Hoje temos o primeiro dia de nossa Assembléia, todo dedicado à elaboração do novo Plano Trienal 2010-2012. Como primeira atividade da manhã deverei apresentar as conclusões do nosso 22º CAPÍTULO GERAL, do qual participei em maio-junho. O Capítulo terminou em junho. Alguns dias depois, na festa do Coração de Jesus (19.06) o Papa Bento XVI abriu o ANO SACERDOTAL. No final do mesmo mês ele publicou sua Encíclica social CARITAS IN VERITATE. O curioso é que o tema do nosso capítulo “Caritas Christi urget nos” aparece em destaque no documento. Veja o número 20:

 

É a caridade de Cristo que nos impele: «caritas Christi urget nos» (2 Cor 5,14). A urgência não está inscrita só nas coisas, não deriva apenas do encalçar dos acontecimentos e dos problemas, mas também do que está em jogo: a realização de uma autêntica fraternidade. A relevância deste objetivo é tal que exige a nossa disponibilidade para o compreendermos profundamente e nos mobilizarmos concretamente, com o «coração», a fim de fazer avançar os atuais processos econômicos e sociais para metas plenamente humanas.

22 Comentários

  1. Maria Inês

    Bom dia !!

    Algumas afirmações de Jesus nos deixam meio perplexos, porque não são entendidas de imediato. Por exemplo, quando ele diz “Minha mãe, meus irmãos e irmãs são aqueles que escutam e põem em prática a Palavra de Deus.
    Eu sempre interpretei pensando que seriamos considerados como tal. Porém, com o tempo tive uma constatação diferente. Vivendo a Palavra somos testemunhas de Jesus, damos testemunho de suas promessas e isso gera a presença de Jesus entre nós e nos corações. Ora, se geramos Jesus, de um certo modo somos mãe de Jesus. As pessoas em quem geramos a vida de Deus, tornando-se outros Jesus como nós, tornam-se nossos irmãos e irmãs.
    Conclusão: praticar a Palavra, faz-nos ser realmente mães, irmãos e e irmãs de Jesus.

    Para hoje, dia 22 de Setembro:

    ” PRATICAR A VONTADE DE DEUS DO MOMENTO PRESENTE ”

    Abraços,
    Apolonio


    Postado no EDUCAR COM AMOR – ESCOLA FRATERNA

    PADRE,
    Tudo esta em sintonia quando nos empenhamos pars viver a “Palavra”
    Maria Inês

  2. Oi Pe. João Almeida!
    Sua bênção.
    Evangelho do dia

    Quem é a família de Jesus?

    Lc 8,19-21

    A mãe e os irmãos de Jesus vieram até o lugar onde ele estava, mas, por causa da multidão, não conseguiam chegar perto dele. Então alguém disse a Jesus:
    – A sua mãe e os seus irmãos estão lá fora e querem falar com o senhor.
    Mas Jesus disse a todos:
    – Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a mensagem de Deus e a praticam.

    abraço fraterno!
    ANA VALESKA – FORTALEZA

  3. Rezemos pelos dehonianos, para que sejam fiéis ao carisma de padre Dehon, com fidelidade dinâmica, sempre atentos aos sinais dos tempos.

    Que sejamos também oblatos e reparadores do amor de Cristo!

    Venerável Pe. João Leão DEHON, rogai por nós!

  4. CARTA ENCÍCLICA

    Aos veneráveis Irmãos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, Bispos e outros Ordinários em paz e comunhão com a Sé Apostólica.

    PIO X, PAPA

    Veneráveis Irmãos, Saudação e Benção Apostólica.

    Sua elevação ao Pontificado.

    1. No momento de vos dirigir pela primeira vez a palavra do alto desta cátedra apostólica a que fomos elevado por um impenetrável conselho de Deus, inútil é lembrar-vos com que lágrimas e com que ardentes preces Nos esforçamos por desviar de nós o múnus tão pesado do Pontificado supremo. Mau grado a desproporção absoluta dos méritos, parece-nos podermo-nos apropriar das queixas de S. Anselmo quando, a despeito das suas oposições e das suas repugnâncias, se viu forçado a aceitar a honra do episcopado. Os testemunhos de tristeza que ele então deu, Nós podemos produzi-los por Nossa vez, para mostrarmos em que disposições de alma e de vontade aceitamos a missão tão temível de pastor do rebanho de Jesus Cristo. As lágrimas dos meus olhos me são testemunhas, escrevia ele (Ep. 1.III,1), assim como os gritos e, por assim dizer, os rugidos que meu coração soltava na sua angústia profunda. Eles foram tais que não me lembro de haver deixado escapar semelhantes em nenhuma dor antes do dia em que essa calamidade do arcebispado de Cantuária veio desabar sobre mim. Não puderam ignorá-lo aqueles que, naquele dia, viram de perto o meu rosto. Mais semelhante a um cadáver do que a um homem vivo, eu estava pálido de consternação e de dor. A essa eleição, ou, antes, a essa violência, resisti até agora, digo-o em verdade, tanto quanto me foi possível. Mas agora, a gosto ou a contragosto, eis-me forçado a reconhecer cada vez mais claramente que os desígnios de Deus são contrários aos meus esforços, de tal sorte que nenhum meio me resta de lhes escapar. Vencido menos pela violência dos homens do que pela violência de Deus, contra quem prudência alguma poderia prevalecer, depois de fazer todos os esforços em meu poder para que esse cálice se afaste de mim sem que eu o beba, não vejo outra determinação a tomar senão a de renunciar ao meu senso próprio, à minha vontade, e entregar-me inteiramente ao juízo e a vontade de Deus.

    Leão XIII

    2. Certamente, a Nós também não faltavam numerosos e sérios motivos para Nos furtarmos ao fardo. Sem contar que, em razão da Nossa pequenez, a nenhum título podíamos considerar-Nos digno das honras do Pontificado, como não Nos sentirmos profundamente comovido vendo-Nos escolhido para suceder àquele que, durante vinte e seis anos, ou pouco falta, em que governou a Igreja com sabedoria consumada, deu mostras de tal vigor de espírito e de tão insignes virtudes, que se impôs à admiração dos próprios adversários e, pelo brilho das obras, imortalizou a sua memória?

    Situação calamitosa do mundo.

    3. Além disto, e para passar em silêncio muitas outras razões, Nós experimentávamos uma espécie de terror em considerar as condições funestas da humanidade na hora presente. Pode-se ignorar a doença profunda e tão grave que, neste momento muito mais do que no passado, trabalha a sociedade humana, e que, agravando-se dia a dia e corroendo-a até à medula, arrasta-a à sua ruína? Essa doença, Veneráveis Irmãos, vós a conheceis, e é, para com Deus, o abandono e a apostasia; e, sem dúvida, nada há que leve mais seguramente à ruína, consoante essa palavra do profeta: Eis que os que se afastam de vós perecerão (Sl 72,27). A tamanho mal Nós compreendíamos que, em virtude do múnus pontifical a Nós confiado, competia-nos dar remédio; achávamos que a Nós se dirigia esta ordem de Deus: Eis que hoje te estabeleci sobre as nações e os reinos para arrancares e para destruíres, para edificares e para plantares (Jer 1,10); mas, plenamente cônscio da Nossa fraqueza, Nós temíamos assumir uma obra eriçada de tantas dificuldades, e que, no entanto, não admite delongas.

    Restaurar tudo em Cristo.

    Contudo, já que a Deus aprouve elevar a Nossa baixeza até esta plenitude de poder, Nós haurimos coragem n’Aquele que nos conforta; e, pondo mãos a obra, sustentado pela força divina, declaramos que o nosso fito único, no exercício do Sumo Pontificado, é restaurar tudo em Cristo (Ef 1,10) a fim de que Cristo seja tudo e em tudo (Col 3,14).

