A situação está prá lá de delicada na bela e sofrida Honduras. A volta surpreendente e cinematográfica do presidente deposto, Zelaya, abrigado na embaixada brasileira, coloca tudo em um ponto crítico. Lula continua insistindo na volta de Zelaya ao poder por ter sido eleito de modo democrático. Zelaya, por sua vez, justifica a escolha da embaixada brasileira para seu asilo, por ser o Brasil um exemplo de democracia. De fato, mas lembremos que o golpe foi provocado pela suspeita fundada de que Zelaya pretendia se perpetuar no poder, seguindo o exemplo de seu vizinho Hugo Chaves. Para isso pretendia mudar a Constituição do país. Isto não seria exemplo de democracia. Visite os sites Hondurenhos e verá que a opinião pública está dividida. Só uma sugestão: http://www.facebook.com/photos.php?id=8079573966

Rezemos por nossos irmãos de Honduras!

11 Comentários

  1. Sergio Souza

    Outro dia discutimos aqui nesse blog um possível terceiro mandato para Lula, seguindo o péssimo exemplo de Hugo Chavez. Olhem a zorra que está em Honduras! Tudo por essa desvairice de se eternizarem no poder!

    Oremos, mas nos posicionemos contra essa manobra de nos empurrarem um terceiro mandato para Lula. É algo que não é muito ventilado na imprensa, mas de repente pode aparecer com toda a força!

  2. Simone Teixeira

    Existe um tipo de indignação que é positiva, mas toda violência sempre gera mais violência… Rezemos por nossos irmãos de Honduras e por todos os povos que vivem ameaçados por todos os tipos de guerras e conflitos armados. Rezemos pela paz e pelo diálogo entre os povos e solução pacífica de conflitos.
    A paz de Jesus a todos!

  3. Boa noite, pe. João Carlos
    O apoio de Lula ao presidente afastado não pode ser considerada uma surpresa haja vista a forma como se comportou em relação ao venezuelano Hugo Chavez.
    Para o presidente, os fins justificam os meios, bem ao estilo maquiavélico,aliás parece que alguém “passou” para ele todas as ideias do referido autor a fim de tornar-se um líder popular e como controlar as vozes discordantes.
    O que agrava a situação brasileira nesse episódio é o fato de Zelaya dizer que não buscou asilo na embaixada brasileira,
    apresenta-se como convidado do presidente, como disse um jornalista hoje ” a embaixada brasileira parecia uma fazenda invadida pelo MST”.E o que é pior,o referido cidadão exerce funções políticas lá recebendo convidados continuamente.
    Observo no presidente brasileiro um comportamento estranho, tenho a impressão de que quando perceberes que o seu candidato para as elições presidentais de 2010 não apresentar possibilidades de ser eleito tentará algo como um plesbicito pedindo apoio popular para um terceiro mandato.
    Não me espanta o apoio do presidente a uma pessoa suspeita de corrupção, pois o mesmo acontece por aqui;eu não “engoli” aquela história de que “ele não sabia de nada” sobre mensalão,Marcos Valério,etc.Sem falar no episódio Sarney,etc.
    Infelizmente, os brasileiros possuem memória curta e são adeptos a uma política assistencialista…
    Enquanto isso uma importante reunião na combalida ONU sobre poluição ambiental e um dos maiores causadores deste fato, o Brasil, fez-se ausente…
    Um abraço.

  4. Rogério Amaral Silva

    Segundo os princípio do Direito Público Internacional, principalmente no que tange a democracia. Legitimamente, Honduras já poderia ter rompido relações diplomáticas com o Brasil e invadido a Embaixada Brasileira no país para cumprir a ordem judicial que determina a prisão do Presidente deposto.
    Ademais, o que Zelaya faz, com a cumplicidade brasileira, é uma trangressão do Direito Internacional. O Brasil concede guarida para um fugitivo desestabilizar a ordem pública de Honduras.

  5. Sergio Souza

    Perfeito Rogério!

    A Constituição Hondurenha prevê transgressão quando um Presidente propõe o dispositivo da reeleição. Isso é automático!

    O Presidente Lula ontem no Jornal Nacional disse que via nada demais nessa proposição, demonstrando profundo desrespeito as leis de um país soberano.

