ACABEI DE RECEBER E DIVULGO:

 

VAMOS RESPONDER ‘SIM’ e repassar para nossos contatos, pedindo que divulguem ao máximo…….

Assunto: Enquete do Senado sobre Ensino Religioso – Ajudem!

Amigos,
      
Agora que foi aprovado na Câmara o acordo assinado entre a Santa Sé e o Brasil onde também se retoma a importancia do Ensino Religioso nas escolas, o próximo passo é a votação no Senado. Se ganharmos ali, será mais uma vitória importante da evangelização dos nossos jovens e crianças. Com isso, certamente não serão poucas as tentativas de colocar a opinião pública contra esse acordo.

 

Em agosto já houve aquela enquete do Correio Braziliense onde os votos eram pelo celular – e nós conseguimos uma virada nos números para 70% a nosso favor; agora, no site da Agência Senado, há uma enquete questionando a opinião do internauta sobre o Ensino Religioso facultativo nas escolas. Depois de ter estado quase meio a meio, o resultado até agora está em lenta reação favorável. mas se nós nos unirmos novamente podemos fazer a diferença ficar bem mais significativa. Vamos participar mais uma vez, votando e divulgando para os nossos contatos que também acreditam na importancia da formação religiosa da nossa juventude?
 
Mas ATENÇÃO: o que está sendo perguntado NÃO É se o Ensino Religioso deve ser facultativo ou obrigatório, e sim se deve haver o Ensino Religioso facultativo ou NÃO HAVER ENSINO RELIGIOSO NENHUM. Portanto, se queremos que o ER continue sendo oferecido nas escolas pelo menos como facultativo ao aluno, devemos votar SIM.
       
O endereço da enquete (fica no canto direito, mais embaixo):

 

50 Comentários

  1. Sergio Souza

    Virgem Maria! Vem polêmica à vista! Mas eu respondo SIM!

  2. Ely de Jesus

    Respondi meu ‘sim’…
    Tambem estou divulgando…
    Paz.

  3. “Mas ATENÇÃO: o que está sendo perguntado NÃO É se o Ensino Religioso deve ser facultativo ou obrigatório, e sim se deve haver o Ensino Religioso facultativo ou NÃO HAVER ENSINO RELIGIOSO NENHUM. “
    Não vi nada disso. Vi escrito “Vc é favorável ao ensino religioso facultativo nas escolas públicas?”. Quem responde “não” a essa pergunta, pode ser favorável a ensino religioso nenhum ou ensino religioso obrigatório nas escolas públicas.

    “Portanto, se queremos que o ER continue sendo oferecido nas escolas pelo menos como facultativo ao aluno, devemos votar SIM.”
    É só uma enquete no site do Senado. Não tem valor nenhum. O voto deles, dos senadores, é que vale.

  4. Adeilton Arruda

    Claro que meu voto é favorável ao encino religioso nas escolas pois é lá que tem uma espiritualidade de base bem melhor

  5. Padre Joãozinho, fico confuso em relação ao ensino religioso.
    Numa sala de aula encontram-se alunos de diversas religiões. O que seria ensinado numa aula de “religião”? Alguma religião específica? Acredito que não e acho que isso não seria conveniente. Se quisessem ensinar espiritismo,por exemplo, eu não assistiria à aula. O mesmo valeria para um budista, por exemplo, numa escola em que se fosse ensinar catolicismo.

    E no caso de não se ensinar uma religião específica, o que se ensinaria? Porque só de pensarmos na existência de um, vários deuses ou panteísmo etc, já temos uma grande divisão entre as religiões.
    Então, o que seria ensinado numa aula dessas?

    Essas aulas poderiam até acabar afastando ainda mais da Igreja os católicos, dependendo da pessoa que as ministrasse.
    Padre, qual seria o benefício do ensino religioso para nós, católicos, e para as gereações que virão?
    .
    (É claro que em escolas particulares religiosas se ensina uma religião específica e, claro, apóio o ensino católico)

  6. Michelli Brainer

    Sua bênção, padre! Já estou divulgando a enquete.

    Mas acho q mais importante ainda é q os eleitores se manifestem junto a seus senadores com msgs no Twitter, e-mails, etc., uma vez q a enquete não tem valor real além de saber a opinião da população…

  7. Jether,
    O cuidado sobre a interpretação da pergunta é exatamente para que o resultado da enquete não seja interpretado de maneira errada. Se a maioria das pessoas for a favor do Ensino Religioso obrigatório nas escolas, e por isso votar NÂO, é muito mais provável que os senadores interpretem isso como se a maioria fosse contrária ao Ensino Religioso, ou seja, o contrário da intenção de quem votou. Por isso é importante que se unam no SIM todos que são favoráveis ao ER nas escolas. Depois se resolve se será facultativo ou obrigatório.

    E você tem razão quando diz que isso é apenas uma enquete e que o que vale mesmo é o voto dos senadores. Mas temos observado que durante algumas votações nas Comissões ou Plenários, o resultados desse tipo de pesquisa, aparentemente despretenciosa, é apresentado enfaticamente como reforço na argumentação, e diante disso o adversário fica enfraquecido. Por isso é importante fornecer esse apoio aos parlamentares que defendem nossos pontos de vista para que não fiquem desarmados.

  8. Will,

    Eu também gostaria de ouvir as sugestões, sempre muito sábias, do Padre Joãozinho sobre o conteúdo a ser trabalhado nas aulas de Ensino Religioso. Mas já posso dizer, com a minha prática de anos em salas de aulas, que a crescente ausência de um trabalho específico com a espiritualidade nas nossas escolas está deixando um verdadeiro vácuo na vida dos nossos alunos, que não pode ser preenchido por nenhum outro projeto ou disciplina. Eu já sou professora de filhos dos meus ex-alunos e acompanho a também crescente falta de respeito pela vida, falta de perspectiva da eternidade, ausência de fraternidade, compaixão, perdão, e vejo claramente os prejuízos que resultam dessa quase aversão ao sagrado.

  9. O ensino religioso, é bom para o ecumenismo e o diálogo inter-religioso. Minhas aulas de ensino religioso, eram um incentivo para não se ter nenhuma religião. Pelo que me lembro, falava-se da religião, ainda na “pré-história” (como se existisse uma pré-história). Não esqueci que em uma dessas “aulas” o Professor dizia que o homem primitivo adorava o raio (a coisa ia bem neste nível medíocre). Na verdade, as aulas, eram uma caricatura agnóstica (Natural no Estado laico), a religião.

    Já que o Estado é Laico (e pende para a esquerda), penso que é melhor as crianças aprenderem religiões com os país do que na escola. Não se pode esperar do Estado “Canhoto”, a oferta de um estudo sério em matéria religiosa (nem mesmo o conteúdo das outras matérias, é bom). Seria favorável se estivéssemos em um Estado Confessional Católico, mas como não, sou contra.

  10. Sergio Souza

    Irmãos,

    O grande problema levantado pelo Gederson é o teor que é dado nas escola em relação ao ensino religioso.

    Para vocês terem uma idéia, testemunho próprio, entre a 5ª e 8ª série, estudei em um colégio católico de uma congregação de irmãs religiosas. Nesses quatro anos, tive uma disciplina chamada religião, cujo os livros, apenas narravam as histórias da Bíblia, nada mais para aprofundar a fé. E pasmem, nesses quatro anos nunca nos incentivado, por exemplo, a se preparar para a 1ª Comunhão. Não é irônico? Em um próprio colégio católico não havia espaço para uma catequese tão básica. Agora imaginem como se dá um ensino religioso em colégio público?

    Já no segundo grau, fui para um colégio público federal. Havia a disciplina CULTURA RELIGIOSA. Advinhem. O professor era “mestre” de um centro espírita, e durante 15 semanas daquele semestre, não estudamos outra religião a não ser o Espiritismo. Eu já vinha de um primeiro grau com uma formação religiosa católica capenga, entro no segundo grau e mergulho no espiritismo. Vejam o perigo que fui exposto. E quantos daqueles colegas meus foram levados a essa seita? A presença na disciplina era obrigatória, apenas não havia prova.

