“É por isso que a Igreja Católica está perdendo fiéis…”

É o refrão que escuto todos os dias. O sermão não foi o melhor? Lá vem alguém repetindo o velho chavão. Uma polêmica o desgostou? A mesma ladainha se repete… Por motivos justos e injustos esta frase está na boca de católicos que não se sentem corporativamente unidos à sua Igreja. Parece que quando falam a palavra “Igreja” imaginam uma personalidade externa a si mesmos. Na verdade, a Igreja já os perdeu pois eles não se sentem parte dela. Isto me lembra a pergunta provocativa de uma jornalista ao saudoso Cardeal Dom Ivo Lorscheider, quando assumiu a Arquidiocese de Aparecida: “Dom Ivo, por que a Igreja Católica está perdendo os seus fiéis?” O sábio e bem humorado arcebispo respondeu: “Acho que você não está bem informada. Os fiéis continuam conosco. Não estamos perdendo fiéis. Estamos perdendo os INFIÉIS!” pense nisso antes de repetir este refrão que será confirmado pelo defeituoso senso que o governo preparou de maneira pouco científica (para não fazer o juízo de que houve má fé!).

3 Comentários

  1. A Igreja Católica é a única que não promete a cura “fast food”…o ser humano não quer sofrer de maneira alguma…não quer passar pelas demoras da vida…não pára pra pensar o que aquele momento representa…além de viver na murmuração, esquece que temos Jesus, como Cirineu, que nós ajuda a atravessar o calvário…hoje fiquei extremamente triste e sem reação quando uma amiga que está sofrendo bastante disse que foi tomar o passe num centro espírita…sabia que era católica, ia convidá-la a ir a missa,mas não deu tempo…eu nem sei como funciona este passe, nem quero saber,mas deve ter um efeito placebo imenso…sabe que eu acho padre?Ser católico e ser Cristão são coisas completamente distintas…hoje em dia temos muitos católicos kardecistas ou sei lá mais o que…eu não tenho poder nenhum de persuadir alguém a prosseguir no catolicismo…o que posso demonstrar é minha fortaleza diante de algumas situações, e se me perguntarem admiradas de onde vem, não terei medo de responder que pela unidade com a Igreja de Cristo tenho aprendido a carregar minha cruz…boa semana!

  2. Sergio Souza

    Nenhuma provocação aqui…

    Mas nos causou surpresa na nossa turma de Crisma desse ano. Iniciamos a caminhada crismal nesse mês de agosto e nas apresentações, tivemos o depoimento de dois crismandos, uma jovem rapaz e jovem moça, que vieram da Assembléia de Deus.

    Enfim, não cabe aqui colocar os motivos pelos quais eles vieram para a Igreja Católica, mas destacaram uma coisa: “Lêem a Bíblia todos os dias, porque aprenderam isso lá”. Têm muita ânsia em saber da doutrina da Igreja, ler livros… Cresce enfim a nossa responsabilidade não apenas em passar com fidelidade a doutrina do Nosso Senhor, mas também em aprender a acolher esses jovens. Reconheço que os católicos ainda falham muito na acolhida! A gente não sabe cercar ainda as nossas ovelhas!

    Estamos aprendendo… Louvado seja Deus por isso!

  3. Ricardo Ferreira

    Particularmente, não gosto de criticar publicamente nossa Igreja, mas considerando este espaço virtual democraticamente equilibrado e , em vista do interesse exclusivamente construtivo, acredito que falta mais acolhida por parte dos católicos militantes das pastorais e serviços paroquiais aos católicos que “somente” frequentam as missas aos domingos.
    Durante minha solteirice participei de várias pastorais. Há seis anos casei-me e mudei de paróquia. Após 5 anos de uma nova vida familiar resolvi retomar as atividades paroquiais, na catequese. Confesso que nesse intervalo de tempo percebi um pouco essa diferença de tratamento.
    Concordo com as palavras do Bispo, afinal, mesmo sendo “católico de missa” a busca para satisfazer a sede de Deus não pode fazer da religião uma simples “delivery”. Tem que haver esforço, tendo que às vezes sair de casa e beber na fonte. Mas permita-me uma correção: o Bispo de Aparecida foi o Cardeal Aloisio, irmão de D.Ivo, que acredito ainda estar vivo.
    Quanto ao censo, não é de se duvidar o interesse desse governo em querer enfraquecer o poder persuasivo da nossa Igreja na sociedade brasileira, diminuindo estatisticamente o número de membros, formalizando um questionário que mais confunde do que informa.
    censo

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