Este BLOG tem três anos de atualização praticamente diária. A maioria das postagens reflete o pensamento deste autor. Repercuto algo que realmente achei interessante. Há cerca de 2.000 acessos diários. Os visitantes dão cerca de 7.000 cliques. Isto significa que as pessoas entram e visitam as postagens antigas. Há um crescente número de comentários. Infelizmente a qualidade dos comentários diminui na mesma proporção em que cresce a quantidade.

Há algum tempo venho observando, porém, que este espaço literário que chamamos BLOG tem um limite muito grande. O que faz um BLOG interessante é estar grudado na realidade em tempo quase real, emitindo nosso parecer. Até aqui tudo bem. O problema é que tudo fica registrado e as pessoas procuram os assuntos via GOOGLE. Com isso acessam posts antigos e, às vezes, caducados por uma realidade que mudou. A leitura de posts antigos pode levar a pessoa a uma compreensão equivocada. Exemplo. Em abril, quando Dilma ainda não era candidata, mas já aparecia na imprensa como “eventual” escolhida do Presidente Lula, escrevi um post: “Quem é Dilma Rousseff???”. Cinco meses depois, às vésperas do 1º Turno o autor de outro BLOG descobriu meu POST e colocou o link com destaque. Com isso fui lido de maneira totalmente distorcida. Quem em setembro se faria a mesma pergunta? Já sabemos, ao menos em linhas gerais, que é a candidata.

Por essa e por outras, vou preservar o BLOG para postagens mais perenes. Ele se tornará menos interessante, porém, mais perene e se prestará menos a leituras maliciosas ou equivocadas. Não me agrada ver meus POSTS instrumentalizados fora de contexto.

O debate situado e colado na realidade é mais próprio do TWITTER, que ainda não é indexado no GOOGLE. Ali falamos em tempo real. O debate continua por lá: @padrejoaozinho

Não estranhe se nos próximos dias eu não aprovar os comentários. BLOG FECHADO PARA BALANÇO!

Disse!

Na tradição teológica cristã existem sete virtudes fundamentais. Fé, esperança e caridade são consideradas as três “virtudes teologais”, pois nos capacitam para o “amor a Deus”. Prudência, justiça, vigor e temperança são consideradas as “quatro virtudes cardeais”, pois nos orientam para o “amor aos irmãos”. Cardeal vem da palavra latina “cardo”, que significa um eixo em torno do qual as coisas giram… uma dobradiça, por exemplo. Daí vem os pontos cardeais, que definem o eixo em torno do qual a terra gira: norte, sul, leste, oeste. Ao falar de virtudes cardeais aludimos a um eixo humano em torno do qual gira toda a nossa vida.

A virtude cardeal da temperança é a capacidade de nos manter no saudável equilíbrio vital. Tudo nesta vida nos puxa para um lado ou para o outro, para cima ou para baixo. A pessoa que se exercita na temperança sabe como se manter na corda bamba. Não significa indecisão, ou ficar em cima do muro. Pelo contrário, para discernir e decidir é preciso a serenidade dos que sabem quanto sal devem colocar na comida. É exatamente isso. Temperança é o tempero da vida. As cozinheiras e cozinheiros de plantão saberão exatamente do que estou falando. Faça a comida mais gostosa do mundo, com os melhores ingredientes e a receita perfeita… se exagerar no sal as pessoas não irão conseguir comer. Faça o melhor sermão… se exagerar. O ditado popular fala a mesma coisa quando diz: “tudo o que é demais é veneno”.

Hoje em dia vivemos em um mundo onde reina o desequilíbrio e a falta de temperança. A todo momentos somos provocados ao exagero, ao excesso. A felicidade passa pela capacidade de saber dosar todas as coisas. Conheço pessoas moderadas e são espelho de sabedoria. Precisamos moderar desde aquilo que comemos até aquilo que falamos. Dizem que esta virtude vem com a idade. Pode ser. Mas como toda virtude é 10% de inspiração e 90% de transpiração. Adquire-se um hábito virtuoso pela repetição perseverante de um mesmo ato. Vícios a gente adquire do mesmo modo. Deixe a língua solta que logo estará viciado em falar mal das pessoas. Modere suas palavras e com o tempo estará habituado a dizer a palavra certa, no momento certo, para a pessoa certa, do jeito certo!