QUARTA PROMESSA:

“Serei o seu refúgio seguro durante a vida e, sobretudo, na hora da morte.”

Enquanto escrevia este artigo para a revista BRASIL CRISTÃO, lá fora chovia. Fiquei alguns momentos meditando sobre esta Quarta promessa do Coração de Jesus. Muitas coisas passaram pela minha mente e pelo meu coração. Mas aos poucos fui ficando distraído com a chuva que continuava a cair com força naquele final de tarde. Pensei nas pessoas que não têm onde morar, no pobre que vi vagando pelas ruas, naquele trabalhador que precisa ficar na rua com chuva ou com sol, nas pessoas que podem ter sido surpreendidas pela chuva e ficaram resfriadas… Depois olhei ao meu redor e vi que meu quarto era um “refúgio seguro”. Voltei à promessa do Coração de Jesus e tudo ficou mais claro. Como é bom saber que temos um refúgio no colo de Deus.

Imediatamente pensei naquela passagem da ovelha perdida. Jesus conta que o “Bom Pastor vai em busca dela, a encontrar e a leva para um refúgio seguro, cura suas feridas, alimenta sua fome, sacia sua sede com alguma bebida quente, a segura em seus braços e ela fica mais tranqüila.

Pode estar chovendo na sua vida. Você pode estar como aquela ovelha perdida e ferida, e ainda por cima, para piorar tudo, chove. A sensação é de total impotência. Realmente, há situações em que não seríamos capazes de retomar o caminho sozinhos. É neste momento que colocamos nossa esperança em um “refúgio seguro”. Só que tem uma diferença interessante entre o refúgio do meu quarto e o refúgio do coração de Deus. Quando chove, tenho que encontrar forças para chegar até minha casa. Caso contrário certamente chegarei encharcado. O refúgio do Coração de Jesus vem ao nosso encontro nas dificuldades. É um oásis inesperado na seca do deserto. Esta é a promessa.

A chuva podem ser as tentações do inimigo, podem ser nossas fraquezas pessoais, nossos pecados, uma doença do corpo ou dos afetos, um medo, mágoa ou dor. Cada um tem suas chuvas pessoais. Alguns reclamam de uma simples garoa. Outros têm que enfrentar raios e trovões. De qualquer maneira você eu temos um refúgio seguro: o Coração de Jesus.

Dentro de nós, ensina a psicologia, existem duas forças poderosíssimas: a força da vida e a força da morte. Dizem que o fator que mais desencadeia o stress, por exemplo, está relacionado com a perda de um ente querido. Ou seja, a morte provoca cansaço e medo. No entanto é a única certeza absoluta que temos: uma dia será o nosso dia. Muitos entram em síndrome do pânico pelo simples fato de imaginar que um dia irão morrer. Neste caso a morte parece algo que vai acontecer a qualquer instante. Um simples sintoma de gripe pode levar você à depressão. Onde encontrar refúgio? Já sabemos a resposta. É promessa do Coração de Jesus. Ele será nossa garantia na “hora H”.

Para quem tem fé o medo muda de cor. Já não tememos a morte. Mas tememos a morte eterna. Tememos morrer no pecado. Esta é uma garantia insistente do Sagrado Coração de Jesus aos seus devotos: não permitirei que você morra no pecado. Serei o seu refúgio agora e na hora da morte. Amém!

5 Comentários

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  5. A sua bênção,pe.João Carlos
    A perda de um ente querido não apenas provoca stress,mas pode-se perder a rota,o rumo da vida…
    Todavia isso acontece não porque apenas tememos a morte, mas também porque mostra-nos o quanto somos impotentes…
    Além disso não conseguimos assimilar em um primeiro momento como alguém tão presente no nosso interior faz-se ausente…
    …a presença na ausência…
    E o colo de Deus é essencial nessa hora,ajuda-nos a conviver e aceitar a presença-ausência do ente que se foi…
    A Força que nos faz ressuscitar,o Amor que nos faz amar e assim sair do abismo…
    Assim,o desespero inicial é substituído por uma saudade doce de todos os momentos vivenciados,o riso partilhado,as dores e derrotas divididas,as vitórias vivenciadas…
    As tempestades da vida,só as suportamos e enfrentamos porque Deus está conosco e em nós…
    Um evento abençoado e a paz divina no coração de todos……..

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  9. Boa Tarde padre!

    Como é bom ter esta certeza dentro de nós padre,que quando não temos forças para caminhar até Jesus, Ele vem ao nosso encontro.
    E de novo nos sentimos protegidos e seguros em teu colo.
    Que suas promessas se cumpram em minha vida,porque o meu desejo é o Céu.
    Bom domingo pro Sr padre,sua bênção!!
    Paz mt paz !!

  10. sabe padre tenho pensado demais na vida , na morte, os vários tipos de vidas e de todas as mortes, vivemos qdo esperamos algo que queremos demais, quando sorrimos simplesmente, e morremos a dor, a cada medo, a cada decepção, a cada susto e por ai vai, penso que em vida morremos inúmeras vezes, ate que de fato morremos, e ai não veremos mais a separação tênue entre a vida e a morte, muitos morrem para finalmente viverem, . Padre acho que o sr. já ouviu alguém comentar qdo sabem da morte final de outro “… melhor assim, estava sofrendo tanto, descansou, está melhor agora…” e outros mais,(será?) é muito estranho, refletir sobre tudo isso deixa sempre pontos de interrogação. Hoje na missa o sacerdote falou sobre a morte e a vida, e falou da morte de uma pessoa triste, que só lamenta a vida, que não leva nada de positivo por onde passa.Fiquei me perguntando em quantos lugares eu levei a morte ou morri com minhas atitudes, com palavras, entendi uma coisa tenho que estudar mais ler mais, buscar em Jesus muito mais, não quero matar ninguem………

  11. Pingback: Paulo R. Batalhão

  12. Padre, o senhor não vai comentar nada sobre essa aberração da tal Parada pelo “Orgulho” Gay?

    Até quando o dinheiro dos impostos do povo será usado para esse evento de perdição?

  13. Pingback: MariaDenisiaS.Silva

  14. padre eu de novo, estou precisando de ajuda, passei um bom tempo afastada da religião, embora nunca tenha me afastado de Deus, só que entrei em conflito com todas as nossas crenças, tenho dificuldade em entender: o falar em línguas, os santos, os rituais da nossa religião, muitas vezes me surpreendo com pensamentos tendentes, sobre o espiritismo, sobre a ausência de ensinamento bíblico nas missas, a dificuldade que os fiéis que fazem as leituras nas missas, veja bem padre não estou culpando o povo muito pelo contrário, aquele é o povo de Deus, o que acredito é que deveria haver mais comprometimento da igreja para o fim. Fico confusa quando um padre deixa de entender com outro, quando as diferenças falam mais alto daquilo que é pregado , quando vejo um padre convivendo demais com as vaidades humanas, mesmo sabendo que são seres humanos assim como eu, busco aquele padre que fala de amor que perdoa acima de tudo, que mesmo novo e bonito a proposta é outra, devo estar errada, só pode ser, no seu caso do padre Fabio, do padre Juarez, do padre Robson de Trindade, são pessoas que confio , voltei para igreja, com vocês aprendi conviver com a saudades da perda de minha mãe, revivi
    com as lições que aprendo com vocês, mas mesmo assim entendo muito pouco, me ajuda padre, pretendo fazer teologia, e uma pós em direito canônico, o que o ser. acha?

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