra na capacidade de humana previsão e de conhecimento essa impossibilidade prática pareceria destinada a durar talvez ainda longo tempo, mesmo até o fim da obra de evangelização. O próprio Jesus advertiu que só o Pai conhece “os tempos e os momentos” fixados por Ele para a instauração de seu Reino no mundo ( cf. At I, 7).
 
     2. Quanto disse acima não justifica porém a posição relativista de quem julga que em quaquer religião se possa encontrar um caminho de salvação, mesmo independentemente da fé em Cristo Redentor, e que sobre essa ambígua concepção deve se basear o diálogo inter religioso. Não está aí a solução conforme o Evangelho do problema da salvação de quem não professa o Credo cristão. Devemos em vez disso sustentar que a estrada da salvação passa sempre por Cristo, e que pois cabe à Igreja e aos seus missionários o dever  de fazê-lo conhecer e amar em todo, em todo lugar e em toda cultura. Fora de Cristo não “há salvação”. Como proclamava Pedro diante do Sinédrio, desde o início da pregação apostólica: “Sob o céu, não foi dado aos homens outro nome  no qual seja estabelecido que possamos ser salvos” (At 4, 12).
 
     Também para aqueles que sem culpa sua não conhecem Cristo e não se reconhecem cristãos, o plano divino predispos um caminho de salvação. Como lemos no Decreto conciliar sobre a atividade missionária Ad Gentes, nós cremos que “Deus, através de vias que só Ele conhece pode levar à fé necessária para a salvação  os homens que sem culpa ignoram o Evangelho” (Ad Gentes, 7). Certo, a condição “sem culpa dele” não pode ser verificada nem apreciada por avaliação humana, mas deve ser deixada unicamente ao juízo divino. Por isso na Constituição Gaudium et Spes o Concilio decara que no coração de cada homem de boa vontade “opera invisivelmente a graça”, e que “o Espírito Santo dá a todos a  possibilidade de entrar em contato, em modo que só Deus conhece, com Mistério pasqual” (Gaudium et Spes, 22).
 
     3. É importante sublinhar que a via da salvação percorrida por quantos que ignoram o Evangelho não é uma via fora de Cristo e da Igreja. A vontade salvífica universal è ligada à única mediação de Cristo. Afirma-o a Primeira Carta a Timoteo: “Deus nosso Salvador, que quer  que todos os homens sejam salvados e cheguem ao conhecimento da verdade. Um só, de fato, é Deus, e um só o mediador entre Deus e os homens, o homem Cristo Jesus, que deu a si mesmo para resgate de todos” (1 Tm 2, 3-6). Proclama-o Pedro quando diz que “em nenhum outro há salvação”, e chama Jesus “pedra de ângulo” (At 4,11-12), pondo em evidência o papel necessário de Cristo como fundamento da Igreja.
 
     Esta afirmação da “unicidade” do Salvador extrai a sua origem das próprias palavras do Senhor, o qual afirma ter vindo “para dar a própria vida em resgate por muitos” (Mc 10, 45), isto é, pela humanidade, come explica São Paulo quando escreve: “Um só morreu por todos” (2 Cor 5, 14 cf. Rm 5, 18). Cristo obteve a salvação universal com o dom da própria vida: nenhum outro mediador foi estabelecido por Deus como Salvador. O valor único do sacrifício da Cruz deve ser sempre reconhecido no destino de todo homem.
 
     4. E como Cristo opera a salvação mediante o seu Corpo místico, que é a Igreja, o caminho da salvação é essencialmente ligado à Igreja. O axioma extra Ecclesiam nulla salus – “fora da Igreja não salvação” –, enunciado por São Cipriano (Epist 73,21: PL 1123 AB), pertence à tradição cristã e foi inserido no Concílio Lateranense IV (Denz.-S. 802), na bula Unam Sanctam de Bonifácio VIII (Denz.-S. 870) e no Concílio de Florença (Decretum pro Jacobitis, Denz.-S. 1351).
 
     O axioma significa que para quantos não ignoram que a Igreja foi fundada por Deus por meio de Jesus Cristo como necessária existe a obrigação de entrar e de perseverar nela a fim de obter a salvação (cf. Lumen Gentium, 14). Para aqueles que, em vez, não receberam o anúncio do Evangelho, como escrevi na Encíclica Redemptoris Missio, a salvação é acessível através de vias misteriosas em quanto a graça divina lhe é conferida em virtude do sacrifício redentor de Cristo, sem adesão externa à Igreja mas sempre, todavia, em relação com ela (cf. Redemptoris Missio, 10). Trata-se de uma “misteriosa relação”: misteriosa para aqueles que a recebem, porque eles não conhecem a Igreja e antes, por vezes, externamente a repelem, misteriosa também em si mesma porque ligada ao mistério salvífico da graça, que comporta uma referência essencial à Igreja fundada pelo Salvador.
Por isso, pode-e dizer também sine Ecclesia nulla salus – “sem a Igreja não há salvação” –: a adesão à Igreja-Corpo místico de Cristo, por quanto é implícita e exatamente por isso misteriosa, costitui uma condição essencial para a salvação.
 
     5. As religiões podem exercer um influxo positivo sobre o destino de quem faz parte delas e segue suas indicações com sinceridade de espírito. Mas se a ação decisiva para a salvação é obra do Espírito Santo devemos ter presente que o homem recebe somente de Cristo, mediante o Espírito Santo, a sua salvação. Essa tem início já na vida terrena, que a graça, aceitada e correspondida, torna frutuosa, no sentido evangélico, para a terra e para o céu.
 
     Daí a importância do papel indispensável da Igreja, a qual “não é fim para si mesma mas fervidamente solicita ser toda de Cristo, em Cristo e para Cristo, e toda dos homens, entre os homens e para os homens”. Um papel que não é portanto “eclesiocêntrico” como por vezes se disse: a Igreja não existe de fato, nem trabalha para si mesma, mas está a serviço de uma humanidade chamada à filiação divina em Cristo (cf. Redemptoris Missio, 19). Ela exercita por isso uma mediação implícita também com relação a quantos ignoram o Evangelho.
 
     Isso não deve levar à conclusão que a sua atividade missionária seja em tais circunstâncias menos necessária. Pelo contrário. Com efeito quem ignora Cristo, mesmo sem sua culpa, encontra-se numa condição de obscuridade e di carestia espiritual com reflexos negativos frequentemente mesmo no plano cultural e moral. A ação missionária da Igreja pode dar-lhe as condições de pleno desenvolvimento da graça salvadora de Cristo, propondo a adesão plena e consciente à mensagem da fé e a participação ativa na vida eclesial nos sacramentos.
 
     Esta é a linha teológica extraída da tradição cristã. O magistério da Igreja a seguiu na doutrina e na praxis come caminho assinalado pelo próprio Cristo pelos Apóstolos e pelos missionários de todos os  tempos. 
 
 
*****
 
      
 2) TEXTO INTEGRAL DO NOVO DESAFIO DE PADRE JOÃO ZINHO EM SEU BLOG
padrejoaozinho on agosto 28th, 2009
Estes dias recebi o desafio de subscrever (ou não) o IV Concílio de Latrão, que foi uma das oportunidades em que a Igreja Católica definiu dogmaticamente que Extra Ecclesiam nulla salus, ou seja, fora da Igeja não há salvação. Já escrevi longamente a respeito disso no livro TEOLOGIA DA SOLIDARIEDADE, publicado por Edições Loyola. Porém, alguns insistem em pedir uma afirmação categórica de minha parte. É CLARO QUE SUBSCREVE EM GÊNERO, NÚMERO E GRAU ESTA AFIRMAÇÃO DO CONCÍLIO DE LATRÃO. Além disso, subscrevo também a interpretação oficial desta fórmula pelo recente Magistério da Igreja, seja o Concílio Vaticano II (que é um Concílio Pastoral, o que não significa que pudesse entrar em contradição com os dogmas anteriores), seja encíclicas como Redemptoris Missio ou Ut Unum Sint, ambas de João Paulo II.
 
Aliás, este santo Padre, fez um interessante pronunciamento sobre esta questão no dia 31 de maio de 1995. Era uma audiência de quarta-feira. Publico a íntegra no original, em italiano, e traduzo apenas um trecho central. Reafirmo que subscrevo cada palavra do Santo Padre, e exorto todos os meus leitores a fazerem o mesmo.
 
 
4. Já que Cristo realiza a salvação mediante seu Corpo, que é a Igreja, a via da salvação é essencialmente ligada à Igreja. O axioma Extra Ecclesiam nulla salus – “ffora da Igreja não há salvação” –, enunciado por São Cipriano (Epist 73,21: PL 1123 AB), pertence à tradição cristã e foi inserido no Concílio de Latrão (Denz.-S. 802), na bula Unam Sanctam de Bonifacio VIII (Denz.-S. 870) e no Concilio de Firenze (Decretum pro Jacobitis, Denz.-S. 1351).
O axioma significa que para aqueles que não ignoram que a Igreja foi fundada por Deus por intermédio de Jesus Cristo como necessária existe a obrigação de entrar e de perseverar nela para obter a salvação (cf. Lumen Gentium 14). Para aqueles que, ao invés, não receberam o anúncio do Evangelho, como escrevi na Encíclica Redemptoris Missio, a salvação é acessível por meio de uma via misteriosa enquanto a graça divina vem a eles conferida em virtude do sacrifício redentor de Cristo, sem adesão externa à Igreja mas sempre, todavia, em relação com ela (cf. Redemptoris Missio, 10). Trata-se de uma “misteriosa relação”: misteriosa para aqueles que a recebem, porque esses não conhecem a Igreja e ao contrário, todavia, a rejeitam; misteriosa também em si mesma porque ligada ao mistério salvífico da graça, que comporta uma referência essencial à Igreja fundada pelo Salvador.
 
 
Com este texto de João Paulo II, e outros do Magistério da Igreja, concluímos que está CORRETÍSSIMO afirmar que FORA DA IGREJA NÃO HÁ SALVAÇÃO. Mas o ponto seguinte do debate é o que interessa do ponto de vista hermenêutico: O QUE É A IGREJA? Se a consideramos somente uma BARCA INSTITUCIONAL, então quem estiver inscrito na INSTITUIÇÃO se salva… os outros não. Algumas igrejas evangélicas também caem neste erro de alguns tradicionalistas católicos. Isto não é DOGMA da Igreja Católica. A Igreja vai além de sua dimensão visível, institucional. Ela é MISTÉRIO; é SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO (Lumen Gentium). Neste sentido é preciso entender as diversas figuras da Igreja: videira, luz, sacramento, corpo místico etc. Se reduzirmos a Igreja a um dos Modelos cairemos inevitavelmente em um reducionismo e interpretaremos de modo equivocado do EXTRA ECCLESIAM NULLA SALUS. Para isso é importante estudar teologia antes de emitir opiniões subjetivas ou ideológicas em sites da Internet, confundindo os irmãos mais frágeis na fé.
 
Posto a íntegra da mensagem de João Paulo II:
 
GIOVANNI PAOLO II
 
UDIENZA GENERALE
 
Mercoledì, 31 maggio 1995
 
 
 
1. Le difficoltà che talora accompagnano lo sviluppo dell’evangelizzazione pongono in luce un problema delicato la cui soluzione non va cercata in termini puramente storici o sociologici: il problema della salvezza di coloro che non appartengono visibilmente alla Chiesa. Non ci è data la possibilità di scrutare il mistero dell’azione divina nelle menti e nei cuori, per valutare la potenza della grazia di Cristo nel prendere possesso, in vita e in morte, di quanti “il Padre gli ha dato”, e che Egli stesso ha proclamato di non voler “perdere”. Lo sentiamo ripetere in una delle letture evangeliche proposte per la Messa dei defunti (cf. Gv 6, 39-40).
 
Ma, come ho scritto nell’Enciclica Redemptoris Missio, non si può limitare il dono della salvezza “a coloro che, in modo esplicito, credono in Dio e sono entrati nella Chiesa. Se è destinata a tutti la salvezza deve essere messa in concreto a disposizione di tutti”. E, ammettendo che è concretamente impossibile per tanta gente accedere al messaggio cristiano, ho aggiunto: “Molti uomini non hanno la possibilità di conoscere o di accettare la rivelazione del Vangelo di entrare nella Chiesa. Essi vivono in condizioni socio-culturali che non lo permettono, e spesso sono stati educati in altre tradizioni religiose” (Redemptoris Missio, 10).
 
Dobbiamo riconoscere che per quanto rientra nelle umane capacità di previsione e di conoscenza questa impossibilità pratica sembrerebbe destinata a durare ancora a lungo forse anche fino al compimento finale dell’opera di evangelizzazione. Gesù stesso ha ammonito che solo il Padre conosce “i tempi e i momenti” da lui fissati per l’instaurazione del suo Regno nel mondo (cf. At 1, 7).
 
2. Quanto sopra ho detto non giustifica però la posizione relativistica di chi ritiene che in qualsiasi religione si possa trovare una via di salvezza, anche indipendentemente dalla fede in Cristo Redentore, e che su questa ambigua concezione debba basarsi il dialogo interreligioso. Non è qui la soluzione conforme al Vangelo del problema della salvezza di chi non professa il Credo cristiano. Dobbiamo invece sostenere che la strada della salvezza passa sempre per Cristo, e che quindi spetta alla Chiesa e ai suoi missionari il compito di farlo conoscere ed amare in ogni tempo, in ogni luogo e in ogni cultura. Al di fuori di Cristo non “vi è salvezza”. Come proclamava Pietro davanti al Sinedrio, fin dall’inizio della predicazione apostolica: “Non vi è altro nome dato agli uomini sotto il cielo nel quale sia stabilito che possiamo essere salvati” (At 4, 12).
 
