Leio com um misto de tristeza, indignação e frustração, a entrevista que Frei Leonardo Boff deu recentemente à revista ISTOÉ. Ele se refere à Igreja com uma simplificação infantil que faz qualquer estudante de teologia duvidar que um dia Leonardo tenha sido teólogo também. Diante do natural ostracismo em que se colocou, este tipo de entrevista tem a finalidade óbvia de atrair um pouco de atenção. Na verdade ele insiste em querer se dizer mártir da Teologia da Libertação. Teria sentado na cadeira de Galileo Galilei, para a inquisição promovida por Ratzinger. Nada mais pueril e falso. Na verdade os questionamentos feitos a Leonardo pela Congregação para a Doutrina da Fé tinham pouco ou quase nada a ver com a Teologia da Libertação. Quando Boff chegou ao Brasil ao final de seus estudos na Alemanha (parcialmente financiados por Ratzinger), a TdL já estava em curso. Leonardo tornou-se editor da Vozes. Seu esforço era acadêmico. Publicava suas apostilas. Eram bons textos, mas permitia-se alguns ensaios teológicos passíveis de crítica. Leonardo nunca foi muito amigo da crítica. Prefere criticar. O seu principal livro criticado foi IGREJA, CARISMA E PODER. A primeira parte é um ótimo resumo de eclesiologia. Mas a certa altura ele concentra toda a sua atenção na “Trindade como modelo para toda Comunidade”; ora, admitir relações de subordinação entre as pessoas da Trindade seria cair na heresia do “subordinacionismo”. Deste modo, toda sociedade que admita algum tipo de subordinação (inclusive a Igreja) seria uma espécie de subordinacionismo prático. Assim o papa, os bispos, qualquer autoridade seriam a encarnação de uma heresia prática. Nada mais falso. É uma visão eclesiológica que padece do reducionismo ao modelo trinitário. Há um conjunto de modelos de Igreja, inclusive o modelo paulino do “corpo místico de Cristo”. A Igreja tem esta estrutura hierárquica do corpo, em que o poder está em servir à comunhão. Leonardo sabe disso. Mas sua dificuldade com a autoridade o cega. Una-se isso agora ao desejo de aparecer na mídia. Seu desejo de ser o mártir da TdL acabou por colocar em descrédito a parte boa da Teologia da Libertação.

Há uma parte da entrevista particularmente curiosa, que faço questão de reproduzir aqui:

Istoé – O que o sr. acha da Renovação Carismática Católica?

Leonardo Boff – É um movimento forte, que trouxe muitos elementos positivos, pois tirou o monopólio dos padres. Agora o leigo fala e inventa orações, coisa que não ocorria. Deu certa leveza ao cristianismo, muito centrado na cruz e na paixão e menos na alegria e na celebração. Mas, a meu ver, ela ficou a meio caminho.

Istoé – Por quê?

Leonardo Boff – Não se pode pensar no cristianismo sem justiça social e preocupação com os pobres. Todo carismatismo corre o risco de alienação. Eles se perdem no louvor, no cantar e dançar.

Será que o cristianismo realmente era mais “centrado mais na cruz que na alegria”? Teria a RCC ficado na metade do caminho? Não existe opção pelos pobres na RCC? Tudo isso parecem palavras ao vento… simplificações de folhetim, que servem para vender uma revista semanal por ter “afirmações bombásticas de um ex-frade sobre a Igreja católica”, mas não prestam serviço à verdade. Neste sentido, com seu repetitivo refrão, não estaria Leonardo Boff fazendo exatamente o que critica em Pe. Marcelo Rossi? Não produz um discurso “adequado ao que é dominante hoje, que é o mercado?”, para usar suas palavras. Não estaria dizendo exatamente o que as pessoas esperam ouvir? Esperava mais de uma mente brilhante como a do meu conterrâneo catarinense.

29 Comentários

  1. Pingback: Pe. Joãozinho, SCJ

  2. Carlos Renê

    Parabéns por usar a audiencia do blog para rebater esse senhor que não e digno nem de receber o nome de herege.

    Um APOSTATA SIMPLESMENTE.