    Ainda assim sou a favor do ensino religioso nas escolas, desde que sejam separados os devidos espaços para a formação de cada segmento religioso., já que estamos em uma democracia. Que se tenha o espaço dos católicos, protestantes, espíritas…

    O certo é que, independente de estado laico ou não, nós católicos, precisamos despertar para nossa ação missionária e devemos evangelizar em nossos colégios. Mostramos que estamos no mundo para darmos testemunhos da Igreja do Senhor. Sair de nossos lugares e ir ao povo de Deus, ir aos jovens. É disso que precisamos!

  11. O melhor que se tem a fazer é colocar os filhos pra estudarem em Escolas Católicas (de padres ou freiras). E essa enquete do Senado foi elaborada de forma a confundir a cabeça do povo, ficou muito mal elaborada e mal esclarecida, em minha opinião foi feita com o propósito de favorecer o Não. O demônio está com tudo no Senado, influenciando as decisões para as trevas! OREMOS COM FERVOR TODOS OS DIAS A DEUS PRA CONVERTER E SALVAR TODO O SENADO!

  12. Sergio Souza

    Só completando… Minha irmã quando mais jovem fez o segundo grau em uma colégio da denominação Batista aqui no Recife. Como os “evangélicos” têm a fama de serem aguerridos, assediam mais o povo para conseguir adeptos, é de se imaginar que minha irmã deva ter levantado a mão e aceito Jesus, ter tido uma bela formação na Escola Dominical e etc. Então, minha irmã nunca pisou em um culto e as aulas de religião basicamente se restringiam a contar as histórias da Bíblia.

    Há na paróquia onde habito, dois garotos que estudam na Escola da Assembléia de Deus, que funciona ao lado de um templo dessa denominação e conta com toda a sua estrutura. E lá as aulas de religião não passam de histórias bíblicas também.
    Como se trata de um escola particular, que possui um bom ensino nas disciplinas básicas, a Assembléia de Deus, conforme conversei com um de seus professores e que é pastor, disse que há muitos alunos não evangélicos e que se a Igreja focalizasse o ensino religioso ao nível de uma Escola Dominical, certamente eles perderiam muitos alunos, o que não é o objettivo da escola. Então essa parte de evangelização se restringe a convites para eventos na Igreja ou no “boca a boca” com os alunos membros da Assembléia de Deus.

    Tenho esses dois exemplos nesses colégios. Ensino religioso, infelizmente, vem caindo de moda.

  13. “Já que o Estado é Laico (e pende para a esquerda), penso que é melhor as crianças aprenderem religiões com os país do que na escola. “(sic)
    Gederson, e se os pais não são católicos?!

    Lidia, participar dessas manifestações é ficar tentando assustar os senadores, não é? Não são manifestações de força, de número, nada mais do que isso? É justificável?

  14. Nesta questão, estou com padre Dehon: “Instaurar o Reino do Coração de Jesus nas almas e nas sociedades”.
    Ele identifica que a gênese de todos os males, é a recusa do amor de Cristo.Urge estabelecer nos indivíduos e na sociedade o Reinado Social do Sagrado Coração de Jesus.
    Todavia, isso não acontecerá com um ensino medíocre, água-com-açúcar. Não acontecerá colocando todas as religiões em um liquidificador, não acontecerá recorrendo à tendências materialistas.Ocorre que há uma miscigenação muito forte de crenças religiosas e filosóficas, que a sociedade nos últimos decênios absorveu. Presença muito forte da tendência “New Age” aliada às filosofias niilistas. Joseph Ratzinger, Bento XVI, na Missa «Pro eligendo Romano Pontifice» afirmou que: “O pequeno barco do pensamento dos numerosos cristãos é agitado por estas vagas, que oscilam entre um extremo e outro: do marxismo ao liberalismo, até à libertinagem, do coletivismo ao individualismo radical, do ateísmo a uma vaga mística religiosa.”
    Os primeiros catequistas são os pais e o lar é a “primeira comunidade cristã” da criança. Entre “menos pior” e o “pior” (o que é lastimável, mas é a realidade), fico com o “menos pior”, haver o Ensino Religioso facultativo. Pelo menos, abre espaço para um ensino católico de qualidade.

    Ricardo

  15. Sergio Souza

    De acordo com as Tendências Demográficas: Uma Análise da População com Base nos Resultados dos Censos Demográficos de 1940 e 2000, que revelou 60 anos de transformações sociais no país, houve uma expressiva redução de católicos apostólicos romanos de 95% para 73,6% da população no período 1940/2000. Enquanto isso, os evangélicos cresceram de 2,6% para 15,4%.

    Fonte: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_impressao.php?id_noticia=892

    Então a probabilidade de não termos pais católicos já não é tão pequena como antigamente.

    A pergunta que coloco também é, que ainda assim, garantidamente, todos os pais que se dizem católicos estariam preparados para instruir seus filhos na fé?

    O catecismo da Igreja Católica nos diz:

    2252 Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Têm o dever de prover, na medida do possível, às necessidades físicas e espirituais de seus filhos.

    2253 Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos. Lembrem e ensinem que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.

    E se os pais não forem católicos ou não estiverem preparados para suprir às necesidades espirituais de seus filhos, deveríamos jogar essa resposnsabilidade para as nossas escolas? Seria a solução?

  16. Gederson, e se os pais não são católicos?!

    Se os pais não forem católicos, os filhos poderão aprender a religião dos pais, o agnosticismo ou o ateísmo. Um mau muito menor do que conferir a tutela do ensino religioso ao Estado.

    A maioria dos professores de ensino religioso que conheço, não são católicos. Normalmente os professores católicos, dão aulas de catecismo na Igreja. Se considerarmos “quem diz” e “o que é dito” nestas aulas, veremos um obstáculo na missão evangelizadora da Igreja. Principalmente porque a criança católica aprenderá na Igreja o catecismo e na escola o agnosticismo. Assim, apenas os pais efetivamente católicos, poderão contrapor ao ensino religioso, o ensinamento católico.

    O caso das aulas relatados por mim e pelo Sérgio, também devem ser experimentados por outras pessoas. Isto considerando que pelo menos teóricamente, as salas de aula, possuem maioria católica. Como membros de outras religiões, vão ensinar religião, para nós católicos?

    Outro problema a ser considerado é:

    Se o Estado tem competência para oferecer ensino religioso, também tem para disntinguir entre as religiões, a verdadeira. Então ficará a questão: Por que não adota a verdadeira religião?

    Há quem diga que o Estado Laico, é um avanço. Porém trata-se de uma evolução do “Estado Romano Imperial Pagão.” Nos tempos do Antigo Império, também existia a liberdade religiosa, desde que se adorasse o Imperador. Na modernidade, também a liberdade religiosa, tem um preço: o culto do homem…

    Fiquem com Deus

    Abraço

  17. Deixo um texto que contribui muito para o entendimento da questão.

    http://www.permanencia.org.br/revista/filosofia/estrelas.htm

    ALÉM DAS ESTRELAS QUE LADRAM

    Hélio Drago

    Parece que os compêndios de lógica inculcam a ingênuos principiantes a sólida e errônea convicção da quase impossibilidade de serem cometidos certos sofismas.

    A didática, querendo marcar com nitidez a falácia, torna-a por seus exemplos tão inaceitável, que conduz o incipiente estudante a supor com superior desdém: “Esse erro jamais cometerei”.

    O primeiro tipo de sofisma apresentado pelos manuais é o de termo equívoco, geralmente assim exemplificado:

    “Todo cão ladra;
    Algum cão é constelação;
    Logo, alguma constelação ladra.”

    Substituídos, porém, a Constelação e o Cão por termos como Democracia, Povo, Justiça, Verdade, Amor e outros, e apresentado o argumento com algum disfarce, transforma-se com freqüência o sofisma em suporte para o sucesso dos ideólogos da política e da teologia.

    Entre os outros possíveis termos quero destacar um: Religião.

    Por quê?

    Porque desconfio estarem o ecumenismo e a dita teologia da libertação comprometidos com o uso equívoco do termo Religião, com um sofisma de termo.

    De sua etimologia diz-se haver três possibilidades: religare (estabelecer elo), religere (respeitar, reparar de modo especial), reeligere (reeleger).

    Para Santa Catarina de Sena, é Cristo o Pontíficie que estabeleceu com seu sacrifício na Cruz a ponte entre Deus e o homem, refazendo o elo, a religação, a religião entre Deus e o homem decaído e redimido. A santa, mística e doutora, sem cuidar de etimologias, adota o conceito ligado à primeira possibilidade apresentada.

    Corresponde, porém, o termo Religião a um só conceito? Parece-me que não. Distingo quatro, abandonando outros, menos disponíveis e equívocos, e proponho para eles a caracterização gráfica: “religião”, “Religião”, religião e Religião. Convém a seguir defini-los, ou melhor, fazê-los acompanhar de alguma explicação.

    A “religião” há de ser definida como o relacionamento do homem com o fundamento de sua essência e existência. Esta relação compreende um conhecimento e reconhecimento, um abandono total existencial, e qualifica este abandono santo, numinoso, misterioso. Uma definição tão ampla abrange a descrição do fato religioso de todas as “Religiões” (ver artigo de H. R. Schlette, “Conceptos Fundamentales da la Teología”, in Teología —Século XX, Ediciones Cristandad, pág. 72; doravante Schelette).

    A “religião” é “um sistema individual de crenças e de ações habituais que tem por objeto Deus” (André Lalande, Volabulaire Technique e Critique de La Philosophie, Presses Universitaires de France, 1962, pág. 72; doravante Lalande).

    À “Religião” correspondem “as estruturas sociais e históricas do fenômeno religioso” (Schelette, pág. 85) ou “as instituições sociais caracterizadas pela existência de indivíduos unidos […] pelos ritos, […] pela crença, […] pela relação com uma potência superior ao homem […] (Lalande, pág. 916). Para o Pe. Terra S.J., é a cosmovisão “a imagem do universo, um princípio integrador nascido da idéia com que o homem concebe o absoluto. Quando o é como um Deus Pessoal, ou ao menos como deuses mais ou menos pessoais, a cosmovisão toma caráter religioso” (J. E. M. Terra, Origem das Religiões, Edições Loyola, 1985, pág. 3; doravante Terra). Nisso me recorda a proposição: “O que declara o homem de Deus, na realidade o afirma de si mesmo” (Feuerbach, The Science of Christianity, Hoper and Row, 1957, pág. 29).

    As explicações, ou tentativas de definições, geralmente fazem diferença entre “religião”, conjunto de atitudes e atos individuais, e “Religião”, estrutura social e histórica abrangente e sistematizadora desses atos e atitudes.

    Podem porém a “religião” e a “Religião”, segundo essas definições, reduzir-se a fenômenos da humana natureza, nela originários, correspondendo a atividades biológicas, psicológicas e sociais do homem, e até a suas secretas e profundas marcas, aberturas e aspirações, e ser estudadas pela ciência empírica ou apreendidas pela fenomenologia das religiões. “O fato religioso radica-se na própria natureza humana” (Terra, pág. 76).

    As diferentes “Religiões” e seus correlatos “atos religiosos” fariam assim parte, respectivamente, dos gêneros comuns “Religião” e “religião”. Provoca isto se proponham as perguntas: Pertencerá ao gênero comum “Religião” a Religião verdadeira, que se origina em Deus e não “no absoluto conhecido como Deus Pessoal” (Terra, pág. 3) — no homem? Fará parte do gênero comum “religião” a virtude infusa da religião?

    Antes de pretender responder, parece conveniente se exemplifiquem em resumidas linhas gerais algumas cosmovisões que não aceitam Deus, a as que se incluem nas “Religiões”.

    A maior recusa a Deus, a mais nítida, vem obviamente do ateísmo. Freud considera a religião uma neurose obsessiva. Marx nela vê uma alienação resultante da distribuição da propriedade e das relações do trabalho. Feuerbach a postulava como a alienação básica e original. Podem incluir-se no ateísmo, entre outros, Hume, Comte, Nietzsche, Russel.

    É curioso que certos ateísmos admitem “atos religiosos”.

    O positivismo de Comte tem calendário litúrgico, templos, imagens propostas ao culto.

    O marxismo, ateu em teoria e em suas realizações concretas, pratica alguns “atos religiosos”. Venera lugares “sagrados”: o túmulo de Lenine. Guarda dias “santificados”: 1° de Maio, 10 de Outubro. Possui uma organização eclesial, o Partido Comunista, mestre da ortopráxis, infalível intérprete do agir conscientizado em cada momento histórico. Seu absoluto é a matéria em evolução determinística, que no homem assume consciência. Sua “atividade religiosa” máxima — a revolução, para acelerar a evolução.

    Também o budismo, ainda que agnóstico, envolve “atos religiosos”.

    Sem pretender negar Deus em sua existência, não o vê pessoa transcendente o imanentismo, que o faz idéia, substância, força, energia, confundido ou dissolvido no cosmos. Vai desde a simples identificação de ambos, Deus e o universo, no panteísmo declarado, até a coincidência parcial ou continuidade natural entre eles. Podem até vir a ser múltiplos os deuses. Fértil é a humana imaginação (alguma razão parece ter Feurbach…). Representam eles no politeísmo grego os mitos do ser e da gênesis do universo.

    Nas concepções imanentistas, seria dispensável a “religião”. Se não há um absoluto transcendente, se o mundo e Deus coincidem, ou um no outro se prolonga, não pode dar-se uma relação interpessoal. O diálogo torna-se em dispensável monólogo. Tão coerentemente dispensável como o engajamento revolucionário marxista (cuja busca de coerência se revolve na infindável controvérsia: materialismo dialético versus determinismo histórico).

    “Religiões” há, porém, que propõem um Deus “pessoal transcendente”, fruto, entretanto, da humana imaginação, tal o Islã. Outras — as heresias — escolhem da Revelação o que lhes apraz e desfiguram a face do verdadeiro Deus.

    Infinita ruptura há entre a Religião e as “Religiões”. “Et fides et non ficta” (S. Paulo, II Timóteo, I — 5): “fé e não fingimento”. A Religião não se fundamentará em humanas fantasias (ficta), mas em dom gratuito de Deus (fides).

    Dom que, condicionado, não será gratuito. Dependente da crença no homem parece fazê-lo, entretanto, o Pe. Terra S. J.: “O paradoxo cristão é que não se pode crer em Deus sem crer no homem” (Terra, pág. 25). Outra passagem confirma não tratar-se de uma verificação, mas de um condicionamento: “Não se conhece a Deus fora da Polis, fora da história fraternal concreta” (Terra, pág. 21). Ainda que tenha o verbo crer, nas duas ocorrências, diferentes significados, persiste o “crer em Deus” depender de algo relativo ao homem. Se idênticos forem os significados, como crer em Deus é ter Fé, tal acarretará uma fé no homem (no homem que se fez Deus?…).

    Em qualquer caso, para refutar, não é necessário contrapor Padres ou Doutores; basta a simplicidade de sua doutrina, resumida no antigo Segundo Catecismo: “Que é a Fé? — A Fé é uma virtude sobrenatural infusa, pela qual cremos firmemente em todas as verdades reveladas por Deus e propostas pela Igreja.”

    Sem a Fé não se pode amar a Deus, ensina Sto. Tomás (Epístola a S. Timóteo I, Cap. III, II-16, Mariete, 1953, pág. 16). O amor de Caridade ao próximo se origina no amor a Deus, e não este naquele. Entretanto, o amor ao próximo permite, sim, verificar a real existência da Caridade, sem que por isto lhe seja causa. “Se alguém disse, pois, eu amo a Deus, e aborrecer a seu irmão, é um mentiroso. Porque aquele que não ama a seu irmão, a quem vê, como pode amar a Deus, a quem não vê?” (I S. João, 4, 20).

    Crido e amado, deve ser Deus também servido. “Sirvamos a Deus em santidade e justiça” (S. Lucas 1, 74-75). E comenta Sto. Tomás: “Mas servir a Deus é religião. A religião e a santidade são a mesma coisa” (S.T., q 81, a 8). Ensina também ser a religião uma virtude moral infusa anexa à virtude da justiça.

    Comporta a religião atos: adorações, preces, devoções, votos, oblações, esmolas e dízimos. Não se incluem nesses os atos de “religião”, que se inserem no âmbito da magia e da superstição. Fazem os atos de religião parte de todo um relacionamento de piedade filial com Deus de seu filho adotivo — o homem.

    Vê-se, pois, serem os conceitos religião e “religião” radicalmente diversos, não podendo corresponder a espécies de um gênero comum. Para assim considerá-los, é preciso afastar a Fé; para, com base apenas na ciência empírica e laica, grupar suas eventuais semelhanças em fatos religiosos genéricos. Há ambigüidade também nos termos ciência e científico, que podem significar tanto conhecimento certo quanto método de ciência moderna, cujo protótipo é a física-matemática. O conhecimento da Fé é científico no sentido de certo (não pelo método com que é adquirido); o das ciências é científico quanto à sua metodologia (não tanto quanto ao grau e ao tipo de certeza oferecida, relativa ao comportamento e não ao que são as coisas). Os que preterem a Fé, e tratam da religião e de sua origem, preferencialmente, ou só, pela ciência empírica, nem sequer fazem boa escolha científica.

    Como não pode revelar-se Deus de modos contraditórios, única é a Fé, e não forma a Religião gênero comum com as “Religiões”.

    A Religião é a mestra e a guardiã da Fé; a guia da Salvação, na Esperança; a comunhão dos fiéis, na Caridade; excetuada alguma nuança ou virtual distinção, coincide com a Igreja.

    Não se venha, porém, inferir não se salvarem os não visivelmente pertencentes à Igreja, pois ensinado é sê-lo possível, aos não adequadamente atingidos pela pregação do Evangelho, se crêem (e, portanto, se tiverem recebido o dom da Fé) em Deus criador, providência e remunerador, e se obedecem à lei natural. Tampouco se diga praticarem uma religião natural; pois a religião é sempre sobrenatural, como participação na vida divina. São, de modo não visível, verdadeiros membros da Igreja, usufruindo a habitação do Espírito Santo e participando na Comunhão dos Santos.

    “Eu porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua posteridade e a dela” (Gênesis, 3, 15). Deste singelo modo expressa o Gênesis a primeira Aliança — a Aliança com Adão. Já às portas do Paraíso perdido, com a urgência do amor divino, lança Deus a ponte ao homem, que há de concluir-se com a Redenção. Logo a seguir à queda, a religação — a Religião. Atos religiosos — sacrifícios — são oferecidos por Abel e por Caim, com os conhecidos agrado e desagrado de Deus, daí começando a se diversificarem religião e “religião”.

    A Aliança renova-se com Noé, Moisés, Davi, e com a SSma. Virgem, e aqui já se trata da Redenção. A Igreja será a perfeição das antigas Alianças, a plenitude e a transfiguração de Israel.

    Enquanto a Religião progride para atingir sua forma pura e acabada no Cristianismo, as “Religiões” divergem e multiplicam-se como um universo em expansão. Não há como considerá-las convergentes para o Cristianismo, pois seu conteúdo de “fé” lhe é objetivamente contraditório. Mas alguns teólogos preferem sustentar que, “enquanto caminhos relativamente válidos, estão orientados a ter sua plenitude no Cristianismo, frente a este se situando sempre como algo anterior (não no tempo, senão na história da salvação)” (Schelette, pág. 94).

    Reconhecido o fato de as “Religiões” pertencerem ao plano natural, poderia elaborar-se a hipótese de serem expressões incompletas dos anseios da natureza humana, que, perfeitos, os explicaria o Cristianismo. O que também não é válido, pois o Cristianismo não corresponde aos desejos do homem-velho, do homem da natureza, mas aos anelos do homem-novo, do homem da graça. São as bem-aventuranças evangélicas — sem a graça — aspirações da natureza?

    Outra tentativa de inserir o Cristianismo na comunidade genérica das “Religiões” resulta em eleger o Mundo-melhor como fim-último do homem, consumando-se a assimilação genérica na práxis promotora da plena felicidade humana neste esférico e azulado planeta.

    Também o termo mundo é equívoco. Múltiplos são seus usuais significados. Na Sagrada Escritura corresponde a três conceitos. Há o mundo físico: o dos animais, das pedras e das plantas. É o mundo ontologicamente bom. O do Gênesis: “E viu Deus que isto era bom” (Gênesis, 1, 13). O mundo que serve de matéria, que o homem vai enformar e transformar em seu Mundo — o Mundo da Cultura. E o Mundo do homem divide-se no Mundo que rejeita o Evangelho, Mundo da cultura anticristã, Mundo que tem seu Príncipe e que já foi julgado, e no “Mundo” que adere a Cristo, confundido, salvo virtuais distinções, com o Reino de Deus, e com a Igreja. “Mundo” que “Deus tanto amou, que lhe enviou seu Filho único, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João, 3-16).

    Já o Pe. Terra S.J. diz: “Esta cosmovisão libertadora da religião consiste em ver que Deus confiou ao homem o mundo que ele criou e o encarregou de continuar a criação e transformar o mundo fazendo nele penetrar a caridade que comunica através de seu Filho e de sua Igreja” (Terra, pág. 21)

    O autor aí está afirmando que o homem foi encarregado — e que é Deus que lho atribui — de transformar o mundo e de fazer nele penetrar a caridade.

    O Gênesis diz exatamente assim: “Tomou pois o Senhor Deus ao homem e pô-lo no paraíso das delícias, para ele o hortar e guardar. E deu-lhe esta ordem e lhe disse: Come de todos os frutos das árvores do paraíso: Mas não comas do fruto da árvore da ciência do bem a do mal (Gênesis, 7, 15-17).

    Não deve ser o mundo das plantas, das pedras e dos bichos que pretende o Pe. Terra S. J. penetrar pela caridade. O “Mundo”, confundível com a Igreja, já é pela Caridade constituído. Restaria o mundo avesso ao Evangelho, e que tem seu Príncipe, e que já foi julgado. Este Mundo exclui-se da Caridade — e a proposição fica sem sentido. Poderia alguém ainda replicar: a penetração da caridade consistiria em converter as pessoas, comprometidas com o Mundo (o que é missão da Igreja Católica e Apostólica). Sim, mas seriam as pessoas que se converteriam e, penetradas pela Caridade, rejeitariam o Mundo, para optar por Cristo e sua Igreja. O Mundo continuaria Mundo.

    Reitera o autor sua concepção de relacionamento Igreja/Mundo: “[…] o Reino de Deus já se antecipa historicamente e começa a concretizar-se agora no coração da sociedade” (Terra, pág. 31).

    A imagem que parece restar disso tudo é que o Reino de Deus, ou a Caridade, é uma espécie de recheio da sociedade ou do Mundo. Algo como camarão empanado.

    Nessa imagem, porém, propõe-se o primado do serviço ao Mundo.

    Também em Marx o conhecimento que não estiver comprometido com a transformação do Mundo será alienado. E, no fim, quando a revolução eliminar as classes sociais a as alienações, alcançar-se-á a conciliação homem-natureza. Eis o que seria para os marxistas, se figurasse no léxico deles, o Mundo-melhor.

    A primazia das reformas sociais como “atividade religiosa” é uma inculcação da “espiritualidade” marxista, que se efetiva nos “meios católicos”, principalmente os latino-americanos. A teologia da libertação assume as coerentes conseqüências desse sincretismo, adotando a práxis marxista da luta de classes.

    A partir do engajamento da “Religião” no serviço do Mundo, explícita ou veladamente proposto pelo ecumenismo, seguido do admitir o Mundo-melhor como fim-último e até a práxis marxista da teologia da libertação, tudo afinado no mesmo “estilo de espiritualidade”, posta a Fé entre parêntesis, ou negada gradativamente, fundem-se Religião e “Religiões” numa comunidade genérica.

    Ambos, ecumenismo e teologia da libertação, não distinguindo Religião e “Religião”, fixam-se em um vergonhoso sofisma de termo.

    Mas e se for a Fé rejeitada ou simplesmente esquecida?

    Não seria o prêmio ultrapassar o humilhante sofisma a reaver a coerência lógica?…

    Sim! Mas além das estrelas que ladram poderá haver choro e ranger de dentes.

    * * *

    Nota: Não é analógico o conceito Religião. Não se realiza de modo absoluto em um analogante, nem de modo relativo nos analogados, os quais participariam proporcionalmente nas perfeições dele.

    Há para Religião, como para Deus, apenas analogia de termo, pela qual o termo que designa certa realidade é usado em coisas que falsa ou supostamente o realizam. Exemplos: Deus, deuses; Religião, religiões.

  18. Angela Etrusco Silva

    Sua bênção, padre.
    Sou a favor do ensino religioso nas escolas.
    Há muito tempo esse assunto faz parte das minhas conversas.
    Acredito que muito desvio de comportamento é devido à falta de Deus na vida das pessoas.

  19. “Um mau muito menor do que conferir a tutela do ensino religioso ao Estado. “(sic) Não é isso que se propõe. Pelo menos não a tutela exclusiva. E a sua falta de caridade para com essas crianças é chocante pra mim. Acho que o único problema que pode ocorrer é um “tradicionalista” como vc dar aula de catolicismo em escola pública.

  20. Podem ser vários professores. Um católico dando aula de catolicismo, um budista de budismo etc.

  21. Talvez ajude a redirecionar um pouco essa nossa reflexão lem brar que o nosso foco são aulas de Ensino Religioso e não de Religião. As aulas de Ensino Religioso apenas evidenciam e valorizam no aluno a dimensão religiosa que ele naturalmente tem, como todo e qualquer ser humano, desde o início da História.
    É interessante a observação de Jung, conhecido psicanalista, que diz: “Entre todos os meus pacientes com mais de 35 anos, não houve um só cujo problema mais profundo não fosse constituído pela questão de sua atitude religiosa. Todos, em última instância, estavam doentes por terem perdido aquilo que uma religião viva dá a sues adeptos, e nenhum se curou sem recobrar a atitude religiosa que lhe fosse própria”.

  22. Domingos de Oliveira

    Ensino religioso nas escolas,será uma tragédia para o catolicismo.Mais uma!
    Será um festival de relativismo religioso,desse tal de “ecumenismo” deturpado…Isso fará q cresça o indiferentismo religioso,o relativismo mais repulsivo e etc.
    Duvido que um professor católico poderá ensinar o Dogma de que fora da Igreja Católica não há salvação.
    Com certeza esse professor será sumariamente demitido por intolerância religiosa e coisas do gênero.
    Portanto,a Igreja que se empenhe em Evangelizar o povo e o estado laico,que cumpra com suas funções laicas.
    “A Deus o que é de Deus e a César o que é de César.”

  23. Sergio Souza

    Ensino religioso nas escolas é uma tragédia?

    A tragédia já ocorre e nós não percebemos: Em 40 anos a população “evangélica” cresceu 5 vezes!

    Eu lamento sim! Que as nossas escolas católicas não sejam as primeiras a catequisarem seus alunos. Não sejam as primeiras a valorizarem o ensino reigioso. O erro começa daí!

    Antes de querermos que escolas públicas ofereçam ensino religioso: DEVERÍAMOS FAZER O DEVER DE CASA. Evangelizar nas escolas, independentemente da RELIGIÃO ser ou não uma disciplina. Evangelizar as nossas paróquias e nossas famílias. O problema todo está aí!

    Aos domingos, milhares de famílias vão batizar os seus filhos. Será que duas palestras de preparação para o Batismo, quando se tem, são suficientes pra a conscientização dessas famílias sobre a IMPORTÂNCIA DE SER CATÓLICOS? E quem acompanhará essas famílias na fé?

    Será que nós blogueiros, temos ido ao encontro dessas famílias para DAR-LHES UM ENSINO RELIGIOSO CONSISTENTE?

    Pelo visto não estamos cumprindo com o nosso papel, e por não fazermos esse dever é que nesses 40 anos, os católicos apostólicos romanos de 95% para 73,6%.

    Portanto, a tragédia já existe!

  24. Sergio Souza

    Em suma…

    A Escola por si só não vai nos preencher com um excelente ensino religioso.

    Se o padre Joãozinho, fosse o professor de meu filho, ensinando a consistente doutrina da fé católica, mas se eu m casa tive uma mentalidade relativista, pela minha influência, eu posso destruir todo o esforço de evangelização que a escola e o padre Joãozinho trabalharam.

    Cada vez mais as escolas, procuram estabelecer com os pais uma parceria na educação de seus filhos. Pais e Escolas formam um elo na educação dos filhos e se um dos elos for quebrado, o projeto de educação ou evangelização pode cair por terra.

    Se os pais são fiéis católicos, mas o professor é relativista, ou se a escola é firme na fé católica, mas os pais são relativistas, o elo não fecha, e evangelização feita por uma das partes pode ser destruída.

    Mas que nunca repito: É mais urgente evangelizarmos as nossas famílias. Vamos evangelizar as famílias de nossas paróquias.

    Essa polêmica toda veio à tona, porque dormimos em berço esplêndido durante 40 anos. Se reavivarmos a chama da fé católica e nossas famílias, futuramente teremos mais alunos católicos, futuros professores católicos, futuros políticos católicos, futuros bons padres, poderemos reivindicar sim, um ensino religioso voltado à nossa Igreja.

    Por enquanto é bíblia na mão e vamos gastar a sola dos sapato para ir ao mundo e pregar o evangelho!

  25. “Portanto,a Igreja que se empenhe em Evangelizar o povo e o estado laico,que cumpra com suas funções laicas.”
    A Igreja poderia entrar na escola estadual para evangelizar o povo. A diocese local poderia oferecer catequistas para dar aula sobre catolicismo na escola local. E tudo isso sem o estado deixar de cumprir suas funções. Agora, se, como Lidia falou, a aula de Ensino Religioso não entra no particular de cada religião, ainda assim, pode ser justa com o catolicismo, e pode estimular o aluno a se engajar em uma, não ficar indiferente a todas, ou ter uma postura meramente contemplativa com todas, sem passar a prática.

  26. Eu gostaria de acrescentar dois pontos:

    Muitos historiadores modernos já se renderam às evidências de que quando os bárbaros invadiram e devastaram a europa, foi o trabalho perseverante e paciente realizado nos mosteiros, ensinando muitos desses bárbaros e seus filhos pelas leis do cristianismo, que reergueu a europa, construindo a civilização tão admirada e valorizada até hoje. Os bárbaros tinham a força e o poder, mas os monjes ofereceram a eles uma coisa que ainda procuravam ser saber o que era: a vida em Deus. E foi nesse trabalho que surgiram as primeiras escolas e mais tarde as primeiras universidades. Os nossos alunos precisam de Deus e a escola é um ótimo lugar para encontrarem! Tenho certeza que o aluno que tiver um Ensino Religioso de qualidade na escola, levará os princípios e ensinamentos aprendidos ali como base de seus relacionamentos e escolhas por toda a vida.
    Além disso, qual é o nosso testeminho de católico, quando vemos que a Igreja, a nossa Igreja Católica, inclui em um acordo com o nosso país a importancia que dá ao Ensino Religio nas escolas, e nós estamos aqui a discutir se é ou não uma boa idéia. Tenho certeza que o Papa Bento XVI sabe muito bem o que está fazendo. Vamos confiar nele! Vamos fazer a nossa parte, apoiando e confiando na Igreja!

  27. Não é isso que se propõe. Pelo menos não a tutela exclusiva. E a sua falta de caridade para com essas crianças é chocante pra mim. Acho que o único problema que pode ocorrer é um “tradicionalista” como vc dar aula de catolicismo em escola pública.

    Jether, para julgar que falto com a caridade, você deve julgar que o ensino religioso oferecido pelo Estado, é verdadeiro. Contudo se o ensino religioso oferecido pelo Estado é verdadeiro, então devemos considerar que alguém está errado, o Estado ou a Igreja. Pelo que sei apenas a Igreja pode oferecer um ensinamento religioso verdadeiro, uma vez que é a verdadeira religião. Assim, sua concepção de caridade, não é a concepção da Igreja, mas um sentimentalismo.

    Considerar o ensinamento religioso agnóstico oferecido pelo Estado, como caridade, é algo no mínimo estranho. Pior é considerar o ensino deste pelo Estado, melhor que o dado pelos pais. No segundo caso, ainda se tem embasamento na lei natural que manda honrar pai e mãe, mas e no primeiro?

    Se podem ser vários professores, confirma-se o argumento da tutela escrito anteriormente. Se as crianças terão aulas de catecismo na escola, para que então manter o catecismo na Igreja? O mesmo se aplicando a outras religiões…

    Um tradicionalista não dá aulas de ensino religioso, ele ensina a verdadeira religião, isto sim, é caridade. Fique com Deus.

    Abraço

  28. Lidia,
    Salve Maria!

    Gustavo Corção, escrevendo sobre o relacionamento entre o homem e a mulher, argumenta que; “Um dia ensinarão a matar sem ódio, como ensinam o sexo sem amor.” Considerando-se que alguns defendem o aborto, isto soa como uma profecia (ainda mais quando os filhos indesejados, nascem de relações de sexo, sem amor).

    Tendo isto em mente, digo-lhe, que não se fala em ensino religioso, sem falar de religião. Como você apresentou esta possibilidade, desconsiderou que a religião da qual se fala, é o próprio agnosticismo. O problema observado por Jung, é o fundamento da religião no modernismo, ou seja, a necessidade do divino por parte do homem. Assim, todas as religiões são boas e verdadeiras, e o que se tem nada mais é do que o próprio modernismo católico apresentado por São Pio X, na Carta Encíclica Pascendi Dominici Gregis (Vale a pena ler). Fique com Deus.

    Abraço

  29. Sergio Souza

    Quem ensina a veradeira religião é a Igreja, através do Sagrado Magistério!

    Portanto, se vamos aprender a verdadeira religião através de um tradicionalista, do Padre Joãozinho, da Canção Nova, isso serve para mostrar que todos esses são instrumentos que Deus e a Igreja se serve para evangelizar o povo de Deus. Somos servos, não nos esqueçamos! E como servos, devemos ser OBEDIENTES àqueles que têm a missão, dada por JESUS CRISTO, de governar a Igreja, que são os Bispos… Que fique sempre claro que, qualquer um desses, Canção Nova, tradicionalistas, congregações, ordens religiosas, só TÊM AUTORIDADE PARA ENSINAR aquilo que estiver de pleno acordo com o MAGISTÉRIO DA IGREJA.

    EM SUMA, QUEM ENSINA AOS FIÉIS A VERDADEIRA RELIGIÃO É A IGREJA!

  30. Sergio Souza

    Gente,

    O que Jesus disse em Atos dos Apóstolos?

    At 1,8 “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.

    O nosso problema nessa discussão é polarizarmos em duas frentes a evangelização. ESCOLA E PAIS! Estamos aqui achando que só se pode aprender a veradeira religião nesses dois pólos.

    Erro grave nosso!

    Imaginem, se for aprovada o ensino religioso em nossas escolas, e se os professores de alguma dessas escolas forem relativistas, e que achem boa todas as religiões e etc e tal.

    Imagine que em outra escola, o professor seja um padre, dedicado, firme na doutrina.

    E imaginem ainda que tenhamos um ateu ou um “evangélico”.

    Concordo que seria grave para a formação da doutrina católica contarmos com professores relativistas, “evangélicos” e etc.

    Mas pessoal, em todos os casos acima, inclusive quando o padre for uma professor, temos O COMPROMISSO COM DEUS E SUA IGREJA, de ir ao mundo e pregar o Evangelho.

    Nós não podemos nos excluir desse processo! Não somos apenas observadores! Não somos apenas estudiosos de sociologia, que observam a sociedade e descrevem seus comportamentos. SOMOS EVANGELIZADORES!

    Ficarmos parados em nossas salas de escola bíblica ou de formação religiosa, ou até mesmo nos salões paroquiais, esperando o povo chegar para ser evangelizado, ou simplesmente confiar aos pais e às escolas essa evangelização, tem sido o nosso ERRO ao longo desses 40 anos! Precisamos ir ao povo! Ir às casas! Ir às escolas!

    Se o ensino religioso não é bom ou se os pais não ensinam a verdadeira religião, NÃO PODEM SER MOTIVOS para pararmos e reclamarmos, NÃO! Deve ser motivo para arregassarmos as mangas e irmos atrás deles para evangelizá-los. Se eu sei que o ensino religioso não é bom, cabe a mim, como cristão, batizado, ir até o jovem da escola para evangelizá-lo. Da mesma forma, se não ensino religioso, eu devo ir às escolas evangelizar esses filhos de Deus.

    Foi assim que a Igreja nasceu: Guerreira! Indo ao povo! Precisamos desse novo pentecostes!

    EM SUMA, INDEPENDENTE DE SE HAVER ENSINO RELIGIOSO OU NÃO, PEGUEMOS NOSSAS BÍBLIAS, ENTREMOS NAS ESCOLAS, E COMECEMOS A FAZER AQUILO QUE JESUS NOS ENVIOU: At 1,8 “mas descerá sobre vós o Espírito Santo e vos dará força; e sereis minhas testemunhas em Jerusalém, em toda a Judéia e Samaria e até os confins do mundo.

  31. A Igreja pode entrar nas escolas públicas e oferecer evangelização a crianças que não são evangelizadas na família e na igreja. Daí a falta de caridade se recusar a isso. (É obrigatório que o professor não seja católico, e seja agnóstico, Gederson?)

    Quanto ao ensino religioso de que, por exemplo, Lídia fala, NÃO é a proposta da Igreja: “Cidade do Vaticano, 10 set (EFE).- O ensino da religião católica “não poderá ser substituída por matérias como história das religiões, de ética ou de cultura religiosa””. A proposta foi incluir ensino religioso CATÓLICO facultativo. Não se pede na proposta que outras religiões sejam excluídas da escola. Outras religiões podem pedir a mesma coisa, o que ocorre é que o espaço destinado a ensino religioso CATÓLICO deve ser preenchido com ensino religioso CATÓLICO.

    O nosso problema nessa discussão é polarizarmos em duas frentes a evangelização. ESCOLA E PAIS! Estamos aqui achando que só se pode aprender a veradeira religião nesses dois pólos.

    Erro grave nosso!
    Me inclua fora dessa. Eu não fiz isso coisa nenhuma.

    EM SUMA, INDEPENDENTE DE SE HAVER ENSINO RELIGIOSO OU NÃO, PEGUEMOS NOSSAS BÍBLIAS, ENTREMOS NAS ESCOLAS,
    Eu não vou ficar entrando na escola se não sou aluno, pai, professor ou funcionário, e não acho isso uma boa idéia, se é isso que vc está propondo!

  32. Amigos,

    Sinto esse mesmo impulso, tão bem argumentado pelo Sérgio, de evangelizar em cada esquina, de recuperar o tempo perdido por omissão e comodismo dos católicos, de falar de Jesus Cristo nas famílias, nas escolas… Mas é preciso autorização para entrar numa escola com uma Bíblia, é preciso unidade com a Igreja. Com certeza não foi por acaso que esses ítens de Ensino Religioso nas escolas foram incluídos no acordo entre o Brasil e a Santa Sé. Por isso continuo achando que devemos confiar de verdade na Igreja, porque ela sabe o que faz. Eu confio, e voto com ela!
    Concordo que não se fala se Ensino Religios sem incluir a religião, mas aula de ensino religioso não é o mesmo que aula de religião, e também não é o mesmo que catequese. Encontrei ontem um texto no site do professor Felipe Aquino que fala exatamente sobre isso e me ajudou bastante nessa reflexão que estamos fazendo. Quem se interessar, o endereço da página é esse:

    http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=OPINIAO&id=opi0399

    A paz de Cristo!

  33. http://la-buhardilla-de-jeronimo.blogspot.com/2009/09/carta-los-obispos-del-mundo-sobre.html

    viernes 18 de septiembre de 2009
    Carta a los obispos del mundo sobre educación religiosa

    *

    *
    La educación religiosa que se limita a presentar diferentes credos en un forma “neutral” causa confusión e indiferencia entre los jóvenes católicos, ha dicho el Vaticano.

    La advertencia figura en una carta a los obispos del mundo publicada por la Congregación para la Educación Católica, coincidiendo con el inicio del año escolar. Afirma que las nuevas regulaciones de los gobiernos están reemplazando la verdadera educación religiosa con una “enseñanza sobre el fenómeno religioso en un sentido multi-denominacional, o una enseñanza sobre la ética y la cultura religiosas”.

    Esta enseñanza puede estar incluso en contra de lo que los padres y la Iglesia quieren para sus hijos, dice la carta. Las escuelas que marginan la educación religiosa “pueden conducir al error a los alumnos, o serles perjudicial”.

    La carta añade: “Más aún, si la educación religiosa se limita a la presentación de distintas religiones en una forma comparativa o ‘neutral’, crea confusión o genera relativismo o indiferentismo religioso”.

    Firmada por el Cardenal Zenon Grocholewski, Prefecto de la Congregación, la carta cita a Juan Pablo II defendiendo enérgicamente el derecho de los católicos a la educación religiosa.

    En un discurso en 1984, el último Papa decía que: “Las familias de creyentes tienen el derecho a tal educación; deben tener la garntía de que el estado… no sólo no pondrá en peligro la fe de sus hijos, sino que completará su formación integral con la educación religiosa apropiada”.

    La carta dice que es tarea de la Iglesia el asegurarse de que la educación católica sea auténtica en todas las escuelas donde se imparta – sean estatales o de la misma Iglesia.

    “La instrucción y educación católica que se imparte en las escuelas está sujeta a la autoridad de la Iglesia”.
    La carta de la Congregación también subraya que “los educadores primeros y principales” de los niños son los padres. “Debe garantizarse siempre el derecho de los padres a elegir una educación en conformidad con su fe religiosa”, agrega.

    Un oficial de la Congregación dijo al Herald que la carta responde a cambios en las leyes educativas “de muchos países, especialmente en Sudamérica, en Canadá y también en Europa”, donde la educación religiosa se ve cada vez más como “negativa o ajena a los intereses de la escuela”.
    La carta fue citada también por el Obispo de Nottingham, y presidente del Servicio de Educación Católica (Catholic Education Service), Mons. Malcolm McMahon, en una misiva suya a las escuelas.
    En ésta, dice que “ignorar o marginar las dimensiones moral o religiosa del individuo” dificultará la educación integral de los niños. Esta dimensión religiosa, dice, “contribuye a la formación global de las personas, y les da la posibilidad de transformar el conocimiento en sabiduría de vida”.
    La carta del Vaticano se hace eco de distintas cuestiones planteadas por el revolucionario documento del Obispo Patrick O’Donoghue “Escuelas, ¿listas para la misión?”, que abogaba por un ethos católico más fuerte en las escuelas.

    Una fuente involucrada con “¿Listas para la misión?” dijo que ambos documentos son una “declaración de los derechos inalienables de los niños y padres católicos” a una educación católica. Dijo que: “También son un enérgico llamamiento a los obispos y docentes a mantenerse firmes frente a los estados que buscan cada vez más imponer sus agendas de ‘ingeniería social’ en las escuelas católicas”.

    Eric Hester, director de un colegio católico y ahora retirado, alabó el documento por su énfasis en el rol de los padres en la educación de los hijos. Dijo también que el presentar la religión en una forma neutral es “un problema particular en Inglaterra y Gales… porque los programas [usados por los docentes] no enseñan a fondo la fe”. Hester considera la carta como una “sonora condena” del plan del gobierno para la educación sexual obligatoria, ya que la carta insiste en el derecho de los padres a elegir una educación que esté de acuerdo con sus creencias. Daphne McLeod, director del grupo católico “Pro Ecclesia et Pontifice”, también dio la bienvenida al documento, pero dijo que será difícil para los padres el educar a sus hijos en la fe, ya que ellos mismos no fueron educados en la misma.

    Una fuente vaticana dijo al American Catholic News Service que una parte importante de la preocupación de la Congregación está referida a la falta de fe de los docentes de educación religiosa. “Para que haya una instrucción religiosa auténtica de cualquier creencia, se necesita que la enseñe alguien que la vive. Es verdad que no es la meta del docente en esta situación el llevar a otros a la fe, pero en orden a poder presentar la fe en su plenitud, necesita estar en armonía con lo que enseña”. “Los contenidos específicos de la fe católica, tales como el el dogma de la Resurrección, deben ser explicados por un creyente; de lo contrario podrían ser presentados como un mito”, dijo.

    El Obispo O’Donoghue, emérito de la diócesis de Lancaster, está de acuerdo en que es crucial que el docente de educación religiosa sea una persona de fe. “El docente necesita tener conocimiento de lo que la fe implica – no sólo saber un poco de Escritura y de educación, sino tener una profunda comprensión de lo que la fe implica. No es una asignatura más”.

  34. Boa noite, pe. João Carlos
    Sou professora há 18 anos não sou contra o Ensino Relioso em escolas,sou favorável,mas ilude-se quem pensa ser esse o caminho da evangelização da juventude.A escola será apenas complemento.
    Não se pode fazer inversão de papéis,isso é relativismo,delego somente à escola uma responsabilidade minha e da igreja.
    Como sabiamente dizem os bispos a família é a primeira igreja.
    A base de escolhas, de como relacionar-se com as pessoas e no mundo chama-se estrutura familiar,por não possuir “base familiar”
    a juventude desvia-se do caminho do bem e adentra em terrenos viciosos.
    Quem transmite a base, os valores morais, éticos,a noção de certo e errado é a família.É nesta que aprendemos a ter princípios.
    Inicialmente,o processo religioso inicia-se em casa,os pais são os primeiros a falarem de Deus para seus filhos.
    Mas como farão isso se eles mesmos não seguem nenhuma religião? Se os filhos já não os respeitam,se eles não possuem representatividade alguma na vida de suas crias devido à omissão e falta de compromisso com quem trouxe ao mundo?
    O caminho mais fácil,”passar a responsabilidade” para os professores.
    O percurso inicial religioso é a família,batizando os filhos e levando- os a participarem efetivamente da igreja,nas missas, primeira comunhão,crisma,etc. Criar um ambiente fraterno, acolhedor e espiritual dentro de casa.
    A seguir,a igreja que competentemente deve realizar a sua função,
    mantendo o interesse dos jovens,compreendendo que não se evangeliza adolescentes e adultos de uma só forma.
    E nada melhor que os movimentos jovens bem orientados exerçam essa função.
    A igreja católica perdeu espaço nesse segmento porque as outras denominações religiosas perceberam essa carência e investiram forte nessa evangelização. Não mudaram o evangelho, mas descobriram o caminho para mantê-los interessados em seguir Jesus.
    E essa função, não se esqueçam é dos cristãos, dos leigos que participam dos movimentos, dos consagrados e não de professores.
    A escola não pode se transformar em igreja,é um erro pensar tal absurdo,afinal a multiplicidade religiosa é inegável.
    Há católicos, evangélicos,espíritas,seguidores de candomblé,ateus,judeus,etc.
    Certa vez, um pai reclamou com uma professora que colocara em uma prova um texto que falava sobre Deus,eram ateus,ele alegou que esta estava impondo sua religião à filha.
    Atualmente o ensino religioso é praticado nas escolas no estado do Rio e nos colégios onde trabalho e trabalhei existem professores distintos, evangélicos e católicos.
    E para desempenharem a função devem participar efetivamente de um grupo na igreja e apresentarem autorização do padre e pastor.
    Logo,se o ensino religioso foi e é mal ensinado a responsabilidade é de quem está à frente desses grupos e da igreja da qual esses professores fazem parte.
    Foram mal formados,por isso as aulas de religião são “chatas” como afirmaram alguns.
    E que o ensino público no país é ruim não é nenhuma novidade, não por falta de qualificação profissional, mas por investimentos
    das autoridades públicas no setor, não investem o percentual total, os livros que apresentam para serem escolhidos são oriundos de uma escolha que se resume a cinco editoras, o famoso “papel marcado”, não há recursos tecnológicos que os alunos possam usufruir,aliás, existem escolas que não possuem nem mesmo uma biblioteca…
    E o que fazem os cidadãos brasileiros ante a tal decadência? Nada,sou cristão omisso,não sou cidadão brasileiro,o problema não é meu,meu filho estuda em escola particular…
    Um bom domingo.

  35. Maria Inês

    Padre João Carlos,

    Ontem participei de uma aula, os participantes eram professores da rede pública,( eu sou só uma mãe de família), na cidade de S. Roque do Curso ” A Fraternidade como Prática Pedagógica” este projeto esta ganhando vida em várias cidades do Brasil.
    Trago um link sobre este curso ( são 11 aulas)e neste Blog voces encontram já experiências do referido projeto que começou há 11 anos…

    Projeto DADO DO AMOR- Escola Fraterna

    Link:
    https://share.acrobat.com/adc/document.do?docid=7688f809-46ee-4515-a17f-32103f1bf5c8

    Maria Inês

  36. Sergio Souza

    Pessoal, vale destacar as palavras da Luciana:

    “Sou professora há 18 anos não sou contra o Ensino Relioso em escolas,sou favorável,mas ilude-se quem pensa ser esse o caminho da evangelização da juventude.

