Estou nos finalmentes da redação de mais um livro: LADAINHA DE NOSSA SENHORA – O sentido de cada invocação. Boa parte dos capítulos já foi publicada aqui no BLOG. Agora publico pela editora AVE MARIA a íntegra dos capítulos. O lançamento está previsto para maio, mês de Maria. Veja a introdução do livro:

INTRODUÇÃO

 

 

Existem muitas ladainhas de Nossa Senhora, porém a mais divulgada e conhecida é a “Ladainha Lauretana”, assim chamada por ter surgido no Santuário de Loreto, na Itália. Ali ela foi cantada pela primeira vez em 1531, mas provavelmente deve ter surgido bem antes disso.

A palavra “ladainha” significa “oração de súplica”. É uma forma criativa e  original que a catequese encontrou de resumir o que sabemos sobre Maria. Não é apenas uma coleção de invocações interessantes. Nelas o saber se torna sabor por meio da oração. Não basta saber, por exemplo, que Maria é a Mãe de Deus. É preciso saborear em prece as verdades contidas neste dogma mariano.

Este é o objetivo deste livro. Queremos mostrar a origem bíblica e o significado doutrinal de cada invocação da Ladainha de Nossa Senhora, para que possamos rezá-las de maneira bem mais saborosa.

Algumas invocações podem até parecer estranhas à primeira vista. Por que chamamos Maria de “Torre de Marfim”, ou “Arca da Aliança”? Espero que após ler este livro a Ladainha Lauretana seja mais conhecida, rezada e amada. Ela nos coloca m sintonia com Maria que abriu as portas da Terra para a entrada do Rei da Glória. Por ela nos veio toda a Graça, m seu filho Jesus, nosso único Salvador.

A História da Igreja conheceu muitas outras Ladainhas de Nossa Senhora. Em Veneza, por exemplo, desde tempos muito antigos se rezava 42 invocações conhecidas como “Ladainha Veneziana”. Em Mogúcia encontramos um formulário do século 12 conhecido como “Ladainha Deprecatória”, ou seja, une aos louvores algumas súplicas, enquanto repete: “Intercedei por nós”.  Há muitas outras ladainhas além da Lauretana, Veneziana ou Deprecatória, porém os estudiosos oncordam que todas elas nasceram de um outro formulário bem mais antigo: a Ladainha de todos os Santos, que inicia com louvores a Maria.

9 Comentários

  1. Acho de uma poesia as ladainhas, apesar de muitas vezes as pessoas julgarem repetitivas, há de saber o significado da imagem de cada 1 delas para nossas vidas.
    É importante ler sobre, acho legal que o senhor se dedique a essa decodificação, senão realmente as ladainhas são meras repetições, sem significado nenhum por isso nada influenciarão em nossas vidas, pois oração sem ação, nem sempre é tão eficaz como se deve ser.
    Um abraço, bom domingo,
    Cris

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  6. Boa tarde, pe. João Carlos( a sua bênção)
    Muito interessante…
    Já escrevi aqui que sempre tive dificuldades com as devoções marianas devido a um trauma na primeira comunhão com o Salve Rainha…
    Gosto de entender o que estou rezando,os embasamentos bíblicos a fim de que minhas orações não se tornem meras repetições e sem que eu tome ciência do meu real envolvimento ao pronunciar essas palavras…
    Li o seu livro “Aprenda a rezar com Maria” e considero-o muito bom, tirou-me traumas, confirmou algumas ideias,enfim,enriqueceu-me…
    Só a introdução já aguçou o meu interesse em saber o significado doutrinal dessas ladainhas.
    Certamente,irei adquiri-lo,quem sabe assim eu consiga fazer dessa ladainha uma constante em minha vida…
    P.S.Onde está o comentário do “curador de cegos”? Gostaria de fazer algumas réplicas…não farei observações impertinentes…
    Um santo abraço e uma ótima semana.

