Vivemos em uma sociedade de consumo. Tudo é medido pelo preço definido pela lei de oferta e procura. Mas nem sempre o que é mais caro realmente é aquilo que tem mais valor. Recentemente vi uma caneta em São Paulo oferecida pela bagatela de R$ 150.000,00. Será este o preço da felicidade de quem compra?

No Reino de Deus os valores tem outros critérios. O Evangelho de hoje nos ajuda a reorganizar nossa escala de valores. Onde está o nosso tesouro, ali estará o nosso coração. Mas… aonde mesmo estão os nossos tesouros? O que valorizamos mesmo? Basta ver com que gastamos o nosso tempo, pois o poeta já disse que “tempo é uma questão de preferência”.

Evangelho segundo S. Mateus 13,44-46.

«O Reino do Céu é semelhante a um tesouro escondido num campo, que um homem encontra. Volta a escondê-lo e, cheio de alegria, vai, vende tudo o que possui e compra o campo. O Reino do Céu é também semelhante a um negociante que busca boas pérolas. Tendo encontrado uma pérola de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola.»

18 Comentários

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  6. olga amorim

    Bom dia padre.
    Texto lindo e profundo.
    É engraçado como os valores das coisas fascinam as pessoas, quanto mais caro mais desejado.
    O ser humano é bem estranho, coloca seus tesouros nos lugares mais absurdos, carros, mansões, jóias. E se esquecem que nada disso nos pertence realmente, estamos aqui de passagem e não levaremos absolutamente nada.
    Nosso tesouro são as marcas que deixamos, os amigos que conquistamos, a família que construímos.
    É dificil manter o foco no que realmente vale a pena num mundo tão consumista e descartável.
    É preciso repensar sempre nos caminhos de Jesus, não possuia bens materiais, mas nos deixou o maior tesouro de todos os tempos.
    Paz e bem.

  7. Maria Inês

    COMENTÁRIO DA PALAVRA DE VIDA
    Chiara Lubich – Fundadora do Movimento dos Focolares
    (Mt13, 45-46)

    «O Reino do Céu é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Tendo encontrado uma de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola» (Mt 13, 45-46).

    Nesta breve parábola, Jesus consegue prender a atenção daqueles que o estavam a ouvir. Todos eles sabiam bem o valor das pérolas que, juntamente com o ouro, eram aquilo que havia de mais precioso, naquela época. Além disso, as Escrituras falavam da Sabedoria, isto é, do conhecimento de Deus, como de uma coisa que não se pode comparar «nem sequer às pedras preciosas»1.
    Mas, na parábola, vem em relevo o acontecimento excepcional, surpreendente e inesperado que foi aquele negociante ter descoberto, talvez num bazar, uma pérola que aos seus olhos experientes tinha um valor enorme. Com ela poderia, depois, obter um óptimo lucro! Foi por isso que, depois de fazer os seus cálculos, decidiu que valia a pena vender tudo o que possuía para comprar a pérola. E quem é que, no seu lugar, não teria feito o mesmo?
    Eis então o significado profundo da parábola: o encontro com Jesus, ou seja, com o Reino de Deus no meio de nós – e aí está a pérola! –, é aquela ocasião única que temos mesmo que aproveitar, empregando inteiramente todas as nossas energias e aquilo que possuímos.

    «O Reino do Céu é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Tendo encontrado uma de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola».

    Não era a primeira vez que os discípulos se sentiam postos diante de uma exigência radical, isto é, diante daquele tudo que é preciso deixar para seguir Jesus: os bens mais preciosos, os afectos familiares, a segurança económica, as garantias para o futuro.
    Mas, a Sua, não é uma exigência sem motivo ou absurda.
    Por um “tudo” que se perde, existe um “tudo” que se encontra, infinitamente mais precioso. Todas as vezes que Jesus pede qualquer coisa, também promete dar muito, muito mais, numa medida superabundante. Assim, com esta parábola, garante-nos que vamos ganhar um tesouro que nos tornará ricos para sempre.
    E, se pode parecer um erro deixar o certo pelo incerto, um bem seguro por um bem apenas prometido, pensemos no negociante da parábola: ele sabia que aquela pérola era muito preciosa e aguardou, confiante, o lucro que iria obter quando a vendesse. Da mesma maneira, quem quer seguir Jesus, sabe e vê, com os olhos da fé, qual é a enorme vantagem que vai ter ao partilhar com Ele a herança do Reino, por ter deixado tudo, ao menos espiritualmente.
    Deus oferece a todas as pessoas, durante a vida, uma ocasião destas, para que a saibam aproveitar.

