Durante a audiência geral

ROMA, quarta-feira, 2 de junho de 2010 (ZENIT.org). – Bento XVI lançou um apelo pela paz e pela reconciliação em Gaza, durante a audiência geral desta quarta-feira, na Praça de São Pedro.

“É com profunda inquietude que acompanho os trágicos acontecimentos ocorridos nas proximidades da Faixa de Gaza”, disse o Papa em italiano, ao final da audiência.

“Sinto a necessidade de expressar minhas sentidas condolências pelas vítimas destes dolorosíssimos acontecimentos, que preocupam a todos aqueles que se importam com a paz na região.”

“Mais uma vez repito com ânimo oprimido que a violência não resolve as controvérsias, e sim aumenta suas dramáticas consequências e gera mais violência”, insistiu o Papa.

Assim, fez um apelo “a todos aqueles que têm responsabilidades políticas em nível local ou internacional; que busquem incessantemente soluções justas por meio do diálogo, de modo a garantir à população da região melhores condições de vida, em harmonia e serenidade”.

Aos peregrinos presentes, o Papa pediu que se unissem “em oração pelas vítimas, por seus familiares e por todos os que sofrem”.

“Que o Senhor ampare os esforços daqueles que não se cansam de trabalhar pela reconciliação e pela paz”, concluiu.

Pe. Joãozinho explica como foi a viagem e o encontro com o Papa… Foi uma graça me convidaram pra ir na Assembléia, pregar, numa cidade chama Guimarães, só que antes eu tive a graça de participar com o Papa Bento XVI em Fátima, eu cheguei no dia 12 de Maio, e o tema foi o ano sacerdotal, rezamos uma linda oração ao Imaculado Coração de Maria, e no dia 13 teve a missa com 400 mil pessoas, e foi bacana pq no final da tarde o Papa se encontrou com os Bispos de Portugal e tudo isso foi transmitido, ele falou inclusive sobre os movimentos, e que uma das grandes alegrias da vida dele, foi perceber o carisma de tantos jovens.

Quero aproveitar, deixa eu fazer uma correção Adriano, sobre o inicio do programa. O ano sacerdotal começou no dia 19 de dezembro de 2009, começou na festa do coração de Jesus do ano passado, e vai ate esse ano no dia 11 de junho.

Pe. Joãozinho fala sobre a sua vocação, e diz que: O pai e a mãe são sacerdotes do lar, e o padre do povo. A minha vocação foi quando eu ainda era criança, nem me lembro, só lembro que juntava as mãozinhas e rezava, rezava missa, e quando eu tinha 9 anos de idade já tocava na missa, la na paróquia de Brusque tinha um microfone que eu não alcançava, eu tinha que ficar puxando, e cantava uma musica de Maria, antes de ir pro seminário, brincava de missa com minhas irmãs, elas eram minhas paroquianas mirins, principalmente a Sandra, porque a Ana ainda não havia nascido, e ai aos 12 anos eu fui pro seminário, eu li esses dias uma pesquisa que grande parte dos seminaristas sentiram o chamado enquanto eram crianças, como Samuel né, sentiu o chamado enquanto ainda era criança, então não vamos desprezar né, Deus chama a criança, e eu tenho a graça de participar de uma fundação onde o fundador se chama João, o padroeiro se chama João, e sabe o que significa João? É graça de Deus.

Pe. Joãozinho explicou sobre a festa de Corpus Christi… Uma mulher muito piedosa teve uma visão que nós precisávamos de uma festa publica do corpo de Cristo, e foi a procissão, a procissão se tornou uma manifestação publica da fé católica, eu estarei em Caçapava, e o padre já me disse que a procissão vai durar uma hora, com tapetes, enfeites, e é tão lindo isso, quando a igreja sai pra fora, pra manifestar o amor a Jesus.

Pe. Joãozinho fala sobre o livro… Eu não tinha mostrado ainda o livro: “Conheço um coração” e é um livro que levou um tempo pra escrever, vocês sabem que a gente canta, mas cada frase tem um significado, inclusive bíblico, mas as vezes as pessoas vão cantando e não pensam que la por trás das letras tem frases bíblicas, por exemplo, “conheço um coração tão manso e humilde” é Mateus 12, então no livro eu tento explicar o que esta por trás das frases.