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  4. Pingback: Robson Machado

  5. Pingback: Carlos Renê

  6. Pingback: Filonéscio Ignarus

  7. Pingback: João Carlos C. Melo

  8. Belo texto padre. Acho que o sr Boff não superou o trauma de ter sido expulso da igreja pelo atual Papa. Acho que a crítica, quando bem fundamentada, é boa para a instituição, já que toda unanimidade é burra. Acho que não é nesse caso.

  9. Pingback: João Carlos C. Melo

  10. Edvaldo Eloy

    O entrevistado esqueceu da criação, há mais de 15 anos da Secretaria Marta, para cuidar dos Projetos Sociais existentes e dos quais viessem a ser criados.
    Esqueceu também, ou nunca foi informado, do belo trabalho que, Comunidades sérias como a Canção Nova e a Betânia, além de outras mais, fazem visando recuperar o ser humano como um TODO.
    Quanto à crítica sobre “Cruz ou Alegria”, ambas tem o seu lugar e também o seu momento na RCC e em toda a Igreja.
    Quanto à parte política, a RCC tem se preocupado em mostrar claramente a todos o que é a Política como essência. Viver normalmente os direitos e deveres de cada um, sabendo que, quando termina o seu direito individual, inicia-se o direito de cada outro indivíduo.
    Na minha opinião, a Igreja Eclesiae) deve ser o ponto de partida para atingirmos os seguintes objetivos:
    – Amar a Deus sobre todas as coisas;
    – Amar o próximo como a nós mesmo;
    – Juntos com o próximo, discutir, reivindicar e lutar por todas as causas justas.

    Deus te abençõe e te guarde!

  11. Pingback: Alexandre Santos

  12. Marcio Silva

    Sinceramente, discordo do q o padre João fala. Não vejo discordância. Leonardo Boff fala no primeiro tópico que houve aspectos positivos, no segundo tópico faz crítica ao fato de que a RCC vive dos louvores e a prática da caridade lhe falta. É claro que não se pode dizer que não hajam carismáticos que não se preocupem com a justiça social, etc. Mas o movimento não tem essa linha, isso é uma realidade. O movimento se preocupa mais com os louvores, o risco de alienação exite sim. Porém Boff esqueceu que também pode e acontece alienação do outro lado, onde só se vê o social. Os dois se equivocam tanto Joãozinho como Boff. Aliás é natural que todos nós nos equivoquemos, aliás eu posso estar equivocado, temos que ter humildade para reconhecermos isso, sejam teólogos como os leigos. Aliás os teólogos não são os donos da verdade.

  13. Pingback: Tetê

  14. ana silvia

    é pe. Joãozinho não sou da renovaçao carismática, mas sei que padres dessa linha fazem sim, muitos trabalhos sociais.

    quanto ao louvor Jesus sempre ,antes de qualquer decisão orava no silêncio e penso eu no sofrimento e na cruz de cada um de nós.

    o amor está na alegria sim, mas a dor do ser humano senão passada pela cruz de Jesus Cristo, não tem sentido , nem compreensão.

    amor e dor sentimentos que não podemos separar, quiçá na glória com Deus , onde sim a alegria plena será celebrada por todos nós.

    vamos conquistá-la, sem marketing, sem ofensas, e hoje pedindo a
    luz do Espírito Santo.

  15. Pingback: MariaDenisiaS.Silva

  16. maria aparecida

    É difícil dar alguma opinão sobre essa entrevista,pois como Leiga e católica carimática posso afirmar que através da RCC sou muito mais humana e vejo jesus com muito mais amor ao proximo.Sou uma amante da RCC.Amo Jesus com muito mais intensidade.E oro com minhas palavras sim,pois sei que Deus sabe do que precisamos.

  17. Sergio Souza

    As palavras de Leonardo Boff em relação ao Papa foram grotescas.

    Isto é: O sr. acha que ele deveria renunciar?

    Leonardo Boff – O papa, para o bem dele e da Igreja, deveria renunciar. Devemos exercer a compaixão: ele é um homem doente, velho, com achaques próprios da idade e com dificuldades de administração, pois é mais professor que pastor. Em razão disso, faria bem se fosse para um convento rezar sua missa em latim, cantar seu canto gregoriano que tanto aprecia, rezar pela humanidade sofredora, especialmente pelas vítimas da pedofilia, e se preparar para o grande encontro com o Senhor da Igreja e da história. E pedir misericórdia divina.

