A FGV publicou uma interessante pesquisa sobre esta mudança nas tendências religiosas no Brasil:

http://www4.fgv.br/cps/simulador/site_religioes2/Clippings/jc356.pdf

O que você acha desta pesquisa?

16 Comentários

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  7. Patricia Rolo

    Padre Boa tarde, eu acredito muito nesta pesquisa, pois tenho notado que ano a ano a Igreja Catolica está com mais Fies que deseja viver o AMOR de Deus em sua plenitude.
    Sua Benção
    Patricia

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  12. Não acredito que o importante seja a quantidade, mas a qualidade. Infelizmente, acredito que o Papa sempre soube das tendências sexuais do pessoal que tem dado problema e nunca fez nada. Vejam nossos seminários, cheios de homossexuais… ou mesmo heterossexuais praticantes. Estou mentindo? Até quando a Igreja vai fingir que está tudo bem? Vamos perder fiéis enquanto não formarmos Pes. Jonas, Joãozinhos,Robertos, Antonios Maria, etc… nossas comunidades estão carentes de grandes homens como vcs.

  13. Pingback: Edgar

  14. Acredito que o importante mesmo é que as pessoas busquem Deus, e pratiquem seus ensinamentos, católicos ou evangélicos não é uma competição e sim uma união de pessoas do bem.
    Uma coisa eu concordo sou católica e quando vou realizar uma homenagem em minha escola tipo Dia das Mães ou dos Pais é bem mais fácil conseguir um Pastor para dar uma benção do que um padre. Os padres estão sempre muito ocupados e acabamos levando só o Pastor, fico triste, mas não tem outro jeito.
    O que não dá para negar é que padres como Marcelo, Fábio de Melo, Joãozinho, Zézinho, Juarez, Luiz Fernando,Rinaldo,e outros, fazem a diferença, e nos motivam cada vez mais a ser Católicos.

  15. Pingback: rosa

  16. Conclusão sobre a economia das religiões: Só se procura Deus quando se está em apuros. É a religião do toma lá dá cá?!!! É essência dos evangélicos? E os chamados católicos? Não fazem a religião da barganha?
    Entendi que os ditos católicos por melhorarem sua situação financeira deixaram de buscar outro espaço e ficaram com a Igreja?
    Sempre as estatísticas trazem essas discrepâncias. Esse artigo mostra como a religiosidade continua a ser exercida de forma muito primitiva, sem amadurecimento nas questões antropológicas.

  17. Malu Martins

    Boa noite, querido Padre Joãozinho
    Eu acredito que esta pesquisa está correta. Houve sim uma época em que as igrejas evangélicas se expandiram à pleno vapor. As pessoas eram atraídas principalmente pela indústria de milagres instantâneos que eram /ou são alardeados aos quatros ventos. Mas, como todo contexto histórico não é estático e evolui, hoje as pessoas estão percebendo certas situações e não mais concordando com elas. A Igreja Católica tem se tornado mais presente na vida das pessoas, especialmente na última década, com uma participação efetiva nas mídias sociais. Considero um avanço esta questão de a Igreja se adequar aos novos tempos e atingir a todos que dela necessita. O senhor é um exemplo disso. Evangeliza nas missas, nas canções, no blog, no twitter. Assim como o senhor há diversos outros evangelizadores que estão fazendo seu papel, mesmo, seja na mais remota das paróquias ou em um programa de TV. A meu ver, é todo este trabalho que está se refletindo no resultado desta pesquisa.
    Abraços. Sua bênção.

  18. Ricardo Zaki Francisco

    Pe. Joãozinho, todos os dias eu acesso seu blog e considero um dos melhores. Moderno, inteligente, formativo, informativo e sobretudo evangelizador. Muito obrigado por mais esse serviço que o sr. faz pela Igreja. Deus o abençoe.