Pe. Joãozinho falou sobre a fidelidade em Cristo… o Papa falou que na hora da missa ou na hora da pregação, devemos ser transparentes, Jesus esta presente na vida do sacerdote, mas o sacerdote faz Jesus estar presente na vida das pessoas, por exemplo, no final de um programa como esse, será que vão dizer que bonita as palavras do padre, que bonita a musica do grupo bom pastor… Antes de eu sair de casa, eu tava assim vestido de padre, bonitão, ai um amigo olhou e falou, ta ate parecendo padre, ai eu pensei, ué mas eu não pareço padre, eu sou padre, então esse é um grande desafio no mundo de hj, testemunhar que eu sou padre, e no Brasil existem 18 mil padres gente.

Pe. Joãozinho citou sobre os escândalos que tem atingido a igreja Católica… Qdo a gente vê esse monte de escândalos no ano sacerdotal, não é estranho, pq o povo poderia pensar assim, ano sacerdotal é pra bajular o padre, então eu vejo todos esses escândalos, para purificar a igreja, o sacerdote, ele sai do ano sacerdotal com mais dores, menos badalados, sabendo que são limitados, o papa disse que embora o sacerdote de Cristo seja eterno, a vida do sacerdote é limitada, o padre é um outro Cristo, mas é limitado, o padre não é um super homem, um super man, ele é cheio de defeitos, não é anjo, mas tb não é demônio, ele é simplesmente humano, como diz o PE. Fabio de Melo, humano demais.

Se a pedofilia fosse provocada pelo celibato, nós não teríamos tantos padres santos celibatos, e não teríamos tantos casos de pedofilia dentro de casa, e agressão como o caso de Isabela, quantos casos como da Isabela que acontece todos os dias e ninguém fica sabendo, o meu amigo Silvio de Abreu, que escreve a novela da globo, ele esta colocando o problema da pedofilia em um outro horizonte, dentro de uma pensão, promovida por pessoas idosas e mulher, e isso é muito realista do meu ponto de vista, ali temos uma voz contraria a tudo isso, mas independente disso, os casos de pedofilia da igreja devem ser denunciados, a igreja católica não quer compactuar com nenhum tipo de crime, na Irlanda por exemplo, a maior parte dos casos estão na família, pais e filhos, e temos que acabar com isso.

Pe. Joãozinho respondeu uma pergunta de um rapaz de 17 anos, sobre ansiedade na vocação… Entre, pq seminário significa sementeira, e o único jeito de você ter certeza é sendo orientado. Hj conversei com um rapaz que estava infelizmente dando um tempo no seminário, mas recebi email de 3 pessoas que estavam retornando, então Junior, vá pra la, pro seminário, você tem toda uma vida pela frente, pra se decidir.

Pe. Joãozinho deixou alguns ensinamentos sobre o ano sacerdotal… É verdade nesse encerramento do ano sacerdotal, apesar de ser abertura da copa do mundo e festa do sagrado coração, o padre que é pai do povo, ele tem 3 grandes missões, é um homem de 3 “P”, ele é um homem da palavra, ele é profeta, em segundo ele é homem do altar, “P” da palavra, do pão, da eucaristia, do sacramento, da confissão, ele tem que rezar com o povo, e o terceiro “P” do padre não é pedreiro, psicólogo, nem político, ele é paróquia, chamado a ser pastor, profeta, homem da pastoral, pai do povo, filho do altar e amigo daquele pequeno rebanho que Deus confiou a ele, que é a paróquia… as vezes sair de casa as 21h30 da noite, enfrentar a Dutra é uma atitude sacerdotal, quando eu sai de casa eu pensei nisso, que só a realidade pastoral explica, então esse sacrifício fez bem pra muita gente, que Deus abençoe todos os colegas sacerdotes, e nos ajude a sermos padres mais humildes, limitados e cheios de possibilidades, porque Jesus age através da nossa pessoa.

Transcrição: Lika Perfeito (Comunidade Contrários)
http://twitter.com/LikaPerfeito

Feriado de Corpus Christi, por dom Irineu Roque Scherer*

No dia de Corpus Christi, temos um justo feriado nacional e é um dia de parada para cultuarmos o sagrado Corpo e Sangue de Jesus Cristo. A expressão Corpus Christi vem do latim e significa Corpo de Cristo. É uma festa de preceito, isto é, para os católicos, é de comparecimento obrigatório participar da missa neste dia, na forma estabelecida pela Conferência Episcopal do Brasil.

