Ótimas sugestões do Gederson:

Seria uma boa começar pela filosofia de Santo Tomás de Aquino. Na internet existem vários livros de iniciação a filosofia de Santo Tomás, como “Lições de Filosofia Tomista” Manuel Correia de Barros, “Introdução a filosofia de Santo Tomás” H. D. Gardeil,  “Os princípios da filosofia de Santo Tomás” Pe. Edouard Hugon, “A educação segundo a filosofia perene“, “Curso de Filosofia” Régis Jollivet, etc. Existem ainda muitos livros (devo ter mais de 1000 no PC) que podem ser aproveitados em uma “net-aula”, fica a primeira sugestão.
 
O Prof. Felipe Aquino, faz um bom trabalho na escola da fé. Em seus livros comumente existem muitas citações dos Pais da Igreja. Vejo o trabalho dele como um “lançar as redes”, mas considerando que é preciso avançar para águas mais profundas, não seria pertinente uma coleção com material da Patrística e Escolástica, obras de espiritualidade, a preços acessíveis?
 
A editora escala (FILOSOFIA – COL GRANDES OBRAS DO PENSAMENTO UNIVERSAL), a martin claret (Coleção a obra-prima de cada autor) e a Ediouro, tem coleções que disponibiliza livros de “filósofos” modernos, a preços que variam de R$ 8,00 à R$ 20,00. Enquanto muitas vezes não temos condições de comprar livros Patrísticos e Escolásticos, por possuirem preços que ultrapassam o poder aquisitivo das pessoas. Os monges copistas da Idade Média trabalharam para colocar a obra dos Santos, a disposição de todos. Em nosso país, existe um enorme vácuo no que tange a Patrística e a Escolástica, assim como obras de espiritualidade. Todas são muito caras, e isto afasta os leitores. Enquanto autores que pode se dize que são pagãos, são fácilmente acessíveis, ao grande público.

5 Comentários

  1. Maria Inês

    A frase do dia” Amar o irmão no momento presente”

    neste texto:
    Se me amais, observareis os meus mandamentos» (Jo 14,15)

    Durante a Última Ceia, antes de deixar os seus amigos e voltar ao Pai, Jesus quer uni-los estreitamente a si e uns aos outros com o vínculo mais forte e duradouro: o amor. Ele ama “até o fim”1, com o amor “maior”, que chega a “dar a vida”2, e que, em troca, deseja ser amado com o mesmo amor.
    O amor que Jesus quer que tenhamos não é um simples sentimento: é fazer a sua vontade. Essa vontade é revelada nos seus mandamentos: trata-se sobretudo do amor ao irmão e à irmã e do amor mútuo. Para Jesus, essa é uma verdade de tal importância que, nestas suas últimas palavras dirigidas aos seus discípulos, Ele repete esse conceito com força por mais três vezes: “Quem acolhe e observa os meus mandamentos, esse me ama”3; “Se alguém me ama, guardará a minha palavra”4; “Quem não me ama, não guarda as minhas palavras“5.

    «Se me amais, observareis os meus mandamentos»

    Por que devemos observar os seus mandamentos?
    Tendo sido criados à sua “imagem e semelhança”, nós somos como que um “tu” que está diante de Deus, com a capacidade de estabelecer uma relação pessoal, direta com Ele: uma relação de conhecimento, de amor, de amizade, de comunhão.
    Eu “sou o que sou” na proporção em que respondo com o meu sim ao projeto de amor que Ele reserva para mim.
    Quanto mais for vivida, aprofundada e enriquecida essa relação com Ele, essencial à natureza humana, tanto mais o homem e a mulher se realizam na sua personalidade mais autêntica.
    Vejamos Abraão. Toda vez que Deus lhe pede algo, mesmo quando parece a coisa mais absurda – como deixar a própria terra em busca de um destino desconhecido por ele, ou sacrificar-lhe o único filho –, ele adere prontamente, confiante em Deus. E diante dele se abre um futuro inimaginável.