    4. Haverá, sem dúvida, quem, aplicando às coisas divinas a curta medida das coisas humanas, procure perscrutar os nossos pensamentos íntimos e torcê-los às suas vistas terrenas e aos seus interêsses de partido. Para cortar com essas vãs tentativas, em toda verdade afirmamos que não queremos ser, e que, com o socorro divino, não havemos de ser, no meio das sociedades humanas, outra coisa senão o ministro de Deus que nos revestiu da sua autoridade. Os interêsses D’Ele são os Nossos interêsses; consagrar-lhes as Nossas forças e a Nossa vida, tal é a nossa resolução inabalável. E é por isto que, se Nos pedirem um lema que traduza o próprio fundo de Nossa alma, jamais daremos outro senão este: restaurar todas as coisas em Cristo.

    5. Querendo, pois, empreender e prosseguir esta grande obra, Veneráveis Irmãos, o que redobra o Nosso ardor é a certeza de que Nos sereis nisso valorosos auxiliares. Se duvidássemos disto, pareceríamos ter-vos, bem erradamente aliás, por mal informados ou indiferentes, em face da guerra ímpia que foi suscitada e que em quase toda a parte vai prosseguindo contra Deus. Nos nossos dias, sobejamente verdadeiro é que as nações fremiram e os povos meditaram projetos insensatos (Sl 2,1) contra o seu Criador; e quase comum se tornou este grito dos seus inimigos: Retirai-vos de nós (Job 21,14). Daí, na maioria, uma rejeição completa de todo o respeito de Deus. Daí hábitos de vida, tanto privada como publica, em que nenhuma conta se faz da soberania de Deus. Bem mais, não há esforço nem artifício que se não ponha por obra para abolir inteiramente a lembrança d’Ele, e até a sua noção.

    Audácia dos maus. “o homem usurpou o lugar do criador”

    6. Quem pesa estas coisas tem direito de temer que uma tal perversão dos espíritos seja o começo dos males anunciados para o fim dos tempos, e como que a sua tomada de contacto com a terra, e que verdadeiramente o filho de perdição de que fala o Apóstolo (2 Tess 2,3) já tenha feito o seu advento entre nós, tamanha é a audácia e tamanha a sanha com que por toda parte se lança o ataque à religião, com que se investe contra os dogmas da fé, com que se tende obstinadamente a aniquilar toda a relação do homem com a Divindade! Em compensação, e é este, no dizer do mesmo Apóstolo, o caráter próprio do Anticristo, com uma temeridade sem nome o homem usurpou o lugar do Criador, elevando-se acima de tudo o que traz o nome de Deus. E isso a tal ponto que, impotente para extinguir completamente em si a noção de Deus, ele sacode entretanto o jugo da sua majestade, e dedica a si mesmo o mundo visível à guisa de templo, onde pretende receber as adorações dos seus semelhantes. Senta-se no templo de Deus, onde se mostra como se fosse o próprio Deus (2 Tess 2,2).

    Vitória certa de Deus.

    7. Qual venha a ser o desfecho desse combate travado contra Deus por uns fracos mortais, nenhum espírito sensato pode pô-lo em dúvida. Certamente, ao homem que quer abusar da sua liberdade lícito é violar os direitos e a autoridade suprema do Criador; mas ao Criador fica sempre a vitória. E ainda não é dizer o bastante: a ruína paira mais de perto sobre o homem justamente quando mais audacioso ele se ergue na esperança do triunfo. É o de que o próprio Deus nos adverte nas Sagradas Escrituras. Dizem elas que Ele fecha os olhos sobre os pecados dos homens (Sab 11,24), como que esquecido do seu poder e da sua majestade; mas em breve, após essa aparência de recuo, acordando como um homem cuja força a embriaguez aumentou (Sl 77,65), Ele quebra a cabeça dos seus inimigos (Sl 67,22), afim de que todos saibam que o Rei de toda a terra é Deus (Sl 46,8), e afim de que os povos compreendam que não passam de homens (Sl 9,20).

    Deus exige nossa colaboração.

    8. Tudo isso, Veneráveis Irmãos, com fé certa sustentamos e esperamos. Mas esta confiança não nos dispensa, naquilo que de nós depende, de apressarmos a obra divina, não somente por uma oração perseverante: Levantai-vos, Senhor, e não permitais que o homem se prevaleça da sua força (Sl 9,19), mais ainda, e é o que mais importa, pela palavra e pelas obras, em plena luz, afirmando e reivindicando para Deus a plenitude do seu domínio sobre os homens e sobre toda criatura, de sorte que os seus direitos e o seu poder de mandar sejam reconhecidos por todos com veneração, e praticamente respeitados.

    O partido de Deus.

    9. Cumprir esses deveres não é apenas obedecer às leis da natureza, é trabalhar também para vantagem do gênero humano. De feito, Veneráveis Irmãos, quem poderia deixar de sentir a sua alma presa de temor e de tristeza em vendo a maioria dos homens, enquanto, por outro lado, se exaltam, e com justa razão, os progressos da civilização, vendo-os desencadear-se com tal encarniçamento uns contra os outros, que se diria um combate de todos contra todos? Sem dúvida, o desejo da paz está em todos os corações, e não há ninguém que não a chame por todos os seus anseios. Mas essa paz, insensato de quem a busca fora de Deus; porquanto expulsar a Deus é banir a justiça; e, afastada a justiça, toda a esperança de paz torna-se uma quimera. A paz é obra da justiça (Is 32,17). Pessoas há, e, não o ignoramos, em grande número, as quais, impelidas pelo amor da paz, isto é, da tranqüilidade da ordem, se associam e se agrupam para formarem o que elas chamam de partido da ordem. Ai! Vãs esperanças, trabalho perdido! De partidos de ordem capazes de restabelecer a tranqüilidade no meio da perturbação das coisas, só há um: o partido de Deus. É, pois, este que nos cumpre promover; é a ele que nos cumpre trazer o maior número de adeptos possível, por menos que tenhamos a peito a segurança publica.

    10. Todavia, Veneráveis Irmãos, essa volta das nações ao respeito da majestade e da soberania divina, por mais esforços, aliás, que façamos para realizá-lo, não advirá senão por Jesus Cristo. De feito, o Apóstolo adverte-nos que ninguém pode lançar outro fundamento senão aquele que foi lançado e que é o Cristo Jesus (I Cor 3,11). Só a Ele foi que o Pai santificou e enviou a este mundo (Jo 10, 36), esplendor do Pai e figura da sua substância (Heb 1,3), verdadeiro Deus e verdadeiro homem sem o qual ninguém pode conhecer a Deus como convém, pois ninguém conhece o Pai a não ser o Filho e aquele a quem o Filho quiser revelá-lo (Mt 11,27).

    Reconduzir os homens ao império de Cristo.

    11. Donde se segue que restaurar tudo em Cristo e reconduzir os homens à obediência divina são uma só e mesma coisa. E é por isto que o fito para o qual devem convergir todos os nossos esforços é reconduzir o gênero humano ao império de Cristo. Feito isto, o homem achar-se-á, por isso mesmo, reconduzido a Deus. Mas – queremos dizer – não um Deus inerte e descuidoso das coisas humanas, como nos seus loucos devaneios o forjaram os materialistas, senão um Deus vivo e verdadeiro, em três pessoas na unidade de natureza, autor do mundo, estendendo a todas as coisas a sua infinita Providência, enfim legislador justíssimo que pune os culpados e assegura às virtudes a sua recompensa.

    A via é a Igreja.

    12. Ora, onde está a via que nos dá acesso a Jesus Cristo? Está debaixo dos nossos olhos: é a Igreja. Diz-no-lo com razão São João Crisóstomo: a Igreja é a tua esperança, a Igreja é a tua salvação, a Igreja é o teu refugio (Hom. de capto Eutropio, n. 6).

    13. Foi para isso que Cristo a estabeleceu, depois de adquiri-la ao preço do seu sangue; foi para isso que Ele lhe confiou a sua doutrina e os preceitos da sua lei, prodigalizando-lhe ao mesmo tempo os tesouros da graça divina para a santificação e salvação dos homens.

    14. Vedes, pois, Veneráveis Irmãos, que obra nos é confiada, a Nós e a vós. Trata-se de reconduzir as sociedades humanas, desgarradas longe da sabedoria de Cristo, reconduzi-las à obediência da Igreja; a Igreja, por seu turno, submetê-las-á a Cristo, e Cristo a Deus. E, se pela graça divina Nos for dado realizar esta obra, teremos a alegria de ver a iniqüidade ceder lugar à justiça, e folgaremos de ouvir uma grande voz dizendo do alto dos céus: Agora é a salvação, e a virtude, e o reino de nosso Deus e o poder de seu Cristo (Apoc. 12,10).

    15. Todavia, para que o resultado corresponda aos Nossos votos, mister se faz, por todos os meios e à custa de todos os esforços, desarraigar inteiramente essa detestável e monstruosa iniqüidade própria do tempo em que vivemos e pela qual o homem se substitui a Deus. Restabelecer na sua antiga dignidade as leis santíssimas e os conselhos do Evangelho; proclamar bem alto as verdades ensinadas pela Igreja sobre a santidade do matrimônio, sobre a educação da infância, sobre a posse e o uso dos bens temporais, sobre os deveres dos que administram a coisa pública; restabelecer, enfim, o justo equilíbrio entre as diversas classes da sociedade segundo as leis e as instituições cristãs.

    16. Tais são os princípios que, para obedecer à divina vontade, Nós Nos propomos aplicar durante todo o curso do Nosso Pontificado e com toda a energia de Nossa alma.

    17. O vosso papel, Veneráveis Irmãos, será secundar-Nos pela vossa santidade, pela vossa ciência, pela vossa experiência, e sobretudo pelo vosso zelo da glória de Deus, não visando a nada mais do que a formar em todos Jesus Cristo (Gal 4,19).

    OS MEIOS:

    1) Formar Cristo nos Sacerdotes.

    18. Que meios importa empregar para atingir um fim tão elevado? Parece supérfluo indicá-los, tanto eles se apresentam à mente por si mesmos. Sejam os vossos primeiros cuidados formar Cristo naqueles que, pelo dever da sua vocação, são destinados a formá-lo nos outros. Queremos falar dos sacerdotes, Veneráveis Irmãos. Porquanto todos aqueles que são honrados com o sacerdócio devem saber que tem, entre os povos com que convivem, a mesma missão que Paulo testava haver recebido, quando pronunciava estas ternas palavras: Meus filhinhos, a quem eu gero de novo, até que Cristo se forme em vós (Gal 4). Ora, como poderão eles cumprir um tal dever, se eles próprios não forem primeiramente revestidos de Cristo? e revestidos até poderem dizer com o Apóstolo: Vivo, já não eu, mas Cristo vive em mim (Gal 2,20). Para mim Cristo é a minha vida (Fil 1,21). Por isto, embora todos os fiéis devam aspirar ao estado de homem perfeito, à medida da idade da plenitude de Cristo (Ef 4,3), essa obrigação incumbe principalmente àquele que exerce o ministério sacerdotal. Por isto é ele chamado ‘outro Cristo’; não somente porque participa do poder de Jesus Cristo, mas porque deve imitar-Lhe as obras e, destarte, reproduzir-Lhe a imagem em si mesmo.

    Cuidados dos seminaristas.

    19. Se assim é, Veneráveis Irmãos, quão grande não deve ser a vossa solicitude para formar o clero na santidade! Não há negócio que não deva ceder o passo a este. E a conseqüência é que o melhor e o principal do vosso zelo deve aplicar-se aos vossos Seminários, para introduzir neles uma tal ordem e lhes assegurar um tal governo, que neles se veja florescerem lado a lado a integridade do ensino e a santidade dos costumes. Fazei do Seminário as delícias do vosso coração, e não descureis coisa alguma daquilo que, na sua alta sabedoria, o Concílio de Trento prescreveu para garantir a prosperidade dessa instituição. Quando chegar o tempo de promover às Sagradas Ordens os jovens candidatos, ah! Não vos esqueçais daquilo que São Paulo escrevia a Timóteo: Não imponhas precipitadamente as mãos a ninguém (I Tim. 5,22); bem vos persuadindo de que, as mais das vezes, tais quais forem aqueles que admitirdes ao sacerdócio, tais serão também, depois, os fiéis confiados à solicitude deles. Não olheis, pois, a nenhum interêsse particular, seja de que natureza fôr; mas tende ùnicamente em mira Deus, a Igreja, a felicidade eterna das almas, a fim de, como nos adverte o Apóstolo, evitardes participar dos pecados de outrem (Ibid.).

    Cuidados dos novos Sacerdotes.

    20. Alias, nem por isto escapem às solicitudes do vosso zelo os novos padres que saem do Seminário. Estreitai-os, recomendam-vo-lo do mais profundo de Nossa alma, estreitai-os com freqüência ao vosso coração, que deve arder de um fogo celeste; aquecei-os, inflamai-os, afim de que eles, não mais aspirem senão a Deus e à conquista das almas. Quanto a Nós, Veneráveis Irmãos, velaremos com o maior cuidado por que os membros do clero não se deixem surpreender pelas manobras insidiosas, de uma certa ciência nova que se enfeita com a mascara da verdade e onde se não respira o perfume de Jesus Cristo; ciência mendaz que, com o favor de argumentos falazes e pérfidos, se esforça por abrir caminho aos erros do racionalismo ou do semi-racionalismo, e contra a qual o Apóstolo já advertia ao seu caro Timóteo premunir-se, quando lhe escrevia: Guarda o depósito, evitando as novidades profanas na linguagem, tanto quanto as objeções de uma ciência falsa, cujos partidários com todas as suas promessas faliram na fé (I Tim 6,20ss). Não quer isto dizer que não julguemos dignos de elogios esses padres novos que se consagram a úteis estudos em todos os ramos da ciência, e assim se preparam para defender melhor a verdade e para refutar mais vitoriosamente as calúnias dos inimigos da fé. Não podemos, todavia, dissimulá-lo, e declaramo-lo, mesmo muito abertamente: as Nossas preferências são e serão sempre por aqueles que, sem descurarem as ciências eclesiásticas e profanas, se votam mais particularmente ao bem das almas no exercício dos diversos ministérios que ficam bem ao padre animado de zelo pela honra divina.

    2) Necessidade do Ensino Religioso.

    21. É para o Nosso coração uma grande tristeza e uma contínua dor (Rom. 9,2) verificar que se pode aplicar aos nossos dias esta queixa de Jeremias: As crianças pediram pão, e não havia ninguém para lhes partir esse pão (Jer. 4,4). Efetivamente, não falta no clero quem, cedendo a gostos pessoais, dispenda a sua atividade em coisas de uma utilidade mais aparente do que real; ao passo que menos numerosos são talvez os que, a exemplo de Cristo, tomem para si mesmos as palavras do Profeta: O Espírito do Senhor deu-me a unção, enviou-me a evangelizar os pobres, a curar os que têm o coração partido, a anunciar os cativos a libertação, e a luz aos cegos (Lc 4,18-19). E, no entanto, visto que o homem tem por guia a razão e a liberdade, a ninguém escapa que o principal meio de restituir a Deus o seu império sobre as almas é o ensino religioso. Quantos que são hostis a Jesus Cristo, que horrorizam a Igreja e o Evangelho, bem mais por ignorância do que por malícia, e dos quais se poderia dizer: Blasfemam tudo o que ignoram (Jud. 10)! Estado de alma que verificamos não sòmente no povo e no seio das classes mais humildes, as quais a sua própria condição torna mais acessíveis ao erro, mas até nas classes elevadas, e naqueles mesmos que possuem, aliás, uma instrução pouco comum. Daí, em muitos, o deperecimento da fé; pois não se deve admitir que sejam os progressos da ciência que a sufoquem; é, muito antes, a ignorância; de tal sorte que, onde quer que a ignorância é maior, aí também a incredulidade faz maiores devastações. Foi por isto que Cristo deu aos apóstolos este preceito: Ide e ensinai todas as nações (Mt 28,19).

