No Capítulo um, José Fernandes de Oliveira, mais conhecido como Pe. Zezinho, scj, comunicador midiático de fama internacional, faz uma análise crítica que vale como provocação inicial: “Semideuses da Fé”. Suas intuições não têm nada de teórico ou abstrato demais. Ele conhece bem sobre o que está falando. Costuma transitar entre palcos e altares. Mora no caminho e tem agudo senso de observação. Respira comunicação vinte e quatro horas por dia, há mais de quarenta e cinco anos. É conhecido por suas intuições geniais. Foi nosso escolhido para abrir esta série de textos, afinal, a pergunta que não quer calar é exatamente esta: “que tipo de imagem de Deus estamos criando em nossos canais de comunicação?” Se a releitura da obra de Michelangelo que propomos na capa deste livro estiver certa, não é exatamente confortável ser deus nem semideus. A legião de fãs os prestigiam com o controle remoto nas mãos. São consumidores de seus ídolos. Isto denota certa crueldade de lógica sacrifical invertida. Os ídolos é que acabam sendo vítimas de seus adoradores. Esta relação doente merece a reflexão que Pe. Zezinho, scj, com tanta sinceridade propõe nas páginas de seu artigo.

11 Comentários

  1. Olá padre!!

    Acredito que devemos deixar DEUS SER DEUS!
    O que acontece, é que as pessoas criam uma própria característica de Deus…Deus é o que as pessoas querem, acham…nãooo, DEUS É ELE MESMO. Por isso é importante lembrar que Ele colocou na terra instrumentos d’Ele, e neste caso são os “sacerdotes”. E por acaso vcs não tem suas limitações? No entanto devemos estar atento as suas palavras, porque como São Paulo diz: vcs são Ministros de Deus aqui na terra

    Abraço
    Cecília Barros…prestes a entrar no convento com a graça de Deus!!

  2. Renata Prado

    Continuando…
    Me questiono também com muita frequência, se a imagem que criamos de Deus, não reflete a nós mesmos, com todas as nossas humanas fraquezas, porque precisamos humanizar o Senhor na tentativa de entendê-Lo?
    Será também que não criamos separação entre um Deus sagrado e inatingível e outro Deus humano e próximo, na tentativa de nos relacionarmos apenas com a parte humana em Deus, que nos é mais compreensiva?
    Será que não estamos confusos num caminho de transição entre um Deus punitivo e outro Deus amoroso, caridoso, piedoso e pregador do perdão?
    Será que a mídia não tem sido também um espelho, de uma separação de ideologias religiosas, que designam imagens diferentes de um Deus católico, outro Deus evangélico, outro Deus espírita, outro Deus esotérico, etc, etc, etc?
    Será que a escrita correta de todos os deuses que percebo e relato acima, não deveriam então serem escritos com “d” minúsculo, porque estamos deusificando um deus que nem de longe representa o verdadeiro DEUS que Jesus veio nos mostrar?
    Ou será que Deus continua sendo o mesmo de sempre e seus representates oficiais ou não na Terra, é que na sua humana e compreensiva incapacidade de traduzí-Lo, com todo Seu poder e glória e amor e onipotência e oniciência e tudo o mais que Ele é, simplesmente O reduziram a um algo indefinível e O nomearam segundo às suas limitações de vocabulário sobre a grandeza Dele?
    E será que diante de nossas consciências pesadas por oferecermos tanta complexidade a algo que não tem tradução, ficamos perdidos e cheios de culpas nas mãos e ao procurar alguém para culpar, encontramos o instrumento mais próximo: a mídia?
    Mais perguntas, que em tempo algum, serão esgotadas!
    Renata Prado.

  3. “Os ídolos é que acabam sendo vítimas de seus adoradores”.
    Análise perfeita, são vítimas mesmo.
    Uma hora o adorador cai na real de que sua vida não pode ser transformada por nenhum ídolo.
    E joga o ídolo na parede, taca sem dó e despedaça. Ídolos são só imagens, fáceis de quebrar.
    A essência é o que importa.

    (qro ler o seu livro logo!! deve ser muito bom!)

  4. Padre Joãozinho,

    essa questão é muito complexa, quando consideramos a proposta de São Paulo a seus fiéis:

    Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. 1Cor 11

    Para pedir imitação, o apóstolo também pedi de certa forma um culto, para que através dele, as pessoas pudessem como ele, negar a si mesmo, para poder afirmar: “Não sou eu quem vivo, mas é Cristo quem vive em mim”. O pedido de São Paulo, também pode ser considerado, o pedido de um semi-deus ou de um Deus, e isto tem plena concordância com as escrituras:

    Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedejar.
    Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?
    Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)?
    Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus? Jo 10, 31-36

    Havendo uma perfeita absorção de Cristo, pelos Padres na mídia, não há problema em serem deuses ou semi-deuses. Isto apenas denotaria a participação deles, na própria natureza divina de Cristo (os filhos de Deus, também são deuses). O problema é quando o Padre aparece mais que Cristo. Isto penso eu, é o maior critério para apontar “Padres soltos”, como também um falso sacerdote. Nisso entramos na relação de identificação entre o Senhor e o servo e o mestre e o discípulo.