  19. Pingback: andre

  20. Elaine Mendes

    Interessante esta pesquisa, ela associou a renda e o sexo da pessoa à religião.
    E fiquei pensando… há sim alguns lugares em que ser católico virou status.
    Mas vamos ser realistas, há casos de evangélicos que mesmo não participando de nenhum ritual católico, faz questão de batizar seus filhos na Igreja Católica e ainda fazer missa de 7º dia. Penso que o motivo seja a graça que a pessoa recebe ou vem recebendo. Por exemplo, a Marina Silva, candidata a presidência, uma mulher culta, instruída, revelou na Revista Veja que deixou de ser católica porque recebeu uma grande graça através de um grupo de evangélicos que a visitou quando esteve muito doente. Há uma avalanche de igrejas evangélicas e pastores exacerbados que através da sua fala firme e convicta convence a pessoa a acreditar no sobrenatural, na intervenção divina. E a graça acontece? Sim por que não? Se a pessoa fica convicta que receberá o milagre, que ficará curada, que vai deixar de estar desempregada, Deus age, afinal, é uma questão de fé que independe da sua religião, ou devo pensar que milagre ou graça só existe no cristianismo? De que no budismo não exista, mesmo não se acreditando em Deus como nós? Sei lá padre às vezes eu acho que Deus age na força do nosso pensamento positivo. Os evangélicos são convencidos a acreditar nas promessas de Cristo escritas na bíblia, ou seja, de que tudo que pedirmos será realizado. Quando se acredita nisto e a graça acontece, não tem jeito, ninguém a convencerá a deixar aquela igreja ou a venerar o pastor que despertou nela a fé em milagres.
    Só sei que o católico convicto aprende a esperar e mesmo assim percebe que nem tudo que ele pede Deus concede, pois aprendemos a enxerga sentido no sofrimento. Minha amiga está desempregada há mais de 8 meses, ela só não mora na rua porque eu e mais outra amiga pagamos o aluguel dela. Não está sendo nada fácil pra ela, porém, ela é muito católica e com muito sofrimento aguarda um emprego. Ela distribui currículos e nada acontece. Daí me questiono… será que o emprego não vem porque o mercado de trabalho é diabólico? Não emprega mais uma pessoa que passou dos 40? Ou é alguma provação divina, pois o sofrimento purifica? Mistérios de Deus, seja o que for, eu estarei sempre perto dela para ajudá-la, para não deixá-la cair e no desespero buscar centros espíritas, seitas, etc. para conseguir uma solução imediata ao seu problema.
    Sua benção
    Sua benção

  21. Pingback: mioco gomes

  22. Juliana B

    Padre me perdoe o abuso dos posts paralelos,mas nosso povo precisa parar de engolir tudo o que a mídia mostra. Pelo amor de Deus, tenham senso crítico, pesquise outras fontes. Márcio e companhia. que gostam de enfatizar a pedofilia dos sacerdotes, enxerguem essa MEGA exposição com mais um ataque ao papa. Pense, porque será que ele incomoda tanto?

    “O homem que acusou o Papa Bento XVI de encobertar a pedofilia de um Padre, quando ainda era Cardeal, se chama Christopher Hitchens, um ateu professo que se auto-destrói quando começa a elaborar sua acusação infantil.

    Desta vez quem deixa nosso amigo Hitchens com a cara vermelha é Olavo de Carvalho, filósofo e escritor que muitas vezes já citei neste blog;

    Olavo de Carvalho | 23 Março 2010

    Em artigo publicado no Wall Street Journal do último dia 15, Christopher Hitchens acusa o Papa Bento XVI de haver acobertado um crime de pedofilia em 1979, entre outros inumeráveis, e sugere que o Pontífice deve ser processado por isso.

    Nem comento o estilo. Entremeado de menções ao “fedor” e à “sujidade” do caráter de Bento XVI, ele vibra em todas as cordas midiáticas da indignação estereotipada – o mais alto sentimento moral que algumas almas conseguem alcançar.

    O raciocínio que Hitchens segue para chegar à sua conclusão reflete, de maneira condensada, toda a deformidade estrutural da mente moderna.

    Se o Papa deve responder perante a Justiça comum, é evidente que os critérios dela prevalecem, no caso, sobre as regras internas da Igreja. Mas, se é assim, eles devem vigorar não só para julgar o alegado acobertamento, mas também, e prioritariamente, o crime acobertado.

    Ora, o padre pedófilo acusado em 1979 de abusar de um menino de onze anos na cidade alemã de Essen nunca foi julgado nem muito menos condenado pela Justiça comum. Não havendo a respeito uma sentença transitada em julgado, ninguém tem, em nome da Justiça, o direito de proclamar que houve crime.

    Se nem o crime é confirmado, como pode sê-lo o seu “acobertamento”? Pela lógica, é preciso provar primeiro uma coisa, depois a outra, não ao contrário.

