Neste artigo, escrito pelo bispo emérito de Tubarão (SC), Dom Hilário Moser, que atualmente mora na Comunidade Salesiana da Paróquia Sagrada Família, em São José dos Campos, ele nos explica como a influência dos grandes meios de comunicação conseguem construir um fato, promovendo também uma grande repercussão. Muitas vezes, nós como comunicadores, somos questionados sobre isso. Por isso, selecionei este excelente artigo para a nossa leitura, para que sirva como apoio e informação. Aproveitem bem e conheçam o Blog do Dom Hilário. Boa leitura!

por D. Hilário Moser, sdb, publicado no BLOG:http://domhilario.blogspot.com/

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De repente, a moda é falar da pedofilia dentro da Igreja. Episódios do passado, já conhecidos e encerrados, agora são exumados um por um, dentro de certo encadeamento, com a finalidade de exagerar a repercussão pelo mundo, tendo um claro objetivo: desacreditar a Igreja católica e atingir o Papa Bento XVI.

Será mesmo verdade tudo os que os jornais andam propalando? É a pedofilia que se quer combater, ou, na realidade, pretende-se “linchar” o Papa, hostilizado desde sua eleição e, periodicamente, por ocasião de alguma sua declaração ou tomada de atitude mais contundente?

Como se explica tudo isso? A resposta não é difícil. Existe no Ocidente certa cultura que se caracteriza por uma clara posição laicista e anticatólica, cujos porta-vozes são jornais e outros meios de comunicação social. Muitas vezes, por trás deles há os que algum sociólogo qualifica como “empresários morais”, pessoas que promovem e financiam campanhas segundo os próprios interesses.

A Igreja, para essa cultura, cria sérios problemas. Basta pensar na constante defesa da vida e da dignidade da pessoa humana contra interesses de pessoas, grupos poderosos e governos.

Para atacar o Papa, começou-se em Ratisbona (Alemanha), tentando envolver seu irmão, Mons. Georg Ratzinger, que por longos anos dirigiu o coral de meninos da catedral daquela diocese. De fato, no passado houve dois episódios de abuso de meninos desse coral; todavia, tais abusos ocorreram antes que Mons. Georg fosse posto à sua frente; inclusive, já eram conhecidos e estavam encerrados judicialmente.

Entretanto, o nome “Ratzinger” ficou nas manchetes dos jornais e não era difícil prever que se tentaria envolver nos escândalos outro Ratzinger, o próprio Bento XVI.

E assim foi. Procurou-se, então, a arquidiocese de Munique, onde Joseph Ratzinger foi arcebispo nos anos 80; ali desenterrou-se o caso do padre que ficou conhecido como “Padre H.”. Esse padre, tendo-se envolvido em casos de abuso de menores na sua diocese, Essen, foi acolhido por Ratzinger em Munique com a única finalidade de fazer uma terapia; todavia, sem dar conhecimento ao arcebispo, o vigário geral de Munique lhe confiou algumas tarefas pastorais; hoje, o vigário geral reconhece seu erro e assume toda a responsabilidade pelo não cumprimento das orientações de Ratzinger. Este caso também já estava resolvido judicialmente; o próprio tribunal que julgou o acusado confirmou a não responsabilidade do Cardeal Ratzinger.

Perguntamos: esse caso foi descoberto em 1985 e julgado por um tribunal em 1986; por qual motivo um jornal alemão decide exumá-lo 24 anos depois de encerrado?

Outra tentativa de envolver Bento XVI foi feita pelo jornal New York Times – tradicionalmente laicista e anticatólico. Segundo o jornal, em 1996, os cardeais Ratzinger e Bertone (respectivamente, prefeito e secretário da Congregação para a Doutrina da Fé) teriam ocultado o caso do padre pedófilo Murphy e impedido que fosse levado à atenção das autoridades civis.

