Pe. Joãozinho, scj

João Carlos Almeida – Teólogo e escritor

 

No dia 04 de abril de 2013 o Papa Francisco escreveu uma mensagem no Twitter na qual precisou apenas de 118 caracteres dos 140 permitidos para afirmar a verdade mais fundamental da nossa fé: “Deus nos ama. Não devemos ter medo de amá-lo. A fé se professa com a boca e com o coração, com a palavra e com o amor”.

Há quem viva uma religião do temor. Deus seria uma realidade terrível, pronto para nos punir se fizer qualquer coisa de errado. Certamente não é esse o Deus revelado na Bíblia e especialmente pelo mestre Jesus de Nazaré. O discípulo amado entendeu perfeitamente a lição e resumiu de modo perfeito: “Deus é amor” (1Jo 4,8). Se fomos criados à imagem e semelhança de Deus, significa que a nossa realização humana mais profunda consiste em viver uma processo de “amorização”. Isto é mais do que ter um discurso romântico. Este é um risco que leva até a desacreditar do sentido verdadeiro do amor. Falamos tanto esta palavra que ela acaba significando tudo, ou seja, nada! Amor pode significar da realidade mais sublime a tempero de comida, passando por sexo, sentimento, desejo.

O Papa Francisco nos ajuda a entender o sentido do amor ao dizer que devemos superar o medo de amar. Novamente isso nos lembra mais uma frase da carta de João: “No amor não há temor, antes o perfeito amor lança fora o temor; porque o temor tem consigo a pena, e o que teme não é perfeito em amor” (4,18). Isto mostra que o amor tem sempre uma dupla face: amorosidade e amabilidade. O amoroso ama. O amável deixa-se amar. Parece tão óbvio. Mas há momentos em que não temos humildade suficiente para deixar que os outros nos amem. Pior que isso é não permitir que Deus me ame. Jesus era humilde o bastante para reconhecer suas carências e pedir ajuda. Somente assim podemos entender seu gesto de pedir um copo d’água àquela mulher samaritana, junto ao poço de Jacó. O mesmo vemos na cruz quando ele, que é a Fonte da Água Viva, não teve pudor em reconhecer: “Tenho sede”. A amabilidade é exige a gentileza de permitir que o outro me ame. Ser amável é também um jeito de amar.

Mas Francisco dá um passo além nesta dinâmica do amor. Ele nos recorda que a fé passa pelo amor. Sim! Professamos nossa fé com os lábios. Dizemos: creio! Mas isso ainda é apenas fé em “que”. Se estacionar na adesão a um conjunto de verdades será apenas uma crença. Fé é um pouco mais. Supõe adesão de amor a uma pessoa. É fé em “quem”. Neste sentido Francisco recordará em sua exortação apostólica Evangelii gaudium uma frase lapidar de Bento XVI, que nos leva ao centro do Evangelho: “Ao início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo” (EG 7|).

O amor é sempre um encontro de pessoas. Acreditamos no Deus Trindade onde o amor circula como dínamo de vida entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Esta dinâmica transborda na criação e o “amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5,5). O amor sempre cria esta unidade plural. Por isso a oração que Jesus nos ensinou não afirma que o Pai é meu, nem que o pão é meu. O Pai é nosso e o pão também é nosso. Reduzir a fé cristã à esfera íntima e pessoal é uma sutil forma de paganismo. É estar muito longe do Deus solidário pregado por Jesus. Quem ama com o amor de Deus sabe que é preciso dar a vida, abrir as mãos, os ouvidos e o coração. Como disse Camões: “Amar é cuidar que se ganha em se perder”.

Será votado nesta quarta-feira, 26,  na Câmara dos Deputados, o Plano Nacional de Educação. O arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Orani Tempesta, alerta para a “ideologia de gênero” que está presente no Documento.

Segue mensagem do Cardeal:

Depois de adiada várias vezes devido à pressão popular, a votação do Plano Nacional de Educação (PNE), a vigorar nos próximos dez anos como parâmetro ao sistema educacional brasileiro, foi marcada para a próxima quarta-feira, dia 26 de março.