Anche per coloro che senza loro colpa non conoscono Cristo e non si riconoscono cristiani, il piano divino ha predisposto una via di salvezza. Come leggiamo nel Decreto conciliare sull’attività missionaria Ad Gentes, noi crediamo che “Dio, attraverso le vie che lui solo conosce può portare gli uomini che senza loro colpa ignorano il Vangelo” alla fede necessaria alla salvezza (Ad Gentes, 7). Certo, la condizione “senza loro colpa” non può essere verificata né apprezzata da una valutazione umana, ma deve essere lasciata unicamente al giudizio divino. Per questo nella Costituzione Gaudium et Spes il Concilio dichiara che nel cuore di ogni uomo di buona volontà “opera invisibilmente la grazia”, e che “lo Spirito Santo dà a tutti la possibilità di venire in contatto, nel modo che Dio conosce, col Mistero pasquale” (Gaudium et Spes, 22).
 
3. E importante sottolineare che la via della salvezza percorsa da quanti ignorano il Vangelo non è una via fuori di Cristo e della Chiesa. La volontà salvifica universale è legata all’unica mediazione di Cristo. Lo afferma la Prima Lettera a Timoteo: “Dio nostro Salvatore, il quale vuole che tutti gli uomini siano salvati e arrivino alla conoscenza della verità. Uno solo, infatti, è Dio, e uno solo il mediatore fra Dio e gli uomini, l’uomo Cristo Gesù, che ha dato se stesso in riscatto per tutti” (1 Tm 2, 3-6). Lo proclama Pietro quando dice che “in nessun altro c’è salvezza”, e chiama Gesù “testata d’angolo” (At 4,11-12), ponendo in evidenza il ruolo necessario di Cristo a fondamento della Chiesa.
 
Questa affermazione della “unicità” del Salvatore trae la sua origine dalle stesse parole del Signore, il quale afferma di essere venuto “per dare la propria vita in riscatto per molti” (Mc 10, 45), cioè per l’umanità, come spiega San Paolo quando scrive: “Uno è morto per tutti” (2 Cor 5, 14 cf. Rm 5, 18). Cristo ha ottenuto la salvezza universale con il dono della propria vita: nessun altro mediatore è stato stabilito da Dio come Salvatore. Il valore unico del sacrificio della Croce deve essere sempre riconosciuto nel destino di ogni uomo.
 
4. E siccome Cristo opera la salvezza mediante il suo mistico Corpo, che è la Chiesa, la via di salvezza è essenzialmente legata alla Chiesa. L’assioma extra Ecclesiam nulla salus – “fuori della Chiesa non c’è salvezza” –, enunciato da San Cipriano (Epist 73,21: PL 1123 AB), appartiene alla tradizione cristiana ed è stato inserito nel Concilio Lateranense IV (Denz.-S. 802), nella bolla Unam Sanctam di Bonifacio VIII (Denz.-S. 870) e nel Concilio di Firenze (Decretum pro Jacobitis, Denz.-S. 1351).
 
L’assioma significa che per quanti non ignorano che la Chiesa è stata fondata da Dio per mezzo di Gesù Cristo come necessaria c’è l’obbligo di entrare e di perseverare in essa al fine di ottenere la salvezza (cf. Lumen Gentium, 14). Per coloro che invece non hanno ricevuto l’annunzio del Vangelo, come ho scritto nell’Enciclica Redemptoris Missio, la salvezza è accessibile attraverso vie misteriose in quanto la grazia divina viene loro conferita in virtù del sacrificio redentore di Cristo, senza adesione esterna alla Chiesa ma sempre, tuttavia, in relazione con essa (cf. Redemptoris Missio, 10). Si tratta di una “misteriosa relazione”: misteriosa per coloro che la ricevono, perché essi non conoscono la Chiesa e anzi, talvolta, esternamente la respingono; misteriosa anche in se stessa perché legata al mistero salvifico della grazia, che comporta un riferimento essenziale alla Chiesa fondata dal Salvatore.
 
La grazia salvifica, per operare, richiede un’adesione, una cooperazione, un sì alla divina donazione: e tale adesione è, almeno implicitamente, orientata verso Cristo e la Chiesa. Perciò si può dire anche sine Ecclesia nulla salus – “senza la Chiesa non c’è salvezza” –: l’adesione alla Chiesa-Corpo mistico di Cristo, per quanto implicita è appunto misteriosa, costituisce una condizione essenziale per la salvezza.
 
5. Le religioni possono esercitare un influsso positivo sul destino di chi ne fa parte e ne segue le indicazioni con sincerità di spirito. Ma se l’azione decisiva per la salvezza è opera dello Spirito Santo dobbiamo tener presente che l’uomo riceve soltanto da Cristo, mediante lo Spirito Santo, la sua salvezza. Essa ha inizio già nella vita terrena, che la grazia, accettata e corrisposta, rende fruttuosa, in senso evangelico, per la terra e per il cielo.
 
Di qui l’importanza del ruolo indispensabile della Chiesa, la quale “non è fine a se stessa ma fervidamente sollecita di essere tutta di Cristo, in Cristo e per Cristo, e tutta degli uomini, fra gli uomini e per gli uomini”. Un ruolo che non è dunque “ecclesiocentrico” come a volte si è detto: la Chiesa non esiste infatti né lavora per se stessa, ma è al servizio di una umanità chiamata alla filiazione divina in Cristo (cf. Redemptoris Missio, 19). Essa esercita perciò una mediazione implicita anche nei confronti di quanti ignorano il Vangelo.
 
Ciò non deve però portare alla conclusione che la sua attività missionaria sia in tali circostanze meno necessaria. Tutt’altro. In effetti chi ignora Cristo, pur senza sua colpa, viene a trovarsi in una condizione di oscurità e di carestia spirituale con riflessi negativi spesso anche sul piano culturale e morale.. L’azione missionaria della Chiesa può procurargli le condizioni di pieno sviluppo della grazia salvatrice di Cristo, proponendo l’adesione piena e consapevole al messaggio della fede e la partecipazione attiva alla vita ecclesiale nei sacramenti.
 
Questa è la linea teologica tratta dalla tradizione cristiana. Il magistero della Chiesa l’ha seguita nella dottrina e nella prassi come via segnata da Cristo stesso per gli Apostoli e per i missionari di tutti i tempi.

 


    Para citar este texto:

Orlando FedeliPadre Joãozinho não é um ignorante invencível
MONTFORT Associação Cultural
http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=ignorancia-invencivel&lang=bra
Online, 03/09/2009 às 00:22h

FONTE: www.montfort.com.br

59 Comentários

  1. Pingback: RCC Brasil

  2. Desejo que esse encontro pessoal entre os dois (Padre Joãozinho, scj e Orlando Fedeli) aconteça realmente. São duas mentes ímpares!

  3. É pe. João, ele reconheceu mais ou menos rs.. Mas fico feliz que comecem a ter um diálogo sem aquelas reações infantis de chamar o Fedeli de ateu ou marxista, é digno de nota que agora o senhor esteja levando a sério essa discussão sobre doutrina porque senão nem daria ibope para o professor Orlando, creio eu que a maioria dos padres modernistas já teriam se refugiado com aquele famoso subterfúgio: “ah, vamos esquecer as diferenças, temos que viver como irmãos, aquele velho da Montfort só quer nos dividir”.
    Para o bem de todos é interessante discutirmos de forma clara e se o senhor é pró-Concílio Vaticano II, saiba que não está só, o Papa Bento XVI também é, mas tem uma coisa, é necessário interpretá-lo à luz da Tradição, senão não estaríamos sendo ortodoxos, o próprio Orlando Fedeli reconhece isso e apóia a hermenêutica da continuidade, apesar de alguns defensores da Tradição não conseguirem enxergar um modo de salvar o Concílio.
    Como se pode ver, no caso da salvação, os papas pós-conciliares não contrariaram nenhum dogma anteriormente definido. Talvez a definição de Igreja no Concílio Vaticano II é que esteja confusa e dê margem para que os maliciosos interpretem que uma falsa religião possa salvar, coisa que o grande papa João Paulo II negou.

    Sua benção e fique com Deus!

  4. O Papa Leão X, que guiou a Igreja na época da Renascença, que excomungou Martinho Lutero por suas 95 teses contrárias à Igreja, condena a atitude de quem quer minar ou rechaçar QUAISQUER concílios aprovados pela Igreja.

    O Papa Leão X condenou: “Um meio foi dado a nós para enfraquecer a autoridade de Concílios, para contradizer seus atos livremente, julgar seus decretos e corajosamente confessar tudo o que pareça verdade, seja o que for que tenha sido aprovado ou desaprovado por qualquer Concílio” (SS. PAPA LEÃO X, Bula Exsurge Domine, erro condenado nº 29).

    Será que o Sr. Orlando Fedeli e seus seguidores aceitam o que o Papa Leão X disse?

    Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!

  5. Para reflexão e assimilação.

    Somente um Concílio dogmático obriga o católico?

    Por Prof. Alessandro Lima

    “Nas cidades pelas quais passavam, ensinavam que observassem as decisões que haviam sido tomadas pelos apóstolos e anciãos em Jerusalém” (At 16,4).

    Introdução

    Grupos “rad-trads” (1) vêm constantemente ensinando que o Vaticano II por ter sido um Concílio Pastoral, um católico não lhe deve obediência. Porém, as normas da Igreja conforme constam no CDC são bem diversas do que esta.

    Esclarecimentos preliminares

    Depois dos meus dois últimos artigos sobre o Vaticano II (2) muitos leitores me escreveram. Dentre as dezenas de cartas pedindo mais esclarecimento, dando-nos felicitações e até ataques, pude perceber que a confusão central é sobre a autoridade dos Concílios.

    Alguns leitores movidos mais pela emoção do que pela razão me perguntaram por que eu não “esfregava o CDC na cara o Papa”, já que segundo eles o Papa Bento XVI é pró-tradicionalismo.

    Primeiro devo dizer que jamais faltaria com o respeito ainda mais com um Papa. “Esfregar o CDC” na cara de alguém não é uma atitude segundo a caridade. Se tais leitores sentiram-se com o CDC “esfregado em suas caras” isto se deve à força da Verdade que lá está contra os erros que defendem. Mostrar que a Lei da Igreja não ensina o erro que acreditam ser doutrina católica não é “esfregar” nada na cara de alguém, mas é agir conforme a Fé e a Caridade.

    A Fé divina e católica não anula o religioso obséquio

    Alguns fiéis confundidos pelos “rad-trads” pensam que o cânon 749 ensina que somente se deve crer em doutrinas definidas com a nota da inefabilidade, ou que somente este tipo de doutrina tem o poder de obrigar o católico. Sem desejar “esfregar” o CDC na cara de alguém, eu transcreverei o que ele determina o referido citado cânon: Cân. 749 § 1. Em virtude de seu ofício, o Sumo Pontífice goza de infalibilidade no magistério quando, como Pastor e Doutor supremo de todos os fiéis, a quem cabe confirmar na fé os seus irmãos, proclama, por ato definitivo, que se deve aceitar uma doutrina sobre a fé e os costumes.

    § 2. Também o Colégio dos Bispos goza de infalibilidade no magistério quando, reunidos os Bispos em Concílio Ecumênico, exercem o magistério como doutores e juízes da fé e dos costumes, declarando para toda a Igreja que se deve aceitar definitivamente uma doutrina sobre a fé ou sobre os costumes; ou então quando, espalhados pelo mundo, conservando o vínculo de comunhão entre si e com o sucessor de Pedro, e ensinando autenticamente questões de fé ou costumes juntamente com o mesmo Romano Pontífice, concordam numa única sentença, que se deve aceitar como definitiva.

    § 3. Nenhuma doutrina se considera infalivelmente definida se isso não constar claramente (grifos meus). Este cânon trata do Magistério Extraordinário, que é utilizado pela Igreja para definir uma doutrina como definitiva. Neste caso o ensinamento é infalível por excelência. Este cânon não diz que as doutrinas não-infalíveis estão sujeitas ao arbítreo dos católicos.

    Os cânones que tratam do tipo de assentimento que os católicos devem dar ao Magistério são os 750 e 752. Cân. 750 – § 1. Deve-se crer com fé divina e católica em tudo o que se contém na palavra de Deus escrita ou transmitida por Tradição, ou seja, no único depósito da fé confiado à Igreja, quando ao mesmo tempo é proposto como divinamente revelado quer pelo magistério solene da Igreja, quer pelo seu magistério ordinário e universal; isto é, o que se manifesta na adesão comum dos fiéis sob a condução do sagrado magistério; por conseguinte, todos têm a obrigação de evitar quaisquer doutrinas contrárias.

    § 2. Deve-se ainda firmemente aceitar e acreditar também em tudo o que é proposto de maneira definitiva pelo magistério da Igreja em matéria de fé e costumes, isto é, tudo o que se requer para conservar santamente e expor fielmente o depósito da fé; opõe-se, portanto, à doutrina da Igreja Católica quem rejeitar tais proposições consideradas definitivas (grifos meus).

    O Vaticano II não propôs nada de forma definitiva. Suas diretrizes pastorais podem ser reformadas no futuro a exemplo de outros Concílios da Igreja. Por isso decisões pastorais não obrigam com Fé divina e católica, isto é, não obrigam para sempre como se fossem estabelecidas e reveladas por Deus. Porém, mesmo ao ensinamento não definitivo da Santa Igreja deve o católico obedecer, não com fé divina e católica, mas com religioso obséquio. É o que trata o cânon 752:

    Cân. 752 Não assentimento de fé, mas religioso obséquio de inteligência e vontade deve ser prestado à doutrina que o Sumo Pontífice ou o Colégio dos Bispos, ao exercerem o magistério autêntico, enunciam sobre a fé e os costumes, mesmo quando não tenham a intenção de proclamá-la por ato definitivo; portanto os fiéis procurem evitar tudo o que não esteja de acordo com ela (grifos meus).

    Está aqui a distinção do Concílio dogmático para o não-dogmático.

    Os ensinamentos propostos de forma definitiva obrigam com fé divina e católica (cân. 750). Estes ensinamentos constaram nos Concílios dogmáticos. Os ensinamentos propostos de forma não-definitiva obrigam com religioso obséquio (cân. 752).

    Concílio Dogmático e Concílio Pastoral

    É importante dizer que nem mesmo os Concílios dogmáticos trataram exclusivamente de dogmas.

    Todo Concílio é pastoral, mesmo os dogmáticos. Nem todas as determinações dos Concílios se resumiram em estabelecimento de dogmas, mas também trataram da disciplina na Igreja, que é assunto pastoral, logo sujeitos a mudança.