A realidade é precisamente o oposto. Em 1975, Murphy foi denunciado às autoridades civis; todavia, elas não encontraram provas suficientes para condená-lo. A Igreja, apesar de a denúncia contra ele ter sido arquivada pela magistratura, foi mais severa que o Estado e continuou indagando sobre Murphy e, dado que suspeitava que fosse culpado, tomou medidas para que limitasse seu ministério.

Passados 20 anos, em 1995, num clima de fortes polêmicas sobre os casos dos “padres pedófilos”, a arquidiocese de Milwaukee considerou oportuno entregar o caso à Congregação para a Doutrina da Fé. A Congregação para a Doutrina da Fé não retomou o processo, mas recomendou que Murphy admitisse publicamente sua responsabilidade. Quatro meses depois, Murphy faleceu. Ficou claro, pois, que não houve nenhuma tentativa de ocultamento do caso do padre pedófilo por parte dos cardeais Ratzinger e Bertone, que só souberam do acontecido quando o sacerdote estava para morrer.

Além de exumar esses três “esqueletos”, os meios de comunicação social propositadamente exageram os números de casos de pedofilia na Igreja para dar a impressão de um fenômeno extenso e incontrolável, uma espécie de epidemia.

Repete-se constantemente, por exemplo, que só nos Estados Unidos houve 4.000 casos de abusos de menores por parte de padres. De fato, de 1950 a 2002, 4.392 sacerdotes americanos (sobre um contingente de 109.000 padres!) foram “acusados” de relações sexuais com menores; nem todos os casos, porém, se confirmaram como pedofilia, além de haver uma série de padres inocentes que foram caluniados. Ao mesmo tempo, porém, omite-se que, das 4.392 acusações (não sentenças de condenação), os casos de pedofilia foram somente 958 e levaram a 54 condenações, num período de 42 anos! Repetimos: 54 condenações sobre 109.000 padres!

O número de condenações de padres e religiosos em outros países é semelhante ao dos USA. De modo geral, se se compara a Igreja Católica dos USA com as principais denominações protestantes, as estatísticas mostram que a presença de pedófilos é – dependendo de cada denominação – de 2 a 10 vezes mais alta entre pastores protestantes do que entre padres católicos. Isso mostra que o problema não é o celibato, como alguns insistem em apontar, inclusive o teólogo católico Hans Küng. Note-se também que, enquanto um número reduzido de padres católicos foi condenado por abusos de menores, o número de professores de ginástica e treinadores de times juvenis de esportes (na maioria, homens casados) julgados pelos tribunais americanos beirou os 6.000.

E aqui uma observação importante: segundo o governo americano, dois terços mais ou menos das moléstias sexuais com menores não procedem de estranhos ou de educadores – padres e pastores protestantes – mas de membros da própria família: padrinhos, tios, primos, irmãos e até mesmo pais! Os mesmos dados são confirmados por numerosos países.

Existe ainda um dado mais significativo: mais de 80% dos pedófilos – sejam leigos ou sejam padres – são homossexuais, homens que abusam de outros homens. Por isso, mais uma vez, o problema não é o celibato.

Na Alemanha, a partir de 1995, em todo o país, houve 210.000 denúncias de abusos de menores; os casos ocorridos na Igreja foram apenas 94 (1 sobre 2.000!). Na Irlanda, o Relatório Ryan (sempre muito duro com a Igreja) de 2009, registrou o testemunho de 1.090 pessoas a respeito de casos de violência (não só sexuais, mas sobretudo físicas e psicológicas) no sistema escolar da ilha, de 1914 a 2000. No exame de centenas de violências, os religiosos acusados de abusos sexuais de menores são apenas 23, embora os dados não sejam completos porque em duas escolas o número não foi especificado.

Nas escolas femininas foram acusadas 3 empregadas leigas. Em diversas escolas, os abusos foram de pessoal adido, de visitantes externos ou de alunos maiores, não de sacerdotes. O relatório se refere mais a situações de abandono, violência física e depravação que afetou os métodos educativos de todo o sistema escolar.