O documento a ser votado contém, no entanto, uma afronta às famílias brasileiras responsáveis pelas novas gerações, pois introduz, oficialmente, no ensino nacional a revolucionária, sorrateira e perigosa “ideologia de gênero” desmascarada mais de uma vez por estudiosos de renome.

É importante saber que a palavra gênero substitui – por uma ardilosa e bem planejada manipulação da linguagem – o termo sexo. Tal substituição não se dá, porém, como um sinônimo, mas, sim, como um vocábulo novo capaz de implantar na mente e nos costumes das pessoas conceitos e práticas inimagináveis.

 

Nesse modelo inovador de sociedade, não existiria mais homem e mulher distintos segundo a natureza, mas, ao contrário, só haveria um ser humano neutro ou indefinido que a sociedade – e não o próprio sujeito – faria ser homem ou mulher, segundo as funções que lhe oferecer.

Vê-se, portanto, quão arbitrária, antinatural e anticristã é a ideologia de gênero contida no Plano Nacional de Educação (PNE) e que por essa razão merece a sadia reação dos cristãos e de todas as pessoas de boa vontade a fim de pedir que nossos representantes no Congresso Nacional façam, mais uma vez, jus ao encargo que têm de serem nossos representantes e rejeitem, peremptoriamente, a ideologia de gênero em nosso sistema de ensino.

As formas de participação – simples, mas imprescindíveis – são as seguintes:

a) assinatura em uma plataforma específica no  http://www.citizengo.org/pt-pt/5312-ideologia-genero-na-educacao-nao-obrigado

b) ligação gratuita pelo telefone 0800 619 619. Tecla “9” pedindo a rejeição à ideologia de gênero em nosso sistema educacional.

São José, patrono da família, rogai por nós!

Rio de Janeiro, RJ, 22 de março de 2014

† Orani João, Cardeal Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Arquidiocese do Rio de Janeiro

Pe. Joãozinho, scj

João Carlos Almeida – Teólogo e escritor

Em maio de 2007 bispos de todo o nosso imenso continente estiveram no Brasil para a Conferência de Aparecida. Um deles era Dom Jorge Bergóglio, hoje, Papa Francisco. O Documento Final começava com estas inesquecíveis palavras: “Com a luz do Senhor ressuscitado e com a força do Espírito Santo, nós os bispos da América nos reunimos para celebrar a 5ª Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe (CELAM). Fizemos isso como pastores que querem seguir estimulando a ação evangelizadora da Igreja, chamada a fazer de todos os seus membros discípulos missionários de Cristo, Caminho, Verdade e Vida para que nossos povos tenham vida n’Ele”. A expressão “discípulo missionário” traduziu perfeitamente uma nova fase para o nosso povo. Recebemos muitos missionários nos últimos 500 anos. Agora percebemos que todo cristão tem esta vocação de levar o evangelho a toda criatura. Quem não é missionário descobre que nem mesmo é discípulo. Ser cristão é evangelizar.

Mas de que modo quem participa do “Apostolado da Oração” pode viver esta dimensão do “discípulo missionário”? Indo de casa em casa para anunciar o Reino do Coração de Jesus? Assumindo pastorais em sua paróquia? Participando de movimentos de espiritualidade? Certamente que tudo isso é muito bom mas existe uma forma típica do apóstolo e apóstola da oração assumir sua missão na Igreja: unindo-se espiritualmente à oferta de Cristo ao Pai em favor da salvação da humanidade. É bom lembrar que tudo começou em dezembro de 1844 numa casa de estudos jesuíta, na França. Os estudantes de filosofia e teologia queriam muito dedicar-se a obras de apostolado. Mas eles estudavam em vista do sacerdócio e naquele momento não podiam assumir todas as atividades apostólicas típicas de um ministro ordenado. Diante disso seu orientador espiritual, Pe. Francisco Gautrelet, mostrou-lhes que era possível viver esta dimensão missionária por meio da oração e da oferta de si. Ali surgiu o Apostolado da Oração.

