Agradeço o comentário de Ricardo:

Dos dos melhores métodos de oração que conheci foi o inaciano:

Antes de começar a oração é importante marcar um tempo para realizá-la. Não exagere. Comece com o tempo que você acha que dá para cumprir e vá aumentando à medida que puder.
O tempo ideal seria uma hora por dia, mas o mais importante é a busca sincera de encontrar a Deus. Começe com uns 10 a 15 minutos diários e depois, conforme for sentindo a necessidade vá, aos poucos e sem pressa, aumentando esse tempo.
Apresentamos os passos para rezar segundo Santo Inácio nos

Exercícios Espirituais:

1. O Lugar da Oração

Procure um lugar tranquilo que favoreça a oração. Dê preferência um ambiente silencioso, onde você fique sozinho e se sinta bem.
Encontre uma posição relaxante e favorável que mais o ajude a rezar. Santo Inácio aconselha a fazer sempre o que mais ajuda. Se por exemplo ouvir uma música instrumental ajudar a entrar em clima de oração, faça isso.

2. A Presença de Deus

Aos poucos vá acalmando-se, fazendo silêncio interior e vá tentando perceber a presença de Deus ao seu redor e dentro de si mesmo, com confiança. Deixe brotar no seu coração o desejo de estar com Deus e ser íntimo dele.
Faça uma oração espontânea louvando e agradecendo a Deus por este momento de intimidade e amor; peça que Ele oriente sua oração e se entregue inteiramente em seus braços.
Se tiver dificuldades para fazer orações espontâneas, você pode começar rezando um salmo (o Salmo 138, por exemplo), lendo uma oração pronta ou cantando alguma música que dê sentido ao momento.
Se lhe ajudar, você pode rezar a oração de Santo Inácio neste momento inicial de abertura a Deus:

“Tomai, Senhor e recebei
toda minha liberdade,
minha memória, meu entendimento e toda minha vontade
Tudo que tenho e possuo
Vós me deste, e a Vós Senhor vos devolvo.
Todo é vosso; dispõe de tudo segundo vossa vontade
Dai-me vosso amor e vossa graça, que isto me basta sem que te peça outra coisa.Dai-me vosso Amor e Graça,
que elas me bastam.”

Lembre-se do princípio inaciano de fazer sempre o que mais lhe ajuda a atingir o objetivo que você se propõe.
Na metodologia dos Exercícios Espirituais toda oração tem uma graça específica a ser alcançada, ou seja, um objetivo a ser atingido. Durante este período de oração inicial peça a Deus essa graça. Por exemplo, você pode pedir a graça de não ser surdo aos apelos de Deus ou de vivenciar uma intimidade sempre maior com ele, etc.

3. O Texto Bíblico

Os Exercicios Espirituais são fundamentados na Palavra de Deus, por isso a meditação ou a contemplação de um texto bíblico durante esse momento de oração é muito importante.
Não precisa tomar muitos textos, as vezes basta apenas um versículo ou uma palavra, pois segundo Inácio:
“Não é o muito saber que sacia e satisfaz a alma,
mas o sentir e saborear as coisas internamente”(EE 2).
Procure trazer o texto para sua vida cotidiana. Lembre-se que a oração é diálogo com Deus e que muitas vezes é melhor deixar Deus falar, tentar perceber os apelos que o Espírito Santo nos faz através de sua Palavra.
O que mais lhe chamou a atenção ao ler a Palavra de Deus, um versículo, uma palavra, a atitude de algum personagem?

4. Dialogo (colóquio) com Deus

Neste momento é hora de conversar com Deus sobre aquilo que a meditação/contemplação do texto causou em você.
Seja sincero e deixe o coração falar com Deus de maneira simples, sem se preocupar com muitas palavras.
É momento de falar, escutar, louvar, pedir, perguntar, silenciar, escutar e sentir.
Preste atenção nos sentimentos que brotam internamente: alegria, tristeza, paz, inquietação, esperança, medo, dúvida, confiança, angústia, etc.

Termine este momento agradecendo a Deus e pedindo forças para continuar sua caminhada dentro de seu plano de amor.
Dependendo da graça que você pediu ou do que vem experimentando na oração, reze o “Pai Nosso”, “Alma de Cristo” ou “Ave Maria”.