    Gostaria de ler o texto do Padre Zezinho…

    Fique com Deus.

    abraço

  5. Padre Joãozinho,

    essa questão é muito complexa, quando consideramos a proposta de São Paulo a seus fiéis:

    Tornai-vos os meus imitadores, como eu o sou de Cristo. 1Cor 11

    Para pedir imitação, o apóstolo também pedi de certa forma um culto, para que através dele, as pessoas pudessem como ele, negar a si mesmo, para poder afirmar: “Não sou eu quem vivo, mas é Cristo quem vive em mim”. O pedido de São Paulo, também pode ser considerado, o pedido de um semi-deus ou de um Deus, e isto tem plena concordância com as escrituras:

    Os judeus pegaram pela segunda vez em pedras para o apedejar.
    Disse-lhes Jesus: Tenho-vos mostrado muitas obras boas da parte de meu Pai. Por qual dessas obras me apedrejais?
    Os judeus responderam-lhe: Não é por causa de alguma boa obra que te queremos apedrejar, mas por uma blasfêmia, porque, sendo homem, te fazes Deus. Replicou-lhes Jesus: Não está escrito na vossa lei: Eu disse: Vós sois deuses (Sl 81,6)?
    Se a lei chama deuses àqueles a quem a palavra de Deus foi dirigida (ora, a Escritura não pode ser desprezada),como acusais de blasfemo aquele a quem o Pai santificou e enviou ao mundo, porque eu disse: Sou o Filho de Deus? Jo 10, 31-36

    Havendo uma perfeita absorção de Cristo, pelos Padres na mídia, não há problema em serem deuses ou semi-deuses. Isto apenas denotaria a participação deles, na própria natureza divina de Cristo (os filhos de Deus, também são deuses). O problema é quando o Padre aparece mais que Cristo. Isto penso eu, é o maior critério para apontar “Padres soltos”, como também um falso sacerdote. Nisso entramos na relação de identificação entre o Senhor e o servo e o mestre e o discípulo.

    Gostaria de ler o texto do Padre Zezinho…

    Fique com Deus.

    abraço

  6. A propósito: a capa do livro é deu um bom gosto extremo.Parabéns!!

  7. Neste ano sacerdotal, tenho orado pelos sacerdotes da minha paróquia e , agora, lendo estas postagens e estes comentários, passarei a orar mais pelos sacerdotes da mídia porque acredito que estes precisam mais e mais da força do Espírito para vencer as forças do inimigo que não quer que a semente seja lançada nesta seara tão produtiva que pode ser a mídia!!

    Valeu, muito bons os comentários, imagino o livro !!!

  8. Elaine Mendes

    Deus ou semideus?
    Esse pergunta mexeu comigo. Pois o Deus que o catolicismo no ensina é um Deus encarnado, que é ser humano, mas em três pessoas. Confesso que apesar de ser uma pessoa de longa caminhada na Igreja Católica esse mistério é desafiador, pois não se pode explicar com palavras, afinal, conhecemos alguém que seja três pessoas ao mesmo tempo? Aliás, parece que essa condição não se encaixa no tempo.
    A teologia cristã é complexa, mas as necessidades humanas estão aí batendo a porta: desemprego, família desestruturada, doenças incuráveis. Queremos que nossa fé seja prática, ou seja, que ela atue nos nossos problemas contidianos, porém não se deve ensinar um Deus que está aí só para atender nossos desejos e necessidades, Ele não é isso. É um Deus que quer nossa amizade, que é Pai, Filho e Espírito Santo, ou seja, temos que ter uma relação familiar com Ele e não simplesmente ter uma relação criador e criatura em que nós criaturas temos que oferecer sacrifícios para garantir nossa sobrevivência. Ele quer intimidade na liberdade. Como passar isto sem rebaixá-Lo para um semideus?
    Gostei do tópico, obrigada!

  9. Elaine, a Igreja ensina que o Verbo se fez carne, não ensina que o Pai e o Espírito Santo se encarnaram, mas que através do Filho, vemos o Pai e o Espírito Santo. Os mistérios de fé permaneceram mistérios, até que todas as coisas se consumem.

    De fato a teologia cristã é complexa, mas Cristo nos diz que a primeira necessidade humana, é a de buscar o reino de Deus e que após encontrá-lo, todas as coisas nos seriam acrescentadas. Além disso, a priori, a fé se ordena a salvação de nossa alma, não especificamente ao emprego e a estruturação familiar, isto conforme a doutrina tradicional, corresponde ao dever de estado. Já as doenças incuráveis, existem meios para se alcançar a cura. Mas trata-se de um assunto muito complexo, uma vez que doenças incuráveis, estão de alguma forma ligadas ao pecado.

    Quanto a praticidade da fé, ela sempre será um exercício de paciência e sua prática sempre se dará pela esperança, uma vez que conforme São Paulo nos diz, ela é a certeza das coisas que não se vêem e não se esperam. Poderá alguém colocar em prática aquilo que não se vê e se espera, ou já é a prática da esperança que nos move a esperar pela sua concretização?

    Temos que realizar sacrifícios para garantir nossa sobrevivência na fé. Aquele que ama algo ou alguém, mais do que a Ele, não é digno Dele. Quanto a intimidade na liberdade, como pode havê-la, se a liberdade pressupõe que você está também livre Dele? Aquele que se une ao Senhor, não se tornar com Ele, um único Espírito?

    Fique com Deus.

    Abraço

  10. Boa noite,
    Acho que o pe. Zezinho está se referindo aos deuse criados pelas emissoras cristãs não só as não cristãs.
    Eu acho que as cristãs estão exagerando e muito.
    Uma pergunta: por que a CNBB não toma uma atitude?

  11. Elaine Mendes

    Obrigada Gerderson,
    realmente a imagem do Deus Trino deve ser passada da melhor maneira possível. Não só o Pai, não só o Filho e nem só o Espírito, mas os três. É… tarefa nada simples.
    Fique com Deus também.

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