    E para coroar a entrevista, olha a pérola do Boff:

    Istoé – O sr. ainda é católico?

    Leonardo Boff – Sou católico apostólico franciscano. Acho que São Francisco foi o último cristão verdadeiro e talvez o primeiro depois do Único, que foi Jesus Cristo. O franciscanismo me inspira mais do que o romanismo porque o romano é apenas uma qualificação geográfica.

    Realmente, Leonardo Boff precisa urgente da Misericórdia Divina!

  18. Pingback: mioco gomes

  19. Pingback: Amanda

  20. O mesmo estás fazendo para se promover as custas de quem nem frade é mais! Ele não fala pela a Igreja já faz muito tempo… Dar crédito as entrevistas é mostrar que alguma coisa não está certo no seu ministério. Criticar por criticar é igualmente jogar palavras ao vento!
    Seja pastor em sendo sem olhar a trave nos olhos dos outros, se ele não usa de boa fé faça o senhor que representa a Igreja e que nós povo de Deus espera misericórdia e não planfetismo barato. De atitudes demoníacas o mundo já está cheio!
    P.S: Espero que este blog seja atualizado por um acessor por que não espero uma baixeza desta do Pe. joãozinho!

  21. Crente e fiel!

    O que não se faz na busca pela audiência?!!! Pe.Joãozinho posta em seu blog entrevista do Leonardo Boff…
    Que descrédito estou arrasada padre!

  22. Pingback: Maria Luisa

  23. Padre Joãozinho, a sua benção !

    O Boff precisa de holofotes, e infelizmente viu na Igreja o seu foco preferido para destilar o seu ódio. Todos nós educados pelo magistério da Igreja sabemos o objetivo dele e daqueles que ainda resistem na propagação da Teologia da Libertação, que tem forte apoio do governo federal em seus principais quadros.

    Esperamos que a Canção Nova, um instrumento de pura Evangelização, não se permita a ser utilizada por alguns seduzidos pela proposta política e pelas entrelinhas do fatídico PNDH que persegue inclusive a todos nós Católicos.

    Paz e Bem

  24. Pingback: Mariazinha

  25. Olá padre,sua bênção!
    Sou católica e amo minha Igreja,não pertenço ao Movimento da Renovação Carismática, mas tenho um carinho mt grande por eles.
    Penso que hj, as pessoas não se importam mais com o que vão dizer,contanto que apareçam!
    Boa semana padre,Deus o abênçoe!!

  26. Pingback: Alice

  27. Ricardo Ferreira

    Leonardo Boff, com todo respeito, é um exemplo vivo da passagem em que Jesus louva a Deus por fazer a opção preferencial pelos simples.
    Um dia um professor fez um comentário em que se colocava preocupado com a exigência de títulos nas academias, por que obrigava os docentes a, muitas vezes, criar teorias, as quais impossíveis de serem adotadas, mas como eram bem elaboradas e fundamentadas nas regras estabelecidas eram aprovadas.
    De volta à questão principal, percebo muito rancor em todas as declarações de Boff em relação a Igreja.
    Por sua vez, o padre Gustavo Gutierres, o expoente da Teologia da Libertação, quando questionado pela Santa Sé a respeito de suas obras literárias foi humilde e refes o que tinha de ser refeito e explicou aquilo que apresentava dúvidas.
    Infelizmente Leonardo Boff não deixou prevalecer a virtude franciscana da humildade.

  28. Rafael Volpato

    Mente brilhante? Uma mente brilhantemente herética. Condenada ao silêncio diversas vezes pelo Santo Padre, Bento XVI. Você devia considerar uma “mente brilhante” a mente de Joseph Ratzinger cuja obra teológica e pastoral abrange mais de 600 artigos e uma centena de livros traduzidos em diversas línguas, um verdadeiro teólogo e um filósofo excepcional.
    Embora também eu seja conterrâneo de Leonardo Boff, confesso para você que não esperava nada além de mais uma baboseira herética. Mais um texto que devia ser posto no lixo antes de ser publicado.