A origem da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo remonta ao século 13. A Igreja Católica sentiu necessidade de realçar a presença real do “Cristo todo” no pão consagrado. A festa de Corpus Christi foi instituída pelo papa Urbano 4º com a bula “Transiturus”, de 11 de agosto de 1264, para ser celebrada na quinta-feira após a festa da Santíssima Trindade, que acontece no domingo depois de Pentecostes.

Conta a história que o sacerdote Pedro de Praga vivia angustiado por dúvidas sobre a presença de Cristo na Eucaristia. Decidiu, então, ir em peregrinação ao túmulo dos apóstolos Pedro e Paulo em Roma, para pedir o dom da fé. Ao passar por Bolsena (Itália), enquanto celebrava a santa missa, foi novamente acometido da dúvida. Na hora da consagração, veio-lhe a resposta em forma de milagre: a hóstia branca transformou-se em carne viva, respingando sangue, manchando o corporal, os sanguíneos e as toalhas do altar sem no entanto manchar as mãos do sacerdote, pois a parte da hóstia que estava entre seus dedos, conservou as características de pão ázimo.

O decreto de Urbano 4º teve pouca repercussão, porque ele morreu em seguida. Mas se propagou por algumas igrejas, como na diocese de Colônia, na Alemanha, onde Corpus Christi é celebrada desde antes de 1270. A procissão difundiu-se primeiro na Alemanha, depois na França e na Itália. Em Roma é encontrada desde 1350.

O Concílio de Trento (1545-1563), por causa dos protestantes, da Reforma de Lutero, dos que negavam a presença real de Cristo na Eucaristia, fortaleceu o decreto da instituição da festa de Corpus Christi, levando o clero a realizar a procissão eucarística pelas ruas da cidade, como ação de graças pelo dom supremo da Eucaristia e como manifestação pública da fé na presença real de Cristo na Eucaristia.

A Eucaristia é um dos sete sacramentos e foi instituída na Última Ceia, quando Jesus disse: “Isto é o meu corpo que será entregue por vós… isto é o meu sangue da nova e eterna aliança… fazei isto em memória de mim”.

A procissão pelas vias públicas, quando é feita, atende a uma recomendação do Código de Direito Canônico que determina ao bispo diocesano que a providencie, onde for possível. É recomendado que nestas datas, a não ser por causa grave e urgente, não se ausente da diocese o bispo.

Jesus Cristo, antes de sua entrega total na cruz, para a salvação do gênero humano, quis doar-se inteiramente na ceia eucarística, para, assim, permanecer no pão que dá a vida a todos os que dele se aproximarem. Sim, Ele é o Corpo de Cristo, vida para o mundo, atualização da salvação. Pão que nutre o mundo e arrebata a todos da mão da morte. “Os verdadeiros adoradores adorarão a Deus em espírito e verdade” (cf. Jo 4, 23).

Ao participarmos da ceia eucarística, o Cristo se une a nós. E é Ele mesmo que declara: “Quem come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu nele” (Jo 6, 56). Realmente, ninguém poderá estar em Cristo se Cristo não estiver nele; isto é, Cristo somente assume em si a carne daquele que recebe a sua.

Não tenhas receio ou respeito humano de se aproximar de Cristo e de manifestar sua fé publicamente. Aquele que se envergonhar de Deus, Deus se envergonhará do mesmo na hora do julgamento.

*BISPO DIOCESANO DE JOINVILLE

Cariocas participam da procissão levando alimentos e rezando pela paz
RIO DE JANEIRO, terça-feira, 1º de junho de 2010 (ZENIT.org).- A Arquidiocese do Rio de Janeiro promove, às 16 horas desta quinta-feira, 3 de junho, um dos maiores eventos do calendário religioso da cidade: a tradicional procissão de “Corpus Christi”, que vai reunir  mais de 80 mil pessoas nas homenagens a Cristo Eucarístico, segundo informa a arquidiocese.
O programa da festa do “Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo” começa na manhã deste dia 03 de junho, às 10 horas,  quando Dom Orani João Tempesta celebra missa solene no  Santuário da Adoração Perpétua ao Santíssimo Sacramento que fica na igreja de Sant’Ana,à rua de Sant’Ana. A missa marca o encerramento da 84a Semana Eucarística da Arquidiocese que ali é realizada desde o dia 3 de junho em preparação a  festa de “Corpus Christi” e que tem o tema: “Mestre, onde moras?”.

Pelas ruas do centro

Na parte da tarde a Arquidiocese do Rio inicia a homenagem pública a Cristo Eucarístico, com a tradicional procissão que percorre as ruas do centro da cidade.