  7. Padre, somente agora vi pelo seu twitter o endereço a fim de se fazer a inscrição para o curso,pensei que fosse somente enviar um e-mail para o antigo endereço que colocaste em seu blog…
    Espero que ainda tenha vagas, amanhã farei a transferência on-line…
    Como faço para enviar o comprovante por e-mail? Sou meio negligente com a tecnologia,somente este ano resolvi usá-la com mais intensidade,questões trabalhísticas…

  8. Débora Cristina Picardi

    Olá Padre Joãozinho.
    Sua benção.
    Que maravilha e que benção nas nossas vidas, mais um livro seu para iluminar nossos caminhos aqui na Terra.
    Que Deus te abençoe e te ilumine sempre.
    Bom Domingo.
    Fique com Deus.
    Dessa sua filha que te admira muito.
    Débora Cristina Picardi.
    Leme – SP.

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  12. Olá padre,sua bênção!

    Deus abênçoe o seu novo livro,com certeza irá nos ajudar muito a compreender o significado de cada invocação.
    Nós católicos muitas vezes fazemos as coisas simplismente por que os outros fazem , então eu tenho que fazer também ,mas não buscamos o conhecimento dos seus significados e a beleza de cada um deles. acho maravilhoso que sr escreva sobre isso ,será mais uma ferramenta nas nossas mãos usada para aprimorar a nossa fé,e nos deixar mais apaixonados por Maria.
    Um braço carinhoso,e um ótimo domingo!!
    Paz e bem !!

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  15. Malu Martinss

    Boa noite, querido Padre Joãozinho
    Que bom que o senhor etá escrevendo sobre as ladainhas. Estas, me trazem uma memória afetiva muito antiga. Quando criança, era um costume em minha família paterna, de origem mineira. Lembro me de minha avó. Rezávamos em família. Alguns priminhos ficavam entediados, mas eu, mesmo sem entender muito bem os significados, ficava hipnotizada pela poesia. Quando for publicado, nos avise. É sempre tempo de aprender, mas a poesia, esta permanecerá sempre.

  16. ANA VALESKA

    Pe. sua bênção!… que maravilha e notícia boa.
    Saudade do blog mas infelizmente é falta de tempo e mto trabalho(graças a Deus)…rsrsrs
    Mas desejo que Deus sempre abençoe sua sabedoria.
    um abraço meu e de Bianca
    ANA VALESKA – FORTALEZA

  17. A IGREJA DE JESUS CRISTO NÃO É ROMANA

    “Que fareis pois irmãos? Quando vos ajuntais, cada um de vós tem salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem interpretação. Faça-se tudo para edificação.” (I Cor. 14:26)

    Desconhecemos a espontaneidade e a liberdade nas reuniões do Corpo de Cristo, com a participação ativa dos crentes e não de alguns poucos, porque não entendemos ainda o que significa Igreja. É preciso compreender: desfez-se a reunião, e o ajuntamento dissolveu-se, não existe mais igreja. Igreja é reunião, é um ajuntamento?

    “Mas chegastes ao monte de Sião e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial… à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus e a Deus… e a Jesus…” (Hb. 12:22-24).

    O tempo exige espaço para prover sua limitação, para demarcar sua referência de um acontecimento. “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, ai estou no meio deles.” (Mt. 18:20). Jesus manifesta Sua presença na temporalidade dos encontros humanos nesta igreja de dois ou três paralelamente reunindo-se eternamente naquela igreja (assembléia) de milhares de primogênitos.

    Estavam todos reunidos no mesmo lugar (At. 1:2), era a igreja. Dizer que a igreja estava reunida é uma redundância. Era a comunidade de irmãos e irmãs que numa constante dinâmica de relacionamentos entre si e em comunhão com Deus aguardava o derramamento do Espírito Santo, que João Batista chamou de Batismo. (At. 1:5).