    O que houve, em vez de prova judicialmente válida, foi apenas uma suspeita séria, com base na qual o então cardeal Ratzinger ordenou que o acusado fosse submetido a tratamento psiquiátrico e removido para um posto administrativo em Munique onde não tivesse contato com crianças. Logo depois, no entanto, o vigário-geral de Munique, Gerhard Gruber, sabe-se lá por que, retransferiu o padre para funções pastorais onde ele não demorou a ser alvo de novas acusações de abuso sexual.

    Hitchens assegura que a culpa foi toda de Ratzinger, mas não dá nenhuma prova disso exceto a opinião de um ex-empregado da Embaixada do Vaticano em Washington, segundo o qual o então chefe da Congregação para a Doutrina da Fé era um administrador meticuloso ao qual esse detalhe “não poderia” ter escapado. Ou seja: o Papa deve ser punido pela Justiça porque alguém achou que ele “deveria” saber do acobertamento, por terceiro, de uma conduta que nem sequer fôra comprovada como crime, seja pela Justiça comum, seja pela investigação interna na Igreja.

    Hitchens, evidentemente, não quer nem saber como funciona a Justiça cuja intervenção ele invoca. Quer condenar um cúmplice antes de provado o crime e confirmado seu autor principal; e quer condená-lo mediante a simples opinião de um terceiro que não testemunhou nem o crime nem a cumplicidade.

    Mas, se ele não entende os princípios jurídicos do mundo leigo cuja autoridade ele pretende sobrepor à da Igreja, muito menos entende as regras desta última.

    Arrebatado nas ondas de um entusiasmo belicoso pueril, ele vai muito além do episódio de 1979 e acusa o então cardeal Ratzinger de haver, como chefe da Congregação para a Doutrina da Fé, encarregada pelo Papa João Paulo II de investigar os casos de pedofilia na Igreja, “acobertado” todos esses crimes de uma vez. Qual a base dessa acusação?

    Ratzinger teria transmitido aos bispos uma ordem de que as denúncias de pedofilia fossem investigadas em segredo, dentro da Igreja, sem nada comunicar à polícia e à imprensa durante dez anos. O documento que comprova isso seria uma carta confidencial parcialmente citada – sem reprodução fotográfica – no Observer de 24 de abril de 2005.

    Não sei se a carta é autêntica, mas, mesmo que o seja, o fato é que Hitchens, como aliás o próprio Observer, finge ignorar os dois pontos principais do texto. Primeiro: a Igreja aí reservava-se o direito à investigação secreta somente nos casos em que as alegadas vítimas já houvessem completado dezoito anos de idade; nos quais, portanto, não houvesse riscos imediatos para crianças. Segundo: a instrução abrangia, é claro, só as denúncias feitas internamente na Igreja, que não tinham sido ainda levadas à polícia ou à mídia, seja pelas vítimas, seja por quem quer que fosse.

    Por que deveria a Igreja permitir que casos ainda não comprovados em investigação interna, e que nem mesmo as vítimas ou seus parentes tinham denunciado às autoridades civis, se transformassem em escândalos públicos por iniciativa de bispos ávidos de brilhar na mídia como paladinos dos direitos humanos?

    Como chamar de “acobertamento” a mera iniciativa de bloquear um falatório prematuro que arriscaria inculpar inocentes e estimular milhares de Hitchens a destampar mais uma vez, agora sob lindos pretextos moralistas e humanitários, todas as latrinas da fúria anticristã?

    O Evangelho mesmo, a rigor, proíbe que cristãos levem suas queixas à Justiça comum antes de tentar resolvê-las na Igreja (I Cor., 6:1-11). Hitchens tenta forçar a Igreja a renegar-se, a humilhar-se ante o altar da Justiça leiga, cujas normas, no entanto, o próprio Hitchens se permite aplicar às avessas. Faça o que eu digo mas não faça o que eu faço…

    …O ateísmo é uma atitude humana normal, mas o ódio ao cristianismo enlouquece, embora nem todos os afetados dessa síndrome personifiquem essa loucura com a ênfase espetacular de Christopher Hitchens. Este não odeia a Igreja porque nela há pedófilos (se fosse assim odiaria também a ONU, onde os pedófilos são mais numerosos e mais cínicos). Ele já a odiava antes disso, e nunca tentou camuflar seu sentimento. A única novidade no seu artigo é a mudança de tática. Antes ele achava que podia vencer os cristãos no debate de idéias. Derrotado e humilhado em recente confronto polêmico com o escritor católico Dinesh D’Souza, passou pela transmutação que já se tornou rotineira em ateístas militantes desmoralizados: não podendo sobrepujar intelectualmente seus adversários, quer enviá-los à cadeia.”

