Uma das formas de evangelizar, hoje, em sido a promoção de shows. Muitos bispos e padres já me convidaram para este tipo de atividade. Este final de semana mesmo acabo de fazer um show de encerramento da CAMINHADA PELA PAZ, em Juazeiro e estou a caminho de Sooretama, no ES, aonde acontece um show na festa da padroeira. Pe. Zezinho parece ter sido um dos pioneiros deste tipo de linguagem. Mas nem de longe esta é minha principal atividade. Sou professor de teologia e diretor da Faculdade Dehoniana, em Taubaté. Ali, no escondimento da tarefa acadêmica gasto meus minutos mais preciosos. O show tem sua linguagem própria. Missa não é show. Show não é adoração. Palestra não é missa nem show. Neste sentido precisamos parar para refletir sobre a missão do sacerdote nestes três tipos de linguagem. Definitivamente não precisamos de padres espetaculares. O dia-a-dia da missão passa pela tarefa de padres elementares. Mas será que devemos eliminar os nossos shows e espetáculos? Em outras palavras, justifica-se a vocação de um padre que só faz shows? É possível ser padre sendo somente artista? Posto aqui um provocante artigo recente e peço a sua opinião sobre este polêmico assunto.

ROMA, sexta-feira, 20 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- “Para a evangelização, não servem os sacerdotes showman que vão à televisão”, declarou o secretário da Congregação para o Clero, arcebispo Mauro Piacenza.

O prelado falou nessa quarta-feira em um Dia de Estudo sobre “A comunicação na missão do sacerdote”, organizado pela Faculdade de Comunicação da Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma.

Ele afirmou que “a comunicação deve favorecer a comunhão na Igreja, que, do contrário, converte-se em protagonismo individual ou, o que ainda é mais grave, introduz divisão”.

Também indicou que “o sacerdote não deve improvisar quando utiliza os meios de comunicação, nem deve comunicar a si mesmo, mas os dois mil anos de comunhão na fé”, uma mensagem que “só pode ser transmitida através da experiência própria e da vida interior”.

Também interveio o professor Philip Goyret, professor de eclesiologia e teologia sacramental na Universidade Santa Cruz.

Ele explicou que, de alguma maneira, a dimensão comunicativa pertence à essência de todo sacerdote, “seja em si mesmo enquanto que sacramentalmente representa Jesus Cristo e portanto deve viver conforme aquilo que representa, ou enquanto portador de graça e ministro da Palavra de Deus”.

Portanto, acrescentou, “consagração e missão são correlativas: a Palavra dá sentido ao testemunho e o testemunho dá credibilidade à Palavra”.

O professor Sergio Tapia-Velasco, docente na Faculdade de Comunicação da Santa Cruz, afirmou que a homilia dominical pode-se converter em um momento privilegiado da transmissão da Palavra.

E lamentou que em contrapartida se assista frequentemente a “tantas homilias longas e chatas”.

68 Comentários

  1. Simone Teixeira

    Pe. Joãozinho,

    Os Sacerdotes não podem ser “apenas” artistas, mas se a arte deles transmite valores evangélicos e se estão chegando a pessoas que não iriam a uma igreja para ouvi-los e que, a partir de um show, mudam sua postura, agradeço a Deus pelo dom e pela missão de evangelizar além dos já convertidos.
    Foi ouvindo suas palavras num show que percebi sua forma de pensar e tive coragem de lhe escrever pedindo uma direção. Hoje estou engajada numa comunidade daqui, mas sua maneira de enxergar as coisas é mais profunda e objetiva e foi a partir de seus conselhos que consegui admitir a necessidade de mudar. Não busco o artista, busco o sacerdote. Busco aquele que é capaz de me mostrar o que Deus quer de mim e que não consigo perceber.
    A vocação dos sacerdotes “showman” não foi ser artista: eles fariam sucesso e ganhariam muito mais dinheiro vivendo só para shows. Se há algum que se deixou seduzir pela fama e esqueceu que os palcos vão passar e o altar vai continuar, seu sucesso não vai durar muito! Os encantos do mundo artístico acaba seduzindo para outro tipo de vida também.
    Rezo para que os sacerdotes que estão na mídia nunca se esqueçam que esse é um meio e não um fim. Sua missão vai além!
    Um abraço carinhoso,

    Simone.

  2. Patricia-SP

    olá Pe. Joãozinho.

    Gostei testa postagem e gostaria de postar minha opinião.

    Se não for para edificar de que serve as aglomerações de pessoas? Para ser o papo da semana? Para fazer parte de mais uma demanda de propagandas exploradoras? Para acumular o maior numero possível de “amigos” e mais “amigos”?

    Ouso aqui dizer que Deus, na sua infinita Onipotencia, tem a real consciência do número de filhos que possui espalhado por este planeta. Ele criou e escolheu a todos!!!

    As aglomerações, as musicas, danças,… não o tornam mais Rei. O que realmente Lhe devolve o direito de magestade é que as almas comecem a ter consciência da Sua Infinita Importância… se reunam para um bem comum, para a vida mais pacifica, para olhares mais fraternos, para o respeito partilhado… Que adianta as palavras se os atos não convencem…

    Confesso que já cansei de moralismo, disque me disque, onde todos querem ter o direito de dar a opinião mas pouco querem seguir a opinião de Quem Determina as Leis… o mundo atual prega: deem as mãos e façamos o que quizer… Deus quer união… será isso mesmo? A própria natureza divina mostra o quanto segue as Leis do Alto e no entanto a maior e melhor criatura por Deus criada, pouco se importa com esta benção… matemos, briguemos, maltratemos, ofendamos, mudemos nossos comportamentos de acordo com nossas fantasias e criatividades e assim vai… e assim o mundo padece sem se dar conta do quanto isso vem acontecendo. Fingem não enxergar… acham desculpas e teorias para tudo…

    Se realmente pararmos para olhar as ansiedades, angustias, atitudes, necessidades, etc… das crianças, dos jovens, dos idosos, dos moradores de rua, dos presidiários, dos tantos e mais tantos que existem pelo mundo afora, veriamos o quanto estamos acumulando a tempos um gráfico global que já está declinando a tempos…

    As aglomerações nos senados apresentam enormes aberrações de conduta, o trânsito mais aberrações de desordem, a alimentação aberrações em distribuição, validades, higiene, a habitação aberrações nas construções, no tempo de reforma, nos alagamentos, etc… nem as áreas mais nobre, por assim dizer, está sendo privada das transformações nocivas…

    As atuações com a massa, ao meu ver, deveriam ser educativas, transformadoras, motivadoras do bem, com capacidade de modelar o indivíduo a uma reflexão de mudança, para querer ser melhor em conjunto, e não somente para satisfazer o corpo a mais algumas horas de alegria e extases e depois… voltar aonde estava… ao ponto de partida

    A responsabilidade de dirigir massa aumenta, pois aumenta o numero de pessoas a serem recuperadas de tamanha desordem… Se acreditamos e profetizamos a fé cristã e que é preciso responsabilidade para com o outro… então as massas que se cuidem… os outros são muitos…

    Vou deixar aqui um desabafo… quando reencontrei o caminho dos que amam a Deus fiquei muito feliz até perceber que muitos possuem atitudes, não pela coerencia do catecismo que possuem como essencia de alma…mas porque foi fulano, ciclano, ou sei lá o que ou quem disse… só fui em busca das comunidades pela necessidade do resgate da alma (a minha estava no máximo da saturação e só Deus sabe o caminho que Ele usou para tal restauração, mas aí vem o ser humano e deturpa tudo, quase estraga o que é bom…. desapontar almas e perde-las… para mim são os disperdícipos ao céus. Destroem todos os esforços e dedicação dadas durante anos…) e isso eu acredito deve ser igual para todos… Não sou contra o pecador (também sou pecadora) mas não me faça querer engolir goela abaixo o pecado como verdade… devo meus esforços aos ensinamentos que recebi da Bíblia e que acredito como verdade. Aqui Deus não muda… Já ofendi a muitos por me posicionar contra algumas práticas e comportamentos, mas isso não quer dizer que discrimino o humano…

    Só expresso o que expresso porque desejo um mundo e futuro melhor… isso também faz parte das minhas orações e anseios do coração… mas acreditar em um mundo e futuro melhor não quer dizer que aceito tudo que o mundo prega… detesto a bestera da glória por pura glória.. isso compete ao Criador e não a criatura…. Ele dá o dom que quizer a quem quizer e como quizer… isso é irrevogável!

    Sabe, já me deparei com muitas mentalidades de confronto… aí me perguntava…ué? porque? Maltratei alguém? No intimo tenho certeza e acredito que não! Só demonstrei o meu ponto de vista e isso incomodou muito… fazer o que! Pois é depois destes incidentes continuei a orar… e em oração fui compreender a resposta… sabe, todas as vezes que eu entrava nos locais de oração comunitária, nunca vinha ninguém (normal) ao encontro e se eu ia logo saiam, mas uma em especial…uma pessoinha adulta com um deficit mental vinha (sempre e rigorosamente) me comprimentar, arrumar um lugar, me traser um sorriso… no inicio achei estranho e meio incomodada… depois fui compreender o porque… a chegada desta pessoa ao meu encontro era a certeza que eu tinha que ter de que o próprio Cristo vem até nós e nos ama conforme ele queira demosntrar, mas é preciso se abrir para enxergar… por intermédio deste amado filho Ele me recebia em Sua Casa… por isso não desisto das coisas do Alto… cada um sabe o que se carrega na alma…

    Muitas vezes os bloqueios humanos estão exatamente no elevado grau de mentalidade… sabem muito… conhecem muito…questionam muito…impõem muito… são muito… etc… e pouco deixam a vida naturalmente seguir… só os poucos inteligentes são capazes de romper as barreiras e se tornarem livres… e se aproximam sem medo.

    É isso…

    Desculpe o longo texto mas é assim que vejo…

    Abraço fraterno

    Patricia-SP

  3. Ariadne Faria

    Acabei de ler em seu blog sobre Sacerdote Showman
    Concordo com algumas das questões colocadas, mas também existe algo com o qual não vejo lógica.
    Sou católica, patricante, e vejo com bons olhos o fato de existirem sacerdotes, que hoje em dia se colocam a evangelizar através de musica, livros, internet, etc.
    O mundo tem evoluído, e com isso a forma de comunicação fica cada vez mais rápida.
    A igreja também precisa abraçar esta causa, precisa evangelizar em todos os meios. Não concordo quando os sacerdotes são criticados pela forma como evangelizam, pois a forma como vemos a evangelização e que deve ser revista.
    Muitos olham para o sacerdote apenas como um homem, e não como um representante de Jesus. Acho que esta é a única coisa que necessita de mudança, a forma como nós católicos vemos os sacerdotes.
    Outro dia em uma missa. Um padre franciscano, já de meia idade. Ele parecia estar dormindo no altar, alias nem o que ele leu sobre o evangelho do dia eu entendi de tão rápidas e baixas que eram suas palavras.
    Olhei para aquela igreja linda, mas tão vazia.
    Sei que temos que viver o ecumenismo, mas fico tão triste quando a igreja fica vazia. E ao final, ao olhar para aquele padre desanimado, realizando aquela missa, como se estivesse ali obrigado, aparentemente tão apático, pensei: “acho que é essa apatia que faz os fiéis procurarem outra religião”.
    Oro a Deus e peço que surjam mais padres como o Sr. Pe Joãozinho, Pe Zezinho, Pe Fábio de Melo, e tantos outros que utilização a música para evangelizar. Pois como dizem quem canta reza duas vezes.

    Sei que não iniciaram este trabalho hoje, já o fazem há muito tempo, mas apenas hoje estão em maior destaque. Mas isso vai passar como tudo nesta vida passa. Logo viram outros meios de evangelizar e as pessoas logo esqueceram isso. “O Sacerdote Showman”
    Não escrevo tão bem quanto o Senhor mas esta é minha opinião.

  4. Padre João.

    O sr. citou em seu texto as formas de linguagem de um sacerdote.
    A linguagem de um Vigário de Cristo deve ser esta:

    – Confessionário.
    – Penitência.
    – Adoração ao Santíssimo.
    – Sermões incentivando a santidade dos fieis.
    – Ortodoxia na Missa (sem axé, pagode, guitarra ).
    – Falar menos, escrever menos. Rezar muito.
    – Ir a quadra de escola de samba da Beija Flor, nem pensar. Isso é pura paixão mundana. Diria, uma loucura.
    – Abdicar de más companhias inclinadas politicamente à partidos comunistas, socialistas e favoráveis ao aborto.
    – Nunca compartilhar da amizade de quem considera Frei Betto um homem “fabuloso”.
    – Não se envaidecer com bajulações de tietes, seguidores, nem “Sergios Souzas” da vida.
    – Por fim, assumir estar de luto para o mundo. Vida, só em Deus.

    Boa sorte, padre.
    Que Nosso Senhor o abençoe e santifique.

    Olegário.

  5. Eidimacy Rdrigues

    Sacerdote É aquele que ministra os sacramentos da Igreja; padre. / Fig. Aquele que tem profissão honrosa ou missão nobre: os sacerdotes do magistério.essa é a difinição de Sacerdote…;quando um sacerdote evangelize por meio de show, o mesmo não deve esqueceu da missaõ de cuidar do povo que Deus confiou,tem que ter o discermimento de não ser usado pela midia, , adimiro o padre Zezinho,…; Padre Jõaozinho o senhor como cantor é bom, o senhor quando celebrar é se transforma na pessoa de Jesus,melhor Jõao carlos, na sua missão de sacerdote, celebrando, … um forte abraço e sua benção.

  6. Ana Vitória

    Padre Joãozinho, sua benção !!!
    Fui “criada” em um ambiente onde os padres estavam sempre muito próximos de nós. Depois que cresci, fui morar e estudar fora, senti a distância de alguns padres, e isso me entristeceu profundamente, pois sou católica praticante, e não sentia o chamado dos padres por seu rebanho…Procurei a RCC, e me fortaleci. Tenho orgulho por ser CATÓLICA, tenho orgulho por ver o sr lançando mais um novo livro, um novo CD, viajando em missão, interagindo cada vez mais com pessoas necessitadas de renovar a FÉ. Isso é importantíssimo !!!
    E divulgo o seu nome, pra que o seu trabalho chegue a quem ainda não o conhece.
    As músicas do padre Zezinho que ouvia desde muito criança, e guardo em minha memória até hoje, foram e são bálsamos em minha vida !!!
    Padre Marcelo Rossi, Padre Fábio de Melo, trabalhos lindos chegando até suas ovelhas !!!
    Todos vocês falando uma linguagem acessível.
    Acho válido os meios pelos quais recebemos a evangelização !!!
    Seja pela televisão, através de shows, de livros, enfim…
    Jesus está no meio de nós !!!