    A igreja não é de Roma, são todos os que estão em Roma, amados de Deus, chamados santos. (Rom. 1:7). A igreja de Deus está em Corinto (I Co. 1:3; II Co. 1:1), quando se reúnem no Nome Jesus e Ele está no meio deles. São as igrejas da Galácia; em cada cidade ou vila se congregam e porque estão congregados naquele tempo determinante são igreja (Gl 1:2). São os santos que estão em Éfeso e fiéis em Cristo Jesus (Éf. 1:1). São os que estão em Filipos (Fp 1:1) e em Colossos (Cl. 1:2). É a igreja dos tessalonicenses em Deus, não que pertença a eles, são eles mesmos quando estão reunidos, em assembléia (I Ts 1:1, II Tes. 2:1).

    Dissociar IGREJA da idéia de lugar definido, templo, denominação, prédio, edifício, “igreja” que continua sendo “igreja” mesmo quando não estão reunidos é exercício difícil do pensamento; tem-se que renunciar violentamente os axiomas e dogmas estabelecidos; tem que se desvencilhar e se desatar das tradições dos séculos protestantes e evangélicos; tem que ter coragem para romper com paradigmas cauterizantes e engessados de natureza puramente religiosa; tem que romper com sistemas hermenêuticos históricos que há muito roubaram os meios de se chegar até às Escrituras despreconceituosamente e tem que santificar-se, separar-se para a Verdade, pois é possível se libertar deste hibridismo – santo-profano – para entender por Revelação a discernir o Corpo de Cristo que definitivamente não está dividido.

    Toda “igreja” tem um altar e um púlpito. O altar serve para uma classe sacerdotal exercer suas funções e o púlpito serve para discriminar os santos de Deus. “Mas vós sois a geração eleita, sacerdócio real (sacerdotes e reis), a nação santa, o povo adquirido para que anuncieis as virtudes daqueles que vos chamou das trevas para a Sua maravilhosa luz.” (I Pe. 2:9).

    O rebanho de JESUS reconhece que o Espírito Santo constituiu bispos que o apascenta, mas sendo resgatado com o próprio sangue (conforme Atos 20:28), tem acesso livre ao Altar nos céus que elimina categoricamente qualquer altar na terra. Existiram na terra até à crucificação de Jesus altares pagãos e altares para Deus, depois da Cruz de Jesus, o último altar de Deus na terra, todo altar na terra se tornou pagão. Jesus é o Altar Eterno de Deus e é somente Nele e através Dele que nos encontramos com Deus.

    O púlpito sacraliza a voz do que fala em Nome de JESUS. É somente para “os escolhidos.” Não é canal de todos os santos. Estes se silenciam para ouvir a voz do que fala. De fato, o púlpito roubou a liberdade dos santos de edificarem uns aos outros, porque se um somente edifica o culto não é do Corpo, mas do pastor ou daqueles que falam ou ministram. O púlpito atrai para si o referencial do propósito essencial da igreja em relação a nós, que os santos se reúnem para edificar uns aos outros. O apêndice tornou-se o destaque e aniquilou a função do corpo.

    Se somos santos de Deus e entendemos as coisas do Espírito, não seria o caso de percebermos que o tipo de culto que temos é o mesmo praticado a 500 anos? Não seria o caso de voltarmos para o Novo Testamento e examinarmos as Escrituras para comprovar se estas coisas eram assim? (At. 17:11)

    É preciso restaurar o culto às Igrejas, onde irmãos e irmãs edificam-se uns aos outros com o que Deus lhes deu, numa comunhão perene de gente que não segue um programa, não requer um animador para conduzi-los e que dispensa estrelismos. O que passar disto é entretenimento. Por melhor e até edificante que seja é outra coisa, não chame de igreja, à Luz da Bíblia não pode ser e definitivamente não é.

    Igreja é: “onde estiverem dois ou três reunidos em Meu Nome, ai estou no meio deles.” (Mt. 18:20).

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