Um trechinho de m livro que estou escrevendo… em primeiríssima mão: 

O apóstolo Judas Tadeu, juntamente com Simão, é outro de quem sabemos pouco. Durante os três anos da vida pública de Jesus ele sempre ficou calado. Porém, na última ceia, ele fez uma pergunta fundamental: “Senhor, como aconteceu que te deves manifestar a nós e não ao mundo?” Isto revela a personalidade de alguém que estava consciente da importância histórica daquele momento e gostaria que mais gente participasse da festa.

Em nossas empresas temos tipos como este que ficam calados e que preferem colocar panos quentes nas situações mais diversas. Ao contrário de Simão, que era radicalmente zeloso, Judas Tadeu parecia não ter partido. Era do tipo que não torcia para time nenhum. Preferia não ter inimigos. Ser pacífico é uma qualidade, mas às vezes atrás do véu da paciência esconde-se o “pacato cidadão”.

Este tipo sempre acaba fazendo parte dos nossos colaboradores. Ele evita o conflito. Não suporta uma reunião mais “quente”. Prefere a calmaria. Mas sabemos que isso nem sempre é possível e nem mesmo saudável. É preciso administrar a guerra de todos os dias.

11 Comentários

  1. José Carlos Penha

    Bom dia, Padre.

    Pela partilha do trecho do livro, entendi que será um livro sobre liderança, destinado aos gestores de empresas. É muito bom saber que teremos livros católicos sobre o tema, pois encontramos no mercado muitos livros de nossos irmãos de outras religiões cristãs, e mesmo do Dalai Lama (Budismo).

    Abraço fraterno.

  2. Simone Teixeira

    Pe. Joãozinho,

    Preciso aprender a “administrar a guerra de todos os dias” e encontrar em mim “a indignação” que leva a lutar e não a pacividade que leva à omissão e indiferença. Muitas vezes a gente confunde “ser pacífico” com “ser covarde” e é assim que me sinto diante da vida, às vezes.

  3. Uma curiosidade: o senhor está comparando tipos encontráveis em empresas com personagens bíblicos. Sobre os personagens bíblicos, o seu conhecimento é incontestável. Como o senhor escolheu, no entanto, os personagens corporativos? Baseou-se em alguma pesquisa ou são imagens do senso comum, do dia-a-dia?

  4. Sergio Souza

    Querida Ana,

    Não se trata de tirar os méritos dos santos.

    Os Santos da Igreja ou qualquer personagem Bíblico, enquanto humanos, têm personalidades e reações diversas frente a quaisquer situações. Em se aproveitando dessas características peculiares de cada um, como isso influencia positvamente ou negativamente um ambiente corporativo?

    Por exemplo. De que forma o chamado e resposta de Abraão a Deus, tem a ver com a possibilidade de um profissional sênior, em abraçar uma grande mudança na sua carreira profissional estabilizada? Ou com o fato de estarmos diantes de uma mudança tão radical em nossas vidas? Então, levanta-se as características de Abraão e coloca-as nas situações oragnizacionais.

    É dessa forma que foi feito com Simão e Judas Tadeu. Não se quer aqui potencializar as fraquezas humanas de cada um.

    Muito boa a colocação padre Joãozinho!

  5. Ohhh Pe. João Almeida obrigada só o senhor mesmo viu para dividir conosco.
    Nosso abraço fraterno e gratidão!
    ANA VALESKA

  6. Boa noite,pe. João Carlos
    Esse tema me interessa muito, certamente comprarei o livro.
    Pelo pequeno fragmento não sei em que “lado” embasará a obra, mas confesso que estou instigada.
    Não suporto a omissão,às vezes,ser pacato é sinônimo de omisso.
    Muitos preferem suavizar, evitar o confronto,entretanto a situação persiste, o problema não se resolve, a tensão estraga o ambiente…
    Confesso que em muitos momentos da minha vida preferi ter inimigos a ter “amigos” e aceitar fazer algo que contrariava meu modo de pensar…
    Fui ao extremo, pedi demissão de um emprego, pois não suportava a passividade de minhas colegas de trabalho que aceitavam tudo sem questionar…(Sou professora).
    Sinceramente? Prefiro ter pessoas contrárias a mim a violentar a minha essência, pois estaria engaiolada, para mim pássaro engaiolado perde o canto e o encanto.
    P.S. Estou comentando não no sentido religioso, mas humanitário, relação interpessoal, no trabalho e no social.
    No aspecto religioso, não posso opinar, pois a razão de não participar de um grupo na igreja é essa, meu temperamento e a forma como vejo determinadas situações diferem muito de quem participa desses movimentos.Vou à missa, participo dos sacramentos, sei a minha missão no mundo designada por Deus, ser professora, mas alguns exageram.
    Por exemplo, nem tudo que é “do mundo” para mim é diabólico; gosto de mpb,música clássica, pop rock,literatura e teatro.Assisti semana passada um show maravilhoso do Luís Melodia, essa semana irei a um recital do Mário Quintana. E infelizmente, muitos pensam que devemos ir do trabalho para casa, da casa para igreja,etc.
    Não criei um Deus a minha imagem e semelhança, mas sei discernir o que contraria as orientações da igreja…Todavia, não posso obrigar os outros a terem a mesma visão que eu e vice-versa, por isso ainda não participo de um movimento religioso.
    Esperarei a sua abordagem com muito interesse.
    Um bom fim de semana.

