No Capítulo dez, as quatro maiores emissoras de TVs Católicas do Brasil expõem de modo praticamente inédito a sua “linha editorial”. Grandes representantes de cada uma destas emissoras estiveram frente a frente, em debate promovido pela Faculdade Dehoniana, em outubro de 2009. Observamos que cada uma delas tem um público-alvo diferenciado e procura formatar a sua mensagem de acordo com alguns critérios mais ou menos definidos. Hoje é enorme a influência destas TVs no imaginário religioso dos católicos brasileiros. É possível que a “imagem televisual” de Deus atinja, semanalmente, mais pessoas que a “imagem paroquial”. Qual o impacto eclesial desta nova realidade? Onde estaria o laço de comunhão entre o televisual e o territorial? Se pensarmos ainda no virtual é tempo de refletir sobre laços institucionais que garantam uma imagem de Deus coerente com a fé professada pela Igreja Católica.

7 Comentários

  1. Renata Prado

    Continuado…

    Não deveria a igreja, pensando nesta unidade, avaliar a qualidade do televisual e do territorial?
    E quando falo em qualidade, estou dizendo de carisma, de empatia, de simpatia, de talento para a comunicação, de falar ao coração e não aos ouvidos.
    POrque senão, daqui a pouco a igreja será virtual ou televisual ou audiovisual ou qualquer outra coisa que termine com “ual” e verá a morte de vez do relacional.
    Quantos de nós éstamos pela mídia nos desvinculando das nossas outras religiões para nos voltarmos à igreja católica?
    Mas há um momento de transição em que nós nos posicionamos como espectadores da doutrina, momento este em que gostamos do que ouvimos, do que vemos, do que aprendemos de maneira renovada, mas ainda trazemos a desconfiança dos decepcionados, que rodaram para não chegar em lugar nenhum e acabamos aprendendo com isso, a não sairmos acreditando em tudo que parece ser.
    E neste momento, nós não pertencemos a nada e a lugar nenhum, apenas estamos observando, avaliando, para depois escolhermos com maior certeza, mas enquanto isso, a igreja católica faz o seu discursso, na TV, no rádio, nos jornais, nos livros, em todo lugar…e enquanto isso ficamos, às vezes, ainda sem entender porque ouvimos tantos relatos de pessoas perguntando para um padre o que ele tem a dizer sobre um determinado tema, pois o padre da sua paróquia deu uma resposta que não conveceu ou que não foi explicativa o bastante ou que foi contraditória, então ficamos nos perguntando em qual discrusso devemos acreditar?
    Qual a língua que eles falam?
    Seria uma só? Não deveria ser uma só?
    Não deveria a mesma que a nossa, porém dosada de maior sabedoria?
    E a gente continua aqui, ouvindo, vendo, lendo, pensando e avaliando…
    Renata Prado.

  2. Ricardo Ferreira

    Padre João sua benção.
    Na qualidade de comunicador, não poderia deixar de participar deste post.
    Sou radialista, católico, habilitado, atuante e contribuo no que posso com a emissora católica de nossa diocese. E também já militei na Pastoral da Comunicação na Diocese de Taubaté/SP. Atualmente estou em outras frentes de evangelização.
    Reconheço o poder de “sedução” da TV, afinal dois dos sentidos são satisfeitos: audição e visão. As outras mídias atingem apenas um.
    Sei do esforço de atender às necessidades do público católico, que é muito exigente, pois a nossa diversidade chegar a causar espanto, e só o Espírito Santo é capaz de explicar nossa unidade.
    A única crítica que faço às TVs católicas é o enfoque publicitário, que não acontece apenas nos inteválos. Talvez seja a linguagem própria desse meio de comunicação.
    Deixo também uma sugestão, em vista da Faculdade Dehoniana estar sendo tão fecunda e buscando contribuir com o entendimento da evangelização nos tempos atuais, tão complexos: genericamente, a Igreja Católica é a maior detentora de emissoras de rádio do Brasil, e quem sabe a Faculdade promova algo em torno deste tema, afinal, São pouquíssimas as publicações sobre rádio.
    Alegria e paz.

  3. Prezado Pe Joãozinho,

    acredito que falte as televisões católicas, a produção de novelas, que são as responsáveis pela maior parte da audiência do grande público brasileiro. Repare que até os espíritas tem novelas, porque nenhum autor católico, se interessa em escrever novelas?

    Sugiro que toque neste assunto no blog, para constatar que as novelas também teriam aceitação no público católico.

    Fique com Deus

    Abraço

  4. ola
    Pe Joazinho sou admirador do seu trabalho
    e me ancanta com sua palavra.