Nos dias 07 a 08 de outubro de 2012 realizou-se em Roma o Sínodo dos Bispos sobre a “Nova Evangelização para a Transmissão da Fé”. Novamente foi um grande momento para refletir como todo cristão pode viver esta dimensão de “discípulo missionário”. Coube ao Papa Francisco, recentemente, reunir as conclusões deste encontro na sua primeira Exortação Apostólica Evangelii gaudium, traduzindo, o Evangelho da Alegria. Se pudéssemos resumir todas as palavras de Francisco em apenas duas diríamos que “para ir é preciso sair”. Para ser missionário não basta “ir” a lugares distantes. É preciso, antes, “sair de si mesmo”. Esta é a atitude de “oferecimento de si”, básica no Apostolado da Oração. Todos os dias renovamos o Ato de Oblação por meio do “oferecimento de si” pelas intenções do Santo Padre. Isto nos impede de ficar em uma espiritualidade intimista e auto-centrada. Não fazemos isso simplesmente como um mero esforço humano. Seria inútil. Unimos a nossa entrega ao oferecimento de Cristo ao Pai. Deste modo até o sofrimento adquire sentido salvífico. É neste sentido que o papa Francisco afirma de maneira muito poética no nº 264 da sua exortação: “Como é doce permanecer diante dum crucifixo ou de joelhos diante do Santíssimo Sacramento, e fazê-lo simplesmente para estar à frente dos seus olhos! Como nos faz bem deixar que Ele volte a tocar a nossa vida e nos envie para comunicar a sua vida nova! […] A melhor motivação para se decidir a comunicar o Evangelho é contemplá-lo com amor; é deter-se nas suas páginas e lê-lo com o coração.”

Não é exatamente isso que fazemos a cada eucaristia, adoração ou prece pessoal no Apostolado da Oração? Viver de modo orante, em comunhão com o Coração de Jesus, no coração do mundo é uma forma intensa e revolucionária de apostolado; é ser discípulo em missão.

Clique para saber mais:

Apostolado da Oração em Portugal

Apostolado da Oração no Brasil

Leia o documento de Aparecida

Discurso inaugural de Bento XVI em Aparecida

Leia a Exortação Apostólica do Papa Francisco: Evangelii Gaudium

Conheça o CELAM

Padres e pastores farão pregações em conjunto

 

Pela primeira vez acontece na Canção Nova, em Cachoeira Paulista (SP), o Encristus (Encontro de Cristãos na Busca de Unidade e Santidade), que favorece o encontro de evangélicos e católicos, que buscam a unidade fraternalmente, e assim, se reconhecem como irmãos e discípulos do mesmo Senhor.

“Papa Francisco com muita lucidez destacou que o caminho da comunhão plena e visível entre os cristãos ainda é um desafio. Porém, o Espírito Santo, o grande protagonista da unidade entre os cristãos, nos convida a não ter medo e avançar com confiança. O Encristus é um destes esforços no Brasil, que recebemos com satisfação na Canção Nova”, avalia o formador geral da comunidade anfitriã, padre Wagner Ferreira.

O evento com tema: “Ele pôs em nossos lábios a palavra da reconciliação” (2 Co 5:19) tem início nasexta (14/3) às 20h, com orações e cânticos, e logo após, palestra com o pastor Jamê Nobre.

As atividades retomam no sábado (15/3) a partir das 8h. Destaque para a participação do pastor JorgeHimitian – Comunidad Cristiana e CRECES (Comunión Renovada de Evangélicos y Católicos en elEspíritu Santo – Argentina), que participou de encontros na Argentina pela promoção do ecumenismo, juntamente com o cardeal Jorge Mario Bergoglio, atual Papa Francisco.

Também farão palestras o pastor José Carlos Marion, padre Douglas Pinheiro Lima (Paróquia de Santo Antonio de Santana Galvão em Vargem Grande Paulista-SP) e Reinaldo Bezerra, Coordenação Estadual RCC-SP (Renovação Católica Carismática).

Para participar desses dois dias é necessário fazer a inscrição pelo site: www.encristus.com.br. As vagas são limitadas.

Já no domingo (16/3) o evento é aberto. Serão realizadas missa e culto simultâneos às 7h, com a participação de Dom Francesco Biasin, bispo da Diocese de Barra do Piraí-Volta Redonda (RJ) e presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Ecumenismo e o Diálogo Interreligioso da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). O culto será no Auditório São Paulo.