    «O Reino do Céu é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Tendo encontrado uma de grande valor, vende tudo quanto possui e compra a pérola».

    É um convite concreto a pôr de lado todos aqueles ídolos que podem ocupar o lugar de Deus no nosso coração: a carreira, o casamento, os estudos, uma linda casa, a profissão, o desporto, o lazer. É um convite para pôr Deus em primeiro lugar, no centro de cada nosso pensamento, de cada nosso afecto. Porque, na nossa vida, tudo deve convergir para Ele e tudo deve provir d’Ele.
    Se assim fizermos, se procurarmos o Reino, segundo a promessa evangélica, tudo o resto nos será dado por acréscimo2. Deixando tudo pelo Reino de Deus, recebemos cem vezes mais em casas, irmãos, irmãs, pais e mães3. Porque o Evangelho tem uma nítida dimensão humana: Jesus é Homem-Deus e, juntamente com o alimento espiritual, dá-nos o pão, a casa, a roupa, a família. Temos, talvez, que aprender com as “crianças” a confiar mais na Providência do Pai, que não deixa faltar nada a quem dá, por amor, todo aquele pouco que possui.
    Já há uns meses que, no Congo, um grupo de jovens fazia postais artísticos com a casca da banana, que depois eram vendidos na Alemanha. No princípio ficavam com tudo o que ganhavam (alguns mantinham a família com esse dinheiro). Depois decidiram pôr em comum 50% e, deste modo, 35 jovens desempregados receberam uma ajuda.
    Mas Deus não se deixou vencer em generosidade: dois desses rapazes deram um tal testemunho na loja onde trabalhavam, que diversos comerciantes, em busca de pessoal, dirigiram-se àquela loja. E assim, onze jovens encontraram um emprego fixo.

    Chiara Lubich

    Fonte http://www.focolare.org
    Esta Palavra de Vida foi publicada originalmente em julho de 1999

    1) Sb 7, 9; 2) cf. Lc 12, 31; 3) cf. Mt 19, 29.

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  9. maria da Glória Almeida

    Foi bom, muito bom, poder meditar a palavra do dia de hoje contigo.Gstei de ver as reflexões das pessoas que rezam.Para quem mora sozinha e valoriza as coisas de Deus teu Blog é um prato cheio. Obrigada filho e Deus te abençõe.

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  11. Desejo e deixo nestas poucas palavras sinceros votos de muita SABEDORIA, CONHECIMENTO, ENTENDIMENTO e principalmente DISCERNIMENTO em todos os seus caminhos. Acabei de depositar na conta de cada um de vocês a importância de muitos DIAS, SEMANAS, MESES E ANOS DE FELICIDADE E PROSPERIDADE, SAÚDE, PAZ, AMOR e que Deus estenda às mãos sobre vocês e toda sua família e acrescente 100 por cento de juros em cima de tudo isso. “A MAIOR RECOMPENSA PELO TRABALHO NÃO É O QUE A PESSOA GANHA, MAS O QUE ELA SE TORNA ATRAVÉS DELE.”

    DESEJO SUCESSO!

    PAULO SOLUÇÃO
    http://www.paulinhosolucao.blogspot.com
    paulinhosolucao@gmail.com
    paulo.1470@hotmail.com
    S a l t o / S P

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  14. olga amorim

    Encontrei este texto e achei que tudo a ver com o texto do blog, por isto quis compartilhar com vcs. É um linda história.