No fim das contas, somando tudo o que se sabe sobre pedofilia na Igreja – pelo menos por ora -, trata-se de uns 300 casos de padres pedófilos no mundo inteiro sobre um contingente de 400.000 sacerdotes!

É óbvio que, no futuro, deverão surgir novas denúncias. Mesmo assim, sempre se tratará de um índice mínimo, se comparado com outros índices da sociedade em geral. Isto, naturalmente, não justifica de modo nenhum a prática da pedofilia por parte de membros do clero, que deveriam buscar com persistência a santidade de vida. Todo padre que se mancha com o crime de pedofilia é algo muito repugnante, mesmo quando se trata de um caso isolado; assim como é lamentável o fato de que algum expoente da Igreja tenha ocultado casos. Na verdade, essa era a praxe dos tempos passados: transferir o sacerdote culpado para outro ambiente a fim de não provocar escândalo, deixando de dar a devida atenção à vítima. Por outro lado, pintar a Igreja como um covil de pedófilos e o Papa e os bispos como empenhados em esconder casos, é totalmente falso.

Qual é a reação de Bento XVI aos casos de pedofilia? Bento XVI, dentre os papas contemporâneos, é o que mais se dedicou a corrigir essa chaga da Igreja. Foi esse Papa quem deu impulso decisivo a esta luta, também graças a seus 20 anos de experiência como prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. Como cardeal, favoreceu a reforma também legislativa mais rigorosa nesse assunto.

Em particular, procure-se conhecer a carta que Bento XVI dirigiu aos católicos da Irlanda, simbolicamente a todas as dioceses do mundo. É o primeiro documento de um papa que reconhece coletivamente a culpa da instituição eclesiástica quanto aos abusos sexuais cometidos por decênios e séculos, e vai direta ao coração do problema.

As vítimas foram silenciadas, admite, porque a primeira preocupação foi o bom nome da Igreja e evitar escândalos… Essa, de fato, como vimos, era a mentalidade da época. Pelo contrário, o Papa dá razão às vítimas, que não tinham como fazer ouvir a própria voz. Aos bispos fala de graves falhas, de erros, de falência da liderança, da não aplicação das penas canônicas…, apesar de se tratar de autênticos crimes.

Primeiro dever da Igreja na Irlanda: reconhecer o pecado perante Deus e a opinião pública; usar plena honestidade e transparência, sem nada esconder; os culpados se submeterem à justiça dos tribunais; os bispos colaborarem com as autoridades civis. Não por nada o Papa já aceitou algumas demissões de bispos irlandeses e determinou uma visita canônica minuciosa a toda a Igreja da Irlanda, ordenando uma série de orações e penitências em vista do arrependimento e da mudança de mentalidade e do modo de agir em casos semelhantes.

Na carta, o Papa estigmatiza com determinação o fenômeno, põe a nu sua raiz no afastamento da vida de fé por parte de alguns membros da Igreja e, de forma geral, em certas confusões devidas à secularização e à má interpretação do Concílio Vaticano II. Convida com força os bispos que encobriram casos ou que não reagiram adequadamente diante deles a assumir as responsabilidades dos próprios atos a fim de que não voltem a acontecer no futuro.

É a mesma clareza e determinação que o Papa mostrou durante sua viagem aos USA e à Austrália, quando se encontrou com algumas vítimas dos abusos.

A prova de que a atuação de Bento XVI está produzindo frutos é o relatório da Conferência Episcopal dos USA que mostra que o número das denúncias de supostos casos de pedofilia por parte de eclesiásticos alcançou o mínimo histórico em 2004 (desde quando começaram a ser conferidos).

Portanto, a REALIDADE é bem diversa do que certos meios de comunicação social andam propalando.

Enquanto, de modo geral, os 400.000 sacerdotes no mundo inteiro procuram trabalhar corretamente, há quem aponte o dedo acusador para algumas centenas de padres – sem dúvida dignos de condenação ou de compaixão, conforme o caso – para desacreditar toda a Igreja, particularmente Bento XVI. Agir dessa maneira é trair a verdade e a justiça.