Rui Luis Rodrigues, membro da comunidade evangélica Carisma de Osasco (SP) e padre MarcialMaçanero, assessor para o diálogo ecumênico e inter-religioso da CNBB, falam juntos sobre o tema: “Deus nos fez embaixadores da reconciliação”. (2 Cor 5,20).

Pela primeira vez no Brasil uma televisão aberta transmitirá palestras ministradas em conjunto por um pastor e um padre. O evento se encerra às 13h com a palestra “Em nome de Cristo vos suplicamos: Reconciliai-vos com Deus” proferida em conjunto pelo pastor Jorge Himitian e por Dom Biasin.

ENCRISTUS – CANÇÃO NOVA

Desde 2008 o Encristus (Encontro de Cristãos na Busca de Unidade e Santidade), promove encontros anuais e eventos mensais para unir evangélicos e católicos no Brasil. O primeiro foi em realizado emLavrinhas (SP), reuniu 21 confissões cristãs e teve a participação de monsenhor Jonas Abib e Luzia Santiago (fundador e cofundadora da comunidade Canção Nova).

SERVIÇO

Encristus – Encontro de Cristãos na busca de unidade e santidade

Dias: 14, 15 e 16 de março 2014

Local: Auditório São Paulo – Canção Nova

Endereço: Av. João Paulo II, s/n, Alto da Bela Vista – Cachoeira Paulista (SP)

Inscrições: pelo site www.encristus.com.br

Missa e culto simultâneos: no domingo (16/3), às 7h. A missa será no Rincão do Meu Senhor, e o culto no Auditório.

 

PROGRAMAÇÃO

Auditório São Paulo
Sexta – 14/03 
20h00 Cânticos e Orações
20h30 Palestra: Pastor Jamê Nobre. 
21h30 Encerramento.

Sábado – 15/03
08h00 Animação e Oração
09h00 Palestra: Reinaldo Bezerra – “Tudo vem de Deus”. (2Cor 5,18) – A reconciliação na história da RCC. 
11h00 Palestra: Pastor José Carlos Marion e Pedro Arruda – “Não imputando aos homens suas transgressões”. (2 Cor 5,19). 
12h00 Intervalo.
14h30 Cânticos:
15h00 Testemunhos
16h30 Animação e Oração
17h00 Palestra: Pastor Jorge Himitian e Pe. Douglas – “Deus mesmo nos exorta”. (2 Cor 5,20). 
20h00 Cânticos e orações.
22h00 Encerramento

Domingo – 16/03 Kairós Encristus
07h00 Santa Missa (Rincão do Meu Senhor) – Culto (Auditório São Paulo)

07h50 Intervalo
08h00 Animação e Oração
08h30 Palestra: Rui Rodrigues e Pe. Marcial Maçanero – “Deus nos fez embaixadores da reconciliação”. (2 Cor 5,20) 
09h30 Intervalo
10h00 Animação e Oração
10h20 Testemunho: Márcia Marion e Pastor José Carlos Marion.
11h30 Intervalo
13h00 Palestra: Pastor Jorge Himitian e Dom Francesco Biasin – “Em nome de Cristo vos suplicamos: Reconciliai-vos com Deus” 
14h00 Encerramento

O encontro visa arrecadar fundos para saldar investimentos da JMJ Rio 2013

 

 

No fim de semana após o feriado de Carnaval, de 7 a 9/03, a Canção Nova em Cachoeira Paulista/SP vai ser sede do evento da Arquidiocese do Rio de Janeiro “Doe de Coração” – com o intuito de arrecadar fundos para quitar os últimos investimentos da Jornada Mundial da Juventude que aconteceu no Rio de Janeiro em julho de 2013.

Na ocasião, será lançado o Instituto para a Juventude, chamado de IJuventude. O instituto vai trabalhar na promoção, recuperação e inclusão do jovem na sociedade através da evangelização. Segundo o vice-presidente da entidade e um dos coordenadores do evento, Márcio Queiroz, “será um espaço para ouvir, para discutir as questões da juventude.”

O “Doe de Coração” terá momentos de Adoração ao Santíssimo Sacramento, Missas, momentos marianos, pregações, palestras, testemunhos além da presença dos Cardeais D. Raimundo Damasceno e Dom Orani Tempesta, dos padres Paulo Ricardo, Joãozinho (scj), Eduardo Dougherty, Reginaldo Manzotti, Omar Raposo e Monsenhor Jonas Abib, além do fundador da Comunidade Shalom, Moysés Azevedo.