    Irmã Daniela Ayau Valladares, EP

    Cada vez que passava em frente ao convento dos franciscanos de sua pequena cidade, Lourenço sentia o coração bater mais forte. Gostava de ficar ouvindo do lado de fora o canto suave dos frades, vindo da igreja. Aquelas melodias angélicas, cheias de uma paz que não era deste mundo, pareciam provir do Céu. Outras vezes, ficava espiando os monges enquanto trabalhavam na horta e pensava: “Como eles são alegres! O irmão cozinheiro, carregando tomates, é mais feliz que os meus arrogantes companheiros se exibindo pela rua em seus ruidosos carros”.
    Aos domingos, Lourenço assistia à pregação e depois meditava nas palavras do frade de feições austeras e voz possante: “Lembrai-vos sempre, irmãos, que mais importa guardar tesouros no Céu ao invés de multiplicá-los na Terra. O Senhor nos ensinou: ‘De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se vier a perder sua própria alma?’. Vede o exemplo de nosso pai São Francisco: soube ser pobre em espírito”.
    Um dia, não resistiu e perguntou a um franciscano:
    – O que devo fazer para morar aqui?
    O bom religioso deu-lhe uma resposta muito simples:
    – Para viver abrigado por estas santas paredes é preciso desejar acima de tudo o Reino dos Céus, abraçando a pobreza em espírito, como fez Jesus.
    Uma semana depois, o jovem, carregando apenas uma malinha, entrava no convento para não mais sair. Pediu para ser irmão leigo, pois queria viver só para Deus, servindo os frades.
    O mestre de noviços, que passou a acompanhá-lo, se encantava com o exemplo do Irmão Lourenço. Ninguém varria o chão ou lavava os pratos com maior entusiasmo; todas as suas ações pareciam uma prece.
    Um dia, Irmão Lourenço notou o hábito de um frade em mau estado, e comentou:
    – Vejo que sua manga está rasgada. Quer que a costure? Senão, quando o irmão for para as missões, as pessoas vão reparar. Somos pobres, mas dignos, e não fica bem usar um hábito rasgado… Se me permitir prestar-lhe tal serviço me estará concedendo uma graça, pois sou um pecador e tenho faltas a reparar.
    – Mas tu sabes costurar?
    – Não muito bem… Porém, minha mãe é costureira e com ela aprendi algumas lições do ofício.
    – Está bem – concluiu o frade -, vamos ver como sai o serviço.
    Surpreendendo a todos, Irmão Lourenço fez um trabalho exímio. A cada ponto com a agulha tinha rezado uma jaculatória pedindo que a Santíssima Virgem de Nazaré costurasse por ele. Quando acabava a linha, rezava uma Ave-Maria. Dessa forma, cerziu a manga inteira, deixando- a como se fosse nova.
    A notícia se espalhou pelo convento. Não demorou muito em aparecer o irmão cozinheiro com uma roupa queimada, quase perdida por causa de um forno muito forte. Também o irmão porteiro veio mostrar um buraco no seu hábito que, embora escondido, já estava ficando grande. Até mesmo certo frade estrangeiro, hospedado ali por alguns dias, pediu ao irmão que desse um jeitinho em sua velha vestimenta. Os hábitos voltavam cosidos, limpos e perfumados.
    O superior se alegrou com a descoberta. Admirado ao ver a despretensão daquele filho, logo notou a assiduidade de suas visitas ao Santíssimo Sacramento. “É por isso que tudo faz com tanto primor”, pensava.
    Passados alguns meses, ele percebeu que os dotes de Irmão Lourenço podiam ir além da habilidade de fazer remendos.
    – Quer tentar fazer um hábito inteiro? – perguntou-lhe.
    – Se com isso eu puder dar glória a Deus, perfeitamente!
    A experiência foi coroada de êxito. Das mãos “orantes” daquele religioso, começaram a sair maravilhas acima das expectativas. Nelas a tesoura tomava vida e corria pelo tecido marrom em traçados tão certeiros, que o melhor dos alfaiates não poderia superar. Os hábitos continuavam modestos, mas possuíam algo de especial: a marca do amor com que o irmão os fazia.
    Passaram-se os anos. Por vezes, a quantidade de pedidos o levava a dormir muito pouco, a perder as horas de recreação, e ele sentia a tentação de julgar que assim também já era demais… Mas logo pensava que Deus o chamara para glorificá-Lo daquela forma, e esse motivo o levava a dedicar-se por inteiro, redobrando as orações.
    Irmão Lourenço tornou-se um homem maduro e, com o tempo, um ancião. Seus cabelos ficaram prateados, mas nem por isso deixou de atender os pedidos de remendos e costuras.
    A comunidade o estimava e admirava. Muitos frades famosos, pregadores em santuários e professores em universidades, gostavam de estar com ele, formando rodas animadas de conversas sobre o Seráfico São Francisco, Santa Clara e outros heróis da Ordem. Irmão Lourenço atraía a todos, falando só sobre coisas do Céu. E era para lá que caminhava…
    O implacável peso dos anos trouxe- lhe uma febre incurável, que começou a consumi-lo. Pressentindo a partida desta vida, ele pediu os Sacramentos e passou a falar cada vez menos. Rezava muito e pensava no encontro com Deus.
    Numa madrugada gélida de inverno, Frei Lourenço parecia não resistir mais. O sino do convento chamou a comunidade para acompanhar o querido irmão, em seus últimos momentos. Ajoelhados, rezavam a oração dos agonizantes. De repente, um fio de voz quase imperceptível foi ouvido. Era Irmão Lourenço que pedia:
    – Tragam-me a chave… a chave do Céu…
    Os frades não entenderam. Qual seria essa “chave do Céu”? Um deles saiu correndo rumo à biblioteca e voltou com um livro chamado A chave do Céu. Colocaram-no diante do moribundo, mas ele não se interessou. Apenas repetiu:
    – Eu quero… a chave… a chave do Céu…
    O superior mandou que trouxessem uma relíquia de São Francisco, à qual o enfermo tinha muita devoção. Mas ele seguia com seu raro pedido…
    Então, a fisionomia de um irmão se iluminou. Cruzou rapidamente os corredores e voltou com a agulha de Irmão Lourenço. Ao vê-la, este esboçou um sorriso e disse:
    – Sim, esta é minha chave do Céu! – e expirou.

