oão Carlos Almeida
Religioso e presbítero da Congregação dos Padres do Coração de Jesus (Dehonianos). Diretor Geral da Faculdade Dehoniana. Licenciado em Estudos Sociais pela Fundação Educacional de Brusque/SC (1987). Bacharel em Teologia pela PUC-RJ (1993). Especialista em Psicopedagogia pela Faculdade de Filosofia Nossa Senhora da Imaculada Conceição/RS (1988). Mestre em Teologia pela Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia (FAJE) – Belo Horizonte/MG (1997). Doutor em Teologia Dogmática pela Pontifícia Faculdade de Teologia Nossa Senhora da Assunção/SP (2004). Doutor em Educação pela USP (2007). Doutor em Teologia Espiritual pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma (2008). Experiência na área de Educação, com ênfase em Administração de Unidades Educativas, atuando principalmente nos seguintes temas: teologia sistemática, liturgia, cultura religiosa, solidariedade, devoções populares, espiritualidade e capacitação de lideranças. Autor de diversos livros. Compositor e produtor musical. Avaliador Institucional do Ministério da Educação (MEC/INEP).

Vejam as afirmações de Bento 16, hoje, 29 de outubro, diante dos novos meios de comunicação, entre eles a INTERNET

“Efetivamente, a cultura moderna se baseia, antes mesmo que nos conteúdos, no próprio fato da existência de novas formas de comunicar que utilizam novas linguagens, se serve de novas técnicas e cria novas atitudes psicológicas. Tudo isso supõe um desafio para a Igreja, chamada a anunciar o Evangelho à humanidade do Terceiro Milênio, conservando o conteúdo inalterável, mas fazendo-o compreensível também graças a instrumentos e modalidades adequados à mentalidade e à cultura de hoje.

“A Igreja exerce o que poderíamos chamar de uma ‘diaconia da cultura’ no atual ‘continente digital’, percorrendo seus caminhos para anunciar o Evangelho, a única Palavra que pode salvar o ser humano.”

> O Estado de São Paulo, 29/10/2009 – São Paulo SP
Aprovada emenda que dá mais R$ 8 bi para educação
Verba integral será repassada a partir de 2011, quando termina a DRU
Carol Pires, BRASÍLIA
A Desvinculação das Receitas da União (DRU) deixará de incidir gradativamente no orçamento da Educação até não ser mais cobrada, em 2011. A proposta de emenda à Constituição (PEC) que altera o mecanismo foi aprovada ontem por unanimidade pelo plenário do Senado, após seis anos de tramitação no Congresso. O projeto precisa, agora, ser promulgado em sessão do Congresso Nacional para entrar em vigor. O fim da DRU na Educação será gradativo – 12,5% neste ano, 5% em 2010 e nada a partir de 2011. O fim da vinculação resultará em mais R$ 4 bilhões no Orçamento deste ano, previsto em R$ 41 bilhões. Em 2010, o fim da DRU representará R$ 8 bilhões a mais. A DRU é um mecanismo que autoriza o governo a reter 20% de toda arrecadação sem justificar no projeto de orçamento a destinação dos recursos. A Educação também era afetada pela DRU, uma vez que a Constituição determina que 18% da arrecadação com tributos federais deve ser destinada à área. A estimativa do Ministério da Educação é de que o setor perdeu cerca de R$ 100 bilhões desde 1996, quando a DRU foi instituída.

“Se pudéssemos contar com esses recursos, teríamos mais professores com nível superior, mais crianças na pré-escola e mais jovens no ensino médio”, disse ao Estado a senadora Ideli Salvatti (PT-SC), autora da emenda. A PEC 96/2003 já havia sido aprovada em dois turnos pelo Senado, quando recebeu parecer favorável do senador Jefferson Pérez (PDT-AM), já falecido. O projeto, porém, foi aprovado pela Câmara dos Deputados em setembro deste ano com alterações e por isto precisou passar por nova rodada de votação no Senado, onde foi 

relatada pela senadora Lúcia Vânia (PSDB-GO). O fim da incidência da DRU na Educação chegou a ser negociada durante análise da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), extinta em dezembro de 2007. Senadores do PDT ganharam apoio de outros senadores para que o projeto que prorrogava a contribuição só fosse aprovado se o governo aceitasse acabar com a DRU na Educação.

EDUCAÇÃO BÁSICA – O projeto aprovado ontem também institui a obrigatoriedade da educação básica e gratuita para crianças e jovens de 4 a 17 anos. De acordo com o projeto, a medida será colocada em prática gradativamente até 2016. Hoje, a lei exige a oferta obrigatória do ensino fundamental.

Para iniciar bem este dia, saboreie este texto com que o papa Bento 16 abre sua recente Encíclica CARITAS IN VERITATE:

 

A caridade na verdade, que Jesus Cristo testemunhou com a sua vida terrena e sobretudo com a sua morte e ressurreição, é a força propulsora principal para o verdadeiro desenvolvimento de cada pessoa e da humanidade inteira. O amor — « caritas » — é uma força extraordinária, que impele as pessoas a comprometerem-se, com coragem e generosidade, no campo da justiça e da paz. É uma força que tem a sua origem em Deus, Amor eterno e Verdade absoluta. Cada um encontra o bem próprio, aderindo ao projecto que Deus tem para ele a fim de o realizar plenamente: com efeito, é em tal projecto que encontra a verdade sobre si mesmo e, aderindo a ela, torna-se livre (cf. Jo 8, 32). Por isso, defender a verdade, propô-la com humildade e convicção e testemunhá-la na vida são formas exigentes e imprescindíveis de caridade. Esta, de facto, « rejubila com a verdade » (1 Cor 13, 6). Todos os homens sentem o impulso interior para amar de maneira autêntica: amor e verdade nunca desaparecem de todo neles, porque são a vocação colocada por Deus no coração e na mente de cada homem. Jesus Cristo purifica e liberta das nossas carências humanas a busca do amor e da verdade e desvenda-nos, em plenitude, a iniciativa de amor e o projecto de vida verdadeira que Deus preparou para nós. Em Cristo, a caridade na verdade torna-se o Rosto da sua Pessoa, uma vocação a nós dirigida para amarmos os nossos irmãos na verdade do seu projecto. De facto, Ele mesmo é a Verdade (cf. Jo 14, 6).