Evangelho segundo S. Lucas 9,18-24.

Um dia, quando orava em particular, estando com Ele apenas os discípulos, perguntou-lhes: «Quem dizem as multidões que Eu sou?» Responderam-lhe: «João Baptista; outros, Elias; outros, um dos antigos profetas ressuscitado.» Disse-lhes Ele: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» Pedro tomou a palavra e respondeu: «O Messias de Deus.» Ele proibiu-lhes formalmente de o dizerem fosse a quem fosse; e acrescentou: «O Filho do Homem tem de sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos doutores da Lei, tem de ser morto e, ao terceiro dia, ressuscitar.» Depois, dirigindo-se a todos, disse: «Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome a sua cruz, dia após dia, e siga-me. Pois, quem quiser salvar a sua vida há-de perdê la; mas, quem perder a sua vida por minha causa há-de salvá-la.

Da Bíblia Sagrada

Comentário ao Evangelho do dia feito por :

Catecismo da Igreja Católica, §§ 306-308

«Tome a sua cruz, dia após dia, e siga-Me»

Deus é o Senhor soberano dos Seus planos. Mas, para a realização dos mesmos, serve-Se também do concurso das criaturas. Isto não é um sinal de fraqueza, mas da grandeza e bondade de Deus omnipotente. É que Ele não só permite às Suas criaturas que existam, mas confere-lhes a dignidade de agirem por si mesmas […] e de cooperarem, assim, na realização dos Seus desígnios.

Aos homens, Deus concede mesmo poderem participar livremente na sua Providência, confiando-lhes a responsabilidade de «submeter» a terra e dominá-la (Gn 1, 26-28). Assim lhes concede que sejam causas inteligentes e livres, para completar a obra da criação e aperfeiçoar a sua harmonia, para o seu bem e o dos seus semelhantes. Cooperadores muitas vezes inconscientes da vontade divina, os homens podem entrar deliberadamente no plano divino, pelos seus actos e as suas orações, como também pelos seus sofrimentos. Tornam-se, então, plenamente «colaboradores de Deus» (1 Cor 3, 9; 1Tes 3, 2) e do Seu Reino.

Esta é uma verdade inseparável da fé em Deus Criador: Deus age em toda a acção das Suas criaturas. É Ele a causa-primeira, que opera nas e pelas causas-segundas: «É Deus que produz em nós o querer e o operar, segundo o Seu beneplácito» (Fil 2, 13).

2 Comentários

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  3. Elaine Mendes

    Olá Padre! Assistindo ao jogo do Brasil? Como não estou lá muito empolgada para esta copa, desde o título de 1994 não vejo mais tanta graça nisto, estou aqui a ler o evangelho do dia. Sabe o que mais me chamou a atenção? Que Deus quer a nossa cooperação não por fraqueza mas por grandeza e bondade. Fico tão feliz de Deus querer nossa colaboração, dá a entender que somos especiais e não meras criaturas que um dia existem e noutro não existem mais.

    Uma boa semana pro sr. padre. Irei a Missa às 18:30 na minha paróquia.

    Sua benção

  4. Esse Evangelho de hoje me levou a refletir que mídia nos apresenta uma imagem de Jesus milagreiro, como um super star, um mágico extraordinário, um pronto de socorro aberto 24 horas. A felicidade para a pós-modernidade está ligada a ser feliz, de qualquer jeito, as custas do outro e apesar do outro. E Jesus nos mostra que o paradigma da autêntica alegria e felicidade é servir primeiramente os outros, ser Cirineu, ajudar a carregar as cruzes da humanidade, coisa que nem sempre estamos dispostos a fazer, pois nos incomoda, nos retira do estado de conforto, apatia. A cruz, instrumento de suplício, passa a ser sinal de salvação, de doação, da instauração do Reinado Social do Coração de Jesus, nas almas e na sociedade!

    Maranathá! Vinde, Senhor Jesus!

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