    3) A Caridade Cristã.

    22. Mas, para que esse zelo em ensinar produza os frutos que dele se esperam e sirva para formar Cristo em todos, nada mais eficaz do que a caridade; gravemos isto fortemente na nossa memória, ó Veneráveis Irmãos, pois o Senhor não está na comoção (III Rs 19,11). Debalde esperaríamos atrair as almas a Deus por um zelo impregnado de azedume; exprobrar duramente os erros, e repreender os vícios com aspereza, muitíssimas vezes causa mais dano do que proveito. Verdade é que o Apóstolo, exortando Timóteo, lhe dizia: Acusa, suplica, repreende, mas acrescentava: com toda paciência (II Tim 4,2). Nada mais conforme aos exemplos que Jesus Cristo nos deixou. É Ele quem nos dirige este convite: Vinde a mim vós todos que sofreis e que gemeis sob o fardo, e eu vos aliviarei (Mt 11,28). E, no seu pensamento, esses enfermos e esses oprimidos outros não eram senão os escravos do erro e do pecado. De feito, que mansidão nesse divino Mestre! Que ternura, que compaixão para com todos os infelizes! O seu divino Coração é-nos admiràvelmente pintado por Isaías nestes termos: Pousarei sobre ele o meu espírito; ele não contestará nem elevará a voz: jamais acabará de quebrar o caniço meio partido, nem extinguirá a mecha que ainda fumega (Is 42,1ss). Essa caridade paciente e benigna (I Cor 13,4) deverá ir ao encontro daqueles mesmos que são nossos adversários e nossos perseguidores. Eles nos maldizem, assim o proclamava São Paulo, e nós bendizemos; perseguem-nos, e nós suportamos; blasfemam-nos, e nós oramos (I Cor. 4,12,ss). Talvez que, afinal de contas, eles se mostrem piores do que são realmente. O contacto com os outros, os preconceitos, a influência das doutrinas e dos exemplos, enfim o respeito humano, conselheiro funesto, inscreveram-nos no partido da impiedade; mas, no fundo, a vontade deles não é tão depravada como eles se comprazem em fazer crer. Porque então não haveríamos de esperar que a chama da caridade dissipe enfim as trevas da alma deles, e faça reinar nelas, com a luz, a paz de Deus? Mais de uma vez o fruto do nosso trabalho talvez se faça esperar; mas a caridade não se cansa, persuadida de que Deus mede a suas recompensas não pelos resultados, mas pela boa vontade.

    Todos os fiéis devem colaborar.

    23. Entretanto, Veneráveis Irmãos, absolutamente não é Nosso pensamento que, nessa obra tão árdua da renovação dos povos por Cristo, vós e o vosso clero fiqueis sem auxiliares. Sabemos que Deus recomendou a cada um o cuidado do seu próximo (Ecli 17,12). Não são, pois, sòmente os homens revestidos do sacerdócio, mas sim todos os fiéis sem exceção, que devem dedicar-se aos interêsses de Deus e das almas: certamente, não cada um ao sabor das suas vistas e das suas tendências, mas sempre sob a direção e segundo a vontade dos Bispos, pois o direito de mandar, de ensinar, de dirigir não pertence a ninguém mais na Igreja senão a vós, estabelecidos pelo Espírito Santo para regerdes a Igreja de Deus (At 20,28).

    a) Nas associações.

    24. Associar-se entre católicos com intuitos diversos, mas sempre para o bem da religião, é coisa que, de há longo tempo, tem merecido a aprovação e as bênçãos dos Nossos predecessores. Nós também não hesitamos em louvar tão pela obra, e vivamente desejamos que ela se difunda e floresça por toda parte, nas cidades como nos campos. Mas, ao mesmo tempo, entendemos que essas associações tenham por primeiro e principal objeto fazer que os que nelas se alistam cumpram fielmente os deveres da vida cristã. Pouco importa, em verdade, agitar sutilmente múltiplas questões e dissertar com eloqüência sobre direitos e deveres, se tudo isso não redunda na ação. A ação, eis o que reclamam os tempos presentes; mas uma ação que se aplique sem reserva à observância integral e escrupulosa das leis divinas e das prescrições da Igreja, à profissão aberta e ousada da religião, ao exercício da caridade sob todas as suas formas, sem preocupação alguma de si mesmo nem das suas vantagens terrenas. Esplêndidos exemplos deste gênero dados por tantos soldados de Cristo mais depressa abalarão e arrastarão as almas, do que a multiplicidade das palavras e do que a sutileza das discussões; e ver-se-ão, sem dúvida, multidões de homens, calcando aos pés o respeito humano, desprendendo-se de todo preconceito e de toda hesitação, aderir a Cristo e promover, por seu turno, o conhecimento e o amor de Cristo, penhor da verdadeira e sólida felicidade.

    b) Pelo fervor da vida cristã.

    25. Certamente, no dia em que, em cada cidade, em cada aldeia, a lei do Senhor for cuidadosamente guardada, as coisas santas forem cercadas de respeito, os sacramentos freqüentados, em suma, tudo o que constitui a vida cristã for reposto em honra, nada mais faltará, Veneráveis Irmãos, para que Nós contemplemos a restauração de todas as coisas em Cristo. E não se creia que tudo isso se refere somente à aquisição dos bens eternos; os interêsses temporais e a prosperidade pública também se ressentirão mui felizmente disso. Porquanto, uma vez obtidos esses resultados, os nobres e os ricos saberão ser justos e caridosos para com os pequenos, e estes suportarão na paz e na paciência as privações da sua pouca afortunada condição; os cidadãos obedecerão não mais ao arbítrio, porém às leis; todos considerarão como um dever o respeito e o amor para com os que governam, e cujo poder só vem de Deus (Rom 13,1).

    A Igreja deve ser livre

    26. Há mais. Assim sendo, a todos será manifesto que a Igreja, tal como foi instituída por Jesus Cristo, deve gozar de plena e inteira liberdade, e não ser submetida a nenhuma dominação humana; e que Nós mesmos, reivindicando essa liberdade, não somente salvaguardamos os direitos sagrados da religião, mas provemos também ao bem comum e à segurança dos povos: a piedade é útil a tudo (I Tim 4,8), e, onde quer que ela reine, o povo está verdadeiramente assente na plenitude da paz (Is 32,18).

    Conclusão

    27. Que Deus, rico em misericórdia (Ef 2,4), apresse, na sua bondade, essa renovação do gênero humano em Jesus Cristo, visto não ser isso obra nem daquele que quer, nem daquele que corre, mas do Deus das misericórdias (Rom 9,16). E nós todos, Veneráveis Irmãos, peçamos-lhe esta graça em espírito de humildade (Dan 3,39), por uma oração instante e contínua, apoiada nos méritos de Jesus Cristo. Recorramos também à intercessão poderosíssima da divina Mãe. E, para mais largamente obtê-la, tomando ensejo deste dia em que vos dirigimos estas Letras, e que foi instituído para solenizar O santo Rosário, confirmamos todas as ordenações pelas quais o Nosso predecessor consagrou o mês de outubro à augusta Virgem, e prescreveu em todas as igrejas a recitação pública do Rosário. Exortamos-vos, além disso, a tomardes também por intercessores o puríssimo Esposo de Maria, padroeiro da Igreja Católica, e os príncipes dos apóstolos, São Pedro e São Paulo.