    Seguir Jesus significa cumprir do melhor modo possível a vontade do Pai, tal como Ele a revelou a nós, e como Ele a cumpriu em primeiro lugar.
    Dessa forma, os mandamentos que Jesus nos deixou são um auxílio para vivermos conforme a nossa natureza de filhos e filhas de um Deus que é Amor. Eles não são, portanto, imposições arbitrárias, nem superestruturas artificiais e, muito menos, uma alienação. Nem sequer são ordens como de um patrão a empregados. São, mais que tudo, a expressão do seu amor e do seu carinho, seu desvelo pela vida de cada um de nós.

    «Se me amais, observareis os meus mandamentos»

    Como viveremos, então, esta Palavra de Vida?
    Procurando escutar com atenção aquilo que Jesus nos diz no Evangelho – os seus mandamentos – e deixando que, durante o dia, o Espírito Santo nos lembre das suas palavras. Ele nos ensina, por exemplo, que não basta não matar: deve-se evitar inclusive a ira contra os irmãos; que não se pode cometer adultério, mas nem sequer se deve desejar a mulher do próximo. “Se alguém te der um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda!”7; “Amai os vossos inimigos e orai por aqueles que vos perseguem”.8
    Mas, sobretudo, procuremos viver aquele mandamento que Jesus chamou de “seu”, e que resume todos os outros: o amor mútuo. Com efeito, “o amor é o cumprimento perfeito da lei”9, é “o caminho superior”10 que somos chamados a percorrer.

    Foi o que entendeu muito bem o padre Dario Porta. Ele era um sacerdote de Parma (Itália), que morreu na Quinta-Feira Santa de 1996. Nos primeiros anos de sacerdócio ele tinha vivido de modo exemplar o seu relacionamento com Deus; mais tarde ele também descobriu melhor que Jesus devia ser reconhecido em cada próximo. E esse modo evangélico de amar se tornou a sua paixão. Para permanecer fiel a este seu empenho, ele passou a dar cada vez mais atenção aos outros, colocando em segundo lugar seus programas pessoais, chegando até a escrever, um dia, no seu diário: “Entendi que a única coisa que no final se gostaria de ter feito é: ter amado o irmão”11.
    Que toda noite também nós, como ele, possamos nos perguntar: “Amei sempre os irmãos?”

    Chiara Lubich maio/2004

    1) Jo 13,1;
    2) Jo 15,13;
    3) Jo 14,21;
    4) Jo 14,23;
    5) Jo 14,24;
    6) Lc 22,42;
    7) Mt 5,39;
    8) Cf. Mt 5,21-48;
    9) Rm 13,10;
    10) Cf. 1Cor 12,31;
    11) Piero Viola (org.), Dario Porta, Testimone dell’Amore gratuito, Parma 1996, p. 33.

  2. Patricia-SP

    Boa noite Pe. Joãozinho.

    Que bacana esta postagem. Se buscamos sites é porque interessa a leitura, porém as leituras se espalharam desenfreadamente….

    Cabe então encontrar caminhos que façam da leitura um lugar agradável de passear. Estes endereços de e-mail são interessantes, principalmente para quem é leiga e estudou caminhos das biologicas.
    Dei uma “pincelada” no site Curso de Filosofia e gostei do escrito sobre a lógica que orienta o que deve ser um pensamento correto.

    Em um mundo globalizado, inundado de informações, como então seguir um pensamento correto? O que podemos definir como pensamentos corretos? Me apavorei quando me ví mergulhada nesta questão… lembrei que já fui “atropelada” por esta tal mania – todo mundo quer ter razão mesmo que a coerencia vital se esmoreça…

    Pois bem, só me recuperei porque aquietei a alma e dentro desta, caminhar de vagar por caminhos realmente seguros. Acreditei mais firmemente na fé vinda do berço, busquei as leituras de gente sóbria e coerente e me abasteci da segurança vinda da natureza onde há verdadeiramente uma obediência e sendo assim caminha bem. As desordens começam quando ocorre alterações nesta leis. Exemplifico um tumor que pode ser visivel e medido.

    Por algum estímulo em conjunto com uma predisposição da própria célula temos o desencadear da doença. É como se a célula levasse um “tapa”, “endoidece” e a partir daí se prolifera de maneira desordenada. Com um Microscópio é possível comprovar isso. Um tecido visto antes tem um aspecto e com a doença outro aspecto.