  7. Maria Thereza

    Estimado Pe. Joãozinho

    Realmente é um assunto muito polêmico…
    FICO COM A CERTEZA DAS BOAS INTENÇÕES,RETIDÃO DE PROPÓSITOS E NUNCA… NUNCA MESMO SE ESQUECEREM QUEM SÃO… A QUE VIERAM E EM QUEM ESTÃO SE TRANSFORMANDO… MILHARES E MILHARES DE PESSOAS CONFIAM EM VCS..É UMA GRNDE MISSÃO!!!! TEM QUE SER!!!
    QUE AS AÇÕES CONFIRMEM AS PALAVRAS.
    . ABRAÇOS. DEUS OS ILUMINE NESSA JORNADA!!!

  8. Lúcia Farinhas

    Pe. Joãozinho, toda essa discussão me remete a uma figura inesquecível, amada e santa: o Papa Jõao Paulo II. Ainda me lembro de quando veio ao RJ e aprendi a tocar a música em sua homenagem na flauta. Ele era alegre, diferente das figuras de papas austeros. Ele conquistou nossos corações e nos aproximou de Deus de maneira humana, carinhosa e inovadora. Quebrou uma imagem fria e distante, ele era do povo.Dentro dele havia muita clareza de sua missão, tanto que a cumpriu com louvor. Pe, eu considero que este homem santo conseguiu realizar o maior milagre de todos os tempos: reuniu em torno de si, numa mesma praça, os maiores inimigos do mundo, que participaram de seu sepultamento e se respeitaram naquele momento. Criticado? Foi. Gerou polêmicas? Sim. Acho que não podemos julgar, cada um sabe o que faz. A missão de um padre não deve ser fácil, portanto não podemos ser ingênuos e achar que todos serão ótimos. Com show ou sem show, sabemos que nem todos darão certo. Entretanto, aqueles que tem clareza e amor por sua missão farão a diferença! Um abraço fraterno.

  9. O meu raciocínio é simples mas não é facil de ser feito. Se o shwman promover o envangelho e não a si mesmo, não vejo problema algum. Difícil é o padre showman consguir fazer isso. Difícil mas possível. Temos exemplos.

  10. Realmente, a Igreja não precisa de padres espetaculares, precisa sim, de padres elementares, desde que exerçam as ações mais elementares de sua missão, sem considerar essas ações como algo além de seus “limites”.
    Aqueles padres que consideram uma falta de respeito aos seus “limites”, um simples pedido da graça da Confissão, não estão cumprindo essas ações elementares.
    Padre, sei que o sr. vai abolir esse meu comentário, não me importo, pois só de saber que vai ser lido (pelo menos por curiosidade), já é suficiente para mim.
    O sr. me atingiu muito mais do que pode pensar ao me dar aquela resposta cruel, fria e totalmente fora de tudo que se espera de um padre.
    Não poderia, jamais, imaginar que aquele pedido pudesse ser considerado tão absurdo e impossível como o sr. o colocou. Seu comentário “já imaginou se todos quisessem se confessar com o Bispo, com o Papa” foi, no mínimo fora de propósito.
    Mas o sr. ainda foi além: me chamou de egoísta e disse que só penso no meu “capricho pessoal”.
    Onde está a caridade, a fraternidade, a misericórdia, Padre?
    Quando estamos doentes no corpo, procuramos o médico. Quando é a mente, o terapeuta. Mas quando é o Espírito, procuramos o Sacerdote. Eu procurei muito, de todas as formas de que dispunha, não foi por capricho, só que além de não encontrar, fui rechaçada, humilhada e maltratada.
    E por quem? Por um Padre que, parece, não gosta de exercer suas funções mais elementares.
    É uma pena…

  11. É interessante discutir esse tema na nossa realidade atual.
    O Padre por si só já é uma pessoa pública. Se os shows apontam para Jesus, se sinalizam para o centro da nossa vida, a Eucaristia, é evidente que é legítimo.
    Padre Zezinho soube e sabe fazer isso muito bem. Seus “shows” são catequese. Não saímos deles sem sermos edificados eclesialmente, saímos de seus shows refletindo aquelas letras, admirando, claro, sua sabedoria, mas pensando mais no que disse, do que nele próprio.
    Acredito que o sacerdote artista deve sempre questionar-se se seu show aponta para o céu ou atrai para si próprio.
    Há que se ter cautela pq se pode colocar em risco uma vocação. Porque esse universo de estrelas que brilham temporariamente pode seduzir, confundir, alienar e por a perder o brilho do Sol Maior. Aí já não vale a pena, precisamos muito mais de sacerdotes do que de cantores. Que os padres cantores sejam primeiro padres, porque nosso mundo precisa urgente desse dom, precisamos dos sacramentos, da Eucaristia, dos confessores.
    Aprecio, amo a música católica e Pe. Joãozinho sabe tb muito bem como exercer esse ministério.
    Mas a beleza maior está no sacerdócio.
    Padre, eu beijo suas mãos ungidas que me absolvem. Suas mãos ungidas que me trazem o Cristo presença real na Eucaristia. E agradeço suas palavras que direcionam o espírito e que potencialmente salvam vidas.
    Em minha opinião, SER PADRE primeiro.

  12. Maria Célia

    Pe Joãozinho,
    A arte torna a vida mais leve (palavras de Pe Fábio que eu concordo). A igreja tem que investir em arte, internet e todas as formas de comunicação para atingir o coração do homem. As igrejas estão vazias, então os padres têm que chegar ao povo de outras maneiras. Irá à igreja, aquele que já recebeu a semente.
    A igreja precisa de investir em música bonita, que atinja o coração do homem. Por que não pode haver um show após um encontro de oração? Se já ouvimos a palavra, se já rezamos, adoramos, por que não terminar com um lindo show?!
    Mas acho que não pode ser só isto. Como não pode ser só professor, só administrador, etc.
    Para mim, o padre não pode deixar de realizar suas atividades junto ao povo – confessar, celebrar missas, presidir casamentos, orientar, etc. Essas são as suas principais funções. Fico, às vezes, preocupada com alguns padres que amo muito. Rezo por eles.

  13. Alaide Leite

    A musica e as religiões sempre caminharam juntas. O mundo mudou e principalmente neste inicio de século, com as tecnologias de comunicação evoluindo tão rapidamente, é de se esperar que as formas de evangelização evoluam também.

    A Palavra é uma só, mas as formas de transmiti-la podem ser atualizadas. Se Cristo morreu para nos salvar, temos a obrigação de tornar nossa vida proveitosa e feliz.

    Foi através do show de um padre (Fábio) que voltei para a igreja, conheci melhor um outro padre (Joãozinho, você mesmo!) que admiro e respeito muito, tenho mais contato com um padre pelo qual tenho uma admiração sem tamanho há muito tempo, desde quando morava em sampa e acompanhava o trabalho dele com pessoas carentes (Julio), comecei a prestar mais atenção em um político ligado à igreja (Chalita), ganhei mais alguns amigos, passei a assistir as TVs católicas, voltei a frequentar missa e agora estou voltando ao trabalho voluntário.

    No meu caso, não dividiu, somente agregou e muito! Sinto-me em paz com meus erros, acertos e buscas, acho que nunca tinha conseguido entender a bíblia como agora, foi com a ajuda dos shows que assisto, das músicas que ouço. Show do “padre galã” que consegue mostrar que é padre acima de tudo, impõe respeito da forma mais doce possível, admite erros como se estivesse agradecendo elogios.

    Os padres que vejo não são somente artistas, mesmo que somente fizessem shows, estariam cantando a palavra de Jesus e, portanto, evangelizando. Por favor, não parem com os shows e até um certo estilo “stand up comedy”, são momentos de muita alegria e emoção, assim fica mais fácil tocar corações tão carentes de doçura nestes tempos de correrias e relacionamentos estressantes.

  14. Boa noite,pe. João Carlos
    Penso que os arcebispos romanos se equivocaram.
    Inicialmente,o problema não está no “padre showman”,termo depreciativo e infeliz para ser utilizado publicamente, afinal “roupa suja se lava em casa”, depois se perguntam por que somos tão desmoralizados e nem no fato de comunicarem a si mesmo;a questão é muito mais ampla.
    Acredito que a complexidade está na proriferação das emissoras e comunidades católicas,afinal tornam-se um segmento da igreja,logo há necessidade de manutenção da obra,surgem os novos cristãos,dizimistas televisivos e comunitários.
    Obviamente,cada um desses movimentos usará o proselitismo e a divisão ocorrerá.
    Consequentemente,as paróquias ficam um tanto abandonadas.
    Uma grande preocupação não só dos romanos,mas de muitos sacerdotes breasileiros que fazem campanhas públicas para que os fiéis não contribuam com esses segmentos.
    Na verdade, esse é o problema.
    Portanto,a razão para que esses religiosos romanos levantassem a questão foi o fator financeiro.
    O mundo evoluiu, não há como voltarmos aos primórdios,seria ir contra a palavra divina.”Ide pelo mundo…”
    Evangelizar só para quem já está convertido? Frequenta a igreja? E a frase “Eu não vim pelos sãos ,mas pelos pecadores”.
    Será que esse romanos pensam que quem “está no mundo” virá espontaneamente para a igreja sem ser estimulado ou convidado? Pensar assim seria muita ingenuidade.
    Recordo-me de que Jesus nas passagens bíblicas raramente pregava nos templos…
    Além disso, há tantas músicas de qualidade duvidosa infestando a cultura brasileira, ainda que não ocorra a volta dos dispersos em grande número,pelo menos a igreja contribui para que a purificação musical aconteça.
    Acabar com os shows católicos seria um retrocesso…Os cantores católicos podem e realizam um bom trabalho,mas o padre tem muito mais autoridade para expressar a nossa fé…
    Agora,concordo com eles na questão do improviso…Já comentei aqui que raramente ligo a tv em programas religiosos uma vez que constantemente a palavra divina é mal explicada, falta embasamento, estudo.
    Mas justiça seja feita, não são só aos padres que estão na tv que apresentam esse problema, mas uma boa parte dos sacerdotes e e leigos paroquianos também.
    Acredito que para os consagrados exercerem o ministério utilizando a linguagem comunicativa não basta pertencer a uma comunidade,mas ter carisma,estudo e espiritualidade; que fale com propriedade,tenha dom musical e principalmente o que falar a fim de não “cair na mesmice” que satisfaz por um tempo, mas todos sentem necessidade de solidez nos momentos adversos. Palavras simplórias não convencem a quem está afastado ou não possui uma religião.
    Finalizando, a meu ver o problema não está na persona do padre, mas na diversidade de carismas que estão surgindo…
    Como diz o ditado “cada qual no seu quadrado”, há padres com vocação para serem paroquianos, outros com trabalho social, os que se destacam nas funções acadêmicas e aqueles que possuem o dom da palavra, seja na música ou na oratória. O que não pode acontecer é alguém sem vocação para realizar essa missão querer exercê-la.
    Boa semana e um santo abraço.

  15. Bem agradeço a Deus pela renovação da nossa igreja e isso se deu pelo os meios de comunicação e os show dos padres que tb tem uma bela voz para evangelizar através da música. Sempre que vou a um show de padre Fábio fico analizando como pode um padre conseguir juntar várias faixas de idades no mesmo local, no último show tinha um casal de velhinhos de cadeira de rodas que ficaram até o fim do show e tinha várias crianças e ali o ginásio lotado ´não houve nenhuma briga e todos com um mesmo objetivo a palavra de Deus. Ainda ñ tive o prazer de ir a um show de padre Joãozinho, mais tanto padre Joãozinho como padre Fábio fazem pregações claras e sem cansar ninguem. Estamos esperando padre Fábio em Natal no dia de Natal,convite da prefeita de Natal. Um abraço.

  16. Ricardo Ferreira

    Padre João, sua benção.
    Direto ao assunto, o Papa Bento XVI propôs o padre João Vianei como modelo de sacerdote. Escolheu bem!
    O seminário que percebe que a pessoa não tem vocação ao sacerdócio não deve promover sua ordenação. Creio que a necessidade de preencher os quadros faz com que falte critérios objetivos.
    Sou profissional de comunicação e percebo que a nossa Igreja não conseguiu ainda definir uma linguagem adequada para enfrentar os meios de comunicação de massa. E pior, está se valendo da técnica protestante pentecostal dos clichês publicitários para mostrar seu produto.
    Infelizmente, os nossos padres midiáticos já viraram produtos, com contratos de dar inveja aos artistas seculares.
    Nossa Igreja já tem suas referências, não precisamos de outras. Nossa maior referência é Jesus. Temos ainda os santos. Temos nossas metas: os que não conhecem a Deus e os pobres. Não são as da editoras, das gravadoras ou a quantidade de emissoras de rádio e Tv.
    Enquanto os padres saem aos finais de semana para seus shows, algumas de nossas Igrejas não tem missa, por falta de padre. Acontecem as celebrações com os ministros da eucaristia.
    Infelizmente, o trabalhador não tem a oportunidade de se confessar. Isso mesmo. Quem trabalha de segunda a sábado só se confessa quando acontece os mutirões de natal ou da semana santa. Os expedientes dos padres ou acontecem de manhã ou a tarde. Em Taubaté só na Igreja de São Pedro atende confissões nas quartas-feiras a noite.
    Não sou contra um sacertode manifestar seu talento nas artes, mas acredito que deva haver uma ponderação de até onde a vontade pessoal está interferindo na vocação. A arte deve ser a extensão da vocação, e não o contrário.
    O que mais me preocupa é tudo isso despertar nas pessoas – sejam leigos, cléridos ou religiosos – a busca pela fama e não pela santidade.

  17. Macy Rodrigues

    Sacerdote, evangelizando por meio de show,deixar o altar para estar no palco principalmente no domingo dia do senhor.
    Quem deve fazer uma reflexão são os´proprios sacerdotes. eles estão satisfeito de deixar o altar para subir em um palco no domingo?mesmo o padre emcima de um palco,não deixar de ser missão.
    padre Zezinho, é exemplo evangelizar atraves da musica, ele é uma grande referencia,não concordo padres que se deixam inflênciar pela midia, deixaando a vaidade falar mais alto, essas são as minhas considerações.

