Pra começar o dia leio um breve artigo de Ruth de Aquino na Revista Época. Os números são oficiais e surpreendentes: O brasil tem 6,6 milhões de mulheres que trabalham como “empregadas domésticas”, ou “colaboradoras familiares” como se está querendo chamar. De todas as mulheres que trabalham fora do lar no Brasil, 15,8% são domésticas. Somente 25% delas têm carteira assinada. Isto significa que 5,5 milhões de brasileiras não tem qualquer tipo de segurança trabalhista. No fundo fazem parte do trabalho informal. Fazem todo tipo de trabalho. Sua escolaridade é baixa. A média é menos de seis anos de estudo. O que poderíamos fazer diante disso? Deixe aqui a sua opinião.

14 Comentários

  1. Magali Fornazari

    Bom DIA!!
    Padre Joãozinho!
    Realmente isso é uma injustiça, pois é um trabalho pesado, todos os dias ,limpar,cozinhar, lavar,passar e muitas vezes são excluidas até para um refeição,precisam comer isoladas, que pena acontecer isso, pois são seres humanos dignas e precisam do nosso respeito.
    Precisam ter os mesmos direitos trabalhistas, cade nossos representantes no plenário p/ colocar isso como lei, famos nos unir p/que isso mude..
    Um abraço com carinho
    Magali Fornazari

  2. Lucia Vitorino

    Depende do ponto de vista, algumas são domésticas por falta de opção e outras são domésticas justamente porque não ganham tão mal assim. Uma recepcionista ganha menos que uma doméstica. Uma faxina custa em média R$50,00, se esta trabalhar 5 dias por semana, no fim do mês receberá R$ 1000,00, muitas mulheres formadas na faculdade não ganham isso em seus trabalhos. E o que dizemos então, das donas de casa e mães de família, que abdicam de tudo pelo lar e para poder acompanhar de perto a educação de seus filhos, estas trabalham tanto quanto uma empregada doméstica, uma babá, uma professora, um motorista, etc… e não recebem salário algum. Existe a lei que protege as domésticas, esta inclusive, bem divulgada, o que falta é cada um aprender a lutar pelos seus direitos e reivindicá-los.

  3. Sergio Souza

    A escravidão continua…

    Um irmã da Igreja teve um experiência como babá de uma casal de advogados em uma cidade da Região Metropolitana do Recife.

    Caberia a essa irmã os cuidados com a bebê do casal de pouco mais de seis meses.

    Pasmem! Só haveria uma folga a cada 15 dias. Quem deveria acordar as madrugadas para acalentar a criança era a babá. E quantas madrugadas foram?! Deveria acompanhar os pais da criança nas ida ao shopping e as festas sociais.

    Ir à Igreja? Nem pensar! A babá teria que estar de prontidão para atender o bebê…

    Tudo isso por um salário mínimo e sem carteira assinada!

    Qual é diferença para os tempos da escravidão? Nenhuma… Impor a um católico, que ama a Igreja, a não ida a missa, é tão doloroso, quanto ser chicoteado por um feitor!

    Se somos católicos, e contamos com as empregadas domésticas, levemos a sério a responsabilidade social com essas mulheres. Não podemos ir a Igreja, comungar e escravizarmos essas pessoas!

  4. Padre e irmãos, Paz e Bem!
    Os direitos trabalhistas já existem. O que precisa é ação. O senhores e senhoras patrões devem cumprir a lei e assinar as Carteiras de Trabalho, conceder e pagar férias. Dizem que lá no chamado Primeiro Mundo essse tipo de trabalhador é caríssimo, tanto que tem muito brasileiro que vai pra lá e vive “muito bem” como faxineiro, cortador de grama, babá, etc. Talvez seja por isso que as elites brancas e cristãs não querem que sejamos um país desenvolvido.
    Valei-nos São José!

  5. Muitas delas, talvez a maioria, principalmente nos grandes centros, são as chamadas “diaristas”.
    Uma vez por semana vão a uma determinada casa e lá fazem o seu serviço. Muitas, desta forma, conseguem ocupar toda a semana, cada dia em uma casa, e recebem um valor diário maior do que receberiam se estivessem registradas com um salário mínimo. Basta fazer a conta: numa média de 5 dias úteis por semana, e quatro semanas no mês, a R$70,00 por dia (geralmente R$60 + 10 para condução), no final do mês terão recebido 5x4XR$70,00= R$1.400,00. Com isso, apesar de ficarem descobertas, o raciocínio é objetivo: “vou ganhar mais” (eu pensaria assim, na verdade trabalhei dois anos como avulso, numa epoca de crise, pois era uma forma de ganhar mais). Se estas mulheres fossem trabalhar como empregadas registradas, teriam dificuldade de encontrar colocação, pois a figura da empregada de dia todo esta ficando reduzido. A maior parte das familias precisa de alguem para dar um “tapa” na casa. Não estou dizendo que é correto ou não. Estou apenas narrando um fato. Num país onde se legista em tudo, onde há leis para tudo, talvez falte inteligencia de perceber as novas dinâmicas das relações trabalhistas que não nascem necessariamente da maldade de uma das partes, mas das novas necessidades e modos de vida, e falta com certeza criatividade para responder a estas novas demandas.

  6. Maria Rita

    BOM DIA!

