Começa o mês de outubro… mês do rosário… mês das missões… O ano está praticamente no final. Vamos para a arrancada final. Hoje vou para Recife. Palestra para educadores.

4 Comentários

  1. Sergio Souza

    Onde o senhor vai estar aqui em Recife padre?

  2. Simone Teixeira

    Pe. Joãozinho,

    Até seu blog está demonstrando a correria deste final de ano! Você tem usado o blog praticamente como twitter… Que Deus o abençoe e lhe dê força e inspiração! Muita paz!

  3. Boa tarde Pe!
    Sua bênção! Assisti o programa do Nelsinho com sua participação mas já peguei na ultima parte.
    Poxa! Palestras para educadores vai ser uma bênção, espero que tenha aqui aqui em Fortaleza tbm..heheheeheh
    um abraço fraterno!!

  4. Padre, li este texto em alguma revista há tempos…agora recebi por e-mail…gostaria de compartilhar…Sua benção,

    DEFINIÇÃO DE SAUDADE

    Artigo do
    Dr. Rogério Brandão, Médico oncologista

    Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de atuação profissional (…) “… posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os dramas vivenciados pelos meus pacientes.
    Não conhecemos nossa verdadeira dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de ir muito mais além.
    Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco, onde dei meus primeiros passos como profissional.
    Comecei a freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria. Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao ver o sofrimento das crianças. Até o dia em que um anjo passou por mim!
    Meu anjo veio na forma de uma criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos diversos,
    manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos programas de quimios e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos; porém, isso é humano!
    Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no quarto.. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo contar sem vivenciar profunda emoção.
    ” – Tio, disse-me ela, às vezes minha mãe sai do quarto para chorar escondido nos corredores. Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta vida!”
    Indaguei:
    – E o que morte representa para você, minha querida?
    ” – Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?”
    (Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu procedia exatamente assim.)
    – É isso mesmo.
    “- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele, na minha vida verdadeira!”
    Fiquei “entupigaitado”, não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
    “- E minha mãe vai ficar com saudades, emendou ela.”
    Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
    – E o que saudade significa para você, minha querida?
    – Saudade é o amor que fica!
    Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
    Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega, se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo “meu anjo”, que brilha e resplandece no céu. Imagino ser ela
    uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.
    Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me ensinaste, pela ajuda que me deste.
    Que bom que existe saudade! O amor que ficou é eterno.

    Rogério Brandão
    Médico oncologista clinico
    RC
    Recife Boa Vista
    D4500

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