    Se é tolice ou não, propor um reeleição, não cabe a Lula, Hugo Chavez, Zapatero ou Obama julgarem esse mérito, trata-se da Lei de um país que é soberando, e que deve ser respeitado.

  6. Será que o sangue derramado em Honduras não está nas mãos do governo Lula? (Depois de Zelaya se abrigar na embaixada brasileira, um morreu em confrontos com a polícia.) Além dos saques a supermercados e bancos… A situação não estava se acalmando, e os ânimos não foram acirrados com a entrada em cena da “diplomacia brasileira”?

  7. Sergio Souza

    Irmãos,

    Vale a pena lermos a matéria da Revista Veja sobre o imperialismo brasileiro na questão hondurenha.

    O que é curioso é que o Governo Lula, nessa questão, pousa de paladino defensor da DEMOCRACIA, no entanto, acha a coisa mais natural do mundo, sentar-se à mesma mesa para negociar com Muammar Kadafi, ditador da Líbia, há quase 40 anos, como aconteceu na Cúpula América do Sul e África, ocorrida nesse último final de semana, e ninguém o vê querendo restabelecer a democracia naquele país. Por que será?

  8. Sergio Souza

    Hoje pela manhã a Miriam Leitão fez um ótimo comentário no Bom dia Brasil.

    O Governo Brasileiro está indignado com o fechamento de emissoras de rádio e televisão, em Honduras, pelo atual governo de Micheletti. Achou isso uma tremenda violência a liberdade de imprensa.

    No entando, tempos atrás, o sr Hugo Chávez fez o mesmo na Venezuela. Alguém viu algum comentário do Lula?

  9. Sergio Souza

    ótimo editorial da folha de São Paulo de hoje:

    http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2009/09/29/um-passo-atras-editorial-227530.asp

    O líder sanguinário do Sudão, citado no editorial é:

    Omar Hassan Ahmad al-Bashir é o presidente do Sudão desde 30 de junho de 1989 quando tomou o poder mediante um golpe de Estado. Em 4 de Março de 2009 o Tribunal Penal Internacional emitiu mandado de prisão para a captura de Omar al-Bashir, acusado de genocídio no Conflito da Darfur.

    Foi o primeiro Chefe de Estado em exercício a ser alvo de um mandado internacional de captura.

  10. Sergio Souza

    Voltamos a Honduras!

    Impressionante! Um pequeno e pobre país da América Central, a quem muitos brasileiros, até os mais bem informados, desconheciam personagens como Zelaya ou Micheletti, agora, são nomes tão familiares para nós, quanto os de Obama ou Lula.

    Nessa semana a Revista Veja nos traz uma entrevista com o Presidente interino de Honduras, Roberto Micheletti.

    Vale a pena ler e sumamente ele diz:

    “Sim, Zelaya é um boneco de Chávez, que o insuflou com ideias de grandeza, que o fez acreditar que era uma espécie de Bolívar (Simon Bolívar, líder revolucionário venezuelano) ou Francisco Morazán (militar e herói hondurenho). E que também lhe deu dinheiro”.

    Ele justifica o fato de ter enviado Zelaya a Costa Rica, e reconhece que a forma de como Zelaya foi tirado da sua residência por militares foi infeliz, embora fosse legitimado pela Suprema Corte de Justiça.

    E encerra a entrevista dizendo:

    (VEJA) O senhor parece bem-disposto para alguém que está à frente de uma crise que já dura três meses.

    (MICHELETTI) Sabe por quê? Porque Deus está comigo sempre. Não sou católico de passar na igreja todos os dias, mas rezo sempre e carrego o meu rosário quando vou enfrentar situações difíceis – peço a Deus que me ajude a enfrentar as coisas, porque ele sabe que o meu coração é limpo. Encaro a Presidência interina como uma missão que me foi confiada pelo meu país. Eu era muito feliz como presidente do Congresso.

  11. Sergio Souza

    Olhem o que o Brasil colheu nessa crise em Honduras, solucionada pelo Governo Norte-Americano:

    Revista Veja – Edição 2137 / 4 de novembro de 2009:

    “Para o governo brasileiro, depois de tanto empenho na crise hondurenha, sobraram as tarefas de aplaudir a diplomacia americana e responder na Corte Internacional de Justiça, de Haia, à acusação de ingerência nos assuntos internos de outro país”.

    Bom para a diplomacia brasileira!

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