    []s,

    Rafael Pereira Volpato.
    MUR – Arquidiocese de Florianópolis

  29. Pingback: Flávio Alexandre

  30. Sergio Souza

    Só completando…

    Alguém sabe o que significa Católico Apostólico Francsicano? Seria uma dissidência como é a Igreja Católica Apostólica Brasileira? Que absurdo!

    Lamentável a entrevista do senhor Boff… Mas a visão de quem é partidário da teologia da Libertação é essa mesmo: O Papa vive cercado nos muros de Roma e não tem conhecimento nenhum da realidade da Igreja da América Latina.

    A entrevista de Boff só confirma o tamanho da heresia da Teologia da Libertação e o ressentimento de Boff em relação a Bento XVI.

  31. A sua bênção,padre João Carlos
    Hummmmmmm…assunto polêmico,irei inteirar-me dos fatos,ou seja,lerei a entrevista que Leonardo Boff concedeu a Isto é,depois farei um comentário…com serenidade,sempre…
    A paz divina em vossos corações…

  32. Este senhor simplesmente projetou na igreja a visão ele tem… é uma pena que ele não saiba q ele sozinho não forma uma igreja…

    Que a igreja é formada uma diversidade e que nessa diversidade há espaço para todas as coisas, cada qual ao seu tempo… será que ele não leu a parte da biblía que fala que cada coisa tem seu tempo???

    Sou estudante de psicologia e aprendi algo mto importante…que critiquismo é diferente de critica… pois a critica deve apontar o q pode ser melhorado e dar sugestões para que isso ocorra…

    Agora o critiquismo é criticar pelo prazer de criticar… é inútil, não leva ngm a lugar nenhum.

    Acho que esse ser precisa passar por uma reeducação..está um pouco desatualizado…

  33. Qrido Padre Joãzinho, achei ótima suas colocações.

    O Pe. Fabio e Pe. Marcelo, ambos focam insistentemente na questão de cidadania , amor e auxílio (emocional e financeiro) aos pobres, por meio de ATITUDES CONCRETAS tais como trabalho voluntário.
    Ambos falam nisso sempre, as pregações vão muito além do aspecto subjetivo emocional que o sr. Leonardo fala.

    E essa mesma necessidade de AÇÂO SOCIAL é pregada SEMPRE nas comunidades da RCC, como a CN, a qual eu vejo toda a programação.

    Fpor causa da RRC que voltei para minha casa, a Igreja Católica.
    Embora minha paróquia seja supre tradicional (e eu ame do jeito que é), a RCC e a CN têm um lugar especial em meu coração.

    Pra mim ele quer isso aí q o sr. disse, audiência.
    Já estou enjoada dessa discussão sobre que a RCC esquece de tudo para ficar só louvando, cantando e dançando, pq quem fala isso ou não conhece ou – como parece ser o caso dele – conhece e fala só para “causar”.

    E para quem está dizendo que o sr. não devia ter postado, nem comento. Claro q tem q postar.
    Eu ñ li essa revista essa semana e tive conhecimento dessa entrevista por causa do sr.

    Ótima semana, Deus te ilumine.

    Sua benção

  34. Isso é mais uma prova de que a Teologia da Libertação transforma o cérebro de um católico em um cérebro de amendoim!

  35. “LEONARDO BOFF” deve deixar de usar o nome que o consagrou, “colhe dividendos” Daquela que o formou!

    Quem é Genézio Darci Boff?

    Muito confortável…

  36. Sergio Souza

    Todas as entrevistas, conferências ou qualquer outro tipo de pronunciamento de Leonardo Boff têm sempre o mesmo teor. As mesmas idéias absurdas por serem extremamente relativistas. Não é difícil perceber que, em tudo o que diz, transparece sua revolta, frustração e permanente inconformismo.