    No Concílio de Jerusalém, a carta que os Apóstolos pediram para que Paulo e Barnabé divulgassem em Antioquia, Síria e Cilícia (cf. At 15,23-29) possuía normas simplesmente pastorais e não dogmáticas. Basta estudar as atas dos diversos Concílios da Igreja para verificar que nem só de dogmas viveram os Concílios.

    Não é pelo fato de que normas pastorais por sua natureza mutável estejam sujeitas à reforma, que os Cristãos não estão obrigados a obedecê-las. Cristãos fiéis à Igreja, de todos os tempos observaram mesmo as normas pastorais, que estão sujeitas à mudança.

    Todo Concílio tem autoridade sobre toda a Igreja

    O CDC é muito claro sobre a autoridade de um Concílio Ecumênico:

    Cân. 337 § 1. O Colégio dos Bispos exerce seu poder sobre toda a Igreja, de modo solene, no Concílio Ecumênico. § 2. Exerce esse poder pela ação conjunta dos Bispos espalhados pelo mundo, se essa ação for, como tal, convocada ou livremente aceita pelo Romano Pontífice, de modo a se tornar verdadeiro ato colegial.

    § 3. Compete ao Romano Pontífice, de acordo com as necessidades da Igreja, escolher e promover os modos pelos quais o Colégio dos Bispos pode exercer colegialmente seu ofício no que se refere à Igreja universal (grifos meus).

    O cân. 337 ensina que a Igreja no Concílio Ecumênico exerce de modo solene seu poder sobre toda a Igreja. O cânon não diz que este poder é reservado aos Concílios dogmáticos somente. Nem tão pouco diz que a simples reunião dos Bispos e as deliberações resultantes dela (por aprovação do voto da maioria) figure autêntico ato colegial.

    A força de obrigar de um Concílio Ecumênico fica mais clara no cân. 341:

    Cân. 341 § 1. Os decretos do Concílio Ecumênico não têm força de obrigar, a não ser que, aprovados pelo Romano Pontífice junto com os Padres Conciliares, tenham sido por ele confirmados e por sua ordem promulgados (grifos meus).

    Este cânon mostra que a condição para que um Concílio tenha força de obrigar, não é o fato de ser dogmático, mas ter sido aprovado, confirmado e promulgado pelo Romano Pontífice e os Padres Conciliares.

    Conclusão

    A obediência às decisões de um Concílio Ecumênico não está sujeita ao arbítreo dos fiéis. Caso contrário, o cânon 337 estaria errado ao declarar que a Igreja exerce seu poder de modo SOLENE num Concílio Ecumênico. Também estaria errado o cânon 341, quando afirma que o Concílio Ecumênico aprovado e promulgado pelo Colégio dos Bispos (que tem o Romano Pontífice como sua cabeça) tem força de obrigar. Conseqüentemente o cânon 752 também estaria equivocado, ao dizer que os fiéis devem assentir com religioso obséquio às determinações não-definitivas.

    O CDC faz distinção entre o tipo de assentimento que se deve dar às doutrinas definitivas e às não definitivas. Não dá o direito ao católico de assentir ou não quando e pelas razões que desejar. Prefácios de livros, opiniões alheias, mesmo que vindas de homem importantes da Igreja, nada disto é doutrina e norma católica. Vale para o católico o que a Igreja ensina e determina através de seu Magistério, seja na Doutrina, seja em suas leis.

    Notas

    (1) Uma expressão muito utilizada nos EUA para designar os radical-tradicionalists, isto é, os tradicionalistas radicais. São grupos com tendência sedevancatista. Muitos destes grupos vieram de grupos que acabaram cedendo ao sedevancantismo.

    (2) LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: A Parábola do Semeador e o Concílio do Vaticano II. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4323. Desde 20/6/2007.

    LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: Pode um católico negar obediência ao Concílio Ecumênico do Vaticano II?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4325. Desde 27/6/2007.

    Para citar este artigo:

    LIMA, Alessandro. Apostolado Veritatis Splendor: Somente um Concílio dogmático obriga o católico?. Disponível em http://www.veritatis.com.br/article/4367. Desde 6/7/2007.

  6. Sergio Souza

    Finalmente padre Joãzinho… Essa foi difícil! Porque Orlando Fedeli abrir a inteligência só mesmo por obra do Espírito Santo, porque ele não tem nenhuma!

  7. Maria Inês

    Padre João Carlos,

    Também desejo que esse encontro pessoal entre os dois (Padre Joãozinho, scj e Orlando Fedeli) aconteça realmente.E a Faculdade Dehoniana é um lugar Ideal…

    Agora copio essa mensagem muito de acordo para o dia de hoje:

    Se procurarmos penetrar no âmago da verdade, encontraremos, encontraremos Quem é Verdade. A única verdade absoluta, à qual todas as outras são relativas. A única verdade que pode saciar o nosso saber e responder os nossos questionamentos.
    Se procuramos penetrar no mais íntimo da justiça, descobriremos Quem é Justiça. Veremos o quanto somos limitados e condicionados em nossos julgamentos. Muitas vezes, as nossas leis não condizem com a verdadeira justiça, pois com frequência condena inocentes e deixa impune os culpados. A justiça dos homens concede indultos, mas não conhece a palavra perdão. A verdadeira Justiça contém em si a misericórdia.
    Se procurarmos penetrar na essência da Beleza, conheceremos Quem é Beleza. Conheceremos a harmonia que existe na criação. A beleza é a regente da natureza. Precisamos olhar as coisas com os olhos de Deus para descobrir a sua essência.
    Todas as expressões de arte falam de Deus, mesmo que o seu autor não o conheça.
    A perfeição é a busca perene do artista, que é a revelação do Artista Supremo, artífice de toda a Beleza.
    Se procurarmos penetrar na simplicidade do amor, conheceremos Aquele que é Amor. Seremos seus semelhantes. Seremos Verdade, Justiça e Beleza, pois o Amor explica cada coisa e dá sentido à vida.
    Para hoje, dia 03 de Setembro:

    ” PENETRAR NA VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE ”

    Apolonio


    Postado por DADO DO AMOR no EDUCAR COM AMOR – ESCOLA FRATERNA em 9/03/2009 04:22:00 AM

  8. Clebio Cid

    O sr. Orlando Fedeli está se achando o máximo… Infelizmente em meio as suas palavras sobre a Sã Doutrina que a Santa Igreja nos ensina claramente estão as suas perigosas opiniões contra a mesma Igreja, e temperadas de prepotência e deboche a pessoas e instituições na Igreja. Já deram muito “ibope” ao sr. Fedeli, criaram até um site para as suas polêmicas afirmações em seu site e que se formos ver direito, ele simplesmente joga tudo que é diferente de suas convicções no lixo,(inferno?)e pra ele só é boa a montfort. Falando nisso é bom ressaltar que realmente tem coisa boa no site da montfort, que é aquilo que a Igreja ensina; espero que assim também seja a resposta deste senhor, adesao integral ao que Igreja ensinou e ensina. Não quero criar rivalidades aqui longe de mim, mas o veritatis tem sido mais feliz na defesa da verdade com a sua total adesão a Igreja. Aqui é a minha simple impressão,pessoal da montfort não pecam tempo comigo) de um ignorante, que é falho, que muito erra, um misero pecador, ( mas que rezo por todos, Pe. Joãozinho, Pe Fábio, Canção Nova, RCC, TListas, sr Orlando, tradicionalistas e pela minha conversão, para que vivamos a verdade na caridade e na humildade diante de Deus.

  9. Padre o senhor realmente surpreende com tanta misericórdia em querer debater com algúem tão insano. Seria excelente que o debate fosse pessoal e público…fico imanginando como os colegas que debatem, em especial no post Carta de Anápolis, se comportariam frente a frente.
    Peço orações pela alma de HFL, que partiu nesta manhã para casa do Pai. Um homem de 82 anos, ministro de eucaristia, catequista, que “merece” descansar junto a Deus, depois da luta contra o câncer!
    Sua benção,

  10. Ricardo, cadê o anatema para quem repudio o ecumenismo no mal fadado CVII?

    Não há, não é verdade?

    Portanto leão X se referia a concilios infaliveis, jamais a concilios pastorais que não tratem de verdades de fé.

    A nao ser que vc considere ecumenismo verdade de fé…

  11. Alexandre Antunes

    FAVOR DESCONSIDERAR O TEXTO ANTERIOR E CONSIDERAR ESTE DEVIDAMENTE CORRIGIDO.

    Peço ao Senhor Todo-Poderoso para que este encontro aconteça, e que o Espírito Santo, que é o Espírito da Verdade, o Consolador, o Espírito da Unidade esteja presente nesse encontro com o Pe Joãozinho e Prof. Orlando Fedeli.

    Creio sinceramente que a CARIDADE prevalecerá nesse encontro.

    Sou leitor do site da Montfort, e uma coisa não são se pode retirar do Prof. Fedeli: seu amor à Igreja Católica.

    Padre Joãozinho, é um sacerdote estudioso, dedicado, de moral irrepreensível, que também ama à Igreja.

    Portanto, torço para que este encontro aconteça na CARIDADE, sem depreciações de ambas as partes.

    Sabemos que a Igreja passa por uma crise de Fé: abandono dos fiéis, esvaziamento de muitas Igrejas na Europa, escândalos de pedofilia, bispos e padres afastados por questões morais, abusos na Liturgia, descrédito no Dogma da Igreja, etc… Tudo isso você encontra na mídia “comum”. Não é esse ou aquele site que afirma isso (tem até padre dirigindo alcoolizado!).

    Quanto ao Vaticano II, sabemos que ele infelizmente tem algumas questões “emboraçosas” do contrário o próprio Papa BENTO XVI não teria criado o Instituto Bom Pastor com o objetivo de “criticar de forma construtiva” o Vaticano II (Concílio Pastoral e NÃO DOGMÁTICO).

    Rezemos o Santo Rosário por este encontro! Para que estas duas mentes sinceras se encontrem na CARIDADE.

    Como diz um antigo hino gregoriano “Ubi caritas est vera, Deus ibi est.” (Onde encontramos a verdadera caridade, Deus aí está).

    Atenciosamente,

    Alexandre

  12. Tirando o jeito deselegante de falar, ofendendo o outro… é até bonito o pensamento do Prof. Fedeli, para quem é católico. Claro que é, sentir orgulho de ser católico? Poxa… para um leigo como eu, fazia tempo que eu não via isso.
    Só um detalhe…
    Já pensou o Prof. Fedeli como Papa? Teríamos indulgências novamente: “Quer comprar um terrininho no céu?”…
    Esse postura, a mesma tradicional, acaba levando a isso, muito perigoso.

    Prof. Fedeli, conte-nos sua história. Por que tanta raiva? O que alimenta seu conhecimento é algum trauma do passado. Sua criação deve ter sido muito dura. Sei lá, não estou querendo ofender, de maneira alguma, mas como somos resultado de nossa história, gostaria de saber a sua… conte-nos, por favor. Permita-nos te conhecer um pouco mais… e por favor, não envie o currículo profissional. Quero saber outras coisas, como por exemplo: O que te faz chorar? Quando o seu coração se magoa mais? De quem você mais sente saudade? Quais seus arrependimentos na vida? Qual sofrimento lhe causou maior tristeza?
    Conte a experiencia de seu coração.

    Abraço

    Gabriel

  13. Joel Xavier

    Será mesmo que o estudioso Orlando Fedeli reconhece sua ortodoxia, Padre Joãozinho…

    “Mas tenho contra o senhor [Padre Joãozinho], como se diz no Apocalipse, que o senhor abandonou muito cedo sua proclamada ortodoxia.

    Sua ortodoxa parece com o anel do cravo, que “era vidro e se quebrou”.

    Pois o pior foi que, logo depois dessa sua confissão de Fé, aceitando o dogma de que fora da Igreja não há salvação, no mesmo documento, poucas linhas depois, o senhor tenta desmentir esse mesmo dogma se socorrendo de uma sua bem ssupeita e misteriosa Teologia da Solidariedade, de um documento de João Paulo II, como também da definição de Igreja do Vaticano II:

    “O QUE É A IGREJA? Se a consideramos somente uma BARCA INSTITUCIONAL, então quem estiver inscrito na INSTITUIÇÃO se salva… os outros não. Algumas igrejas evangélicas também caem neste erro de alguns tradicionalistas católicos. Isto não é DOGMA da Igreja Católica. A Igreja vai além de sua dimensão visível, institucional. Ela é MISTÉRIO; é SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO (Lumen Gentium). Neste sentido é preciso entender as diversas figuras da Igreja: videira, luz, sacramento, corpo místico etc.”(Padre Joãozinho em seu blog no dia 28 de Agosto de 2009. As frases foram postas em destaque pela Montfort).

    Afinal, “Fora da Igreja não há salvação” é dogma ou não é dogma da Igreja Católica?

    Decida-se, Padre.

    O senhor renega o que subscreveu em gênero, número e grau”?”

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=veritas&subsecao=igreja&artigo=ignorancia-invencivel&lang=bra

  14. Estimado padre Joãozinho!

    Espero de verdade que toda essa celeuma resulte em algo concreto.Com muita sinceridade e respeito, eu também gostaria que o Sr.Fedeli mudasse sua postura pessoal no tratar com os sacerdotes.Ora, se ele acha e acredita na má formação de vocês, então o mesmo tem a obrigação de agir com caridade e respeito para convosco.Em contrapartirda, também cabe à vocês sacerdotes que estão em foco, na mídia, terem uma linguagem mais linear, mais clara, mais direta, objetiva.Preto no branco! E infelizmente padre, infelizmente mesmo, não é assim! O padre Fábio não é assim!

    Desejo que tudo isso chegue ao final com muito aprendizado para os dois lados e para todos os que estão acompanhando.

