No Capítulo dois, Augusto César Pereira, sacerdote e jornalista, ensaia um início de resposta lançando um olhar cético sobre a grande mídia como um espaço que costuma mutilar as profecias e impedir a voz da libertação de ecoar livremente. Seu artigo “Mídia e Profetismo” procura as razões deste fenômeno de exclusão.  Segundo este autor, a mídia é uma aliada natural dos projetos de dominação. Os profetas, ao contrário, batem de frente com os interesses dos donos do poder. Para ganhar espaço teriam que condicionar o seu discurso aos interesses dos patrocinadores e dos telespectadores. Esta dinâmica vicia a mensagem e torna a grande mídia extremamente limitada na isenção e capacidade de comunicar a verdade coerente com o Evangelho. A mídia seria prisioneira do mundo das aparências.  Mas nem tudo é ceticismo. Para o autor existe esperança nos laços comunicativos tecidos em cada pequena comunidade onde se faz e vive a “opção preferencial pelos pobres e pelos jovens”. Outro mundo e outra forma de fazer comunicação são possíveis.