Hoje recebemos as pesquisadoras em comunicação da uFMG: Cirlene e Denise. Analisando as cartas dos ultimos papas para o Dia Mundial da Juventude, a partir do novo paradima interacional (praxiológico) da comunicação, elas chegam à conclusão de que a carta de Bento XVI de 2009 deu um salto de qualidade impressionante. Ao invés de falar sobre a juventude, o papa fala com a juventude. Seria desejável que a Mídia católica desse o mesmo salto, não considerando a audiência somente como receptor, ou pior, receptáculo, mas como interlocutor. Não é isso que fazemos aqui no BLOG, auxiliados pelo TWITTER?

Na sequência falará Pe. Augusto Cesar Pereira, dehoniano e jornalista.

Ainda dá tempo de você chegar na Faculdade Dehoniana e participar da nossa Semana Teológica. Hoje o Pe. Zezinho nos brindará com uma reflexão sobre os SEMIDEUSES DA FÉ. Veja um pedacinho da reflexão dele:

Na mídia de hoje há mitos, deuses e semideuses. E nas igrejas, que hoje atuam intensamente por meio de veículos que se convencionou chamar de mídia religiosa, há semideuses, gigantes e heróis da fé. Conquistaram o seu lugar pela renúncia? Como chegaram àquele Olimpo? O fato é que eles têm legiões de seguidores incondicionais e acríticos.  Chegaram lá por que caminhos? Ou foram guindados ao nicho que hoje ocupam?

 

O fenômeno digno de nota é que alguns deles são mais divulgados pela mídia secular do que pela mídia religiosa. Vendem livros e canções e isto os qualifica a serem, também, divulgados intensamente por editoras e gravadoras não religiosas. Merecem um estudo. Devem ser ouvidos, porque alguns deles são argutos e sabem o que querem; sabem também o porquê de terem se exposto aos riscos do consumo que como o Deus Cronos, engole seu próprio produto. Muitíssimos mitos modernos passam hoje pelas caixas registradoras e se curvam aos poderes do deus mercado. Jacques Atalli, no seu livro Uma Breve História do Futuro se ocupa demoradamente desse processo de mercado, mídia, mitos e jogo de poder. Não mais a hierarquia, mas religiosos entraram neste jogo. Para chegar a milhões aceitam carona em veículos mais eficientes de vez que os da Igreja são lentos demais e pouco abrangentes.”