  15. Bom dia com louvor e alegria!

    Os primeiros chamados

    Leitura Orante

    Lc 5,1-11

    Certo dia Jesus estava na praia do lago da Galiléia, e a multidão se apertava em volta dele para ouvir a mensagem de Deus. Ele viu dois barcos no lago, perto da praia. Os pescadores tinham saído deles e estavam lavando as redes. Jesus entrou num dos barcos, o de Simão, e pediu que ele o afastasse um pouco da praia. Então sentou-se e começou a ensinar a multidão.
    Quando acabou de falar, Jesus disse a Simão:
    – Leve o barco para um lugar onde o lago é bem fundo. E então você e os seus companheiros joguem as redes para pescar.
    Simão respondeu:
    – Mestre, nós trabalhamos a noite toda e não pescamos nada. Mas, já que o senhor está mandando jogar as redes, eu vou obedecer.
    Quando eles jogaram as redes na água, pescaram tanto peixe, que as redes estavam se rebentando. Então fizeram um sinal para os companheiros que estavam no outro barco a fim de que viessem ajudá-los. Eles foram e encheram os dois barcos com tanto peixe, que os barcos quase afundaram. Quando Simão Pedro viu o que havia acontecido, ajoelhou-se diante de Jesus e disse:
    – Senhor, afaste-se de mim, pois eu sou um pecador!
    Simão e os outros que estavam com ele ficaram admirados com a quantidade de peixes que haviam apanhado. Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram companheiros de Simão, também ficaram muito admirados. Então Jesus disse a Simão:
    – Não tenha medo! De agora em diante você vai pescar gente.
    Eles arrastaram os barcos para a praia, deixaram tudo e seguiram Jesus.

    PALAVRA DA SALVAÇÃO!
    GLÓRIA A VÓS SENHOR!!!

    Abraço fraterno

  16. “Estou à sua disposição e convido-o para uma visita à FACULDADE DEHONIANA, onde há 10 anos exerço a função de DIRETOR GERAL”
    (Padre Joãozinho)

    E o Lula é presidente do Brasil!!

    Santa Maria rogai por nós!!!

  17. Padre bom dia, sua bênção!!

    “Que tal? Estou à sua disposição e convido-o para uma visita à FACULDADE DEHONIANA, onde há 10 anos exerço a função de DIRETOR GERAL.”

    Tomara Deus que aconteça!!! Melhor coisa o diálogo olho no olho!!!

    abraço fraterno!!

  18. Sergio Souza

    Alguém aí em cima diz: “e uma coisa não são se pode retirar do Prof. Fedeli: seu amor à Igreja Católica”.

    Acusar falsamente irmãos da Igreja de HEREGE, ou chamar livros de outros padres de livrecos, fazer qestão de estar à margem da Igreja, pregando rebeldia e descomunhão com o clero da Igreja, eu não sei onde está o amor aí.

    O que Fedeli ama na verdade é uma Igreja ao seu modo de pensar. Assim como ele amava a TFP e depois saiu para fundar organização que estivesse em plena comunhão com seus pensamentos. Assim como Lutero fez. Assim como Charles Taze Russel, Joseph Smith, Edirm Macedo, Davi Miranda. Nesse colegiado, Fedeli é mais um que se auto outorgou “imluminado” dotado de uma Procuração Divina “endireitar” a Igreja Católica, entidade que ele pensa está plenamente corrompida. É UM SECTÁRIO.

    Onde está o amor aí?

  19. Caro Pedro;

    Leão X está falando de Concílios (Tanto dogmáticos quanto pastorais) e não está fazendo distinção.
    Um Concílio Ecumênico legítimo não pode trair a Fé da Igreja, e o Concilio Vaticano II é Ecumênico e Legítimo, então ele não pode trair a fé da Igreja, como alguns pretendem. O Concílio Vaticano II não alterou a Fé da Igreja. A expressão “A Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica” não está em contradição com “A Igreja de Cristo é a Igreja Católica e somente Ela”.

    Vejamos o Catecismo da Igreja Católica, parágrafo 816:

    §816 “A única Igreja de Cristo (…) é aquela que nosso Salvador depois de sua Ressurreição, entregou a Pedro para que fosse seu pastor e confiou a ele e aos demais Apóstolos para propagá-la e regê-la… Esta Igreja, constituída e organizada neste mundo como uma sociedade, subsiste na ( “subsistit in”) Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele”:
    O Decreto sobre o Ecumenismo, do Concílio Vaticano II, explicita: “Pois somente por meio da Igreja católica de Cristo, ‘a qual é meio geral de salvação’, pode ser atingida toda a plenitude dos meios de salvação. Cremos que o Senhor confiou todos os bens da Nova Aliança somente ao Colégio Apostólico, do qual Pedro é o chefe, a fim de constituir na terra um só Corpo de Cristo, ao qual é necessário que se incorporem plenamente todos os que, de que alguma forma, já pertencem ao Povo de Deus”.

    E você parece que não aceita o que diz Leão X…

    Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!

  20. Solicito a todos nós Católicos Apostólicos Romanos que rezemos por esse encontro, que não falte nem fé, nem razão, nem caridade, nem verdade!!!

    Santo Tomás de Aquino, rogai por nós!
    Santo Agostinho, rogai por nós!
    Todos os santos e santas triunfantes, rogai por nós!
    Maria, Mãe de Deus, roga por nós!

    Vivat Cor Jesu per Cor Mariae!

  21. Pingback: Marcus Vinicius

  22. Pe. Joãozinho, parabens!! Tenho certeza que o Fedeli aceita. Assim ficam as coisas a limpo.

  23. Continua, por parte de Orlando, a falha grave de leitura de colocar sentido que quer nas palavras que escuta, ao invés de procurar saber o sentido que o escritor delas deu a elas. Falta-lhe treino nas artes liberais do trivium (pra usar termos medievais).

    Será que ele não notou o adjetivo “INSTITUCIONAL”, ou seja, apenas os fiéis registrados, não incluindo os batizados por desejo? Os batizados por desejo não fazem parte da “barca institucional”, mas fazem parte da barca. E fora dela não há salvação. Pe Joãozinho foi ortodoxo ali.

    O trecho citado do discurso de Pio IX “Singulari Quadam” não contraria o post de Pe. Joãozinho.

  24. Espero firmemente que este debate venha a confirmar que como católicos devemos seguir o que determina a Igreja. E o CVII, bem como o catecismo da Igreja são documentos oficiais aprovados pela mesma e devem ser respeitados e seguidos por todos os católicos. Quem é católico e não aceita o CVII cai em cisma. Este é o meu entendimento.

    A paz de Jesus a todos!

  25. Eu espero firmemente que este debate venha confirmar o como católicos romanos devem aceitar o concílio vaticano II tal como ele foi convocado e finalizado devidamente nas suas formas canonicas, porém enquanto textos promulgados do concílio aceita-los cegamente absolutamente não! jamais! Isso sim é o aceitar concílio. A bem saber por testemunhas oculares do Vaticano II não foi suas aulas conciliares e o que foi proposto dias de paz, alegria e dias primaveril. Só um cego que não quer ver. Alias cegos sempre farão cegos. É preciso saber… e não esperem de redutos modernistas -não é Pe. João Carlos Almeida- tocar nesse assunto de uma forma imparcial. A 3 anos antes (1959) a comissão preparatória do concílio tinha tudo para que o concílio fosse integralmente católico romano e para condenar os erros desse mundo moderno e distanciar o virus infernal que hoje trabalha dentro da Igreja. Mas os liberais impugnantes rechaçaram tudo aquilo que havia sido constituido durante 1959 a 1962. Um padre não tradicionalista para que se isente de dizer que há visão estreita nessa historia, ele mesmo conta e contou como O Reno se lançou no Tibre. O como a Curia Roma sofreu um duro Golpe. O Como o grande Cardeal do Santo Oficio foi desprezado e tirado sarro na aula conciliar. Mas como se conseguiu o golpe? Por meio de manobras e ataques sinuosos semelhante ao que vemos em certos debatedores. Será que o senhor sabe disso caro Pe. João Carlos Almeida? Dúvido! Monsenhor Lefebvre e D. Antonio Castro Mayer não foram pouca coisa na Igreja e não só eles houve um punhado de padres autenticos que resistiram as manobras liberais. Os modernistas tentam diminui-los mas eles foram exemplo impar de bastiões na Fé. Ele 9M. Lefebvre) esteve lá no concílio, foi nomeado pelo Soberano Pontificie, o Papa e para comissão preparatória, em 1959. M. Lefebvre foi teologo muito mais que seu próprio teólogo, o seu teólogo conta isso muitos anos depois do concílio. Mas M. Lefebvre não tinha o orgulho de colocar títulos acima do nome, só nestes tempos do absurdo que isso ocorre. Será que o senhor Pe. João Carlos Almeida sabe bem o que foi o Vaticano II em vez de ficar chamando de ‘lindo, maravilhoso, bonito’? Já postei em outro lugar desse blog que Deus também tinha feito sua parte ele já avisava o que viria ocorrer dentro da Igreja a partr de 1960. E sobre a convocação de um concílio não foi o Papa João o primeiro a pensar em fazer um concílio. Sua idéia não era original. Muitos anos antes 2 Papas já cogitiram tal coisa, mas se tinha equilibrio na toma de decisões ao menos. No entanto fizeram-se de surdos a Verdade. Isso é doloroso? É! Mas contar e saber disso não é se tornar cismático é uma dolorsa história de como a Igreja esta em sua paixão porque Cristo não prometeu que ela não sofreria ataques e arranhoes desde internamente. É uma realidade amarga? É! E só poderá ser corrigida pelo Papa, pelo Supremo Pastor e que deve redirecionar a Nau da Salvação para onde ela sempre esteve e nunca deveria ter saído. No entanto como dizia… rechaçando que não queriam ouvir nem os profetas das desgraças e nem vozes de padres experientes no assunto que já alertavam do perigo de convocar um concílio devido a situação calamitosa do século XX no redil da Igreja, o otimismo de que o homem é sempre bom e nunca mal permitiu tal coisa e trouxe esses frutos que vemos hoje. Uma Igreja que quer fazer os católicos romanos sentirem remorso pelo seu passado. Infelizes! Não sabem o que fazem. Pagarão caro por isso! E há muito mais coisas a serem ditas. M. Lefebvre narra o como a Igreja com a comissão preparatória tinha tudo, mas tudo mesmo para empurrar para longe essa crise infernal e diabólica que hoje assola o redil da Igreja e que gestou eclesiásticos que com cinismo e risos no rosto dizem heresias sem se corar! Lamentável! Deplorável!

    Mas Deus faz justiça. Ah faz! A seu tempo fará, esperem….

    E terá doutores de dúvidas e incertezas e de mentiras uma alma grande e humilde para se curvarem perante o que nunca muda? A Verdade Católica?

    Veremos.
    Ad Majorem Dei Gloriam!

  26. Simone Teixeira

    Muitas pessoas continuam cometendo o erro de entender o texto fora do contexto. Jesus tinha ainda muitas coisas a dizer aos apóstolos, mas eles não seriam capazes de entender tudo. O Espírito Santo foi-nos mandado para relembrar todas as coisas e dar sentido ao que antes estava oculto. O antigo testamento foi interpretado de forma errada. Jesus não retirou uma só palavra da Lei que havia, mas mostrou o verdadeiro “espírito da lei” e as intenções de Deus através de cada revelação… Os dogmas evoluem sim, porque a interpretação é para o momento presente e há realidades novas a cada instante. O Concílio Vaticano II é um documento da Igreja na linnguagem de nosso tempo e não contradiz os demais documentos, mas, sem dúvida, esclarece, numa linguagem acessível a todos os filhos da Igreja, aquilo que é essencial para nossos dias. Quem fica preso a um texto, sem considerar a mensagem para o momento atual, está agindo de forma diferente daquela que Jesus agiu. Jesus nunca precisou de termos difíceis, dissociados da vida do povo, para nos falar de Deus. Aliás, revelou aos pobres de coração, aos humildes, aos simples, os mistérios escondidos aos que se julgavam “sábios”. O que eu sinto, ao ler certos comentários, é a volta a uma mentalidade que “defende as tradições” a todo o custo, mas que se perde no jogo de palavras e distorções, sem buscar o que realmente se pensa. É fácil defender a “tradição” a “família” e a “propriedade” quando por tradição a propriedade sempre foi de minha família… É fáci romper com uma realidade, quando vou ter mais “prestígio” fora dela, embora esse rompimento seja apenas casca. Só que as contradições vão sempre demonstrar o oposto. A opção por Jesus e sua Igreja não é simplesmente estudar a fundo uma doutrina e interpretá-la como quero, mas respeitar “todos” os ensinamentos da Igreja e de seus bispos. Que eu saiba, a própria Igreja tem meios de impedir que seus bispos e padres caiam em heresias e há processos sérios quando isso ocorre. O resto parece mesmo uma forma de se promover e não algo que possa enriquecer minha fé… Lamento muito, mas não creio que esse debate esteja sendo tão positivo. Para mim está repetitivo.
    Pe. Joãozinho, o senhor consegue ler vários livros em pouco tempo e fala vários idiomas. Conhece profundamente a Teologia, a Filosofia e tem doutorado em Educação. Sei que sua sabedoria ultrapassa em muito todas as postagens de seu blog. Para pessoas que não fazem parte de uma “minoria” privilegiada que teve acesso a todo seu saber, tudo isso cansa. A vida é séria e curta demais!
    Agradeço por tudo e continuo orando em suas intenções,
    Grande abraço,

    Simone.

  27. Meu Deus! Do fundo do coração, eu fico muito incomodado com este tipo de debate. Assino embaixo do que o Sérgio disse. Fazer acusações, usar expressões irônicas e algumas até idiotas como “Touché” só mostram que não há intenção nenhuma em se discutir a doutrina católica verdadeiramente, mas sim que o objetivo é desmoralizar ou desbancar os ministros da Igreja. ´

    Sr. Orlando, ficou muito desagradável esta forma como escreveu, me perdoe dizer, mas eu realmente não consigo ver boa intenção em tudo isso. Aliás, acho muito baixo este tipo de texto, onde é mais importante mostrar um erro (se é que existe mesmo) do que debater de forma cristã determinado assunto. O nome Montfort não representa nada pra mim. Muito menos títulos acadêmicos. Deus age e se faz presente nos humildes e naqueles que são ordenados, portanto, como católico, eu me ajoelho diante de qualquer ministro de Deus, independente de sua atuação, ou concepção doutrinária e, principalmente de seus pecados. Essa falta de respeito com um Ungido de Deus já é suficiente para não considerarmos nada que venha desta instituição cimática, a Montfort.