  18. Pe.Joãozinho,
    Penso que cada pessoa é diferente,e Graças a DEUS o sacerdote é um ser humano com suas fragilidades e limitações, cada um é diferente e especial como todos nós Filhos amados de DEUS.Também não concordo quando sacerdotes são criticados. Existem os mais conservadores,os mais sérios, os mais sorridentes, os que tem o dom de cantar, de tocar, de apresentar. DEUS quer chegar a todos os corações, corações cansados, doentes, feridos, tão necessitados de sua Misericórida.E o Mundo hoje está muito mudado,não adianta dizer que que vou a Missa sempre, sento no primeiro banco, rezo o terço, faço oração todos os dias e assim que saio da Igreja, numa primeira oportunidade já perdemos a paciêcia, falamos palavrão,julgamos, somos arrogantes com o próximo. O importante não é ser Santo, o mais importante é estar sempre buscando a santidade, buscando as coisas do alto,querendo nos transformar, arrancar o joio dos nossos corações, desejando imensamente um coração manso e humilde, semelhante ao do Nosso Senhor Jesus Cristo.Como é maravilhoso existirem Padres, com coração aberto,que nos olhem nos olhos, nos acolhem como Pai,que sejam sinal de Cristo, que tenham um coração “diamante” refletindo toda a misericórdia de JESUS aos nossos corações.“Dar-vos-ei pastores segundo o meu coração” (Jo 3, 15). A Igreja deseja sim de Padres animadores,com entusiasmo de Cristo nos fazendo lembrar do Amor de DEUS,ser verdadeira ponte que liga o Céu e a Terra para formação de uma sociedade mais humana, fraterna, mais justa, Reino de DEUS em nosso meio.

    Também não sei escrever muito bem,rs foi só um desabafo,desculpem os erros e etc.
    Abraço, Pe. Sua Bênção!

  19. Renata Prado

    Pe. Joãozinho, antes de mais, obrigada por nos criar a oportunidade de emitir nossa opinião, pois hoje em dia, quase ninguém deseja ouvir o que os outros têm a dizer e sim, querem apenas emitir suas próprias opiniões, como verdades absotutas a serem seguidas, copiadas e incondicionalmente aprovadas. A sua disponibilidade em saber do pensar dos outros, promove e estimula o desenvolvimento do nosso senso crítico!

    Quanto aos “padres showmans”, num posicionamento direto e superficial, penso que não há problemas em se usar a arte e todas as suas forma de expressão e exposição, para evangelizar. No entanto, creio também que a vida, bem como a atuação humana, não devem nem podem ser vistas com olhos simplistas demais, pois acredito que é nas entrelinhas, na subjetividade e no inconsciente, que estabelecemos nossas escolhas, que farão dos nossos atos, sagrados ou não.
    Nesta linha de pensamento, o que vejo que pode se configurar como problema, em fazer da ação sacerdotal um palco, está muito mais na maturidade espiritual de quem pratica sua missão religiosa, que no show em si, pois é inegável que este recurso, leva a milhares de pessoas, a oportunidade de se “lincarem” com Deus de forma espontânea, sem regras, sem rituais, sem padrões, levando aos poucos, à grande massa dos leigos, o devido e adequado entendimento de todas as regras, rituais e padrões.
    Então, acho que o questionamento é sim muito válido, quando feito nas esferas íntimas, dos próprios padres que atuam desta maneira, pois cabe a eles entenderem e controlarem a dimensão da própria vaidade, da própria relação que este ou aquele padre irá estabelecer, com todas as consequências que implicam em se ter uma atuação de tamanha exposição pública, bem como quanto ao propósito e autoria que estes padres dão ao seu trabalho, pois vale lembrar, que a palavra proferida através da música, da pregação, dos livros e exposta em todo e qualquer meio público de larga escala, pertence à Deus, da qual os padre e missionários, são medianeiros, interpretadores e divulgadores.
    A forma espetacular (no sentido de espetáculo mesmo…), que os padres encontraram, para fazerem chegar ao povo, a palavra do Senhor, não carrega por si só, nada de mau ou de bem, penso que apenas a condução de suas posturas públicas, quando adiquirem fama em função disso, é que deve ser um testemunho adequado, sobre a sua posição e o seu papel de PADRE e não de artista.
    Este é apenas um ponto de vista, dos muitos que se pode ter à cerca desta polêmica: que a condição artística e humana dos padres, não sobreponha ao seu papel de intermediário entre o povo e o Divino.
    Grande abraço e que Deus continue a iluminar a expresão do seu pensamento!
    Renata Prado.

  20. Ana Vitória

    Padre Joãozinho, sua benção !!!
    Fui “criada” em um ambiente onde os padres estavam sempre muito próximos de nós. Depois que cresci, fui morar e estudar fora, senti a distância de alguns padres, e isso me entristeceu profundamente, pois sou católica praticante, e não sentia o chamado dos padres por seu rebanho…Procurei a RCC, e me fortaleci. Tenho orgulho por ser CATÓLICA, tenho orgulho por ver o sr lançando mais um novo livro, um novo CD, viajando em missão, interagindo cada vez mais com pessoas necessitadas de renovar a FÉ. Isso é importantíssimo !!!
    E divulgo o seu nome, pra que o seu trabalho chegue a quem ainda não o conhece.
    As músicas do padre Zezinho que ouvia desde muito criança, e guardo em minha memória até hoje, foram e são bálsamos em minha vida !!!
    Padre Marcelo Rossi, Padre Fábio de Melo, trabalhos lindos chegando até suas ovelhas !!!
    Todos vocês falando uma linguagem acessível.
    Acho válido os meios pelos quais recebemos a evangelização !!!
    Seja pela televisão, através de shows, de livros, enfim…
    Jesus está no meio de nós !!!

  21. Muito interessante o artigo.
    Acho que a arte é um dos instrumentos mais belos que Deus deu aos Padres para que vcs espalhem a Palavra Dele , através de livros e músicas.
    Cada padre tem um jeito diferente de pregar e acredito que essas diferenças só acrescentam, pois cada um atinge um certo tipo de ovelha.
    Se todas forem levadas a Cristo, por este ou aquele meio, não acho que existam problemas.
    O que não acho válido é ver só a arte sem a mnesagem de Cristo que se porcura expressar através dela.
    Sua benção.

  22. José Carlos Penha

    Pe. Joãozinho, scj, a sua bênção.

    O assunto é complexo e delicado, mas tentarei expor meu ponto de vista.

    Não vejo nada de errado se o Padre tem um carisma, um dom de evangelizar através da música, da poesia, da crônica, da pintura… A questão principal reside no como fazer isso e o que se faz com o recurso financeiro levantado através disso.

    Não sou contra o Padre cobrar pelos seus discos, seus livros, seus shows, pois o Padre também é humano e tem gastos com alimentação, vestuário, locomoção, saúde, lazer, instrumentos de trabalho. Porém, se é um dom de Deus, está certo acumular bens materiais? Assunto complexo que passa pelo entendimento da Doutrina Social da Igreja.

    Sei que algumas congregações religiosas exigem de seus membros o voto da pobreza, e sei também que padres tem saído de suas congregações porque não concordam com isso.

    Lembro que o Padre não pode deixar de ser Padre durante seus momentos de folga ou lazer, assim como o marido não deixa de ser marido, pois estamos falando de sacramentos, e não de profissões. Assim, o Padre continua sendo Padre em cima de um palco.

    Temos bons exemplos de Padres “showmen” que arrebanharam fiéis para a Igreja Católica. Talvez o pioneiro tenha sido o querido Pe. Zezinho, scj.

    Eu não concordo com as chamadas “showmissas”. Show é show e Missa é Missa. Eu não consigo celebrar plenamente a minha fé nessas Igrejas que ficam super-lotadas, com pessoas que não se conhecem e não se vêem no dia a dia.

    Eu prefiro e me sinto bem celebrando com a minha comunidade, onde reconheço um rosto amigo em todas as pessoas à minha volta. É ali, na minha comunidade, que eu me completo como pessoa, partilhando a Palavra e a Eucaristia com meus amigos, irmãos na fé. Incluo entre esses meus amigos o Pároco.

    Infelizmente, tenho sentido que algumas pessoas acabam ingressando no seminário encarando a missão de Padre como uma profissão. E, pior, por conta da falta de Padres, essas pessoas acabam sendo ordenadas.

    É diferente, Pe. Joãozinho, uma paróquia administrada por um Padre diocesano de uma administrada por Padres religiosos. Geralmente o Padre religioso sempre tem a companhia de outro(s) irmão(s) a ajudá-lo, enquanto invariavelmente o Padre diocesano é sozinho na comunidade; Além disso, além de administrar a Paróquia, cuidando dos bens temporais e espirituais, ainda tem compromissos com a Diocese (animador de pastoral, reitor de seminário, professor-formador, atividades burocráticas…). Muitas vezes não sobra tempo para o Padre atender o povo. Tem que ser no dia e hora marcada! Mas o desespero, a angústia, a dor, não marca dia nem hora… Dura vida a do Padre, que acaba sendo injustamente criticado por não ter tempo para as pessoas. Mas ele está afogado com outras atividades!!! Quando a sua atividade principal é pastorear as suas ovelhas.

    Considero que há espaço para Padres padres, e para Padres “showmen”. O que eu não concordo é o Padre “showman” deixar de celebrar na sua paróquia para ir cantar em outro local. E aí a paróquia precisa procura outro Padre para a celebração da Missa, pagando espórtula para esse Padre que vai”quebrar o galho”.

    O Padre “showman” deve se dedicar apenas a isso: shows. No entanto, ele deve lembrar que continua sendo Padre e que, portanto, está ali para evangelizar. Não deve fazer desse seu dom uma atividade comercial.

    Como eu disse no início, o assunto é complexo e delicado. Sei que toquei em alguns pontos nevrálgicos, no entanto tenho profunda admiração pelos Padres, tanto é que sempre me refiro a eles grafando a palavra Padre com P maiúsculo. Sinal do meu respeito pelo seu ministério ordenado.

    Abraços.

  23. Boa noite, padre
    Fico pensando o quanto as pessoas são precipitadas e possuem memória curta…
    A carência de sacerdotes no Brasil e em muitos outros lugares do mundo não é um fato atual, há séculos o país sofre com isso, principalmente no norte,logo a existência de padres que cantam não é a razão para que as paróquias sofram com esse problema.
    Aliás, houve um crescimento de seminaristas no Brasil e não se pode negar que esses padres que estão na mídia foram responsáveis, pois desmistificaram o sacerdócio como sendo um fardo, castigo,opressão.
    Lembro-me de que foste ao programa Direção Espiritual e os senhores comentaram que no passado, o senhor, pe. Fábio e pe.Zezinho fomentaram muitas vocações no país quando viajavam fazendo shows.Negar a influência positiva disso é falta de inteligência ou radicalismo.
    Logo,a raiz para que falte sacerdotes é antiga,desde uma visão distorcida que as pessoas fazem do catolicismo como uma religião arcaica,que Deus é contra a felicidade humana, que tudo que está no mundo é diabólico e propaga a alienação até inegavelmente ao celibato.(Não adianta, esse fato é crucial).
    Infelizmente, a igreja corroborou para que essa ideia equivocada do catolicismo fosse propagada,pois se omitiu em muitas questões importantes; graças a Deus hoje estamos mais ativos.
    A igreja durante muito tempo distanciou-se do social.
    Além disso, concordo com a pessoa acima, há muitas comunidades que vivem da providência e necessitam de apoio financeiro, consequentemente o dízimo não vai para as igrejas como antes… Essa é a verdade.E por isso esses romanos estão reclamando…
    E as emissoras católicas? Para que tantas? Por que não uma só?
    Isso também divide, pois inegavelmente cada um tem a sua espiritualidade e o proselitismo é consequencia natural…
    A culpa também é do povo…
    Muitos se tornaram cristãos de sofá… Não vão a missas, não pagam dízimos,ficam em frente a tv, assistem missa, rezam novenas,etc.Há alguns que querem se confessar pelo twitter. É mole? Para que ir à igreja?
    Na minha cidade o que não faltam são confissões, segunda à noite, terça, quinta e sexta,missas.Não há desculpa de que trabalham ou outras coisas mais…
    Evangelizar para quem está na igreja é fácil e ir atrás das ovelhas perdidas? Quem fará esse papel?
    Os músicos católicos? Com todo respeito, a maioria não atingirá aos descrentes com as músicas que tocam. Gente, acordem, há pessoas que não frequentam igreja e sabem mais da bíblia do que esses leigos. Palavras sem conteúdo não mostrará a essas pessoas o caminho divino…
    Penso que os romanos ao invés de se preocuparem com os padres que cantam e felizmente conseguiram fazer com que muitos voltassem à igreja, deveriam cobrar mais formação de quem trabalha com a comunicação, estudem e tenham o que falar, transmitir a palavra divina com propriedade.
    Os´padres QUE POSSUEM DOM E CARISMA para exercer seu ministério através da comunicação, não estão fazendo mais do que sua obrigação, afinal não se esqueçam das parábolas dos talentos,se recebeste o talento divino sou obrigado a utilizá-lo, a fama é coisa passageira, própria da mídia brasileira sedenta por novidades.
    Triste do cristão que põe em dúvida o ministério de um sacerdote por coisa tão imatura e artificial. A mim pouco importa se o padre é famoso ou não, o mais importante é ele realizar a missão designada por Deus e este se encarrega de tudo, pois quando a obra não for DELE, ela não permanece, cai.
    Agradeço a Deus pelos ministérios dos padres que estão na mídia, principalmente, pe. Fábio, pe. João Carlos e pe. Zezinho, espiritualidade, sabedoria e estudo, tem o que falar.
    Padre, quando sairá o livro Deus na mídia? Aguardo com ansiedade.
    Boa semana.

  24. Elaine Mendes

    Padre Joãozinho que assunto quente esse… imagine se houver um padre popstar internacional. Penso eu que não estamos muito longe disso, afinal, as pessoas estão com sede de Deus e já temos o Padre Fábio de Melo. Aliás, gostaria até de saber se já sondaram ele para fazer carreira internacional.
    Mas, a verdade tem que ser dita: o sucesso dos padres cantores se deve a seu talento artístico e mais ainda ao seu ser da padre. Garanto que se os padres começarem a se comportar como artista o encanto logo passará, pois não é só cantar ou falar bem, é antes de tudo testemunhar com a vida, ser Jesus para nós. Sim, nessa missão há muita exposição da pessoa, mas tem que ser assim, pois o sacerdote midiático tem que comunicar com a vida Jesus Cristo. Por isso eu louvo a Deus pelo celibato dos sacerdotes, pois se fossem casados eles não poderiam se expor tanto e ter intimidade com seu público.
    Há um vídeo no youtube quando o Pe. Reginaldo Manzotti chega ao aeroporto de Fortaleza no 2º Evangelizar. Meu Deus! O que foi aquilo? Inúmeras pessoas querendo se aproximar do padre. Isso é natural, pois os meios de comunicação nos fazem ter mais acesso ao coração do padre e se for um padre coerente com o que diz, a admiração acontece. Infelizmente existem muitos padres de paróquia que não tem tanta proximidade com seus paroquianos, parece que tem medo de algo não sei. Confesso que se nossos padres tiverem mais abertura com seus paroquianos no sentido de ter tempo para escutá-los nenhum padre mediático irá substituí-lo, pois o padre da mídia é limitado, quem realmente nos ampara e dá o seu ser de padre constante é o padre de nossa paróquia.
    Sua benção

  25. Missa não é show”
    Concordo.Tudo tem sua hora e momento.A palavra de Deus tem que ser transmitida de forma didática e leve.
    Gosto da criatividade mas dentro dos limites que a santa igreja permite.E outra coisa tudo que é espetáculo cai por terra(sem sentido da evangelização)afinal tudo passa.
    Meu abraço fraterno!!!

