Do evangelho segundo São Mateus (27, 45-50)
Desde o meio-dia até as três horas da tarde houve escuridão sobre toda a terra. Pelas três horas da tarde Jesus deu um forte grito: (…) “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?” (…) Alguém foi correndo pegar uma esponja, a ensopou em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e deu para Jesus beber. (…) Então Jesus deu outra vez um forte grito, e entregou o espírito.
Jovem: O autor da vida aceitou morrer
Meditação (JOVEM QUE TRABALHA COM DOENTES TERMINAIS):
Senhor Jesus, Cristo Redentor, eis-me aqui! Teu Coração aberto na cruz é a fonte da vida para todos os que vivem na doença um tempo difícil de purificação. Acompanho o calvário de irmãos em estado terminal. A certeza da tua presença muda até mesmo o sentido da dor. Um instante contigo tem o sabor da eternidade. Então, Senhor, fortalece em mim a fé, a esperança e a caridade. Faz de mim um missionário da vida, da cura, do cuidado dos pobres e esquecidos. Morrendo para mim mesmo, converte-me para o serviços aos irmãos.

Segundo a Escritura, Jesus foi crucificado à “hora terceira” (Mc 15.25) às nove horas da manhã (Naquela Época os Judeus contavam as horas apartir do raiar do Sol; as seis da manhã era 1h do dia). E à “hora nona” (às três horas da tarde) Ele deu Seu grito alucinante: “Eloí, Eloí, lamá sabactâni?… Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste?” (v. 34). Isso significa, portanto, que Jesus Cristo, deu esse grito – já estava dependurado há seis horas na cruz.