  28. Para enriquecer o debate sobre se um Concílio pode ser falível e portanto condenável ou não, deixo aqui uma máteria publicada pela revista “sim,sim, não, não” de 1999 sobre o CVII. Será que essa matéria vai causar perplexidade ao Pe. João Carlos?

    UM CONCÍLIO ATÍPICO

    Até 1962, a história da Igreja contava com 19 Concílio ecumênicos, segundo o Dictionnaire de Théologie Catholique de Vacant. Denzinger acrescenta o Concílio de Constança (1414), elevando o total a 20. Com o Vaticano II, a lista dos Concílio ecumênicos chega a 21.

    O Dictionnaire de Théologie Catholique define o Concílio ecumênico ou universal como a assembléia solene dos bispos de todo o mundo, reunidos por convocação do Romano Pontífice e sob a sua autoridade e presidência, para deliberarem assuntos relativos a toda a Cristandade.

    Talvez se prefira a definição proposta pelo Dicionário Teológico de Rahner, que ressalta mais os três critérios externos de regularidade: “os Concílios (ou Sínodos) são assembléias compostas sobretudo por bispos [alusão aos Concílios aos quais, outrora, assistiam príncipes e soberanos cristãos], convocadas para discutir assuntos eclesiásticos, tomar decisões e promulgar decretos (…). A Assembléia, regularmente convocada (convocada, dirigida e confirmada pelo Papa), dos representantes de toda a Igreja, se denomina Concílio Ecumênico.

    Os bispos que, reunidos em Concílio Ecumênico, deliberam e tomam decisões com o Papa e sob a sua direção, exercem, conforme a doutrina católica e o direito canônico (CIC, cânon 228) o poder supremo na Igreja e quando o Concílio profere uma definição solene, gozam de infalibilidade em matéria de fé. Isto vale também quando exercem e manifestam globalmente o magistério ordinário da Igreja”.

    Por conseguinte, as condições de uma existência para um Concílio ecumênico são: a convocação pelo Papa, a direção dos trabalhos por parte dele (pessoalmente ou por meio de legados), a confirmação de seus atos pelo Pontífice, a qual pode ser antecedente (quando o Papa começa impondo as suas diretrizes), concomitante (ao participar dos trabalhos) ou conseqüente (ao ratificar os atos do Concílio com um assentimento posterior). É a confirmação papal que dá às decisões dum Concílio um valor jurídico universal (CIC 227).

    Estes são os critérios externos de regularidade e existência dum Concílio. A este tríplice critério deve-se acrescentar um critério interno: a matéria tratada que, necessariamente se limita aos assuntos eclesiásticos concernentes à fé e aos costumes ou então intimamente relacionados com eles, com exclusão de tudo que não seja de competência da Igreja (este ultimo se explica por si mesmo tanto que alguns tratados teológicos nem sequer o mencionam). Do fato de ter um Concílio ecumênico os sinais de regularidade formal, não se segue contudo que suas declarações sejam garantidas pela infalibilidade e se imponham como tais à fé e à adesão dos fiéis. Não se deve confundir ecumenicidade com infalibilidade.

    Encontramo-nos aqui com a questão complexa e, às vezes, difícil para os próprios teólogos, do valor doutrinal das decisões dum Concílio, do qual depende o assentimento devido a elas pelos fiéis. Três princípios teológicos devem ser tomados em consideração (cf. Dic. De Théol. Cath., V, Concile, col. 666):

    1) primeiramente, a amplitude e o sentido de uma definição se medem pela intenção do autor, e portanto, antes de tudo é preciso examinar esta intenção;

    2) ademais a igreja pode ensinar-nos uma verdade como “de fé”, mas também como “certa”, “comum”, “provável”, etc.; do mesmo modo, uma proposição pode ser considerada como herética, mas também como “errônea”, “temerária”, ou uma censura teológica inferior. Em todos os casos, o juízo definitivo da autoridade suprema é infalível, e exige dos fiéis um assentimento absoluto, mas não obriga igualmente nem sob as mesmas penas: por exemplo, quando uma verdade é proposta como de fé, deve ser considerada como revelada por Deus e crida sob a pena de heresia; se se propõe apenas como certa, deve-se admitir somente sob pena de pecado. A condenação duma preposição como herética equivale a afirmar a proposição contrária como de fé, mas nenhuma outra condenação comporta semelhante equivalência;

    3) não se deve perder de vista um terceiro princípio: em toda definição, somente a substância cai debaixo da garantia da infalibilidade.

    A aplicação destes 3 princípios teológicos aos 20 Concílios precedentes ao Vaticano II não apresenta muitas dificuldades, porque todos, a exceção do quarto (Calcedônia, 451) e do décimo terceiro (Lião, 1245), incluem a clássica divisão em duas partes; uma doutrinal, chamada capítulo, que contém a exposição da verdadeira doutrina católica a ser defendida contra os ataques, e outra defensiva, o cânon, que encerra numa fórmula breve e condensada, a condenação dos erros opostos, acompanhada pelas diversas sanções: anátema, condenação, reprovação, nota de heresia, etc., além das sanções disciplinares exigidas pelo caso.

    Quanto aos critérios externos, os 20 Concílios que precederam o Vaticano II, são todos ecumênicos e regulares na forma; ademais todos trataram de assuntos disciplinares ou administrativos, sem ultrapassarem o campo das matérias eclesiásticas, próprios da Cristandade. Pelo contrário, quando examinamos os documentos do Vaticano II, à luz dos princípios teológicos antes lembrados, se vai de estupor em estupor.

    O primeiro motivo de pasmo é a presença de centenas de “observadores” representando praticamente todas as seitas, que participaram ativamente dos trabalhos de “rejuvenescimento da Igreja”.

    Ao convocar o Concílio Vaticano I, o Papa Pio IX dirigiu um apelo a todos os protestantes e acatólicos, convidando-os com a Carta Apostólica Iam vos omnes (13 de setembro de 1868), a refletirem se estavam seguindo o caminho prescrito por Nosso Senhor Jesus Cristo, e exortando-os a retornar à Igreja Católica, da qual “faziam parte os seus antepassados”, encontrando nela “alimento saudável de vida”. Contudo quando os dissidentes lhe pediram que apresentasse os seus argumentos ao próximo Concílio, Pio IX, no Breve Per ephemerides accepimus (4 de setembro de 1869), respondeu que “a Igreja não pode permitir que se ponham em discussão erros que já foram demoradamente examinados, julgados e condenados”. Posteriormente, com outro Breve (30 de outubro de 1869), o Papa permitiu aos protestantes e acatólicos a exposição de suas dificuldades a uma comissão de teólogos católicos, porém fora do Concílio.

    Ao contrário, no Vaticano II os chamados “observadores” heréticos e cismáticos participaram ativamente dos trabalhos dele, indireta e até diretamente, como testemunha um deles, R. McAfee Brown em Observer em Rome (Methuen, 1964, pp. 227-228): “embora não tivéssemos voz direta no Concílio, realmente tivemos uma voz indireta, por meio de muitos contatos possíveis com os padres e com a sua indispensável e poderosa mão direita, os peritos”. E o mesmo McAfee Brown disse que, para o esquema sobre o ecumenismo, os “observadores” heréticos e cismáticos redigiram as suas opiniões, incorporadas nas intervenções escritas de alguns bispos (op. cit. p. 173) E então, Vaticano II não foi somente um Concílio ecumênico, mas – se se pode chamar assim – “super-ecumênico”; e, apesar disto, católico?

    O segundo motivo de pasmo é a prolixidade literária dos documentos conciliares. Constitui um motivo real de pasmo o fato comprovado de que todos os textos (constituições, decretos, declarações e mensagens) não ocupam menos de 800 páginas num volume de 4 cm de espessura, enquanto o Denzinger, que abarca todas as definições e declarações em matéria de fé e moral de todos os Concílios, não só ecumênicos, mas também locais, além dum bom número de declarações desde São Clemente I (terceiro sucessor de São Pedro) até 1958 (data da edição do Denzinger por nós manuseada) não chega a 700 páginas e cabe num volume de igual espessura.

    Que significa isto? Aparentemente nada. Mas a prolixidade duma exposição está freqüentemente unida a falta de rigor do pensamento, e a imprecisão deste permite interpretá-lo no sentido desejado, o qual inutiliza os textos conciliares como referência doutrinal, enquanto que a consulta do Denzinger sobre um ponto de doutrina traz sempre uma resposta clara, nítida e definitiva.

    Ora, é precisamente o caráter nítido e definitivo que se quis excluir do Vaticano II. Isto se deduz particularmente do discurso de João XXIII na abertura do Concílio, a 11 de outubro de 1962: “não se trata de condenar nem de repetir a doutrina de todos, mas é mister fazer caso dos ‘profetas de desgraças’, a Igreja deve avançar…”

    Estranho propósito, que poderia ser interpretado no sentido de que, para avançar, a Igreja deve deixar para trás a doutrina conhecida de todos! A antítese é evidente: antes, depois; para frente, para trás… É fácil prever os protestos contra esta interpretação, mas além da disputa verbal, não é está a realidade que salta a vista? Acaso se encontra nos “conciliares” a doutrina que todos conhecem? Sim, mas apenas nos seus velhos livros de teologia, fechados e talvez vendidos em liquidação há trinta anos.

    O terceiro motivo de pasmo é a outra afirmação de João XXIII no discurso inaugural: “uma coisa é a substância do “depositum fidei” (…) e outra a maneira com que se exprime”. Ora, já que não existe doutrina sem formulação, esta conserva a ortodoxia da doutrina, e a história da Igreja demonstra que freqüentemente os campeões da ortodoxia católica combateram por uma só palavra e que, uma vez encontrada a formulação definitiva, sempre se considerou que não se devia mudar.

    Pelo caminho indicado por João XIII, ao contrário, é fácil chegar a contradizer as irreformáveis decisões do Vaticano I (cap. I, XXX sessão), impondo como regra de fé que os dogmas se devem entender eodem sensu eademque sententia, ou seja, sempre com o mesmo sentido com que foram mantidos, princípios que São Pio X exige em sua encíclica contra o modernismo (n. 38) com referência ao Syllabus de Pio IX e à sua encíclica Qui pluribus (1846).

    A declaração de João XXIII é, entre tantos outros, um índice duma mentalidade modernista e indica a vontade de romper com a Tradição.

    O quarto (mas não último) motivo de pasmo consiste em que, enquanto todos os Concílios anteriores (exceto os de Calcedônia e Lião) se apresentam sob a forma rigorosa da doutrina certa, seguida da condenação dos erros opostos, o Vaticano II se mostra como um conjunto de conferências seguidas de recomendações, exortações, orientações, tido sem muita precisão, o que permitiu e permite acomodar os textos ao significado desejado.

    Mansuetus

    (Revista Sim, Sim, Não, Não Nº 74, edição portuguesa, abril de 1999.)

  29. Júnior Brito

    Bem padre, levando em conta tudo que foi apresentado por prof Orlando fedeli o senhor bem que podia manifestar sua opinião, já que a gama de informações apresentadas por ele, questionando sua visão sobre o documento do papa João pauLo II, e colocando documentos antigos sobre o mesmo tema, no mínimo era para o senhor expor uma reflexão a respeito, porque antes do concílio vat II se entendia perfeitamente o que significava, “fora da igreja não há salvação” O senhor não se deu ao direito de contra-argumentar o que o senhor Orlando Fedeli colocou perfeitamente, sempre buscando na tradiçao da igreja fundamentada em concílios dogmáticos e não só, num concílio pastoral, o único concílio da igreja que esta prestes a ser reavaliado.
    Então Padre, o senhor mudando o sentido do artigo quis mostrar um suposto reconhecimento de sua ortodoxia por parte do prof.
    não sei se pretenciosamente, quis sorrateiramente escapar pela tangente, colocando de forma secundária aquilo que seria fundamental neste artigo de Fedeli.

    pelo comentários, vejo que tem muita gente que ainda se deixa levar pelo relativismo
    um dia eles aprendem.

    Ricardo;
    Penso que o senhor acredita mesmo no que esta falando, escute
    mais, parece que o senhor não leu direito esse tópico do blog.

  30. Isto é ainda mais claramente explicado por Pio IX na Encíclica Quanto conficiamur moerore, de 10 – VIII- 1863, na qual esse Papa condena o liberalismo, defensor da tese de que há salvação fora da Igreja (exatamente como Padre Joãozinho diz).
    Pe. Joãozinho não defendeu isso no post citado por Orlando. Ele não foi “liberal”. Ao meu ver, ele foi justamente contra o tal Pe. Feeney.

    Em todo caso, ninguém pode se salvar, praticando o que uma religião falsa ensina de errado, ou manda de contrário à lei natural.
    Tudo é errado no Protestantismo? E se um protestante seguir só o que tem de bom no protestantismo?

    Todo protestente lê a Bíblia. Ora em São Paulo ele lê que “a Fé vem pelo ouvido”( São Paulo , Ep. Rom. X, 17). E a fé do protestante vem pelos olhos, pela leitura da Bíblia…
    Que isso! Aposto que muitos protestantes hoje tem a fé pela palavra dos pastores que eles ouvem e pelo exemplo dos pastores e fiéis.

    ” Como poderei compreender, se não houver alguém que mo explique”(Atos dos Apostolos, VIII, 30-31). Logo, o protestante lê, na Bíblia, que não adianta ler a Bíblia, se não houver alguém que a explique, ensinando.
    É, pode ser que ele entenda isso a partir desse trecho, mas só que ele pode entender que o pastor pode explicar pra ele.