  7. Beatriz Lobo

    Oi Pe Joãzinho!
    A sua benção.
    Estou a 21 anos, à frente de uma empresa. Aprendi muitas coisas nestes anos, como:
    Pergunta nenhuma precisa de respostas imediatas, e também problema nenhum precisa de soluções imediatas, é preciso saber ouvir para tomar decisões. Outra coisa que aprendi foi a rezar pelas pessoas que me perturbam dentro da empresa, entrego tudo pra Jesus. Todos os dias antes de me levantar peço que Deus me envie o Espírito Santo, sabendo que Ele é o portador dos dons de Deus, peço para que Ele me dê os dons necessários para aquele dia. O ser humano em geral é uma caixinha de surpresas, e só Jesus para nos orientar. Estes dias escrevi este texto, e fixei em todos os quadros de avisos das empresas:

    Vitória, ES – 20 de outubro de 2009

    SEDE IMITADORES DE CRISTO

    A minha pergunta no momento é esta:
    _ Como Jesus andou por tantos níveis sociais sem mudar o seu jeito de ser?
    Quando parei para pensar e meditar sobre isso, vi que não é fácil imitar a Cristo. Jesus conviveu com ricos, pobres, prostitutas, pessoas de bem e ladrões, e não ficou influenciado por nenhum deles.
    _ Qual é o segredo de Jesus?

    “Todo aquele que afirma que Jesus é o Filho de Deus, Deus vive unido com ele, e ele vive unido com Deus. E nós mesmos conhecemos o amor que Deus tem por nós e cremos nesse amor.
    Deus é amor. Aquele que vive no amor vive unido com Deus, e Deus vive unido com ele. Assim o amor em nós é totalmente verdadeiro para que tenhamos coragem no Dia do Juízo, porque a nossa vida neste mundo é como a vida de Cristo. No amor não há medo; o amor que é totalmente verdadeiro afasta o medo. Portanto, aquele que sente medo não tem no seu coração o amor totalmente verdadeiro, porque o medo mostra que existe castigo.
    Nós amamos porque Deus nos amou primeiro. Se alguém diz: “Eu amo a Deus”, mas odeia o seu irmão, é mentiroso. Pois ninguém pode amar a Deus, a quem não vê, se não amar o seu irmão, a quem vê. O mandamento que Cristo nos deu é este: quem ama a Deus, que ame também o seu irmão.”
    1 João 4, 15-21

    Orando e meditando nestas palavras deixadas, descobri que o segredo de Jesus é o amor do Pai. O primeiro amor, o amor do Pai que nos criou e nos deu a vida, nunca nos abandona. Acreditar e viver este amor nos faz imitadores de Jesus.
    Todos os que sentiram e viveram e todos os que sentem e vivem hoje este amor, foram e são testemunhas do prazer e alegria provocados pelo amor de Deus em nós. Muitos homens e mulheres afirmam que os maiores prazeres da vida, se encontram no sexo, nas drogas, no consumismo exagerado, ……. e outras coisas. Estes não conhecem, ou melhor, se esqueceram do primeiro amor. O amor de Deus nos liberta e nos torna pessoas mais seguras, e firmes nos propósitos de Deus em nossas vidas. Quando sentimos e vivemos intensamente este amor, passamos a amar mais a nós mesmos e ao próximo seja ele quem for. A carência nos abandona, ficamos mais bonitos e iluminados. Amamos as pequenas coisas, um olhar, uma palavra, um abraço, um sorriso, um toque, nos tornamos verdadeiros imitadores de Cristo.
    Acredite, tenha fé, confie no amor de Deus e vai, siga em frente, sem medo. Abra seu coração e deixe-se iluminar pela luz de Deus, o Espírito Santo.
    Oh, Pai amado! Oh, Pai querido! Faça-me instrumento do vosso amor.
    A Ti meu Deus, toda honra e toda glória, agora e para sempre,
    Amem!

