Acabo de receber um comentário que me fez refletir e rezar:

Bom dia padre, Adorei seu blog e gostaria mto que me enviasse as atualizações pelo meu twitter pra que o divulgue. @nadiavida .

Sou católica desde sempre, mas há algum tempo não vou à missa. Não encontro o que procuro, qtas vezes precisei de uma palavra de conforto e o padre da minha comunidade nunca me atendeu como gostaria. Falava mto rápido, olhando pro relógio, parecia que estava fazendo um favor. Essas atitudes estão afastando os católicos da igreja. Agora rezo meu teço sozinha… Em casa. Mas gosto do templo mas perdi a motivação. Parabéns!Acho quer aqui encontrarei o que procuro. Abraços

Nádia

As atualizações deste BLOG vão automaticamente par a o meu TWITTER: @padrejoaozinho

Adicione e você sempre receberá as novas postagens aqui do BLOG.

A sua mensagem me fez pensar. Entendo suas razões para não ir à missa. Mas seria de se perguntar o que mesmo que nós procuramos nos sacramentos: a pessoa de quem preside ou a presença daquele que prometeu estar presente na Eucaristia? É claro que o padre e a comunidade são muito importantes. Mas se alguém não nos acolhe bem, não faz sentido deixarmos de acolher Jesus nos sacramentos, pois ele continua lá… de braços e coração bem abertos.

Outra questão é sobre o BLOG. Fico muito feliz que tenha encontrado resposta nestas páginas virtuais. Diariamente atualizo este espaço como parte de minha atuação pastoral. Temos que dar alma à Internet. Mensagens como a sua me estimulam a continuar com este exercício diário. Confesso que às vezes não é fácil. Um BLOG não é uma Paróquia Virtual. A Internet tem limites muito grandes. Nada substitui a presença real, o abraço, o olho-no-olho, a confissão, a Eucaristia. Não se batiza pela Internet. Mas este meio oferece possibilidades muito grandes que temos que usar para anunciar a Palavra de Deus de cima dos telhados, como pediu Jesus. Atualmente recebo cerca de 2000 visitas por dia, com uma média de 8 cliques por visitante. Sabe o que isso significa? Que as pessoas entram e passeiam por aqui. Isto me anima a continuar com esta Pastoral Digital. Bem… hora de almoçar… pela Internet? Com certeza que não… Limites!!!

8 Comentários

  1. Pingback: Pe. Joãozinho, SCJ

  2. Pingback: Hélder Fernando

  3. olga amorim

    Olá padre
    Que bom que cada vez mais pessoas descobrem este espaço, por mais que saibamos que o que buscamos não é a pessoa e sim os sacramentos não dá para negar que é importantíssimo este acolhimento. Como já postei em outras oportunidades não posso reclamar, tenho ótimos padres aqui na minha região. Mas igual ao padre Joãozinho, não tem mesmo. Só aqui.

  4. Pingback: Olga Silva de Souza

  5. Pingback: mioco gomes

  6. Pingback: Érica Peroni

  7. Isso que a Nadia sentiu na carne acontece muito nas nossas comunidades diocesanas. Já aconteceu de ligar para uma pároquia marcando confissão com um sacerdote muito querido e a secretária me respondeu que para aquele ano não havia mais “horários disponíveis”. Muitas de nossas pároquias funcionam como empresas, e muito dos nossos sacerdotes se transformaram em funcionários burocráticos do sagrado, que fica mais fácil falar com Deus mesmo, do que com alguns deles. Mas consigo identificar que as paróquias que mais estão disponíveis ao povo, são aquelas que estão sob a responsabilidade de ordens e congregações religiosas, pois a vida religiosa prevê uma comunidade de presbíteros-religiosos, vivendo sob os santos conselhos evangélicos da pobreza, castidade e obediência.

  8. É verdade padre, seu blog me ensina muito sobre Jesus. Também não me sinto muito acolhida em minha paróquia, mas continuo indo as missas todos os domingos e tento ir durante a semana também. O Sr. me ensinou que Jesus está acima dos obstáculos humanos. Vou buscar Jesus na Eucaristia e nada pode me atrapalhar. Obrigada por evangelizar diáriamente através do blog, twitter, músicas e livros. Continuo aguardando o curso de teologia a distancia da Dehoniana.
    Sua benção!