  31. HÉLIO DE SOUZA

    Padre Joãozinho,
    Como é seu conhecimento, pois é DOUTOR em quatro disciplinas, Jesus Cristo nos ensinou: “Digo-vos que assim haverá maior júbilo no céu por um só pecador que fizer penitência do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento”. (Lc 15,7).
    E na parábola do Filho Pródigo fez a mesma coisa: “O filho lhe disse, então: Meu pai, pequei contra o céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho”. (Lc 15,21), nos mostrou através dessa parábola que o Pai sempre perdoa o pecador que realmente se arrepende de seus pecados.
    Assim, Padre Joãozinho, o senhor devia admitir que vem ensinando heresias e que também tem apoiado o Padre Fábio Galã de Melo nos seus ensinamentos, não menos heterodoxo.
    Um leigo quando comete algum erro em matéria de Sã Doutrina e de Fé Católica, quando ensina alguma coisa errada, apesar de ser muito grave, ainda pode até alegar que se equivocou, que não sabia o que estava dizendo, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, um Padre DOUTOR com quatro doutorados e um Padre Metrossexual (“Metrossexual, é um termo originado nos finais dos anos 90, pela junção das palavras metropolitano e heterossexual, sendo uma gíria para um homem heterossexual urbano excessivamente preocupado com a aparência, gastando grande parte do seu tempo e dinheiro em cosméticos, acessórios e roupas de marca. – http://pt.wikipedia.org/wiki/Metrossexual”), com mestrado e tudo, quando ensinam heresias condenadas………….. NÃO TEM DESCULPA.
    Cuidado com aquilo que os senhores estão ensinando, seus alunos, na hora de prestarem contas ao Nosso Senhor Jesus Cristo (“De nada me acusa a consciência; contudo, nem por isso sou justificado. Meu juiz é o Senhor”. (1Cor 4,4)), poderão alegar ignorância invencível, como ensinou o Professor Orlando Fedeli da Montfort, no texto acima, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, mas, os Senhores NÃO PODERÃO, pois são DOUTORES e MESTRES, exatamente na matéria em testilha, se ensinam errado é por malícia, orgulho, desleixo, vaidade…
    É bom ficarem atentos: “Melhor lhe seria que se lhe atasse em volta do pescoço uma pedra de moinho e que fosse lançado ao mar, do que levar para o mal a um só destes pequeninos. Tomai cuidado de vós mesmos”. (Lc 17,2). – “Mas todo o que fizer cair no pecado a um destes pequeninos que crêem em mim, melhor lhe fora que uma pedra de moinho lhe fosse posta ao pescoço e o lançassem ao mar!” (Mc 9,42).
    Paz em Cristo Jesus e em sua Mãe Santíssima porque é somente nEles que a encontramos.

  32. Padre do céu…minha condição humana não permite enxergar o debate sereno…O discurso que acontece num dos post é muito baixo nível:

    “Como bons combatentes devemos ser fiéis a um ataque conjunto, coordenado, sobre o alvo principal que é o padre Joãozinho e suas heresias, deixem que os cachorrinhos bradem, pois esses bramidos com sua baixeza pertinaz só fazem mal à eles mesmos.”

    Padre o senhor tem me ensinado uma democracia, diplomacia, sei lá o que, acima dos meus limites…delinquente mental ?…já é demais para um blog religioso…e pensar que o Vaticano pode ter acesso a isso sem nenhum problema…que baixaria!

    “ELE disse: o profeta Isaias bem profetizou a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: Este povo me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim. É inútil o culto que me prestam, as doutrinas que ensina não passam de preceitos humanos…”
    ” Senhor, também os cachorrinhos, debaixo da mesa, comem as migalhas que os filhos deixam cair”

    Deus permita que eu jamais me “fundamentalize” a ponto de perder o sentido dos mandamentos.
    Está mais que comprovado. Não há debate, há combate…
    Misericórdia Senhor!

  33. Boa noite,pe. João Carlos
    Somente hoje tive tempo de entrar em seu blog.Não trabalho amanhã,assim posso fazer alguns comentários hoje.
    Inicialmente,penso que esse encontro não trará acréscimo algum,
    a não ser para os envolvidos,afinal será oportunidade de dialogarem a doutrina da igreja,nada como um “teste” ao conhecimento que extrapole a superficialidade.
    Já fui adepta a essa prática.
    Entretanto, inteligência que vise promoção de superioridade intelectual, o famoso “quem está certo ou errado”?
    Aliás,leio a bíblia,procuro seguir as orientações da igreja, estudei e estudo a filosofia cristã e a que foge a essa denominação, a doutrina da igreja, já li as obras de alguns doutores, mas tenho opiniões pessoais sobre vários temas.
    Na verdade,acredito que o processo humano-religioso não se limita apenas ao estudo da doutrina.Consegui crescer espiritualmente analisando diversos segmentos e não apenas o religioso.
    Desculpe-me, mas não acredito em inteligência unilateral,não vejo méritos nisso,pois visa apenas à supremacia do “meu” conhecimento e não evolução espiritual.Logo,para mim o sr. Orlando é um estudioso,um teórico.”Inteligência rasa”,pois não
    atingiu a esfera da sabedoria.
    Estive pensando a respeito de algumas opiniões postadas no blog e observo um retrocesso comportamental,intelectual,reducionista.
    E na verdade é isso que me cansa, acreditar que tudo se desenvolve apenas na espiritualidade e não engloba outros fatores.
    Está beirando à alienação,algo que discordo veementemente.
    Esse encontro para mim não terá importância alguma,desculpe-me, mas é o que penso.
    Um abraço.

  34. Sergio Souza

    Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!

    http://blog.cancaonova.com/redacao/2009/09/01/portal-cancao-nova-chega-a-7-milhoes-de-acessos/

    Antes de qualquer comentário eu queria louvar o Senhor pelos números da Canção Nova!

    A primavera ainda não chegou e o cancaonova.com já está colhendo as surpresas de Deus: 7 milhões de acessos no mês de agosto.

    Isso mesmo! 7 MILHÕES DE ACESSO EM AGOSTO!

    É claro que não poderíamos deixar de agradecer aos seguidores da Montfort que AJUDARAM A COMPOR esse expressivo número de acessos, acessando principalmente o blog do Padre Joãozinho.

    Inclusive o padre do blog Joãozinho, no ranking de blogs da Canção Nova é o 2º no quesito de publicações e é o 3º no quesito de comentados!

    Agradeço de todo o coração ao Cléber, Pedro, Leonardo entre outros seguidores da Monfort por fazerem parte da família dos 7 milhões!

    O espaço estará democraticamente sempre aberto a vocês e quem sabe vamos chaegar a marca dos 10 milhões de acessos, também com a colaboração e audiência de vocês. Vocês são importante nisso!

    SER CANÇÃO NOVA É BOM DEMAIS

    Com orações,

    Sergio

  35. Guardai-Vos Dos Falsos Profetas Mt 7, 15.

  36. Tatiane H.

    Padre João, a sua benção!

    Li todo o post e todos os comentários e fiquei pensando: que atitude devo tomar em relação aos meus amigos protestantes e católicos não praticantes (aqueles batizados, que creem em Deus mas não vão a Igreja e não aceitam muitos dos dogmas)?
    Se entendi bem, afirmar que fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há salvação é dogma e portanto devemos aceitar, não questionar.
    O que devo fazer? Conscientizá-los? Mostrar essa verdade? E se isso for motivo para o fim de uma amizade?
    Estou me referindo a amigos que amo e respeito, de todo coração.

    Sou leiga, tenho apenas 20 anos, desculpe a minha ignorância no que se refere a doutrina da Igreja.

    Espero que o Sr. possa sanar essa minha dúvida.
    Obrigada
    Deus te abençoe.

  37. Sergio Souza

    O golpe final nos seguidores da MONTFORT!!!

    Eu aqui descrevi a visão que os Bispos da Igreja Católica, VERDADEIROS PASTORES, de quem é católico, têm em relação a Canção Nova.

    Agora vamos ver a visão que a ARQUIDIOCESE DE SÃO PAULO, tem sobre a MONTFORT.

    Fiz alguns questionamentos sobre a Montfort a Arquidiocese de São Paulo e veremos a PALAVRA OFICIAL da Igreja em São Paulo que é a que um verdadeiro católico deve seguir.

    Introdução:

    Prezado Sérgio,

    A Associação Monfort é dirigida por Orlando Fedeli, ex-integrante da TFP. Suas idéias são bastante polêmicas não aceitando o Magistério da Igreja, principalmente em relação ao Concílio Vaticano II. Embora este tenha rompido com a TFP as mensagens que são passadas através deste site denotam sua ligação estreita com o pensamento daquele movimento. Em relação às suas perguntas, respondo abaixo:

    PERGUNTEI: Esse movimento é aprovado pela Arquidiocese de São Paulo?
    Não. Este movimento não fala em nome da Igreja. A palavra oficial da Arquidiocese está no site da Arquidiocese (arquidiocesedesaopaulo.org.br), no Jornal O São Paulo e nos documentos emitidos pelo arcebispo.

    Vocês têm algo publicado contra ou favor deles?
    Não.

    Há algum comunicado do Vaticano em relação a esses movimentos do estilo da MONFORT?
    Não. O católico ouve o magistério da Igreja e não movimentos que pretensamente dizem ser os donos da verdade.

    Vocês aconselham os fiés a acessarem essa formação da Monfort?
    Não. Pois ele não traz o pensamento oficial da Igreja e nem é uma voz autorizada do Magistério.

    Caramba!!!! Olha a diferença da visão de uma PASTOR OFICIAL DA IGREJA, tem em relaççoa a Canção Nova e em relação a Montfort.

    PALAVRA OFICIAL DA IGREJA, e não a minha viu? A Montfort não passa de uma seita!

    Faz o seguinte Montfortianos. Acessem cada vez mais

    Olha, qualquer um pode fazer os mesmos questionamentos para a Arquidiocese e receberão a mesma resposta. ACONSELHO A VOCÊS QUE REPUDIAM A SEITA MONTFORT E FEDELI LUTERO, a buscarem respostas nos VERDADEIROS PASTORES DA IGREJA.

    Com isso está decretado para a Montfort aquilo que Jesus disse: Mateus 7,15 “Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores”.

    FEDELI=FALSO PROFETA!

    Quem quiser receber um cópia desse e-mail, deixe seu endereço neste blog e eu encaminharei.

    Vitória!!!!!!!!!! Viva a Igreja do Senhor!!!!!!!!! Vitoriosa Igreja do Senhor!!!!!!

    Isso não os exclui de acessar o site. Como eu disse, até para quem tem ódio da Canção Nova, como vocês, ela permite que vocês a acessem o site dela.

    Ainda assim agradeço por fazerem parte da família dos 7 milhões de aceesantes!

  38. HÉLIO DE SOUZA

    Tatiane H,
    Siga o exemplo do Apóstolo dos Gentios: “É, porventura, o favor dos homens que eu procuro, ou o de Deus? Por acaso tenho interesse em agradar aos homens? Se quisesse ainda agradar aos homens, não seria servo de Cristo”. (Gl 1,10).
    Padre Pio tinha um belo lema: “AGRADAR SOMENTE A DEUS, AOS HOMENS FAZER O BEM”.
    Você estará fazendo um grande bem aos seus amigos ao lhe mostrar a VERDADE.
    Não tema perder a amizade de seus amigos, porque, agindo assim, você estará servindo um AMIGO verdadeiro, que nunca lhe abandonará: “Ninguém tem maior amor do que aquele que dá a sua vida por seus amigos”. (Jo 15,13) – * – “Vós sois meus amigos, se fazeis o que vos mando”. (Jo 15,14).
    Mesmo porque o amigo, na verdadeira acepção da palavra, tem o direito/dever de cuidar do outro, mesmo que isto não seja de seu agrado.
    Com sua preocupação você demonstra ser uma AMIGA leal.
    Paz em Cristo Jesus e em sua Mãe Santíssima porque é somente nEles que a encontramos.

  39. Marcelo Moraes

    Pe. João
    Penso que os fatos ocorridos desde a sua participação no programa televisivo, com a presença do Pe. Fábio de Melo, devem lhe servir de reflexão. Acredito que o senhor, primeiramente, deveria fazer uma reflexão sobre a “fria” na qual o senhor entrou, ao defender posições e atitudes do Pe. Fábio que começaram a ganhar uma repercussão negativa a partir da entrevista daquele sacerdote no Programa do Jó. Acredito que o senhor deve ter consciência que o Pe. Fábio de Melo foi de uma infelicidade lástimável nas posições por ele apresentadas ao longo da entrevista. Acredito que a defesa que o senhor fez do Pe. Fábio foi mais da pessoa de Fábio de Melo do que de suas idéias. Por outro lado, o senhor elegeu a Montfort como síntese dos tradicionalistas que estavam atacando o Pe. Fábio. Erro seu Pe. João. Outros sites tradicionalistas estavam batendo muito mais nas idéias e comportamentos do Pe. Fábio do que a Montfort e o senhor, de certa maneira equivocadamente, elegeu aquele sítio como o alvo de suas respostas. Aproveite a oportunidade, Pe. João, e se pergunte, à luz da sua consciência iluminada pela graça de Deus se, afinal, eles estão totalmente errados e o senhor, totalmente certo, inclusive no que diz respeito à defesa do Pe. Fábio e de muitas posturas da Igreja Católica no Brasil.
    Atenciosamente.
    Marcelo.

  40. Leonel Carlos Prado

    Eu não acredito nesse encontro, pois acredito que um encontro como esse só teria sentido se por acaso não existissem tantas discordancias como ocorre, seria perder tempo tentando resolver tudo em um encontro, não chegarão a lugar algum.Creio que este debate entre os dois deve ser feito do modo como está sendo feito.
    Agora, tenho que admitir, no blog do padre zezinho aparecem “católicos” tipicos do pensamento pós CVII, adeptos de uma Igreja que não existe.
    LUCIANA escreve:”…..consegui crescer espiritualmente seguimentos e não apenas o religioso(sic)”, outra pérola; “Estive pensando(?) a respeito de algumas opiniões postadas no blog e observo um retocesso comportamental, intelectual(?), e reducionista(sic)” para concluir: “….e não a EVOLUÇÃO espiritual”.
    É de chorar, não é?
    SERGIO SOUZA escreve: “Agradeço aos seguidores da Montfort por fazerem parte do sucesso da Canção Nova”
    Quem faz parte da Montfor e seguidor da Igreja Católica Apostólica Romana e não de uma denominação temporal e falivel, e pedimos ,por caridade, não desejar tanto mal ao querer que façamos parte da canção nova.
    GABRIEL escreve: “Já pensou o Prof.Fedelli como Papa?Teriamos indulgencias novamente” “Quer comprar um terreninho no céu?)
    O pior de tudo isso é que o Gabriel deve ter aprendido isso que afirma com algum padre que ataca a “Igreja do passado” como eles gostam de afirmar.
    Não há como negar, o CVII truxe mudanças significativas para dentro da Igreja.Os fieis mudaram, como exemplifiquei, os padres mudaram e hoje temos exemplos como o que afirmou Fabio de Melo de que falta tempo para ele
    celebrar a santa missa.Muita coisa mudou , infelizmente, mas creio nas promessas de Cristo em relação à sua Igreja.

  41. Sergio Souza

    Oh! LEONARDO… Se você não quiser fazer PARTE DA FAMÍLIA DOS 7 MILHÕES DOS QUE ACESSAM A CANÇÃO NOVA, SEJA UM POUCO INTELIGENTE E NÃO A ACESSE. FEDELI, por exemplo não o faz!

    Converta-se e leia a Palavra de DEUS eu que Fedeli faz questão de rasgar:

    At 2,42 – “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações.

    É NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS… Não da doutrina de fedeli!!

    Querendo ou não, você está incluído no número de acessantes que ENGRNADECEM o portal da Canção Nova! Mesmo com esse seu ódio no coração, você não consegue deixá-la deprestigiá-la. POR ISSO, QUE TEM O RECONHECIMENTO PONTIFÍCIO!

    Ser Canção Nova é bom demais! Obrigado Leonardo!

  42. Sergio Souza

    PALAVRA DO SENHOR, que Fedeli e seus seguidores RASGARAM DE SUAS BÍBLIAS.

    At 2,42 – “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações”.

    REPITIMOS: PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    Os seguidores de fedeli insistem e têm insistido neste blog CATÓLICO e Obediente à Igreja de Cristo, em seguir a falsa e perniciosa doutrina de fedeli.

    REPITIMOS: O católico DEVE PERSEVERAR NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS. EM COMUNHÃO COM A IGREJA E SEUS LEGÍTIMOS PASTORES.

    O seguidores de Fedeli insistem e têm insistido em seguir a voz do falso mestre fedeli, po isso, não na vala da rebeldia:

    “Deixai-os. São cegos e guias de cegos. Ora, se um cego conduz a outro, tombarão ambos na mesma vala”.

    REPITIMOS: PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    Infelzmente, os fedelinos estão em plena descomunhão com a Igreja Católica, portanto não podem ser chamados de católicos e fedeli não é um legítimo pastor da Igreja, portanto NADA DO QUE FALE deve ser levado a sério, porque faz questão de ser um FALSO PASTOR em descomunhão com a IGREJA.

    REPITIMOS: PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    MAS CERTAMENTE OS SEGUIDORES DE FEDELI DESCONHECEM QUEM SÃO OS BISPOS:

    CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA

    § 77 – “Para que o Evangelho sempre se conservasse inalterado e vivo na Igreja, os APÓSTOLOS DEIXARAM COMO SUCESSORES OS BISPOS, a eles ‘transmitindo seu próprio encargo de Magistério.” Com efeito, “a pregação apostólica, que é expressa de modo especial nos livros inspirados, devia conservar-se por uma sucessão contínua até a consumação dos tempos”.

    § 861 “Para que a missão a eles confiada fosse continuada após sua morte, confiaram a seus cooperadores imediatos, como que por testamento, o múnus de completar e confirmar a obra iniciada por eles, recomendando-lhes que atendessem a todo o rebanho no qual o Espírito Santo os instituíra para apascentar a Igreja de Deus. Constituíram, pois, tais varões e administraram-lhes, depois, a ordenação a fim de que, quando eles morressem outros homens íntegros assumissem seu ministério.”

    § 862 “Assim como permanece o múnus que o Senhor concedeu singularmente a Pedro, o primeiro dos apóstolos, a ser transmitido a seus sucessores, da mesma forma permanece todos Apóstolos de apascentar a Igreja, o qual deve ser exercido para sempre pela sagrada ordem dos Bispos.” Eis por que a Igreja ensina que “os bispos, por instituição divina, sucederam aos apóstolos como pastores da Igreja, de sorte quem os ouve, ouve a Cristo, e quem os despreza, despreza a (aquele por quem Cristo foi enviado”.

    REPITIMOS: PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    Como se vê, é NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS que devemos perseverar.

    Agoram mostrem seguidores de Fedeli, as razões para se seguir a doutrina da montfort.

    REPITIMOS: PERSEVERAVAM NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    Fedelinos, continuem acessando o portal da Canção Nova. Ironia mesmo, de quem muito odeia essa obra de Deus, é quem mais a engrancedendo através dos seus toscos comentários.

    Vocês fazem parte da família dos 7 milhões de acessantes, querendo ou não, fazem parte!

  43. Sergio Souza

    VAMOS VER O QUE OS SUCESSORES DOS APÓSTOLOS ACHAM DA CANÇÃO NOVA:

    Os seguidores de Fedeli, já INTERIRAMENTE FAMILIARIZADOS COM ESTE PORTAL, a quem agradecemos por sua fidelidade a este portal, sabem onde acessar estes depoimentos de LEGÍTIMOS SUCESSORES DOS APÓSTOLOS.

    Foi logo no início dessa obra de Deus que DOM AFOSNSO DE MIRANDA, na época, Bispo de Lorena, apontou a missão da futura comunidade de consagrados. O caminho foi trilhado e o crescimento surpreendeu o prelado. “Não imaginava que aquele pedido fosse se transformar no que a Canção Nova é hoje. Não pensava que dali ia sair uma ‘fundação de Igreja’ que a Santa Sé iria aprovar”, comemora.

    Bispo amigo da Canção Nova, como ele mesmo se diz, Dom Eduardo Benes conheceu essa obra de Deus de perto, quando antecedeu Dom Beni na Diocese de Lorena. O prelado afirma que “a Comunidade Canção Nova dá um testemunho de fé que aparece nos meios de comunicação, mas que tem uma base interna de muita vida de oração. Isso tudo me fez ter por ela uma grande estima”.

    Dom Orani João Tempesta, destaca, ainda, o papel catequético do Sistema CN de Comunicação: “Com o uso de todos os meios disponíveis para evangelizar é possível ver o fruto da possibilidade de crescimento maior do nosso povo, da educação na fé, dessa educação a distância que acontece, em grande parte, através da mídia”.

    Cardeal Odilo Pedro Scherer, ao destacar que “ter um meio de comunicação como a CN, com seu sistema, ajuda muito a que nós, como Igreja Católica, neste mundo imenso que é a cidade de São Paulo, não submerjamos no silêncio”.

    Dom Odilo explica que “cada meio de comunicação multiplica a capacidade da Igreja de chegar à casa das pessoas e acompanhar suas vidas. Por isso, nós temos que fazer todo o possível para estar presentes nos meios de comunicação, e até mesmo apoiar os que estão ligados à Igreja para que eles possam ajudá-la a fazer o seu trabalho”.

    Com o Reconhecimento Pontifício, a responsabilidade da Canção Nova é multiplicada, segundo o Arcebispo de Palmas (TO), Dom Alberto Taveira Corrêa, também assistente da Fraternidade das Novas Comunidades, porque “a evangelização não conhece limites e temos que chegar até os confins da terra. Ninguém pode ficar fora do alcance deste amor de Deus porque somos instrumentos desse amor para chegar a outras pessoas”.

    O Arcebispo de Palmas acredita que uma comunidade só pode ser um agente autêntico de evangelização se tiver uma espiritualidade consistente. “Daí entendermos como a CN trabalha na formação espiritual dos seus membros e, também, como contribui para formar espiritualmente tantas e tantas outras pessoas por este mundo afora”.

    Dom Antonio, que apontou o início da missão da Canção Nova, vê a obra chegar à maturidade e aposta em novos horizontes:

    ”Vá em frente quanto mais puder ir! Sempre em frente, cada vez mais! Porque a obra é de Deus. Não tenha medo de caminhar. Quando reconhecemos algo como uma obra de Deus que está transformando e mudando a sociedade, vamos fazer. E a Canção Nova tem ido em frente”.

    ISSO SÓ É POSSÍVEL POR QUE:

    At 2,42 – “Perseveravam eles na doutrina dos apóstolos, na reunião em comum, na fração do pão e nas orações”.

    Eis o segredo. Só pode experimentar ESSA LINDA COMUNHÃO COM OS PASTORES DA IGREJA, QUEM PERSEVERA NA DOUTRINA DOS APÓSTOLOS.

    Infelizmente, os anti-católicos “tradicionalistas” de espírito luterano, não sabem o que é isso porque claramente SE REBELAM contra a IGREJA DO SENHOR, em favor da seita MONTFORTIANA.

    E aí se explica os frutos da Canção Nova e se compara com os frutos pôdres da montfort, que são pedro’s pelogia e despelogiado, leonardo’s, cléber’s… pobres almas!

  44. Sergio Souza

    BOM FERIADO A TODOS…

    SALVE MARIA! QUEM É PODE REALMENTE DIZER ESSA FRASE SALVE MARIA?

    Padre Joãozinho canta magnificamente essa canção e para quem abre a inteligência e o coração ao Senhor, certamente aprenderá bastante com ela, e voltará a COMUNHÃO COM A IGREJA DO SENHOR:

    “Estavam todos reunidos no mesmo lugar, e a Mãe de Jesus também estava lá. (2x)
    De repente veio do céu línguas de fogo… o Espírito foi derramado no meio do povo”.

    PALAVRA DO SENHOR: At 2,1 – “Chegando o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar”.

    QUEM ESTAVAM REUNIDOS?

    At 1,13-14 – “Tendo entrado no cenáculo, subiram ao quarto de cima, onde costumavam permanecer. Eram eles: Pedro e João, Tiago, André, Filipe, Tomé, Bartolomeu, Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão, o Zelador, e Judas, irmão de Tiago.
    14. Todos eles perseveravam unanimemente na oração, juntamente com as mulheres, entre elas Maria, mãe de Jesus, e os irmãos dele”.

    SALVE MARIA! UNIDA COM OS APÓSTOLOS! SALVE MARIA! SALVE MARIA!

    O QUE SIGNIFICA “REUNIDOS”? – Dicionário do Houaiss – disposto de forma conjunta; unido, junto
    agrupado conjuntamente, a partir de algum critério ou por alguma circunstância; congregado, junto.

    UNIDO!

    Como é que alguém pode abrir a boca pra falar SALVE MARIA, e nada dela aprender? A primeira lição é ser SERVO, OBEDIENTE… Maria, no cenáculo, não se colocava CONTRA OS APÓSTOLOS. ELA ESTAVA EM COMUNHÃO COM ELES, UNIDA!

    Vê-se que os Fedelhinos tradicionalistas, apesar do nome tradicionalistas, em nada herdam a tradição de SEREM OBEDIENTES a IGREJA DE CRISTO, e assim andarem UNIDOS à ELA.

    A Canção Nova o padre Joãozinho sima, podem dizer de todo o coração e com toda a coerência de quem vive a PALAVRA DE DEUS: SALVE MARIA!

    Deus vos abençoe!

  45. Boa noite,padre João Carlos
    Dirijo-me so sr. Leonel,caríssimo, vocês apresentam retrocesso intelectual, comportamental uma vez que fragmentam a tradição da igreja,compilam artigos alheios,seguem a opinião do sr. Orlando,
    e não entendem absolutamente nada das palavras de Jesus postadas na bíblia,aliás desvirtuam-na.
    São seguidores da lei,tornaram-se discípulos de Moisés, mas não de Cristo.
    Exemplificarei com uma passagem bíblica, o jovem rico, cumpria todos os deveres,seguia a lei,foi até Jesus e perguntou-lhe o que devia fazer para segui-lo.
    Jesus disse-lhe para voltar e vender seus bens.Ele foi embora e não retornou.
    Por quê? Era discípulo da lei,só sabia cumprir deveres,mas dividir, amar o próximo, não.
    E é o que acontece quando nos aproximamos de Deus por obrigação,não ocorre o principal,desapego,jamais seremos livres.
    Amigo,postar frases dos santos para defender uma IDEIA que me convém não é sinal de inteligência,aliás não requer esforço algum,são os falsos eruditos.
    Possuem uma visão limítrofe da função da igreja,evangelizar,sim,
    mas não se pode desconsiderar o social.
    Isso chama-se omissão,atitude condenada por Deus veementemente na bíblia.Os egoístas.
    E para justificarem-se dizem que os apóstolos não se preocupavam com essas coisas.
    Mas se esquecem de que eles não se preocupavam porque tnham consciência de que a alimentação para a sobrevivência deles não era fruto apenas de esforço humano, mas da presença divina no homem.
    Eles tinham essa certeza,Deus presente no mundo e no homem, por isso não se preocupavam, sabiam que o divino presente nas pessoas nas primeiras comunidades providenciariam o sustento deles, terefa que nós, cristãos atuais somos convidados a realizar com os mais humildes.
    E realmente é de chorar que tudo o que Deus ensinou através dos apóstolos é banalizado,desconsiderado por ideias de um cidadão frustrado que não possui representatividade para falar em nome da igreja.
    Pergunto-te, quem é mais evoluído, os que seguem Cristo e as orientações da igreja ou os que seguem as ideias do sr. Orlando?
    Vangloriar-se de demonstração de inteligência capenga,possui uma só “perna”,a minha, o meu modo de pensar que se baseia sempre nos mesmos papas e não no todo?
    Isso é falta de argumentação,alienação.
    E os argumentos bíblicos? Não possuem, pois não possuem o hábito de lê-la.
    Amigo, já passei dessa fase de demonstração de superioridade intelectual,gosto de argumentar com embasamento e sem despreparo emocional, atitude típica de vocês, principalmente quando são desmascarados, apelam para táticas de baixo nível, pessoas que se consideram “detentoras” de inteligência suprema jamais deveriam se postarem dessa forma, afinal a razão, a verdade não está com vocês?
    O que só comprova a minha teoria, inteligência rasa.
    Meu filho, espiritualidade está associada à evolução humana, crescimento interior. Quem não alcança esse patamar não pode ser considerado cristão.
    Então, vou à missa, cumpro os ritos e não os aplico na vida diária? Não ajudo a quem precisa? Não modifico o meu comportamento, o modo de agir com quem convive comigo?
    O que posso fazer se consigo enxergar Deus em todos os lugares e não somente nos templos e em missas tridentinas?
    O que posso fazer se consigo absorver na música, na arte, na literatura,na filosofia conhecimentos e aprendizagens para a minha evolução como pessoa?
    Realmente, isso é para poucos,principalmente para os que não são preconceituosos,não possuem uma visão limitada da vida e da igreja e principalmente para quem não coloca NINGUÉM acima de Deus.
    Estude, cresça como ser humano, quem sabe um dia você consegue.
    Uma boa semana padre.