    http://blog.cancaonova.com/tiba/

  23. Maurício Rothberg

    Tenho notado que católicos fundamentalistas, diante dos mais recentes ( a tradição, neste ítem, é longa) escândalos de pedofilia envolvendo os padrecos, vêm adotando a técnica petista, desde que meliantes do Partido dos Trambiqueiros foram flagrados como mensaleiros, ou seja, estão culpando a imprensa. Quer dizer, estão querendo condenar o mensageiro, culpar o espelho.
    Eu fico me perguntando se essa atitude sórdida dos padrecos fosse cometida por integrantes de outras instituições que não a igreja católica, principalmente, se se tratasse de ateus, esses católicos que hoje, mais preocupados com a reputação papal do que com os sofrimentos morais da vítima, reagiriam com tanta condescendência em relação aos padrecos pedófilos…Contrapor às acusações os benefícios (reais ou supostos) da igreja católica à cultura ocidental, ou à humanidade em geral, em nada diminui a sordidez dos crimes comeridos pelos padrecos. Tampouco vale apelar para argumentação, digamos, contábil, apresentando números para dizer que outros segmentos da população apresentam mais pedófilos do que a igreja católica. Ora, a questão, aqui é moral, moral, note-se, infrigida por uma instituição – a igreja católica – que se arvora, há séculos, como detentora das mais elevadas virtudes. Outra coisa: para a vítima de um crime tão sórdido e para seus familiares, em nada ameniza a dor e vergonha o fato de que ela, a vítima, foi uma das poucas, o mesmo a única a ser alvo da vilania. Gente católica, você tem todo o direito em acreditar em seu deus, mas tenha também em mente que o homem não precisa obrigatoriamente de uma religião para ser virtuoso. Para tanto, basta o uso da razão.

  24. Prezado Maurício Rothberg, Salve Maria.

    Primeiramente seu termo “padreco”, já releva o nível de pessoa que vc é, vc só não usa a Razão para falar mal da Igreja Católica.

    Pelo menos não se mostra um desletrado, ao dizer:

    “…Contrapor às acusações os benefícios (reais ou supostos) da igreja católica à cultura ocidental, ou à humanidade em geral, em nada diminui a sordidez dos crimes comeridos pelos padrecos”.

    Acredito que todos os Católicos senhor Maurício Rothberg sabem dos benefícios que de FATO a Igreja proporcionou a estes povos, e também compreendem o mal que esses Padres(que ao cometerem seus crimes atentaram contra a MORAL CATÓLICA), fizeram.

    Parece-me estranho que o nominalismo/subjetivismo que é tanto defendido por entidades contrárias a Igreja Católica, aqui não é empregado, E o pior é ver que neste caso defendem o universal/geral, isso é contraditório não é mesmo? para falar mal usam o termo “padrecos” de forma geral e não os tratam de forma particular, mas nas suas doutrinas pregam o nominalismo/subjetivismo.

    Vc deve saber como “DETENTOR DE TODA RAZÃO” que um exemplo não prova nada.

    Assim um pai pode falar ao seu filho para não usar drogras, porém, o filho tem a liberdade de escolha que pode passar por cima da moral aprendida com seu Pai.

    A Igreja não culpa a Imprensa por falar sobre os casos, mas sim os cobra para que os casos sejam verdadeiramente apresentados.

    Vc só não vê falsidade nos fatos, pois, não se sente prejudicado. No geral as pessoas só enxergam o erro quando é apontado para SI, principalmente os que tem RAZÃO.

    vc diz “Gente católica… não precisa obrigatoriamente de uma religião para ser virtuoso”.

    Logicamente que não precisa de religião para sermos “virtuosos”, a Igreja é necessária para a Salvação.

    Termino com uma pergunta, se um filho seu fosse um pedófilo mesmo vc tendo ensinado a ele o melhor possível, poderia remeter esta culpa a vc como PAI e aos seus ANTEPASSADOS?

    Paz e Bem.