    Beatriz Lobo

  8. Maria Inês

    Bom Dia !!

    Quando seguimos alguém, fazemos a sua vontade, mesmo que seja somente uma adesão às suas idéias.
    Se quisermos seguir Jesus, devemos realmente fazer a sua vontade. E qual seria a sua vontade?
    Podemos dar muitas respostas, todas baseadas nos seus ensinamentos, porém existe uma que resume todas as outras e que ele chamou de Meu Mandamento: “Amai-vos uns aos outros como eu vos amei.”
    O amor recíproco, esta é a maior vontade de Jesus para todos nós. Nos diferentes grupos que pertencemos, como família, trabalho, amigos, devemos levar essa idéia.
    Quem adere a essa idéia, deve ser sempre o primeiro a tomar a iniciativa do amor, pois no início tem que começar unilateralmente, até chegar ao ponto de ser recíproco.

    ” SEGUIR JESUS FAZENDO A SUA VONTADE ”

    Abraços,
    Apolonio

  9. Padre o tema é interessantíssimo e faz parte do meu cotidiano no serviço público…é interessante observar que as pessoas até ficam indignadas, se manifestam,mas não da maneira correta…tudo vira murmuração…não recorrem diretamente a chefia ou ao setor responsável…o ambiente fica pesado e quem tem o paivo mais curto é sempre o salvador da pátria…
    Aguardo ansiosa essa leitura…pode ser um bom presente de natal para meus colegas de trabalho…
    Sua benção,

  10. Padre João Carlos, boa noite
    Retornei e às vezes fico observando as pessoas falarem do amor de Jesus, mas se esquecem de que Ele frequentava todos os ambientes,não se contaminou,verdade, mas nunca obrigou ninguém a fazer algo, sempre propôs, diferentemente de muitas situações viveciadas nos ambientes de trabalho e em alguns movimentos da igreja.
    Entretanto em muitas passagens bíblicas aplicou a justiça…
    Expulsou os vendilhões dos templos, corrigiu seus melhores amigos,os apóstolos, chegou a chamar um deles de “satanás”…
    Não enxergo essa passividade que muitos insistem em colocar Nele.
    Passividade e sabedoria são distintos…
    No entanto,tomou “partido” calou-se quando iam apedrejar a prostituta,não se omitiu,foi sábio e justo,lançou a pergunta que atingiu mais do que qualquer outra atitude,expôs o que todos tinham em comum, o pecado.
    O passivo vê o colega ser oprimido e não faz nada,a injustiça no ambiente de trabalho e se omite,”finge que não vê”, afinal não é problema dele;o justo não se conforma, está ao lado da verdade e da justiça, ainda que “saia” no prejuízo.
    Sabe o que observei? A palavra justiça é uma das que mais aparece na Bíblia…Será que a minha é diferente?
    Falo de justiça em seu sentido mais amplo…
    Há coisas que só Deus pode realizar, mas outras estão em nossas mãos, afinal contamos sempre com sua ajuda, não o recebemos na Eucaristia ou quando lemos a sua palavra?
    Muitos criticam o consumismo,mas a avareza é tão prejudicial quanto…Se tenho o suficiente,divido com os menos favorecidos?
    Se sou uma grande empresária, preciso esperar o governo aumentar o salário para que os meus funcionários tenham uma vida mais digna?
    O céu é minha casa, mas devo lutar por melhores condições de vda para mim e para o próximo enquanto estamos por aqui, afinal amor não se expressa apenas com palavras, mas pincipalmente com atitudes…
    Há um mês um representante da Sebrae veio dar uma palestra no colégio onde leciono…Pensei muito e perguntei a ela onde estavam “os executivos da Educação”, pois muitas vezes pensamos que o problema está na base da pirâmide quando na verdade está no topo…Ficou sem resposta.
    Esse tema é complexo. Quero muito saber a sua opinião…

  11. Oi Padre.

    Esse trecho aguçou o apetite para ler o livro inteiro.
    É sobre liderança sob a ótica cristã?
    Conviver de forma cristã com os desafios profissionais, com a guerra e concorrência que temos hoje em dia, é realmente tarefa p/ santo.
    É difícil trabalhar e vencer nesse mundo competitivo sem esquecer que nosso concorrente, que nos pisa e trapaceia, deve receber de nós o perdão e o amor misericordioso que Jesus ensinou.
    Fiquei louca para ler. Qdo sai?

    Sua benção.

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