5. Anotando a Experiência

Procure lembrar e registrar brevemente por escrito tudo o que foi relevante na oração, por exemplo, como você estava antes da oração e como você está agora, os sentimentos (agradáveis ou não) que brotaram em você, um trecho do texto bíblico, lembranças da sua própria vida, os apelos e resistências, etc.
Estas anotações são de grande valor para sua caminhada, portanto não deixe de fazê-las, pois você poderá partilhà-las com seu diretor espiritual, se achar necessário.

12 Comentários

  1. Pingback: Pe. Joãozinho, SCJ

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  4. Valeu Pe. Joãozinho por estar divulgando o Nosso método de oração!
    abrass

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  8. Luciana Evangelista

    Pe. Joãzinho,
    Que benção! Também compatilho dessa mesma opinião, ainda não conheci outro método mais atraente. Santo Inácio de Loyola deixou-nos um grande presente. Temos um grupo que funciona na Paróquia de São Cristóvão em Teresina – Piauí e o crescimento experienciado é maravilhoso! Não é a primeira vez que faço os exercícios, mas desta vez está tendo uma conotação bem mais amadurecida e eu estou mergulhando à fundo na oração. A minha benção Padre!

  9. Nágela Leandro

    Sua benção!
    Obrigado padre, este exercícios Espirituais veio na ora certa pra mim. (Preciso aumentar o meu tempo com Deus).
    Valeu. Abraços.

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  12. Danilo Malta

    Padre,

    O que vc indica para busca de um bom diretor espiritual?

    Abraços,
    Danilo.

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  14. RICARDO BECKER MAÇANEIRO

    SANTA DIVINA PROVIDÊNCIA: PASSEI PARTE DA MANHÃ PESQUISANDO SOBRE MÉTODOS DE ORAÇÃO-EM PARTICULAR A LEITURA ORANTE DA BÍBLIA.
    PALAVRAS CERTAS NA HORA CERTA.
    SIMPLESMENTE ÓTIMO.

  15. Padre João, gostaria que o senhor escrevesse textos sobre a História da Igreja, dos grandes Doutores, os Santos Padres do ínicio do cristianismo, orações que ajudam o católico crescer na fé, explicasse sobre os sacramentos principalmente o da Penitência, sobre o significado da santa missa e a presença real de Jesus na Hóstia Santa, divulgue os textos do nosso Papa Bento XVI. Por favor, utilize o seu blog para nos evangelizar, pois estamos sedentos da palavra de Deus. Por fim, concordo contigo para filtrar os comentários inúteis, pois até apologia ao aborto eu tive a infelicidade de presenciar em seu blog.

  16. VANIR DANTAS/RN

    Padre, concordo com o Sérgio, precisamos de boa leitura. Seu blog é ótimo, tem me evangelizado muito. Leitura boa, inteligente. Parabéns, que Deus o inspire cada vez mais. Abraços.

  17. Pingback: SementesEstrategicas

  18. Padre, achei muito bom esse texto sobre o Sagrado Coração. Tem muito a ver com o carisma do P. Dehon e a Congregação dos Padres do Sagrado Coração de Jesus.

    Fonte: http://permanencia.org.br/drupal/node/1083 – em 17-06-2010 às 23:44

    Podeis ser apóstolos do Sagrado Coração?

    [O texto que se vai ler é um resumo feito pelos monges de Sept-Fons, mosteiro trapista, das conferências do padre Mateo Crawley-Boevey, o ardente apóstolo do Sagrado Coração de Jesus. O estilo tão narrativo e direto da transcrição não impede o texto de aumentar nossa devoção pelo Rei de amor]

    Esta questão, colocada pelo reverendo padre Mateo, já havia sido formulada nos corações de muitos de nós, ou melhor, nos corações de todos nós. É possível ouvir as maravilhas realizadas por toda a parte pela obra da intronização do Sagrado Coração sem desejar de algum modo contribuir com ela? Mas, como fazer, nós, religiosos contemplativos, que não temos mais relação alguma com o mundo exterior1?

    Ora essa! Respondeu-nos o padre, estais confinados por amor a Jesus, o prisioneiro do amor, e, por causa deste sacrifício, estaríeis privados dos méritos dos apóstolos? Impossível! Seria uma injustiça! Não apenas podeis ser apóstolos, mas é este vosso grande dever!