  26. Excelente artigo e reflexão. Tenho consciência que, diante do que estamos vendo, não basta a pregação na missa, há que se buscar sempre novos areópagos. Também tenho a consciência de que a Eucaristia é o cerne da Igreja e esses novos areópagos devem apontar para as celebrações eucarísticas, principalmente aos domingos, Dies Domini. Em resumo, qualquer iniciativa dessas deve fazer o indivíduo a frequentar novamente as missas aos domingos, de preferência, na paróquia mais perto da sua casa. Sei que é importante ter sacerdotes na mídia, para evangelizar as multidões mas sem perderem a responsabilidade que são responsáveis também por uma paróquia. Acho que os padres estão ‘deixando’ de lado a missão de serem profetas…

  27. Na minha opinião o problema não é o show e sim a exposição na midia que faz com que o padre não seja visto como sacerdode e sim como artista e querendo ou não ele acaba perdendo um pouco o chão não são todos é lógico temos exemplo maravilhosos que é o Pe Zezinho,Pe Antonio Maria e outros,mas já vi Pe que fazia uma missa fantástica que perdeu o encanto depois de tanta esposição cheguei a parar de ir as missas dele sendo que voltei para agreja por ter escultado as missas shows passando pela rua, mas acho que tem que tomar muito cuidado com a exposição por que as criticas vem e muitos não aceitam.

  28. Pingback: João Carlos Almeida

  29. Querido Padre, sua Benção!
    Muito interessante seu post de hoje e também muito boas as colocações do colegas acima.Vou então dar minha opinião.
    Há muitos anos faço parte do ministério de louvor de minha cidade que até pouco tempo atrás, tinha à sua frente Um Monsenhor. Monsenhor este que desde a fundação da cidade, sempre esteve à frente da igreja e que no seu início de sacerdócio fez, digamos assim, grandes revoluções para a época.
    Hoje ele descansa nos braços do Pai (faleceu dia 23 de Agosto com seus 92 anos MUITO bem vividos à serviço do Pai – este foi direto pro céu!).
    Pois bem, faço então, após ler seu post, um paralelo com o que vemos nos dias atuais…
    Da mesma forma que o que os antigos Padres fizeram e que foram considerados revoluções e que claro, acabou sendo aceitos após certa resistência dos mais tradicionais…digo que acredito que estamos no caminho certo em introduzir shows, palestras e etc como forma de evangelizar sim.
    É claro que, como muitos já disseram, oremos para que estes “sacerdotes showmans” sejam e estejam conscientes de que o que deve ser passado é a Palavra do Pai, os ensinamentos D´Ele e que orem muito para que Deus lhes dê discernimento para conseguirem lidar com a mídia e a fama de artista e não deixarem esquecer de que este talvez seja a nova maneira de conseguirmos resgatar almas e quem possam trazer de volta aqueles que “perdemos” para outras religiões por não conseguirem entender as homilias que os padres “tradicionais” pregavam e que fazia com que as pessoas literalmente dormissem nos bancos das igrejas.
    COm o passar do tempo, vendo (principalmente na tv)que outras igrejas pregavam de maneira mais fácil, acabamos por perder muito fiéis e hoje, com esta nova “cara” da nossa igreja, posso afirmar que TENHO PRESENCIADO todo final de semana o resgate de tantos conhecidos que tinham nos deixado mas voltaram por conta dessa nova maneira de evangelizar que a igreja católica assumiu.
    Desejo de coração que, da mesma forma que lá atrás tantos “Monsenhores” conseguiram feitos que, para a época eram absurdas, hoje, nossos padres amados foquem primeiramente em Jesus Cristo nosso Salvador e assim consigam conduzir seus rebanhos, sejam com show, palestras e claro, sem nunca esquecer da tamanha importância e respeito que se deve ter com a missa e com o nosso alimento da alma (a comunhão) para uma nova igreja católica onde, como diz aquela vossa música, possamos dizer que somos crentes, pentecostais, universais e etc, SEM MEDO de más interpretações.
    Que este novo caminho (que nem é tão novo assim né Padre..rs), seja aceito e recebido com muito respeito e alegria, nosso povo tenha consciência de que Sacerdote Showman deve ser respeitado como PADRES (que são) e que a igreja católica consiga, através de Anjos como vocês, resgatar aqueles que somente agora conseguirão ver e sentir o tamanho do amor do Pai também através do louvor.
    Deixo aqui meus agradecimentos pela oportunidade de lhe falar praticamente “pessoalmente” rs, e louvo e agradeço a Deus pela vossa vida, querido Padre. Tive a oportunidade de presenciar muito do que falei acima em uma das missas em Itupeva, no Cerco de Jericó la com o Padre Wilson e que o Senhor ministrou. O Senhor faz maravilhas através de sua vida. Bjs e permaneça com Deus.

  30. Maria Arminda

    Padre Joãozinho, sobre a matéria proporcionada pelo senhor, e também aberta a opiniões,creio que,na minha visão, a Igreja no Brasil está muito mais ativa e transparente. Gosto quando vejo o sacerdote mostrar suas fraquezas, sua parte humana, igual a todos nos. Gosto de ve-los altivos, cansados, doentes, sadios,comendo rúculas indo passear,rezando, celebrando a Santa Missa, ministrando aulas, gravando cds e dvds, cantando em shows, tanto palestras, sendo entrevistados na tv, sorrindo e abraçando os “santos” e os pecadores os católicos e os não católicos, enfim gosto de ver os sacerdotes como seres humanos que, pela graça de Deus foi colocado para ser dentro do mundo como nosso pai (padre) que não descrimina e sim acolhe. Padre Joãozinho, espero que a Igreja, continue a trilhar o caminho da transparencia e do amor. Sou católica praticante, amo a minha Igreja, e peço a Deus que sempre continue a dar padres como Pe. Zezinho, Marcelo Rossi, Juarez, Reinaldo Manzotti, Joãozinho, Ricardinho Fábio de Melo, Cleidimar Moreira e outros que nos honram com sua missão. Não importa como ou através de quem a
    palavra de Deus chega a nós para nos transformar em verdadeiros seguidores de Jesus, pois só a Ele e para Ele devemos viver.Os homens passam são repostos , mais só o amor de Deus fica. Desculpe de alongar-me, mas dentro dos meus 66 anos não sei me fazer suscinta. Obrigada e sua benção.

  31. Patricia-SP

    Olá Pe. Joãozinho.

    Passei aqui novamente e ví que as postagem cresceram. Quem bom. Já postei uma mensagem, mas gostaria de acrescentar algo mais.

    Confeço que não gosto muito deste termo “Padre Showman”… mas tudo bem, se é assim que estão se definindo…

    Tenho saudades dos tempos de Cenáculos do Pe. Jonas nos grandes estágios de futebol em SP. E sabe porque? Não só porque havia aglomerações de pessoas, mas porque verdadeiramente se sentia a presença do Espirito Santo agindo nos corações. Era notável o quanto o Pe. Jonas pedia a presença do Espirito Santo para tocar, transformar, modelar a alma dos que alí estavam… portanto não era somente a equipe do Pe. Jonas que estava alí, mas a ação do Próprio Cristo a se manifestar naquela gente…

    O Sopro era manso, Concreto, Reavivador de Alma, Distribuidor de Dons a quem queria e como queria, etc. Isso não é restrito a somente este ou aquele… acredito que toda gente pode se vestir Deste Amor Incondicional… Quando o Espirito Santo haje ha uma linguagem comum a todos além da ação pessoal em cada um não é possivel que a renovação carismática que aprendi tenha mudado tando, mesmo porque Cristo ainda é o mesmo a 2000 anos…

    Estou um pouco cançada deste embazamento de palavras por palavras…cd um fala o que quer e pronto… as panelinhas acontecem por conveniencia e assim caminha cada um do geitinho que quizer… há grande dificuldade do descer ao outro, do olhar com empatia e afeição… meu Deus as almas gritam e muitos só escutam o corpo que mexe e o som apatico que sai das letras conjugadas… acredito que a alma humana está um degrau acima…

    Basta de condicionamentos…isso todos os seres animais são capazes, mas a Compreenção Intelectual, esta compete ao homem!

    Para mim a alma é aquela que participa do sentir como um todo… se alguém chora, muitas vezes não é só um choro, é uma angustia estrangulada alma adentro… aí a resposta que se ouve de quem está em volta é… fazer o que! Se é que há alguma resposta… a indiferença, apatia, está gritante nos tempos atuais…

    O respeito, a afeição só pode acontecer nos corações massagiados por esta informação… lá voou eu dar aqui mais um exemplo… mas é que não acho outra forma de expor o que me aperta a alma… e digo, já vi crianças que são categoricamente rápidas para dar tapas, xingarem umas as outras, mas faça uma olhar no rosto da outra e pedir desculpas… a dificuldade é enorme e até mesmo impossível de sair… isso pra mim è sim um termometro de alma. E acredito que o numero de crianças assim não seja pequeno, a vida está muito cruel mesmo…

    Aí me pergunto. Onde será que se quer chegar com tamanho distânciamento do compromisso dos adultos para com a infância? Muitas crianças estão crescendo assim, frias, com coragens negativas e que serão o futuro do amanhã… Que futuro promissor teremos heim…

    Por isso este desabafo. Acredito que a responsabilidade dos que levam as massas são um tanto quanto maiores… é de ascender a Luz para o cotidiano ser mudado, melhorado, transformado… . E quem acompanhou as Ações do Espirito Santo nas orações do pe. Jonas no Morumbi em tempos remotos sabe da capacidade que os ares possuem… ou será que o Espirito Santo perdeu esta capacidade de unção? Só alguns são os beneficiados? Sinceramente não consigo acreditar que isso seja verdade, o que acredito é que o tempo atual está privando o ser de ser concretamente a Voz que Espalha Este Espirito Santo a muitos…

    Bem…acredito que o que estava como necessidade em mim para ser dito está aqui… se é bom ou não, ainda não sei, mas quero ter em mim a certeza de não ter passado em branco com omissões de palavras para um tiquinho a mais de transformação para o bem!

    Abraço fraterno.

    Patricia-SP

  32. Oi Padre. Joãozinho!

    O comentário da Alaíde chamou minha atenção, pois a trajetória que ela relata é muito parecida com a minha, nesse trecho:
    “Foi através do show de um padre (Fábio) que voltei para a igreja, conheci melhor um outro padre (Joãozinho, você mesmo!) que admiro e respeito muito, tenho mais contato com um padre pelo qual tenho uma admiração sem tamanho há muito tempo, desde quando morava em sampa e acompanhava o trabalho dele com pessoas carentes (Julio), comecei a prestar mais atenção em um político ligado à igreja (Chalita), ganhei mais alguns amigos, passei a assistir as TVs católicas, voltei a frequentar missas.”
    Por isso acho válido essa evangelização através de shows.
    Conheço muitas pessoas que possuem uma historia parecida com a minha e a da Alaíde.
    Depois que conheci melhor o sr. por causa do twitter, já aprendi muita coisa aqui no seu blog, sobre teologia.

    Padre, respeito demais este espaço que o sr. disponibiliza para conversas.
    Tenho uma pergunta para o sr. Olegário, que comentou aí em cima, se o sr. me permitir:
    Sr. Olegário, quando o sr. fala que é loucura um Padre ir numa escola de samba, poderia explicar por quê? O querido Padre Fábio foi e achei o máximo, uma pena que não pude ir.
    Acho fantástico quando padres evangelizam “nas pontas”, como disse o Padre Joãozinho em um post aqui nesse blog.
    Se Jesus estava entre os pecadores, porque é que o sr. acha que um padre deve ficar longe do mundo real?
    Por que é que vc acha que os padres tem que morrer para o mundo se eles são os pastores? Como orientar e evangelizar afastado de tudo? Como viver a misericórdia que Jesus ensinou se o pastor ficar afastado daqueles que ele poderia trazer para perto de Deus? Não é essa a missão dos Padres?
    Por que um Padre não pode usar de todos os meios possíveis e aceitáveis pela Igreja para evangelizar?
    E quando o sr. fala de “Abdicar de más companhias inclinadas politicamente à partidos comunistas, socialistas e favoráveis ao aborto.”, está falando do Chalita?
    Estou perguntando pq vc não deu nome aos bois. Então desculpe-me se estiver fazendo uma supoisição errada, mas como eu acho que vc falou sim do Chalita, me parece que vc não conhece o histórico de vida dele, criado na Igreja e com princípios bem firmes.Aliás, por causa de uma sugetão dele estou lendo os Sermões do Padre Antônio Vieira.

    E o sr. querido Padre Joãozinho, o que o sr . acha??
    Eu não sei se entendi muito bem esse comentário do Sr. Olegário, mas essas coisas que ele falou, deixe-me contar para o sr. que foram posicionamentos como esses, radicais, que me deixaram afastada da Igreja tanto tempo. Respeito a opinião dele, mas tbém tenho direito de dizer a minha, não é?
    Eu sempre me achei muito errada e pecadora. Tinha receio de me aproximar da Igreja pelo medo de ser julgada e acusada.
    Essa postura distante , fechada e triste de certos padres, como a Ariadne Farias comentou, só afasta as pessoas. Hj sei que temos que rezar pelos padres todos, para que Deus incendeie a alma deles pela vocação, mas qdo eu estava de fora, eu só conseguia pensar que era uma coisa muito triste. Por que é que eu iria querer participar da Igreja Católica, se até os Padres eram tristes? Tem muita gente que pensa assim.
    Qual a missão do Padre? Cuidar de quem já tá na Igreja? E quem vai buscar aquelas que estão longe de Deus?
    Já disse isso para o sr. e vou repetir, acho que os padres usam a música como sino para chamar as ovelhas fujonas. Música, internet, livros, alegria.
    As músicas do Padre Zezinho fazem parte da minha vida há muito tempo, pois estudei em colégio de freiras a vida toda.Penso nelas como um fio que me manteve ligada à Igreja, já que em momentos de tristeza sempre lembrava de “Maria de Nazaré” na voz dele.
    Padre Joãozinho, suas músicas são muito alegres. E seus posts com explicações teológicas são excelentes.
    Se o sr., ou o Padre Fábio ficassem afastados de quem está longe, ou de quem está na metdade do caminho, muito da missão de vcs se perderia.