23 Comentários

  1. Pingback: Pe. Joãozinho, SCJ

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  3. SUA BENÇÃO…
    PADRE… ESSAS LETRINHAS PARA PODER POSTAR ACABAM COMIGO =/

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  9. Fernanda Bianchi

    O Papa Bento XVI está demonstrando muita força e dignidade ao enfrentar estas acusações desmedidas e sem propósito. A viagem a Malta e suas declarações são esclarecedoras e firmes. Isto ainda deve perdurar, pois é um prato cheio pra mídia, mas Sua Santidade é sábia o suficiente para manter-se acima destas especulações e ao mesmo tempo humilde o suficiente para ouvi-las antes da réplica adequada.

  10. Pingback: Amanda

  11. Pingback: elisa

  12. Sua benção Pe. Joãozinho.
    Pudera todos lessem boas publicações como esta…
    Se não todos, pelo menos os que se dizem católicos…
    Se não todos os que se dizem católicos, pelo menos os católicos de verdade.
    Que Deus tenha misericórdia de todos nós.

  13. Pingback: Nathália Coelho

  14. Eduardo Gabriel

    Extraordinário artigo de Dom Hilário Moser! Porém, recomendaria Dom Hilário Moser reler o artigo publicado pelo cardeal Ratzinger no caderno Mais! da Folha de S.Paulo em 24 de abril de 2005, que num debate com Habermas, filósofo da modernidade, o teólogo Ratzinger defende claramente a tese das bases democráticas do Estado moderno. Não existe NADA que seja de base tão democrática como a imprensa LIVRE. Apontar que há exageros nas denúncias não é a melhor saída, na minha opinião, pois pode parecer uma ação argumentativa improdutível e fraca. Reli este artigo que tenho arquivado no meu arquivo. Acho que muitos que andam escrevendo sobre o tema precisariam reler também, pois o argumento poderá ficar mais interessante. Se alguém quiser uma cópia eu posso arrumar.

  15. arthur cezar ferreira e silva

    Que mravilha de texto esclarecendo melhor a questao. Nos ultimos tempos Padre eu tenho lido muito esse assyntos nos jornais condenando a Igreja como se ela fosse uma perversao para o mundo. Confesso que isso coloca em choque a minha fe., mas fui esducado em colegio salesiano onde o ensino era critico e se discutia muito o papel dos meios de comunicacao, dai nao me deixar levar por qualquer comentario sem filtar as informacoes para ver a verdade. Sei que a pedofelia existe sim dentro da Igreja como existe em todos os setores, pois sou ADVOGADO E PROFESSOR., felizmente ou infelizmente a IGREJA CATOLICA DA MUITO IBOPE e qualquer noticia que a envolva sobre questoes morais acaba por causar grandes comentarios porque ESSA IGREJA QUE CRITICA E A MESMA QUE SE PERMITE CRITICAR. So nao concordo com alguns meios de comunciacao que nao estao dando o DIREITO DE RESPOSTA. Como a Igreja vai contra-atacar? Fique com Deus., vamos rezar…

  16. maria josé

    Padre Joâozinho, sua benção! Artigo maravilhoso. Estou encaminhando para meus irmãos do Cursilho. Maceió

  17. Caro pe. João Carlos Almeida, paz!

    Peço sua gentileza de postar em seu blog de grande acessibilidade o inteligente e lúcido artigo Os críticos de Bento XVI não se preocupam com crianças no site http://carloslatorre.wordpress.com/2010/04/18/os-criticos-de-bento-xvi-nao-se-preocupam-com-criancas/#comment-136. Vamos defender a Igreja e o Papa! Bento XVI completa hoje 5 anos de pontificado, oremos por ele, que sofre com a purificação da Igreja.