    DIFÍCIL A SITUAÇÃO DESSAS TRABALHADORAS QUE MUITAS VEZES SÃO TRATADAS COMO ESCRAVAS,HUMILHADAS,E MUITAS SE SUJEITAM A TAL SITUAÇÃO POR NECESSIDADE.AS PESSOAS QUE TRABALHARAM COMIGO TINHAM TODOS SEUS DIREITOS GARANTIDOS,AGORA ELAS/O PORQUE TB TEMOS OS EMPREGADOS HOMENS.É UMA LUTA MUITO DURA MAS NÃO IMPOSSÍVEL,DEPENDE DOS POLITICOS DE BOA VONTADE E DE GARRA. MAS COMO ISSO NÃO É PRIORIDADE DELES, EU SE FOSSE TRABALHADORA DOMESTICA PINTARIA MINHA CARA CHAMARIA MINHAS COMPANHEIRAS E IRIA PARA RUA LUTAR PELAS MINHAS DIREITO,MUITAS PERDERIAM O EMPREGO POIS OS PATTRÕES TB NÃO TEM INTERESSE EM AUMENTAR SUAS DISPESAS.QUEM SABE ASSIM ALGUÉM ACORDA!

    DESEJO BOA SORTE PARA ESSA CLASSE DE TRABALHAROES!!

  7. Concordo que o empregadores deveriam cumprir a legislação,mas existem contradições por partes do empregados domésticos que não querem estar regularizados. Meu pai teve um empregado que se negou a fazer a inscrição do CPF, e aí? Tem um montão de empregadas que não querem que o INSS seja descontado da sua remuneração, e aí? Empregados e empregadores devem agir em conjunto. Ambos devem cobrar. E tem outra, quem nunca teve uma empregada no Ministério do Trabalho alegando direitos que antes nem sabia que existiam? Tem muito advogado espertinho fazendo a cabeça desses trabalhadores. Não é fácil ser empregador neste país. Você paga direitinho, dá gratificações, trata a pessoa como se da família fosse e depois de 20 anos, leva um belo processo…é um assunto muito delicado. Não imagino uma solução fácil.

  8. Igor E. Pedrozo

    Que tal usar 50% do dinheiro que vai ser arrecadado com o pré-sal para a educação. Acredito muito no poder transformador da educação.

  9. Sergio Souza

    Eh! Verdade Juliana!

    Ainda assim, eu sou a favor da formalização! Tudo dentro da Lei! Até para nossa proteção futura!

    De fato, muitos empregados não querem ser descontados no INSS e não querem registro da carteira… Enquanto estão sob nossos olhos e fazendo um bom serviço, é tudo um mar de rosas, depois que saem, e se saem insatisfeitos… Vem um processo, e diante de um juiz, o empregador não puder comprovar o pagamento do INSS e outros benefícios do empregado… Pode preparar o bolso para uma senhora idenização!

    Queremos er empregados dentro de casa? Devemos agir com toda formalização que a burocracia nos exige! Será menos doloroso no enfrentamento de uma processo na justiça!

    Sergio

  10. Boa noite Pe.João Almeida!

    Um absurdo sempre falo que um dos trabalhos mais pesados,fazer tarefas domésticos..Podem não ter escolaridade mas que tomam conta de nossas casas muito bem ahhh isso fazem.Mas concordo com a Juliana tbm quando muitos deles(as) não querem o desconto do INSS.Percebe-se até maior o número de faxineiras do que as domésticas.
    Um abraço fraterno….Deus todo poderoso rogai pelas causas trabalhistas!!!
    Amém!

  11. Ricardo Ferreira

    Padre João, essa é uma das cruéis realidades do trabalho doméstico.
    Sugiro que todo católico que tiver acesso aos meios de comunicação, seja como trabalhador, colaborador ou convidado, aborde esse assunto.
    Os meios de comunicação católicos podem fazer um trabalho de conscientização dos empregadores quanto à sua responsabilidade e aos trabalhadores quanto aos seus direitos.
    É uma questão de justiça social.

  12. Taiana Sena

    PAZ E BEM!

    SUA BENÇÃO Pe.Joãozinho,

    Só rezar e entregar elas pra DEUS mesmo,pois ELE tem a solução.
    O que tem de indigno de trabalhar como doméstica? nada,acredito o que tem que mudar mesmo é a materia que deveria ser acrescentada não somente o lado financeiro,mais o lado da valorização da pessoa, os patrões em geral valorizar os empregados pois não é so elas que fazem trabalho pesado não tem muitos outros ai sofrendo coisas piores e aqueles que nem tem emprego? Elas devem é agradecer pelo que ganha,a verdade é que existe muito preconceito entre nós seres humanos,somente quando não ficarmus olhando essas pessoas que trabalham em casa de família como ‘coitadas ‘e se referindo a escravas que isso será mudado.
    Tem até uma santa que foi dómestica santa zita e que belo é sua vida. …’Durante toda a sua vida ela trabalhou a favor dos pobres, doentes e outros sofredores e lastimava que criminosos ficassem na prisão sem fazer nada. Ela foi uma das que defendia a causa que os criminosos prisioneiros deveriam ter que ajudar aos pobres e doentes.’
    Dar-se a ao próximo é a melhor coisa só assim somos felizes.

  13. Concordo com Edmundo.
    Pois conheço alguns trabalhadores domésticos em situação semelhante.
    Pessoas que preferem ganhar mais, e ainda, fazer seus próprios horários – diferenciados – conforme sua necessidades, seja em relação aos estudos ou mesmo no caso de tratamento médico, entre outras coisas.
    Elas se sentem mais a vontade sem carteira assinada.
    É uma outra realidade que se apresenta aí a algum tempo, carecendo mais e mais debater o assunto.

  14. Penso eu se, as que não tem carteira assinada, a tivessem poderiam retomar seus estudos com segurança de crescimento.
    Minha opinião.
    Paz de Jesus!!!!

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