    * * *

    Sem ser grande aos olhos do mundo, nem receber recompensa por seus serviços, Irmão Lourenço se santificara com uma agulha na mão, trabalhando por amor a Deus. Para cada um a Providência tem preparada uma “chave” que lhe abrirá o Céu. Trata-se de saber cumprir sua vontade e seus desígnios. “Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 3).

    (Revista Arautos do Evangelho, Maio/2010, n. 101, p. 46-47)

  15. Márcia Cristina Melo

    Sim, Pe Joãozinho

    Valores ?

    A sociedade atual sabe ultimamente dar valor ao bem material. Ora, se eu tenho carro do ano, roupa de grifes eu tenho mais valor do que aquele que tem os recursos simple. Mas, para mim o que importa é o que eu sou e procuro a essência da natureza humana.

    Abraços
    Fique com Deus

  16. Sua bênção padre!
    Não precisamos de muitas coisas para sermos felizes, é um engano pensar que a nossa felicidade está em ter dinheiro,carros do ano,roupas de marcas,entre outras coisas que o dinheiro pode
    comprar.
    Nosso saudoso Pe Léo, disse uma frase que eu procuro não me esquecer. Ele dizia:”Que nós nunca vamos ter dinheiro para comprar tudo aquilo que achamos que vai nos fazer felizes”.
    Ele tinha razão. Dinheiro compra uma vida confortável,mas a felicidade é um dom gratuito do coração de Deus,encontrando Deus encontramos a verdadeira felicidade,não existe felicidade longe de Deus.
    Obrigada por esta reflexão…o mundo está precisando ter os olhos mais voltados para as coisas do alto!
    Fique com Deus…abraços!!

  17. miles abelardo dos almeida

    voce esta muito feliz eu quero que voce resi promi e mina familia pela mina mae e pelo meu irmao

  18. Caro Pe Joãozinho,

    Obrigada pela oportunidade de compartilhar um evangelho q me faz penitenciar tds os momentos em q o mundo consumista e materialista se sobrepõe às minhas ações.

    Pé no chão e espírito na Palavra!

    E mais um vez experiencio a possibilidade de sentir a escritura spre tão atual em minha vida…

    Paz e Bem!

  19. Só quria dar minha opinião. Devemos procurar imitar Jesus, que é o nosso grande modelo, e não padres, bispos, ou todo o magistério da igreja romana. Só pela caridade podemos agradar a Deus e ao Cristo…

    Pater Noster

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