    Bom c tratando da midia catolica.

    acredito q pelo pouco que sei a Rede Vida é a que esta presente em todo territorio nacional,
    a Cancao Nova e a que se destaca em maior quantidade de programação e alcance mundial.
    Tv Aparecida e Sec XXI buscando seu lugar ao sol.

    nesse meio tantas, e audiencia “pifia”(nao sei se para isso tem q se filiar ao ibope ou coisa assim para aparecer.).

    bom pelo q sei a tv digital pode se transmitir 4 canais numa canal so digamos.
    entao porq nao utizizar da abrangencia nacional da rede vida, com dianmismo da CN (interncional) e transmitir 4 canais em um unico economizando em antenas, enegia, tendo maior alcance e alem disso impulsionaria os outros 2 canais a quem nao tem acesso.
    Ja fiz esse questionamento no site da CNBB, e no site de todos esses canais mais nenhum me retornaram ao menos pra dizer estamos fazendo reunios pra chegar a algum consenco coisa assim.
    Sei, “imagino” que cada canal desse tem suas metas e objetivos mas da impressao que nao querem se ajuntar ou ter sua imagem vinculado ao outro.
    Esse mesmo questionamento te faço qto a midia impressa de Jornais e a de revista.
    a Universal tem uma folha de circulacao nacional que é distribuido gratuitamente e os jornais catolicos.
    no que refere a revista se nao to enganado a familia crista é a de maior abrangencia. ok segue determinada linha
    mas por q revista CN, Brasil Cristao, a da Tv Aparecida, milicia… e tantas outras nao fazem uma revista mais forte derepent a mesma dividida em 4 ou cinco partes, e chegue a todo territorio nacional a mais variadas camadas de familias..

    fica ai meu questionamento e sugestao

    espero que de ti tenho alguma resposta

    grande abraço bom fim de semana

  5. Rachel de Paula

    Padre, existem tvs católicas realizando uma tv horrorosa! Desculpe-me! É verdade. A Canção Nova acaba se diferenciando das demais e percebo que mesmo com as dificuldades acaba fazendo uma tv que chega mais próxima do povo.
    Não adianta, os meios de comunicação e tecnologias estão aí, mas é com tristeza que vejo certas tvs desperdiçando tempo precioso com programas de qualidade beeeeeem duvidosa.Quando passo o canal me pergunto, sobre quem vai ver aquilo?

  6. Olá padre!
    Bem…na verdade os canais católicos deveriam “todos” ser de uma influência bem positiva. Bem…talvez seja esta a intenção,o fato é que nem todos os canais conseguem transmitir aquilo que é essencial.
    O amigo de cima falou em novela católica. Eu não concordo!!
    Sei que existem várias formas de evangelizar. Mas pelo amor de Deus, sejamos originais! Eu sei que a arte é linda! Mas infelizmente os telespectadores confudem tantas coisas…
    É muito difícil para vocês eu concordo.
    E sei tb, que muitas vezes vcs passam aquilo “que permitem” É incrível, mas a mídia é assim mesmo.Se brincar tentam moldar até os próprios sacerdotes, que querem apenas fazer seu trabalho com honestidade!
    Apoio as televisões católicas,entretanto,acredito que muitas vezes atrapalha na questão da comunhão…muitas vezes existe o comodismo…”melhor assistir a missa de casa” e nós sabemos que é importantíssimo assistir a missa na paróquia próxima de casa.
    Assisti a uma palestra onde o Ricardo Sá frisava bem sobre isto,eu,achei corretíssimo o comentário dele “Está aqui é bom, mas vamos assistir a missa na paróquia mais próxima também”.
    O perigo é este: Comodidade da televisão
    Confundir as diferentes formas de evangelização
    Grande valorização no aspecto virtual
    Por outro lado: A canção nova já salvou diversas almas!
    Devemos então ser seletivos naquilo que está a nossa frente, até nas tv’s catolicas e muito cuidado com a criatividade.

    Abraços

    Cecília Barros

  7. Patricia Rolo

    Boa Tarde, Pe!!!
    O povo de Deus, é muito carente de escutar os ensinamentos biblicos, embora sejamos o maior País catolico do Mundo.
    Estavamos deixando a desejar nos avanços tecnologicos.
    A mídia junto ao Catolico é um ponto muito possitivo, muitas vezes, nas minhas fragilidades e indugencias não existia nenhum canal catolico no qual eu pudesse escutar nas minhas noites traiçoeiras.
    Gosto de ver o Mundo Catolico abrindo as portas, tanto para o Mundo virtual, qto para o Televisivo. Muitas vezes em meu trabalho usei o meio virtual, para escutar a palavra de Deus e acalmar meu coração aflito e ter dissernimento nos assuntos envoltos no momento.
    Qto a midia televisiva é otimo ter ela aberta ao catolico 24 horas pois é geralmente de noite, que todos os problemas aparecem e qdo entramos em contato com nossos limites, fragilidades e indugencias.
    Portanto, acho extremamente valido, esses canais hj aberto e a dispor dos catolicos ou das ovelhas perdidas.
    A volta do filho prodigo muitas vezes acontece por esses meios de comunicacao, não sei se o Sr ja pensou nisso.
    Sua Benção.

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