Haverá shows de evangelização com Adoração e vida, Adriana Arydes, Amor e adoração, Diego Fernandes, Dominus, Dunga, Ricardo Sá, Eros Biondini, Eugenio Jorge, Fátima Souza, Ítalo Villar, Márcio Pacheco, Missionário Shalom, Nilton Junior, Olívia Ferreira, Pe Alessandro Campos, Pe Omar Raposo, Pe Reginaldo Manzotti, Tony Allysson, Vida Reluz e Ziza Fernandes.

 
O evento será pioneiro na transmissão simultânea pelas emissoras de TV e Rádio católicas do Brasil – Rede Vida, WEBTV Redentor, Sistema Canção Nova de Comunicação, Rede Aparecida, Rede Século 21, TV Evangelizar, TV Nazaré, TV Horizonte, Tarde com Maria, RCR (Rede Católica de Rádio), Rádio Catedral (FM 106,7) e Rede Arqnit.

 

Para saber mais sobre o Doe de Coração ou o Instituto para a Juventude, acesse o site oficial,www.ijuventude.org, ou na página do Facebook (/iJuventude).

 


SERVIÇO
Evento “Doe de Coração” na Canção Nova
Local: Centro de Evangelização
End.: Av João Paulo II, s/nº  Alto da Bela Vista – Cachoeira Paulista/SP
Entrada: gratuita

Show de evangelização, sábado (8)  com os cantores Adoração e Vida, Adriana Arydes, Amor e adoração, Diego Fernandes, Dominus, Dunga, Ricardo Sá, Eros Biondini, Eugenio Jorge, Fátima Souza, Ítalo Villar, Márcio Pacheco, Missionário Shalom, Nilton Junior, Olívia Ferreira, Pe Alessandro Campos, Pe Omar Raposo, Pe Reginaldo Manzotti, Tony Allysson, Vida Reluz, Olívia Ferreira e Ziza Fernandes.

Programação completa no site – http://blog.cancaonova.com/eventos/2014/02/13/doe-de-coracao/


Mais informações: 
Assessoria de Imprensa Canção Nova
assessoria.cancaonova.com
Twitter: @imprensacn
(12) 3186-2086 / 7898-1597 / ID: 139*1435
(12) 3186-2000 (ramal: 30900)

Durante a JMJ RIO 2013 aconteceu aquele momento único: o maior flash mob do mundo. A energia de uma canção movida pela fé em Jesus e animada pelo carinho acolhedor para com Francisco, o vigário de Cristo, congregou a todos e mostrou que a comunhão é possível. Milhões de jovens se uniram espontaneamente de modo quase que automático. Bispos, padres, diáconos, autoridades civis e religiosas levaram um pouco mais de tempo para se integrar naquele corpo dançante e acolhedor. Mas o contágio aconteceu. De meros observadores, aos poucos, todos foram ensaiando os movimentos e se integrando na sincronia da paz. Estamos acostumados a ver os membros da Igreja de modo bem separado: cada um na sua. A cultura do encontro, proposta por Francisco subverteu esta ordem. A coreografia substituiu o abraço que cada um gostaria de dar no papa. Era uma Igreja unida em prece que o abraçava na canção. oi maravilhoso. Bispos superaram o pudor e ergueram os braços. Por que, não?! Há momentos que eternizam um instante e significam mais do que os olhos conseguem ver. Meu coração ardeu naquele momento e fiquei imaginando que aquele flash mob poderia contagiar todas as paróquias. Teríamos uma Igreja mais parecida com o sonho do Concílio Vaticano II: sacramento de comunhão. Nem precisaríamos de uma música envolvente ou de um momento único. Não seria necessária uma multidão de jovens. Bastaria superar os pudores do individualismo e da auto-referencialidade. Para viver no mesmo ritmo é preciso prestar atenção ao ritmo do outro: ouvir mais do que falar; perguntar mais que responder; servir mais do que reinar. O flash mob da JMJ Rio 2013 foi uma parábola dançante da Igreja que vivem em comunhão.

Pe. Joãozinho, scj

Teólogo e comunicador