  37. Letícia Rodrigues

    “É preciso uma abertura maior para perceber a beleza e a universalidade da Igreja, em suas diferentes manifestações”

    O que mais me encanta na Igreja Católica é sem duvida a presença e manifestação dos carismas do Espírito Santo, bem como seu dinamismo. O Espírito sopra onde quer, derrama seus carismas e suscita diversos ministérios… “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil (…) Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer.” (1 Cor 12, 4 -7. 11) Assim sendo, cada pessoa, cada cristã e cristãos é chamado (a) a assumir seu carisma, seu ministério, sendo que todos se ordenam para Cristo que é Tudo em todos.
    A respeito de trabalhos sociais, de fazer a opção preferencial aos pobres, como Jesus o fez, é chamado não somente da RCC, ou da TdL, ou da Pastoral da Criança etc. Mas sim, de todos os CRISTÃOS E CRISTÃS, a fazer da vida uma “ora – ação”, cito uma canção dos Cantores de Deus: “Eu já disse, muitas vezes neste templo e neste altar, Quero te louvar, Quero te louvar ó meu Senhor! Mas está cada vez mais E cada dia mais explícito Que foste um servo sofredor. Estás presente onde existe alguma dor. Por isso eu quero te louvar, Quero te louvar sem esquecer, Que da montanha todos temos que descer, Depois da prece há muita coisa que fazer…Por quem não veio e não virá Se eu não for lá Por quem não veio e não virá Se eu lá não for, Levar o teu amor!”
    Interessante que há fundamentação biblica tanto para o aspecto do Louvor quanto pela ação social-tranformadora por parte daqueles que assumem o projeto de Jesus. Sabemos, que faz-se necessário uma formação mais consistente neste sentido para ambos movimentos da Igreja, e vejo que a RCC tem caminhado, ainda que a passos curtos para esta mentalidade, é só ver o projeto Amazonas na qual assumiu juntamente com Dom Ascona este belissimo projeto.
    Já em relação à autoridade do Padre, ou da hierarquia, vejo que há confusão e quando Paulo fala do “Corpo místico de Cristo” – Isto é “Cristo é a cabeça de uma Igreja que é seu corpo…” Não é o bispo, padre, Lutero ou o pastor, eles são membros do corpo, como nós, só com atuações diversas, no entanto alguns e não todos se portam como cabeça da Igreja, tendo atitudes “autoritaristas” para com todo o corpo, sendo isto muitas vezes afirmado pelos próprios padres, pastores, bem como pelo próprio povo… Isso é uma questão a ser pensada e transformada no interior da Igreja, pois como leiga sei que preciso ser mais atuante e mais protagonista da e na igreja em que professo minha fé em Jesus Cristo…
    Enfim, sempre há esta tensão entre Renovação e libertação, temos que superar estas barreiras com humildade e caridade, pois o mundo hodierno não carece mais de divisões internas da Igreja, mas uma Igreja atuante, profética, que ore intensamente e tenha forte atuação – transformadora na vida daqueles que estão a margem da sociedade.
    Gostaria muito que o teólogo Leonardo Boff conhecesse realmente a Renovação Carismática Católica no seu interior, com certeza sua critica seria mais realista.

    “A complementaridade dos carismas e ministérios é mediadora de unidade. Sem a diversidade dos dons, o fundamento do CORPO seria impossível!”

  38. Para o senhor Leonardo Boff e todos os sacerdotes que ainda acham que existem “coisas boas” na Teologia da Libertação (aberração):

    “Apraz-me tributar aqui a mais viva gratidão eclesial às diversas congregações religiosas que entre vós fundaram e suportam renomadas universidades, lembrando-lhes, porém, que estas não são uma propriedade de quem as fundou ou de quem as freqüenta, mas expressão da Igreja e do seu patrimônio de fé.

    Neste sentido, amados Irmãos, vale a pena lembrar que em agosto passado, completou 25 anos a Instrução Libertatis nuntius da Congregação da Doutrina da Fé, sobre alguns aspectos da teologia da libertação, nela sublinhando o perigo que comportava a assunção acrítica, feita por alguns teólogos de teses e metodologias provenientes do marxismo. As suas seqüelas mais ou menos visíveis feitas de rebelião, divisão, dissenso, ofensa, anarquia fazem-se sentir ainda, criando nas vossas comunidades diocesanas grande sofrimento e grave perda de forças vivas. Suplico a quantos de algum modo se sentiram atraídos, envolvidos e atingidos no seu íntimo por certos princípios enganadores da teologia da libertação, que se confrontem novamente com a referida Instrução, acolhendo a luz benigna que a mesma oferece de mão estendida; a todos recordo que «a regra suprema da fé [da Igreja] provém efetivamente da unidade que o Espírito estabeleceu entre a Sagrada Tradição, a Sagrada Escritura e o Magistério da Igreja, numa reciprocidade tal que os três não podem subsistir de maneira independente» (João Paulo II, Enc. Fides et ratio, 55). Que, no âmbito dos entes e comunidades eclesiais, o perdão oferecido e acolhido em nome e por amor da Santíssima Trindade, que adoramos em nossos corações, ponha fim à tribulação da querida Igreja que peregrina nas Terras de Santa Cruz.”

    Discurso do Santo Padre, o Papa Bento XVI, aos Bispos brasileiros do Grupo V em visita “ad limina” – 05 de dezembro de 2009.

  39. Elaine Mendes

    Obrigada padre por ter comentado sobre a notícia e o que mais me chamou a atenção foi esta parte “não estaria dizendo exatamente o que as pessoas esperam ouvir? Esperava mais de uma mente brilhante como a do meu conterrâneo catarinense”

    É… segundo a visão do mundo e do ex-frei a Igreja deveria ser uma democracia, onde a opinião da maioria seria a “Voz de Deus”. Mas, a Igreja não é uma democracia, mas uma teocracia. É a vontade de Deus que impera e não a nossa. Tanto que Jesus é bastante duro sobre, por exemplo, o casamento. Só em caso de casamento falso é que a união é desfeita. Me impressiona a reação dos discípulos nesta hora, chegam a dizer: “Puxa! Então é melhor nem se casar”. Por isso, creio que a caminhada na Igreja é de sempre buscar o ideal que é tornar-se cada vez mais configurados no Cristo. Cada um pense em qual condição – casado, solteiro ou religioso – o fará mais configurado a Ele.

    Não sei padre, mas estas pressões para que a Igreja Católica não adote mais o celibato obrigatório e ordene também mulheres para o sacerdócio não seria uma tentativa de torná-la mais configurada no homem e mulher de hoje em vez do Cristo?

    Estamos nos aproximado do Corpus Christ e me assusta o risco que corremos em banalizar a eucaristia com a flexibilização das regras para o recebimento da ordem sacerdotal. A Eucaristia é o sustento da Igreja, se colocar pessoas que não precisam fazer escolhas mais radicais como o celibato, por exemplo, há o risco de encará-la somente como um símbolo, uma encenação, como os irmãos separados a encaram. Enfim padre, poucos dão valor a Eucaristia, se tornar a Santa Missa cada vez mais parecida com os cultos protestantes, a começar pela figura do padre, corre-se o risco de muitos católicos não reconheceram a presença Real de Cristo na Santa Eucaristia. Tanto é assim que muitos católicos ao saberem de algum escândalo envolvendo um sacerdote logo correm para a missa realizada por outro, pois humanamente fica muito difícil. Por exemplo, o monsenhor do caso de Arapiraca, não conseguiria participar da santa missa presidida por ele, pois para mim ele estaria encenando, fazendo teatro, já que ele não vive o que Jesus nos ensinou.

    Sua benção

  40. Não estou aqui para defender nem acusar ninguem mas a verdadeira igreja de Deus ou que Deus desejava tá longe, muito longe do que vemos aqui na Terra. O próprio papa afirma que os verdadeiros inimigos da igreja habitam nela … A humanidade mata e esfola por religiões utilizando-se e aproveitando-se do nome de Deus e é por isso mesmo que muitas falsas igrejas se aproveitam dos tolos para roubar os seus bens e tudo mais. Deus não precisa de dinheiro, Deus é espírito e está na mente das pessoas e não os templos luxuosos que impressionam os miseráveis de pouca fé . Pratique o bem ao proximo sem interesses e contribua espiritualmente com a evolução da humanidade e pronto. Nada de doaçoes, nada de dinheiro suado para padres ou pastores ou falsos pastores que enriquecem as custas dos bobos e ambiciosos que vão atras de se dar bem na vida e pagam um custo alto desses malas. DEUS NÃO PRECISA DE NADA MATERIAL de ninguem pois ele ja é dono de tudo e aqui apenas usufruimos rapidamente. Igreja não salva ninguem e nem abre a porta do céu para ninguem, Cristo sim somente este está sabendo de tudo e um dia ou para quem morre vai acertar as contas com ele. Seja padre ou falso padre ou falso pastor ou seja quem for . As maças podres tem que realmente serem tiradas fora do balaio no caso da igreja católica, ou seja padres ou homens que usam a instituição como meio de sobrevivencia apenas e que abusam da ingenuidade e ignorancia de pessoas inocentes … A pedofilia realmente é um crime absurdo e que a justiça deve pegar esses verdadeiros ladrões da alma e inocencia humana para castigar para valer, nada de colocar panos quentes. Não esquecçam de que quem matou Cristo foi o proprio povo que na época trocou ele por um ladrão induzidos pelos “donos da igreja da época”. a igreja da idade média foi um terror, as cruzadas aonde eram confiscados os bens de pessoas, o tribunal da inquisição com mortes e mais mortes e recentemente a omissão e reconhecimento pela própria da omissão no holocausto aonde 6 milhões de seres humanos foram eliminados por um doente mental chamado de besta. O porque disso tudo ? Simplesmente pelo poder, por bens … Olha a riqueza que essas instituiçoes possuem, são verdadeiras empresas e sem pagar impostos ainda mais . elntão, acho que Deus deve condenar isso com certeza .
    Vamos rezar para a humanidade seja abençoada idependentemente disso tudo e rezar para que tudo mude para melhor pois do jeito que está não tem o minimo sentido.

  41. É muito perigoso quando caimos na tentação de generalizar. A Teologia da Libertação contribuiu muito para a abertura da Igreja, pois provocou a mesma a rever a prética de Jesus e parar de idolatrizar tanto o Magistério. A RCC tem seu valor, porém precisar deixar mais claro a sua preocupação com o homem no todo. Sei que tem pessoas lá que veêm assim, porém falo aqui da psotura do Movimento. Também não podemos entender preocupação com o social no sentido assistecialismo; creches, asilios, casa de dependentes; mais sim levar o povo a questionar o governo e sociedade a dar qualidade de vida a essas pessoas. Para falr o Boff precisamos ver também nosso testemunho. Pelo menos nunca vimos o Boff brincando de Igreja com celebridades. Acho que entendem ao que me refiro. Que o Deus da vida os abençoe!

  42. O Sr. Leonardo Boff não suporta a humildade de Padre Marcelo Rossi, não tem força para evitar o julgamento, precisa criticar para não morrer no deserto.

  43. Sou da RCC tambem mas não daqueles que fecham seus olhos para a verdade, sou daqueles que ainda conseguem ter uma visão critica. Concordo com Leonardo Boff plenamente. A RCC perde-se nos louvores e a eles se limita, aliena-se. Muitos fazem um trabalho social é verdade, mas puramente limitado a dar esmolas, cestas básicas e coisas do gênero. Jamais empenham-se em realizar mudanças na raiz do problema, acham normal a desigualdade social. A RCC não aceita criticas e funciona perfeitamente como um movimento pequeno-burguês indifernte ao sofrimento dos mais pobres, vitimas da desigualdade social, seus integrantes pensam que esmola resolve o problema e qualquer forma de protesto ou orgamização popular é visto com maus olhos dentro do movimento, incapaz de compreender a necessidade dos excluidos. Se não enxergarmos nossos próprios defeitos jamais seremos capaz de melhorar.

  44. Cristiano rodrigues vieira

    Leonardo bofff infelizmente foi expulso da igreja pordefender os pobres.;agora a rcc so ensina dançar e rebolar e nao ensina o catolicismo verdadeiro.leonardo boff nao perdeu nada ao sair da igreja quem perdeu foi a igreja.

  45. Um intelectual, com dezenas de livros publicados, estudado em 5 continentes, aclamado na Europa por seus estudos inovadores precisaria de audiência? Sinceramente, não creio

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