Na igreja da Candelária, na Praça Pio X, às 15 horas, Dom Orani preside a Oração do Ofício de Vésperas da festa de Corpus Christi, com a participação dos bispos auxiliares, sacerdotes, seminaristas e fiéis. Após o Ofício, o Santíssimo Sacramento, colocado na custódia usada no 36º Congresso Eucarístico Internacional, realizado no Rio, em 1955, será levado até o carro-andor, em estilo barroco e  usado nesse mesmo congresso.

Às 16 horas começará o deslocamento da procissão até a frente da Catedral de São Sebastião, onde estará um grande palco. Após a chegada, Dom Orani falará aos fieis e dará a bênção com o Santíssimo Sacramento.

O carro-andor é tradicionalmente puxado por uma guarnição de marinheiros e será acompanhado por uma guarda  de honra formada pelos Adoradores Noturnos, por soldados do Regimento de Polícia Montada da Policia Militar (RPMONT) e da Companhia Independente do Palácio Guanabara, em uniforme do Império (1815), além de escoteiros e pela Guarda de São Sebastião.

Saindo da igreja da Candelária, a procissão seguirá pelas Avenidas Rio Branco, Almirante Barroso e República do Chile. Durante o trajeto, os fieis poderão acompanhar melhor os cantos e orações através dos rádios de pilha e também pelo sistema de amplificação em trio-elétrico e dez carros de som, aparelhagens especiais, totalizando mais de 58 mil watts de som.

As associações religiosas Filhas de Maria, Legião de Maria, Congregados Marianos, Apostolado da Oração, Irmandades, movimentos de juventude e de apostolado leigo, Ligas Católicas, Ordens Terceiras,  representações de  colégios e do Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Militar e Corpo de Bombeiros,  formarão, com os fieis, o dispositivo da procissão que  começa  a  ser  armado pela Arquidiocese a partir das 14 horas, na Avenida Rio Branco no trecho entre a rua do Ouvidor e a Avenida Presidente Vargas.

Tapete na procissão

Pela primeira vez, por desejo do arcebispo do Rio, Dom Orani João Tempesta,  será montado, na Avenida República do Chile,  um tapete por onde passará o Santíssimo Sacramento. Com uma extensão de 400 metros com 2,50 metros de largura,  o tapete é impresso e terá mais de 60 quadros religiosos e alusivos ao Ano Sacerdotal. O tapete será colocado na manhã da própria quinta-feira.

Alimentos para pessoas carentes

Novamente neste ano, na procissão de “Corpus Christi” todos os fiéis  são convidados a levarem, pelo menos, um quilo de qualquer alimento não perecível, que será doado aos mais carentes. Os fiéis deverão entregar suas doações em qualquer uma das nove kombis, nos carros de  som e no trio elétrico identificados por faixas e cartazes com a inscrição “Entregue aqui seu alimento”. Todos esses carros   estarão estacionados na  Avenida Rio Branco, no trecho entre a Avenida Presidente Vargas  e a rua do Ouvidor, a partir das 14:30 horas. As pessoas que irão aguardar a chegada da procissão na Catedral de São Sebastião, na Avenida Chile, poderão entregar suas doações naquele templo, desde as 8 horas. Nesta homenagem a “Corpus Christi”, a idéia de recolher os alimentos é uma forma simbólica de lembrar que quem caminha para o pão espiritual deve também partilhar o pão material.

Para que os presos, pessoas doentes e idosas que moram no Rio possam participar em suas casas, a emissora da Arquidiocese do Rio, a rádio Catedral FM 106,7 vai transmitir toda a procissão  e a missa solene de encerramento.

Histórico da festa de “Corpus Christi”

Celebrada em todo o mundo desde 1264, a festa de “Corpus Christi” possui a única procissão de preceito da Igreja Católica.  Isso significa que os fieis são convidados a participar desse cortejo religioso que homenageia o “Corpo de Cristo”, a Eucaristia. A instituição da Eucaristia é comemorada na Quinta-feira Santa,  mas dentro do contexto da Quaresma, não era possível fazer uma festividade. Por conta disso, a celebração de “Corpus  Christi” que já acontecia na Diocese de Liège (Bélgica), foi levada à toda Igreja católica pelo Papa Urbano IV. A festa acontece na primeira quinta-feira depois do domingo dedicado à Santíssima Trindade e, neste ano de 2010, aconteceu no domingo, 30 de maio.