  46. Sergio Souza

    Salve Maria aqui! Salve Maria lá! Salve Maria ali! Salve Maria acolá!

    Diz a Palavra da Salvação: Lc 1,38 – “Então disse Maria: Eis aqui a SERVA do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo afastou-se dela”.

    DICIONÁRIO Houaiss – SERVO = AQUELE QUE OBEDECE OU SERVE A ALGUÉM.

    Papa Bento XVI – “Queridos irmãos e irmãs, depois do grande Papa João Paulo II, os cardeais elegeram-me – um simples e humilde trabalhador da vinha do Senhor”.

    UM SIMPLES E HUMILDE TRABALHADOR DA VINHA DO SENHOR.

    Ora, se Nossa Senhora e o Papa Bento XVI se colocam como SERVO e HUMILDE TRABALHADORES, OBEDIENTES, com que direito tem um fiel católico de se colocar ACIMA de tudo e de todos, ? Só há uma resposta: É NÃO SENDO CATÓLICO. E SÃO COMO SE COMPORTAM OS TRADICIONALISTAS.

    O próprio Jesus se colocou na posição de OBEDIÊNCIA.

    Mt 26,39 – “Meu Pai, se é possível, afasta de mim este cálice! Todavia não se faça o que eu quero, mas sim o que tu queres”.

    Paulo nos exorta à OBEDIÊNCIA:

    Fl 2,12 – “Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor, não só como quando eu estava entre vós, mas muito mais agora na minha ausência”.

    Mas O ESSENCIAL para os Montfortianos é obedecer Fedeli!

    O problema dos montfortianos é que ELES TROCARAMA A BÍBLIA E O CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA PELAS APOSTILAS DE FEDELI. Está aí explicada a razão.

    Mas apesarem de estarem com o coração longe de Deus, e com os olhos DISTANTE DA SAGRADA ESCRITURA E DA IGREJA, repetem: Salve Maria!

    Vê se que os tradicionalistas fedelinos, e em geral, falam muito em Deus, em amor a Igreja em salve Maria e terminam sendo os SUJEITOS da Palavra de JESUS:

    Mt 15,8 – “Este povo somente me honra com os lábios; seu coração, porém, está longe de mim”.

    Vivenddo a liturgia de ontem, oremos por esses irmãos rebeladas clamando a Eles as mãos de Deus: ÉFETA! Para que seus olhos e ouvidos da alma, abram-se para a VERDADE DO SENHOR.

  47. Padre Salve Maria.

    Conheço bem o professor Orlando,acredito eu,pelo tempo que conheço,que o professor só busca mesmo defender a fé católica.Com a idade que tem o professor,que está mais perto da morte do que da vida,o que poderia querer o professor, é salvar sua alma e levar outras contigo.
    Agora que o professor pegou duro com senhor pegou! Mesmo o senhor Padre não sendo tão gentil em suas respostas,mas o senhor é Padre,merece todo respeito.´

    Eu não faço parte do grupo Montfort,quero deixar bem claro.

    Mas Padre o senhor só usa o concilio vaticano II.Tantas outros concilios e só este vale????

    Então Padre explique o que é um concilio dogmático e o pastoral????

    Os dois merecem o mesmo respeito????? Por que nome diferentes????

    E por que o concilio vaticano II é sempre atacado,ate´mesmo pelo Papa???

    Vejo sim os protestantes e outros usarem contra nós católicos.!

    Padre tambem quero saber por que este concilio coloca outros concilios em dúvida,como:Trento (1545) I Vaticano (1870).

    Enfim é uma dúvida constante que tenho,poderia ajudar me?

    Sua Bença e reze por mim que preciso muito.

    Edson

  48. Alberto Prestes

    Alberto Prestes
    Bom dia. Gostaria de comentar uma informação surgida na web sobre a nossa fundadora. Obrigado: http://luterofedeli.wordpress.com/2009/09/23/focolares-chiara-lubich-foi-da-maconaria/

  49. Sergio Souza

    E me desculpe, justificar a maneira mal educada e caluniosa, com que se refere a um sacerdote da Igreja, justificando a idade senil de fedeli, é deplorável. Quer dizer que qualquer pessoa acima de 65 anos tem o direito de ofender a honra de um sacerdote da Igreja? É isso que a montfort ensina? Então comecem a calar as bocas daqueles tradicionalistas que não chegaram aos 65 anos, esperem chegar a idade de fedeli, porque parece a montfort legitima essa prática.

    Não se pode pegar pesado com um padre achando a coisa mais normal do mundo. PADRE É PADRE!

    Se fedeli se sente revoltado com a autoridade espiritual de um padre, questione Jesus Cristo, mas como foi dito, que ele, fedeli, está mais para morte do que para a vida, cuidado apenas, para nem ter essa oportunidade de questionar o Senhor.

    E defender a fé católica se colocando a margem da Igreja? Sem a acolhida de um Bispo? Desculpe de soldados defensores dessa estirpe de fedeli é do que menos a Igreja precisa e o que mais o inferno quer.

  50. Já pensou o Prof. Fedeli como Papa? Teríamos indulgências novamente: “Quer comprar um terrininho no céu?”…

    Você pelo visto acredita na história ensinada pelos professores comunistas do Brasil.

    A Igreja nunca vendeu indulgências, Gabriel. Quem fez isso ilicitamente foi o monge alemão Johann Tetzel.

    Lutero ficou sabendo disso e condenou a Igreja inteira de vender indulgências. O mundo acreditou, e até hoje acredita-se que a Igreja fez isso. Ora, isso seria impossível, pois Jesus Cristo prometeu que nunca permitiria que as forças do inferno vencessem sua igreja:

    Por isso, eu te digo: tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e as forças do Inferno não poderão vencê-la. — Mt 16, 18

    Tetzel foi mais tarde condenado por imoralidade pela Santa Sé e se retirou na cidade de Leipzig.

  51. MEU DEUS!!…., quanto absurdo e quanta falta de respeito p/aqueles que realmente estão a serviço de Deus, a serviço da Verdade. è uma pena que só as pessoas mau informadas, bitoladas, extremante desrespeitosas se interessem em expor suas opiniões, como é o caso destas pessoas que escreveram, com tanta falta de SABEDORIA e de RESPEITO.
    Como dizia sabiamente Sta. Tereza D’avila: O QUE FAZ MAU A HUMANIDADE, AO MUNDO. NÃO É O MAU QUE GRITA!…, MAIS O BEM QUE SE CALA. Como está sendo em tudo o que diz respeito ao que é certo. Não é pelo fato de ser um Pe. que se é o dono da verdade, muito pelo contrário, o que mais se tem visto hoje são os Padres dito (modernos)que só estão denegrindo a VERDADEIRA IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA. O que é uma pena, pois todos responderão por cada erro que considerarem certo em nome do modernismo, para não ficarem mau c/seus seguidores. A VERDADE É IMPERATIVA!
    Mesmo que desagrade a alguns ela prevalecerá, portanto agradeçamos a todos deste MARAVILHOSO SITE MONFORT, que tantos esclarecimentos, e tanto bem tem feito a todos que de coração e com sinceridade buscam a VERDADEIRA IGREJA QUE É A IGREJA CATÓLICA APOSTÓLICA ROMANA, fóra da qual não há salçvação.
    Sinto muita pena de pessoas que não tem o mínimo de educação e discernimento p/saber agradecer a pessoas especiais como o Pr. Orlando Fedelli, são pessoas que não sabem distinguir o que é bom ,do que não é.
    COM MEU PESAR!

  52. Padre Joaozinho, honestamente, pra que se dar ao trabalho de discutir com um maluco autoritário? Já ouviu falar que com louco não se discute? O cara tem a capacidade de negar os crimes cometidos pela igreja durante a inquisição, que é o mesmo que negar o holocausto e o senhor ainda perde seu tempo tentando argumentar com essa criatura? Está claro que este senhor nunca irá rever suas posições pois está muito mais preocupado em defender sua imagem de defensor da verdade. Então, se eu fosse você padre, encontraria coisa melhor para fazer.

  53. “O cara tem a capacidade de negar os crimes cometidos pela igreja durante a inquisição, que é o mesmo que negar o holocausto e o senhor ainda perde seu tempo tentando argumentar com essa criatura?”

    Dona Elaine, quias foram os “crimes” que a Igreja Católica cometeu?
    Se os cometeu – como disse a senhora – então a Igreja não é santa.
    E o credo que professamos – Creio na Igreja Una, SANTA e apostólica – é falso?
    Logo, sendo falso, a Igreja quando nos ensinou a rezá-lo, mentiu?
    Então para a senhora a Igreja é criminosa e mentirosa?
    Dona Elaine, minha filha, tenha juízo.

    Rezarei pela senhora.

    Olegário.

  54. Senhor Olegário. A igreja mentiu e cometeu muitos crimes em inúmeros momentos da história, mas você ainda tem todo o direito de negar o óbvio se assim o desejar. Aliás, tem direito de acreditar em papai noel e coelhinho da páscoa também se quiser. A ignorância não é pecado.

  55. Dona Elaine.

    A senhora confessa por si só que:

    Primeiro: A Igreja que Nosso Senhor fundou e hoje por ela vive é criminosa.
    Segundo: A Igreja que Nosso Senhor instituiu nessa terra para ser a detentora da verdade, é mentirosa.
    Terceiro: A ignorância consentida é sim um grande pecado.
    Quarto: Não creio em papai noel tão pouco em coelhinho da páscoa, mas desgraçadamente tenho crido que existam católicos com péssima formação doutrinária e sem fé alguma.
    Quinto: Que Deus tenha piedade de sua alma, pois a senhora não é mais católica.
    E por último, Sexto: Passe bem. E passe longe.

    Olegário.

  56. É. A batalha do século: “Cançãonovianos”x”Montfortinianos”. Acho engraçado essa discussão. Imagino uma partida de futebol e as torcidas gritando o nome de seus times. Seria algo maior do que Flamengo e Vasco ou Corinthians e São Paulo.
    Devo admitir: leio o site Montfort e o da Canção Nova, Veritatis, CaiaFarsa, google católico (muito bom) e outros católicos, mas não levanto bandeira de algum. Prefiro levantar a de Padres Santos, Papa e da Igreja.
    Dentre ser Canção Nova ou Montfort, prefiro ser Católico Apostólico Romano.

  57. Muito feio ver brigas de professor e padre, mas, compreendo que a causa do professor Fedeli, doutor em História pela USP, é uma causa nobre: defender o reino do amor de Deus! Como é possível que as pessoas se libertem para o amor de jesus, se vivem afundadas nas mentiras pregadas sob o rótulo de ciência moderna?

    Ora, quem é o autor da teoria do Big Bang? Um padre católico, meus amores! Esse é o tipo de informação que a igreja deveria sair pregando por aí, para baixar um pouco o topete dos cientistas ateus. Concordo com o professor Fideli que a Igreja precisa ser mais intensiva na pregação do Evangelho a todas as criaturas, bem como deve falar das belíssimas contribuições da Igreja para a humanidade, pois só com a conjugação da Ciência e da Religião o mundo simbólico religioso terá a devida credibilidade que merece.

    Como é possível que a Igreja converta as almas humanas, se ao invés de os Bispos da CNBB pregarem a palavras de Jesus para todas as criaturas, preferem sar por aí financiando o comunismo, ajoelhando-se três vezes ao dia em frente da foto de Karl Marx???

    Com licença, preciso vomitar!!!!

  58. Só fico pensando o que Jesus acha de toda essa discussão…tantas críticas entre irmãos, que deveriam se unir para construir o Reino do Céu aqui na terra, o reino do amor.
    Tudo bem, quando chegarem no céu tudo será entendido…

  59. o críticos dos professor orlando fedeli deveriam fundamentar suas críticas embasadas na doutrina católica,não na percepção pessoal.

  60. Sorry for the huge review, but I’m really loving the new Zune, and hope this, as well as the excellent reviews some other people have written, will help you decide if it’s the right choice for you.

  61. Vou ser bem sincera com relação ao que andei lendo pela internet.

    Não gosto de ver pessoas usando o nome de Deus para fundamentar discussões que não chegarão a lugar algum. Por favor, concentrem-se em seus ministérios e voltem à verdadeira verdade que reina em vossos corações.

    Não gosto de ver católicos brigando por coisas assim, nós temos é que orar por nós e por nossos irmãos, porque nós somos todos irmãos! Isso aqui não é inquisição, parem de entrar em colapso.

    Chega disso!

    Nós precisamos nos focar. O que Jesus disse é a verdadeira verdade. A verdade cada um encontrará no que a palavra de Jesus fizer diferença dentro de si, e por isso as diferenças existirão. Nós precisamos aprender administrar as diferenças.

    Acompanho a Canção Nova. Vocês não estão fazendo mal há ninguém.
    Sigam vossas vocações sem deixar as diferenças vos atrapalharem em vossas verdadeiras missões.

    FOCO NO QUE É SIMPLES. A simplicidade afasta a polêmica de quem gosta de semear joio em terrenos preparados para o trigo.

    Chega de polêmica. Jesus foi claro, foi simples e disse tudo. Não precisamos formular mais nada!

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