    28. Para que todas estas coisas se realizem segundo os Nossos desejos, e para que todos os vossos trabalhos sejam coroados de êxito, Nós imploramos sobre vós, em grande abundância, os dons da graça divina. E, como testemunho da terna caridade em que voz abraçamos, a vós e a todos os fiéis pela Divina Providência confiados aos vossos cuidados, Nós vos concedemos em Deus, com abundância de coração, Veneráveis Irmãos, bem como ao vosso clero e ao vosso povo, a Benção Apostólica.

    Dado em Roma, junto de São Pedro, a 4 de outubro do ano de 1903, primeiro do Nosso Pontificado.

    PIO X, PAPA.

  5. Simone Teixeira

    Pe. Joãozinho,

    Estou rezando por vocês. Gostaria de lhe pedir mais uma vez que me enviasse a tradução da letra do Hino que você e Pe. Zezinho fizeram para o Capítulo Geral da Congregação. Por favor, mande-me por e-mail.
    Obrigada,

    Simone.

  6. Oi Padre Joãozinho como vai? “Esta noite de Madrugada assisti a um filme no Globo chamado ” Batismo de Sangue” fala sobre a atuação de freis Dominicanos contra a Ditadura Militar no final dos anos 60, um deles era frei Betto, o que achei independente de ideologias a parte (aqui não entro no mérito da questão) é que após serem presos e muito, mas muito torturados nos porões eles tomaram a iniciativa de realizar uma Missa com o que eles tinham na mão, pegaram uma mesinha, um pano branco, um pouco de suco e algumas bolachas redondas tipo Maria para sua celebração.
    O que me tocou é que em tamanha precariedade eles a realizaram, a grande maioria dos presos que estavam com eles eram Comunistas (ou seja, não acreditam em Deus), mas todos respeitaram e até participaram citando para quem eles ofereciam as suas intenções (muitos as colocavam para suas famílias e companheiros presos) e o que mais me tocou também foi na hora deles distribuírem a “Hóstia” um pedaço de biscoito Maria, entregando para cada um falando” O Corpo de Cristo” ali naquela hora a Eucaristia extrapolou a materialidade… Jesus se fazia presente naquela celebração… ele estava realmente no meio deles … Únicos momentos onde eles encontram a paz e igualdade entre todos… “O que também me impressionou é que os freis Dominicanos tentaram entregar para os soldados a” Hóstia “… entregar para os homens que os tinham torturado… eles recusaram… Realmente não dava para participar, o espírito deles não conseguia…
    Fiquei decepcionada com a Igreja ( para falar a verdade com algumas atitudes de pessoas de dentro da Igreja ,depois fui verificar se o que colocaram no filme aconteceu realmente ) é que um dos freis chamado Tito com as torturas ficou com problemas psiquiátricos, trocado junto com outros demais presos por um embaixador seqüestrado suíço, foi para o Chile e posteriormente para Roma onde foi tratado muito mal, não teve a Caridade que precisava, com isso foi para França em um Mosteiro dos Dominicanos que o acolheram, com os problemas psiquiátricos perdeu a fé na “Verdade”, pois não tinha tido a” Caridade “que precisava ( tinha saudades do Brasil e também tinha ficado decepcionado com a Igreja , se sentia culpado), abaixo segue uma das ultimas coisas que ele escreveu antes de se matar enforcado em uma árvore (alguns dizem que ele foi executado por mandantes brasileiros) não é o que se mostra no filme, mas demonstra a perda total de Jesus porque não teve as duas faces da moeda, perdeu “O Caminho, a Verdade e a Vida “…

    «São noites de silêncio Vozes que clamam num espaço infinito
    Um silêncio do homem (Caridade) e um silêncio de Deus. (Verdade)»
    Frei Tito

  7. Batismo De Sangue: Terrorismo Em Alta No Brasil

    Por Félix Maier

    Estréia dia 20 de abril nos cinemas brasileiros o filme Batismo de Sangue, de Helvécio Ratton, vencedor dos prêmios de melhor filme e fotografia no Festival de Cinema de Brasília. O filme é baseado na obra homônima de Frei Betto, o “Vítor” ou “Ronaldo” do bando de Marighela. O enfoque do filme é o drama de Frei Tito, que teria sido torturado durante o governo dos militares e que foi banido do Brasil, em troca da vida do embaixador suíço seqüestrado, vindo a cometer suicídio na França.

    Outra vez, o Brasil inteiro será bombardeado por mais uma mentira, ou seja, de que aquele grupo de angélicos frades dominicanos de São Paulo combateu a ditadura militar, quando na verdade eles queriam implantar aqui uma muito pior, copiada de Cuba.

    Muitos frades dominicanos eram seguidores da “Teologia da Libertação”, doutrina induzida pelas pregações ocorridas durante a II Assembléia-Geral do Conselho Episcopal Latino-Americano (CELAM), realizado no período de 26 de agosto a 6 de setembro de 1968, na cidade de Medelín, Colômbia, no vácuo das resoluções do Concílio Vaticano II.

    Os 16 Documentos elaborados em Medelín saíram carregados de influência marxista. Sacerdotes e freiras portavam-se de forma irreverente em celebrações litúrgicas e em passeatas, pregando a violência como instrumento para alcançar a justiça social. Alinharam-se à corrente da “Teologia da Libertação”, principalmente, Dom Paulo Evaristo Arns, Dom Hélder Câmara e Dom Pedro Casaldáliga, além de frades dominicanos, como Frei Beto, o então padre franciscano Leonardo Boff e padres estrangeiros, muitos dos quais foram expulsos do país por pregarem a violência. O padre Joseph Comblin, do Instituto Teológico do Recife, difundiu um documento que ocasionou indignação geral, pois, segundo alguns bispos – não “vermelhos”, obviamente -, “pregava a instalação de um verdadeiro soviete eclesiástico”. O padre “operário” Pierre Joseph Wanthier, preso quando atuava como ativista numa fábrica em São Paulo (Brasieixos), foi expulso do país. Em recife, os padres norte-americanos Peter Grans e Dario Rupiper foram detidos por violentas críticas ao Governo e incitação da população à revolta, e regressaram a seu país depois de gestões do Cônsul dos EUA.

    Atualmente, os documentos formulados pela CNBB, dominada nas últimas décadas pelo clero “progressista”, estão em total desarmonia com os ensinamentos do Papa, chegando a existir um cisma, se não oficial, efetivo na prática (Leia O Papa e a CNBB, de José Nivaldo Cordeiro, 27/12/2001, em http://www.olavodecarvalho.org/convidados/0112.htm). Uma prova dessa cisão na Igreja pôde ser vista por ocasião da morte de D. Hélder Câmara: para lembrar o 7º dia da morte de D. Hélder, os “progressistas” e os “conservadores” foram a igrejas diferentes. A missa “oficial”, presidida por D. Eugênio Sales, realizou-se na Igreja da Sé, em Olinda; a missa dos “progressistas”, ditos seguidores de D. Hélder, realizou-se na Igreja das Fronteiras, no Recife, onde havia ocorrido o velório.

    O “progressista” D. Paulo Evaristo Arns, a cada dia de Finados, reza missa no Cemitério de Perus, São Paulo, local onde teriam sido localizadas ossadas de terroristas mortos pelas Forças de Segurança – outra mentira das esquerdas, pois se trata de indigentes enterrados sem identificação. Missa para o tenente Alberto Mendes Júnior, morto a coronhadas por Carlos Lamarca, ou um Pai-nosso pela alma do soldado Mário Kozel Filho, que foi explodido pelo grupo terrorista de Lamarca, nem pensar.

    Mas, vejamos a verdadeira história dos frades dominicanos que se bandearam para o grupo terrorista de Marighela.

    No início de 1968, houve várias reuniões no Convento dos Dominicanos do Bairro das Perdizes, em São Paulo, liderado por Frei Osvaldo Augusto de Rezende Júnior, congregando frades para tomada de posição política, que culminaria com a adesão do grupo ao Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) – que teve, ainda naquele ano, mudado seu nome para Ação Libertadora Nacional (ALN), organização terrorista presidida por Carlos Marighella.

    Participaram das reuniões Frei Carlos Alberto Libânio Christo (Frei Beto), Frei Fernando de Brito (Frei Timóteo Martins), Frei João Antônio Caldas Valença (Frei Maurício), Frei Tito de Alencar Ramos, Frei Luiz Ratton, Frei Magno José Vilela e Frei Francisco Pereira Araújo (Frei Chico). Frei Osvaldo, apresentando Marighela a Frei Beto, conseguiu a adesão ao AC/SP de todos os dominicanos que participaram das reuniões. Frei Beto também entrou em contato com a VPR por intermédio de Dulce de Souza Maia, nos meios teatrais, onde Frei Beto atuava como repórter da Folha da Tarde.

    A primeira tarefa que os dominicanos receberam de Marighela foi fazer um levantamento de áreas ao longo da Rodovia Belém-Brasília, para implantação de uma guerrilha rural. A área de Conceição do Araguaia, onde a ordem dominicana possuía um convento, foi assinalada no mapa como área prioritária, pois teria importante apoio logístico. O levantamento sócio-econômico da região foi feito com base no Guia Quatro Rodas, da Editora Abril. Esse trabalho passou a ser compartimentado, para aumentar a segurança, e os frades passaram a utilizar codinomes: Frei Ivo, o Pedro; Frei Osvaldo, o Sérgio ou Gaspar I, nos contatos que este tinha com Marighela; Frei Magno, o Leonardo ou Gaspar, era quem mantinha contato com Joaquim Câmara Ferreira. Frei Beto, o “Vítor” ou “Ronaldo”, ficou encarregado do sistema de imprensa e também dos contatos com Joaquim Câmara Ferreira, que coordenava as atividades do Agrupamento em São Paulo (o AC/SP se infiltrou na Editora Abril e no jornal Folha da Tarde, do Grupo Folha).

    Na Folha da Tarde, Frei Beto recrutou os jornalistas Jorge Miranda Jordão (Diretor), Luiz Roberto Clauset, Rose Nogueira e Carlos Guilherme de Mendonça Penafiel. Clauset e Penafiel cuidavam da preparação de “documentos”, e Rose, do encaminhamento de pessoas para o exterior. Na Editora Abril, a base de apoio era de aproximadamente 20 pessoas, comandadas pelo jornalista Roger Karman, e composta por Karman, Raymond Cohen, Yara Forte, Paulo Viana, George Duque Estrada, Milton Severiano, Sérgio Capozzi e outros, que elaboraram um arquivo secreto sobre as organizações armadas (servia também como fonte de informações para organizações subversivas).

    O AC/SP tinha assistência jurídica, composta de três advogados: Nina Carvalho, Modesto Souza Barros Carvalhosa e Raimundo Paschoal Barbosa. Quando procurado pela polícia, em São Paulo, Frei Beto, que havia ingressado no convento dos dominicanos, em São Paulo, em 1966, foi acobertado pelo Provincial da Ordem, Frei Domingos Maia Leite, e transferido para o seminário dominicano Christo Rei, em São Leopoldo, RS. Posteriormente, Frei Beto foi preso naquele Estado, onde atuava junto com a ALN para a fuga de terroristas ao Uruguai.

    Ação Libertadora Nacional

    A Ação Libertadora Nacional (ALN) era um grupo terrorista, cujos fundos eram obtidos por assaltos e dinheiro recebido de Cuba. Somente a partir de 1969 o Agrupamento Comunista de São Paulo (AC/SP) passaria a utilizar a denominação Ação Libertadora Nacional (ALN). O AC/SP havia sido criado em 1967 por Carlos Marighela, após este ser expulso do PCB, depois da Conferência da OLAS, em Cuba. Sua obra Minimanual do Guerrilheiro Urbano foi traduzida para vários idiomas e foi o “livro de cabeceira” dos grupos terroristas Brigadas Vermelhas, da Itália, e Baader-Meinhoff, da Alemanha (“… os ‘tiras’ e policiais militares que têm sido mortos em choques sangrentos com os guerrilheiros urbanos, tudo isto atesta que estamos em plena guerra revolucionária e que a guerra só pode ser feita através de meios violentos” – trecho do Minimanual).

    A ficha policial da ALN é extensa. No dia 10 de agosto de 1968, a ALN assaltou o trem-pagador Santos-Jundiaí, levando NCr$ 108 milhões, ação que consolidou a entrada da ALN na luta armada. Nesse assalto, participou o Secretário-Geral do Governo Fernando Henrique Cardoso (depois Ministro da Justiça), Aloysio Nunes Ferreira Filho, que fugiu em seguida para Paris com sua esposa Vera Trude de Souza, com documentos falsos. Junto com o grupo terrorista MR-8, de Fernando Gabeira e Franklin Martins (atual ministro da Comunicação Social), a ALN seqüestra o embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, no Rio de Janeiro, em 4 de setembro de 1969, por cujo resgate foram libertados 15 terroristas (entre os quais estavam Vladimir Palmeira e José Dirceu).

    Após o seqüestro do embaixador americano, as prisões de terroristas tiveram seqüência rápida: no dia 1º de outubro de 1969 foi preso em São Sebastião, SP, o coordenador do setor de apoio, Paulo de Tarso; no dia 2 de novembro foram presos no Rio de Janeiro os Freis Fernando e Ivo; no dia 3 de novembro, já em São Paulo, Frei Fernando “abriu” o restante da rede de apoio, sendo presos os Freis Tito e Jorge, um ex-repórter da Folha da Tarde, responsável pelas fotos dos documentos falsos, e um casal de ex-diretores do mesmo Jornal. Frei Fernando foi quem levou ao “ponto” com Marighela, no dia 4 de novembro, após revelar duas senhas, pois era o responsável pela coordenação das atividades dos dominicanos com Marighela, desde a saída de Frei Osvaldo de São Paulo, em junho daquele ano. Combinado o encontro com Frei Fernando, Marighela resistiu à ordem de prisão quando entrava no carro de Frei Fernando, sacando um revólver, quando foi morto pelos policiais.

    A morte de Marighela repercutiu no Brasil e no exterior. Em seu lugar, assumiu o comando Joaquim Câmara Ferreira, o “Toledo”, que viajou a Cuba com Zilda Xavier para receber instruções de Fidel Castro, país em que um dos fundadores da ALN, Agonalto Pacheco, estava em choque com as autoridades locais, especialmente o comandante Manuel Piñero, acusado de desvirtuar as iniciativas do AC/SP. Câmara Ferreira foi preso no dia 23 de outubro de 1970, em São Paulo. Cardíaco, sofreu enfarte na viatura policial, vindo a falecer. Carlos Eugênio Paz, em seu livro Viagem à Luta Armada (Editora Civilização Brasileira, 1996), fantasia a história, dizendo que “Toledo” foi torturado até a morte pelo delegado Fleury. Essa versão é negada por Luís Mir (A Revolução Impossível, pg. 560). Em um bolso de “Toledo” foi encontrada uma carta de Frei Osvaldo Rezende, onde constavam contatos internacionais, projetos políticos e ligações com os Governos cubano e argelino. O Governo brasileiro denunciou à ONU a ingerência em seus assuntos de países que não respeitavam o direito internacional – o que não teve nenhuma conseqüência prática.

    Em 7 de setembro de 1970, João Alberto Rodrigues Capiberibe (mais tarde Governador do Amapá), “militante” da ALN, foi preso junto com sua mulher Janete e sua cunhada Eliane. Em 23 de março de 1971, a ALN fez o “justiçamento” (eufemismo comunista para “assassinato”) de um “quadro”, Márcio Leite de Toledo. Carlos Eugênio Paz, em seu livro “Viagem à Luta Armada”, afirma que foi co-autor desse “justiçamento”.