    Fico muito feliz qdo falo com sr. Porque de santa eu não tenho nada. Antes eu achava que nem podia falar com um padre.
    Mas não são as freiras que precisam de evangelização, é gente como eu.
    Não sei de quem é a frase, mas adoro, “Santo é o pecador que não desiste”.

    Sua benção.
    Rezo pelo sr.todos os dias.

  33. Danielle Piscitelli de Oliveira

    Padre Joãozinho:

    Acredito que não seja possível generalizar a questão. Cada caso é um caso e cada padre artista é um indivíduo diferente. No evangelho está escrito que se conhece a árvore pelos frutos, então, se por meio da música, um padre consegue tocar o coração das pessoas, aproximá-las de Deus, fazê-las desejarem ser melhores, não vejo poque não utilizar esse instrumento novo de evangelização.

    Na verdade, as pessoas estão seguindo a Deus e a Jesus. O padre é apenas o instrumento utilizado para sensibilizar. Eu mesma fui atraída de volta à Igreja, há alguns anos, por meio das músicas de um padre, a quem nunca idolatrei como pessoa, mas a quem sou eternamente grata por me possibilitar uma renovação de minha fé.

    Amor e paz,

    Danielle Piscitelli de Oliviera

  34. Oi Pe. Joãozinho, sua bênção!
    É uma questão realmente complicada, que renderia horas de debates.
    Mas creio que, antes de tudo, o sacerdote é quem deve saber em nome de quem ele fala. Certamente muitas pessoas são “pescadas” nesses grandes encontros de evangelização e isso é muito positivo. Porém, é muito tênue a linha que divide o sagrado e o profano e é muito fácil se perder nesses meandros. Missa não é show, show não é missa.
    De minha parte, em tudo e sempre, quero fixar meus olhos no olhar amoroso de Jesus. Rezo pelos sacerdotes.
    Um abraço carinhoso.
    Deus o abençoe!
    @julianastraioto

  35. Clébio Cid

    De uma forma geral penso que o problema não está em termos alguns padres que cantam ou padres e até bispos médicos por exemplo. Mas na inversão da ordem da essencialidade. “Cantores padres” ou “médicos padres”… É importante não querer inventar de mais e ser fiel a sua vocação, obedecendo a Deus pela Igreja e a sua direção nestas realidades. Por exemplos se a igreja proíbe que o padres se candidatem a cargos políticos, então que não se candidatem. Por fim, o que vai contar mais, não é o que eu penso, mas o que a Igreja ensina e orienta, pois tem autoridade para tal.

  36. Benção, Padre !

    Este assunto é mesmo quente. Tenho discussões com uma tia minha a respeito. Ela diz que a igreja precisa dos ‘showsmissa’ senão as pessoas se afastam. Ela é apaixonada por Pe. Marcelo e sempre cita aquela famosa frase de Sto Agostinho: quem canta, reza duas vezes. Eu não sou contra cânticos, claro que não ! Mas acho que tem músicas e formas corretas ! Semana passada, fui à uma missa de dia de semana aqui no Recife e cheguei a me aborrecer com o que vi. Penso que as pessoas perdem o limite e se esquecem onde estão. A música era muito alta, pois utilizavam instrumentos barulhentos como guitarra e bateria. O padre cantou o hit ”Entra na Minha Casa, Entra na Minha Vida” e tinha gente até fazendo coreografia! Após a missa, eu e algumas outras pessoas permanecemos na igreja rezando (eu particularmente não consigo rezar com barulho) e o bateirista e outro senhor batiam papo, casualmente, rindo e tal, sem respeitar o local que estavam. Este tipo de coisa faz com que as pessoas percam um pouco o respeito pelo sagrado, pelo ambiente de oração e recolhimento que é uma igreja. Padre, longe de mim ser contra as novas formas de evangelização! Eu mesma sou telespectadora da Canção Nova, a qual devo muitas horas de companhia. Rezo o Terço Mariano sempre que posso, e qtas vezes nas madrugadas sem sono, me conforto com Pe. Léo ou mesmo Pe. Fábio. Gosto muito de suas palavras, acho o Direção Espiritual muito inspirador, porém tb confesso que fico surpresa em ele receber título na quadra da Beija-Flor. Por mais que entenda o que ele quis dizer, pois concordo que o carnaval, apesar de ser uma festa profana, tem um lado artistico cujo trabalho é muito bacana, acho exagerado isso. Mas tb não conheço as leis da Igreja para saber o que um padre pode ou não. De qualquer forma, é preciso que igreja e fiéis tenham bom senso! Um abraço para o senhor!

  37. Néri Diniz Solano

    Olá Padre Joãozinho! Sua Benção!

    O processo de evangelização que entra em nossas casas hoje entra de forma muito coesa. Tendo em vista que existe também a alienação. Mas as pessoas estão bastante esclarecidas para se deixar levar por promessas e enriquecimentos absurdos. O carisma que vocês sacerdotes tem hoje para com os fieis levou muita gente a deixar e esquecer aquela postura de igreja opressora. É claro que não podemos confundir a celebração eucarística com shows nem com palestras, mas temos que levar em consideração que esta abertura já trouxe muitos fieis de volta a Igreja e a própria religião católica. A credibilidade que todos vocês transmitem nos fazem crescer. E o crescimento espiritual é fundamenta para uma vida cristã.
    De modo que os shows, as palestras, os espetáculos… com sua linguagem comunicativa e própria de evangelizar devem continuar e, acredito que o Padre que tem estas habilidades não é um artista, é sim um transmissor da palavra de modo diferente, pois sabemos que a palavra de Deus nos engrandece e nos purifica, mas quando mesclada com à musica nos eleva, de modo que a entrega é fantástica. E os exemplos estão na nossa frente comprovamos dia-a-dia. É o caso do Padre João Maria, do Senhor, do Padre Fabio de Melo e tantos outros que levam multidões aos seus shows e palestra, porque não tem nada melhor como falou o Senhor mesmo ontem no programa do Gabriel Chalita do que “ouvir palavras inteligentes”. É alimento de primeira qualidade!
    Desejo que Deus abençoe a todos e que continuem com esta linda missão que vocês abraçaram com tanto amor. Só tenho a agradecer por todos vocês fazerem para da minha vida e por que não dizer do meu crescimento espiritual.
    Sua benção. Um grande abraço! Néri. Natal/RN

  38. Maria de Fátima Costa

    Vou escrever outro asunto, o que achei mais belo a DESPEDIDA DE Pe. Léo.
    inesperada despedida
    O que me leva prostrado e contrito a descrever o que meu coração relata sobre a passagem de padre Léo é algo que jamais estaria em minha vontade de fazê-lo e, muito menos, queria que essa oportunidade se me fizesse urgir o ato. Bastavam de sobra, os motivos que tenho de sentir-me inquieto, machucado, ainda consternado e pesaroso pela passagem de minha filha, a inesquecível Dayane, que no momento em que escrevo este, completa quatro anos de sua ausência entre nós. Vêm-me, ainda, a inesperada despedida do tão consagrado homem de Deus, que é padre Léo.

    Aliás, algumas “Deuscidências” podem ser lembradas entre os dois. Alguns exemplos: padre Léo nasceu no dia 09 do mês 10. A “Day” nasceu no dia 10 do mês 09. Ambos morreram de câncer. A morte os buscou no silêncio da noite, em São Paulo. Os dois permaneceram em tratamento por dez meses e alguns dias. Padre Léo nos deixa no auge de seu ministério sacerdotal realizado em apenas dezessete anos. A “Day” nos deixou no auge de sua angelical adolescência com seus dezessete anos.
    Não creio, como alguns assim pensam, que no céu estejam dormindo os que para lá tiveram a felicidade de sua última morada. Creio que a Bíblia, ao tratar ao descanso ou sono dos justos, não tenha se referido ao sono que imaginamos igual ao de nosso corpo, pelo contrário, os que atingiram a benemerência de poder gozar da glória celestial, não teriam tempo para dormir diante de Deus. O descanso da alma é deleite de estar nos braços do Pai, compensando todas as dores e atribulações que vivenciaram aqui na terra.
    O apóstolo Paulo, quando transladado para o terceiro céu, descreve numa de suas cartas que, “jamais os nossos sentidos podem sentir ou nossa mente, sequer, imaginar, o que Deus reservou para aqueles que, aqui na terra, o amaram e o serviram”. Não contraditando o apóstolo, é claro que devemos ter a certeza de que estaremos de olhos bem abertos para poder contemplar o Pai.

    Assim sendo, permita meu Deus, sob o consolo que nos sustenta, ter a liberdade de imaginar o padre Léo, como também tantos outros com quem convivemos e que sabemos estar no seio de Abraão, contemplando a festa esfuziante preparada para o recebimento deste apóstolo da palavra e do amor ao próximo, que tanto nos motivou.

    Amado pelas pessoas mais brilhantes de todas as colorações religiosas, padre Léo é uma dessas criaturas divinas que nasceram para ter vida curta, visto que, em pouco tempo, fez tudo que era necessário para atingir a bem-aventurança eterna. Fez em dezessete anos, o que muitos de nós, juntos, não faremos em toda nossa vida.
    A despedida, mais do que inesperada dele, me fez pensar e refletir muito sobre nossa vida humana e a maneira como poderemos ser chamados por Deus para iniciarmos a verdadeira vida. Nas minhas conclusões, veio-me este pensamento: “Muitos são os atletas que sabem o momento em que devem parar sua atividade. Quando o fazem, sempre escolhem o momento em que estão no auge de sua forma, glória e fama”.

    Pude compreender que Deus também escolhe os seus eleitos quando eles atingem o máximo de aproveitamento em suas vidas.

    Feliz é a nação cujo Deus é o Senhor!

    Professor – Benê Cantelli

  39. Boa tarde Padre,
    Acho interessante esse artigo e principalmente a “introdução” que o senhor fez, dizendo que não precisamos de padres espetaculares. Acho que precisamos de padres espetaculares sim! Precisamos de padres que nos mostrem novamente o caminho quando nos perdemos. E quem se perdeu, dificilmente vai conseguir encontrar o caminho de volta sozinho, ou seja, quem se afastou da igreja (por qualquer motivo), dificilmente voltará sozinho para ela.
    Digo isso por experiência própria! Cresci numa família católica praticante, minha mãe sempre foi catequista, meu pai é ministro da eucaristia, ou seja, cresci dentro da igreja. Mas, já adulta, me afastei e comecei a dar importância ao TER e não ao SER. Quando já estava totalmente sem rumo, e nada dava certo, me deseperei. E sabe o que me fez parar e reavaliar a minha vida? Ouvir “Filho do Céu”. Chorei como criança ouvindo aquela música. Aí fui procurar saber quem cantava, me interessei pelas outras músicas desse padre tão espetacularmente especial que é o Pe. Fábio, conheci a Canção Nova, o Direção Espiritual, o senhor, comecei a participar do grupo de oração da minha paróquia, voltei a participar das missas… ou seja: uma música simples, mas que tocou tanto meu coração me fez voltar pro lugar de onde eu nunca deveria ter saído.
    Por isso acho importante sim, que tenhamos padres paroquianos, mas acho extremamente importante que tenhamos também padres com essa vocação e esse dom tão lindos de falar de Deus com simplicidade através de músicas, livros e shows.
    E que fique claro: não sou fã do Pe. Fábio de Melo. Tenho ele como um irmão mais velho, que sabe o que fala, que tem defeitos, e que me mostrou de novo onde é o melhor lugar pra eu ficar.
    Fabiana Camuri.

  40. Jussara Resende

    Sabe pe Joãozinho,n gosto de hipocresia e vou falar o q sinto.Te acompanho no twitter,leio seu blog,admiro sua capacidade de comunicação,etc.Nunca fui a um show seu,ainda…quero muito de ir,e vou.
    Qto ao texto”Sacerdote showman”,acho q o sr foi covarde.Esperou o pe Fabio viajar e lançou a polêmica,pq é p ele tá na cara.Ele è c certeza o maior sacerdote showman da atualidade n está aqui p se defender,e nem eu quero tomar sua defesa.N te conheço e nem a ele,mas achei sua atitude mto feia e baixa.Já fui em shows dele,acompanho tbém e n concordo c mtas coisas,mas se a Igreja libera e as pessoas gostam de ouví-lo…
    È isso q dá o discípulo ultrapassar o mestre:inveja.
    Pe me perdoe,mas já q pediu comentários,falei.Pode me responder no twitter(@jussararesende)ou no meu e-mail q tá aí,tdo mundo tem direito de resposta.De repente te interpretei errado e peço desculpas novamente.
    Fraterno abraço,
    Jussara Resende

  41. Dona Mariazinha

    As inquisições que a Sra. me fez me deixaram de certa maneira encabulado.
    Devo confessar: A Sra. está coberta de razão em me advertir.
    A partir de hoje revejo minha vida.
    Ano que vem, raspo o cabelo, besunto o corpo de manteiga e derramo sobre ele um balde de farinha de rosca.
    Vou desfilar na Beija Flor fantasiado de “coxinha”.
    Afinal se o padre Fábio abençoou a escola…então posso.

    E se o “querido” Chalita faz parte de um partido politico de esquerda que está inclinado a apoiar o aborto, o comunismo, o casamento de homossexuais, tenha certeza, ano que vem sou PT!!

    Peço um favor a senhora.
    Em Março de 2010, quando estiver sintonizada nos desfiles da Sapucaí, diga bem alto e forte: Olha o Olegário aí, geeennnte!!!

    Abraços.

    Em tempo: Dona Mariazinha, minha filha, estude o catecismo e leia sobre a vida de um santo.

    Olegário.

  42. Perfeito!!! Ponto e contra-ponto!!!

  43. Sabe o que eu gosto em Jesus? Ele sempre falou absolutamente TUDO através das suas palavras e parábolas:

    Este trecho da Bíblia não SERVE APENAS para os Padres, mas também para os pastores, anciãos etc; todos que se utilizam das PALAVRAS DE JESUS para evangelizar não importando qual é o tipo de LINGUAGEM porque sim, todos os DIREITOS AUTORAIS SÃO DELE rs e foram DADOS DE GRAÇA para quem quisesse receber, esta parte da Bíblia é muito boa para se pensar:

    (…) No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar notou que antes havia aí um só barco e que Jesus não tinha entrado nele com os discípulos, os quais tinham partido sozinhos.
    Entretanto, outros barcos chegaram de Tiberíades, perto do lugar onde tinham COMIDO O PÃO DEPOIS DE O SENHOR TER DADO GRAÇAS.
    Quando a multidão percebeu que Jesus não estava aí, nem os seus discípulos, entraram nos barcos e foram procurar Jesus em Cafarnaum.
    Encontrando-o do outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?”
    JESUS RESPONDEU: “EM VERDADE, EM VERDADE, VOS DIGO: ESTAIS ME PROCURANDO NÃO PORQUE VISTES SINAIS, MAS PORQUE COMESTES PÃO E FICASTES SACIADOS.
    TRABALHAI NÃO PELO ALIMENTO QUE PERECE, MAS PELO ALIMENTO QUE PERMANECE ATÉ A VIDA ETERNA, E QUE O FILHO DO HOMEM VOS DARÁ. Pois a este, Deus Pai o assinalou com seu selo.
    Perguntaram então: “QUE DEVEMOS FAZER PARA PRATICAR AS OBRAS DE DEUS?”
    Jesus respondeu: “A OBRA DE DEUS É QUE ACREDITEIS NAQUELE QUE ELE ENVIOU”.
    Eles perguntaram: “Que sinais realizam para que possamos ver e acreditar em ti? Que obras fazes?
    Nossos pais comeram o maná no deserto, como está escrito: ‘Deu-lhes a comer o pão do céu’”.
    Jesus respondeu: “EM VERDADE, EM VERDADE, VOS DIGO: NÃO FOI MOISÉS QUEM VOS DEU O PÃO DO CÉU. É MEU PAI QUEM VOS DÁ O VERDADEIRO PÃO DO CÉU.
    Pois o pão de Deus é AQUELE QUE DESCE DO CÉU E DÁ VIDA AO MUNDO”.
    Eles então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão!”
    Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome, e quem crê em mim nunca mais terá sede.
    CONTUDO, EU VOS DISSE QUE ME VISTES, MAS NÃO CREDES.
    Todo aquele que o Pai me dá, virá a mim, e quem vem a mim eu não lançarei fora,
    Porque eu desci do céu não para fazer a minha vontade, mas a vontade daquele que me enviou.
    E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum daqueles que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
    ESTA É A VONTADE DO MEU PAI: QUEM VÊ O FILHO E NELE CRÊ TENHA A VIDA ETERNA. E EU O RESSUSCITAREI NO ÚLTIMO DIA”. ( João 6: 22,40)

    MINHA OBS: CREDES DE VERDADE INDEPENDENTE DE QUALQUER COISA? CREDES QUE A PALAVRA PERTENCE ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE A JESUS? CREDES QUE VOIS SOIS APENAS INSTRUMENTO PARA ISSO? EVANGELIZAM POR CAUSA DE JESUS OU POR CAUSA DO “PÃO” ? ESTE É O CERNE DA QUESTÃO O RESTO É DETALHE…

  44. Boa tarde, padre João Carlos
    Já fiz um comentário e estenderei a questão.
    Já postei acima que esse termo showman é depreciativo e imaturo.
    O interessante foi percerber que algumas pessoas atingidas por Deus através do ministério desses padres não se prenderam ao certo, “Deus” e sim ao instrumento, por isso a decepção.
    Triste de quem se prende à seta e não ao caminho, pois perfeito só Jesus.
    Imagine se desistisse de ir a missas devido ao contratestemunho de alguns padres da minha cidade, bebem, tratam mal aos fieis,fazem atendimentos quando querem,etc. E olha que não aparecem na mídia…
    Quem se prende à figura do padre não ficará em igreja alguma,pois são humanos, erram.
    O meu pai após 30 anos servindo à igreja e não apenas esquentando o banco,impossibilitado de andar, estava com câncer em fase terminal, o padre não pôde vir fazer a extremaunção porque estava cansado…Devo perder a fé? Não ir mais à igreja? Querem mais mal exemplo do que este? E esse sacerdote não está na mídia…
    Profeta não é perfeito,ser humano em busca da santidade, quem lê a bíblia sabe disso, Moisés…
    E os apóstolos? Enquanto andavam com Jesus um queria ser melhor que o outro;Pedro(negou Cristo três vezes),na hora da dificuldade, fugiram.Quem permaneceu? Um só,João.
    Imagine se as pessoas desse tempo se prendessem aos erros cometidos por eles…
    Profeta é o que mantém a chama da fé acesa. Estão banalizando demais essa palavra.
    Esses padres(da mídia) jamais me decepcionarão, pois quando retornei à igreja, o instrumento foi o pe. Fábio, mas o caminho foi Deus. Nada do que fizer levarar-me a desistir de Deus e da igreja.Sou uma pessoa madura e minha fé não é sentimental, passou e passa pelo racional.
    Estudo a bíblia e alguns livros de teologia,não para engrandecer-me, mas para fortalecer a minha fé quando ouvir a palavra divina sendo mal orientada pela tv, a busca contínua pelo Cristo dos milagres.
    Não sou adepta a uma fé inconsistente como,infelizmente, vemos em muitas emissoras católicas, pois quem vive a fé sentimental não consegue sobreviver aos obstáculos da vida, decepciona-se facilmente com os sacerdotes, estando eles na mídia ou não.
    E para um padre se “perder” não é necessário estar na mídia,afinal quantos consagrados desistiram de seu ministério e se casaram? Milhares,99% anônimos…
    Antes de mais nada, a vocação é essencial…
    Quando os padres exercem seus ministérios por vocação, não há mídia,glamour, nada atrapalhará a missão, podem ocorrem obstáculos, erros pelo caminho, mas nada que Deus não dê jeito.
    Nada me irrita mais do que ouvir “deixem as coisas do mundo”, parece que tudo o que está fora da igreja é obra diabólica. Gente que não estudou.
    O MUNDO FOI CREADO POR DEUS. Os dons são divinos, nem tudo que é “do mundo” é do diabo. Que pensamento simplório!
    Devo usufruir as coisas do mundo, mas sem ser possuído por elas.
    Praticar a solidariedade, dividir o que possuo com os mais humildes.
    A música de qualidade, literatura, as grandes peças teatrais…
    São todas oriundas do desagregador?
    Não!!!! Para mim, não!
    Esses romanos deveriam incentivar mais aos leigos e consagrados a estudarem mais a fim de que a palavra divina seja transmitida com eficácia…
    Que venham mais padres com conteúdo, com o dom da oratória, do canto, pois, graças a Deus o ser humano é heterogêneo, enquanto uns se satisfazem com a sopa rala, outros preferem mais consistente…
    Finalizando, o proselitismo tão temido por esse romanos não está na figura do padre que canta, mas na proliferação de comunidades, emissoras de tv que dividem o dízimo e deixam às paróquias a míngua…
    E os cristãos deixem o sofá e participem da igreja, contribuindo financeiramente e participando efetivamente.
    Tenho grande admiração pelos senhores, pe. Fábio, pe. Zezinho, pe. João Carlos, espiritualidade e consistência.
    Um santo abraço

  45. Alexandre Miranda

    Considero não polêmico este assunto…mas sim de profundo amor pela obra de Deus…Primeiramente ser sacerdote…é ser sacerdote…em qualquer lugar…com total sabedoria…Jesus…o maior de todos sacerdotes…caminhava…viaja de barca…e falava de cima de pedras…para que pudessem ouvir…Era tudo que tinham naquela época…pescadores…agricultores…Hoje temos internet…twitter…email…orkut…e tantas outras formas de evangelizar…como a música em shows…e o povo esta aí para ouvir…entendendo…sendo evangelizado… Em segundo olhar nos resta participar sim destes show…por “sacerdotes show man” ( termo que não gosto…para mim… sacerdotes evangelizando com a música) e se possível levar mais e mais pessoas…pois é nossa missão também evangelizar…Ficando por nossa parte nos momentos destes shows interceder por todos os sacerdotes cantores….
    Que Deus abençoe o seu sacerdócio…

  46. A arte, seja ela qual for, é um instrumento que consegue tocar o intimo do ser humano.
    Não ha problema algum em padres cantarem, escreverem… Alias os cantos estão presentes nas celebrações desde a antiguidade.
    Os carismáticos sempre foram criticados por levarem musica, festa, alegria ao ambiente que antes era restrito ao silencio. Quando padres que deveriam coibir estes atos resolvem participar desta dinamica carismática, a sociedade se volta para condena-los. Esse fato se agrava principalmente quando os sacerdotes são jovens e de boa aparencia, a exemplo do Pe. Fabio de Melo.
    O unico problema que encontramos é o fato que algumas pessoas se voltam não para o trabalho do artista e sim para o artista.

    “NENHUM PODER TERIA SIDO LHE DADO SE MEU PAI NÂO O QUISESSE”

  47. Sr. Olegário!

    Eu não fui de maneira nenhuma grosseira com o sr. Apenas fiz perguntas.
    Repito, apenas fiz perguntas, uma vez que o sr. colocou um código de conduta, SUA OPINIÃO, sobre como um padre deve se portar. Caso não tenho lido direito o que escrevi, eu disse que apesar de pensarmos diferente, eu respeito o que vc pensa.
    Mas a recíproca não é verdadeira, constatação essa facilmente perceptível pela agressividade da sua “resposta” (que não foi uma resposta, vc não embasou nada, só me agrediu)
    Como não sei muita coisa, perguntei qual o motivo de sua opinião, seu embasamento…pq os motivos de pessoas que admiro, como o Pe. Fabio, Pe. Joaozinho, eu já conheço.
    Eles fazem por amor. Simples assim.
    Perguntei de forma direta, dando nome aos bois, já que não há nada a esconder de ninguém. Direta mas educada.
    Imagino que devem existir, padres que pensam diferente,e fiéis que pensam diferente. E seria muito bom ler sobre isso, pq as diferenças só agregam.
    Vc poderia me responder, se não estivesse preocupado em insultar falar como se fosse o dono da verdade.
    Infelizmente vc não parece aberto ao diálogo.
    Eu não sei as motivações (e creia, gostaria de saber) dos padres e fiéis que são tão contrários às novas formas de evangelização.
    Mas o que vejo nos padres que optaram por essas novas formas (Padre Joaozinho, Padre Fabio, Pe. Zezinho, Pe. Marcelo Rossi, Pe. Reginaldo Manzzoti)é uma coisa só: amor e vontade de aproximar e trazer fiéis.

    Não vou responder no mesmo nível que o sr. , pq uma das coisas que tenho aprendido com o CHALITA, que o sr. destrata de forma tão grosseira, é que temos que ser elegantes, qq que seja nossa opinião.
    Pouco sei sobre as normas da Igreja. Mas tenho certeza que a grosseria não faz parte do que Jesus ensinou. Ou faz? Então decerto não estudamos pelo mesmo catecismo.

    Repito: eu só fiz perguntas. Não disse para o sr. mudar de vida. Interpretação é algo importante qdo se lê um texto.

    Aliás, uma das coisas que aprendi com esses padres que admiro ( e com o Chalita), é que Jesus ensinou um olhar misericordioso.
    Acho que sua visão (digo isso pelo teor do seu comentário agressivo) parece bem presa ao Velho Testamento, quando ainda não havia sido feita a Nova Aliança, e Jesus não tinha vindo ensinar a misericórdia.

    Sobre o carnaval na Sapucaí…aproveite lá.
    Eu estarei no retiro da Canção Nova, se Deus quiser.
    E rezarei para que alguns padres usem o Carnaval para trazer mais pessoas para perto de DEus.

    (desculpa, Padre Joãozinho, por usar tanto seu espaço. Mas eu não fui grosseira nem destraei ninguém aqui. Sua benção. è por coisas assim que amo o sr., de longe mas de todo o coração, pelo seu acolhimento carinhoso. Obrigada)

  48. NÃO VOU ME ESTENDER…

    A ÚNICA COISA QUE ACHO CERTA É LEVAR SEGUIDORES A DEUS.

    SHOWS LEVAM FIÉS A IGREJAS..MESMO ESTAS SENDO DE OUTROS PADRES.

  49. Maria Rita avellar

    S.Benção…padre Joãozinho!

    Polêmico tema…cada caso é um caso!Temos exemplos váriados de sacerdotes que cantam,escreve,fazem grandes shows e não separam uma coisa da outra.Até porque só tem sentido os Padres “showmen” se eles usarem suas vocaçoes músicais,literárias para evangelizarem.Mas infelizmente tenho ouvido testemunho de várias pessoas que frequentam os shows ou mesmo encontram em algum lugar,e quando se aproxima do padre…”showmem”….são descartadas pelo próprio ou pelos seus “acompanhantes”.Digo acopanhante por nem saber que nome dar,segurança,acessor…e padre precisa usar desse serviço? Já que um sacerdote é um homem que deveriamos ter livre acesso para quando tivermos nossas afliçoes,confissões,ou até mesmo um simples pedido de uma benção ele esta ali pronto para nos ouvir?Creio que aquele que se deixou levar pela mídia e virou um pop star, deveria deixar o sacerdote.temos o exemplo maravilhoso do Chalita que não seguiu o sacerdote mas inderetamente evangeliza,e onde vc encontrar COM ELE pode ter a certeza de que pelo menos um minuto da sua atençaõ ele dará a vc!O que não aceito é não ter acesso ao homem que um dia fez uma escolha de seguir à Deus!Agora…todos nos inclusive os padres tem Livre-arbítrio para escolher qual caminho seguir! E não vejo mal algum na decisão de um padre deixar o sacerdote,melhor deixar do que ser um intocável.Sinto que temos um muito próximo de tomar essa decissão!

    ESSA É MINHA OPNIÃO!!

    Padre Joãozinho…adoro o seu trabalho…é um grande mestre,sacerdote,cantor e tudo isso sem perder sua essência.Parabêns pelo exemplo!!

  50. Magna de Jesus

    Olá pe Joãozinho…
    Paz e benção.
    Pe Joaozinho como sempre um homem sábio que admiro muito. Aprendi assistir o programa Direção Espiritual na época em que o Senhor ainda o apresentava e até hoje este programa é muito importante na minha vida e na vida de algumas pessoas para as quais eu o indiquei.Mas, voltando ao assunto “sacerdote showman, concordo quando o sr diz “Missa não é show. Show não é adoração. Palestra não é missa nem show”.porque sabemos que realmente existem leigos e até mesmo padres que fazem da missa e não é só das missas, mas também dos casamentos um verdadeiro show, um verdadeiro espetáculo no qual fazem a sua promoção pessoal, mas também acho que fazem isto por uma falta de amadurecimento e até de caridade da nossa parte de não chama-los a razão, porque é preciso discernir bem cada um a missa, a adoração é o nosso compromisso para com Deus e com nossa igreja,dos shows que acontecem por ai. Quanto aos shows alegram nossa participação na igreja e também evangelizam, se queremos que os nossos filhos tenham ambientes sadios para participarem eles são importantíssimos, penso que vocês padres que sabem exatamente quem são, devem sim continuar fazendo shows alegrando nossos dias, acordo todos os dias com uma música de pe Fábio de Melo e sinto que com isto meus dias se tornam mais abençoados, pois já acordo tendo a certeza de que primeiro tenho de fazer a minha oração, e que sou muito amada pelo Pai. O pe Fábio de Melo sempre diz uma frase muito importante “o dia que o artista for maior que o padre eu paro de cantar”,portanto é o sacerdote quem deve saber discernir quem ele é e quem ele quer ser. Agora uma coisa é certa existem muitas pessoas por ai sendo evangelizadas através destes shows. Como dizem se são do bem e para o bem que mal tem? Padre continuem cantando e alegrando nossas vidas e evangelizando este povo de Deus, a missão é grande e o povo de Deus precisa de vocês.Sigam em frente….

  51. Luciana Santos de Assis

    Padre não fique triste com commentários de pessoas que não sabem interpretar o que lêem, com certeza essa pessoa não entendeu nada do que o senhor escreveu, ou então não conhece o que é a verdadeira amizade, nós sabemos que o senhor jamais escreveria algo para ofender alguém, muito menos o nosso amado Pe. Fábio , seu discípulo, que o senhor, eu e o Brasil se orgulha tanto, Graças a Deus que existem Pe. como o senhor e o Pe. Fábio em minha vida.
    pessoas como essa criatura que comentou isso, não é de caminhada, graças a Deus o Pe. Fábio não está aqui para ver essa palhaçada que foi esse comentário dessa pessoa, Pe. Joãozinho essa Jusssara é digna de pena, que Deus tenha misericordia dela.
    Estamos do seu lado sempre, conte conosco. Sua benção.

  52. Pingback: Mariazinha

  53. Com certeza muitos padres se perdem, quando não deixam claro que em primeiro lugar são padres, e não porque dizem isso, mas não agem como tal, muitos deles buscam até aprimorar seus dons secundarios, mas o seu ministério sacerdotal é tratado de qualquer jeito, não celebram as Santas Missas diáriamente, quando celebram não se têm o zelo necessário pela liturgia, as vezes usam a missas para apresentações pessoais, esquecendo que a liturgia não é dele é da igreja, não dão proridade para os outros sacramentos para povo, as vezes começam a selecionar as pessoas ou publicos, e quando entram na grande midia, muitas vezes têem muito respeito humano, não defendendo a doutrina da igreja como deviam, fazem media com os apresentadores.
    Se esquecem que em primeiro lugar são padres, em segundo padres e em terceiro padres, depois são qualquer outra coisa, como cantores, escritores, professores, estudiosos, apresentadores de programas de radio ou televisão, magicos(eu conheço), etc…
    Vemos padres com diversas atividades extras, e até importantes, e até por obediencia sobrecarregado de funções extras, enquanto isso muitas pessoas não tem padres em suas comunidades.
    Não tenho nada contra estes sacerdotes que tem outros dons para evangelizar ou instruir o povo, desde que ele não se sobre sai mais como “showman”, intelectual…, do que como padre.
    Posso até estar exagerando mas para mim é mesma coisa que um Pai de Familia, deixar sua obrigações primarias de esposo e pai, para fazer qualquer outra coisa, por melhor que ele seja em outras atividades, mesmo que seja na igreja.

    Sua Benção Padre.

  54. Pingback: Bia Salomão

  55. Boa Tarde!
    Sua benção Padre Joãozinho, gostaria de postar a minha opinião a respeito de Sacerdotes SHOWMAN,Se eu não visse a amizade do Sr. com o Pe Fabio eu diria sim que foi direcionado para ele,mas, graças a DEUS eu acredito que a amizade do senhor com o Padre Fabio, é verdadeira, pois vocês sempre deixaram isso muito claro, até porque a Nossa Igreja Catolica vem crescendo a cada dia, trazendo mais fieis ,Jovens, atráves do Pe Fabio, Pe Marcelo, claro não devemos cometer excessos,que não é o casos deles. Não ligue para comentários maldosos, todo mundo tem direito de expressar suas opiniões.Existir pode até existir Padres Showman, mas, não cabe a mim julgar, eles terão é que prestar conta é com Deus.
    Como diria o Pe Fabio: Não importo com o que falam de mim, o que importa é o que DEUS sabe a meu respeito.
    Então, siga em frente.
    Luciane F. da Silva

  56. Quantas pessoas encontran-se convertidas pelas palavras cantadas de Pe Zezinho ,Pe Fábio de Melo ,Pe Marcelo Rosse Pe Joaozinho,pessoas que por um minuto viram uma flor na janela,hoje lebertas da triteza.E bom que alguem sinta-se encomodado.Afinal vc vieram pra encomodar ,tenho certeza que o unico que ñ senti-se encomodado é Jesus, assim ele os enviou.

    Um forte abraço
    Luiza Siqueira
    twiter luizasma
    Crato Ce

  57. Sua bênção Padre Joãozinho!
    Parabéns pela escolha do tema.

    Entendo que as palavras do secretário da Congregação para o Clero, arcebispo Mauro Piacenza, são um tesouro riquíssimo que vale à pena ser bem interpretado, pois o tom de exortação que elas contêm, serve tanto para os Padres que se expôem na “grande mídia” quanto para qualquer cristão!

    Sem querer “ensinar o padre nosso ao seu vigário”, lembro que a exortação tem por finalidade animar, estimular, encorajar, aconselhar e advertir; Portanto, na raiz ou fonte daquilo ou daquele que está sendo exortado há algo de bom que geralmente necessita ser melhorado.

    Para mim fica claro quando leio que “a comunicação deve favorecer a comunhão na Igreja, que, do contrário [isto é, quando não favorece], converte-se em protagonismo individual ou, o que ainda é mais grave, introduz divisão”.

    Gostaira de deixar 02 perguntas:

    1) COMO ESTÁ A FREQUÊNCIA (OU EVASÃO) DOS CATÓLICOS NA EUROPA?

    2) ONDE O CATOLICISMO MAIS TEM CRESCIDO NO MUNDO?

    Paz e bem!

    Dielson Lopes
    http://dielsonlopes-bh.blogspot.com/
    http://rccbh-forania-nsscoracao.blogspot.com/

  58. Maria Luiza Novaes dos Santos

    Padre Joãozinho a sua benção
    Muito ja se falou aqui , e o assunto desperta os mais variados sentimentos.Acho que para um sacerdote trilhar pelo caminho de se propor a fazer shows, no minimo demonstra ser corajoso, pois alem de se espor, perde sua intimidade com aquela multidão se achando no direito de toca-lo, ou se tornar intima do Padre. Creio que é por um ideal maior de evangelizar que ele se submete a esta vida disgastante e nada confortavel. Creio tabem que o cantar, compor, escrever, pregar é Dom de Deus, da mesma forma que o sacerdocio, que é um chamado de Deus. Não vejo nada conflitante na vida sacerdotal do Padre que faz shows, desde que esteja conectado à nossa Igreja, isto é, unidos aos Bispos, e nunca se esquecendo de quem são. Se não fosse da vontade de Deus, não se teria tantos testemunhos de pessoas que retornaram à Igreja depois de participar de um destes shows de evangelização.
    Só gostaria de acrescentar , quanto ao Padre Fabio de Melo, ter participado , de um evento na quadra da Beija Flor, se assistissem seu ultimo programa D.E. entenderia o que se passou, explicado por ele mesmo, que foi uma noite de Louvor com muitos catolicos e evangelicos presentes no evento.
    Fique com Deus Padre Joãozinho
    Maria Luiza

  59. Monica Menezes

    Não vejo problema algum nos padres que fazem show de evangelização desde que o seu dia a dia seja feito de simplicidade evangelização e amor ao próximo.
    O problema é que há padre que se aproveita do sucesso é se porta como um verdadeiro pop star:

    – desfila com roupas, carros e relógios bem caros em um páis onde a miséria atinge quase 14 mihões de pessoas.
    – é mais fácil encontra-lo em um show de outro artista no RJ ou em uma casa noturna do que conduzindo uma missa.
    – se todos somos iguais perantes a Deus por que decide e escolhe o casamento e batizado a ser realizado, dizendo fazer essas cerimônias apenas para amigos, o interessante é só ter amigo famoso e/ou rico.
    – Olha os pobres e os humildes com olhar de artista com desprezo e não com o olhar acolhedor e misericordioso que um sacerdote deve ter.
    Essas atitudes devem ser questionadas não o show.

  60. Boa tarde,
    Não resisti, irei postar mais um comentário. Há pessoas que estão aproveitando esse post para alfinetarem a quem não gostam.
    Não são apenas os padres que cantam que cometem erros,mas os paroquianos também. Não é preciso estar na mídia para “errar”, isso é inerente ao ser humano.
    Estão escandalizados com o fato de o pe. Fábio ter ido à Beija-flor.Alguns sacerdotes da minha cidade costumam ir para Guarapari,participam do carnaval, vão aos shows considerados “mundanos”,bebem cerveja,acolhem mal,etc.
    O problema é que eles não viram notícia…
    Esse arcebispo italiano deveria aprofundar mais o assunto.
    O proselitismo não é causado pelo fato de o padre ser cantor, só não enxerga quem não quer, mas pelo crescimento de tantas comunidades que vivem da providência, as emissoras católicas,rádios, cada qual com seu carisma, o que acaba privilegiando a divisão consciente ou inconscientemente…
    Falam tanto do carnaval, “das coisas do mundo”, principalmente os fanáticos, mas será que cumprem às leis divinas com correção?
    A meu ver não, primeiro são exímios em julgarem, estão corretíssimos, colocam-se no lugar de Cristo e esquecem a frase “Não julgueis para não seres julgados”.
    Estão criticando os padres que aparecem na mídia…O que fazem pela evangelização? Vão a missa? Participam de algum movimento? Visitam os idosos no asilo? Os doentes no hospital? Fazem alguma coisa para que a palavra divina chegue a quem precisa?
    Duvido!!!!!
    E muitas vezes, quem participa sadiamente do Carnaval, vão a shows “mundanos”, participam efetivamente da igreja, não esquentam somente o banco, vão a missas, pertencem a um grupo, visitam os doentes nos hospitais, praticam o serviço voluntário,etc
    Há pessoas que adoram julgar a santidade do outro pela aparência, antes deveriam olhar a si mesmo…
    Esses padres possuem superiores e cabe a eles fazerem a correção quando se equivocarem. O padre não deve ser como eu quero, mas como a igreja orienta. E se realizam o ministério através da mídia possuem autorização do superior e da CNBB…
    Estar ou não na mídia não mede a santidade de ninguém,nem a eficiência de seu ministério, pois há padres que não aarecem na tv e cometem verdadeiras barabaridades, já foram pedra de tropeço para muita gente, fato condenado veementemente por Jesus…
    Para mim, esses italianos deveriam preocuparem-se com a falta de estudo de muitos consagrados e leigos que demonstram profundo desconhecimento bíblico e com a proliferação de tantas comunidades. Isso sim é importante, pois daqui a pouco seremos como evangélicos, em cada esquina, uma igreja.

  61. Sergio Souza

    Olegário me citou acima…

    Bem, senhor Olegário, em primeiro lugar o senhor não me conhece, e portanto, não pode me julgar, colocando adjetivos, que possivelmente o senhor os tenha ou admira, ok? A vida não é assim, irmão!

    Seja um cristão mais bem educado, se é que o senhor o é de verdade, ou teve alguma em sua vida.

    E desejo-lhe sorte no seu desfile na Beija-Flor ou quem sabe na G.R.E.S. Tradição.

    Aproveite também para praticar aquilo que você exige dos padres: Rezar mais! A julgar seu péssimo comportamento nesse blog sua vida de oração anda meio capenga!

    Oramos por você, irmão!

  62. Maria Cristina

    Olá Padre! A sua benção… já postei um outro comentário em relação a esse artigo, mas resolvi voltar a falar sobre o assunto. Hoje assistindo a um jornal na TV ouvi o reporter dizendo quantos médicos tem no País para cada habitante… quantos advogados quantos engenheiros… e nunca se comentam quantos padres existem p/ cada numero de pessoas. Partindo do ponto de vista que o Sacerdócio não é profissão, é claro que talvez nunca vou ouvir esse tipo de noticiário, mas fica aqui um questionamento… o que está faltando no Mundo e nas pessoas para que aconteça um desdobramento vocacional nas familias e em todo meio social?Porque não há nas Escolas um preparo para a carreira vocacional do Sacerdocio? Será que a imagem do Padre passou a ser obscuro no meio que vivemos? Daí quando surge padres com propósito de evangelizar através da música…surge criticas do Clero… é realmente muito confuso entender tudo.

  63. O que a Maria Luiza disse foi muito bem colocado: Pe. Fabio foi na escola de samba PREGAR, como, aliás, ele faz em todos seus eventos.Ele usou o local para reunir quem queria ouvir sobre Deus.
    Acho muito boa idéia, pq pode gente que foi lá sem a intenção de saber sobre Deus, mas certamente algumas foram atraídas para Ele.
    Se as pessoas se informassem mais não seriam tão maldosos.

    Padre Joaozinho, sobre o comentário da Jussara, pode ter sido equivocado, mas não acho que foi por mal não, foi pq ela não conhece direito sua história junto ao Pe. Fábio.
    É um assunto polêmico e quem já conhece um pouco mais sobre vcs sabe que o sr. orienta o Pe. Fabio, que inclusive foi o sr. quem passou o DE para ele.

    Sua benção.

    Sua benção.

  64. POLIFERNANDEZ

    Padre Joãozinho. Trabalhos como o do senhor, do Padre Fabio de Melo… me aproximaram mais da Igreja. Adoro o trabalho de vocês. Mas realmente o que mais me encanta são as pregações, as poucas oportunidades de acompanhar uma missa com o Pde Fabio, o exercício do sacerdócio.

    <<<>>>

    Cresci em meio católico, acompanho bastante e ainda tenho muuuitas dúvidas, ainda conheço muito pouco a respeito do que Deus espera de mim, e de como conseguirei minha salvação, como poderei alcançar o alto. E é isso que procuro na Igreja. Paz e Sabedoria. Luz para minha Ignorância.

    Estarei, se Deus quiser, no Hosana agora em dezembro e confesso que, achei de uma pobreza a programação. O Sr. poderia, por exemplo, fazer uma pregação. O Pe Fabio não irá presidir uma missa.Mas haverão muitos shows…shows…shows. Na verdade, irei mesmo pq reservar um final de semana nas proximidades do Natal para um retiro espiritual sempre me faz muito bem.

    “Outro meio é evangelizar através dos livros”, como dizem. Os livros em grande parte é pura Literartura. São ótimos, trazem boas mensagens, mas a meu ver não evangelizam assim como a internet. Sinceramente Pe… o Sr. considera que os Padres evangelizam pelo twitter? O twitter é muita brincadeirinha, é muito “nos aproxima das pessoas”, milhares de pessoas querendo apenas chamar a atenção de vcs, e percebendo a atenção que dão a questões e comentários tolos como “adoro sua mãe”, “venha na minha casa comer bolo de coalhada”… se motivam cada vez mais a enviar os comentários. Eu posto muitas vezes tweets para vcs padres, claro que como curioso que grande parte da população é, gosto de “curiar” a vida de vcs. Mas objetivamente o que agrega na minha vida? Aind aque os adore, saber se o Pe foi no médico, se a mãe do Pe. foi encontrar as amigas, enfim… Isso não vai fazer com que eu tenha um contato realmente próximo a vcs. Se nos eventos há uma dificuldade tamanha de contato, não vou ficar achando que pq sigo o twitter somos amigos, né. Eu já li no twitter o comentário de uma moça que, segundo ela, estava cuidando do sobrinho, fazendo comida, mas largou tudo prá mandar 7450376057860347679 twitts e ficar esperando em frente a tela que o Padre respondesse. O que é isso, minha gente?!

    Um espaço tão abrangente e tão importante poderia ser usado realmente para responder questões relacionadas a igreja, a respeito da vida e porque não a agenda dos eventos, mesmo.

    Vc sabe que essa “onda” de padres showmen, está “estrelando” os padres das paróquias de bairro. Posso dizer que, pelo menos em S.Paulo, o acesso a Igreja, as pessoas da Igreja está mais complicado, acredita?

    Mas, devo dizer que como psotei no teu twitter, estive em Taubaté esta semana e, conversa com um e outro as pessoas não conheciam o Padre Fábio de Melo. Ao mesmo tempo que fiquei surpresa com a possível “ignorância” ou falta de TVs em Taubaté, feliz em saber que pela cidade em que mora ele é um cidadão normal e não um PopStar como pode parecer e como muitos dizem. Olha que incrível como, uma coisa dessas pode ter me encantado. Apesar que um dos habitantes da região me disse “eu não sei não, onde ele reza a missa” rs.

    Mais uma vez, admiro demais o trabalho, vou continuar indo em todo evento que puder, vou continuar adquirindo os trabalhos, mas a gente precisa mais. Mais do Padre. Não adianta muita coisa o Padre Fabio de Melo falar “não esquece de quem realmente é” se a gente não consegue presenciar uma missa e mesmo as pregações são bem escassas. Não adianta muita coisa o Sr. ter toda a cultura que tem, toda a benigtude que tem e as pessoas poderem segui-lo ou pelas brincadeiras do twitter, ou pelos shows, o Pe. Marcelo por exemplo, que está na missa todo domingo, mais basicamente para cantar.

    Eu devo dizer que assisto muito mais meus DVDs de palestras do que ouço os CDs. Tenho um ou 2 CDs e umas 20 palestras. Ok o pacote “sacerdócio + musica + literatura…..” desde que dando conta de tudo e nãoe squecendo o principal. Tudo bem o Roberto Carlos querer ser ator de novela, desde que a carreira de cantor/compositor não seja prejudicada, e a não ser que pretenda abrir mão dela, concorda?

    <<<>>>>

    Parabéns pelo trabalho que realizam. Queremos apenas mais da evangelização, vcs podem oferecer muuuuuito mais do que podemos imaginar, tenho certeza!
    Difícil de acreditar, mas faço as críticas com a simplicidade que meu conhecimento permite e com TODO AMOR E RESPEITO DO MUNDO.

    DEUS ABENÇOE A TODOS!

    P.S. Simone Teixeira, concordo com vc.

  65. POLIFERNANDEZ

    Apenas complementando minha crítica. Independente de acertos e erros, tenho total crença de que realizam o trabalho em nome e de acordo com a Igreja.

  66. Boa noite,
    Quanta gente preconceituosa!
    Os padres que cantam não são responsáveis pela carência de sacerdotes no Brasil.
    O celibato, a visão de que o sacerdócio é um fardo, um peso, opressão,etc São inúmeros fatores…
    A igreja que não soube acolher, as propagandas vocacionais mal feitas,etc.
    Alguns querem aperto de mão,conselhos dos padres que estão na mídia como se eles fossem diferentes dos paroquianos…
    Querem confessar? Vão à igreja?
    O povo é o responsável para que algumas situações ocorram… Imaginem o padre Fábio sem alguém ao lado? A mulherada sem postura iria atacar igual abelha na colmeia…
    Poderiam dizer, mas a culpa é dele, está na mídia…Ledo engano…
    Na minha cidade não para um padre com boa aparência porque as mulheres não dão sossego…
    Alguém fez uma colocação acima profundamente infeliz, parece que os padres são nossos empregados…Que visão distorcida da fé!
    Eles são humanos, cansam… Do jeito que falou parece que eles devem estar à nossa disposição, sempre que precisarmos…
    Há outros que querem mandar no dinheiro dos padres…
    A passagem bíblica é clara “NADA QUE SEJA FRUTO DO SUOR DE SEU ROSTO É PECADO…” Gostaria de saber se essa pessoa divide seus bens com os mais humildes ou a miséria deve ser erradicada somente pela igreja e doação dos padres? E como fica a sociedade?
    E o governo?
    Sabiam que o papa veste grife italiana? Irão questioná-lo também? Será que Roma deve vender o Vaticano para acabar com a fome da África?
    Quanta tolice!!! O padre Fábio trabalha e muito, suas roupas não são pagas com o dízimo da igreja. Deixemos a hipocrisia e falemos claramente. Quem fez este comentário infeliz por que não deu o nome do santo?
    Há pessoas que estão confundindo as coisas, querem fazer parte da vida pessoal do padre…Fala sério!!!!
    Nossa família, amigos, esses fazem parte da nossa vida…Querer fazer parte da vida dos padres é demais…
    Olha padre Joãozinho o que uma colacação ambígua faz…
    Os deturpadores estão sempre a postos à espera de alguma confusão para mostrarem as garras…
    Já não bastava os montforts, agora os próprios amigos do padre Fábio abrem margem para essas colocações infelizes…
    Que coisa,hem!!!
    Depois dizem, ser católico é bom demais… Como? Com pensamentos tão mesquinhos? Faz-me rir…

  67. Sergio Rodrigues

    Pe Joãozinho,

    Sua Benção.

    O assunto é muito polemico porém, segue minha humilde opinião.

    Enquanto nos ativermos a discussões infrutiferas como esta, outras religiões, usam de recursos cada vez mais modernos e pirotécnicos para atrair novos fiéis.

    O que precisamos é menos hipocrisia e depurarmos o que há de bom nas coisas que nos são passadas.

    Quiserá tivessemos muitos comunicadores a falar das coisas de Deus e menos Jornais sensacionalistas a apresentar a degradação da sociedade.

    Não me importo que os canais de TV estejam infestados de pregadores, afinal cada qual a sua forma ou maneira, leva a palavra de Deus a lares tão carentes de ouví-la.

    Não me venham com censuras e criticas sobre os meios e metas. Depurem o que há de bom em cada sermão, pregação, profecia, leitura, propaganda, pedido ou coisa que o valha.

    Exercitemos nossas mentes a reconhecer o que há de Deus sendo apresentado. Não nos cabe julgar a intenção da exposição. Cabe-nos aprender com as coisas boas e eliminar os erros, preconceitos, fanatismo, etc

    Sê de Deus e faça como a musica do Pe Zezinho: É preciso!!!

    Amar como Jesus amou
    Sonhar como Jesus sonhou
    Pensar como Jesus pensou
    Viver como Jesus viveu
    Sentir o que Jesus sentia
    Sorrir como Jesus sorria
    E ao chegar ao fim do dia
    Eu sei que dormiria muito mais feliz

    Que Deus abençoe a todos.

  68. Claudete Hagel

    Boa Noite padre twitteiro, adoro entrar no twitter só pra saber o que o senhor está fazendo. Quanto ao assunto em questão sacerdote-showman, tenho uma opinião muito própria, até porque sou espírita e não conheço a fundo as diretrizes da igreja católica. Então,só posso lhe dar a minha opinião como cristã: – Acho que todos que falam em Deus e pregam o evangelho do Cristo,com sinceridade, com o coração devem ser respeitados, independente da maneira que utilizam para levar Jesus aos corações tão carentes, neste mundo tão comercial. Acredito que quando a intenção principal, é levar a palavra do Cristo e não a imagem do homem, é válido e até admirável. Tenho um grande respeito e carinho pelos padres atuais (o senhor,o pe. Fabio e o saudoso pe. Léo); que se utilizam dos dons recebidos por Deus, para levar-Lo ao seu povo. Chega de tanto sermão e pecado, levar aos corações a alegria e a esperança é graça Divina. Que Deus o abençõe e o conserve sempre assim, sorridente.
    ET. Sou sua seguidora no Twittwr,hahaha

  69. PoliFernandez

    Geeeeeente….tem uma pessoa por aqui que se diz muito católica, mas em todo blog prá “causar”.

    Realmente como alguem aí em cima disse, como existe “católicos” que mais parecem estar a serviço e outras relkigiões ou sei lá o que/quem.

    Minha sugestão é, focar apenas nas críticas e comentários a respeito do assunto. Esse é um espaço, acredito eu, para isso e não para agressões, lagvagem de roupa suja.

    Pe. Joãozinho, desculpe ter voltado. Fale comigo no twitter rs. Pe. Fábio volte logo!

    Att.

  70. Pingback: Padres Showman « O Possível e O Extraordinário

  71. Sua Benção Padre.
    Penso que a Igreja precisa de sarcedotes preparados, e seus fiéis merecem esses sacerdotes.
    Mas também acredito que cada ovelha tem o pastor que merece e cada pastor o rebanho que consegue.
    Acho que a música acalma o coração, a palavra nas palestra ajuda a entender o mundo em que vivemos e a missa nos ajuda a refletir sobre tudo em nossas vidas, dentro de todo o ritual católico, que eu acho lindo.
    O sacerdote que consegue conciliar tudo só pode ser abençoado, ter equilíbrio é fundamental. Padre Zezinho é minha infância, fez parte da minha formação como pessoa.
    Particularmente acho que usar os meios de comunicação é ótimo quando se sabe fazê-lo, e se errar em fazê-lo que saiba reconhecer o erro, como qualquer ser humano, padre não é santo.
    Não gosto de ligar a TV e ver em programas populares um padre pulando de batina ao lado de mulheres com roupas minúsculas, mais ele teve a opção de escolher em ir até lá, e eu tenho a escolha em não assistir, o controle está em minhas mãos literalmente. Tinha uma resistência quando se falavam nesses “sacerdotes showmans” exatamente por causa disso.
    Até conhecer o padre Fábio, queria até ressaltar que apenas resolvi assistir ao DVD dele por insistência de uma amiga que é da igreja maranata (irônico não?), pois é, assisti, chorei bastante e comecei a pesquisar sobre esses padres e sobre ele também, conheci a sua obra, imaginei, nossa que admirável, que equilíbrio, bravo, conheci padre léo, mesmo depois de sua partida, imaginei novamente, nossa que ser incrível que tivemos aqui na terra. Estou gostando dos que venho encontrando, o senhor faz parte deles. E por outro lado as meninas Eliana ribeiro, Aline, Seleste, todas, que lindo, que Deus os proteja.
    Pesquisei tanto que papai comentou: “Filha vc está ficando obscecada por essas coisas”. Respondi a ele: “Não estou admirada, com a qualidade dessas pessoas”. Qualidade intelectual, espiritual e artística também.
    E pessoal, é simples, aprendi isso vendo as palestras de padre fábio, padre léo, e muitos outros e também refletindo comigo mesma, nos momentos que me deu vontade de refletir. Nós estamos com um leque de escolhas em nossas mãos, façamos as que nos der vontade de fazer, se não for bom pra vc, mude de canal, se for bom, ótimo assista. Cada um escolhe o que ouve, o que fala, onde vai e principalmente, em o que acredita.
    Apenas acho que muitos desses padres tem dado uma dimensão maior ao olhar das pessoas para a igreja, temos que reconhecer, a igreja católica pode até ser conservadora, mais nunca acompanhei uma evolução e abertura tão grande como temos hoje.
    Na verdade até me pergunto sempre tive direito de escolher onde ir e que igreja frenquentar, hoje com mais maturidade vejo como escolher é importante, e como descobrir o que me levou a fazer essas escolhas. Isso começa em casa mesmo e depois vc descobre o que quer se descobrindo sozinho.
    Acredito que os padres não são escolhidos de Deus, nós todos é que somos, a diferença é que eles decidiram seguir a Deus e propagar as palavras Dele para um povo que está cada dia mais carente de palavras.
    E se a comunicação anda proporcionando isso ótimo, a minha cabeça se abriu para esses padres, principalmente por não vê-los pulando de batina fora do lugar onde realmente deveriam usá-las, mais acabo meu post com palavras do Padre Fábio em entrevista no programa de Hebe Camargo.
    “VOCÊ É TRATADO COMO SE PERMITE SER TRATADO”. Então se o respeito é imposto, e o dom é notório, AMÉM, pq o povo precisa de gente assim, sejam padres ou pastores de outras igrejas, mais que saibam sua missão e entendam o que viveram e estudaram.
    Admiro quem conquistou esse espaço, e agradeço por minha amiga ter me ajudado a encontrar esse novo mundo de palavras boas e realistas, pq o mundo não é “romântico”, o mundo é real, a vida é real, cabe a nós lidar com todas as mazelas que estão aí.
    Então gente escolham.

    Obrigada Padre por suas palavras.

    Vivian/Vitória-ES

  72. Padre parabens pelo texto, posso defini-lo como profundo e traz um forte convite à formação de uma identidade verdadeiramente católica.
    Não sou contra shows religiosos, sou da RCC e essa forma de evangelização teve forte aproximação com nossa espiritualidade, mas no que se refere ao ministério ordenado creio que é um perigo deixar o altar para estar nos palcos da vida. Não sou contra a esta possibilidade de cantar e evangelizar pela musica, mas o perigo está nos excessos da fama, nos shows milionários, nos acordos com grande gravadoras, na forma de apresentar-se… Ser padre é antes de mais nada ser sinal de santidade que se faz do altar, do sacramento, do pastoreio, da paróquia, do testemunho no meio do povo. O mundo precisa de sacerdotes capazes de serem padres, “somente” isto, quando isto acontecer eles atrairão a muitos, como Jesus atraiu, não pela fama, mas pela força da verdade…

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