    Mas e quando a logica tem que estar naquilo que não se pode medir? Aí é que há esforço acontece não é mesmo? Recuperar a razão em tempo de tribulações da alma é um tanto quanto desgastante, pois é preciso aprender a reconhecer-se, a reconhecer o que está além de mim, a aceitar e rejeitar aquilo que a mim é válido como humana e aceitar e rejeitar aquilo que é do humano alheio. E como haver processo de reconhecimento em um universo pensante exagerado de mentiras, trapacinhas, “jeitinhos”, etc e tal? Acredito que só a partir de fundamentos sólidos de uma religião. Esta estabelece limites e neste contexto como é bom descobrir que limites liberta, protege…

    Amei esta postagem pois vai de encontro com minhas buscas pessoais. Aprender a caminhar bem….

    É isso!

    Obrigada por esta postagem! O seu blog está melhor assim. Mais construtivo!

    Abraço Fraterno

    Patricia-SP

  3. Boa noite, padre João Carlos
    Concordo plenamente com o senhor,infelizmente, no Brasil, as obras de qualidade, principalmente essas às quais fizeste referência não possuem preços acessíveis,principalmente os que fazem abordagem teológicas bíblicas profundas,o meu “foco” de interesse.
    Felizmente,quando realmente tenho interesse em uma temática,
    ainda consigo pagar o preço absurdo,embora não possa fazer disso
    um hábito,afinal sou professora.
    Mas,adquiri várias obras-primas de alguns autores renomados através da Martin Claret no formato bolso com preços bem acessíveis e da ediouro também, desde obras que abordem as teses de alguns pensadores aos grandes nomes da literatura universal.
    Aos interessados,Santo Agostinho,a única publicação feita foi “Confissões”,agora eu comprei várias obras do filósofo Huberto Rohden(gosto muito,desculpem-me os radicais),Irvin D.
    Yalom no empolgante “Quando Nietzsche chorou”,Platão,Rosseau,
    Nietzsche,Aristóteles,Marx,Kant,Shopenhauer,Cícero,Sófocles,Voltaire,Virgílio,etc.
    Entretanto fiz um estudo a parte na visão de outros autores sobre as teorias de alguns filósofos(comprei) e formei uma opinião pessoal sobre os temas abordados,não tenho o hábito de seguir ideia de ninguém.
    E para quem gosta de “passear” pelo passado literário,o meu caso,há muitos livros de Balzac(um dos meus autores preferidos),Clarice Lispector(minha autora preferida,confesso que o último livro que faltava para eu ler dessa autora,paguei um preço bem elevado,pois não encontrei nessas editoras),Goethe, Fernando Pessoa,Victor Hugo,Dostoiévski,Tolstói,Maquiavel,Kafka,
    Émile Zola,Jonh Steinbeck,Jane Austen,Machado de Assis,Eça de Queirós,etc.
    Vejam, não estou passando roteiro para ninguém,pois não leio apenas obras religiosas,apenas citei alguns autores que foram e são publicados por essas editoras e nenhum livro ultrapassa a esfera de vinte reais.É uma grande oportunidade para quem possui hábito de leitura.
    Uma outra dica é comprar pela Internet,obviamente,sites seguros,
    continuamente estão em promoção.Ontem mesmo comprei cinco livros de autores contemporâneos maravilhosos por 69 reais.
    Um santo abraço.

  4. Prezado Pe. Joãozinho,

    Uma obra fundamental para a iniciação ao estudo de S. Tomás é o já clássico “Le Thomisme” de Étienne Gilson. Para quem nao lê o francês, existe uma tradução espenhola: “Il Tomismo”, das edições EUNSA, de Navarra.

    Certamente, S. Tomás, elogiado por tantos Papas, é um guia seguro e um mestre sob tantos aspectos insuperado para aqueles que procuram de coração sincero uma lúcida exposição da fé católica e de suas bases filosóficas.

  5. Hoje, na internet, dificilmente se encontra um sítio tomista tão bom quanto o “Contra Impugnantes” (contraimpugnantes.blogspot.com).

    Vale a pena imprimir os artigos e enfeixá-los numa apostila.

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