    Junto com o Movimento Revolucionário Tiradentes (MRT), a ALN assassina o industrial Henning Albert Boilesen, diretor do Grupo Ultra, no dia 16 de abril de 1971 (Sebastião Camargo, da empresa Camargo Correia, era também alvo para seqüestro e “justiçamento”, mas prevaleceu a escolha de Boilesen, porque era considerado “espião da CIA” e patrocinador da OBAN). Terroristas da VAR-Palmares, da ALN e do PCBR assassinam o marujo da flotilha inglesa que visita o Rio de Janeiro, David A. Cuthbert, de 19 anos, no dia 08 de janeiro de 1972. Nos panfletos, os terroristas afirmaram que a ação era em solidariedade à luta do IRA contra os ingleses.

    Em 1971, a ALN divide-se em duas facções: o Movimento de Libertação Nacional (Molipo), fundado pelo chefe do serviço secreto cubano, Manuel Piñero, o “Barbarosa”, e a Tendência Leninista (TL). Piñero foi quem entregou uma célebre carta de Fidel Castro a Salvador Allende, para que este desencadeasse imediatamente a revolução comunista no Chile (Cfr. A Pedra de Roseta do Caribe, http://www.usinadeletras.com.br/exibelotexto.phtml?cod=835&cat=Ensaios). José Dirceu, Chefe da Casa Civil da Presidência durante parte do primeiro governo Lula, era um dos integrantes do Molipo, assim como meu tio materno, Arno Preis, que morreu em 1972 depois de assassinar o soldado da PM/GO, Luzimar Machado de Oliveira.

    Em 1972, a ALN/SP assassina o gerente da firma F. Monteiro S/A, Valter Cesar Galatti, ferindo ainda o subgerente Maurílio Ramalho e o despachante Rosalino Fernandes. Ainda em 1972, terroristas da ALN/GB, do MOLIPO e da ALN/SP assassinam o investigador Mário Domingos Pazariello e o cabo da PM/SP, Sylas Bispo Feche. No mesmo ano, a ALN/GB assassina Íris do Amaral.

    No dia 21 de fevereiro de 1973, a ALN formou um grupo de execução, integrado por 3 terroristas, que assassinaram o proprietário do Restaurante Varela, o português Manoel Henrique de Oliveira, acusado de ter denunciado à polícia, no dia 14 de junho de 1972, a presença de 4 terroristas que almoçavam em seu Restaurante, 3 dos quais morreram logo após (na verdade, os terroristas mortos estavam sendo seguidos pelo DOI-CODI). No dia 25 de fevereiro de 1973, terroristas da ALN, da VAR-Palmares (de Dilma Rousseff, atual Chefe da Casa Civil) e do PCBR assassinaram em Copacabana o delegado Octávio Gonçalves Moreira Júnior. Pelo extenso “currículo” de Marighela, seus familiares receberam mais de 100 mil dólares de indenização, outorgada pela famigerada Comissão dos desaparecidos políticos, criada no primeiro Governo FHC, que já despendeu mais de R$ 4 bilhões a terroristas, “militantes” e familiares de. Além de Marighela, outro terrorista de destaque foi Carlos Eugênio Sarmento da Paz, que confessou ter praticado em torno de 10 assassinatos. Jessie Jane Vieira de Souza, outra “militante” da ALN, que participou do seqüestro de um avião, foi designada diretora do Arquivo Público do Rio de Janeiro pelo então governador Anthony Garotinho.

    Com o auxílio do Movimento Comunista Internacional (MCI) e de padres dominicanos, como Frei Beto, a ALN tinha um sistema de propaganda no exterior, a Frente Brasileira de Informações (FBI), cuja função principal era denegrir o governo dos militares (Cfr. FBI: um onagro franco-argelino-brasileiro, de minha autoria, em http://www.midiasemmascara.com.br/artigo.php?sid=2997).

    Bibliografia consultada:

    AUGUSTO, Agnaldo Del Nero. A Grande Mentira. Biblioteca do Exército Editora. Rio de Janeiro, 2001.

    SOUZA, Aluísio Madruga de Moura e. Guerrilha do Araguaia – Revanchismo. Abc BSB Gráfica e Editora Ltda., Brasília, 2002.

    USTRA, Carlos Alberto Brilhante. A Verdade Sufocada – A história que a esquerda não quer que o Brasil conheça. Editora Ser, Brasília, 2005 (2ª. Edição).

  8. Joel Xavier

    Padre Joãozinho, saiu a resposta do Professor Fedeli ao seu desafio:

    http://www.montfort.org.br/index.php?secao=cadernos&subsecao=apologetica&artigo=duelo-subsistit&lang=bra

  9. Felipe Galvão

    Olá Padre Joãozinho

    Assisti ao Programa da Luciana Gimenes e o convidado era um padre chamado Jader, e ele estava procurando uma pessoa para se casar, fiquei curioso sobre o assunto e fui pesquisar sobre na internet porque até aonde sei os padres adeptos ao celibato, mas na internet não achei nenhuma fonte confiável sobre o assunto, então gostaria de saber se você poderia esclarecer esse assunto para mim. Ou me indicar algum site confiável.

    A sua benção

    Felipe

  10. Gederson

    Em momento algum escrevi a respeito de ” Ideologias” mas apenas sobre a fé… apenas isso…é so verificar o contexto do que escrevi… mas vai uma dica como futura Historiadora o que mais aprendo na faculdade é que devemos ver todo contexto historico , tudo o que levou para acontecer aquele fato historico( A Igreja comenteu coisas horrentas e gravissimas durante a Historia mas sempre consegui enxergar e separar o joio do trigo) quando não só enxergamos um ponto de vista , mas ” o todo” eu tenho certeza aprimoraremos a nossa “caridade” com a “verdade”.
    Fique em paz…

  11. Sergio Souza

    Acho que o pessoal da seita montfort não sabe ler. O post do blog nos fala sobre a Assembléia de Varginha.

    Mas enfim, será que siu o nome do Bispo que acolhe a montfort, dessa forma mostrando a comunhão da Montfort com a Igreja Católica, coisa que ela não tem, e insiste em não ter?

  12. Sergio Souza

    Felipe,

    Esse padre não pertence a Igreja Católica Apostólica Romana, é deuma tal Igreja Renovada. Assim como a Igreja Católica Apostólica Brasileira e Associações Pseudocatólicas “em defesa da fé católica”, não devem ser levadas a sério por nenhum católico.

  13. Wilson Chaves

    Tt 1 – “10. Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, …
    11. É necessário tapar-lhes a boca, porque transtornam famílias inteiras, ensinando o que não convém, …” Bíblia Ave Maria. Certa vez perguntei à um notório político daqui do RJ sobre sua afiliação ao PT (obviamente após ler o estatuto do partido e alguns comentários do Pe. Luiz Carlos Lodi – Pró-vida Anápolis)… a resposta me lembrou o comentário que li acima “… algum Bispo que acolhe a…” … Desde então, procuro focar apenas a Verdade; “doa a quem doer”. Em sua Encíclica Caritas in veritatis, nosso Papa Bento XVI diz “Só na verdade é que a caridade refulge e pode ser autenticamente vivida. A verdade é luz que dá sentido e valor à caridade” – Nº 3. Finalizo convidando aos que, igual a mim, têm ao menos a curiosidade de buscar a VERDADE, que leiam sim este artigo “resposta” que, antes das pedradas contumazes dos insubmissos, é um gesto de obediência às questões do Reverendíssimo Pe. Joãozinho. Pax et Bonum.