  25. Ezequiel Martuchelli

    Contribuição de um ex-católico a esta página:

    “No início do século XVIII, o pensamento ateu encontrou um sistematizador pioneiro na figura de um padre de aldeia na França, Jean Meslier, mas que apenas numa obra póstuma revelou seu pensamento desafiador, resumido em “oito provas” que demonstravam que:

    1) religiões são invenções humanas,

    2) a fé é um princípio de erro,

    3) as visões e revelações são falsas,

    4) as promessas e profecias são ilusões,

    5) a teologia e a moral cristã são absurdas,

    6) a religião em conluio com a política é a causa da opressão e da miséria,

    7) deus não existe”

  26. wesley antonio de carvalho

    Prezado Ezequiel Martuchelli, Salve Maria Mãe de Meu Senhor.

    Bem se ele(Jean Meslier) provou que Deus não existe então temos uma contradição entre ele e São Thomas que provou que Deus existe.

    Entre Jean Meslier e São Thomas fico com certeza com São Thomas.

    Paz e Bem!

  27. Eunice D. Moors

    MENSAGEM PARA O PADRE JOÃOZINHO E A TODOS OS IRMÃOS DE FÉ

    Sou católica, de família católica há várias gerações. Mas isso, em absoluto, me tira o espírito crítico, nem tampouco me leva a querer tapar o sol com a peneira. Daí que a reação que mais me entristece é de ver católicos, pelas vias mais tortuosas, tentar defender a Igreja de uma maneira que eu diria desastrada. Os argumentos para tanto só convencerão os que já estão convencidos. Entristecem-me, particularmente, nessa “argumentação”, os seguintes pontos:
    1. ACUSAÇÃO À IMPRENSA. Ora, sabemos que a imprensa, como qualquer outra instituição humano-mundana, tem seus erros. Mas daí a querer imputar-lhe, como dão a entender tantos, a culpa por todos os escândalos que ora avassala a nossa Igreja, é ir longe demais. A IMPRENSA NÃO INVENTOU OS CASOS DE PEDOFILIA, apenas os relata, mesmo que, como é de sua própria natureza profissional, de forma espetaculosa (lembremos que estamos no capitalismo, onde rigorosamente TUDO se transforma em bussiness.Em algum lugar, por estes dias, eu li alguém dizer que os ataques à imprensa, nos casos de pedofilia na Igreja, é como querer matar o mensageiro por ele ser portador de más notícias. Se me convencerem que foi a imprensa que inventou os casos denunciados de pedofilia, mudarei de opinião. Agora, se esses casos existem, o que querem que a imprensa faça? Que silencie? Seria essa atitude,a do silêncio, moralmente defensável?
    2. A MENÇÃO A CASOS DE PEDOFILIA FORA DA IGREJA. Bem, não é de hoje que a imprensa – impressa e eletrônica – noticia a ocorrência de casos desse desvio sexual que é a pedofilia no mundo não religioso. Agora, quando isso ocorre numa instituição como a Igreja católica, a gravidade, pela própria natureza dessa instituição, que faz dois mil anos prega a melhor forma de convivência moral e ética entre os seres humanos,é muito maior. Embora muita gente que rege sua vida fora dos padrões cristãos o faça de uma forma estritamente moral, temos por hábito considerar que os desvios dessa gente é consequência de sua vivência não-cristã. Agora, como admitir, minimamente, que cristãos, e ainda por cima, sacerdotes, possam agir como agiram os que vêm sendo denunciados.
    3. O NÚMERO DE CASOS DE PEDOFILIA NA IGREJA. Céus, não interessa nos casos de pedofilia denunciados, se foram cem mil ou uma vítima. Atentemos para a desgraça, quando não a destruição da vida de quem foi submetido à tara de um desequilibrado sexual, seja ele padre, pastor, rabino, monge, cético, ou seja lá quem for. No próprio blog do padre Joãozinho, eu li alguém (um senhor, se não me falha a memória) alertar para o fato de que se trata, no caso, de uma questão moral, e não aritmética.
    Meus amigos, sabemos, ninguém é, ou não deve ser, ingênuo, que a Igreja católica tem muitos inimigos, inclusive no próprio campo cristão. Agora, querermos nos esconder sob esse biombo, relegando toda a crítica a nós dirigida alegando tratar-se de uma conspiração contra a Igreja e seus seguidores, nos coloca no mesmo nível daqueles meliantes que apanhados em flagrante buscam escapar apelando para as justificativas mais estapafúrdias, para não dizer ridículas. Enfim, sejamos mansos de espírito, mais humildes e menos intolerantes com as críticas, como, em excelsas palavras, já nos ensinou o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29).

    Obrigada ao padre Joãozinho e a todos que porventura me lerem.