    Vivat Cor Iesu per Cor Mariae

  18. Infelizmente isso é um resultado de anos atrás, onde as familias “tradicionais” empurravam seus filhos que tinham tendências homossexuais para os seminários mundo afora.
    E os responsáveis pelos seminários eram coniventes com tal prática.
    Graças a Deus, o papa Bento xvl nomeou um cardeal para cuidar das admissões de jovens de conduta moral-sexual compatível com a doutrina católica.
    Esperamos em Deus que nos próximos anos colhamos frutos dessa plantação nova.

  19. Pingback: Iracema S Tozoni

  20. peço oração por mim e por minha
    familia e pelo meu grupo de oração
    e todos que em mim comfiol

  21. peço oração por mim e
    minha familia

  22. Gostaria de deixar registrado o meu agradecimento ao sr. Ricardo por ter citado meu blog neste website. Através dele que eu pude conhecer o trabalho do Padre João. Realmente está excelente.
    O artigo que o sr. Ricardo cita foi publicado originalmente no site http://www.midiasemmascara.org. Eles realizam um valoroso trabalho.
    Obrigado a todos que estão acessando meu blog. Temos que estar unidos contra estes horrendo ataques a Santa Igreja.
    Um abraço a todos

  23. Seria essa uma solução para a crise de imagem pela qual está passando a igreja católica? http://bit.ly/afQ3sa

  24. enoc santos

    Quero saber de Dom MOZER, qual a fonte destes n°s. que apontam 80% de casos de pedofilia com homossexualimo,pois todos sabem que é o contrario disso,agora a realidade de ped. no clero só iria aparecer se todos casos fossem investigado diretamente p/ justiça sem passar antes por nenhum superior do pe.

  25. Eunice D. Moors

    MENSAGEM PARA O PADRE JOÃOZINHO E A TODOS OS IRMÃOS DE FÉ

    Sou católica, de família católica há várias gerações. Mas isso, em absoluto, me tira o espírito crítico, nem tampouco me leva a querer tapar o sol com a peneira. Daí que a reação que mais me entristece é de ver católicos, pelas vias mais tortuosas, tentar defender a Igreja de uma maneira que eu diria desastrada. Os argumentos para tanto só convencerão os que já estão convencidos. Entristecem-me, particularmente, nessa “argumentação”, os seguintes pontos:
    1. ACUSAÇÃO À IMPRENSA. Ora, sabemos que a imprensa, como qualquer outra instituição humano-mundana, tem seus erros. Mas daí a querer imputar-lhe, como dão a entender tantos, a culpa por todos os escândalos que ora avassala a nossa Igreja, é ir longe demais. A IMPRENSA NÃO INVENTOU OS CASOS DE PEDOFILIA, apenas os relata, mesmo que, como é de sua própria natureza profissional, de forma espetaculosa (lembremos que estamos no capitalismo, onde rigorosamente TUDO se transforma em bussiness.Em algum lugar, por estes dias, eu li alguém dizer que os ataques à imprensa, nos casos de pedofilia na Igreja, é como querer matar o mensageiro por ele ser portador de más notícias. Se me convencerem que foi a imprensa que inventou os casos denunciados de pedofilia, mudarei de opinião. Agora, se esses casos existem, o que querem que a imprensa faça? Que silencie? Seria essa atitude,a do silêncio, moralmente defensável?
    2. A MENÇÃO A CASOS DE PEDOFILIA FORA DA IGREJA. Bem, não é de hoje que a imprensa – impressa e eletrônica – noticia a ocorrência de casos desse desvio sexual que é a pedofilia no mundo não religioso. Agora, quando isso ocorre numa instituição como a Igreja católica, a gravidade, pela própria natureza dessa instituição, que faz dois mil anos prega a melhor forma de convivência moral e ética entre os seres humanos,é muito maior. Embora muita gente que rege sua vida fora dos padrões cristãos o faça de uma forma estritamente moral, temos por hábito considerar que os desvios dessa gente é consequência de sua vivência não-cristã. Agora, como admitir, minimamente, que cristãos, e ainda por cima, sacerdotes, possam agir como agiram os que vêm sendo denunciados.
    3. O NÚMERO DE CASOS DE PEDOFILIA NA IGREJA. Céus, não interessa nos casos de pedofilia denunciados, se foram cem mil ou uma vítima. Atentemos para a desgraça, quando não a destruição da vida de quem foi submetido à tara de um desequilibrado sexual, seja ele padre, pastor, rabino, monge, cético, ou seja lá quem for. No próprio blog do padre Joãozinho, eu li alguém (um senhor, se não me falha a memória) alertar para o fato de que se trata, no caso, de uma questão moral, e não aritmética.
    Meus amigos, sabemos, ninguém é, ou não deve ser, ingênuo, que a Igreja católica tem muitos inimigos, inclusive no próprio campo cristão. Agora, querermos nos esconder sob esse biombo, relegando toda a crítica a nós dirigida alegando tratar-se de uma conspiração contra a Igreja e seus seguidores, nos coloca no mesmo nível daqueles meliantes que apanhados em flagrante buscam escapar apelando para as justificativas mais estapafúrdias, para não dizer ridículas. Enfim, sejamos mansos de espírito, mais humildes e menos intolerantes com as críticas, como, em excelsas palavras, já nos ensinou o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo (Jo 1:29).