  14. Boa noite, pe. João Carlos
    Apreciei muito esse trecho “…mobilizarmos concretamente com o coração a fim de alcançarmos metas plenamente humanas…”
    Isso para mim é o significado do evangelho,através do meu livre querer,aproximei-me de Deus, não por obrigação, mas por necessidade, pensamento e sentimentos transformados pelas leis divinas,coloco-as em prática.
    O modo como nos posicionamos perante o mundo em que vivemos faz parte da vida cristã.O autoconhecimento proporcionado por Deus faz com que reconheça o que me limita e as virtudes que possuo.Entramos na luta pelo equilíbrio. Converter-se não é apenas seguir regras.É arrepender-me do mal que pratiquei,mas também converter-me para o bem que deixei de realizar.
    Cristianismo envolve aprimoramento do ser humano como pessoa.
    Afinal, a meta de todo cristão é a santidade, aperfeiçoamento de tudo que me destrói,fragiliza-me,afasta-me do ser humano que Deus planejou que eu fosse e realizasse a missão a fui designado.
    O “…TUDO NOS É PERMITIDO, MAS NEM TUDO ME CONVÉM…” passa a ser consequência natural.
    Logicamente, minha mudança atingirá o próximo.
    E assim através de minhas atitudes,coração, mentalidade transformados por Deus através dos sacramentos,de sua Palavra iremos amenizar a desigualdade que delega aos menos favorecidos um destino cruel e desumano.Fé com obras.E se cumpre o versículo bíblico “Quanto mais doo,mais recebo…” Não em matéria, mas crescimento espiritual e humano.
    Assim, pode-se alcançar a realização de uma autêntica fraternidade.
    Como sempre afirmo, o céu é a nossa casa, mas devemos e temos a obrigação de lutarmos por melhores condições de vida para mim e para o próximo. Conformar-se com a situação, pois a nossa recompensa é o céu é discurso medieval próprio do cristão que não quer assumir os ensinamentos de Deus na plenitude; querem louvar, rezar, mas ajudar o próximo,aprimorar-se,nada.
    Alguns comentários feitos sobre os erros da igreja no passado, que muitos tentam não enxergar,lembrou-me aescrita de um brilhante escritor sul-africano ” Quando se inventam assim maldades sobre um povo é para abençoar as maldades que se vão praticar contra ele” ou “Meu marido foi morto por um português, quem o matou, benzeu-se e ajoelhou-se perante a Virgem”.
    Uma santa semana.

  15. Sergio Souza

    Pedradas dos INSUBMISSOS? Por acaso os montfortainos esão se apedrejando. Mais insubmissos que os tradicionalistas… Parece que a casa caiu!

    Costumazes pedradas? Sugiro aos fedelinos dá uma lida nos termos que seu “deus” utiliza em relação aos LEGÍTIMOS SACERDOTES DA IGREJA, e vejam quem é que dá pedradas em quem.

    Busca da verdade? A verdade fedelista? Desde de quando essa é a verdade?

    Sugiro sim… Aos que buscam, como eu a VERDADEIRA VERDADE, inicialmente buscar o Espírito Santo, para que nos dê um coração manso e humilde, semelhante ao de Jesus, a fim de que aceitemos fielmente e obedientemente as VERDADES ensinadas pela SANTO MAGISTÉRIO DA IGREJA.

    Enfim, oremos pela Assembléia de Varginha!

  16. Sergio Souza

    Querido padre Joãozinho que o Espírito Santo ilumine a mente e o coração de vocês para que vocês colham de Deus a vontade Dele para esse próximo triênio!

    Louvado seja o Nosso Senhor Jesus Cristo!

  17. Wilson Chaves

    L6, 45. O homem bom tira coisas boas do bom tesouro do seu coração, e o homem mau tira coisas más do seu mau tesouro, porque a boca fala daquilo de que o coração está cheio.

    Se ofendi alguém em alguma coisa me mostre para que eu peça desculpa, senão, por que as rotulações? Não que eu tenha me sentido ofendido, ao contrário, fiquei admirado! Afinal, como disse, foi um comentário (até dispensável, eu diria) sobre uma lembrança que veio a mente… como se o ser prestigiado fosse garantia de credibilidade… Concordo que ser ciceroneado por Bispos não é algo de se desprezar, contudo veja que, além da Montfort, li também o Pe. Lodi, Papa Bento XVI e a BÍBLIA!! É impressão minha ou há alguma animosidade nisso?

    A passagem acima é para lembrar que existem “espíritos” e Espírito. Lembra que o Espírito vem em “auxílio”? veja o que disse o ministro da Rainha da Etiópia a S.Filipe. Quantos impulsos do Espírito vê? Só o de S.Filipe?

    Não me ofendi, repito, com os rótulos… afinal de contas, fui alertado em Mt 10,17-28. Pax et Bonum, amados irmãos.

  18. Sergio Souza

    Minha avó sempre dizia: Para um bom entendedor meia palavra basta.

    Inteligentemente é possível perceber que COMUNHÃO COM OS BISPOS é TOTALMENTE DIFERENTE de que uma mera “ser ciceroneado por Bispos, como foi insinuado nesse espaço”.

    A questão é ESTAR EM COMUNHÃO COM OS BISPOS E O PAPA. E infelizmente e veradeiramente, a montfor não está, por opção de rebeldiade seu líder máximo.

    Sugiro que se procure no dicionário o significado da Palavra COMUNHÃO.

    Enfim, que se procurem ter humildade, renunciem o espírito luterano impregnado em suas almas, e entrem em comunhão com a Igreja, MESTRA DA VERDADE.

    Assim como filho pródigo reconheceu seu erro e voltou a casa do Pai, onde encontrou misericórdia, que os seguidores de fedeli façam o mesmo caminho do arrependimento. Serão muito bem vindos a VERDADEIRA IGREJA DO SENHOR.

    Estamos orando por vocês

  19. Prezada Marilene,

    Santo Agostinho, dizia que “a fé sem razão é nula.” Digamos que a fé, tem sua própria ideologia. Pio XI, disse:

    “Ninguém pode ser, ao mesmo tempo, bom católico e verdadeiro socialista” (Pio XI, Encíclca Quadragesimo Anno).

    A prova contumaz, é o própio PT que nasceu nas Sacristias e hoje contradiz o que aprendeu nas próprias Sacristias. Quanto a Igreja, ela não fez coisas horrendas no passado. Se foi feito algo de horrendo, foi feito pelos seus filhos. Cristo não pode ser culpado pela traição de Judas, então por que culpar a Igreja pelos erros de seus filhos?

    A história não registrou nenhum outro vendedor de indulgências, além de John Tetzel. Creio que a atividade de uma parte, não pode ser atribuída, ao todo. Se realmente a Igreja tivesse feito coisas horríveis, então, os portões do inferno teriam prevalecido, então a razão principal de nossa fé, não seria, digna de fé.

    Quanto a celebração dos Padres no filme, isto me lembra apenas que o sacramento da ordem, é indelével. Mesmo no inferno, os sacerdotes, são sacerdotes, e o que adiantaria celebrar a Missa, no inferno?

    Fique com Deus.

  20. Conformar-se com a situação, pois a nossa recompensa é o céu é discurso medieval próprio do cristão que não quer assumir os ensinamentos de Deus na plenitude; querem louvar, rezar, mas ajudar o próximo,aprimorar-se,nada.

    Luciana,

    No cristianismo primitivo, os primeiros Cristãos, conformavam-se com a situação, conforme os ensinamentos de Deus. Se não tivessem se conformado, teriam pego em armas para enfrentar o Império, que os massacrava, mas eles tinham fé em Deus, não em suas próprias ações.

    Por fim, para você que gosta de argumentar que a Bíblia é a palavra de Deus, pergunto:

    Por que Cristo escolheu apóstolos analfabetos (incapazes de ler a Septuaginta)?

    Fique com Deus.

    Abraço

  21. Sergio Souza

    Que a Assembléia de Varginha, VERDADEIRO ASSUNTO DESTE BLOG, seja um novo impulso na missão dos irmãos dheonianos!

    Deus vos abençoe!!!!!!!

Deixe uma resposta para LUCIANA Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.