    A escola será apenas complemento.
    Não se pode fazer inversão de papéis,isso é relativismo,delego somente à escola uma responsabilidade minha e da igreja”.

    Em suma, em se aprovando ou não o ensino religioso, isso não diminui em nada a nossa responsabilidade de cumprirmos o papel que Deus reservou para nós: Evangelizar!

    Gostei Luciana!

  37. Maria Inês

    PADRE,
    Penso que dentro da complexidade do assunto de ensino religioso nas escolas, o “Dado do Amor” é um instrumento lúdico prático. Ele aborda a base de todo ensinamento cristão, sem pregar uma denominação e sem ferir até àqueles que não tem nenhuma denominação religiosa. É de fato ecumênico por tratar de valores que são fundamentais a toda humanidade. Cria a possibilidade educar a família por intermédio dos filhos, que podem levar para a casa a “arte de amar” de Chiara Lubich e a vida em essência dos primeiros cristãos (vide a carta a Diogneto). Evidentemente leva a descoberta de Deus dentro de cada um, mas, principalmente no outro e que se pode chegar até Ele por intermédio do outro. Os relacionamentos são a base de tudo, criando-se uma rede de proteção em torno da família que precisa ser renovada.
    O importante neste projeto é que professor (a) e aluno vivenciem a Arte de Amar…
    é impressionante, onde começa a ser aplicado acontece a tão sonhada Evangelização”
    Prometo ir contando as experiências…

    Maria Inês

  38. Maria Inês

    Para Conhecer mais sobre o DADO DO AMOR entre no BLOG
    http://dadodoamor.blogspot.com/

    Maria Inês

  39. Sergio Souza

    Só para lembrar e questionar…

    Disciplinas como HISTÓRIA, FÍSICA, QUÍMICA OU BIOLOGIA, também estão cheios de ateus ou relativistas, e costumam influenciar alunos com a Teoria da Evolução ou com mostrar insistentemente a visão negativa da História da Igreja batendo em pontos como INQUISIÇÃO, REFORMA PROTESTANTE, CRUZADAS…

    Seria o caso de serem proibidas essas disciplinas? Se o ensino religioso, destacado em vários comentários, é nocivo a fé católica, O QUE DIZER DESSAS DISCIPLINAS?

  40. Concordo com a preocupação do Sérgio e acrescento Filosofia.

  41. Sergio Souza

    Só questionando mais uma vez aqueles que são contra o Ensino Religioso nas escolas.

    Por coerência, HISTÓRIA, FÍSICA E BIOLOGIA, por exemplo, deveriam também serem proibidas de nos ser ensinadas?

    Essa pergunta foi feita por um jovem na escola de meu filho.

  42. Sergio Souza

    Se existe um escritor que ama dar pancada na Igreja Católica, esse escritor é Dan Brown.

    No entanto é um sucesso de vendas aqui no Brasil, assim como os dois filmes inspirados em suas obras, Anjos e Demônios e o Código de Da Vinci.

    De onde vem tanto sucesso? Se como católicos respondemos por 75% da população brasileira, é óbvio que o povo católica contribui bastante para esse sucesso de Dan Brown. E aí? Será que o Relativismo só se dá dentro do Ensino Religioso? Será que ele, o Relativismo, não já contaminou o povo católico?

  43. Maria Inês

    Padre,

    A Reflexão da frase do dia de hoje, esta na ” Arte de Amar” que nos meus comentários acima falo do “Dado do Amor”
    Para conhecer mais entre no Blog abaixo indicado.
    Bom dia !!

    Responder à vontade de Deus não significa saber explicá-la, significa agir, viver, amar.
    Essa é a resposta que Deus espera de nós: saber reconhecê-lo em cada próximo que nos passa ao lado.
    Se Jesus nos perguntasse hoje quem ele é, deveríamos responder “Tu és o próximo que amo no instante presente”.
    Ou respondendo à pergunta ao contrário: quem são essas pessoas que encontro durante o dia? São Jesus. Cada uma delas. O meu amor é dirigido a Ele, que está presente em cada próximo.
    Amar unicamente a Jesus, ajuda-me a não fazer distinções e o outro sente-se amado com um amor exclusivo.
    É um jogo divino completamente encarnado no humano.

    Para hoje, dia 25 de Setembro:

    ” RESPONDER À VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE ”

    Abraços,
    Apolonio


    Postado por Mauro Alegre no EDUCAR COM AMOR – ESCOLA FRATERNA

  44. Sergio Souza

    E aí pessoal?

    Paramos os debates aqui. Lanço um questionamento:

    Se formos contra o ensino religioso nas escolas públicas porque ela se mostra relativista, o que auxiliaria a desevangelização de muitos alunos católicos, o que será então de disciplinas como física, química, história ou bilogia, que dependendo do professor, foca pontos contrários à fé católica? Deveriam ser banidas do currículo escolar?

  45. Tenho acompanhado, em debates de outros grupos da internet, que o argumento apresentado com maior frequência para ser contra o ER nas escolas é um sentimento de ameaça ao estado laico. Vamos lembrar que a laicidade do Estado brasileiro existe desde o início da nossa República, exatamente porque o povo já apresentava grande diversidade de religiões e era preciso acolher a todos. O ER nas escolas não vai ameaçar essa pluralidade religiosa do nosso povo. Por outro lado, vemos que muito do que vemos de negativo em nossa sociedade, vem de um afastamento progessivo da vivência religiosa. A religião dá um sentido claro para a vida da pessoa, orienta para regras de conduta, dá sentido à importancia do respeito, da família, da honestidade, do valor da vida etc. Se todos os nossos jovens estivessem desenvolvendo suficientemente a sua religiosidade, não veríamos os nossos jornais lotados de casos incompreensíveis de violência, de corrupção, de desrespeito à vida, de falta de rumo, de depressão. Aqueles que entenderam isso, em outros grupos, acabaram concordando que o ER nas escolas não ameaça o estado laico, mas ao contrário, dá força a ele para que não deixe de ser laico para passar a ser ateu, o que seria uma lástima para um povo de espiritualidade tão rica.

  46. Sò para completar, respondendo à proposta do Sergio, penso que não apenas a Biologia, a Física, a História, a Química podem apresentar elementos que favorecam a distorção na formação religiosa do aluno. O professor de Português, de Educação Artística, de Filosofia e até de Educação Física também têm um espaço propício, se quiserem minar a religiosidade dos alunos. Aí, sim, chegamos no ponto em que o detalhe não está na disciplina oferecisda, mas em quem ministra a disciplina. O aluno não pode ser punido com uma lacuna em sua formação, (não oferecer a ele aulas de ER), por causa da falta de preparo do professor. Vamos oferecer todas as aulas que ele tem direito, e preparar bem os professores.

  47. Sergio Souza

    Pois é Lídia eu penso nisso tb. Porque se for para ser coerente, e se o ensino religioso é perigosamente relativista, o que dizer de disciplinas como história?

    Então eu vejo que o problema não é focar o ensino religioso, como uma mera questão de ser aprovado ou não pelo congresso, mas devemos nós, em nossas casas e paróquias, evangelizarmos os nossos, e sairmos em missão, para que no futuro, tenhamos professor de Biologia, História e até mesmo de ensino religioso, comprometidos com a Igreja.

    ótima colocação a sua! Ok! Deus lhe abençoe!

  48. As intenções do Papa Bento XVI para esse mes de outubro confirmam essa proposta do Sérgio, com as quais eu concordo plenamente:

    Nas intenções de oração para o mês de outubro, quando a Igreja dedica às missões, o Papa Bento XVI destaca a importância da Missa Dominical e do trabalho missionário.

    Em sua intenção geral, o Santo Padre pede para que “o domingo seja vivido como o dia em que os cristãos se reúnem para celebrar o Senhor ressuscitado, participando do banquete da Eucaristia”.

    Já em sua intenção missionária, Bento XVI reza para que “todo o Povo de Deus, a quem foi confiado por Cristo o compromisso de ir e pregar o Evangelho a toda criatura, assuma com afinco a própria responsabilidade missionária e a considere como o mais alto serviço que pode oferecer à humanidade”.

  49. ola gostaria de mais explicaçoes sobre origem da vida!!!!
    principalmente caim e abel!!!

    desde ja agradeço!!
    que deus abeçoe!!!
    abraços

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