    Obrigada ao padre Joãozinho e a todos que porventura me lerem.

  26. Como qualquer católico, eu imagino, tanto eu quanto meu marido temos nos entristecido bastante com todo o noticiário em torno da divulgação dos casos de pedofilia.
    O problema, nos parece, é mais grave do que uma simples análise nos permite perceber. Acredito que outras famílias vêm passando o que eu e meu marido temos enfrentado em casa. Temos filhos que apostasiaram do catolicismo faz muitos anos e hoje nos passam na cara o que afirmam ser o acerto de suas atitudes. Já o marido de uma de minhas filhas, diz estar dando graças a Deus por não ter matriculado meus netos em colégios católicos.
    A questão, me parece, quanto aos depoimentos em defesa do papa Bento XVI, posição que eu acolho, é que se está focando essa defesa numa posição algo equivocada. Dizer, por exemplo, que tudo resulta de uma campanha midiática, é negar as evidências, o que,eu acho, não é a melhor tática. Autoridades de escol da Igreja, diante de câmeras de tv, dizerem que pedofilia é sinônimo de homossexualismo (há casos de padres envolvidos sexualmente com mulheres), é pecar pelo reducionismo, sem falar que causa mais desgaste à Igreja, pois essas decalarações têm levado o Vaticano a desmenti-las publicamente. Pior ainda, é afirmar, como disse desastradamente um prelado, que toda a sociedade é pedófila, uma afirmação que nos assusta, primeiramente como católico, depois porque se trata de uma inverdade, e, por fim, mesmo que fosse verdade, isso jamais poderia servir de álibi.
    Tristemente, tenho notado, ouso dizer, a falta de uma estratégia da Igreja em lidar, publicamente, com os tristes acontecimentos que ora nos enlameiam.
    Há perseguição à Igreja, sim, sabemos todos. Mas também sabemos que há dois mil anos a Igreja tem se batido valorosamente e denodamente contra todo tipo de desmandos, principalmente os morais. Ora, quando seus filhos pecam, e pecam, como no caso, feissimamente, e sabendo que todos esses filhos fazem parte do corpo da Igreja, não devemos nos assustar se o mundo pecador nos cobra coerência. Um de meus filhos me disse que é ateu, e como tantos outros ateus, não é pedófilo. E ele me pergunta: de que vale usar o nome de um Deus e orar se, ao fim e ao cabo, o indivíduo irá errar feio.
    Irmãos de fé, pensemos nisso.

  27. Padre a igreja têm enfrentado esta batalha e incarando de frente, os jornais só notician as noticias dos Padres, aqui no Brasil, nos EUA as Testemunhas de Jeová fazem as vitimas se calarem e eles não notificam nada só dos Padres que na verdade nunca foram padres de verdade, não notificam as obras sociais da igreja e tantas obras maravilhosas que os Padres de verdade têm feito pela sociedade.
    Confira e procurem mais nas noticias de outros paises porque aqui não divulgam.
    http://www.youtube.com/watch?v=Eo_GKXuYSWY&feature=player_embedded
    http://testemunhas.wikia.com/wiki/Segredos_de_Pedofilia_numa_Religi%C3%A3o_Americana

  28. A melhor defesa é o ataque! estratégia da Igreja católica para se defender e não combater o erro! Quando isso vai acabar? Se nos USA a pedofilia é maior entre pastores,que eles paguem por seus erros na cadeia!Nós os evangélicos vamos aplaudir!Mas, por quê os meios de comunicação em geral,não nos informaram sobre essas estatísticas? Vou procurar me informar se esses dados são verdadeiros.Se forem, JUSTIÇA, e se não forem, JUSTIÇA!!!!!!!

  29. Até que enfim, cheguei ao material de pesquisa do qual eu precisava.Segundo o texto do padre Joãozinho acima citado, a presença de pedófilos é mais alta entre pastores. Recorri à mesms fonte de informação e estatísticas de joãozinho, e olha o que eu descobri!Às vezes uma só colocação altera todo conteudo informado.Nos EUA há mais CONDENAÇÕES de pastores do que de padres, diz a reportagem. Fica explícito nesse texto que nos EUA os evangélicos fazem questão que seus pastorzinhos pedófilos criminosos sejam condenados,humilhados,e paguem por seus crimes! O mesmo não acontece com as autoridades católicas,que ocultam a perversão de seus padres não entregando aos tribunais seus padres criminosos,permitindo assim, a continuidade desses absurdos. Deu pra entender gente! A reportagem não disse que há MAIS pastores pedófilos que padres pedófilos! Ela disse que há MAIS CONDENAÇÕES de pastores que de padres!Isso indica que o senso de justiça Evangélico é maior que o católico! Graças a Deus por isso!

  30. POr favor, leia e confira em:” A construção social do pânico moral” Não tire conclusões, sem ler atentamente algumas estatísticas.

  31. Para sua informação esses dados estatísticos foram encomendados pela Igreja católica à uma universidade dos USA.

  32. Não importa se só um ou dois padres cometeram esses atos , o importante são quanta vitimas eles fizeram, quantas crianças perderam sua vidas social por isso. A igreja deveria sim investigar e entregar a policia esses pedofilos por que o importante não é a imagem da igreja, mais sim o que esssas crianças passaram e o que muitas crianças ainda passam.

  33. padre acredito em tudo isso que escreveu, mas a realidade é que a igreja tem que parar de ocultar a verdade de nós e parar de encobertar padres pedofilos e deixar eles pagarem a justiça do homem e depois de Deus por abusar de crianças inocentes…

  34. Dagmar Marie

    Falam tanto da Igreja Católica, na qual a pedofilia é punida, e esquecem do islamismo, que se intitula religião, no qual a pedofilia é legalizada, por que? Sem dúvida os pedófilos muçulmanos estão por trás dessas difamações. A verdade é que onde os muçulmanos se infiltram, seja no Continente Africano, Asiático, Americano ou Europeu, inclusive na Oceania, a pedofilia aumenta, assim como aumentou no Brasil. Islamismo não é uma religião, como alegam, mas uma Seita Pedófílica e política, na qual a pedofilia é legalizada por lei do ISLÃ. Aiatolá Khomeini, o líder “religioso” dos islâmicos, antes de morrer, abaixou a idade, para o “casamento” das meninas de 9 (nove) anos, para 8 (oito) anos de idade. Assim, qualquer jovem ou velho muçulmano pode se deliciar em orgias pedofílicas, sem ser punido. Acordem para a realidade, e se informem !!!

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