    De fato, o que é ser um apostolo? É uma voz que ressoa? É alguém que se agita, que faz barulho, um semeador que corre aqui e ali para semear a boa semente? Mil vezes não! Converter as almas, ganhá-las para Jesus Cristo, é uma obra sobrenatural. Ora, o sobrenatural não se faz senão pelo sobrenatural. A ciência, a eloqüência não bastam aqui. Não é de sábios nem de grandes oradores que precisamos, sobretudo na hora atual, mas de santos. Um apóstolo é um cálice cheio de Jesus, transbordando sobre as almas sua super plenitude. Enchei-vos de Jesus, enchei-vos de vida divina, e sereis apóstolos.

    Mas como se enche a alma? Não é no recolhimento, no silêncio, na mortificação, na oração das quais se compõe as suas vidas? Então, quem pode ser mais e melhor apóstolo que vós? Muito antes de dizer que um trapista não pode ser um apóstolo, ousaria dizer que ninguém pode o ser sem possuir o espírito e o coração de um trapista.

    Certamente não foi a primeira vez que alguém nos falou da fecundidade de nosso gênero de vida; mas até aqui, ninguém o dissera de modo tão luminoso e convincente. Sem o querer, não nos revelara por estas palavras o reverendo padre Mateo o segredo da fecundidade de seu apostolado? Não é por estar ele pleno de Jesus até o total esquecimento de si próprio que Jesus fez tudo nele e por ele?

    Alguns exemplos nos fizeram compreender melhor o pensamento do reverendo padre. Quando esteve na Suíça, veio a ele um bom padre que lhe disse:

    Se procurais uma alma capaz de lhe ajudar, conheço uma. É uma jovenzinha que sofre em todo seu corpo. Ela não tem senão a mente para pensar em Deus e o coração para amá-lo. Paralítica, não pode vir à igreja, contudo, queria vos ouvir.

    O padre vai até ela. Fala sobre seu apostolado e lhe diz:

    Quero que me faças presente de tua doença e de teus sofrimentos. Queres oferecer-te como vítima de amor ao divino Coração para ser seu apóstolo?

    Com sinais e olhares, ela demonstra ter compreendido e que, doravante, se oferece em holocausto para o crescimento da obra da intronização.

    Em Rotterdam, na Holanda, uma menininha de dez anos consegue desembaraçar-se de seus acompanhantes e corre até ele.

    Meu padre, diz-lhe ela, abençoa-me para que eu, criança que sou, possa me tornar ainda pequena o que és adulto: apóstola do Sagrado Coração.

    Em Valparaiso, uma das mais devotadas zeladoras é uma velha de 75 anos, pobre, reduzida a mendicância, ignorante, não sabendo nem ler nem escrever. Para propagar a obra, ela decorou as orações e, desde então, faz a intronização nas famílias pobres sem jamais considerar seus problemas, privações e fadigas.

    Um último exemplo que prova de modo evidente a tenra delicadeza do coração de Jesus.

    O padre acabara de pregar em Lyon. Embora visse multidões acorrendo para ouvi-lo, partia decepcionado e triste; ele apenas dizia a Nosso Senhor na ação de graças que fazia após sua Missa, na manhã de sua partida;

    Senhor, vós o sabeis, parto triste porque não encontrei aqui nenhuma alma pronta para amar e sofrer pela obra. Se esta obra que prego deve frutificar aqui, enviai-me uma destas almas pequenas e generosas, que, à exemplo da irmã Teresa do Menino Jesus, ofereça-se para rezar, amar e sofrer pelo reino de vosso Coração.

    Ele repete essa oração três vezes, quatro vezes, quando alguém o interrompe:

    Reverendo padre, há aqui na porta uma menina pobre, uma pequena importuna que insiste em te ver e falar. Mas não te incomode, digo a ela para ir embora, não é? — Não, não, faça com que venha.

    A criança chega:

    Meu padre, disse ela, ouvi o senhor falar da obra e eu também queria fazer alguma coisa. Se o senhor precisa de uma pequena alma que, à exemplo da irmã Teresa do Menino Jesus, ofereça-se para rezar, amar e sofrer, por favor, diga.

    O padre, estupefato, guarda silêncio, observando a rapidez com que Jesus respondeu ao pedido que mal formulara. A pobrezinha, julgando que o padre não havia entendido, recomeça;

    Meu padre, o senhor então não compreendeu: eu queria ser uma alminha como a irmã Teresa do Menino Jesus, que reza, que ama, que sofre pelo reino do Sagrado Coração… O senhor me aceita? — Sim, minha filha, eu compreendi. — Então, meu padre, vamos até a capela. Farei minha oblação a Jesus e o senhor lhe rogará de ratificar.

    E o reverendo padre não podia senão bendizer Nosso Senhor. Agora podia deixar Lyon.

    Há alguns que dizem, continua o padre: olha o que faz o padre Mateo! Tolos! Sabeis quem são os verdadeiros apóstolos do Sagrado Coração, esses que fazem as maravilhas que eu vos contei, e outros, bem mais numerosos, dos quais não pude falar? São almas pequeninas, bem simples e, sobretudo, muito esquecidas delas mesmas que encontrei por toda parte, na corte de Espanha e nos castelos, assim como nas palhoças e entre mendigos nas portas das igrejas. Estes são os que, oferecendo-se em holocausto ao Sagrado Coração para amar, rezar e sofrer fazem reinar Jesus, o rei do amor.

    Quereis, vós também, ser do número desses apóstolos? Do reverendo prior até o último dos irmãos conversos, vós o podeis, à condição de serdes santos, ao menos pelo esforço e desejo sincero. — Mas, direis, é muito difícil, muito complicado! — Ao contrário, nada é mais simples.

    E então o reverendo padre nos fala, não sem uma ponta de ironia, de algumas biografias que parecem feitas com o único objetivo de desencorajar os de boa vontade. Vidas de santos que não dormem, não comem, não bebem, não têm paixões, não conhecem nem a tentação nem a luta, como aquela boa fundadora de uma certa congregação que, a crer na sua biografia, possuía o gênio de santo Tomás de Aquino, a eloqüência de são João Crisóstomo, a pureza de santa Inês, a doçura de são Francisco de Sales, a alma seráfica de são Francisco de Assis etc. Certamente, acrescentava o padre, se tudo isso fosse verdade, a Santíssima Trindade teria tido dificuldades ao escolher a Mãe de Deus e, sem dúvida, teria sido obrigada a tirar a sorte para decidir entre a Santíssima Virgem e esta boa senhora.

    Não, os santos não são pequenos anjos que caíram prontos do céu. Com exceção da puríssima e Imaculada Virgem Maria, todos passaram por tentações e lutas. E isto deve nos encorajar. Quod isti et istae, cur nom ego?2O que estes e aqueles fizeram, porque também eu não o posso fazer? O que é então um santo? Eis a definição que julgo verdadeira: um santo é alguém que vive de fé e de amor.

    A vida de Fé

    É o espírito de fé que mais nos falta. É preciso ver Jesus por toda parte — Respice Jesum, vê Jesus — nos nossos superiores, nos nossos irmãos, nos incidentes da vida, na boa como na má fortuna. Sejamos ainda mais sábios que o cego do Evangelho. Ele dizia a Jesus: “Senhor, fazei que eu veja”. Digamos, nós também: “Senhor, fazei que eu vos veja, e que eu seja cego para todo o resto”.

    Assim fazia são Bento Labre que se poderia chamar o trapista das grandes jornadas. Ele via Deus por toda parte e não via senão a Deus.

    Nós somos sabidos demais. Raciocinamos demais. Seria preciso ter a cabeça em menos consideração. Então teríamos mais fé, mais luz e agiríamos em conformidade, sobretudo se tivéssemos alguma cruz a carregar.

    Num hospital de Paris havia uma pobre moça presa a um leito de sofrimentos. A seu pedido, fizemos em seu pequeno quarto a intronização do Sagrado Coração. Algum tempo depois ela escreveu ao padre Mateo:

    Como é bom ter Jesus perto de si! Não posso me mexer, contudo, queria ter asas para ir pregar a todos os que sofrem. Mas não, não preciso de asas para amar e para sofrer. Sei que o sofrimento também é um apostolado e que, do meu leito, posso [ajudar as almas] melhor do que quem quer que seja.

    Também vós, disse-nos o padre, tendes cruzes, felizmente! Um trapista sem cruz, não é um trapista. Aceitai-as com fé e podereis dizer: “Senhor, enganaram-me. Disseram-me que a vida do convento era uma vida dura, penosa, austera; mas não me disseram que estais na cruz. Uma vez que aí estais, nada mais tenho a sofrer”. Aceitai-as com fé, dizei a Jesus: “Aceito-as assim mesmo e de bom grado, a fim de que reinais”. Esquecei-vos a vós mesmos, pensai somente em Jesus e nos interesses dele, e Ele se encarregará dos vossos interesses e fará de vós santos.

    A vida de amor

    É triste, mas é a verdade: Jesus Cristo, o amor mesmo, não é amado. Não, não é amado. Os maus o blasfemam de modo horrível. Escutai estas palavras, publicadas há pouco num jornal:

    É chegado o tempo de caçar a pontapés este homem vil de cabelos avermelhados que se chama Jesus. Enquanto tivermos lábios, seja para blasfemá-lo; enquanto tivermos mãos, seja para apedrejá-lo; enquanto estivermos vivos, sejamos para ele Barrabás!

    Que fazemos para reparar estes ultrajes? Que fazemos nós sobretudo para desagravar Jesus dos golpes, muito mais dolorosos ao seu coração, que recebe de seus amigos?

    Ah! Amemos Jesus, amemos até a loucura! Que o coração de Jesus se torne para nós, como para são Bernardo, o coração de um irmão, de um rei, de um amigo: Inveni Cor Regis, Fratris et Amici Benigni Jesu! Amemos! Amemos! Amor: eis o segredo único da santidade. Evidentemente, não se trata do amor sensível, mas desse amor forte e possante que jaz no mais profundo da vontade; deste amor que só sabe uma coisa: fazer a vontade de Jesus. Fiat voluntas tua, seja feita a vossa vontade; trabalhar para o estabelecimento do seu reino: Adveniat regnum tuum, venha a nós o vosso reino; oferecer-se neste fim como hóstia de amor.

    Ao terminar, o reverendo padre nos exorta, com palavras de fogo, a tornarmo-nos apóstolos, santificando-nos numa vida de fé e de amor. Na sua segunda conferência, nos disse: “Não tenho outra eloqüência que a dos fatos”. Quanto a isso, ele se engana: da eloqüência das belas palavras e sentenças harmoniosas ele não faz caso. Mas a eloqüência verdadeira, que move e aquece os corações, essa ele possui no mais alto grau. Sua peroração foi um exemplo. Pena não podermos citar textualmente e, sobretudo, repeti-la com a mesma flama!

    E vós, quereis ser hóstia para o triunfo de Jesus? Sede dele, sem reservas. Ele é a única realidade da vida; o resto não é nada! Lá, no mundo, só há trevas. Sede a luz do mundo, é esta a vossa vocação! Estais mortos, e suas vidas estão escondidas em Deus. Apesar de estardes mortos para o mundo, ou antes, justamente por estardes mortos para o mundo, sede apóstolos no mundo e poderemos aplicar a vós esta palavra da Escritura: “Defunctus adhuc loquitur”, morto, ainda fala (He 11, 4).

    Uma única palavra basta para transformar o pão em corpo de Jesus. Sereis mais rebeldes que a matéria inerte à palavra que Jesus vos dirige por minha boca: Sede apóstolos, sede santos! Jesus fez-se hóstia para resgatar o mundo. Também nós, sejamos hóstias de amor para resgatar o mundo e salvar as almas!

    1. Nota de Le Sel de la Terre: O texto foi escrito pelos monges cistercienses de Sept-Fons.
    2. Santo Agostinho, Confissões, livro VIII, capítulo 11.
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  20. Muito bom.
    Essa semana estava pensando que preciso ter mais disciplina e tempo para Deus, veio na hora certa esse post.
    Obrigada ao Ricardo e ao sr. pela postagem.

    Sua benção.

  21. Querido Pe Joãozinho
    Muito bom e gratificante ler sobre os exercícios de Santo Inácio….e recomendo a todos já fazem alguns anos que tenho a Graça de participar dos exercícios para leigos (EEL) em Itaic, então mui respeitosamente divuldo o site de lá para quem quiser participar dos retiros e “saborear” da “mística” Cristã os preços são bem acessiveis e se ainda assim a pessoa não dispuser de posses eles facilitam…ou melhoram o valor…também um outro endereço para a prática diária.
    Em tempo, uma excelente viagem a Roma…
    http://www.itaici.org.br/
    http://www.lugarsagrado.com

    Fraternalmente com carinho

    Catalina

  22. PADRE JOAOZINHO,BOA NOITE.

    PRECISO QUE O SENHOR ME INFORME,ONDE POSSO

    ENCONTRAR UM RETIRO PRA JOVEM(INACIANO).

    CASO O SENHOR TENHA LOCAL,OU TELEFONE,EU AGUARDO.

    SUA BENÇÃO,ANGELA(angel.maria1976@hotmail.com)

  23. RT @padrejoaozinho: Método Inaciano de Oração # http://bit.ly/ce2ZYN

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