  9. @elzinnha32

    Querido e amado sacerdote !!!!

    Paz e Bem!

    Sua santa benção hj e sempre!

    Eu e meu marido servimos na Pastoral Familiar e o discurso colocado no post é recorrente em muitas vozes de irmãos afastados.

    E certo também que alguns sacerdotes fazem força para afastar a comunidade com a forma como acolhem as ovelhas mais frágeis.

    Entretanto, o sr foi soberano em suas colocações não podemos ligar nossa vida espiritual a pessoas, porque Jesus está lá de braços abertos a nos acolhera a td e qq hora.

    Além disso, sabemos e professamos a cd missa que a Igreja é santa e pecadora ao mesmo tp, pois é compostas pelos santos epela santíssima Trindade e por nós homens de bem, que a cada dia tentamos ser melhores,mas apenas tentamos…

    Boa viagem, bom descanso!

  10. Fabiana Coutinho

    Olá , Pe Joaozinho,o blog é um importante veículo para evangelização, mas realmente nada substitui aquele encontro especial que temos com Deus nas missas,pelos sacramentos, que vai além do ambiente virtual.Quando criança , durante as aulas de catecismo, eu não compreendia bem esta necessidade de ir a Igreja, eu apenas ia como cumprimento do cronograma da catequese .Fiz a primeira comunhão.Na adolescência, cheguei achar que se eu orasse em casa, fosse lendo livros católicos, isto substituía a missa pelas vezes que eu não ia.Faltei muitas missas nesta época, porque tinha aula de pre vestibular no domingo, outras vezes por ficar estudando em casa para prova ou por acordar tarde, mas eu achava que isto não era problema , pois se a noite eu rezasse com mais empenho, valia pela missa que eu não fosse .Não fui jovem de baladas, meu vício sempre foi estudar demais.Estudar para tudo : para prova, para concurso, até nas férias, se eu já tivesse o livro do novo ano letivo, eu estudava por antecipação.Deus ficava em segundo plano.
    O que aconteceu? Minha fé foi se esfriando, comecei a questionar Deus como se Ele pudesse ser estudado com os mesmos métodos científicos que eu aprendi na faculdade.Fui me distanciando da casa do pai,fui deixando de rezar a noite…Fiquei muito tempo sem rumo, sem direção e caí nas falsas doutrinas do mundo.Faltava em mim o pão que alimenta, a água que sacia a sede.Mas com o coração já frio, eu apesar de voltar a rezar, passava pela Igreja e não sentia vontade de entrar lá dentro.
    Mas Deus não me deixou sem resposta. Ele me fez passar por todas as situações que eu pudesse conhecer mais sobre a ciência. Todas possíveis.A resposta final foi quando estive doente.Esta mesma ciência que eu servia mais que ao meu Senhor, esta não podia me oferecer a cura principal: a cura da minha alma.Esta ciência não foi capaz de curar também o mal do meu corpo.E Deus me mostrou que ninguém me amava como Ele.Não foi fácil voltar para a Igreja.Chegava na missa, não sentia nada demais.Via algumas pessoas se ajoelhando durante a liturgia eucaristica,mas eu não queria ajoelhar por ajoelhar, eu queria sentir isso que os outros sentiam , aquele desejo de se prostar aos pés do Senhor.Ficava em pé, sem graça, com cara de paisagem.Por ter me afastado , não sabia nada do ritual da missa. O padre dizia: O senhor esteja convosco…Todos respondiam : Ele esta no meio de nós.Eu repetia o que eu conseguia ouvir dos outros.O padre :Corações ao alto… todos sabiam de cor e eu ficava muda .Só sabia dizer o amém.Era a hora que eu sabia, aí eu exclamava com força: Amém!Quando acabava a folha da missa, como era dificil para mim !Tentava espiar a folha de alguém ao meu lado…Nem sempre era possível.Eu já não sabia nada, sem folha então, entrava muda na Igreja e saía calada.As pessoas da Igreja sabiam tudo sem folha, eu até com a folha me perdia.Se o canto de entrada mudasse , diferente da folha, não sabia cantar.Não entendia nada .Não sabia hora de levantar e de sentar.Ficava em pé quando não era hora, me levantava e de repente olhava para trás, todo mundo sentado.Disfarçava e me sentava sem graça.A paroquia que eu frequento, muitas vezes o ventilador fica desligado e lá é bem quente.Como eu suava! Maior calor, e eu não via a hora de ir embora…Para mim, aquilo não estava dando certo.Eu ia lá só para suar , me levantar na hora errada,dizer amém …rsrsrs
    Vi minha irma seguir vida religiosa e ficava espantada com esta ideia de servir a Deus em primeiro lugar. Decidi nao desistir.Decidi ir a missa, ir, ir sempre, eu tinha comigo: algum dia teria meu coração tocado, se acontecia para os outros aquele encontro especial com Deus, um dia seria minha vez.Comecei a persistência.Comecei me confessando. Comecei a não faltar domingo nenhum .Na primeira semana, quase desisti.Ficava desanimada porque minha vida continuava a mesma.Nada de novo me ocorria.Ficava me questionando: Para que eu vou a Igreja se nada me acontece por lá?A tranformação em meu coração e minha alma foi aos poucos.Ser aos poucos foi importante porque fui exercitando a paciência de esperar no Senhor. Eu achava que o dia que eu fosse tocada pelo amor de Deus, eu iria desmaiar na missa, meu coração iria pegar fogo literalmente, eu ia ter um infarte,um AVC rsrsr.Tinha medo disso, de passar mal , de nao controlar a emoção e morrer jovem . Nada disso. Um dia senti a vontade de ajoelhar e me ajoelhei e outro vez entendi o significado da eucaristia.Me emocionei. Deus me tranformou, me regando com seu amor, gota a gota.Hoje, não sei pensar minha vida sem ir a Igreja.Para aqueles que ainda não sentem motivados de ir a Igreja, como eu não me sentia , persistam, nao desistam, como eu não desisti.Um dia vocês se sentirão emocionados ao ouvir: “Felizes os convidados para a ceia do Senhor”, “Eis o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”e neste dia,a vida de vocês será renovada.
    Firmes até o fim no catolicismo
    A paz de Cristo
    Fabiana