  28. Caros Irmãos, Salve Maria!!!
    Fiquei muito contente com o resultado da pesquisa não por qualquer tipo de sentimento de vaidade a esse respeito , mas por ver que pessoas estão voutando pra verdadeira e unica Igreja instituida pelo Senhor Jesus.(Mateus 16:18) Vejo que muitos se revoltam ao ver os crimes que se cometem na Igreja, mas como e lido nas pssagens seguintes a citada a cima, o senhor promete que as portas do inferno não prevalecerão contra ela, e não que o inferno não a atacaria!
    A pedofilia dos menbros do clero, ofende em primeiro lugar a Deus e depois aos homens. E só Deus pode julgalos com justiça verdadeira.A nós cabe oror e orar muito pelos os que estão de pé para que não caiam.Não devemos nos esquecer que no meio de Dose Apostolos, que viviam com o Senhor de perto, podendo abraçalo e se aconselhar pessoalmente, ali se encontrol um traidor.Como nos encina as escrituras “Não e o servo maior que o Senhor”.
    Eu acredito na promessa do Senhor que Diz: As portas do inferno não prevalecerão contra ela” e essa promessa vem sendo cumprida pelo Senhor que sestenta no poder do seu sangue derramado todos os nossos pecados.
    Que a paz do Senhor, e não a do mundo, vos abracem a todos!!!!!

  29. Como qualquer católico, eu imagino, tanto eu quanto meu marido temos nos entristecido bastante com todo o noticiário em torno da divulgação dos casos de pedofilia.
    O problema, nos parece, é mais grave do que uma simples análise nos permite perceber. Acredito que outras famílias vêm passando o que eu e meu marido temos enfrentado em casa. Temos filhos que apostasiaram do catolicismo faz muitos anos e hoje nos passam na cara o que afirmam ser o acerto de suas atitudes. Já o marido de uma de minhas filhas, diz estar dando graças a Deus por não ter matriculado meus netos em colégios católicos.
    A questão, me parece, quanto aos depoimentos em defesa do papa Bento XVI, posição que eu acolho, é que se está focando essa defesa numa posição algo equivocada. Dizer, por exemplo, que tudo resulta de uma campanha midiática, é negar as evidências, o que,eu acho, não é a melhor tática. Autoridades de escol da Igreja, diante de câmeras de tv, dizerem que pedofilia é sinônimo de homossexualismo (há casos de padres envolvidos sexualmente com mulheres), é pecar pelo reducionismo, sem falar que causa mais desgaste à Igreja, pois essas decalarações têm levado o Vaticano a desmenti-las publicamente. Pior ainda, é afirmar, como disse desastradamente um prelado, que toda a sociedade é pedófila, uma afirmação que nos assusta, primeiramente como católico, depois porque se trata de uma inverdade, e, por fim, mesmo que fosse verdade, isso jamais poderia servir de álibi.
    Tristemente, tenho notado, ouso dizer, a falta de uma estratégia da Igreja em lidar, publicamente, com os tristes acontecimentos que ora nos enlameiam.
    Há perseguição à Igreja, sim, sabemos todos. Mas também sabemos que há dois mil anos a Igreja tem se batido valorosamente e denodamente contra todo tipo de desmandos, principalmente os morais. Ora, quando seus filhos pecam, e pecam, como no caso, feissimamente, e sabendo que todos esses filhos fazem parte do corpo da Igreja, não devemos nos assustar se o mundo pecador nos cobra coerência. Um de meus filhos me disse que é ateu, e como tantos outros ateus, não é pedófilo. E ele me pergunta: de que vale usar o nome de um Deus e orar se, ao fim e ao cabo, o indivíduo irá errar feio.
    Irmãos de fé, pensemos nisso.

  30. João Paulo A. Lameirão

    Sou determinantemente contra o aborto; tanto é, que sou pai de oito filhos. Mas também, como pai (e já avô), sou radicalmente, indignadamente, ferozmente, contrário à posição de muitos católicos que, das formas mais oblíquas, buscam reduzir os nefandos casos de pedofilia cometidos por padres exclusivamente a uma campanha da mídia contra a Igreja, como se os jornalistas fossem os culpados dessa hediondez, a pedofilia. Quem adota essa posição, perdoem-me, padece de cegueira moral. Como disse o jornalista católico americano Walter Robinson, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo,de 9/05/10, “o que a igreja de fato precisa é prestar mais atenção às necessidades dos fiéis e das crianças e se preocupar menos em defender a hierarquia”.

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