  11. Sergio Souza

    Blog não é paróquia! MSN não é paróquia! Formações católica, missa pela TV, Cursos de doutrina católica, Cursos de catecismo, disso ou daquilo… NÃO SÃO PARÓQUIA!

    Infelizmente percebo muitos católicos vivendo uma fé distante de suas paróquias. Fazem cursos e mais cursos, repercutem essas formações mas se colocam independentes de qualquer estrutura formal da Igreja. É como se quisessem ser católicos

    Estava discutindo isso com um amigo meu, que foi crismado comigo, e que não concorda com o padre da paróquia e simplesmente se afastou. Se diz católico à maneira dele. Enquanto isso, a paróquia agoniza por falta de cateuistas e leigos que evangelizem as famílias dos pequeninos que são batizados. E aí?

    SOMOS DISCÍPULOS OU MULTIDÃO? Somo os discípulos ou simplesmente uma multidão que grita hosana! Hosana! E na primeira dificuldade ou discordância gritamos: Crucifica-o! Crucifica-o!?

    Enquanto nós leigos tivermos o coração fechado para o verdadeiro significado de uma paróquia, a Igreja continuará nessa crise!

    LEIGOS, É HORA DE VOLTARMOS ÀS NOSSAS PARÓQUIAS!

  12. Sergio Souza

    * Completando a frase: “É como se quisessem ser católicos à concepção individual que cada um tem de ser católico”

    Em suma: Lugar Católico é na Igreja! É nas nossas paróquias!

  13. Boa noite!

    O sr. e o pe. Fabio sempre falam da importância q temos q dar ao padre da nossa paróquia.
    Comecei a frequentar a minha paróquia regularmente após ler o que o sr. e o Pe. Fabio escrevem e falam sobre isso, que temosq ir à igreja mesmo q nosso padre seja velhinho e qse mudo.
    Não é o meu caso, o padre da minha paróquia é ótimo, falante, alegre, pra cima. E um tantinho polêmico aqui na minha cidade. Sei que não posso exigir isso de todos os padres, mas dou graças a Deus pelo meu padre ser tão bom padre.

    Sua benção.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado.